Neutralidade num mundo confuso
MAIS de 40 anos já se passaram desde 1.º de novembro de 1939. Nesta data, A Sentinela publicou em inglês um artigo de fundo intitulado “Neutralidade”. (Em português, em fevereiro de 1940.) Quão oportuna mostrou ser esta informação!
Apenas dois meses antes, em 1.º de setembro, as forças nazistas, como um rolo compressor, lançaram-se num ataque não provocado sobre a Polônia. Num espaço de cinco semanas, e ajudada por uma invasão soviética pelo leste, a Alemanha arrasou aquele país. Neste ínterim, a Grã-Bretanha, o Canadá, a Austrália, a Nova Zelândia, a Índia, a África do Sul e a França tinham declarado guerra à Alemanha. Mas, por sete meses, houve calma na frente Ocidental, com pouca ação militar. Esta veio a ser chamada de “falsa guerra”.
Foi durante este período que muitos homens jovens deram detida atenção à Bíblia e à matéria apresentada naquele artigo da Sentinela sobre “Neutralidade”. Em vista da formação das negras nuvens da Segunda Guerra Mundial, que posição deveriam tomar os cristãos? Deveriam os jovens cristãos em qualquer dos lados das linhas de batalha avançar para matarem aqueles no outro lado, mesmo que os clérigos católicos e protestantes, de ambos os lados, declarassem que isto era a obrigação da pessoa diante de Deus? Se o mundo iria para a guerra, estariam aqueles jovens obrigados a participar no derramamento de sangue, qualquer que fosse o lado em que por acaso vivessem? Muitos deles lembraram-se de palavras de Jesus tais como: “Estas coisas eu vos mando, que vos ameis uns aos outros. . . . Não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo.” — João 15:17-19; 17:14, 16; 18:36.
Em resultado de um cuidadoso estudo da Palavra de Deus, estes jovens cristãos puderam tomar uma decisão. Ninguém fez esta decisão por eles. Puderam fazê-la individualmente baseados na sua consciência treinada pela Bíblia. A decisão deles foi de se refrearem de atos de ódio e de violência contra seu próximo de outras nações. Sim, acreditavam e desejavam participar no cumprimento da bem conhecida profecia de Isaías: “Terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Isa. 2:4) Estes jovens de todas as nações fizeram justamente isso.
FRUTOS DA NEUTRALIDADE
E assim se deu que durante aqueles seis tumultuosos anos que se seguiram, nunca uma Testemunha de Jeová em qualquer nação matou seu irmão cristão de outra nação. Muitos protestantes mataram protestantes, e muitos católicos mataram católicos, mas nunca alguém enlutado poderia acusar uma Testemunha de Jeová de ter morto seu marido ou filho. Imaginem o resultado, se todos os católicos, protestantes, sim, e judeus em todo o mundo tivessem tomado uma atitude semelhante! Simplesmente não teria havido guerra. E a quanto derramamento de sangue e mágoa o mundo teria sido poupado, se o Papa Pio XII tivesse excomungado Hitler, como foi instado a fazer! Isto é, se isto tivesse detido Hitler e seus colaboradores políticos.
Porém, a Segunda Guerra Mundial seguiu o seu curso. E qual foi o seu tributo? The World Book Encyclopedia diz-nos: “A Segunda Guerra Mundial matou mais pessoas, custou mais dinheiro, danificou mais propriedade, afetou mais pessoas, e provavelmente causou mudanças mais amplas do que qualquer outra guerra na História. Iniciou a Era Atômica e trouxe assoladores mudanças nas operações militares.” Cerca de 16 milhões de soldados e duas vezes e meia mais civis morreram em resultado da guerra. Esta “custou mais de US$ 1.150.000.000.000. Mais de 50 países tomaram parte na guerra, e o mundo inteiro sentiu seus efeitos.”
Deveras, esta foi uma guerra mundial, e o mundo ceifou uma penosa colheita. Mas, e aqueles que seguiram a admoestação de Jesus de ‘não fazerem parte do mundo’? É verdade que em certos aspectos foi mais difícil para estes do que para aqueles que acompanharam o mundo. Mostrar bravura numa trincheira no ardor da guerra é uma coisa, mas é uma questão bem diferente manter corajosamente uma atitude baseada na consciência treinada pela Bíblia, através da exprobação e da zombaria, sobrevivendo em celas de prisões amiúde infestadas de insetos, e às vezes à sombra de um pelotão de fuzilamento ou de uma guilhotina. Estes neutros da Segunda Guerra Mundial não eram pacifistas. Eram soldados no sentido espiritual, bem treinados no uso da “espada do espírito, isto é, a palavra de Deus”. (Efé. 6:17) Eles eram cumpridores íntegros. E muitas vezes selaram sua integridade com seu sangue. Não tinham medo de morrer por uma causa justa.
Isto foi confirmado no caso de muitos jovens cristãos, cuja vida foi extinguida por Hitler e seus sequazes. Conforme relata o Anuário das Testemunhas de Jeová de 1975: “As numerosas execuções que ocorreram [na Alemanha] no Terceiro Reich assumem um lugar especial na história da perseguição. Pelo menos 203 irmãos e irmãs, segundo relatórios incompletos, foram decapitados ou fuzilados. Este número não inclui aqueles que morreram de fome, de doenças ou de outros maus tratos brutais.” Tudo isto está de acordo com as palavras de Jesus: “Se vós fizésseis parte do mundo, o mundo estaria afeiçoado ao que é seu. Agora, porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia . . . Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós.” — João 15:18-20.
Note aqui alguns relatórios sobre os que se mantiveram íntegros:
Um pouco antes de sua execução em 9 de novembro de 1940, um jovem escreveu a seu pai: “E agora eu, também, obtive a oportunidade de provar minha fidelidade ao Senhor até à morte, sim, em fidelidade não só até à morte, mas até mesmo na morte. Minha sentença de morte já foi anunciada e estou algemado tanto de dia como de noite — as marcas (sobre o papel) são das minhas algemas — mas ainda não venci plenamente. Permanecer fiel não é fácil para uma das testemunhas de Jeová. . . . Meu querido pai, em espírito eu lhe digo, permaneça fiel, assim como tentei permanecer fiel, e então nos veremos de novo. Estarei pensando no senhor até o último instante. — Seu filho Johannes. Auf Wiedersehen!” (Até à vista!)
Uma esposa cristã descreve o ponto culminante de amargos meses de dificuldades nestas palavras: “Em 11 de outubro de 1941, meu marido foi decapitado. Em sua última carta, que lhe foi permitido escrever poucas horas antes de sua execução, dizia: ‘Quando receber esta carta, minha querida Maria e meus quatro filhos, Christa, Walter, Waltraud e Wolfgang, tudo já terá terminado e terei obtido a vitória por meio de Jesus Cristo, e minha esperança é que tenha sido vitorioso. Do fundo do meu coração, desejo-lhes feliz entrada no reino de Jeová. Permaneçam fiéis! Três irmãos jovens, que irão seguir o mesmo caminho que eu seguirei amanhã de manhã estão aqui ao meu lado. Seus olhos brilham!’”
E muitos outros exemplos estão documentados.
VERDADEIRAMENTE ‘NÃO FAZEM PARTE DO MUNDO’
Ao descrever a posição tomada pelas Testemunhas de Jeová nos campos de concentração nazistas, a socióloga polonesa Anna Pawelczynska escreveu, como segue, no seu livro Valores e Violência em Auschwitz, publicado pela primeira vez em 1973:
“Este pequeno grupo de prisioneiros era uma sólida força ideológica e eles venceram a sua batalha contra o nazismo. O grupo alemão desta seita era uma pequena ilha de resistência férrea no seio de uma nação dominada pelo terror, e com este mesmo espírito intrépido agia no campo de Auschwitz. Eles conseguiram ganhar o respeito de seus companheiros de prisão. . . ., dos prisioneiros-funcionários e até mesmo dos oficiais da SS. Todos sabiam que nenhuma Testemunha de Jeová cumpriria uma ordem contrária à sua crença e convicções religiosas ou qualquer ação dirigida contra a outra pessoa, mesmo que essa pessoa fosse um assassino e oficial da SS. Por outro lado, faria qualquer serviço, até mesmo o mais detestável, da melhor maneira possível, se este fosse moralmente neutro para ela. Os prisioneiros políticos operavam ativamente no campo, organizando resistência e batalhando pela sobrevivência de seus companheiros de prisão. As Testemunhas de Jeová mantinham uma resistência passiva pelas suas crenças, as quais se opunham totalmente à guerra e à violência.” (O grifo é nosso.)
Porém, não só na Alemanha, mas também em todas as nações em guerra no mundo, as Testemunhas de Jeová estavam unidas em colocar o mandamento de Deus de “amar ao próximo” acima da ordem do mundo de odiar o seu próximo. (Mat. 22:29; Atos 5:29) Dependendo do país em que viviam, sua punição variava da sentença de morte a meses ou até anos de prisão. Numa prisão, um homem que estava cumprindo prisão perpétua disse a uma Testemunha: “Estou aqui porque matei um policial, e você está aqui porque se recusa a matar. Não é estranho isto?” Mas estranho ou não para os outros, as Testemunhas de Jeová adotam o proceder baseado na Bíblia, de ‘não fazerem parte do mundo’, nem no seu desregrado derramamento de sangue.
EVITAM A CULPA DE SANGUE
No seu bem conhecido Sermão do Monte, o Líder das Testemunhas de Jeová, a saber, Jesus Cristo, disse entre outras coisas: “Felizes os pacíficos, porque serão chamados ‘filhos de Deus’. . . . Ouvistes que se disse aos dos tempos antigos: ‘Não deves assassinar; mas quem cometer um assassínio terá de prestar contas ao tribunal de justiça.’ No entanto, digo-vos que todo aquele que continuar furioso com seu irmão terá de prestar contas ao tribunal de justiça; mas, quem se dirigir a seu irmão com uma palavra imprópria de desprezo terá de prestar contas ao Supremo Tribunal; ao passo que quem disser: ‘Tolo desprezível!’, estará sujeito à Geena ardente.” A Geena representava figurativamente a destruição eterna, pois Jesus disse mais tarde aos seus discípulos: “Não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes, temei aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo.” (Mat. 5:9, 21, 22; 10:28) Por conseguinte, as Testemunhas de Jeová têm sempre procurado ser pacíficas num mundo confuso, e têm sempre evitado tendências assassinas até mesmo em ira e linguagem violenta.
Portanto, sua guerra tem sido do tipo espiritual que não viola a pacificidade, pois o apóstolo Paulo disse aos seus concristãos no primeiro século: “Porque as armas de nosso combate não são carnais, mas poderosas em Deus para demolir as coisas fortemente entrincheiradas. Pois estamos demolindo raciocínios e toda coisa altiva levantada contra o conhecimento de Deus; e trazemos todo pensamento ao cativeiro, para fazê-lo obediente ao Cristo.” (2 Cor. 10:4, 5) Desta maneira, as Testemunhas de Jeová têm evitado a culpa de sangue.
A culpa de sangue contribuiu para a derrocada do antigo Israel, e em conexão com isto é interessante notar o proceder do Rei Manassés. Está escrito a respeito dele: “E foi construir altares a todo o exército dos céus em dois pátios da casa de Jeová. E ele mesmo fez os seus próprios filhos passar pelo fogo [como sacrifício humano] no vale do filho de Hinom, e praticou a magia, e fez uso da adivinhação, e praticou a feitiçaria, e constituiu médiuns espíritas e prognosticadores profissionais de eventos. Fez em grande escala o que era mau aos olhos de Jeová para o ofender.” (2 Crô. 33:5, 6) Mais tarde, durante seus 55 anos de reinado, Manassés arrependeu-se de seu mau proceder e tomou ação por remover a adoração idólatra de Jerusalém. Mas a culpa de sangue permaneceu, pois “também sangue inocente derramou Manasses em quantidade muito grande, até encher Jerusalém de ponta a ponta”. (2 Reis 21:16) Este derramamento de sangue por Manassés foi deliberado. Não foi derramado em batalhas justas, ordenadas por Jeová.
A culpa de sangue em que incorreu Manassés não foi cancelada com a morte deste rei. Permaneceu como mancha em Israel. Não havia sido satisfeita a justiça, a fim de removê-la. Assim, Jeová enviou Nabucodonosor, Rei de Babilônia, como Seu executor contra Jerusalém. “Foi somente pela ordem de Jeová que isto sucedeu a Judá, a fim de removê-lo da sua vista por causa dos pecados de Manassés, conforme tudo o que tinha feito; e também por causa do sangue inocente que tinha derramado de modo a encher Jerusalém de sangue inocente, e Jeová não consentiu em dar perdão.” — 2 Reis 24:1-4.
O equivalente moderno da infiel Jerusalém é a cristandade, em cujo domínio irromperam as duas sangrentas guerras mundiais de nosso século. Assim, a cristandade, também, tem sacrificado incontáveis ‘filhos e filhas’ ao deus da guerra. (Jer. 7:31) Que culpa de sangue tem sobre si a cristandade, totalizando dezenas de milhões de almas! Se a culpa de sangue de Manassés não teve perdão, quanto menos a da cristandade! As organizações religiosas que apoiaram a violência das duas guerras mundiais e de outras guerras deste século partilham nesta culpa de sangue. A cristandade compõe a maior parte de “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa, descrita pelo apóstolo João como estando “embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus”. Não é de se admirar que a “voz saída do céu” clamasse aos amantes da justiça: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas. Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela.” — Rev. 17:5, 6; 18:4, 5.
Visto que a cristandade está condenada, por causa de sua idolatria e de sua culpa de sangue, centenas de milhares de pessoas sinceras têm saído deste sistema, arrependidas de sua ligação passada, e têm assumido uma posição limpa diante de Deus e do Cordeiro, Cristo Jesus. (Rev. 7:9, 10) Estas incluem muitos milhares que lutaram como soldados nas guerras mundiais e em outros conflitos deste século. Estes arrependidos podem confiar no perdão de Deus, quanto ao seu proceder anterior. (1 João 1:9, 10; Isa. 1:18) Sua bênção estará com eles à medida que mostrarem ser agora discípulos do “Príncipe da Paz”, que disse por ocasião de sua prisão e provação: “Meu reino não faz parte deste mundo. Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado.” (João 18:36; Isa. 9:6, 7) Eles também, doravante, ‘não devem fazer parte’ deste mundo culpado de sangue. Precisam permanecer sob a proteção de Cristo. — Veja Números 35:11, 32.
A NEUTRALIDADE É PROTEÇÃO
Muitas testemunhas cristãs de Jeová na Alemanha nazista e em outras partes perderam sua vida por manterem a neutralidade. Ao enfrentarem a morte, derivaram consolo das palavras de Jesus: “Não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes, temei aquele que pode destruir na Geena [morte eterna] tanto a alma como o corpo.” (Mat. 10:28) A ressurreição deles está garantida. (1 Cor. 15:22, 23; Heb. 11:35) A neutralidade de outros também tem servido de proteção amiúde, sob circunstâncias incomuns.
Tome por exemplo as Testemunhas de Jeová na África. Nas aldeias, elas são hospitaleiras e proporcionam refeições em suas casas a qualquer pessoa estranha que se chegue. Porém, recusam-se a servir em benefício de qualquer organização faccionária. Em uma ocasião, quando soldados guerrilheiros convocaram os aldeãos locais para uma reunião de doutrinamento, as Testemunhas neutras negaram-se a comparecer. Assim, quando forças da oposição se dirigiram para a reunião e metralharam 105 pessoas presentes, o não-comparecimento das Testemunhas salvou-as. Com a intensificação das hostilidades, a posição das Testemunhas tornou-se mais difícil, mas sempre se mostraram como ‘não fazendo parte do mundo’.
Durante a vindoura “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon, a neutralidade do povo de Jeová servirá outra vez para a sua proteção. (Rev. 16:14, 16) Por ‘não fazerem parte do mundo’ ficarão livres da sua culpa de sangue. Por outro lado, Deus executará a cristandade culpada de derramar sangue (e deveras o mundo inteiro) com o tipo de julgamento que recaiu sobre a antiga Jerusalém, sobre quem o profeta Ezequiel profetizou: “Assim disse o Soberano Senhor Jeová: ‘Ó cidade que derrama sangue no seu meio até chegar o seu tempo, e que fez ídolos sórdidos no seu meio para se tornar impura, pelo teu sangue que derramaste tornaste-te culpada, e pelos teus ídolos sórdidos que fizeste tornaste-te impura . . . E eis que golpeei com a minha mão . . . por teus atos de derramamento de sangue que veio a haver no meio de ti. . . . e vou destruir a tua impureza dentro de ti. . . . e terás de saber que eu sou Jeová.’” — Eze. 22:3, 4, 13-16.
“Está próximo o grande dia de Jeová.” (Sof. 1:14) Muito em breve, o inteiro mundo culpado de sangue será destruído. Mas àqueles que destemidamente ‘não fazem parte do mundo’ Jeová estenderá o convite: “Vai, povo meu, entra nos teus quartos interiores e fecha as tuas portas atrás de ti. Esconde-te por um instante, até que passe a verberação. Pois, eis que Jeová está saindo do seu lugar para ajustar contas pelo erro do habitante da terra contra ele, e a terra certamente exporá seu derramamento de sangue e não mais encobrirá os seus que foram mortos.” (Isa. 26:20, 21) Depois de Jeová ter ajustado contas com o mundo culpado de sangue, o povo puro dele emergirá de seu preparado esconderijo miraculoso para desfrutar paz eterna numa terra que nunca será novamente manchada com o sangue de guerras e violência. (Sal. 46:8, 9) Então, aqueles que ‘não fizeram parte do mundo’ que findou permanecerão na nova ordem de Deus, para sempre fazendo a vontade dele. (1 João 2:17) Assim, por eles mesmos, terão contribuído para uma história, livre de sangue, de neutralidade cristã num mundo confuso.