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Uma vida de dedicaçãoA Sentinela — 1972 | 15 de agosto
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qualquer palavra. Se for preciso, nosso Deus, a quem servimos, poderá salvar-nos. Ele nos salvará da fornalha de fogo ardente e da tua mão, ó rei. Mas, se não, seja do teu conhecimento, ó rei, que não é a teus deuses que serviremos e que não é à tua imagem de ouro que erigiste que adoraremos.” — Dan. 3:16-18.
Note que estes homens não procuravam raciocinar que havia algum modo em que podiam obedecer à ordem do rei e ainda continuar no serviço de Deus. Não argumentavam, nem manobravam, nem esperavam que o rei lhes desse outros deveres relacionados com o projeto, que lhes pareceriam ligados menos diretamente com a cerimônia. Estes homens fiéis queriam que ficasse claro que não apoiavam de modo algum o projeto do rei.
Nem precisavam estes três hebreus consultar-se entre si ou perguntar outro, para que, se possível, se pudessem convencer a transigir de algum modo. Demonstravam sem hesitação a inteireza e a firmeza de sua dedicação quando começaram a responder a Nabucodonosor com a declaração de que “não temos necessidade de te replicar qualquer palavra”.
O servo de Deus sabe que a qualidade básica que une a congregação de Deus é o amor. (Col. 3:14) Os cristãos que ‘forjaram das suas espadas relhas de arado e das suas lanças podadeiras’ não erguem a espada uns contra os outros, nem aprendem mais a guerra. Por isso recusam participar em tudo o que seria contrário a este amor, e mantêm a sua neutralidade quanto às lutas e às facções guerreadoras do mundo. — Isa. 2:4.
Note também a resposta imediata e direta dada pelos apóstolos, quando os governantes judaicos lhes ordenaram que parassem de pregar. Responderam francamente: “Não podemos parar de falar das coisas que vimos e ouvimos”, e: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos 4:19, 20; 5:29) Não iriam renunciar voluntariamente à sua liberdade no serviço de Deus, nem iriam concordar que tais governantes lhes dissessem quando e onde podiam falar, ou os restringissem de fazer plenamente o que seu Amo ordenou.
DEUS QUER DISPOSIÇÃO VOLUNTÁRIA PROVINDA DO CORAÇÃO
Não se deve pensar que Deus impeça que alguém adote o proceder que decidiu adotar. Deus não vai obrigar a ninguém a obedecer-lhe. No entanto, proverá aos que confiam nele um modo de suportar qualquer prova. “Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” (1 Cor. 10:13) Esta saída não será uma saída “mais fácil”, nem será qualquer transigência. Mas Jeová dará força aos que adotam um proceder destemido e firme.
Permitir Jeová que alguém adote o proceder que escolhe faz realmente parte da prova de integridade. A pessoa tem livre arbítrio. Se adotar um proceder que viola sua neutralidade cristã, nega a Deus como seu Amo e abandona a Deus e sua congregação. Certamente não está levando uma vida de dedicação. Não é a congregação que a desassocia publicamente, ela mesma se retira, desassociando-se. Estava uma vez salva desta “geração pervertida”, mas agora prefere voltar a ela, agindo como ela age.
Tal pessoa talvez ache que pode sair e entrar conforme bem entende. Mas não é assim, porque a congregação não pode acolher de braços abertos alguém que negou a soberania de Deus sobre ele, como Seu escravo. Que lugar teria Deus para tal no “corpo” da congregação? (1 Cor. 12:24, 25) Portanto, se a congregação lhe desse um lugar aprovado no seu meio, estaria concordando com a sua desobediência e participando nos seus pecados. — Veja 2 Coríntios 6:14; 1 Timóteo 5:22.
Não é a congregação que deve alterar seus princípios. Antes, é aquele que errou que precisa arrepender-se e mudar completamente seu anterior conceito errado, e suas más ações e associações. Antes de a congregação de Deus poder aceitá-lo na plena associação, ele terá de apresentar evidência de seu arrependimento e da mudança de coração e ação, provando isto durante um período de tempo e retornando a levar uma vida de dedicação.
SEJA SINGELO NA SUA CONFIANÇA EM DEUS
Quando surgem pressões, alguns ficam com medo, não tanto do inimigo ou dos próprios homens, mas por causa da situação econômica do mundo, temendo que possam perder o emprego ou bens, ou que talvez tenham de ir para a cadeia, e assim não possam prover de sustento a sua família. Mas aquele que é verdadeiramente dedicado seguirá o proceder de dedicação ao seu Amo celestial. Dependerá de Deus para cuidar dos interesses de seu servo fiel. O apóstolo Paulo seguiu este proceder de fé. Antes de se tornar cristão, ele possuía muitas vantagens mundanas, mas abandonou-as. Ele disse: “Contudo, as coisas que para mim eram ganhos, estas eu considerei perda por causa do Cristo. Ora, neste respeito, considero também, deveras, todas as coisas como perda, por causa do valor superior do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele tenho aceitado a perda de todas as coisas e as considero como uma porção de refugo, para que eu possa ganhar a Cristo e ser achado em união com ele, não tendo a minha própria justiça, que resulta da lei, mas aquela que vem por intermédio da fé em Cristo.” — Fil. 3:7-9.
Portanto, o cristão não levaria uma verdadeira vida de dedicação se se empenhasse em raciocínios tortuosos ou se adotasse um proceder de “meio termo” ou de que ele acha que esteja ainda dentro dos limites da obediência a Deus. Se quiser ganhar o prêmio da vida, terá de fazer assim como Paulo, que escreveu: “Portanto, corro de modo nada incerto; dirijo os meus golpes de modo a não golpear o ar; mas, amofino o meu corpo e o conduzo como escravo, para que, depois de eu ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” — 1 Cor. 9:26, 27.
Quem adotar tal proceder reto e singelo será feliz. Então, seu ‘progresso será manifesto a todos’ e os que o conhecem poderão dizer: “Esta é uma pessoa realmente dedicada.” — 1 Tim. 4:15.
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Lembra-se?A Sentinela — 1972 | 15 de agosto
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Lembra-se?
Leu cuidadosamente os números recentes de A Sentinela? Em caso afirmativo, deve lembrar-se dos seguintes pontos:
● Por que é que todas as nações, em breve, entrarão inevitavelmente em choque frontal com Deus?
Em vez de reconhecerem a soberania de Deus e seguirem Seus princípios conforme estabelecidos na Bíblia, as nações insistem no domínio da terra pelos governos políticos dos homens; lutam contra o reino messiânico de Deus e encaminham a esperança do povo para a organização política composta das Nações Unidas. — Págs. 237, 238.a
● Embora os servos ministeriais não tenham o encargo da responsabilidade de ensinar concrentes, por que precisa ser exemplar a sua conduta?
Sua boa conduta remove a base de qualquer acusação legítima lançada contra a congregação quanto aos homens que encarrega de responsabilidades. — P. 309.
● Como têm demonstrado os clérigos que eles colocam o seu próprio nome na frente do nome de Deus?
Os clérigos persistiram nas suas mentiras contra Deus, tais como o inferno de fogo, a Trindade e oraram para que os soldados das nações fossem para o céu. — Págs. 390, 391, 393.
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