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  • Cuidado! Há espiões por perto!
    Despertai! — 1987 | 22 de novembro
    • de uma carta confidencial, de modo a deixar o outro embaraçado.

      No caso citado no início, o marido traía não só seu patrão, mas também sua família. Sem que a esposa soubesse, ele havia arrastado o próprio filho para a rede de espionagem. Ambos os homens foram condenados à prisão.

      Livros e filmes representam o mundo dos espiões como um mundo de heróis bronzeados, de minicâmaras, e de encontros secretos. Os jornais dão em manchete a descoberta do mais recente agente infiltrado, isto é, um agente que penetra no serviço de informações do lado oposto e consegue galgar um posto chave. Esta imagem criada pelos serviços noticiosos está completamente fora da realidade. Usam-se agentes infiltrados e minicâmaras, mas apenas em reduzidíssimo grau. A coleta de informações é, na maior parte, um trabalho tedioso. Envolve perscrutar jornais e revistas especializadas, e revistas financeiras ou científicas, para captar pormenores aparentemente triviais que, uma vez ajuntados, resultam num todo inteligível. E, ainda assim, algumas pessoas se sentem atraídas para os domínios da espionagem em busca de emoções.

      Fim das Mentiras e dos Espiões

      A rede de espionagem lança ampla sombra, até mesmo ofuscando a vida de pessoas de fora dela. Estas pagam por isso. Vivem num clima de suspeita, gerado por ela, e que se alimenta dela. Vêem-se confrontadas com a deslumbrante imagem dela. O proceder sábio para os cristãos é resistir totalmente ao mundo ganancioso, desonesto e imoral da espionagem. — Compare com 1 Timóteo 6:7-10; Colossenses 3:5-10.

      Quão diferentes seriam as coisas se tivéssemos apenas um único governo mundial que acabasse com o nacionalismo, que unisse os cidadãos, e não os dividisse! Quão esplêndido seria se as autoridades dessem brilhante exemplo de fidedignidade e de honra, e se prevalecesse o amor, e não o medo! Tudo isso é exatamente o que o Reino de Deus fará. — Revelação 7:9, 10, 16, 17; 2 Pedro 3:13.

  • A visita papal reabre velhas feridas
    Despertai! — 1987 | 22 de novembro
    • A visita papal reabre velhas feridas

      DURANTE a visita do Papa à Alemanha, em maio último, ele se referiu às “dificuldades que a Igreja enfrentou na era nazista”. O jornal Kölner Stadt-Anzeiger noticiou isto, e então acrescentou: “Ele deixou de mencionar que alguns dos destacados clérigos católicos não tiveram coragem, pregando sermões de apoio às escolas religiosas, mas não contra a perseguição aos judeus.”

      Os ritos de beatificação de Edith Stein — uma judia convertida ao catolicismo — também se tornaram um pomo de discórdia. Os judeus levantaram objeções a que ela fosse representada como mártir católica. O jornal Nürnberger Nachrichten disse: “Edith Stein foi beatificada como mártir da fé cristã, o que não é uma pura verdade. Ela foi mandada para a morte numa câmara de gás, em Auschwitz, em 1942, como judia, e não como freira católica.” Um grupo católico afirmou que a beatificação era uma tentativa de encobrir “o embaraçoso silêncio da Igreja Católica depois de os nazistas assumirem o poder”. Outro grupo católico disse que a beatificação “não ousa cegar-nos ao fato de que os bispos católicos não ofereceram praticamente nenhuma resistência, mas, antes, cooperaram abertamente com o sistema Nacional-Socialista”.

      Alguns críticos exigiram uma admissão de culpa pelo silêncio da Igreja Católica durante o Holocausto, mas nenhuma foi feita. “Durante sua reunião com os bispos, na noite anterior”, dizia a notícia do jornal Süddeutsche Zeitung, “o papa teve o máximo de cautela ao tocar neste espinho que há na consciência da igreja. Durante a ditadura nazista, a Sé Apostólica procurou, através da concordata, ‘evitar que acontecesse o pior’, mas ‘não conseguiu impedir os calamitosos acontecimentos’. O papa disse que não via motivo para se acusar os bispos alemães pelo seu silêncio”.

  • Quem sofreu a agonia do Holocausto?
    Despertai! — 1987 | 22 de novembro
    • Quem sofreu a agonia do Holocausto?

      EM JUNHO último, o Congresso Judaico Americano mandou uma carta aberta ao Papa João Paulo II. Foi publicada no jornal The New York Times, de 26 de junho. Protestava contra a audiência papal concedida a Kurt Waldheim, presidente da Áustria, acusado de estar envolvido na matança nazista de judeus, durante a II Guerra Mundial. Waldheim foi citado como o símbolo “dos atuais esforços de diminuir, falsear e esquecer o Holocausto”.

      Depois de admitir que a agonia do Holocausto não podia ser reparada, a carta dizia: “Mas, por certo, o comando mais sagrado de nossa geração e a memória: não esquecer-se de como o silêncio transformou-se em indiferença, a indiferença transformou-se em cumplicidade, e, por fim, transformou-se num pesadelo de matança para milhões e milhões de pessoas.” Waldheim, dizia a carta, “deseja infligir às vítimas do Holocausto a derradeira indignidade do esquecimento”. O Papa foi então censurado por ter “posto de lado os princípios morais” e recebido Waldheim no Vaticano. A carta prosseguia:

      “É possível, Sua Santidade, que no esquecimento de Waldheim [do Holocausto] haja um eco, embora distante, do esquecimento também da Igreja? Tem Sua Santidade lidado com a indiferença das igrejas católicas da Europa à sorte dos judeus durante a II Guerra Mundial? Nem uma palavra sequer sobre o assunto foi dita em qualquer de suas visitas papais aos vários países europeus, e aos Campos de Extermínio. Apesar do extraordinário heroísmo de tantos católicos, individualmente, não é verdade que, junto com grande parte do resto do mundo, as igrejas oficiais ficaram em grande parte silenciosas e abandonaram os judeus em sua agonia? E se a Igreja, para a qual milhões de pessoas se voltam em busca de orientação moral, não pode ainda conviver com seu passado, se não pode satisfazer às exigências da sagrada memória, que esperança existe para os outros?”

      Naturalmente, o genocídio praticado contra milhões de judeus realmente clama ser lembrado. Mas reflita por um instante. Quando a carta menciona o Holocausto, não é este apresentado exclusivamente como um holocausto de judeus? Não foi somente quanto à “sorte dos judeus” que as igrejas católicas foram acusadas de indiferença? E, de acordo com esta carta, não foi ‘grande parte do resto do mundo e de outras igrejas’ que “abandonaram os judeus em sua agonia?” Somente os judeus? Não sofreram outros, além dos judeus?

      O livro The Forgotten Holocaust (O Holocausto Esquecido) mostra que houve três milhões de poloneses não-judeus sacrificados no Holocausto. O livro A History of the Modern World (História do Mundo Moderno) refere-se a milhões de outras pessoas envolvidas nele. Até mesmo a respeito das Testemunhas de Jeová alemãs, fontes alheias às Testemunhas têm informado que “cerca de 10.000 foram presas” e que “mais de duas mil pereceram nos campos de concentração”.

      O Holocausto, portanto, não deve ser considerado uma agressão somente contra os judeus. Hitler estava determinado a exterminar qualquer grupo de pessoas que não se curvasse diante de sua doutrina sobre a superioridade ariana. As Testemunhas de Jeová estavam incluídas nisso, porque elas acreditavam e aplicavam o princípio bíblico de Atos 17:26, 27.

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