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  • Todos precisam de esperança
    A Sentinela — 1981 | 15 de outubro
    • Todos precisam de esperança

      “A ESPERANÇA brota eternamente no peito humano.” Assim disse o poeta inglês Alexander Pope no seu “Ensaio Sobre o Homem”. Dois mil anos antes disso, o poeta grego Teócrito expressou isso do seguinte modo: “Enquanto há vida, há esperança.” Já muito antes, Salomão, o judeu sábio, escreveu: “Enquanto um homem permanece entre os vivos, há esperança.” — Ecl. 9:4, Missionários Capuchinhos.

      Sim, homens de todo o tipo sempre precisaram de esperança. Atualmente, há milhões de pessoas que dizem que a única esperança é um mundo melhor por meio do comunismo. Elas acreditam que mudanças revolucionárias trarão tempos melhores para as massas. Citam o mártir comunista, francês, Gabriel Péri, como dizendo que, graças ao comunismo, as futuras gerações terão “amanhãs felizes”. E verdade que muitos têm visto os resultados desapontadores de governos que seguem a linha marxista, e ficaram desiludidos. Não obstante, o comunismo é ainda a “esperança” de milhões da humanidade, os quais procuram um mundo de justiça social.

      O Alcorão oferece a cerca de meio bilhão de muçulmanos a esperança de felicidade eterna num paraíso chamado de “o Jardim”, onde os benditos usufruiriam luxos, nos seus corpos ressuscitados. Muitos muçulmanos até mesmo esperam um milênio ou reinado de 1.000 anos de paz na terra, antes do Dia do Juízo. Os rejeitados por Alá seriam lançados no “Lugar Quente” para sofrer tormento eterno.

      A esperança de centenas de milhões de hindus e budistas é alcançar o nirvana. Para os hindus, isto representa literalmente “apagar” ou extinguir a chama da vida pela absorção em Brama, ou a impessoal alma universal. Para os budistas, o nirvana é “o estado de perfeita beatitude, alcançado pela extinção da existência individual e pela absorção da alma no espírito supremo”.

      Por outro lado, para as centenas de milhões de pessoas que afirmam ser cristãs, a esperança é supostamente uma das três “virtudes teológicas”, junto com a fé e o amor. A Cyclopœdia de M’Clintock e Strong diz que, dentre essas três virtudes: “A fé é a raiz, o amor é o tronco que dá fruto e a esperança é a copa estendida para o céu, da árvore da vida cristã.”

      A Enciclopédia Católica (em inglês), concordando com esta obra protestante no sentido de que a esperança dos membros das igrejas da cristandade é ir para o céu, diz sob “Esperança”: “[Esperança] é definida como sendo uma virtude divina, pela qual, com a ajuda de Deus, esperamos confiantemente alcançar a felicidade eterna . . . Tudo isso é inteligível apenas à base presumida de que haja tal coisa como a ordem sobrenatural e que o único derradeiro destino realizável do homem, na atual providência de Deus, está nessa ordem. . . . a esperança tem por objetivo principal a união com Deus no céu.” (O grifo é nosso.)

      De modo que a única esperança apresentada aos católicos e à maioria dos protestantes é a “felicidade eterna . . . no céu”. Se esta falhar, não sobra mais nenhuma esperança. Um Dicionário Católico (em inglês) diz: “Os malditos do inferno não podem ter esperança, porque não podem ter nenhuma expectativa de salvação.” O aviso que Dante imaginou como afixado acima dos portões do inferno rezava: “Deixai toda esperança, vós, que entrais.”

      Mas, será que a alternativa de todos os que crêem em Deus e em Cristo é apenas a de “felicidade eterna” no céu ou dum estado desesperador de punição eterna num “inferno”? Visto que as raízes do cristianismo estão profundamente arreigadas na Bíblia, como é que as Escrituras definem a esperança cristã e qualquer punição alternativa?

      Além disso, visto que os milhões de pessoas fascinadas pelo comunismo obviamente não se sentem atraídas pela “bem aventurança celestial” oferecida como única esperança pelas igrejas da cristandade, será que a Bíblia oferece a tais pessoas — não pelo breve período de uma vida, mas pela eternidade — a própria esperança que acham ter encontrado no comunismo, a saber, um mundo de “igualdade social e econômica para todos” numa “sociedade sem classes”?

      Oferece a Bíblia até mesmo aos milhões de muçulmanos uma esperança similar ao do “Jardim” paradísico que o Alcorão lhes oferece, mas sem o perigo de acabarem no “Lugar Quente”?

      E que dizer das centenas de milhões de praticantes de certas religiões orientais, aos quais se ensinou que toda a existência material significa sofrimento, e para quem a vida, na terra, portanto, é algo mau? Procurariam tais pessoas anular sua existência individual no nirvana, se pudessem convencer-se de que a vida na terra nunca era para ser um tempo de sofrimento tal como conheceram? Não poderia a Bíblia mudar o conceito delas sobre a vida e dar-lhes uma esperança mais em harmonia com os anseios naturais dos humanos inteligentes?

      Com estas perguntas em mente, examinemos a Bíblia e a história religiosa, para ver se a única esperança oferecida à humanidade é a de “ir para o céu”. E visto que a humanidade, segundo a Bíblia, recebeu uma esperança mesmo já antes da fundação do cristianismo, retrocedamos primeiro e vejamos qual era a esperança dos antigos judeus.

  • A origem da esperança do milênio
    A Sentinela — 1981 | 15 de outubro
    • A origem da esperança do milênio

      HOJE há pouca escolha entre as esperanças e os temores do católico, protestante e judeu comum. Quase todos eles acreditam na imortalidade inerente da alma humana e nas crenças relacionadas duma bem-aventurança celestial num mundo etéreo ou dum tormento eterno em alguma espécie de “inferno”.

      Visto que as religiões da cristandade afirmam ter afinidade com o monoteísmo dos judeus e aceitam as Escrituras Judaicas como sendo inspiradas, será

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