Por dentro das notícias
“No Olho do Furacão”
● Lançando alguma luz sobre a causa do problema da diminuição do número de sacerdotes, Leo Rosten escreveu na revista Saturday Review, já algum tempo atrás: “Nossas igrejas estão num rebuliço tanto quanto nossas instituições políticas.” Em reflexão, perguntou: “Que profeta, que teólogo, que historiador ou erudito poderia ter predito a participação militante dos clérigos em marchas pelos direitos civis, . . . a campanha aberta dos homossexuais contra a anatematização, o crescente ceticismo sobre a validez ou a eficácia dos ensinos da igreja, . . . o fenômeno das ‘missas de jazz’ e de música rock-and-roll nas catedrais . . . ? Estamos no olho do furacão. A velocidade e o poder deste vendaval devia surpreender os observadores mais sofisticados.” Como dizia o profeta Oséias a respeito de Israel, quando este se desviou da Palavra de Deus para a apostasia: “Pois continuam a semear vento e ceifarão o tufão.” — Osé. 8:7.
Perguntas Sobre “Holocausto”
● Recentemente, quando milhões de alemães viram na televisão o filme “Holocausto”, uma narrativa imaginária sobre o extermínio dos judeus por Hitler, muitos ficaram horrorizados. “Os jovens ficaram estarrecidos ao serem lembrados de que muitos de seus genitores não haviam protestado contra tal massacre”, noticiou a revista Newsweek.” ‘Como e por que podia tal coisa acontecer?’ perguntou horrorizado um espectador jovem. ‘Onde estavam as igrejas?’”
O historiador canadense J. S. Conway fez a mesma pergunta no seu livro A Perseguição Nazista das Igrejas 1933-1945. Ele perguntou: “Como podiam tantos clérigos de grande reputação e responsabilidade dar seu apoio, mesmo que apenas passivamente, à perpetração de crimes tais como o genocídio? Que febre se apoderou de tantos milhões de cristãos alemães, tanto evangélicos (luteranos) como católicos, naqueles poucos anos da tirania nazista?” E a conclusão de Conway? “A Igreja não estava preparada e era totalmente inapta para lidar com esta situação.”
Por outro lado, relatou ele: “Em contraste com a anuência das grandes igrejas, as Testemunhas de Jeová mantiveram sua oposição doutrinária ao ponto de fanatismo. . . . A resistência das Testemunhas era principalmente contra qualquer forma de colaboração com os nazistas.” O que lhes deu tanta força diante da máquina de Hitler? O historiador Conway responde: “Baseando seu caso no mandamento bíblico, negaram-se a pegar em armas . . . todos ficaram assim praticamente sujeitos à sentença de morte. Muitos, de fato, pagaram esta penalidade, . . . grande número foi transportado para [o campo de concentração de] Dachau.” Por isso, tornaram-se antes vítimas do que cúmplices de Hitler em “Holocausto”.
Intolerância Ortodoxa
● O jornal grego Athens News noticiou que dois jovens das Testemunhas de Jeová foram recentemente condenados à prisão por 10 e 18 anos respectivamente, “pela recusa de servir no exército”. Athens News chamou isso de “pior sentença na história recente desta seita cristã perseguida aqui”, e observou que tais sentenças foram aplicadas “apesar de uma sentença máxima de 4 anos de prisão por esta violação, estabelecida recentemente pelo governo grego com o fim de apaziguar protestos do Conselho da Europa, de diversos parlamentos europeus e de Anistia Internacional”.
Como pode ainda existir tal intolerância apesar da pressão internacional a favor de um tratamento humanitário dos encarcerados por causa de sua consciência? Indicando a resposta, The Word, um periódico ortodoxo grego publicado nos Estados Unidos, noticiou recentemente: “ATENAS — A Hierarquia da Igreja Ortodoxa da Grécia emitiu um decreto em que classificou a seita das Testemunhas de Jeová como ‘anti-religiosa, antinacional e subversiva’. A Hierarquia solicitou também ao Ministro da Defesa, Evangelos Averof, que suspendesse a lei que concede às Testemunhas de Jeová isenção do serviço militar, à base de sua escusa de consciência.” Em vista de tais acontecimentos, é de se perguntar se a Grécia manterá seu belo progresso em direção à tolerância religiosa como uma das sociedades mais livres da Europa, ou se cederá às pressões de religiosos intolerantes. O tempo dirá.