-
Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1973 | 1.° de novembro
-
-
5:18, 19.) Mas, mesmo neste ponto, o cristão que quiser produzir os frutos do espírito santo de Deus evitará sabiamente as práticas que se aproximam das formas desnaturais de copulação ou podem levar facilmente a se cair na prática delas.
O que se dá no caso de casais, na congregação, que no passado ou mesmo recentemente se entregaram a práticas tais como as que acabamos de descrever, só agora se dando conta da gravidade do erro? Podem, então, buscar o perdão de Deus em oração e provar seu arrependimento sincero por desistirem de tais atos flagrantemente desnaturais.
Certamente, não é da responsabilidade dos anciãos ou de outros na congregação cristã esquadrinhar a vida particular dos casados. Não obstante, no futuro, se casos de flagrante conduta desnatural, tais como a prática da copulação oral ou anal, forem trazidos à sua atenção, os anciãos devem agir para tentar corrigir a situação, antes de resultar dano adicional, do mesmo modo como fazem com qualquer outro erro sério. Preocupam-se, naturalmente, em tentar ajudar os que se desencaminham e que são ‘apanhados pelo laço do Diabo’. (2 Tim. 2:26) Mas, se as pessoas mostrarem deliberadamente desrespeito para com os arranjos maritais de Jeová Deus, então se tornará necessário removê-las da congregação como “fermento” perigoso, que poderia contaminar outros. — 1 Cor. 5:6, 11-13.
O que se dá no caso de mulheres cristãs, casadas com incrédulos, cujo cônjuge insiste em que participem de tais atos flagrantemente desnaturais? Fornece a declaração do apóstolo, de que “a esposa não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o seu marido”, alguma base para ela se sujeitar a tais demandas? (1 Cor. 7:4) Não, porque tal autoridade marital é apenas relativa. A autoridade de Deus sempre permanece suprema. (1 Cor. 11:3; Atos 5:29) Além disso, o apóstolo falava de relações sexuais normais, conforme indicam os versículos circundantes. É verdade que a recusa de participar em atos ímpios pode causar dificuldades ou até mesmo perseguição à esposa, mas a situação é a mesma como se o marido exigisse que ela se entregasse a alguma forma de idolatria, ao mau uso do sangue, à desonestidade ou a outras coisas erradas assim.
Milhões de casais, em toda a terra, tanto no passado como no presente, verificaram que o amor altruísta pode dar alegria e plena satisfação a ambos os cônjuges, nas relações maritais, sem se recorrer a perversões. Por nos darmos conta de que o mundo corruto será em breve eliminado, podemos pensar nas palavras do apóstolo Pedro, que escreveu: “Visto que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa, aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová.” Sim, este não é o tempo para se cair em práticas ímpias, ou se deixar engodar ou pressionar por outros, só para satisfazer a paixão egoísta. Não se realmente prezemos nossa esperança de viver numa nova ordem pura e limpa, agora já tão próxima. (2 Ped. 3:11, 12; Jud. 7) Portanto, os casais cristãos podem manter “o leito conjugal imaculado”, não só por se refrearem da fornicação e do adultério, mas também por evitarem práticas aviltantes e desnaturais. — Heb. 13:4.
● Não mostra falta de confiança num cristão dedicado fazer um contrato escrito a respeito duma transação comercial com outro cristão?
Não, porque assentar por escrito transações comerciais pode ser uma bondade e uma proteção para todos os envolvidos. Pode impedir muitos mal-entendidos posteriores.
Um contrato escrito pode prevenir o esquecimento inadvertido por falta de clareza do acordo verbal. Assim como no caso de outros, o cristão dedicado precisa cuidar diariamente de muitos pormenores. Depois, surgem também problemas que exigem a sua atenção. É evidente que não se pode lembrar de tudo. Se dependesse inteiramente da lembrança, é provável que se esqueceria de algumas obrigações ou teria dúvidas quanto ao seu cumprimento. Um acordo verbal oferece pouca oportunidade de verificá-las. E, se for vago, os que fazem o acordo verbal podem honestamente ter conceitos diferentes sobre o que se exige.
Um acordo escrito pode servir também de ajuda em acatar a admoestação bíblica: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto que vos ameis uns aos outros.” (Rom. 13:8) Evidentemente, se alguém inadvertidamente se esqueceu de certa obrigação, ele não está cônscio da necessidade de cumpri-la. E a sua falha inadvertida pode levar a ressentimentos, especialmente se a outra parte começar a achar que seu irmão cristão é egoísta e indigno de confiança.
Outro fator que torna aconselháveis os acordos escritos é a incerteza da vida humana. Conforme observou o sábio escritor de Eclesiastes: “O tempo e o imprevisto sobrevêm a todos.” (Ecl 9:11) É realmente sábio ter um acordo escrito, para que, se necessário, se possa provar que se tem direito ao pagamento ou aos serviços, em vez de se ter de sofrer uma perda séria por não haver testemunhas vivas para confirmar a reivindicação.
As Escrituras aprovam decididamente que se façam acordos escritos. Por exemplo, Jeremias, o profeta de Jeová, comprou sob orientação divulga um campo do filho de seu tio paterno. O dinheiro da compra foi pesado na presença de testemunhas. Quando se pagou o dinheiro, redigiram-se duas escrituras, presumivelmente idênticas, segundo os regulamentos jurídicos vigentes. Uma escritura foi deixada aberta, evidentemente para poder ser consultada prontamente pelos interessados. A outra escritura foi assinada por testemunhas e selada. Portanto, caso se questionasse alguma vez a autenticidade da escritura não selada, podia-se abrir a escritura selada e compará-la com a não selada. Toda a transação foi pública, feita “perante os olhos de todos os judeus sentados no Pátio da Guarda”. Ambas as escrituras foram depois colocadas num recipiente para serem guardadas. (Jer. 32:6-14) Deste modo, havia anos depois prova disponível de que tudo fora feito corretamente.
Assim, em vez de ser evidência de falta de confiança, os acordos escritos podem ser indício do desejo sincero de se cumprir com as obrigações.
-
-
AnúnciosA Sentinela — 1973 | 1.° de novembro
-
-
Anúncios
Jesus Cristo ajudou a toda espécie de pessoas a viver segundo normas corretas de moral. Esta mesma ajuda está disponível hoje para seus filhos jovens.
O livro Escute o Grande Instrutor pode ajudar seus filhos a aprender os princípios de boa moral ensinados por Jesus e saber aplicá-los. Destina-se a ser lido com seus filhos, a fim de que os anime a expressar-se sobre os princípios que aprendem.
Este livro encadernado de 192 páginas será do seu agrado, bem como do de seus filhos. Envie apenas Cr$ 1,75.
Queiram enviar-me o livro Escute o Grande Instrutor, pelo qual remeto Cr$ 1,75.
-