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Neutralidade num mundo confusoA Sentinela — 1980 | 1.° de junho
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Esconde-te por um instante, até que passe a verberação. Pois, eis que Jeová está saindo do seu lugar para ajustar contas pelo erro do habitante da terra contra ele, e a terra certamente exporá seu derramamento de sangue e não mais encobrirá os seus que foram mortos.” (Isa. 26:20, 21) Depois de Jeová ter ajustado contas com o mundo culpado de sangue, o povo puro dele emergirá de seu preparado esconderijo miraculoso para desfrutar paz eterna numa terra que nunca será novamente manchada com o sangue de guerras e violência. (Sal. 46:8, 9) Então, aqueles que ‘não fizeram parte do mundo’ que findou permanecerão na nova ordem de Deus, para sempre fazendo a vontade dele. (1 João 2:17) Assim, por eles mesmos, terão contribuído para uma história, livre de sangue, de neutralidade cristã num mundo confuso.
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Nós não desistimos!A Sentinela — 1980 | 1.° de junho
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Nós não desistimos!
Mais de 100 anos no serviço de Deus apesar de grandes provas de fé
Conforme narrado por Ilse Unterdörfer
EM setembro de 1939, minha amiga Elfriede Löhr e eu nos encontrávamos no campo de concentração de Ravensbrück, na Alemanha. A Segunda Guerra Mundial mal tinha começado.
Heinrich Himmler, chefe da SS nazista (Schutz-Staffel, ou Guarda de Elite), visitou-nos no campo de concentração de Lichtenburgo, um pouco antes de sermos levadas para o recém-construído campo de Ravensbrück. O propósito dele era conseguir que as Testemunhas de Jeová abandonassem sua fidelidade a Deus e dessem apoio aos empenhos de guerra nazistas. Mas, até o último de nós recusou. Diante disto, Himmler ficou grandemente irado e gritou: “O seu Jeová pode reinar no céu, se assim quiserem, mas aqui na terra nós é que governamos! Vamos mostrar-lhes quem resistirá mais tempo, vocês ou nós!”
Elfriede e eu, junto com muitas de nossas irmãs cristãs, suportamos por quase seis longos anos algumas das mais terríveis condições imagináveis. Porém, nós, Testemunhas, sobrevivemos, ao passo que Himmler, Hitler e sua turba acabaram-se!
Anos antes, enquanto ainda éramos adolescentes, tanto Elfriede como eu havíamos decidido usar nossa vida no serviço de Deus e que nada, nunca, nos faria desistir! Antes de sermos enviadas ao campo de concentração, havíamos sentido o confortador cuidado de Deus, à medida que pregávamos as boas novas do Reino, apesar da crescente perseguição nazista. E hoje ainda permanecemos nele, tendo completado entre as duas 100 anos de serviço dedicado. Mas, deixe-me contar-lhe como fomos parar em Ravensbrück.
NOSSOS PRIMEIROS ANOS NO SERVIÇO DE DEUS
Em 1926, quando Elfriede tinha apenas 16 anos, simbolizou sua dedicação a Deus
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