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NazireuAjuda ao Entendimento da Bíblia
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algo inferior a isso degradaria a solenidade do voto, tornando-o algo comum.
NAZIREUS POR TODA A VIDA
No caso dos designados por Jeová como nazireus por toda a vida, sendo escolhidos por Ele para um serviço especial, eles não faziam quaisquer votos e não estavam limitados a um período circunscrito de tempo (cujos dias eram calculados de novo desde o início, caso o voto fosse quebrado antes de ser concluído). Por estes motivos, os mandamentos de Jeová para eles diferiam um tanto de Seus requisitos para os nazireus voluntários. Sansão era um de tais nazireus vitalícios, designados por Deus, tendo sido divinamente designado para ser tal já antes de sua concepção. Mesmo no caso de sua mãe, não era algo opcional; visto que o filho dela seria um nazireu, o anjo ordenou-lhe que observasse regulamentos especiais — que não bebesse vinho nem bebida inebriante, nem comesse qualquer coisa impura durante a sua gravidez. — Juí. 13:2-14; 16:17.
Quanto a Sansão, o regulamento era que “não deve vir navalha sobre a cabeça dele”. (Juí. 13:5) No entanto, não se lhe impôs nenhuma proibição de tocar em cadáveres. Assim sendo, quando Sansão matou um leão, ou quando matou 30 filisteus e então despojou os cadáveres de suas vestes, isto não profanou seu nazireado. Ainda em outra ocasião, com a aprovação de Deus, ele matou 1.000 inimigos “com a queixada dum jumento — um montão, dois montões!” — Juí. 14:6, 19; 15:14-16.
No caso de Samuel, foi a mãe dele, Ana, que fez um voto de nazireu, colocando à parte o filho dela, ainda não concebido, para o serviço de Jeová. A Deus, disse ela em oração: “Se sem falta . . . deres à tua escrava um descendente masculino, eu o entregarei a Jeová todos os dias da sua vida [“e ele não beberá nenhum vinho nem bebida forte”, ( 1 Reis 1:11, LXX)3 e não passará navalha sobre a sua cabeça.” ( 1 Sam. 1:9-11, 22, 28) João, o Batizador, não devia “beber nenhum vinho nem bebida forte”. Fornecem-se poucos pormenores adicionais sobre o seu nazireado, exceto que ele também, por designação divina, devia ser tal desde o dia de seu nascimento. — Luc. 1:11-15; compare com Mateus 3:4; 11:18.
Sansão, Samuel e João, o Batizador, achavam-se entre os nazireus a quem o próprio Jeová suscitou, como ele diz pela boca do profeta Amós: “Continuei a suscitar alguns dos vossos filhos como profetas e alguns dos vossos jovens como nazireus.” No entanto, eles nem sempre foram aceitos ou respeitados, e o obstinado Israel até mesmo tentava violar a integridade deles a Jeová. (Amós 2:11, 12) Quando a plena medida dos pecados de Israel atingiu seu limite, e Jeová removeu o Israel típico em 607 AEC, os nazireus infiéis dentro de Jerusalém tampouco conseguiram escapar. Jeremias descreve como os nazireus, outrora saudáveis e fortes, ficaram negros à medida que sua pele enrugou-se sobre seus ossos, devido à terrível fome. — Lam. 4:7-9.
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NeápolisAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NEÁPOLIS
[cidade nova].
Uma cidade da Grécia, situada no extremo N do mar Egeu e que servia como porto marítimo de Filipos. Acha-se geralmente ligada à moderna Cavala. Esta cidade ocupa um promontório rochoso na cabeceira do golfo de Cavala. Seu porto acha-se situado do lado O, e a Cavala propriamente dita se acha a c. 16 km a SE das ruínas de Filipos. Inscrições latinas indicam a dependência que esta cidade tinha para com Filipos, nos tempos romanos, e trechos de um aqueduto ali existente parecem ser de construção romana. A Via Egnácia, construída pelos romanos, ligava Neápolis e Filipos e ia em direção O por todo o caminho até Durazzo (Durrës) no mar Adriático.
Foi em Neápolis que o apóstolo Paulo entrou pela primeira vez na Europa, em acolhida à chamada de ‘passar à Macedônia’. Dali, dirigiu-se a Filipos, e isto possivelmente lhe tomando três ou quatro horas, ao atravessar a cadeia montanhosa existente entre as duas cidades. (Atos 16:9-11) Cerca de seis anos depois, Paulo sem dúvida passou novamente por Neápolis. — Atos 20:6.
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NeblinaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NEBLINA
Veja BRUMA (NEBLINA).
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NeboAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NEBO
1. Uma cidade moabita que veio a ficar sob o controle do rei amorreu, Síon, algum tempo antes de os israelitas entrarem na Terra Prometida. (Compare com Números 21:26; 32:3; Isaías 15:2.) Depois de Israel ter derrotado Síon, os rubenitas reconstruíram Nebo. (Núm. 32:37, 38) Na parte final do século X AEC, contudo, parece que os rubenitas (1 Crô. 5:1, 8) perderam a cidade, pois, na Pedra Moabita, o Rei Mesa se jactava de tê-la tomado de Israel, sob a direção do seu deus, Quemós. Mais tarde, tanto Isaías (no século VIII AEC) como Jeremias (no século VII AEC), mencionaram Nebo nas profecias dirigidas contra Moabe. — Isa. 15:2; Jer. 48:1, 22.
Nebo é comumente identificada com Khirbet Mekhayyet, situada a c. 8 km a SO de Hésbon. Neste sítio existem ruínas de uma antiga fortaleza. Também, foram encontradas grandes quantidades de fragmentos de vasos (que se julga datarem do século XII ao início do século VI AEC).
2. Uma cidade cujos representantes voltaram do exílio babilônico. (Esd. 2:1, 29) No tempo de Esdras, alguns dos “filhos [provavelmente, habitantes] de Nebo” despediram suas esposas estrangeiras. (Esd. 10:43, 44) Pelo visto, a fim de diferençar esta Nebo da N.° 1 acima, ela é designada como a “outra Nebo”. (Nee. 7:33) A moderna Nuba, situada a c. 12 km a NO de Hébron, tem sido apresentada como sendo uma possível identificação dela.
3. Era, evidentemente, uma das montanhas do Abarim. Foi do monte Nebo, ou do cume do Pisga (que pode ter sido parte do Nebo ou o Nebo pode ter sido parte do Pisga) que Moisés contemplou a Terra Prometida, e então morreu ali. (Deut. 32:48-52; 34:1-4) O monte Nebo é geralmente indentificado com o Jebel en-Neba. Este monte se eleva 823 m acima do nível do mar, e se localiza a c. 19 km a E de onde o Jordão deságua no mar Morto. Crê-se que Pisga pode ser Ras es-Siyaghah, uma elevação logo a NO, e ligeiramente mais baixa, do que o pico de Jebel en-Neba. Num dia límpido, o cume do Ras es-Siyaghah provê esplêndida vista, incluindo os montes Hermom, Tabor, Ebal e Gerizim, a cordilheira central em que se situam Belém e Hébron, o vale do Jordão e o mar Morto.
4. Uma deidade cuja humilhação, na queda da cidade de Babilônia, foi predita pelo profeta Isaías. (Isa. 46:1, 2) veja BEL.) Julga-se que o nome de este deus significa “orador, anunciador, profeta”. Nebo foi adorado tanto em Babilônia como na Assíria. Era identificado com o planeta Mercúrio, e considerado como sendo o filho de Marduque e Sarpanitu, e o consorte de Tashmet (Tashmitum). Para seus adoradores, Nebo era um deus de sabedoria e de erudição, “o deus que possui inteligência”, “aquele que ouve de longe”, “aquele que ensina”, e “o senhor do estilo da tabuinha”.
[Imagem na página 1177]
Nebo, deus assírio.
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NebuzaradãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NEBUZARADÃ
[Nebo deu descendência].
O chefe da guarda pessoal e a figura principal das forças de Nabucodonosor durante a destruição real de Jerusalém em 607 AEC. Parece que Nebuzaradã não estava presente no sítio inicial e na penetração de Jerusalém, pois foi cerca de um mês depois que ele “veio a Jerusalém”, depois de o Rei Zedequias ter sido conduzido a Nabucodonosor, e ser cegado. — 2 Reis 25:2-8; Jer. 39:2, 3; 52:6-11.
De fora da cidade, Nebuzaradã dirigiu as operações babilônias de destruição da cidade, que começaram no “dia sétimo do mês” (o quinto mês, ab), e que incluíam o saque dos tesouros do templo, destroçar a muralha, lidar com os cativos e permitir que alguns dos mais humildes permanecessem. (2 Reis 25:8-20; Jer. 39:8-10; 43:5, 6; 52:12-26) Três dias depois, no décimo dia do mês, parece que Nebuzaradã “entrou em Jerusalém” (Veja também CBC; MC; PIB; Vozes), e, depois de uma inspeção, incendiou a casa de Jeová e reduziu a cidade a cinzas. (Jer. 52:12, 13) Josefo observou que foi nesse mesmíssimo dia, o décimo dia do quinto mês, quando o templo de Salomão foi incendiado, que o templo reconstruído por Herodes também foi incendiado, em 70 EC. — Wars of the Jews (Guerras Judaicas), Livro VI, cap. IV, pars. 5, 8.
Nebuzaradã, sob ordens de Nabucodonosor, libertou Jeremias, e falou bondosamente com ele, permitindo que escolhesse o que desejava fazer, oferecendo-se para cuidar dele e lhe dando alguns suprimentos. Nebuzaradã também foi o porta-voz do rei de Babilônia ao designar Gedalias como governador dos que permaneceram em Judá. (2 Reis 25:22; Jer. 39:11-14; 40:1-7; 41:10) Cerca de cinco anos depois, em 602 AEC, Nebuzaradã levou outros judeus para o cativeiro, pelo que parece aqueles que tinham fugido para os territórios circunvizinhos. — Jer. 52:30.
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NecoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NECO
Um faraó do Egito, contemporâneo do Rei Josias, de Judá. Segundo Heródoto, historiador grego, Neco era filho de Psamético I, e sucedeu seu pai como governante do Egito. Embora iniciasse a obra de construção dum canal que ligava o Nilo ao mar Vermelho, não concluiu tal projeto. No entanto, mandou realmente uma frota fenícia numa viagem em torno da África. Esta viagem foi concluída com êxito em três anos. — História, Livro II, seções 158, 159; Livro IV, seção 42, Clássicos Jackson.
Perto do fim do reinado de 31 anos de Josias (659-c. 629 AEC), o faraó Neco marchou através de Canaã para combater o “rei da Assíria” (o conquistador babilônio da Assíria, Nabopolassar). Nessa época, Josias desconsiderou “as palavras de Neco provenientes da boca de Deus”, e foi ferido mortalmente quando tentava fazer recuar as forças egípcias, em Megido. Cerca de três meses depois, o faraó Neco levou cativo a Jeoacaz, sucessor de Josias no trono, e fez de Eliaquim, com 25 anos, o seu vassalo, mudando o nome do novo governante para Jeoiaquim. Neco também impôs pesada multa ao reino de Judá. (2 Reis 23:29-35; 2 Crô. 35:20 a 36:4) Em Carquemis, uns quatro anos depois (625 AEC), as forças de Neco sofreram derrota às mãos dos babilônios, sob o comando de Nabucodonosor. — Jer. 46:2.
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NeemiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NEEMIAS
[Jeová conforta, ou, Jeová é conforto].
Filho de Hacalias, e irmão de Hanani; copeiro do rei persa, Artaxerxes
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