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    • (João 1:1-4, 10, 14, 17) Como a sabedoria personificada, representa-se a Este como dizendo: “O próprio Jeová me produziu como princípio do seu caminho”, e fala de sua associação com Deus, o Criador, como “mestre-de-obras” de Jeová. — Pro. 8:12, 22-31.

      Depois de criar seu Filho unigênito, Jeová o usou para trazer à existência os anjos celestes. Isto antecedeu à fundação da terra, como Jeová revelou ao interrogar a Jó, e perguntar-lhe: “Onde vieste a estar quando fundei a terra? . . . quando as estrelas da manhã juntas gritavam de júbilo e todos os filhos de Deus começaram a bradar em aplauso?” (Jó 38:4-7) Foi após a criação destas criaturas espirituais celestes que foram feitos ou vieram a existir os céus e a terra materiais e todos os elementos. E, uma vez que Jeová é o principal responsável por toda esta obra criativa, ela é atribuída a Ele. — Nee. 9:6; Sal. 136:1, 5-9.

      É digno de nota que, em Gênesis 1:16, o verbo hebraico bará’, que significa “criar”, não é usado. Ao invés, utiliza-se o verbo hebraico ‘asáh, que significa “fazer”. Visto que o sol, a lua e as estrelas acham-se incluídos nos “céus” mencionados em Gênesis 1:1, foram criados muito antes do Quarto Dia. No quarto dia, Deus passou a “fazer” estes corpos celestes ocupar uma nova relação para com a superfície da terra e a expansão acima dela. Quando se diz: “Deus os pôs na expansão dos céus para iluminarem a terra”, isto parece indicar que agora se tornaram discerníveis através do dossel aquoso que cercava a terra, como se estivessem na expansão. Talvez porque a atmosfera na expansão ficara livre da espessa escuridão, a luz deles atingiu a superfície da terra. Também, os luminares deviam “servir de sinais, e para épocas, e para dias, e para anos”, assim fornecendo, mais tarde, orientação ao homem de vários modos. — Gên. 1:14.

      As Escrituras, ao declararem: “No princípio Deus criou os céus e a terra” (Gên. 1:1), deixam os assuntos indefinidos quanto ao tempo. Sua referência ao “princípio”, portanto, é inatacável, não importa a idade que os cientistas tentem atribuir ao globo terrestre e aos vários planetas e a outros corpos celestes. A verdadeira época da criação dos céus e da terra materiais pode ter sido bilhões de anos atrás.

      OUTRAS ATIVIDADES CRIATIVAS QUE ENVOLVIAM A TERRA

      Gênesis, capítulo um até o capítulo dois, versículo três, depois de falar da criação dos céus e da terra materiais (1:1, 2), fornece um esboço de outras atividades criativas na terra. A seguinte tabela esboça as atividades criativas de Deus nos seis “dias” delineados em Gênesis.

      OBRAS CRIATIVAS TERRESTRES DE JEOVÁ

      Dia N.° Obras Criativas Textos

      1 Luz; divisão entre Gên. 1:3-5

      dia e noite

      2 Expansão, divisão entre as

      águas na terra e o

      dossel aquoso acima Gên. 1:6-8

      3 Terra seca; vegetação Gên. 1:9-13

      4 Luminares celestes se tornam discerníveis

      na terra Gên. 1:14-19

      5 Almas marinhas e

      criaturas voadoras Gên. 1:20-23

      6 Animais terrestres; homem Gên. 1:24-31

      Concluindo a recapitulação das realizações em cada um dos seis dias de atividade criativa, faz-se a declaração: “E veio a ser noitinha e veio a ser manhã”, do primeiro, do segundo, do terceiro dia, etc. (Gên. 1:5, 8, 13, 19, 23, 31) Visto que a duração de cada dia criativo ultrapassou 24 horas (como será considerado mais adiante), esta expressão não se aplica à noite nem ao dia literais, mas é figurada. No período da noite as coisas seriam indistintas; mas, na manhã, tornar-se-iam claramente discerníveis. Durante a “noitinha” de cada período ou “dia” criativo, o propósito de Deus para aquele dia, embora plenamente conhecido por Ele mesmo, seria indistinto para quaisquer observadores angélicos. No entanto, quando chegasse a “manhã”, haveria plena luz quanto ao que Deus propusera para aquele dia, já tendo sido realizado nessa ocasião. — Compare com Provérbios 4:18.

      DURAÇÃO DOS DIAS CRIATIVOS

      A Bíblia não especifica a duração de cada um dos períodos criativos. Todavia, todos os seis terminaram, tendo-se dito quanto ao sexto dia (como no caso de cada um dos cinco dias anteriores): “E veio a ser noitinha e veio a ser manhã, sexto dia.” (Gên. 1:31) No entanto, não se faz tal declaração a respeito do sétimo dia, em que Deus passou a descansar, indicando que continuava. (Gên. 2:1-3) Também, mais de 4.000 anos depois de começar o sétimo dia, ou dia do descanso de Deus, Paulo indicou que ainda estava em andamento. Em Hebreus 4:1-11, referiu-se às palavras anteriores de Davi, e também instou: “Façamos, portanto, o máximo para entrar naquele descanso.” Na época do apóstolo, o sétimo dia já havia continuado por milhares de anos, e ainda não tinha terminado. — Sal. 95:11.

      Que um dia pode ter mais de 24 horas é indicado em Gênesis 2:4, que fala, em parte, do “dia em que Jeová Deus fez a terra e o céu”. Indicando também isso há a observação inspirada de Pedro de que “um só dia é para Jeová como mil anos, e mil anos, como um só dia”. ( 2 Ped. 3:8) Computar não só 24 horas, mas um período mais longo de tempo, milhares de anos, a cada um dos dias criativos se harmoniza mais com a evidência geológica encontrada na própria terra.

      NÃO SE DERIVA DE CONCEITOS PAGÃOS

      Em seu livro, Creation Revealed in Six Days (A Criação Revelada em Seis Dias), P. J. Wiseman indica que, quando foram descobertas as tabuinhas babilônicas sobre a criação, alguns peritos esperavam que outras descobertas e pesquisas mostrassem que havia uma correlação entre elas e o relato de Gênesis sobre a criação. Alguns imaginaram que se evidenciaria que o relato de Gênesis se derivava do babilônico. Entretanto, descobertas e pesquisas adicionais simplesmente patentearam o grande abismo existente entre os dois relatos. Não são paralelos. Wiseman cita The Bdbylonian Legends of the Creation and the Fight between Bel and the Dragon (As Lendas Babilônias Sobre a Criação e a Luta Entre Bel e o Dragão), lançado pelos Depositários do Museu Britânico, que sustentam que “os conceitos fundamentais dos relatos babilônio e hebreu são essencialmente diferentes”. Ele mesmo comenta: “É muitíssimo lamentável que muitos teólogos, ao invés de se manterem em dia com a moderna pesquisa arqueológica, continuem a repetir a teoria, já refutada, de que os hebreus ‘tomaram emprestado’ das fontes babilônicas.” — Creation Revealed in Six Days, Londres, 1948, p. 58.

      A “NOVA CRIAÇÃO”

      Depois do sexto período ou “dia” criativo, Jeová cessou sua atividade criativa terrestre. (Gên. 2:2) Mas Ele realiza grandiosas coisas num sentido espiritual. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu: “Se alguém estiver em união com Cristo, ele é uma nova criação.” ( 2 Cor. 5:17) Estar “em”, ou “em união com” Cristo significa usufruir a união com ele como membro de seu corpo, sua noiva. (João 17:21;  1 Cor. 12:27) Para que venha a existir tal relacionamento, Jeová Deus atrai a pessoa ao seu Filho e a gera com espirito santo. Como um filho de Deus, gerado pelo espírito, é uma “nova criação”, tendo a perspectiva de compartilhar com Jesus Cristo do reino celeste. — João 3:3-8; 6:44.

  • Criança, Criancinhas
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    • CRIANÇA, CRIANCINHAS

      Veja FILHO, FILHOS.

  • Criatura (Coisa) Pululante
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    • CRIATURA (COISA) PULULANTE

      [Hebraico, shérets]. A raiz da qual este termo se deriva significa “pulular” ou “proliferar”. O substantivo parece aplicar-se a pequenas criaturas encontradas em grandes números. (Êxo. 8:3; Sal. 105:30; compare com Êxodo 1:7.) Ocorre primeiro em Gênesis 1:20, com o aparecimento inicial de almas viventes, no quinto dia criativo, quando as águas começaram a enxamear-se de almas viventes. O Dilúvio destruiu as ‘criaturas pululantes’ terrestres que estavam fora da arca. — Gên. 7:21.

      A lei a respeito das coisas limpas (puras) e impuras mostra que o termo pode aplicar-se a criaturas aquáticas (Lev. 11:10), a criaturas aladas, incluindo os morcegos e os insetos (Lev. 11:19-23; Deut. 14:19), a criaturas terrestres, incluindo os roedores, os lagartos, os camaleões (Lev. 11:29-31), a criaturas que andam sobre seu “ventre”, e a polípodes ou criaturas de patas múltiplas (Vv. 41-44). Muitas, mas nem todas elas, eram ‘impuras’ como alimento, sob a Lei.

  • Crime E Pena
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    • CRIME E PENA

      Desde seus primórdios históricos o homem, feito à imagem do Deus de justiça (Sal. 37:28; Mal. 2:17), possui o atributo da justiça. (Gên. 1:26; Isa. 58:2; Rom. 2:13-15) O primeiro proferimento duma sentença, por parte de Jeová, fazendo vigorar a justiça, foi feito ao primeiro casal humano e à serpente, que representava o Diabo. A sanção pela desobediência a Deus, que equivalia à rebelião contra a soberania do Regente do universo, foi a morte. (Gên. 2:17) Mais tarde, sabendo que os homens possuíam o atributo da justiça, Caim compreendeu que iriam querer matá-lo para vingar o assassínio de seu irmão, Abel. Mas Jeová não designou nem autorizou ninguém a executar Caim, reservando a si mesmo a administração da retribuição, que ele executou por cortar a linhagem de Caim no Dilúvio. (Gên. 4:14, 15) Cerca de 900 anos antes do Dilúvio, Enoque declarou a vindoura execução, por parte de Deus, daqueles que cometeram atos ímpios. — Gên. 5:21-24; Judas 14, 15.

      A LEI DE DEUS PARA ISRAEL

      Quando Israel foi organizado como nação, Deus tornou-se seu Rei, Legislador e Juiz. (Isa. 33:22) Ele lhes deu as “Dez Palavras” ou “Dez Mandamentos”, como são muitas vezes chamados, delineando os princípios sobre os quais se assentava o conjunto de cerca de 600 outras leis. Iniciou as “Dez Palavras” com a declaração: “Eu sou Jeová, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito.” (Êxo. 20:2) Isto serve como motivo básico para se obedecer a toda a Lei. A desobediência não era apenas uma violação da lei do Cabeça do governo, mas também uma ofensa contra o Cabeça da religião, seu Deus, e a blasfêmia contra Deus era um crime de lesa-majestade, ou de alta traição.

      Sob a Lei, aplicavam-se os mesmos princípios que governavam a sociedade patriarcal. A Lei, contudo, era mais pormenorizada e abrangia o escopo inteiro das atividades do homem. A. S. Diamond, em Primitive Law (Lei Primitiva, 1950, 2.a ed., p. 90), afirma sobre o livro de Deuteronômio, que as regras nele escritas são “de elevadíssima ordem moral”. A Lei inteira, que é declarada no Pentateuco, era tão real e de tão elevado padrão moral que nenhum homem poderia tentar seguir a Lei completa sem verificar que estava condenado por ela como pecador e imperfeito. “O mandamento é santo, e justo, e bom”, e

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