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A verdade na propaganda — sabe distingui-la?Despertai! — 1981 | 22 de dezembro
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A verdade na propaganda — sabe distingui-la?
“Advertência — este cartão pode arruinar sua riqueza.” Isto fazia parte do lema de propaganda usado no Barclaycard, o principal cartão de crédito da Inglaterra. Por que publicaria um banco tal advertência sobre um de seus meios de fazer dinheiro? “O problema é que”, disse um gerente de banco, “se trata deu um crédito concedido sem controle algum, e muitos estão entrando em dificuldade”. Isto tem resultado em muita inconveniência no mundo dos bancos, e stress e ansiedade entre os possuidores de cartões.
“Era como ter quatro semanas de salário extra”, disse um engenheiro em Midlands do Oeste, Inglaterra, porque o banco concedeu cerca de um mês antes de se tornar necessário um ajuste. Muitos possuidores de cartões tinham uma idéia similar, de que o cartão lhes dava um 13.º salário imaginário, e isso fez com que tivessem problema financeiro. Um vigário anglicano que usou o cartão admitiu: “Levou-me a terrível tentação, e passaram a enviar-me cartas de advertência.”
Talvez outro grupo de bancos britânicos tivesse razão todo o tempo quando sua propaganda dizia que sete cartão de crédito se destinava a eliminar a “demora do desejo”. Quando a pessoa confunde o desejo com a necessidade e não pode mais esperar, forçosamente isto causará dano não só a seus bens, mas também à sua saúde, física e espiritual.
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O “Stress” acaba com muitos homensDespertai! — 1981 | 22 de dezembro
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O “Stress” acaba com muitos homens
Jim Sanderson, colunista de uma cadeia de periódicos, comentou recentemente as atitudes e tendências que fazem com que muitos homens sofram de stress.
“A estatística da saúde pública dos Estados Unidos, mostra que os homens fazem 25 por cento menos consultas médicas e dentárias do que as mulheres. Quando os homens finalmente admitem que precisam de assistência, trata-se bem provavelmente de um problema que já foi mais longe do que devia.”
Essa atitude de “ser forte”, conjugada com os efeitos do stress, talvez sejam a causa de uma transformação chocante. Na década de 1920, o homem mediano morria cerca de um ano mais novo do que a mulher. Hoje, ele morre 7,7 anos mais jovem. Sanderson continua:
“Por mais arduamente que ele trabalhe, não acha que pode deixar-se ficar na cama. Um homem deve levantar-se e fazer alguma coisa útil . . . Muitos homens acham que pedir ajuda é também ‘feminino’ . . . Ficar doente é ficar dependente de alguém. Fazer um exame médico completo anualmente é ser hipocondríaco.
“Ninguém sabe quantos dos problemas físicos dos homens são causados pelo stress: a tarefa constante de dirigir, o esforço de atingir metas que sempre parecem recuar diante do homem. Quando aumentam as tensões numa mulher, ela parece que sabe melhor dar vazão às suas emoções [tal como chorando]. Mas, para um homem, ser ‘emotivo’ é perder o controle.”
É interessante notar que esse artigo em “The Seattle Times” era intitulado “Machismo É Homicídio”.
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