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NefilinsAjuda ao Entendimento da Bíblia
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a terra de Canaã, declararam: “Todo o povo que vimos no meio dela são homens de tamanho extraordinário. E vimos ali os nefilins, os filhos de Anaque, que são dos nefilins; de modo que ficamos aos nossos próprios olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos olhos deles.” Sem dúvida havia alguns homens grandes em Canaã, como mostram outros textos, mas eles nunca foram chamados de nefilins, exceto neste “relato mau”, cuidadosamente fraseado numa linguagem que visava espalhar o terror e provocar o pânico entre os israelitas. — Núm. 13:31-33; 14:36, 37.
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NegebeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NEGEBE
A palavra hebraica négev, segundo se julga, deriva-se de uma raiz que significa “ser abrasado”, e amiúde indica a área semi-árida ao S dos montes de Judá. Devido à circunstância de esta região situar-se ao S de Judá, négev também veio a significar “sul”, e o termo é usado com referência ao lado sul (Núm. 35:5), a um limite sul (Jos. 15: 4) e a uma porta do sul. (Eze. 46:9) Em algumas traduções, não se faz distinção entre o designativo geográfico e o ponto cardeal, resultando em traduções confusas. Um exemplo disto é Gênesis 13:1, onde traduzir-se négev como “sul” (Al; AV; Leeser, em inglês; “parte meridional”, So) faz parecer que Abraão se dirigiu para o sul ao sair do Egito, quando, realmente, ele se dirigiu ao N, através do Negebe, para Betel. Mas esta dificuldade foi transposta em muitas traduções modernas. — ALA; BJ; CBC; IBB; LEB; MC; NM; PIB; Vozes.
TOPOGRAFIA
O Negebe dos tempos antigos parece ter abrangido uma área que se estendia desde o distrito de Berseba, no N, até Cades-Barnéia, no S. (Gên. 21:14; Núm. 13:17, 22; 32:8) O profeta Isaías descreveu esta região como uma terra de condições duras, guarida de leões, de leopardos e de cobras. (Isa. 30:6) Na seção N, encontram-se fontes, poços e tanques ocasionais, e a tamargueira é uma das poucas árvores que viceja ali. (Gên. 21:33) A SO de Berseba situam-se duas pequenas áreas e uma região relativamente grande de dunas de areia. Grande parte do Negebe é um platô situado entre uns 460 a 610 m acima do nível do mar, com picos que atingem até 1.067 m de altitude. Ao S e a E de Berseba há serras escarpadas, que geralmente vão de E para O.
HISTÓRIA
No entanto, as cisternas, os murados socalcos e as ruínas de muitas cidadezinhas encontradas no Negebe indicam que tal área, antigamente, mantinha considerável população. Aqui os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó encontraram pastos para seus grandes rebanhos. (Gên. 13:1, 2; 20:1; 24:62; 46:5) E, na época de Abraão, o rei elamita, Quedorlaomer, com seus três aliados, derrotaram os habitantes do Negebe. — Gên. 14:1-7.
Séculos depois, os espias israelitas enviados por Moisés entraram na Terra Prometida, via o Negebe, que naquele tempo era habitado pelos amalequitas. (Núm. 13:17, 22, 29) Sob a liderança de Josué, todos os habitantes do Negebe foram derrotados (Jos. 10:40; 11:16), e as cidades dessa região se tornaram parte do território da tribo de Simeão. (Jos. 19:1-6) Também, os queneus nômades, parentes de Moisés por afinidade, fixaram residência no Negebe. (Juí. 1:16; compare com 1 Samuel 15:6, 7.) Os israelitas, pelo visto, não mantiveram o controle sobre essa área. Com o passar dos anos, houve repetidos choques com os cananeus do Negebe, especialmente os amalequitas. (Juí. 1:9; 6:3; 1 Sam. 15:1-9; 30:1-20) Da cidade de Ziclague, que lhe foi dada pelo rei filisteu, Aquis, Davi fazia incursões contra os gesuritas, os girzitas e os amalequitas do Negebe. (1 Sam. 27:5-8) Pelo que parece, não foi senão no reinado de Davi, depois da derrota dos edomitas, que Israel obteve completo controle do Negebe. (2 Sam. 8:13, 14) Uzias, posterior rei de Judá, evidentemente construiu torres e cavou cisternas nesta região. — 2 Crô. 26:10.
Após a destruição de Jerusalém pelos babilônios, Obadias predisse que os israelitas seriam restaurados à sua terra, incluindo o Negebe. — Obd. 19, 20.
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NergalAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NERGAL
[senhor da grande cidade].
Uma deidade babilônica especialmente adorada em Cuta, cidade repetidas vezes mencionada nas inscrições antigas como sendo a “cidade de Nergal”. O povo de Cute (Cuta), a quem o rei da Assíria fixou no território de Samaria, continuou a adorar esta deidade. (2 Reis 17:24, 30, 33) Há autoridades que sugerem que Nergal era, originalmente, associado com o fogo e o calor do sol, e que, mais tarde, veio a ser reputado como um deus da guerra e da caça, bem como um provocador da pestilência. Estar esta deidade associada com a caça suscitou a conjectura de que Nergal representa o deificado Ninrode, “poderoso caçador em oposição a Jeová”. (Gên. 10:9) Os apelativos aplicados a Nergal em textos religiosos indicam que ele era basicamente considerado como um destruidor. Ele é chamado de “o rei enraivecido”, “o violento”, e “aquele que queima”. Nergal também veio a ser considerado como o deus do submundo e o consorte de Eres-Quigal. Julga-se que o leão alado, com cabeça humana, era o símbolo de Nergal.
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NeroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NERO
Veja CÉSAR.
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NetineusAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NETINEUS
[os dados]. Escravos ou ministros não-israelitas do templo. (1 Crô. 9:2; Esd. 8:17) Representantes de 35 famílias de netineus achavam-se entre os que voltaram do exílio babilônico junto com Zorobabel em 537 AEC. (Esd. 2:1, 2, 43-54, 58; Nee. 7:46-56, 60; os filhos de Acube, Hagaba e Asná, contudo, não são mencionados por Neemias, talvez porque os nomes deles não apareciam na lista oficial utilizada por ele para compilar seu relato. Talvez estivessem abrangidos sob outros nomes de família.) Também, em 468 AEC, alguns dos netineus acompanharam Esdras em sua ida de Babilônia para Jerusalém. (Esd. 7:1-7) Depois disso, certos netineus participaram nos reparos da muralha de Jerusalém. (Nee. 3:26) Também se uniram aos israelitas em um pacto para manter-se isentos de conúbios matrimoniais com estrangeiros. — Nee. 10:28-30.
Provavelmente, muitos dos netineus descendiam dos gibeonitas a quem Josué tinha constituído “ajuntadores de lenha e tiradores de água para a assembléia e para o altar de Jeová”. (Jos. 9:23, 27) Pelo visto, outros netineus provieram dos cativos feitos pelo Rei Davi e seus príncipes. (Esd. 8:20; compare com Salmo 68:18.) Os netineus que pertenciam à família dos meunins podem ter sido descendentes de cativos feitos pelo Rei Uzias, de Judá. (2 Crô. 26:7; Esd. 2:50; Nee. 7:52) Ainda outro grupo, os “filhos de Nefusim” (Nefusesim), podem ter sido descendentes de Ismael por meio de Nafis. — Gên. 25:13-15; Esd. 2:50; Nee. 7:52.
Nos tempos pós-exílicos, os netineus residiam em Ofel, pelo que parece próximo à área do templo, bem como em outras cidades. (Esd. 2:70; Nee. 3:26, 31; 7:73; 11:3, 21) Sendo servos do templo, provavelmente suas casas se situavam nas cidades sacerdotais ou levitas. Por causa de seu trabalho no templo, o rei persa, Artaxerxes, os isentou do pagamento de impostos, tributos ou pedágios. — Esd. 7:24.
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NeveAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NEVE
Jeová, o Produtor desta maravilha, pode também controlar a queda da neve. (Jó 37:6; Sal. 147:16) Para servir ao Seu propósito, Deus tem reservado a neve e a saraiva “para o dia de peleja e de guerra”. — Jó 38:22, 23.
Cada cristal de neve que desce purifica a atmosfera e transporta consigo elementos tais como o enxofre e o nitrogênio, contribuindo dessa forma para a fertilidade do solo, ao passo que lhe supre a umidade. (Isa. 55:10, 11) A neve pode ser uma fonte de água limpa para lavagem. (Jó 9:30) Embora seja rara ou desconhecida em certas áreas da Palestina, às vezes cai durante janeiro e fevereiro na região de colinas, como em Jerusalém. (Compare com 2 Samuel 23:20; 1 Crônicas 11:22.) Durante a maior parte do ano, existe neve nas elevações e nas ravinas da cordilheira do Líbano, o majestoso monte Hermom ficando com seu cume coberto de neve quase o ano todo. (Jer. 18:14) O Salmo 68:14 se refere à neve em Zalmom, possivelmente o monte Zalmom, perto de Siquém, a menos que a menção de Basã, no V. 15, indique um local a E do Jordão.
EMPREGO ILUSTRATIVO
A neve é empregada nas analogias bíblicas para ajudar a transmitir a idéia de brancura. (Êxo. 4:6; Núm. 12:10; 2 Reis 5:27; Dan. 7:9; Mat. 28:3; Rev. 1:14) Às vezes, está associada à pureza. (Isa. 1:18; Lam. 4:7) Por exemplo, Davi suplicou a Deus que o purificasse do pecado, lavando-o para que ele pudesse tornar-se “mais branco do que a neve”. — Sal. 51:7.
Os três companheiros de Jó, não sendo nenhuma fonte de verdadeiro conforto para ele, foram comparados a uma torrente hibernal, engrossada pelas águas do gelo e da neve derretidos das montanhas, mas secando-se no calor do verão. (Jó 6:15-17) Diz-se que o Seol arrebata os pecadores assim como a seca e o calor fazem com as águas da neve. (Jó 24:19) Da mesma forma que a neve, no verão, é algo desnatural e prejudicaria as safras, também a “glória não é apropriada para o estúpido”. (Pro. 26:1) No entanto, um enviado fiel, alguém que cumpria sua comissão de modo satisfatório para os que o enviavam, é assemelhado a uma bebida refrescada com neve das montanhas, e que traz refrigério num dia quente da colheita. — Pro. 25:13.
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NicodemosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NICODEMOS
[conquistador do povo], Um fariseu e instrutor em Israel, governante dos judeus (isto é, um membro do Sinédrio) que só é mencionado no Evangelho de João. Nicodemos ficou impressionado com os sinais realizados por Jesus em Jerusalém, na época da Páscoa de 30 EC. Por conseguinte, visitou Jesus certa noite, e reconheceu que Jesus tinha de provir de Deus. (Provavelmente por medo dos judeus, preferiu o manto da noite para sua primeira visita.) Foi a Nicodemos que Jesus falou sobre se ‘nascer de novo’ a fim de ver o reino de Deus, sobre nenhum homem ter ascendido para o céu, sobre o amor de Deus como sendo demonstrado por Ele enviar o Filho à terra, e sobre a necessidade de se exercer fé. — João 2:23; 3:1-21.
Cerca de dois anos e meio depois, os fariseus, após a Festividade das Barracas, enviaram oficiais para agarrarem Jesus. Quando os oficiais voltaram de mãos vazias, os fariseus os menosprezaram por terem feito um relatório favorável a Jesus, no que Nicodemos tomou a palavra, dizendo: “Será que a nossa lei julga um homem sem que primeiro o tenha ouvido e venha a saber o que ele está fazendo?” Por causa disto, os outros zombaram dele. (João 7:45-52) Depois da morte de Jesus, Nicodemos veio, junto com José de Arimatéia, aquele temeroso discípulo, trazendo um rolo de cem libras romanas (33 kg) de mirra e de aloés, uma oferta cara, a fim
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