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  • Encruzilhada do mundo do petróleo
    Despertai! — 1983 | 22 de outubro
    • Encruzilhada do mundo do petróleo

      Do correspondente de “Despertai!” nas Antilhas Holandesas

      GRANDES navios, alguns dos maiores do mundo, vêm à Baía de Bullen, no Curaçau. Não vêm a esta ilha tropical nas Antilhas Holandesas trazendo turistas ou pessoas em férias. Em vez disso, vêm com aquela preciosa mercadoria de grande consumo em todo o mundo — o petróleo.

      Para ser economicamente viável, o óleo cru precisa ser transportado em quantidades extremamente grandes, em superpetroleiros. Esses VLCCs (sigla em inglês para Navios de Carga Bruta de Grande Porte), como são chamados comercialmente, podem transportar de 150.000 a 500.000 toneladas de petróleo, e exigem instalações portuárias com profundidade de 15 a 30 metros de água. Não há muitos portos no mundo que podem receber esse tipo de navio. De fato, em todos os Estados Unidos, o maior consumidor de petróleo, não existe nenhum que possa receber até mesmo o menor dos VLCCs, os de 150.000 toneladas. É aí que a Baía de Bullen entra em cena.

      O óleo cru do Oriente Médio e da África Ocidental é trazido ali pelos VLCCs. Dali, é recarregado em petroleiros menores e embarcado para os Estados Unidos e outros lugares. Da mesma forma, óleo da Venezuela e do México é transportado até ali em petroleiros menores e então conduzido pelos VLCCs a vários pontos do mundo. É pouco conhecido que a Baía de Bullen é sede do maior terminal de baldeação de petróleo, a encruzilhada do mundo do petróleo.

      Vantagens Naturais

      O que torna Curaçau o ponto ideal para tal operação é o fato de que a costa dessa ilha é virtualmente livre de rochas ocultas, recifes ou bancos-de-areia. A convidativa água límpida azul-esverdeada em volta da ilha é tão profunda que entre os nativos há um conto segundo o qual a ilha de Curaçau é como um cogumelo assentado no topo de uma haste no mar do Caribe. Algum dia, diz o conto, a haste se quebrará e a ilha tombará no mar. No ínterim, contudo, portos de grande calado em volta da ilha, como o da Baía de Bullen, servem quais conexões vitais no mundo do petróleo.

      Outra vantagem natural é o clima favorável de Curaçau. No ano inteiro a temperatura fica nos relativamente amenos 26-29°C, a umidade é baixa, nunca há um dia de nebulosidade, e a maré raramente varia mais de um metro. Em suma, o tempo é estável — exatamente como os comandantes de navio gostariam que fosse. Ora, o terminal de petróleo na Baía de Bullen nunca perdeu um dia de trabalho por causa de mau tempo! O único acidente registrado foi o de um tanque de armazenamento atingido por um raio numa certa ocasião, mas sem prejuízos sérios.

      Grandes Tanques e Oleodutos

      Fundamental para as instalações ali são os 61 reluzentes e prateados tanques de armazenamento. Um deles é tão gigantesco que quando foi construído jogou-se uma partida de futebol dentro dele para dramatizar seu tamanho. É o maior no hemisfério ocidental. Sozinho pode comportar até um milhão de barris de petróleo. Juntos, todos os tanques têm uma capacidade de armazenamento de 17,5 milhões de barris. Isto é mais do que o dobro do óleo importado diariamente pelos Estados Unidos.

      Uma complicada rede de oleodutos e bombas conectam todos os tanques e os seis cais ou píeres onde os navios-tanque carregam e descarregam suas cargas. “A beleza da estrutura dos oleodutos”, diz o gerente de operações do terminal, “é que o óleo pode passar por qualquer tanque, qualquer linha, qualquer bomba e qualquer píer”. Essa flexibilidade permite ao terminal manusear até 20 diferentes tipos de óleo cru por vez.

      Um desses é o bruto pesado da Venezuela. É tão denso que se solidificará se deixado numa temperatura normal. Três tanques quentes especialmente isolados, com capacidade global de um milhão de barris, junto com um sistema de oleodutos independente, mantêm o óleo bruto pesado liquefeito enquanto é descarregado de petroleiros menores ou recarregado nos VLCCs para sua longa viagem à Europa, Japão ou outra parte.

      Embora o negócio principal na Baía de Bullen seja o petróleo, ele é mesclado com água — água de lastro. Os petroleiros em busca de petróleo vêm carregados de água potável qual lastro. Em vez de lançada ao mar, até um milhão de toneladas dessa água potável é aproveitada todo ano pela eficiente estação deslastradora no terminal. Trata-se duma importante contribuição ao bem-estar da ilha, visto que doutro modo a água potável só é obtida pela destilação da água do mar, um processo muito dispendioso.

      Tudo Num só dia de Trabalho

      Todo dia cerca de um milhão de barris de petróleo passam pela Baía de Bullen. Quando chega um superpetroleiro, pode ser necessário uns três dos tanques grandes para receber a carga. Para descarregá-lo, talvez se conecte um dos seis cais com as bombas e os oleodutos relacionados por 40 a 48 horas. Outros petroleiros podem atracar para apanhar o óleo. E num dado dia pode haver uma dúzia ou mais de petroleiros entrando e saindo do terminal. Quando se trata de programar as operações, “é como montar um quebra-cabeças”, diz um diretor de projeto.

      Tudo isso é comandado pela sala de operações no interior do prédio administrativo. Por meio de 10 vídeos e controle remoto, operadores habilitados podem monitorizar e controlar tudo o que acontece. Um bem-equipado laboratório, bem como um sofisticado equipamento eletrônico portátil, garantem constante inspeção na qualidade de todos os carregamentos. Tudo isso deu ao terminal o invejável título de ‘o Rolls Royce dos terminais de petróleo’.

      Esse terminal na Baía de Bullen nunca fecha. Petroleiros de todos os tipos e tamanhos chegam e partem a qualquer hora do dia ou da noite. Mas, isso dificilmente é observado pelos milhares de turistas que chegam e partem, muito menos pelos milhões de pessoas em outras partes, cujo meio de vida depende da carga que flui por esse maior terminal de baldeação de petróleo do mundo.

  • A enguia-elétrica — maravilha de engenharia
    Despertai! — 1983 | 22 de outubro
    • A enguia-elétrica — maravilha de engenharia

      Cavalos que cruzavam um riacho na América do Sul freneticamente ficaram de pé sobre as patas traseiras e tombaram na água. Por quê?

      Haviam recebido fortes choques de enguias-elétricas. A enguia pode chegar a 3 metros de comprimento e quase meio metro de circunferência. Experimentos têm mostrado que a corrente gerada pela enguia-elétrica é suficientemente forte para acender várias lâmpadas de 100 watts.

      Como produz a enguia-elétrica tal forte corrente? Existem três órgãos geradores de correntes que ocupam uns 40 por cento de seu corpo. Cada célula do sistema gerador de corrente é projetada de modo tal que existe dentro uma concentração de íons carregados negativamente e fora íons carregados positivamente. O potencial elétrico resultante é muito pequeno. Contudo, visto que umas 6.000 a 10.000 dessas células são ligadas juntas numa só coluna, a voltagem global pode ser de mais de 500. Adicionalmente, existem umas 70 colunas, dispostas paralelamente em cada lado do corpo da enguia, que geram uma corrente de aproximadamente um ampère.

      Descobriram-se dois detalhes de projeto que possibilitam uma descarga elétrica simultânea. Os condutores nervosos de diferentes comprimentos também variam em espessura. Quanto mais delgados forem os condutores nervosos, tanto mais lentamente o sinal de descarga do cérebro atingirá as células. Assim, os nervos condutores que levam a partes mais distantes são os mais espessos. Os nervos condutores mais curtos, por sua vez, têm um sistema de retardamento que evita uma carga elétrica prematura.

      A enguia-elétrica não pode ser prejudicada por sua própria corrente. À exceção de duas membranas que tornam possível a corrente elétrica ser descarregada na água, o restante da pele espessa serve qual isolante ideal. A ligação das baterias elétricas é tal que a corrente não pode fluir a qualquer outra parte do corpo da enguia.

      Tal projeto magistral aponta para a existência de um projetista. A Bíblia claramente o identifica pelo nome de Jeová Deus. — Gênesis, capítulos 1, 2.

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