-
Sujeitemo-nos a toda instituição humanaA Sentinela — 1963 | 1.° de junho
-
-
cristãos que sofriam injustamente “por motivo de sua consciência para com Deus”, Pedro passa á se dirigir a outros que se deviam sujeitar até mesmo em casos de maus tratos injustos. Trata-se das esposas cristãs casadas com maridos não-cristãos que não obedeciam à Palavra de Deus. Até certo ponto semelhantes a escravas, as esposas são a propriedade de seus senhores, a saber, seus maridos, a quem os judeus até mesmo hoje chamam de Baalim ou Donos. (Osé. 2:16; Êxo. 21:22; Deu. 22:22, 24; Pro. 31:11, 23, 28) Ao invés de aconselhar as esposas cristãs a se separarem ou divorciarem de maridos descrentes e não-dedicados, o apóstolo Pedro indica o caso dos escravos e diz:
32 “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vossos próprios maridos, para que, se alguns deles ainda não obedecem à palavra, sejam ganhos, sem palavra alguma, por meio do procedimento de suas esposas, ao observarem o vosso honesto comportamento cheio de temor [mais literalmente, com medo (phobos)]. Não seja o adorno das esposas o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram outrora as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas á seus próprios maridos, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma.” — 1 Ped. 3:1-6, ALA.
33, 34. (a) De que espécie é a sujeição das esposas e que bom resultado se pode obter disto? (b) Quem indicou Pedro como exemplo para as esposas cristãs e semelhante a quem especialmente deveriam elas se adornar?
33 Assim como no caso de servos cristãos, as esposas cristãs não se sujeitam totalmente a seus próprios senhores, sem levar em consideração a Deus ou a consciência cristã. A sujeição da esposa também é meramente relativa e tem de ser equilibrada com temor a Deus e consideração conscienciosa para com a Palavra de Deus. Se ela abandonasse o seu marido descrente e não se sujeitasse a ele de modo a agradar a Deus, como poderia a esposa ganhar, o seu marido para o cristianismo sem palavra, mas pela sua conduta cristã fiel? Não poderia. Como exemplos de sujeição da parte das esposas, Pedro indica, não as divorciadas ou as mulheres mundanas que exigem os “direitos das mulheres” e igualdade com os homens, mas as “santas mulheres” dos tempos antigos que esperavam em Deus.
34 Pedro disse às esposas que agissem como se fossem filhas de Sara, instruídas por Sara sobre como agir como esposa. Sara reconhecia Abraão como o seu dono qual marido. Ela lhe obedecia até mesmo quando ele lhe pedia que protegesse a vida dele arriscando a própria liberdade e segurança. (Gên. 12:11-20; 20:1-14) Sujeitando-se assim a seu marido, Sara foi recompensada com desempenhar um papel importante para á, salvação eterna dela e do resto da família humana. Tornou-se mãe de Isaque, e assim progenitora do Senhor Jesus Cristo. Da mesma forma, uma esposa cristã pode sujeitar-se a seu marido e fazer isso com esperança em Deus, aos olhos de quem ela se adorna com “espírito manso e tranqüilo” para com o seu marido. Isto pode resultar não só na sua própria salvação, mas na de seu marido e de outros.
35, 36. (a) Enquanto este mundo existir, a que estamos todos obrigados a sujeitar-nos e até que ponto? (b) Como é isto uma salvaguarda e uma vantagem?
35 Nem todos nós que somos testemunhas de Jeová somos escravos humanos ou esposas e em conseqüência disso obrigados a nos sujeitar nestes respeitos. Mas, enquanto estivermos neste velho mundo permitido por Deus, estamos sob governos políticos. Enquanto Deus permitir que estes continuem a existir, somos obrigados, “pela causa do Senhor” e segundo a “vontade de Deus”, a nos sujeitar a “toda instituição humana”. Nem Pedro nem Paulo nos deixam dúvida alguma de que esta sujeição nossa a tais instituições políticas mundanas é apenas relativa, estando sempre sujeita à consciência cristã instruída na Palavra de Deus. Quando prestamos tal sujeição relativa, evitamos suscitar a indignação das pessoas submissas aos reis, imperadores e governadores, não deixando de mostrar a devida honra a seus dominadores.
36 A nossa sujeição relativa agradará não só a tais pessoas, mas em especial a Deus. Será uma salvaguarda para nos contra nos unirmos a conspirações ou rebeliões políticas contra as autoridades constituídas, mesmo quando somos perseguidos por sermos testemunhas cristãs de Jeová. Desarmará os inimigos do reino de Deus que pregamos, pois não poderão achar realmente falta em nós ou motivo de ser contra nós, exceto no que diz respeito à lei do nosso Deus.
37. Por conseguinte, o que todos e em toda a parte devemos fazer sempre, e onde será total e mundial a nossa sujeição a governo?
37 Onde quer que vivamos, e qualquer que seja ti governo sob o qual vivamos, devemos sempre fazer o bem e glorificar a Deus. No seu novo mundo de justiça, após a guerra universal do grande dia de Deus, teremos a honra e a alegria de nos sujeitar totalmente ao único governo que então terá pleno controle da terra, o reino de Deus por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
-
-
A verdade sobressaiA Sentinela — 1963 | 1.° de junho
-
-
A Verdade Sobressai
Certa senhora, depois de ouvir um discurso bíblico no Salão do Reino das testemunhas de Jeová, foi em seguida ouvir outro numa congregação protestante. Foi então que notou a grande diferença e não mais concordou com o dito popular de que toda religião que fala em Deus é boa. O que ouviu no Salão do Reino acerca do Novo Mundo e das bênçãos de vida eterna em felicidade e paz aqui na terra debaixo do domínio do reino de Deus era bem diferente da doutrina de tortura no inferno ardente, fazendo Deus parecer cruel e sádico, quando na realidade ele é amor. (1 João 4:8) Disse ela: “O que eu ouvi no Salão do Reino em Aquiduana, Mato Grosso, foi bastante instrutivo e gostei muito, a prova disso é que convidei o orador para repetir o discurso em minha casa, não somente para meu marido ouvir, mas também convidei todos os meus vizinhos e 23 ouviram o discurso.”
Alguns dias mais tarde, o pastor da congregação protestante que ela freqüentava anteriormente, sabendo que ela estava associando-se com as testemunhas de Jeová, foi visitá-la, advertindo-a: “A senhora não sabe que as testemunhas de Jeová têm um livro escrito por eles mesmos que nega a divindade de Cristo?” Ela replicou: “Bem, diga-me o nome do livro, pois eu tenho quase todos os livros das testemunhas de Jeová, e gostaria que o senhor me ‘mostrasse esse ponto.” Ele não teve resposta e saiu irado e nunca mais voltou à casa dela. Ela, porém, continuou a estudar com as testemunhas de Jeová.
-
-
Paganismo na GréciaA Sentinela — 1963 | 1.° de junho
-
-
Paganismo na Grécia
“A herança pré-cristã, em toda a Grécia, nunca vai muito abaixo da superfície. Entre os Sarakatsans a magia pagã sobrevive em forma ainda mais acentuada. . . . Em toda a Grécia, o exército de santos tem tomado o lugar do antigo panteão politeísta.” — The Atlantic, de junho de 1962.
-