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Sigamos o Agente Principal da Regência DivinaA Sentinela — 1973 | 15 de junho
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a Jeová Deus por meio de seu Agente Principal, Jesus Cristo. Simbolizamos então esta dedicação pela imersão em água. Esta é a vontade de Deus, para fazer a qual nos dedicamos a Ele. Antes de nosso batismo em água, temos de fazer uma declaração pública ou confissão com a boca para a salvação, em expressão aberta do que cremos no coração. Apenas por fazermos isso tomamos o caminho da salvação eterna provinda de Deus mediante Cristo.
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A relação do batismo em água com a salvaçãoA Sentinela — 1973 | 15 de junho
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A relação do batismo em água com a salvação
1. (a) Como relaciona 1 Pedro 3:20, 21 a passagem de oito almas humanas através do Dilúvio com o batismo cristão? (b) Em que é o batismo diferente da água?
A RELAÇÃO do batismo em água com a salvação é comentada pelo apóstolo Pedro na sua primeira carta, capítulo três. Depois de dizer que Jesus foi ressuscitado em espírito e que pregou aos espíritos em prisão, Pedro prossegue: “A paciência de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se construía a arca, na qual poucas pessoas, isto é, oito almas, foram levadas a salvo através da água. O que corresponde a isso salva-vos também agora, a saber, o batismo, (não a eliminação da sujeira da carne, mas a solicitação de uma boa consciência, feita a Deus,) pela ressurreição de Jesus Cristo.” (1 Ped. 3:20, 21, UM; Taizé; Rohden; L. Ramos) Não é a água que salva. O batismo não é a água batismal. O batismo é a passagem pela água, pela imersão nela. O batismo é um ato, não água.
2. (a) Como mostra Hebreus 11:7 o que foi que resultou na salvação de Noé durante o dilúvio? (b) Apesar de Noé andar com Deus antes do dilúvio, que medidas decisivas tinha de tomar para ser salvo?
2 Noé não foi salvo pela água do Dilúvio. Como foi salvo é contado em Hebreus 11:7: “Pela fé Noé, depois de receber aviso divino de coisas ainda não observadas, mostrou temor piedoso e construiu uma arca para a salvação de sua família; e, por intermédio desta fé, ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé.” Já antes do Dilúvio, “Noé era homem justo. Mostrou-se sem defeito entre os seus contemporâneos.” (Gên. 6:9) Mas, veio o tempo em que Noé teve de fazer uma grande decisão. Isto se deu quando Deus o avisou sobre coisas que aconteceriam na sua geração e lhe mandou que construísse uma enorme arca. Fazer isso, exigiu fé e obediência da parte de Noé. A questão era então: Faria Noé a vontade de Deus? Ele decidiu cumprir esta maior tarefa na sua vida. Por isso comprometeu-se, e dedicou-se a fazer a vontade de Deus. Isto resultou na salvação dele e de sua família. Eles foram salvos naquela arca. — Veja Hebreus 10:7-9.
3. (a) Portanto, o que simbolizava a arca salvadora de vida no que se referia a Noé e sua família? (b) O que obtiveram estas oito almas no íntimo pela sua obediência devido à sua fé?
3 Esta arca, portanto, tornou-se símbolo da dedicação de Noé a fazer a vontade de Deus e de ele fazer esta vontade com fé e obediência. Esta arca, que era uma expressão concreta, tangível e prática da dedicação de fazer a vontade de Deus, foi o que salvou a Noé e mais sete almas humanas. Não foi a água do Dilúvio que os salvou; esta causou a morte dos que estavam fora da arca. Dentro da arca, Noé e sua família passaram pela água e foram salvos. Por Noé dedicar-se a fazer a vontade de Deus com respeito à arca e depois construí-la, ele obteve uma boa consciência para com Deus. Sua família fez o mesmo. A justiça que talvez tivessem antes da construção da arca não os teria salvo, por si só, através do Dilúvio. A casa em que Noé morou com sua família até entrar na arca foi destruída.
4. Conforme ilustrou o caso dos judeus sob o pacto da Lei mosaica, por que é uma boa consciência algo que temos de solicitar a Deus?
4 Algo correspondente a isto ocorre com os que se tornam discípulos batizados de Jesus Cristo. Não nascemos com uma boa consciência para com Deus, nem a produzimos por nós mesmos, nos nossos próprios termos, por obras de justiça própria. Os Judeus procuravam obter uma boa consciência perante Jeová Deus por se empenharem em prol da perfeição na execução das obras ordenadas no pacto da Lei mosaica com a sua nação, mas eles falharam. Este era o motivo pelo qual, anualmente, em cada Dia da Expiação (10 de tisri), eles tinham de mandar oferecer sacrifícios propiciatórios para si, pelo sumo sacerdote de Israel, a fim de restabelecer a sua boa consciência para com Deus. Portanto, a boa consciência é alguém que temos de solicitar a Jeová Deus.
5. (a) Como solicitamos a Deus uma boa consciência e como a obtemos? (b) Até então, a vontade de quem fazíamos?
5 Foi por isso que Pedro disse, ao declarar o que estava envolvido no batismo: “Não a eliminação da sujeira da carne, mas a solicitação de uma boa consciência, feita a Deus.” (1 Ped. 3:21) Então, como fazemos a solicitação a Deus, pedindo uma boa consciência? Fazemos isso do mesmo modo como Noé, pela nossa dedicação antes de passarmos pela água. Iguais a Noé, dedicamo-nos a Jeová Deus para fazer a sua vontade, e daí em diante passamos a fazê-la. E visto que isso tem que ver com nossa associação com o novo pacto de Jeová, do qual Jesus Cristo é o Mediador, precisamos fazer assim como o povo de Israel fez, no monte Sinai, antes de ser aceito no pacto da Lei mosaica, dedicando-se a Deus com as palavras: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer.” (Êxo. 19:8; 24:7, 8) Até então, temos “feito a vontade das nações” e vivido “para os desejos dos homens”; mas, daí, dedicamo-nos a viver “para a vontade de Deus”. (1 Ped. 4:1-3, 19) Isto resulta em obtermos uma boa consciência, pois, quando sabemos que fazemos a vontade de Deus temos uma boa consciência.
6. Visto que agora podemos fazer a vontade de Deus apenas de modo imperfeito, o que precisa ser aplicado a nosso lavor para retermos uma boa consciência?
6 É claro que podemos fazer a vontade de Deus apenas de modo imperfeito, e por isso precisamos que o sangue expiador de Jesus Cristo seja aplicado por Deus a nosso favor, para nos purificar da mancha do pecado e da imperfeição. É como pergunta Hebreus 9:14: “Quanto mais o sangue do Cristo, o qual, por intermédio dum espírito eterno, se ofereceu a Deus sem mácula, purificará as nossas consciências de obras mortas, para que prestemos serviço sagrado ao Deus vivente?”
7. (a) O que representa então realmente nossa dedicação a Deus por intermédio de Cristo, na linguagem de 1 Pedro 3:21? (b) Para mantermos esta boa consciência a que precisamos recorrer constantemente?
7 De modo que a nossa dedicação a Deus, para fazer a sua vontade, é realmente uma “solicitação de uma boa consciência, feita a Deus”. A boa consciência não resulta de fazermos nossas próprias obras de autojustiça, que são “obras mortas”, mas sim de fazermos as obras prescritas de Deus, a vontade de Deus. É para fazer isso que nos dedicamos a Ele. Para mantermos esta boa consciência desde que a obtemos, precisamos recorrer continuamente aos benefícios do sangue derramado de Jesus Cristo, como sacrifício propiciatório do grande e antitípico Dia da Expiação. Conforme nos faz lembrar Hebreus 9:22, “a menos que se derrame sangue, não há perdão”. Por este motivo, nós, os que somos perdoados mediante Cristo, “não [temos] mais consciência de pecados”. — Heb. 10:1, 2.
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