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NoéAjuda ao Entendimento da Bíblia
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A REBELIÃO DE NINRODE
Noé foi o primeiro patriarca da sociedade pós-diluviana. (Gên. 10:1-32) Todavia, em seu período de vida, a religião falsa novamente surgiu entre as pessoas sob a liderança de Ninrode, conforme visto na tentativa rebelde de construírem uma “torre com o seu topo nos céus”, por recearem ser espalhados “por toda a superfície da terra”. Isto foi feito em oposição direta contra a ordem de Deus de ‘encher a terra’, e também como rebelião contra a posição de Noé qual profeta de Deus. Noé morreu cerca de dois anos antes do nascimento de Abraão. Portanto, chegou a ver o julgamento de Deus sobre os construtores da torre de Babel, e serem tais rebeldes espalhados pela face da terra. Noé e, pelo que parece, Sem, não estavam envolvidos na construção da torre e, por conseguinte, não sofreriam a confusão de sua linguagem, mas continuariam a falar a língua original do homem, que Deus forneceu a Adão. — Gên. 9:28, 29; 11:1-9.
UM PADRÃO PROFÉTICO
Os profetas Isaías, Ezequiel, Jesus Cristo e os apóstolos Pedro e Paulo falaram todos a respeito de Noé, servo de Deus. Jesus e Pedro mostraram que os dias de Noé eram proféticos da “presença do Filho do homem”, e de um futuro “dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios”. Jeová, ao poupar Noé e sua família, quando destruiu aquele mundo iníquo, estava “estabelecendo para as pessoas ímpias um modelo das coisas que hão de vir”. — 2 Ped. 3:5-7; 2:5, 6; Isa. 54:9; Eze. 14:14, 20; Mat. 24:37-39; Heb. 11:7; 1 Ped. 3:20, 21.
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NoemiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NOEMI
[minha agradabilidade].
Sogra de Rute, que foi uma ancestral de Davi e de Jesus Cristo. — Mat. 1:5.
Noemi era esposa de Elimeleque, um efratita de Belém de Judá, nos dias dos Juízes. Durante severa fome, ela e o marido, e seus dois filhos, Malom e Quiliom, mudaram-se para Moabe. Ali, Elimeleque morreu. Os filhos deles então se casaram com as moabitas Orpa e Rute, mas, cerca de dez anos depois, tais filhos morreram, sem deixar herdeiros. — Rute 1:1-5.
A desolada Noemi decidiu voltar para Judá. Suas duas noras enviuvadas passaram a acompanhá-la, mas Noemi recomendou que voltassem e se casassem na terra delas, uma vez que a própria Noemi tinha ficado “velha demais para vir a pertencer a um esposo”, e não podia fornecer quaisquer outros filhos para serem maridos delas. Orpa retornou, mas Rute se apegou a Noemi, por amor a Noemi e ao Deus dela, Jeová. — Rute 1:6-17.
Ao chegar a Belém, Noemi disse às mulheres que a saudaram: “Não me chameis Noemi [minha agradabilidade]. Chamai-me Mara [amarga], pois o Todo-poderoso o fez muito amargo para mim.” (Rute 1:18-21) Visto que era época da colheita de cevada, Rute amorosamente foi respigar para sustentar Noemi e ela própria, e, por acaso, veio a encontrar-se no campo de Boaz. (2:1-18) Quando ela disse a Noemi quem era o dono do campo em que trabalhava, Noemi reconheceu a mão de Jeová sobre o assunto, uma vez que Boaz era um parente próximo de Elimeleque, e, sendo assim, era um dos resgatadores. Ela incentivou Rute a trazer isto à atenção de Boaz. (2:19 a 3:18) Boaz agiu prontamente, seguindo o processo legal costumeiro de recomprar de Noemi a propriedade de Elimeleque. Rute se tornou então a esposa de Boaz, em favor de Noemi, de acordo com a lei do casamento levirato, ou com o cunhado. Quando lhes nasceu um filho, as senhoras vizinhas lhe deram o nome de Obede, dizendo: “À Noemi nasceu um filho.” Assim, Obede se tornou o herdeiro legal da casa de Elimeleque, de Judá. — Rute 4:1-22.
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NofeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NOFE
O costumeiro nome, nas Escrituras Hebraicas, de Mênfis, importante cidade do antigo Egito. — Isa. 19:13; Jer. 2:16; 44:1; 46:14, 19; Eze. 30:13, 16; veja MÊNFIS.
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NogueirasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NOGUEIRAS
[Heb., ’eghóhz].
A jovem sulamita, em O Cântico de Salomão (6:11), fala de descer “ao jardim das nogueiras”. As nogueiras aqui mencionadas podem bem ter sido nogueiras-européias (Juglans regia). Esta árvore é nativa da Pérsia (embora amiúde seja chamada de nogueira-européia), sendo presentemente cultivada na Galiléia, e nas encostas do Líbano e do monte Hermom. O historiador judeu, Josefo, fala dela como crescendo em abundância na área do mar da Galiléia no primeiro século EC. [Wars of the Jews (Guerras Judaicas), de Josefo, Livro III, cap. X, par. 8] A nogueira é uma árvore bonita, atingindo c. 9 m de altura, possuindo folhas fragrantes que fornecem excelente sombra. A madeira possui grãos cerrados e é muito apreciada pelos marceneiros que fabricam armários, por sua beleza. O fruto da árvore é envolto numa casca carnuda que contém ácido tânico, e, quando fervido, produz um corante marrom-forte. As nozes são altamente apreciadas por seu rico sabor, e são submetidas à pressão para extrair-se um óleo quase igual ao óleo de oliva, no que tange à qualidade. — Veja PISTÁCIA, NOZ DE.
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NoiteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NOITE
[Heb., láyil ou lay’lah; gr., nyx].
Jeová Deus chamou de “Noite” o período de escuridão desde o pôr-do-sol até o alvorecer. (Gên. 1:5, 14) Entre o ocaso e o escurecimento total existe breve período de crepúsculo vespertino, quando as estrelas começam a ser vistas. Os hebreus chamavam este período de nésheph, e, evidentemente, este é o tempo que se tem presente na expressão “entre as duas noitinhas”, encontrada em Êxodo 12:6. (Pro. 7:9) Similarmente, no fim da escuridão da noite existe um crepúsculo matutino que leva ao alvorecer, e este era expresso pela mesma palavra hebraica. Assim, o escritor do Salmo 119:147 diz: “Levantei-me cedo no crepúsculo matutino.”
DIVISÃO HEBRAICA
Os hebreus dividiam a noite em vigílias. “Quando me lembro de ti no meu leito de repouso, medito em ti durante as vigílias da noite.” (Sal. 63:6) Uma vez que Juízes 7:19 fala duma “vigília média da noite”, parece evidente que havia três delas nos tempos antigos. Pelo visto, cada vigília abrangia um terço do tempo entre o pôr-do-sol e a alvorada, ou cerca de quatro horas cada uma, dependendo da época do ano. A primeira vigília ia assim de por volta das 18 horas até às 22 horas. A “vigília média da noite” começava por volta das 22 horas e ia até às 2 da madrugada. Esta foi uma ocasião estratégica para Gideão lançar seu ataque de surpresa contra o acampamento midianita. A terceira vigília era chamada de “vigília da madrugada”, durando desde por volta das 2 da madrugada até o alvorecer. Foi durante esta vigília matutina que Jeová fez com que os exércitos perseguidores egípcios começassem a sofrer graves dificuldades em sua tentativa de cruzar o mar Vermelho. — Êxo. 14:24-28; veja também 1 Samuel 11:11.
DIVISÃO ROMANA
Pelo menos na época do domínio romano, os judeus adotaram o costume grego e romano de quatro vigílias noturnas. Jesus, como é evidente, referiu-se a estas quatro divisões ao dizer: “Portanto, mantende-vos vigilantes, pois não sabeis quando vem o senhor da casa, quer tarde no dia, quer à meia-noite, quer ao canto do galo, quer cedo de manhã.” (Mar. 13:35) A vigília “tarde no dia” transcorria desde o pôr-do-sol até a terceira hora, ou por volta das 21 horas. A segunda vigília, chamada de ‘a meia-noite’, começava com a terceira hora e terminava à meia-noite. (Luc. 12:38) O “canto do galo” abrangia desde a meia-noite até a nona hora, ou por volta das 3 horas da madrugada. Foi provavelmente durante esse período que ocorreu o primeiro dos, ou mesmo ambos, cantares do galo mencionados em Marcos 14:30. (Veja GALO, CANTO DO.) Por fim, desde a nona hora até o nascer do sol ocorria a quarta vigília ou a vigília “cedo de manhã”. — Mat. 14:25; Mar. 6:48.
Em certa ocasião, menciona-se uma hora específica, dentre as doze horas que constituíam o período noturno. Atos 23:23 nos conta que o comandante militar ordenou que as tropas levassem Paulo de Jerusalém, a caminho de Cesaréia, na “terceira hora”, ou por volta das 21 horas.
Ao passo que os judeus iniciavam um novo dia ao pôr-do-sol, segundo o costume romano era a meia-noite o ponto fixado para o fim e o início de um dia. Isto evitava o problema resultante do alongamento e da abreviação das horas de luz diurnas, devido às estações do ano (conforme ocorria quando se começava o dia ao pôr-do-sol), e lhes permitia dividir o dia em dois períodos iguais de 12 horas em todas as épocas do ano. Este é o costume seguido na maioria das nações, hoje em dia.
Entre os gregos e os romanos, a noite era deificada, e era chamada de filha de Caos. A noite era considerada como a mãe tanto dos deuses como dos homens, e é descrita como andando de carro, sendo acompanhada pelas estrelas.
EMPREGO FIGURADO
A palavra “noite“ às vezes é empregada na Bíblia em sentido figurado ou simbólico. Em João 9:4, Jesus falou de vir a “noite em que nenhum homem pode trabalhar”. Jesus se referia aqui à hora de seu julgamento, de ser pregado na estaca e de sua morte, quando não poderia empenhar-se nas obras de seu Pai. (Veja Eclesiastes 9:10; Jó 10:21, 22.) Em Romanos 13:11, 12, a “noite” se refere manifestamente a um período de escuridão causada pelo adversário de Deus, período a que Cristo Jesus e seu reinado porão fim. (Veja Efésios 6:12, 13; Colossenses 1:13, 14.) Em 1 Tessalonicenses 5:1-11, os servos de Deus que têm sido esclarecidos pela sua verdade são contrastados com as pessoas mundanais que não o foram. Seu modo de vida manifesta que são ‘filhos da luz e filhos do dia. Eles não pertencem nem à noite nem à escuridão’. (Veja João 8:12; 12:36, 46; 1 Pedro 2:9; 2 Coríntios 6:14.) Em Miquéias 3:6 encontramos um emprego similar, o profeta ali afirmando aos que rejeitavam a verdadeira orientação divina: “Portanto, vós tereis noite, de modo que não haverá visão; e tereis escuridão, para que não se pratique a adivinhação. E o sol há de se pôr sobre os profetas e o dia terá de escurecer-se sobre eles.” — Compare com João 3:19-21.
A noite é também empregada para representar, em geral, um tempo de adversidade, uma vez que a noite, com seu ensombrar e sua escuridão, é a ocasião em que perambulam os animais selvagens, quando os exércitos lançam ataques de surpresa, quando os ladrões penetram furtivamente, e são cometidos outros atos malévolos. (Sal. 91:5, 6; 104:20, 21; Isa. 21:4, 8, 9; Dan. 5:25-31; Obd. 5) É nestes diferentes sentidos figurados que precisamos entender os textos em Revelação 21:2, 25 e 22:5, onde se nos assegura de que, na “Nova Jerusalém”, não “haverá mais noite”.
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NoivadoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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NOIVADO
Entre os hebreus, o arranjo de casamento, e as negociações envolvidas, geralmente dependiam dos genitores do casal,
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