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    • a Festividade das Barracas, por oito dias. Dois dias depois, os israelitas se reuniram de novo. Durante esta assembléia, fez-se uma confissão geral do pecado de Israel. Após o que foi redigido um contrato de confissão. Este contrato de confissão, ou “arranjo fidedigno”, foi atestado pelos príncipes, pelos levitas e pelos sacerdotes. Neemias, o “Tirsata [governador]”, foi o primeiro a atestá-lo por meio dum selo. (Nee. 8:13 a 10:1) Todo o povo concordou em refrear-se dos casamentos mistos com estrangeiros, de observar os sábados e de sustentar o serviço no templo. Em seguida, uma pessoa de cada dez foi escolhida, por sorte, para morar de modo permanente em Jerusalém. — Nee. 10:28 a 11:1.

      Foi depois disto que a muralha de Jerusalém foi inaugurada. Para tal ocasião, Neemias designou dois grandes coros de agradecimento e cortejos para percorrerem a muralha em direções opostas. Isto foi feito e todos se juntaram no templo, a fim de oferecer sacrifícios. Adicionalmente, designaram-se homens para ficar encarregados das contribuições para os sacerdotes e os levitas. — Nee. 12:27-47.

      Cerca de doze anos depois, no trigésimo segundo ano de Artaxerxes, Neemias deixou Jerusalém. Ao voltar, encontrou condições deploráveis entre os judeus. Eliasibe, o sumo sacerdote, tinha construído um refeitório no pátio do templo para ser usado por Tobias, o mesmíssimo homem que, anteriormente, tinha-se oposto tenazmente ao trabalho de Neemias. De imediato, Neemias agiu. Jogou fora do refeitório toda a mobília de Tobias, e instruiu que fosse purificada a sala de refeições.

      Em aditamento, Neemias tomou medidas para assegurar-se de que fossem feitas as contribuições para os levitas, e fez vigorar a estrita observância do sábado. Também administrou a disciplina contra os que tinham tomado esposas estrangeiras — os filhos deles com tais mulheres não sabendo sequer falar a língua dos judeus: “E comecei a ralhar com eles, e a invocar o mal sobre eles, e a golpear alguns homens deles, e a arrancar seu cabelo, e a fazê-los jurar por Deus: ‘Não deveis dar vossas filhas a seus filhos, e não deveis aceitar nenhumas das suas filhas para os vossos filhos ou para vós mesmos.’”

      “Ralhar” Neemias com tais homens sem dúvida significava repreendê-los e censurá-los por meio da lei de Deus, expondo a ação errada deles. Tais homens colocavam a nação restaurada no desfavor de Deus, depois de Deus os ter bondosamente repatriado de Babilônia para restaurar a adoração verdadeira em Jerusalém. Neemias ‘invocou o mal sobre eles’, significando que ele recitou os julgamentos da lei de Deus contra tais violadores. Ele os ‘golpeou’, provavelmente não de forma pessoal, mas ordenou que fossem flagelados, como medida judicial oficial. Ele ‘arrancou [uma parte dos] cabelos deles’. Isto era símbolo de indignação moral e de ignomínia perante o povo. (Compare com Esdras 9:3.) Neemias então expulsou o neto do sumo sacerdote Eliasibe, que se tornara genro de Sambalá, o horonita. — Nee. 13:1-28.

      NEEMIAS, UM EXEMPLO NOTÁVEL

      Neemias se destaca como primoroso exemplo de fidelidade e de devoção. Era altruísta, deixando uma posição destacada qual copeiro da corte de Artaxerxes para realizar a reconstrução dos muros de Jerusalém. Visto haver muitos inimigos, Neemias voluntariamente se expôs ao perigo em favor de seu povo e da adoração verdadeira. Ele não só orientou a obra de restauração da muralha de Jerusalém, mas também teve parte ativa nessa tarefa. Não desperdiçava tempo algum, era corajoso e destemido, confiava plenamente em Jeová e era discreto no que fazia. Zeloso a favor da adoração verdadeira, Neemias conhecia a lei de Deus e a aplicava. Preocupava-se com restaurar a fé de seus co-israelitas. Mostrava-se um homem que temia corretamente a Jeová Deus. Embora fazendo vigorar, com zelo, a lei de Deus, não dominava os outros em busca de proveito egoísta, mas mostrava-se preocupado com os oprimidos. Jamais exigiu o pão que era devido ao governador. Antes, forneceu alimentos para considerável número de pessoas, às suas próprias custas. (Nee. 5:14-19) Apropriadamente, Neemias podia orar: “Lembra-te deveras de mim, ó meu Deus, para o bem.” — Nee. 13:31.

  • Neemias, Livro De
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    • NEEMIAS, LIVRO DE

      Um livro das Escrituras Hebraicas que relata, primariamente, os eventos ocorridos pouco antes da governança de Neemias sobre Judá, e durante ela. (Nee. 5:14; 13:6, 7) As palavras iniciais deste relato inspirado identificam o seu escritor como sendo “Neemias, filho de Hacalias” (Nee. 1:1), e grande parte do relato acha-se escrito na primeira pessoa do singular.

      TEMPO ABRANGIDO E ÉPOCA DA ESCRITA

      O mês de quisleu (novembro-dezembro) de certo vigésimo ano é o ponto de referência com que se inicia a narrativa histórica. (Nee. 1:1) Como é evidente de Neemias 2:1, este vigésimo ano tem de ser o do reinado de Artaxerxes. Obviamente, o vigésimo ano, neste caso, não é computado como se iniciando em nisã (março-abril), pois quisleu do vigésimo ano não poderia então preceder o mês de nisã (mencionado em Neemias 2:1) do mesmo vigésimo ano. Assim, talvez tenha acontecido que Neemias empregou sua própria contagem de tempo, contando o ano lunar como se iniciando no mês de tisri (setembro- outubro), mês este que os judeus, atualmente, reconhecem como o início do seu ano civil. Outra possibilidade é que os persas, diferentes dos babilônios, poderiam computar os reinados de seus reis como começando no outono setentrional, ou na data concreta em que o monarca ascendia ao trono. Isto poderia acontecer, mesmo que os escribas babilônios continuassem a computar os anos do reinado dum rei persa segundo sua própria base costumeira de contagem de nisã a nisã, como suas tabuinhas cuneiformes mostram que o faziam.

      Evidência histórica fidedigna, e o cumprimento da profecia da Bíblia (veja ARTAXERXES N.° 3) apontam para 455 AEC como o ano em que caiu o nisã do vigésimo ano do reinado de Artaxerxes. Sendo assim, o mês de quisleu que antecedeu o nisã daquele vigésimo ano cairia em 456 AEC, e o trigésimo segundo ano do reinado de Artaxerxes (a última data mencionada em Neemias [13:6]) incluiria parte de 443 AEC. Por conseguinte, o livro de Neemias abrange o período de quisleu de 456 AEC até algum tempo depois de 443 AEC.

      Foi no trigésimo segundo ano do reinado de Artaxerxes que Neemias partiu de Jerusalém. Ao voltar, verificou que os judeus não sustentavam os sacerdotes e os levitas, a lei sabática estava sendo violada, muitos haviam esposado mulheres estrangeiras, e a prole resultante dos casamentos mistos não sabia sequer falar a língua dos judeus. (Nee. 13:10-27) Terem as condições se deteriorado a esse ponto indica que a ausência de Neemias envolveu um período considerável de tempo. Mas, não existem meios de se determinar exatamente quanto tempo foi, depois de 443 AEC, que Neemias terminou o livro que leva o seu nome.

      CONCORDA COM OUTROS LIVROS DA BÍBLIA

      O livro de Neemias exalta a Jeová Deus. Revela-o como sendo o Criador (Nee. 9:6; compare com Gênesis 1:1; Salmo 146:6; Revelação 4:11), um Deus que responde às orações sinceras de seus servos (Nee. 1:11 a 2:8; 4:4, 5, 15, 16; 6:16; compare com Salmo 86:6, 7) e é o Defensor de seu povo. (Nee. 4:14, 20; compare com Êxodo 14:14, 25.) Ele é um “Deus de atos de perdão, clemente e misericordioso, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência” (Nee. 9:17; compare com Números 14:18), o “Deus dos céus, o Deus grande e atemorizante, guardando o pacto e a benevolência para com os que o amam e guardam os seus mandamentos”. — Nee. 1:5; compare com Deuteronômio 7:9, 10, 21.

      Numerosas alusões à Lei são encontradas no livro de Neemias. Estas envolvem as calamidades resultantes da desobediência, e as bênçãos advindas do arrependimento (Lev. 26:33; Deut. 30:4; Nee. 1:7-9), empréstimos (Lev. 25:35-38; Deut. 15:7-11; Nee. 5:2-11), alianças matrimoniais com estrangeiros (Deut. 7:3; Nee. 10:30), sábados, o livramento das dividas (Êxo. 20:8; Lev. 25:4; Deut. 15:1, 2; Nee. 10:31), o fogo do altar (Lev. 6:13; Nee. 10:34), a Festividade das Barracas (Deut. 31:10-13; Nee. 8:14-18), a entrada de moabitas e de amonitas na congregação de Israel (Deut. 23:3-6; Nee. 13:1-3), e dízimos, primícias e contribuições. — Êxo. 30:16; Núm. 18:12-30; Nee. 10:32-39.

      Neste livro, há também informações históricas que se encontram em outras partes das Escrituras Hebraicas. (Nee. 9:7-35; 13:26; compare Neemias 13:17, 18 com Jeremias 17:21-27.) E a história contemporânea, no relato, ilustra outros trechos bíblicos. Os Salmos 123 e 129 encontram um paralelo histórico no que foi sentido por Neemias e outros judeus em relação com seu trabalho de reconstruir a muralha de Jerusalém. (Nee. 4:1-5, 9; 6:1-14) Fazer Jeová com que Artaxerxes cumprisse Sua vontade por conceder a Neemias o que este solicitara, ou seja, reconstruir a muralha de Jerusalém serve para ilustrar, historicamente, Provérbios 21:1: “O coração do rei é como correntes de água na mão de Jeová. Vira-o para onde quer que se agrade.” — Nee. 2:4-8.

      Tanto o livro de Esdras (2:1-67) como o livro de Neemias (7:6-69) alistam o número de homens de várias famílias ou casas que voltaram do exílio em Babilônia, junto com Zorobabel. Os relatos se harmonizam ao fornecer o número total de homens que retornaram do exílio como sendo de 42.360, além dos escravos e dos cantores. (Esd. 2:64; Nee. 7:66) Não obstante, há diferenças nos números fornecidos para cada família ou casa, e, em ambas as listas, os totais de per si atingem uma soma muito inferior a 42.360 homens. Muitos peritos atribuíram tais variações a erros de cópia. Ao passo que não se pode relegar inteiramente este aspecto, há outras explicações possíveis para tais diferenças.

      Pode ser que Esdras e Neemias basearam suas listagens em fontes diferentes. À guisa de exemplo, Esdras poderia ter usado um documento que enumerava aqueles que se alistaram para voltar à sua terra natal, ao passo que Neemias poderia ter copiado de um registro que enumerava aqueles que realmente voltaram. Visto que havia sacerdotes que não puderam confirmar sua genealogia (Esd. 2:61-63; Nee. 7:63-65), não é desarrazoado concluir que muitos outros israelitas se viram confrontados com o mesmo problema. Por conseguinte, os 42.360 homens poderiam ser o total geral de cada família, além de muitos outros que não conseguiram determinar seus ancestrais. Mais tarde, contudo, alguns possivelmente conseguiram confirmar sua genealogia correta. Isto poderia explicar como uma flutuação nos números ainda poderia fornecer o mesmo total.

      ESBOÇO DO CONTEÚDO

      I. Reação de Neemias ao relatório sobre as condições em Jerusalém (1:1-11)

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