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    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • em especial do pai de ambos. (Gên. 24:1-4; 38:6; 21:21) Os desejos do jovem sobre o assunto eram amiúde considerados, e, no caso de viúvas ou de moças que herdassem uma propriedade ancestral por ter seu pai morrido sem deixar filhos homens, elas podiam tornar-se esposas de quem quer que fosse apropriado aos seus olhos, conquanto se casassem com alguém de sua tribo. (Juí. 14:2; Núm. 36:6) No caso de Isaque, foi realmente Jeová quem escolheu sua noiva. (Gên. 24:50, 51) A escolha da noiva e a proposta, feitas usualmente pelos genitores ou pelo pai do noivo, eram seguidas pelos esponsais. Tratava-se dum procedimento formal, cuidado pelos genitores da parte da noiva, e, amiúde, por um amigo ou representante legal da parte do noivo. — Gên. 24:1-4; João 3:29.

      Uma característica destacada do noivado era o móhar, o preço da noiva ou dote. Este termo, móhar, ocorre três vezes na Bíblia. (Gên. 34:12; Êxo. 22:16, 17; 1 Sam. 18:25) O preço da noiva era usualmente pago aos genitores dela. No caso de Rebeca, o servo de Abraão deu “coisas seletas” à mãe dela, e a Labão, irmão dela, que liderou em fazer os arranjos. (Gên. 24:53) O móhar também podia assumir a forma de serviços. (Gên. 29:15-30; Jos. 15:16) Êxodo 22:16, 17 mostra que o móhar era pago ao pai da jovem seduzida, como indenização pela ofensa cometida, mesmo quando o pai se recusava a dá-la em casamento. Ocasionalmente o pai da noiva lhe oferecia uma dádiva como “presente de despedida”, e, às vezes, ofereciam-se à noiva presentes de esponsais, como no caso de Rebeca. — 1 Reis 9:16; Jos. 15:17-19; Gên. 24:53.

      Entre os judeus, considerava-se o noivado um compromisso tão obrigatório que, caso o casamento não ocorresse, devido à mudança de idéia por parte do noivo, ou por algum motivo justificável, a jovem não podia casar-se com outro homem a não ser depois de ser liberada desse compromisso, através do devido processo jurídico, isto é, por uma carta de divórcio. (Mat. 1:19) Caso a moça noiva cometesse fornicação no período de noivado, ela era julgada adúltera, e sentenciada à morte. (Deut. 22:23-26) Mesmo se um homem tivesse relações sexuais com uma escrava designada para outro homem, mas ainda não redimida ou liberta, ambas as partes eram consideradas culpadas e eram castigadas. No entanto, não eram mortos porque ela ainda não fora libertada. (Lev. 19:20-22) O noivo era isentado do serviço militar. — Deut. 20:7.

      Em geral não havia um período prolongado de anos entre o noivado e o casamento, embora, às vezes, houvesse ocasiões em que havia mister dum intervalo, de modo que o noivo pudesse pagar o preço estipulado, ou prestar o serviço desejado. No caso de Jacó, o período de noivado foi de sete anos, durante os quais ele serviu por Raquel, mas lhe foi dada Léia. Daí, ele esperou uma semana mais, antes de receber Raquel, embora continuasse a servir a Labão outros sete anos por ela. — Gên. 29:20-28.

      A NOIVA DE CRISTO

      Jesus Cristo acha-se desposado com uma noiva, a congregação cristã, que é seu corpo. (Efé. 1:22, 23) Em Pentecostes de 33 EC, os primeiros membros da Noiva receberam o espírito santo, junto com seu miraculoso dom de línguas. Isto era similar aos presentes de esponsais, constituindo para a Noiva espiritual de Cristo um “penhor antecipado da nossa herança, com o propósito de livrar por meio dum resgate a propriedade do próprio Deus, para o seu glorioso louvor”. (Efé. 1:13, 14) O apóstolo Paulo falou a respeito daqueles a quem ele apresentara a verdade sobre o Cristo e que se haviam tornado cristãos como estando prometidos em casamento, e exortou-os a manter a pureza como uma virgem casta para o Cristo. (2 Cor. 11:2, 3) Os que estão noivos de Cristo, ou os prometidos a ele, são, enquanto se acham na terra, considerados como estando noivos, e como sendo convidados para a refeição noturna do casamento do Cordeiro. — Rev. 19:9.

  • Nome
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    • NOME

      Jeová Deus é aquele “a quem toda família no céu e na terra deve o seu nome”. (Efé. 3:14, 15) Ele estabeleceu a primeira família humana e permitiu que Adão e Eva tivessem filhos. Portanto, as linhagens de descendência terrestres devem seu nome a Ele. Ele é também o Pai de toda a sua família celeste. E, assim como chama todas as incontáveis estrelas por seus respectivos nomes (Sal. 147:4), ele sem dúvida deu nomes aos anjos. — Juí. 13:18.

      Um exemplo interessante de como algo inteiramente novo adquiriu um nome envolve o milagrosamente provido maná. Quando os israelitas o viram pela primeira vez, exclamaram: “Que é isto?” (Man hu’?) (Êxo. 16:15) Foi aparentemente por este motivo que o chamaram de “maná”, cujo significado provável é “Que é isto?” — Êxo. 16:31.

      OS NOMES DOS ANIMAIS E DAS PLANTAS

      Jeová Deus concedeu ao primeiro homem, Adão, o privilégio de dar nomes às criaturas inferiores. (Gên. 2:19) Os nomes dados sem dúvida eram descritivos. Isto é sugerido por alguns dos nomes hebraicos de animais, e até mesmo de plantas. “Tosquiador” ou “cortador” parece designar a lagarta. “Escavador” parece ser o nome para a raposa. “Saltador” ou “pulador” parece aplicar-se ao antílope. O nome hebraico para rola imita, evidentemente, o arrulho gemedor, “tor-r-r tor-r-r”, desta ave. “Alertador” designa a amendoeira, pelo visto por causa de ser ela uma das primeiras árvores a florescer.

      OS NOMES DE LOCAIS E DE ACIDENTES TOPOGRAFICOS

      Às vezes os homens deram a locais os seus próprios nomes, ou os de seus filhos ou de seus ancestrais. O assassino Caim construiu uma cidade e lhe deu o nome de seu filho, Enoque. (Gên. 4:17) Noba começou a chamar a cidade conquistada de Quenate pelo seu próprio nome. (Núm. 32:42) Os danitas, depois de capturarem Lesem, chamaram aquela cidade de Dã, sendo este o nome de seu antepassado. — Jos. 19:47; veja também Deuteronômio 3:14.

      Como no caso de altares (Êxo. 17:14-16), de poços (Gên. 26:19-22) e de fontes (Juí. 15:19), os lugares eram amiúde chamados à base dos eventos ali transcorridos. Exemplos disto são Babel (Gên. 11:9), Jeová-Jiré (Gên. 22:13, 14), Berseba (Gên. 26:29-33), Betei (Gên. 28:10-19), Galeede (Gên. 31:44-47), Sucote (Gên. 33:17), Abel-Mizraim (Gên. 50:11), Massá, Meribá (Êxo. 17:7), Taberá (Núm. 11:3), Quibrote-Ataavá (Núm. 11:34), Hormá (Núm. 21:3), Gilgal (Jos. 5:9), a baixada de Acor (Jos. 7:26) e Baal-Perazim. — 2 Sam. 5:20.

      Houve casos em que os acidentes geográficos forneceram a base para os nomes dos locais, das montanhas e dos rios. As cidades de Geba e de Gibeá (ambos significando “colina”) sem dúvida obtiveram seus nomes por ocuparem colinas. O Líbano (“branco”) pode ter recebido este nome por causa da cor clara dos penhascos e picos de pedra calcária, ou devido à circunstância de suas encostas superiores estarem cobertas de neve durante a maior parte do ano. O Jordão (“o descendente”) cai rapidamente de altitude, sendo esta provavelmente a base para o nome deste rio. Em vista de sua localização próxima de poços, de fontes e de campinas, os povoados e as cidades amiúde receberam nomes prefixados com um “en” (“fonte”), “beer” ou “ber” (“poço”) e “abei” (“campina”).

      Outros nomes se derivaram de características tais como o tamanho, a ocupação e os produtos. Exemplos disso são Belém (“casa de pão”), Betsaida (“casa ou lugar de pesca”), Gate (“lagar de vinho”) e Bezer (“fortaleza”).

      Os lugares também foram chamados segundo os nomes dos animais e das plantas, muitos destes nomes aparecendo na forma composta. Entre estes achavam-se Aijalom (“lugar do cervo ou veado adulto”), En-Gedi (“fonte do cabritinho”), En-Eglaim (“fonte dos dois bezerros”), Bete-Hogla (“casa ou lugar da perdiz”), Acrabim (“escorpiões”), Baal-Tamar (“senhor da palmeira”) e En-Tapua (“fonte junto às macieiras”).

      “Bete” (“casa”), “baal” (“mestre”, “dono”) e “quiriate” (“cidade”) formavam freqüentemente a parte inicial dos nomes compostos.

      OS NOMES DAS PESSOAS

      No período inicial da história bíblica, davam-se nomes às crianças quando elas nasciam. Mais tarde, porém, os meninos hebreus recebiam nomes ao serem circuncidados no oitavo dia. (Luc. 1:59; 2:21) Geralmente o pai ou a mãe dava nome ao bebê. (Gên. 4: 25; 5:29; 16:15; 19:37, 38; 29:32) Contudo, uma notável exceção foi o nome dado ao filho de Boaz com Rute. As senhoras vizinhas de Noemi, sogra de Rute, chamaram o menino de Obede (“servo”, ou, “aquele que serve”). (Rute 4:13-17) Houve também ocasiões em que os pais receberam orientações divinas a respeito do nome a ser dado a seus filhos. Entre aqueles que obtiveram um nome deste modo achavam-se Ismael (“Deus ouve”) (Gên. 16:11), Isaque (“riso”) (Gên. 17:19), Salomão (“pacífico”) (1 Crô. 22:9), e João (“Jeová tem sido gracioso”). — Luc. 1:13.

      O nome dado a um filho amiúde refletia as circunstâncias que cercavam seu nascimento, ou os sentimentos nutridos por seu pai ou sua mãe. (Gên. 29:32 a 30:13, 17-20, 22-24; 35:18; 41:51, 52; Êxo. 2:22; 1 Sam. 1:20; 4: 20-22) Eva chamou seu primogênito de Caim (“aquisição”, ou, “algo adquirido”), pois, como disse: “Produzi [adquiri, PIB] um homem com o auxílio de Jeová.” (Gên. 4:1) Considerando-o qual substituto de Abel, Eva deu ao filho que lhe nasceu, depois da morte de Abel, o nome de Sete (“designado, substituído”). (Gên. 4:25) Isaque chamou seu filho gêmeo mais moço de Jacó (“suplantador”; “agarrar o calcanhar”) porque, ao nascer, este menino estava agarrando o calcanhar de Esaú, seu irmão. — Gên. 25:26; compare com o caso de Peres, em Gênesis 38:28, 29.

      Às vezes, a aparência dum bebê ao nascer fornecia a base para o seu nome. O primogênito de Isaque foi chamado de Esaú (“peludo”) por causa de sua aparência incomumente peluda ao nascer. — Gên. 25:25.

      Os nomes dados aos filhos às vezes eram combinados com El (Deus), ou com uma abreviação do nome divino, Jeová. Tais nomes podiam expressar a esperança dos pais, refletir o apreço deles por terem sido abençoados com um filho, ou prestar o devido reconhecimento a Deus. Exemplos são Jedeías (“que Jah dê alegria”), Elnatã (“Deus tem dado”), Jeberequias (“Jah abençoa”), Jonatã (“Jeová tem dado”), Jeozabade (“Jeová tem concedido”), Eldade (“Deus amou”), Abdiel (“servo de Deus”), Daniel (“Deus é [meu] juiz”), Jeozadaque (“Jeová é justo”) e Pelatias (“Jeová tem provido o escape”).

      “Ab” (“pai”), “ah(i)” (“irmão”), “ammi” (“parente”), “bate” (“filha”) e “ben” (“filho”) eram parte de nomes compostos tais como Abida (“pai do conhecimento”), Abias (“meu pai é Jah”), Aará (“irmão de Raque”, ou, “depois dum irmão”), Aiezer (“meu irmão é ajuda”), Amiúde (“meu parente é majestade”), Aminadabe (“meu parente é generoso”), Bate-Seba (“filha dum juramento”; “filha da abundância”) e Ben-Hail (“filho da força”). “Meleque” (“rei”), “adoni” (“senhor”) e “baal” (“mestre”, “dono”) eram também combinados com outras palavras para constituir nomes compostos, tais como Aimeleque (“irmão do rei”, ou, “meu irmão é rei”), Adonias (“Jah é meu Senhor”), e Meribe-Baal (“contendor contra Baal”, ou, “Baal contende”).

      As designações dos animais e das plantas constituíam ainda outra fonte de nomes para pessoas. Alguns destes nomes são Débora (“abelha”), Dorcas ou Tabita (“gazela”), Jonas (“pomba”), Raquel (“ovelha”), Safã (“procavia”), Tamar (“palmeira”), e Susana (“lírio”).

      Conforme indicado pela repetição de certos nomes nas listas genealógicas, pelo visto se tornou prática corriqueira dar aos filhos o nome de um parente. (Veja 1 Crônicas 6: 9-14, 34-36.) Foi por este motivo que parentes e conhecidos objetaram a que Elisabete quisesse dar a seu filho recém-nascido o nome de João. — Luc. 1:57-61; veja GENEALOGIA (Repetição de nomes, ou diferentes nomes, da mesma pessoa).

      No primeiro século EC, não era incomum os judeus, em especial os que viviam fora da Palestina, ou em cidades que tinham uma população mista de judeus e gentios, terem um nome hebraico ou aramaico, junto com um nome latino ou grego. Isto talvez explique por que Dorcas também era chamada de Tabita, e o apóstolo Paulo também se chamava Saulo.

      Por vezes, os nomes vieram a ser considerados como reflexo da personalidade ou das tendências características dum indivíduo. Esaú, com referência a seu irmão, observou: “Não é por isso que ele é chamado pelo nome de Jacó [suplantador], que ele me suplantasse estas duas vezes? Já tomou a minha primogenitura, e eis que agora tomou a minha bênção!” (Gên. 27:36) Abigail observou sobre o marido dela: “Ele é tal qual seu nome. Nabal [insensato] é o seu nome e a insensatez está com ele.” (1 Sam. 25:25) Noemi, não mais considerando apropriado o seu nome, em vista das calamidades que lhe sobrevieram, disse: “Não me chameis Noemi [minha agradabilidade]. Chamai-me Mara [amarga], pois o Todo-poderoso o fez muito amargo para mim.” — Rute 1:20.

      Trocas de nomes ou novos nomes

      Às vezes, por determinado propósito, os nomes eram trocados, ou talvez se desse um nome adicional à pessoa. Enquanto morria, Raquel chamou seu filho recém-nascido de Ben-Oni (“filho da minha tristeza”), mas seu marido enviuvado, Jacó, preferiu chamá-lo de Benjamim (“filho da mão direita”). (Gên. 35:16-18) Jeová mudou o nome de Abrão (“pai da exaltação [ou elevação]”) para Abraão (“pai duma multidão”), e o de Sarai (“contenciosa”) para Sara (“princesa”), ambos esses novos nomes sendo proféticos. (Gên. 17:5, 6, 15, 16) Graças à sua perseverança em engalfinhar-se com um anjo, disse-se a Jacó: “Não serás mais chamado pelo nome de Jacó, mas, sim, Israel [“Deus contende”, ou “Contendor (Perseverador) com Deus”], pois contendeste com Deus e com homens, de modo que por fim prevaleceste.” (Gên. 32:28) Esta mudança de nome foi um sinal da bênção de Deus e foi, mais tarde, confirmada. (Gên. 35:10) Portanto, evidentemente quando as Escrituras, de forma profética, falam de um “novo nome”, a referência é a um nome que represente de modo apropriado o seu portador. — Isa. 62:2; 65:15; Rev. 3:12.

      Por vezes, deram-se novos nomes a pessoas elevadas a altas posições governamentais ou àqueles a quem foram concedidos privilégios especiais. Visto que tais nomes foram conferidos por superiores, a troca de nome poderia também significar que o portador do novo nome estava sujeito ao dador dele. Depois de se tornar o administrador de alimentos do Egito, José foi chamado de Zafenate-Panéia. (Gên. 41:44, 45) O faraó Neco, quando constituiu a Eliaquim como rei vassalo de Judá, trocou o nome dele para Jeoiaquim. (2 Reis 23:34) Semelhantemente, Nabucodonosor, ao fazer de Matanias seu vassalo, trocou o nome dele para Zedequias. (2 Reis 24:17) Daniel e seus três companheiros hebreus, Hananias, Misael e Azarias, receberam nomes babilônicos depois de serem escolhidos para obter treinamento especial na cidade de Babilônia. — Dan. 1:3-7.

      OS NOMES DOS ANJOS

      A Bíblia contém os nomes pessoais de apenas dois anjos, Gabriel (“um vigoroso de Deus”) e Miguel (“Quem é semelhante a Deus?”). Os anjos, talvez de modo a não receberem honra ou veneração indevidas, às vezes não revelaram seus nomes às pessoas a quem apareceram. — Gên. 32:29; Juí. 13:17, 18.

      O NOME DE DEUS

      Conhecer um indivíduo o nome de Deus significa mais do que mera familiaridade com tal palavra. (2 Crô. 6:33) Significa, em realidade, conhecer a Pessoa — seus propósitos, suas atividades, e suas qualidades, conforme revelados em sua Palavra. (Compare com 1 Reis 8:41-43; 9:3, 7; Neemias 9:10.) Isto é ilustrado no caso de Moisés, um homem a quem Jeová ‘conhecia por nome’, isto é, conhecia de modo íntimo. (Êxo. 33:12) Moisés teve o privilégio de ver uma manifestação da glória de Jeová, e também de ‘ouvir o nome de Jeová ser declarado’. Essa declaração não era simplesmente a repetição do nome “Jeová”, e sim uma declaração sobre os atributos e as atividades de Jeová. (Êxo. 34:6, 7) Similarmente, o cântico de Moisés, que continha as palavras “pois declararei o nome de Jeová”, narra os modos de Deus lidar com Israel e descreve a Sua personalidade. — Deut. 32:3-44.

      Quando Jesus Cristo estava na terra, ele ‘manifestou o nome de seu Pai’ a seus discípulos. (João 17:6, 26) Tais discípulos, embora já conhecessem esse nome e estivessem familiarizados com as atividades de Deus, conforme registradas nas Escrituras Hebraicas, vieram a conhecer a Jeová de forma muito melhor e dum modo mais grandioso através Daquele que está “na posição junto ao seio do Pai”. (João 1:18) Cristo Jesus representava de modo perfeito a seu Pai, fazendo as obras de seu Pai e falando, não por iniciativa própria, mas as palavras de seu Pai. (João 10:37, 38; 12:50; 14:10, 11, 24) É por isso que Jesus podia dizer: “Quem me tem visto, tem visto também o Pai.” — João 14:9.

      Isto mostra claramente que os únicos que verdadeiramente conhecem o nome de Deus são aqueles que são Seus servos obedientes. (Compare com 1 João 4:8; 5:2, 3.) A garantia de Jeová, no Salmo 91:14, portanto, aplica-se a tais pessoas: “Protegê-lo-ei por ele ter chegado a conhecer meu nome.” O nome em si não é um amuleto mágico, mas a Pessoa designada por tal nome pode fornecer proteção para seu povo devotado. Assim, o nome representa o próprio Deus. É por isso que o provérbio diz: “O nome de Jeová é uma torre forte. O justo corre para dentro dela e recebe proteção.” (Pro. 18:10) É isso que fazem as pessoas que lançam seu fardo sobre Jeová. (Sal. 55:22) Semelhantemente, amar o nome de Jeová (Sal. 5:11), cantar-lhe louvores (Sal. 7:17), invocá-lo (Gên. 12:8), dar-lhe graças (1 Crô. 16:35), jurar por ele (Deut. 6:13), lembrar-se dele (Sal. 119:55), temê-lo (Sal. 61:5), procurá-lo (Sal. 83:16), confiar nele (Sal. 33:21), exaltá-lo (Sal. 34:3) e esperar nele (Sal. 52:9) é fazer tais coisas com referência ao próprio Jeová. Falar de forma abusiva do nome de Deus é blasfemar contra Deus. — Lev. 24:11, 15, 16.

      Jeová tem ciúme de seu nome, não tolerando nenhuma rivalidade ou infidelidade na questão de adoração. (Êxo. 34:14; Eze. 5:13) Ordenou-se aos israelitas que não mencionassem sequer os nomes de outros deuses. (Êxo. 23:13) No entanto, tendo em vista que nomes de falsos deuses aparecem nas Escrituras, tal referência, como é evidente, diz respeito a se mencionar os nomes de deuses falsos numa atitude de adoração. — Veja JEOVÁ.

      O NOME DO FILHO DE DEUS

      Por ter permanecido fiel até a própria morte, Jesus Cristo foi galardoado por seu Pai, recebendo uma posição superior e o “nome que está acima de todo outro nome”. (Fil. 2:5-11) Todos os que desejam a vida têm de reconhecer o que tal nome representa (Atos 4:12), incluindo a posição de Jesus como Juiz (João 5:22), Rei (Rev. 19:16), Sumo Sacerdote (Heb. 6:20), Mediador (1 Tim. 2:5) Agente Principal da salvação. — Heb. 2:10; veja JESUS CRISTO.

      Cristo Jesus, como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” também há de liderar os exércitos celestes ao travarem guerra em justiça. Como executor da vingança de Deus, ele demonstraria poderes e qualidades inteiramente desconhecidos para os que lutam contra ele. De modo apropriado, portanto, “ele tem um nome escrito que ninguém conhece, exceto ele mesmo”. — Rev. 19:11-16.

      DIVERSOS EMPREGOS DA PALAVRA “NOME”

      Poder-se-ia “invocar” determinado nome sobre uma pessoa, uma cidade ou um prédio. Jacó, quando adotava os filhos de José como se fossem seus, declarou: “Seja invocado sobre eles o meu nome e o nome dos meus pais, Abraão e Isaque.” (Gên. 48:16; veja também Isaías 4:1; 44:5.) Ser o nome de Jeová invocado sobre os israelitas indicava que eram Seu povo. (Deut. 28:10; 2 Crô. 7:14; Isa. 43:7; 63:19; Dan. 9:19) Jeová também colocou Seu nome sobre Jerusalém e o templo, desta forma aceitando-os como o legítimo centro de Sua adoração. (2 Reis 21: 4, 7) Joabe decidiu não concluir a captura de Rabá, a fim de não ter seu nome invocado sobre aquela cidade, isto é, de modo a não receber o crédito pela sua captura. — 2 Sam. 12:28.

      Uma pessoa que morria sem deixar filhos varões tinha o seu nome “retirado”, por assim dizer. (Núm. 27:4; 2 Sam. 18:18) Assim sendo, o arranjo de casamento com o cunhado, delineado na Lei mosaica, servia para preservar o nome do falecido. (Deut. 25:5, 6) Por outro lado, a destruição duma nação, dum povo ou duma família significava a extirpação de seu nome. — Deut. 7:24; 9:14; Jos. 7:9; 1 Sam. 24:21; Sal. 9:5.

      Falar ou agir ‘em nome de’ outrem indicava fazer isso como representante dele. (Êxo. 5:23; Deut. 10:8; 18:5, 7, 19-22; 1 Sam. 17: 45; Ester 3:12; 8:8, 10) Similarmente, receber uma pessoa em nome de alguém indicaria um reconhecimento de tal pessoa. Destarte, ‘receber um profeta no nome dum profeta’ significaria receber um profeta por ser tal. (Mat. 10:41, AV; NM; Tr) E batizar no “nome do Pai, e do Filho, e do espirito santo” significaria fazê-lo em reconhecimento do Pai, do Filho e do espírito santo. — Mat. 28:19.

      REPUTAÇÃO OU FAMA

      No emprego bíblico, “nome” muitas vezes indica fama ou reputação. Imputar um mau nome a alguém significava fazer uma acusação falsa contra tal pessoa, manchando sua reputação. (Deut. 22:19) Ter uma pessoa o seu nome ‘lançado fora como iníquo’ significaria perder sua boa reputação. (Luc. 6:22) Foi para fazerem um “nome célebre” para si mesmos, em desafio de Jeová, que os homens começaram a construir uma torre e uma cidade, após o Dilúvio. (Gên. 11:3, 4) Por outro lado, Jeová prometeu tornar grande o nome de Abrão (Abraão), caso este deixasse seu país e seus parentes, e fosse para outra terra. (Gên. 12:1, 2) Testificando o cumprimento dessa promessa, há o fato de que, até os dias atuais, poucos nomes dos tempos antigos se tornaram tão grandes quanto o de Abraão, especialmente como exemplos de notável fé. Milhões de pessoas ainda afirmam ser os herdeiros da bênção abraâmica por causa de serem seus descendentes carnais. Similarmente, Jeová tornou grande o nome de Davi, por abençoá-lo e por lhe conceder vitórias sobre os inimigos de Israel. — 1 Sam. 18:30; 2 Sam. 7:9.

      Ao nascer, a pessoa não tem reputação alguma, e, por conseguinte, seu nome é pouco mais do que um rótulo. É por isso que Eclesiastes 7:1 afirma: “Um nome é melhor do que bom óleo, e o dia da morte é melhor do que o dia em que se nasce.” Não é ao nascer, mas sim durante o pleno desenrolar da vida duma pessoa que seu “nome” assume real significado no sentido de a identificar, quer como uma pessoa que pratica a justiça, quer como alguém que pratica a iniqüidade. (Pro. 22:1) Pela fidelidade de Jesus até a morte, o seu nome se tornou o único nome ‘dado entre os homens, pelo qual tenhamos de ser salvos’, e ele ‘herdou um nome mais excelente’ do que o dos anjos. (Atos 4:12; Heb. 1:3, 4) Mas, Salomão, sobre quem se expressou a esperança de que seu nome se tornaria “mais esplêndido” que o de Davi, morreu com o nome de alguém que retrocedeu da adoração verdadeira. (1 Reis 1:47; 11:6, 9-11) Assim, diz o salmista sobre os que fazem um nome para si mesmos, por serem leais até o fim: “Preciosa aos olhos de Jeová é a morte dos que lhe são leais.” (Sal. 116:15; compare com Filipenses 4:3; Revelação 3:4, 5, 12, 13.) No entanto, “o próprio nome dos iníquos apodrecerá”, ou se tornará um odor pútrido. (Pro. 10:7) Por este motivo, um bom nome ‘deve ser escolhido antes que riquezas abundantes’. — Pro. 22:1.

      NOMES ESCRITOS NO “LIVRO DA VIDA”

      Parece que Jeová Deus, falando-se de modo figurado, tem escrito nomes no livro da vida desde a “fundação do mundo”. (Rev. 17:8) Visto que Cristo Jesus falou de Abel como vivendo na “fundação do mundo”, isto indicaria que tal referência é ao mundo da humanidade resgatável, que veio a existir depois que nasceram filhos a Adão e Eva. (Luc. 11:48-51) O nome de Abel, evidentemente, seria o primeiro registrado nesse rolo simbólico.

      Os nomes que aparecem no rolo da vida, contudo, não são nomes de pessoas que foram predestinadas para obter a aprovação de Deus e a vida, dada por ele. Isto se evidencia de que as Escrituras mencionam ‘apagar-se’ nomes do “livro da vida”. Assim, parece que apenas quando uma pessoa se torna um servo de Jeová é que seu nome é escrito no “livro da vida”, e apenas se continuar fiel é que seu nome é retido naquele livro. — Rev. 3:5; 17:8; compare com Êxodo 32:32, 33; Lucas 10:20; Filipenses 4:3.

      NOMES REGISTRADOS NO ROLO DO CORDEIRO

      Similarmente, os nomes das pessoas que adoram a simbólica fera não foram registrados no rolo do Cordeiro. (Rev. 13:8) Essa fera obteve sua autoridade, seu poder e seu trono do dragão, Satanás, o Diabo. Os que adoram a fera, por conseguinte, são parte do ‘descendente da serpente’. (Rev. 13:2; compare com João 8:44; Revelação 12:9.) Até mesmo antes de nascerem filhos a Adão e Eva, Jeová Deus indicou que haveria inimizade entre o ‘descendente da mulher’ e o ‘descendente da serpente’. (Gên. 3:15) Assim, desde a fundação do mundo, já tinha sido determinado que nenhum adorador da fera teria seu nome escrito no rolo do Cordeiro. Apenas as pessoas sagradas, do ponto de vista de Deus, deveriam ser assim privilegiadas. — Rev. 21:27.

      Em vista de que tal rolo pertence ao Cordeiro, é lógico que os nomes que aparecem nele seriam os das pessoas que lhe foram dadas por Deus. (Rev. 13:8; João 17:9, 24) Portanto, é digno de nota que a próxima referência ao Cordeiro, no livro de Revelação, apresente-o como estando em pé, no monte Sião, junto com 144.000 pessoas compradas dentre a humanidade. — Rev. 14:1-5.

  • Nô
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • NÔ

      [do egípcio, niwt, a Cidade], NÔ-AMOM [cidade de (o deus) Amom]. Uma cidade destacada, e, outrora, a capital do Egito, situada em ambas as margens do Nilo superior, c. 530 km ao S do Cairo. Os gregos a conheciam como Tebas, nome comumente usado hoje em dia.

      Em antigos textos egípcios, a cidade é chamada pelo mesmo nome, “a Cidade de Amom” (niwt ’Imn). Isto se dava por ter-se tornado o centro principal da adoração do deus Amom, que, iniciando como uma deidade menor, ascendeu à posição de deus principal daquela nação, sendo igualado pelos gregos a Zeus (Júpiter). (Veja AMOM, II N.° 2.) Aqui os faraós construíram enormes monumentos e templos, abrangendo uma área de 24,3 hectares, na margem E (em Carnac e Lúxor), havendo outros templos magníficos e enorme local de sepultamento na margem O. O templo de Amom em Carnac é a maior estrutura colunar que já foi construída, algumas de suas colunas maciças chegando a medir até 3,70 m de diâmetro.

      Especialmente durante o que é denominado de “Período do Novo Reino (XVIII a XX Dinastias)”, Tebas atingiu grande proeminência,

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