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  • Fixando o tempo do ministério de Jesus
    A Sentinela — 1960 | 1.° de fevereiro
    • outros três relatos, fornece as provas que faltam. João apresenta a evidência de que Jesus assistiu a quatro Páscoas em Jerusalém, depois do início do seu ministério no outono de 29. João 2:13 refere-se à Páscoa do ano 30 E. C.; João 5:1, à Páscoa de 31 E. C.; João 6:4, à Páscoa de 32 E. C.; e, por fim, João 13:1, à Páscoa de 33 E. C., a última, pouco antes da morte de Jesus. Assim, pelo registro de quatro Páscoas durante o ministério de Jesus, fornecido por João, prova-se que este teve três anos e meio de duração. Muitos outros, além das testemunhas de Jeová, apóiam este conceito sadio.

      A segunda prova da duração de três anos e meio é fornecida pela profecia bíblica. Daniel 9:27 diz que Jesus, como o Messias, o príncipe, faria firme o pacto abraâmico com muitos do restante judeu, por um período de uma semana de sete anos. Isto indica que no início do ministério de Jesus, no outono de 29 E. C., a oportunidade exclusiva de se tornar parte da semente de Abraão, segundo a promessa abraâmica feita por Jeová, foi oferecida exclusivamente a judeus. Esta oportunidade singular expirou sete anos depois, em 36 E. C., quando se estendeu a vocação aos gentios, convidando-os a se tornarem parte desta semente do Reino de 144.001. (Gál. 3:28, 29) Daniel passa então a dizer expressivamente que “na metade da semana”, ou no meio destes sete anos, portanto, depois de três anos e meio, Jesus faria oficialmente cessar os sacrifícios da Lei. O apóstolo Paulo mostra em Colossenses 2:14 que Deus usou a morte de Jesus para tirar ou cancelar legalmente o pacto da Lei com seus sacrifícios “por cravá-lo na estaca de tortura”. (NM) Isto ocorreu obviamente na primavera de 33 E. C. Aqui temos outra prova completa.

      JESUS MORREU EM 33 E. C.

      Finalmente, toda a evidência acompanhante aponta para 14 de Nisan de 33 E. C. como a única data possível para a morte de Jesus na estaca. Todas as outras datas apresentadas por outros, tais como os anos 28, 29, 30, 31, 32 e 34 E. C., não se harmonizam com os fatos.

      Quase todos os instrutores religiosos, bem como as testemunhas de Jeová, concordam que as Escrituras indicam que foi numa tarde de sexta-feira que Jesus expirou. Por isso, os católicos e os protestantes referem-se a este dia como “Sexta-feira da Paixão”. João 19:31 prova que Jesus deve ter morrido numa sexta-feira. Como o prova? Por mencionar que o sábado que se iniciou três horas após a morte de Jesus (ele morreu por volta das 15 horas) não foi apenas um sábado semanal comum, iniciando-se às 18 horas da sexta-feira e estendendo-se até as 18 horas de sábado. Lembre-se, também, que os dias bíblicos começavam às 18 horas, não à meia-noite conforme contamos hoje em dia. João diz que “era grande o dia daquele sábado”. (ARA) Em outras palavras, recaíam dois sábados legais no mesmo período de vinte e quatro horas, havendo assim um sábado duplo. Segundo a Lei de Moisés, o dia 15 de Nisan de cada ano tinha de ser um sábado, não importando em que dia da semana recaísse. (Lev. 23:6, 7) Esta situação é parecida à de um feriado nacional dos gentios. Se algum feriado caísse num domingo, então a população teria dois feriados coincidindo no mesmo dia de vinte e quatro horas, e isto acontece apenas uma vez em certo número de anos. Assim foi que em 33 E. C. o dia 15 de Nisan coincidia com o sábado semanal. Isto prova que 14 de Nisan deve ter-se iniciado na quinta-feira à tardinha, ás 18 horas, estendendo-se até as 18 horas de sexta-feira, tornando possível a morte de Jesus na tarde de sexta-feira. Esta situação quanto ao dia 14 de Nisan recair numa sexta-feira raras vezes acontece em anos seguidos, mas ocorre apenas uma vez depois de vários anos. Agora veremos como o ano 33 E. C. produziu todos os fatores necessários para se harmonizar com o registro das Escrituras quanto ao dia da morte de Cristo.

      Jesus, como o Cordeiro de Deus, morreu no dia da Páscoa, o qual, segundo a Lei de Moisés, era o 14 de Nisan. O dia 14 de Nisan coincide sempre com a lua cheia, visto que é o décimo quarto dia depois da lua nova primeiramente visível no Egito e na Palestina. (Êxo. 12:2, 6) A astronomia nos ajuda por fornecer os algarismos da tabela, que segue.13

      Ano Páscoa Lua Cheia Número do Dia da

      Dia Juliano Semana

      E. C. Calendário Calendário

      Juliano Gregoriano

      28 29 de março 27 de março 1.731.373 segunda-feira

      29 18 de abril 16 de abril 1.731.758 segunda-feira

      30 7 de abril 5 de abril 1.732.112 sexta-feira

      31 27 de março 25 de março 1.732.466 terça-feira

      32 14 de abril 12 de abril 1.732.850 segunda-feira

      33 3 de abril 1o de abril 1.733.204 sexta-feira

      34 24 de março 22 de março 1.733.559 quarta-feira

      Todos os possíveis anos mencionados como a data têm de ser eliminados com exceção de 30 e 33 E. C., visto que neles o 14 de Nisan não recai numa sexta-feira. Embora no ano 30 E. C. o dia 14 de Nisan recaia numa sexta-feira, também precisa ser rejeitado, porque concederia apenas seis meses para o ministério de Jesus, o que é curto demais para se harmonizar com o registro bíblico. Conforme já examinamos, o início do ministério de Jesus foi firmemente determinado por Lucas como sendo no tempo que agora conhecemos por outono do ano 29 (E. C.). Isto deixa apenas o ano 33 E. C. com um dia 14 de Nisan numa sexta-feira, harmonizando-se com todos os fatores em relação à morte sacrificial de Jesus no madeiro. Em confirmação do acima mencionado, nó livro inglês As Obras de Flávio Josefo, de Whiston, há uma nota marginal sobre Antiguidades Judaicas, Livro 18, capítulo 3, parágrafo 3, dando o dia 3 de abril de 33 E. C. (calendário juliano) como data da morte de Jesus na estaca, bem como o dia 5 de abril daquele ano como data da sua ressurreição. Portanto, só resta o ano 33 E. C. como único ano provável.

      Em conclusão, vemos que é forte a razão das testemunhas de Jeová para crerem não só que o ministério de Jesus tenha durado três anos e meio, mas também que se iniciou no outono de 29 (E. C.) e terminou na primavera de 33 (E. C.).

      REFERÊNCIAS CITADAS

      1 The Catholic Encyclopedia, 1908, Tomo III, pág. 736.

      2 The International Standard Bible Encyclopcedia, 1957, Tomo III, págs. 1628, 1629.

      3 Biblical Cyclopcedia, 1894, de M’Clintock e Strong, Tomo IV, págs. 874, 875, 877.

      4 The International Standard Bible Encyclopcedia, 1957, Tomo I, pág. 538.

      5 Ibid., Tomo I, pág. 137.

      6 Light from the Ancient Past, 1946, de Finegan, pág. 219.

      7 Antiquities of the Jews, Josefo, XVII, viii, 7.

      8 Webster’s Biographical Dictionary, 1943, págs. 701, 1178.

      9 Antiquities of the Jews, Josefo, XVIII, iv. 2.

      10 The International Standard Bible Encyclopcedia, 1957, Tomo IV, pág. 2396.

      11 Ibid:, Tomo V, pág. 2979.

      12 Antiquities of the Jews, Josefo, XVIII, ii, 2.

      13 Babylonian Chronology 636 B. C. — A. D. 45, 1942, de Parker e Dubberstefn, pág. 46, também Canon der Mondfinsternisse, 1887, de Oppolzer, Tomo II, pág. 344.

  • As ações desmentem a pregação
    A Sentinela — 1960 | 1.° de fevereiro
    • As ações desmentem a pregação

      ● Segundo Cristo Jesus, as ações dos clérigos nos seus dias desmentiam a pregação deles. (Mat. 23:3-5) Que eles têm um equivalente moderno é evidente do seguinte. O Professor Ole Halesby, presidente da Sociedade Luterana de Missão Interna, na Noruega, falando sobre a cadeia de rádio do estado, avisou os pecadores: “Se não for crente, cuidado! Se tivesse um colapso e morresse repentinamente, poderia cair diretamente no Inferno!” Incidentalmente, estas observações suscitaram uma violenta controvérsia nacional sobre religião. Exatamente quão sério este erudito professor de teologia tomou a sua própria pregação do inferno de fogo pode ser visto do fato de que ele foi pouco depois condenado por sonegação dos impostos governamentais por um período de pelo menos dez anos.

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