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NinrodeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NM, nota da ed. 1953, em inglês.) Embora, neste caso, alguns peritos dêem um sentido favorável à preposição hebraica que significa “em frente de”, os Targuns judaicos, os escritos do historiador Josefo, e também o contexto de Gênesis, capítulo 10, sugerem que Ninrode era poderoso caçador em desafio a Jeová.
O início do reinado de Ninrode incluía as cidades de Babel, Ereque, Acade e Calné, todas na terra de Sinear. (Gên. 10:10) Por conseguinte, foi provavelmente sob a direção dele que se iniciou a construção de Babel e de sua torre. Esta conclusão também concorda com o enfoque tradicional judaico. Escreveu Josefo: “[Ninrode] transformou o governo aos poucos numa tirania, — não vendo outra maneira de desviar os homens do temor de Deus, senão o de sujeitá-los à dependência constante de seu poder. Ele disse também que se vingaria de Deus, se ele pensasse em afogar o mundo novamente; para isso construiria uma torre alta demais para ser atingida pelas águas! . . . Acontece que a multidão estava bem pronta para seguir as ordens de Ninrode, e para considerar uma covardia sujeitar-se a Deus; e eles construíram uma torre.” — Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro I, cap. IV, par. 2, 3.
Parece que, depois da construção da Torre de Babel, Ninrode estendeu seus domínios ao território da Assíria e ali construiu “Nínive, e Reobote-Ir, e Calá, e Resem, entre Nínive e Calá: esta é a grande cidade”. (Gên. 10:11, 12; compare com Miquéias 5:6.) Visto que a Assíria evidentemente derivou seu nome de Assur, filho de Sem, Ninrode, como neto de Cã, deve ter invadido território semita. Assim, pareceria que Ninrode foi o primeiro a se tornar poderoso, ou herói, não só como caçador de animais, mas também como guerreiro, um homem voltado para a agressão. — Gên. 10:8.
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NisãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NISÃ
Veja ABIBE; CALENDÁRIO.
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NívelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NÍVEL
Instrumento empregado para nivelar as superfícies ou, em ângulos retos, para o fio de prumo. O “nível“ (Heb., mishqéleth ou mishqóleth) era utilizado pelos carpinteiros, pedreiros e outros artífices nos tempos antigos, para conseguir a horizontalidade quando construíam paredes e várias estruturas, ao passo que o prumo era usado para assegurar a verticalidade.
Um nível pode ser usado para se construir corretamente um prédio ou para testar sua adequabilidade para a preservação. Jeová predisse que ele aplicaria à obstinada Jerusalém “o cordel de medir aplicado a Samaria e também o nível aplicado à casa de Acabe”. Deus tinha medido Samaria e a casa de Acabe, e verificado que eram moralmente corruptas ou tortas, resultando em sua destruição. Semelhantemente, Deus julgaria Jerusalém e seus governantes, expondo a iniqüidade deles e trazendo a destruição daquela cidade. Tais eventos ocorreram mesmo em 607 AEC. (2 Reis 21:10-13; 10:11) Por meio de Isaías, os vários e iníquos fanfarrões e governantes do povo em Jerusalém foram notificados de sua vindoura calamidade e da declaração de Jeová: “Vou fazer do juízo o cordel de medir e da justiça o nível.” Os padrões de verdadeira justiça e de genuína retidão revelariam quem eram realmente os servos de Deus e quem não eram, resultando quer na preservação, quer na destruição deles. — Isa. 28:14-19.
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NobeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NOBE
Cidade que evidentemente estava situada no território de Benjamim, e perto de Jerusalém. Ao passo que existe alguma dúvida quanto ao local preciso de Nobe, Neemias 11:31, 32 e Isaías 10:28-32 indicam que se achava perto de Anatote, e, possivelmente, perto de uma colina da qual se podia avistar Jerusalém. Várias autoridades geográficas crêem que Nobe se achava na moderna Ras Umm et-Tala, na encosta E do monte Scopus, a c. 1,6 km a N-NE de onde o templo se localizava em Jerusalém. Isto a colocaria logo ao N do monte das Oliveiras.
Quando Davi fugia de Saul, ele se dirigiu ao sumo sacerdote Aimeleque, que se encontrava em Nobe, “a cidade dos sacerdotes”, e recebeu de Aimeleque uns pães da apresentação como alimento para seus homens, e a espada de Golias, que era guardada ali. Talvez o tabernáculo tivesse sido transferido para Nobe, quando Silo estava sob o julgamento adverso de Deus. (Compare com 1 Samuel 14:3; Salmo 78:60; Jeremias 7:12-14.) Mais tarde, Saul acusou Aimeleque de conspiração, por ele ter ajudado a Davi. Por ordem de Saul, Doegue, um edomita, matou o sumo sacerdote e oitenta e quatro outros sacerdotes. Daí Doegue matou os homens, as mulheres, as crianças e os animais de Nobe. Apenas Abiatar, filho de Aimeleque, conseguiu escapar. — 1 Sam. 21:1-9; 22:6-23.
Nobe era um dos locais mencionados em relação com o avanço dos assírios em direção a Jerusalém. (Isa. 10:24, 32) Os benjamitas se fixaram nela depois de voltarem do exílio babilônico. — Nee. 11:31, 32.
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NoéAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NOÉ
[Heb., Nóahh, descanso, consolo]. Filho de Lameque, e o décimo na linhagem de Adão por meio de Sete; nascido em c. 2970 AEC, 126 anos depois da morte de Adão. Quando Lameque, seu pai, lhe pôs o nome de Noé, ele disse: “Este nos trará consolo do nosso trabalho e da dor das nossas mãos, que resulta do solo que Jeová amaldiçoou.” — Gên. 5:28-31.
O mundo em que Noé vivia se tornara degenerado. Mas ele evitava a corrupção e é descrito pela Palavra de Deus como “homem justo. Mostrou-se sem defeito entre os seus contemporâneos. Noé andou com o verdadeiro Deus”. — Gên. 6:1-5, 8, 9, 11, 12; Judas 6.
Jeová fixou um limite de tempo para a existência daquele mundo ímpio, dizendo: “Meu espírito não há de agir por tempo indefinido para com o homem, porquanto ele é carne. Concordemente, seus dias hão de somar cento e vinte anos.” (Gên. 6:3) Evidentemente estas palavras foram proferidas a Noé. Cerca de vinte anos depois disso, nasceu o primeiro filho de Noé (provavelmente Jafé; c. 2470 AEC), e o registro mostra que outro filho, Sem, nasceu dois anos depois. Não se declara a época do nascimento de Cã, mas estes três filhos já eram adultos e estavam casados quando foram dadas instruções divinas a Noé para a construção da arca. Por conseguinte, é provável que restassem apenas quarenta ou cinqüenta anos até o Dilúvio. (Gên. 6:13-18) Noé, tendo então pactuado com Jeová (Gên. 6:18), e sendo ajudado por sua família, passou a trabalhar como construtor e “pregador da justiça”, avisando aquela geração iníqua sobre a impendente destruição. — 2 Ped. 2:5.
PRESERVADO ATRAVÉS DO DILÚVIO
O registro inspirado, em Gênesis 2:5, indica que o povo possivelmente jamais tinha visto chuva até aquele tempo. Nem criam que Deus fosse agir de modo a destruir um mundo de iniqüidade. Assim, foi graças à sua forte fé que Noé, em obediência implícita, “passou a fazer segundo tudo o que Deus lhe mandara. Fez exatamente assim”. — Gên. 6:22.
Sete dias antes de as águas do Dilúvio começarem a cair, Jeová instruiu Noé a juntar os animais na arca. No sétimo dia daquela semana, “Noé entrou . . . na arca, e com ele seus filhos e sua esposa, e as esposas de seus filhos, antes de virem as águas do dilúvio. . . . Depois Jeová fechou a porta atrás dele”. Naquele mesmíssimo dia, “chegou o dilúvio e destruiu a todos”. — Gên. 7:1-16; Luc. 17:27, veja DILÚVIO.
Por meio dos habitantes da arca foi preservada uma réstia da vida humana e animal. Também, a adoração verdadeira sobreviveu, e, por meio de Noé e sua família, Deus fez prosseguir a história da criação, junto com um sistema de contagem do tempo que remonta à criação do homem e à língua original (mais tarde chamada hebraico). Noé manteve um exato diário de bordo sobre os importantes eventos durante sua permanência na arca. — Gên. 7:11, 12, 24; 8:2-6, 10, 12-14.
JEOVÁ DÁ BÊNÇÃO, LEIS, E FAZ PACTO DO ARCO-ÍRIS
Depois de ficarem cerca de um ano dentro da arca, Noé e seus familiares saíram para uma terra renovada e purificada. A arca veio a pousar nos montes da cadeia do Ararate. Em apreço pela benevolência de Jeová, por sua misericórdia e sua mão protetora, Noé construiu um altar e ofereceu “alguns de todos os animais limpos, e de todas as criaturas voadoras limpas”, como um sacrifício para Jeová. Jeová se agradou com isto e revelou a Noé que a terra não mais seria amaldiçoada, e nem Deus infligiria um golpe em todas as coisas, como havia feito. Sempre haveria “sementeira e colheita, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite”. — Gên. 8:18-22.
Jeová abençoou os sobreviventes do Dilúvio, ordenando-lhes: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra.” Daí, fez novos decretos para o bem-estar deles: (1) Ele bondosamente lhes permitiu acrescentar carne de animais à sua dieta alimentar; (2) mas, visto que a alma está no sangue, o sangue não deveria ser comido; (3) instituiu-se a pena capital, aplicada pela autoridade devidamente constituída. Estas leis deviam ser obrigatórias para toda a humanidade, como descendentes dos três filhos de Noé. — Gên. 1:28; 9:1-7; 10:32.
Depois de estabelecer estes decretos, Jeová passou a dizer: “E quanto a mim, eis que estabeleço o meu pacto convosco e com a vossa descendência depois de vós, e com toda alma vivente que está convosco, dentre as aves, dentre os animais e dentre todas as criaturas viventes da terra convosco . . . Sim, deveras estabeleço o meu pacto convosco: Não mais será toda a carne decepada pelas águas dum dilúvio e não mais virá a haver dilúvio para arruinar a terra.” O arco-íris subsiste até o dia de hoje como “sinal” ou lembrete deste pacto. — Gên. 9:8-17; Isa. 54:9.
EMBRIAGUEZ DE NOÉ
Noé viveu 350 anos depois do Dilúvio. O relato narra, de forma cândida e honesta: “Então, Noé principiou como lavrador e passou a plantar um vinhedo. E começou a beber do vinho e ficou embriagado, e deste modo se descobriu no meio da sua tenda.” (Gên. 9:20, 21) Isto não indica que Noé fosse um beberrão habitual. A Bíblia relata este caso para fornecer o cenário do incidente que o acompanhou, evento que exerceu profundo efeito sobre a História do mundo. Antes do Dilúvio, Noé não participava no ‘beber’ daquela sociedade iníqua, que eles, às vezes, levavam ao extremo da orgia alcoólica. Tais coisas embotavam sua sensibilidade e constituíam, sem dúvida, um fator em ignorarem o aviso de Deus, não fazendo caso “até que veio o dilúvio e os varreu a todos”. — Mat. 24:38, 39; Luc. 17:27.
Enquanto Noé dormia em sua tenda, Cã, e talvez também seu filho, Canaã, ficaram envolvidos em alguma espécie de desrespeito para com Noé. — Gên. 9:20-27; veja CANAÃ; CANANEU N.° 1.
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