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Comemoração (Refeição Noturna do Senhor)Raciocínios à Base das Escrituras
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o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, e eu o hei de ressuscitar no último dia.’” Este comer e beber teria obviamente de ser feito em sentido figurativo; do contrário, aquele que assim fizesse estaria violando a lei de Deus. (Gên. 9:4; Atos 15:28, 29) Mas, deve-se notar que a declaração de Jesus em João 6:53, 54 não foi feita com relação à inauguração da Refeição Noturna do Senhor. Ninguém que o ouviu tinha alguma idéia da comemoração com o pão e o vinho usados para representar a carne e o sangue de Cristo. Esse arranjo foi introduzido cerca de um ano depois, e o relato do apóstolo João sobre a Refeição Noturna do Senhor só começa mais de sete capítulos mais adiante (em João 14) no Evangelho que leva seu nome.
Assim, pois, como pode alguém ‘comer a carne do Filho do homem e beber o seu sangue’ em sentido figurativo a não ser por participar do pão e do vinho por ocasião da Comemoração? Repare que Jesus disse que os que assim comessem e bebessem teriam “vida eterna”. Antes, no versículo 40 de Jo. 6, ao explicar o que as pessoas precisam fazer para ter vida eterna, o que disse ele ser a vontade de seu Pai? Que “todo aquele que observa o Filho e exerce fé nele tenha vida eterna”. Portanto, é razoável que o ‘comer sua carne e beber seu sangue’ em sentido figurativo seja por se exercer fé no poder redentor da carne e do sangue de Jesus, dados em sacrifício. Exige-se que todos os que ganharão a plenitude da vida, quer nos céus com Cristo, quer no Paraíso terrestre, exerçam tal fé.
Com que freqüência e quando deve ser celebrada a Comemoração?
Jesus não disse especificamente com que freqüência deveria ser celebrada. Disse simplesmente: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” (Luc. 22:19) Paulo disse: “Pois, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este copo, estais proclamando a morte do Senhor, até que ele chegue.” (1 Cor. 11:26) “Todas as vezes” não significa forçosamente muitas vezes por ano; pode significar anualmente por um período de muitos anos. Se alguém fosse comemorar um evento importante, como um aniversário de casamento, ou quando uma nação comemora um evento importante na sua história, com que freqüência faz isso? Uma vez por ano na data do aniversário. Isso estaria também em harmonia com o fato de que a Refeição Noturna do Senhor foi instituída na data da Páscoa judaica, uma celebração anual que não mais precisava ser guardada pelos judeus que se tornaram cristãos.
As Testemunhas de Jeová observam a Comemoração após o pôr-do-sol de 14 de nisã, segundo o cálculo do calendário judaico que era de uso comum no primeiro século. O dia judaico começa ao pôr-do-sol e se estende até o pôr-do-sol seguinte. Portanto, Jesus morreu no mesmo dia calendar judaico em que ele instituiu a Comemoração. O começo do mês de nisã era o pôr-do-sol depois da lua nova visível em Jerusalém, lua nova esta que era a mais próxima do equinócio da primavera setentrional. A data da Comemoração é 14 dias depois disso. (Assim, a data da Comemoração pode não coincidir com a da Páscoa celebrada pelos judeus da atualidade. Por que não? O início dos meses calendares deles é marcado para coincidir com a lua nova astronômica, não com a lua nova visível em Jerusalém, que pode surgir 18 a 30 horas mais tarde. Também, a maioria dos judeus hoje celebra a Páscoa em 15 de nisã, não no dia 14, como fez Jesus, em harmonia com o que a Lei mosaica estipulava.)
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ConfissãoRaciocínios à Base das Escrituras
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Confissão
Definição: Uma declaração ou um reconhecimento público ou privado (1) daquilo que a pessoa crê ou (2) de seus pecados.
É bíblico o rito da reconciliação, que inclui a confissão auricular (confissão ao ouvido de um sacerdote), conforme ensinado pela Igreja Católica?
A maneira como as pessoas se dirigem a um sacerdote.
As palavras rituais, ainda usadas com freqüência, são: “Padre, dai-me a vossa bênção porque pequei. Faz uma semana (ou um mês, etc.) que me confessei.” — Catecismo da Primeira Comunhão, São Paulo, 14-7-1961, Mons. Lafayete, p. 10.
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