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Bruma (Neblina)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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menores que as gotas de chuva. — Gên. 2:5, 6; Jó 36:27, 28.
USO FIGURADO
O apóstolo Pedro, em seu aviso a respeito dos falsos instrutores e corruptores em potencial que se introduziriam quietamente na congregação cristã, diz: “Estes são fontes sem água e brumas impelidas por uma tempestade violenta, e para eles tem sido reservado o negrume da escuridão.” Pessoas que viajavam pelo Oriente Médio estavam acostumadas com o desapontamento de chegar-se a uma fonte ou poço, na esperança de obterem água refrescante, mas só o encontrando seco. Na Palestina, no mês de agosto, há ocasionais nuvens cirros-estratos que vêm do O e que não trazem chuva. Alguém que mirasse tais nuvens esgarçadas, brumosas, como prometendo trazer água para suas plantações, ficaria amargamente desapontado. O mesmo se dá com tais falsos instrutores, esses homens imorais, como Pedro passa a dizer: “Porque proferem expressões bombásticas de nenhum proveito, e, pelos desejos da carne e pelos hábitos desenfreados, engodam os que acabam de escapar dos que se comportam com erro. Embora lhes prometam liberdade, eles mesmos existem como escravos da corrupção.” — 2 Ped. 2:1, 17-19.
Judas descreve tais pessoas como “nuvens sem água, levadas pelos ventos”. (Judas 12) Tiago, meio-irmão de Jesus, escreve aos cristãos que (no que diz respeito à vida atual) “sois uma bruma que aparece por um pouco de tempo e depois desaparece”. (Tia. 4:14) Por certo, os falsos instrutores são como uma bruma ou neblina, deixando de existir para sempre, depois de pouco tempo. — 2 Tim. 3:8, 9; Judas 13.
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BulAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BUL
O oitavo mês lunar do calendário sagrado dos israelitas, que correspondia ao segundo mês do calendário secular. (1 Reis 6:37, 38; Gên. 7:11) Incluía parte de outubro e parte de novembro. Após o exílio babilônico, este mês passou a ser chamado de marheshvan ou marquesvã, mais tarde abreviado para esvã. — Veja CALENDÁRIO.
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BulbulAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BULBUL
[Heb., ‘aghúr]. O nome de vários tipos de aves parecidas ao tordo, de tamanho médio, encontradas na África e no sul da Ásia, inclusive na Palestina. O bulbul possui, caracteristicamente, pescoço curto, asas curtas e cauda longa. O nome árabe para o bulbul corresponde à palavra hebraica ‘aghúr. (Isa. 38:14; Jer. 8:7) Ao passo que muitas traduções vertem ‘aghúr como “grou”, a referência de Ezequias ao “chilrar [de tsapháph da ave]” dificilmente parece descrever o profundo som de trombeta emitido por essa grande ave. Em seu livro Kleine Lichter (Pequenas Luzes), em alemão, o lexicógrafo Ludwig Koehler afirma que o hebraico ‘aghúr descreve uma ave que ‘eriça ou ouriça suas penas’ e afirma, com respeito ao bulbul, que “durante as pausas (de seu canto) . . . de tempos a tempos ele ergue suas penas estendidas, como uma crista, da parte de trás da cabeça”. (Kleine Lichter, pp. 38, 39) Diferente do som um tanto berrante do grou, o canto do bulbul é um tanto parecido ao tom duma flauta, e é descrito como uma combinação de chilreio e gorjeio.
Jeremias (8:7) refere-se, evidentemente, à chegada sazonal das aves migratórias ao censurar os israelitas por não discernirem o tempo do julgamento de Deus sobre eles. É digno de nota que muitas aves canoras, inclusive o bulbul, utilizem o vale do Jordão como corredor migratório.
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BuzinaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BUZINA
Veja CHIFRE (BUZINA).
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Busto, Faixa Para OAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BUSTO, FAIXA PARA O
Uma faixa ou cinta usada pela noiva no dia de seu casamento. Assinalava sua condição de mulher casada. Jeová, como “marido” de Israel, ilustra o pecado e a extrema desconsideração de Israel para com ele, afirmando: “Pode a virgem esquecer-se dos seus enfeites, a noiva, das suas faixas para o busto? E, no entanto, meu próprio povo — esqueceram-se de mim por dias inumeráveis.” O Deus de Israel deveria ter sido seu maior ornamento, mas Israel o abandonara em troca de outros deuses. — Jer. 2:32; Isa. 3:20; compare com Isaías 49:18.
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CãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CÃ
[moreno, queimado do sol, quente]. Um dos três filhos de Noé, nascido depois de 2470 A.E.C. (Gên. 5:32; 7:6; 11:10) Era, possivelmente, o caçula (Gên. 9:24); contudo, é alistado no segundo lugar, em Gênesis 5:32; 6:10, e em outras partes. Em Gênesis 10:21, Sem é chamado de “irmão de Jafé, o mais velho” (ou, “o irmão mais velho de Jafé”, NM, em inglês, ed. 1953, margem), o que indica que Cã definitivamente não era o mais velho dos filhos de Noé. Alguns crêem que a expressão “filho mais moço”, em Gênesis 9:24, refira-se a Canaã, o neto de Noé. — Veja CANAÃ, CANANEU N.° 1.
Cã era pai de quatro filhos, Cus, Mizraim, Pute e Canaã. (Gên. 10:6; 1 Crô. 1:8) Destes filhos descenderam os etíopes, os egípcios, algumas tribos árabes e africanas, e os cananeus. Ao passo que se afirma que algumas das tribos e nações camitas alistadas em Gênesis, capítulo 10, falavam uma linguagem semítica, isto não refuta que tenham sido de descendência camítica, ou que tenham originalmente falado uma língua camítica. Muitos povos adotaram a língua de seus conquistadores ou de outros povos com os quais se associaram, ou da terra para onde emigraram.
Cã casou-se antes do Dilúvio e sobreviveu ao Dilúvio, junto com sua esposa, seu pai e sua mãe, e seus dois irmãos e as esposas destes. (Gên. 6:18; 7:13; 8:15, 16, 18; 1 Ped. 3:19, 20) Os filhos de Cã nasceram depois do Dilúvio. Algum tempo depois, ficou envolvido num incidente que trouxe uma maldição sobre seu filho Canaã. Noé ficara embriagado de vinho e se desnudara em sua tenda. Cã viu a nudez de seu pai, e, ao invés de mostrar o devido respeito por Noé, o cabeça da família, e o servo e profeta a quem Deus fizera Seu instrumento na preservação da raça humana, Cã contou a seus dois irmãos o que observara. Sem e Jafé demonstraram o respeito correto por andarem de costas, com uma capa, para cobrir Noé, de modo que não lhe trouxessem vitupério por olhar a nudez de seu pai. Noé, ao despertar, proferiu uma maldição, não sobre Cã, mas sobre Canaã, filho de Cã. Na bênção que acompanhava Sem, que incluía uma bênção para Jafé, Cã foi omitido e ignorado; apenas Canaã foi mencionado como sendo amaldiçoado, e predisse-se profeticamente que ele se tornaria escravo de Sem e de Jafé. — Gên. 9:20-27.
Alguns sustentam incorretamente que a raça negra, e a escravização dos membros dessa raça, resultaram da maldição pronunciada sobre Canaã. Muito pelo contrário, os descendentes de Canaã, o amaldiçoado, não eram da raça negra. A raça negra descendeu de Cus e, possivelmente, de Pute, outros filhos de Cã, que não estavam envolvidos no incidente, nem na maldição.
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Cabaceiro-amargoso (Cabaceiro)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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CABACEIRO-AMARGOSO (CABACEIRO)
[Heb., qiqayóhn]. O termo hebraico representa a planta que Jeová fez crescer milagrosamente, da noite para o dia, a fim de fornecer sombra para o profeta Jonas, enquanto ele se sentava numa barraca, aguardando os resultados de sua profecia contra Nínive. A planta trouxe grande alívio a Jonas, até que Jeová fez com que um verme a atacasse, resultando em ela se secar aos poucos destarte deixando o profeta exposto aos causticantes raios do sol. — Jonas 4:5-11.
Duas plantas são sugeridas comumente como possíveis traduções do hebraico qiqayóhn. Algumas traduções da Bíblia (PIB;VB) preferem o(a) “mamoneiro(a)” ou “palma-crísti” (Ricinus communis), planta perene de crescimento rápido, que atinge uma altura de 3 m ou mais, e possui folhas grandes. Tal preferência se baseia numa ligação conjetural do termo hebraico com o nome greco-egípcio da mamoneira, kiki. Outros peritos e tradutores sugerem a “aboboreira” (AZ; IBB) ou o “cabaceiro-amargoso” [“cabaceiro”, NM; veja o Hebrew and English Lexicon of the Old Testament (Léxico Hebraico e Inglês do Velho Testamento), p. 884, de Brown, Driver e Briggs], planta de folhas amplas, classificada botanicamente como Gucurbita lagenaria (cabaceiro-amargoso ou abóbora-de-carneiro). As versões Septuaginta e Pesito dão certo apoio a tal tradução. O cabaceiro-amargoso não só cresce rápido como também possui a característica de secar-se mui rapidamente quando danificado. Os que são a favor da identificação como cabaceiro-amargoso consideram o contexto do livro de Jonas como indicando uma trepadeira que ‘subiu’ sobre a barraca que Jonas construíra, ao invés de uma planta arbórea, como é o caso do mamoneiro. O cabaceiro-amargoso é amiúde plantado junto a tais cabanas nos países do Oriente Médio.
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CabeçaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CABEÇA
[Heb., roʹsh; gr., kephaleʹ]. Devido à sua posição superior no alto do corpo humano, e especialmente como a localização da mente e dos sentidos da visão, da audição, do olfato e do paladar, a cabeça figura de forma destacada na Bíblia, tanto em sentido literal como figurado.
A morte ou a destruição acham-se representadas pela expressão ‘rachar a cabeça’ ou ‘ferir’ a cabeça. (Sal. 68:21; 74:13, 14) A primeira profecia da Bíblia (Gên. 3:15) declara que o ‘descendente da mulher’, após ele mesmo sofrer um ferimento no calcanhar, esmagará a cabeça da serpente. Em cumprimento disso, outros textos mostram que a grande Serpente, Satanás, o Diabo, deverá ser colocada numa condição semelhante à morte no abismo, por mil anos, e pouco depois será aniquilada para sempre no “lago de fogo”, a “segunda morte”. — Rev. 20:1-3, 7, 10, 14; 12:9.
Expressões a respeito da cabeça literal são usualmente ligadas a algum significado figurado ou representativo. Faraó cumpriu a interpretação de José sobre o sonho do copeiro-mor por ‘levantar a cabeça dele’ de forma proeminente entre seus servos, restaurando-o a seu anterior cargo. Mas Faraó ‘levantou a cabeça’ de seu chefe dos padeiros, mandando matá-lo. (Gên. 40:13, 19-22) Entre algumas nações, os soldados eram sepultados com suas espadas sob a cabeça, isto é, com honras militares. (Eze. 32:27) Não ter Jesus Cristo “onde deitar a cabeça” significava que não dispunha de nenhuma residência que pudesse chamar de sua própria. — Mat. 8:20.
BENÇÃO, UNÇÃO, JURAMENTO
A cabeça era o membro do corpo sobre o qual se davam as bênçãos. (Gên. 48:13-20; 49:26) Os sacerdotes e outros em cujo favor eram feitos certos sacrifícios, punham a mão sobre a cabeça do animal, em reconhecimento de que o sacrifício era para eles. (Lev. 1:2-4; 8:14; Núm. 8:12) Óleo de unção era derramado sobre a cabeça. (Lev. 8:12; Sal. 133:2) No seu Sermão do Monte, Jesus aconselhou a pessoa a ‘untar a cabeça’ quando jejuasse, de modo a parecer bem penteada e não fazer uma exibição santimoniosa de abnegação, a fim de receber a aclamação pública. (Mat. 6:17, 18) Untar de óleo a cabeça dum conviva veio a ser um dos sinais essenciais de hospitalidade. (Luc. 7:46) Pó, terra ou cinzas colocados sobre a cabeça significavam angústia, pranto, ou humilhação. (Jos. 7:6; 1 Sam. 4:12; 2 Sam. 13:19) O salmista, ao rememorar as provas e as dificuldades sobrevindas ao povo de Deus, afirma que os homens cavalgaram sobre a cabeça de Israel. Ele se refere, pelo que parece, à sujeição a que foi submetido o povo de Deus por parte de simples homens mundanos (a palavra hebraica usada é ’enóhsh, “homem mortal”), que eram
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