BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • g78 22/8 pp. 8-11
  • O desenvolvimento da educação em África

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • O desenvolvimento da educação em África
  • Despertai! — 1978
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • O Sistema Ioruba
  • A Era Colonial
  • Novas Diretrizes Educacionais
  • Educação de Adultos
  • Educação Objetiva
  • Deve meu filho estudar numa escola?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 2003
  • Qual o ponto de vista das Testemunhas de Jeová sobre educação escolar?
    Perguntas Frequentes sobre as Testemunhas de Jeová
  • Use a educação para louvar a Jeová
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1996
  • Educação com objetivo
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1992
Veja mais
Despertai! — 1978
g78 22/8 pp. 8-11

O desenvolvimento da educação em África

Do correspondente de “Despertai!” na Nigéria

A EDUCAÇÃO em África tem uma história que remonta a muitos séculos. Por certo, as consecuções das antigas civilizações do Egito e da Etiópia são bem conhecidas. Daí, no início do primeiro milênio da Era Comum, os mouros e outros povos da orla setentrional da África fizeram notáveis contribuições para a educação e a cultura mundiais. E, nos últimos 1.000 anos, os povos do Saara e do sub-Saara possuíam diversos centros de aprendizagem — Tombuctu, Agadiz, Gao, Catsina e Bornu, onde livros escritos em árabe eram grandemente solicitados.

Há mais de 800 anos atrás, em Tombuctu, no Máli, faculdades proviam educação avançada. Catsina, na Nigéria setentrional, tem sido um centro erudito já desde antes do século 16. Foi ali que, por volta de 200 anos atrás, Maomé ibn Maomé se tornou especialista em numerologia.

As cidades supracitadas eram dominadas pela cultura islâmica, e as mesquitas eram os centros de erudição. No entanto, o custo da aprendizagem sob a tutela dos mallams era altíssimo, e muito poucas pessoas podiam obtê-la. A minoria culta exercia tremenda influência, e eram os administradores, advogados e funcionários principais. Mas a maioria permanecia analfabeta.

Nas culturas não-islâmicas, do sub-Saara, a educação era mormente sem linguagem escrita, sendo transmitida pela instrução oral, ao invés de através de material de leitura. Os sistemas educacionais variavam de tribo em tribo, e havia diferentes graus e níveis de treinamento, dependendo do desenvolvimento social e cultural de determinada tribo. O treinamento abrangia um campo razoavelmente amplo, havendo instrução especializada em diferentes níveis etários. Cada sistema educacional possuía formas específicas de preparo para os papéis dos indivíduos na sociedade. Um breve exame do sistema educacional entre os iorubas, na Nigéria pré-colonial, ilustra isto.

O Sistema Ioruba

Entre os iorubas, a formação quanto à obediência, etiqueta, linguagem e contabilidade era ministrada bem cedo na vida duma criança, e se dava no círculo familiar. As crianças aprendiam rápido a expressar-se em sua língua. Progressivamente, dominavam os provérbios, a poesia, o folclore da comunidade ou tribo. Desta forma, aprendiam a história, e as atitudes morais e filosóficas de seu povo. Tinham de aprender uma variedade de saudações, o reconhecimento dos níveis da senioridade social e a etiqueta correta com relação a tais. A educação religiosa incluía o treino nos rituais, nas festas sagradas e os papéis de adivinhos.

Em tenra idade, as crianças aprendiam a contar até 20, com os dedos das mãos e dos pés, e a fazer adições e subtrações simples, com a ajuda de pedras. Ao avançarem em conhecimento, ensinavam-se-lhes pesos e medidas, o uso de conchas de moluscos (que serviam como dinheiro) e a arte da barganha.

Treinamento especializado para os meninos se focalizava na lavoura, no trabalho com metais e madeira, na caça e no uso de ervas e drogas na medicina. Tais perícias eram transmitidas de pai para filho. Também se consideravam as inclinações e habilidades naturais, e encorajavam-se as crianças a desenvolver suas aptidões. Por conseguinte, muitas delas eram aprendizes de artífices de fora do clã familiar.

As moças recebiam treinamento em tecer e tingir panos. Aprendiam a fazer vasos, a tecer esteiras e cestos e a produzir cosméticos para usar em tratamentos de beleza e em penteados. Ensinava-se-lhes a arte culinária, a fabricação de cerveja e a extração de óleo das nozes das palmeiras. Assim ficavam preparadas para seu papel de mulher na família e na comunidade.

As tribos que possuíam uma cultura rural, pastoril ou florestal, concentravam-se mais na lavoura, no pastoreio e na caça ou pesca. Alguns sistemas educacionais restringiam o progresso a novos campos de conhecimento mediante a preservação de uma sociedade fechada. Os membros eram usualmente restritos aos de certas origens étnicas ou crenças religiosas. Tal circunstância contribuía para a estagnação do conhecimento. Sem embargo, a educação provida satisfazia amplamente as necessidades de tais sociedades.

A Era Colonial

No rastro do explorador missionário, David Livingstone, os missionários europeus começaram a aumentar suas atividades em África, na segunda metade do século 19. Escolas de missões começaram a ser estabelecidas em aldeias e povoados, e era lá mesmo no mato que os estudantes as cursavam em simples tangas ou completamente nus.

Tais escolas foram estabelecidas em linhas sectaristas, os católicos possuindo suas próprias escolas, e as religiões protestantes as delas. Isto tendeu a segmentar religiosamente os povos, e inteiras áreas passaram a ser reputadas como o domínio de determinada religião. As divisões em níveis sociais se desenvolveram, entre os segmentos de instruídos e de analfabetos de cada comunidade, havendo gradual minar da influência familiar. Outros desequilíbrios foram criados, visto que as normas tradicionais de educação foram sendo desarraigadas, e não foram substituídas por nenhum padrão uniforme.

Ainda assim, dera-se algum início no sentido da ampliação dos horizontes de conhecimento em África. À medida que mais pessoas aprendiam a ler e escrever, o conhecimento do mundo, contido em livros, tornou-se disponível até mesmo às tribos mais remotas. A história erudita da África não-islâmica, do sub-Saara, começou a ser reavivada.

Embora os povos mostrassem aptidão para aprender, havia obstáculos a transpor. Os missionários usualmente tinham primeiro de aprender as línguas locais. Daí, tinham de ensinar as crianças em suas próprias línguas européias, em que havia livros disponíveis. Alguns fizeram um bom trabalho em formular sistemas de alfabetos e em compilar dicionários, de forma que muitas línguas locais pudessem ser escritas. Isto forneceu a base para a tradução da Bíblia em muitas línguas africanas.

Em algumas áreas, apresentou-se o obstáculo do costume de impedir as moças de obter instrução institucional. Quando, há mais de 40 anos, um dos emires da Nigéria setentrional visitou a Inglaterra, ficou impressionado de ver uma grande escola de moças. Desejou uma provisão similar para as jovens de seu povo. Visto que o costume era manter as mulheres afastadas da vida pública, ele compreendeu que haveria oposição a isso. Assim, disse ao seu conselho que ia abrir uma escola, em seu palácio, para instruir as moças de sua família. Dentro de um ano, a escola possuía 30 alunas, e muitos dos cidadãos de destaque solicitavam ao emir que permitisse que suas filhas cursassem tal escola. Um ano depois, sob o pretexto de não poder tolerar mais o barulho da escola em seu palácio, ele “passou as alunas, as professoras, e o equipamento, para a cidade aberta e as abrigou numa casa adjacente a uma escola para meninos”. [African Challenge (Desafio Africano), p. 63] Agora, toda escola de primeiro grau naquela zona do país é mista.

Visto que as crianças faziam parte da mão-de-obra de cada família agrícola, houve relutância em liberá-las para ir à escola. Gradualmente, contudo, à medida que as pessoas reconheceram o valor da página impressa e as vantagens da leitura e escrita, enviaram mais filhos à escola. Foi assim que, nas escolas de missões, muitos notáveis educadores e líderes de toda a África obtiveram sua instrução primária.

Os governos coloniais, e os posteriores governos soberanos de cada estado independente, incentivaram o estabelecimento de escolas de missões, dando-lhes ajuda financeira e administrativa. Fizeram-se provisões para que houvesse mais sistemas uniformes de instrução escolar, e estabeleceram-se outras escolas públicas e secundárias, e universidades.

Novas Diretrizes Educacionais

Desde 1970, no esforço adicional de assegurar um padrão mais uniforme de educação, o governo da Nigéria assumiu o controle das escolas particulares, inclusive das escolas das missões. Isto resultou no problema de haver adequada educação moral num sistema escolar totalmente secularizado. Portanto, as autoridades incentivaram os pais e os mestres a fornecer orientação moral. Fizeram-se esforços de coordenar os sistemas tradicionais islâmicos e indígenas de educação com os métodos modernos. Espera-se que isto freie a crescente onda de inquietação, imoralidade e toxicomania entre os jovens.

Em 1976, o plano da Educação Primária Universal (EPU) foi introduzido para a educação universal gratuita em toda a Nigéria. Isto dará às crianças a oportunidade de receber educação primária gratuita por seis anos, bem como a escolarização de segundo grau por seis anos. Constroem-se, portanto, mais escolas, e planos imediatos estão sendo feitos de aumentar as universidades para 13.

Educação de Adultos

Visto que a maioria da população adulta é composta de analfabetos, os vários governos dão crescente atenção à educação de adultos. Na Nigéria, onde a taxa de analfabetismo é de 20 por cento, numa população de 70 milhões, o governo estabeleceu centros de educação de adultos na maioria das aldeias e povoados. Muitos homens e mulheres aproveitam esta oportunidade para aprender a ler e escrever.

Grande progresso também está sendo obtido nos programas de alfabetização de adultos realizados nos Salões do Reino das Testemunhas de Jeová. Mediante tais turmas, entre 1962 e 1976, apenas na Nigéria, 15.156 pessoas aprenderam a ler e escrever. Muitas delas eram idosas, e imaginavam não mais ter capacidade de aprender. Eram, na maioria, gente das zonas rurais — lavradores, caçadores, pescadores, donas-de-casa. Sua determinação de obter conhecimento bíblico e de poder transmitir instrução bíblica reavivou seu desejo de aprender. Agora, conseguem ler e escrever, e podem ajudar a ensinar a Palavra de Deus a outros em sua própria língua, e também, com freqüência, em inglês.

À guisa de exemplo, Ezekiel Ovbiagele foi instruído segundo o sistema tradicional de educação, mas não aprendeu a ler e escrever. Depois de obter instrução bíblica oral das Testemunhas de Jeová e ser batizado em 1940, compreendeu o valor de aprender a ler. Alistou-se em uma das turmas de alfabetização e logo estava lendo a Bíblia para outros. Com mais treinamento especializado, qualificou-se, em 1953, a servir qual superintendente viajante, tendo a responsabilidade de instruir muitas congregações no território designado a ele. Muitos outros fizeram similar progresso.

Quando Jackson Iheanacho compareceu pela primeira vez às reuniões das Testemunhas de Jeová, só sabia ler efique, sua língua nativa. Viu a necessidade de aprender a ler inglês, também, visto que as reuniões eram dirigidas em tal língua. Com a ajuda da classe de alfabetização da congregação, conseguiu isto, e passou também a aprender outras línguas. Sabe ler e escrever agora em sete idiomas!

O índice de alfabetização entre as Testemunhas de Jeová é superior a 77 por cento. A maioria dos restantes 23 por cento cursam as turmas de alfabetização, quer em seus Salões do Reino quer em centros governamentais, e também se acham em vários estágios de aprendizado de leitura e escrita. Sentem apreço por tal programa, que está alcançando cada vez mais pessoas.

Educação Objetiva

O valor e a necessidade da educação são inegáveis. Um editorial do Daily Times, de 29 de dezembro de 1976, falava da educação como “o maior investimento . . . para o rápido desenvolvimento dos . . . recursos econômicos, políticos, sociológicos e humanos”. No entanto, não é apenas a educação, mas a educação objetiva que é essencial. Os métodos modernos tendem a fixar alvos materialistas, ao invés de alvos produtivos. Para muitos jovens, o propósito da educação escolar é obter um diploma que garanta um emprego de prestígio e grande recompensa financeira. Os pais devem guiar os jovens na avaliação cuidadosa do objetivo de sua educação escolar. O alvo deve ser a adquisição de reais perícias e da faculdade de raciocínio, de modo a assegurar a produtividade em suas carreiras adultas.

Deve-se lembrar, contudo, que o período da educação formal não é tudo que está envolvido no processo educativo. Os pais podem utilizar os períodos da pré-escola e das férias escolares para instruir moralmente seus filhos e, de outros modos, edificar a personalidade deles em sentido saudável. Pode-se realizar grande bem por usar a Bíblia para inculcar nos filhos a decência, a honestidade e a lealdade.

Além disto, os jovens, por permitirem que as experiências do dia-a-dia moldem sua personalidade e suas perícias de modo benéfico, continuarão a educar-se, depois de concluírem sua educação escolar formal. Desta forma, perseguirão o alvo de tornar-se homens e mulheres responsáveis e produtivos, e sua educação resultará verdadeiramente objetiva.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar