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NomeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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descreve a Sua personalidade. — Deut. 32:3-44.
Quando Jesus Cristo estava na terra, ele ‘manifestou o nome de seu Pai’ a seus discípulos. (João 17:6, 26) Tais discípulos, embora já conhecessem esse nome e estivessem familiarizados com as atividades de Deus, conforme registradas nas Escrituras Hebraicas, vieram a conhecer a Jeová de forma muito melhor e dum modo mais grandioso através Daquele que está “na posição junto ao seio do Pai”. (João 1:18) Cristo Jesus representava de modo perfeito a seu Pai, fazendo as obras de seu Pai e falando, não por iniciativa própria, mas as palavras de seu Pai. (João 10:37, 38; 12:50; 14:10, 11, 24) É por isso que Jesus podia dizer: “Quem me tem visto, tem visto também o Pai.” — João 14:9.
Isto mostra claramente que os únicos que verdadeiramente conhecem o nome de Deus são aqueles que são Seus servos obedientes. (Compare com 1 João 4:8; 5:2, 3.) A garantia de Jeová, no Salmo 91:14, portanto, aplica-se a tais pessoas: “Protegê-lo-ei por ele ter chegado a conhecer meu nome.” O nome em si não é um amuleto mágico, mas a Pessoa designada por tal nome pode fornecer proteção para seu povo devotado. Assim, o nome representa o próprio Deus. É por isso que o provérbio diz: “O nome de Jeová é uma torre forte. O justo corre para dentro dela e recebe proteção.” (Pro. 18:10) É isso que fazem as pessoas que lançam seu fardo sobre Jeová. (Sal. 55:22) Semelhantemente, amar o nome de Jeová (Sal. 5:11), cantar-lhe louvores (Sal. 7:17), invocá-lo (Gên. 12:8), dar-lhe graças (1 Crô. 16:35), jurar por ele (Deut. 6:13), lembrar-se dele (Sal. 119:55), temê-lo (Sal. 61:5), procurá-lo (Sal. 83:16), confiar nele (Sal. 33:21), exaltá-lo (Sal. 34:3) e esperar nele (Sal. 52:9) é fazer tais coisas com referência ao próprio Jeová. Falar de forma abusiva do nome de Deus é blasfemar contra Deus. — Lev. 24:11, 15, 16.
Jeová tem ciúme de seu nome, não tolerando nenhuma rivalidade ou infidelidade na questão de adoração. (Êxo. 34:14; Eze. 5:13) Ordenou-se aos israelitas que não mencionassem sequer os nomes de outros deuses. (Êxo. 23:13) No entanto, tendo em vista que nomes de falsos deuses aparecem nas Escrituras, tal referência, como é evidente, diz respeito a se mencionar os nomes de deuses falsos numa atitude de adoração. — Veja JEOVÁ.
O NOME DO FILHO DE DEUS
Por ter permanecido fiel até a própria morte, Jesus Cristo foi galardoado por seu Pai, recebendo uma posição superior e o “nome que está acima de todo outro nome”. (Fil. 2:5-11) Todos os que desejam a vida têm de reconhecer o que tal nome representa (Atos 4:12), incluindo a posição de Jesus como Juiz (João 5:22), Rei (Rev. 19:16), Sumo Sacerdote (Heb. 6:20), Mediador (1 Tim. 2:5) Agente Principal da salvação. — Heb. 2:10; veja JESUS CRISTO.
Cristo Jesus, como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” também há de liderar os exércitos celestes ao travarem guerra em justiça. Como executor da vingança de Deus, ele demonstraria poderes e qualidades inteiramente desconhecidos para os que lutam contra ele. De modo apropriado, portanto, “ele tem um nome escrito que ninguém conhece, exceto ele mesmo”. — Rev. 19:11-16.
DIVERSOS EMPREGOS DA PALAVRA “NOME”
Poder-se-ia “invocar” determinado nome sobre uma pessoa, uma cidade ou um prédio. Jacó, quando adotava os filhos de José como se fossem seus, declarou: “Seja invocado sobre eles o meu nome e o nome dos meus pais, Abraão e Isaque.” (Gên. 48:16; veja também Isaías 4:1; 44:5.) Ser o nome de Jeová invocado sobre os israelitas indicava que eram Seu povo. (Deut. 28:10; 2 Crô. 7:14; Isa. 43:7; 63:19; Dan. 9:19) Jeová também colocou Seu nome sobre Jerusalém e o templo, desta forma aceitando-os como o legítimo centro de Sua adoração. (2 Reis 21: 4, 7) Joabe decidiu não concluir a captura de Rabá, a fim de não ter seu nome invocado sobre aquela cidade, isto é, de modo a não receber o crédito pela sua captura. — 2 Sam. 12:28.
Uma pessoa que morria sem deixar filhos varões tinha o seu nome “retirado”, por assim dizer. (Núm. 27:4; 2 Sam. 18:18) Assim sendo, o arranjo de casamento com o cunhado, delineado na Lei mosaica, servia para preservar o nome do falecido. (Deut. 25:5, 6) Por outro lado, a destruição duma nação, dum povo ou duma família significava a extirpação de seu nome. — Deut. 7:24; 9:14; Jos. 7:9; 1 Sam. 24:21; Sal. 9:5.
Falar ou agir ‘em nome de’ outrem indicava fazer isso como representante dele. (Êxo. 5:23; Deut. 10:8; 18:5, 7, 19-22; 1 Sam. 17: 45; Ester 3:12; 8:8, 10) Similarmente, receber uma pessoa em nome de alguém indicaria um reconhecimento de tal pessoa. Destarte, ‘receber um profeta no nome dum profeta’ significaria receber um profeta por ser tal. (Mat. 10:41, AV; NM; Tr) E batizar no “nome do Pai, e do Filho, e do espirito santo” significaria fazê-lo em reconhecimento do Pai, do Filho e do espírito santo. — Mat. 28:19.
REPUTAÇÃO OU FAMA
No emprego bíblico, “nome” muitas vezes indica fama ou reputação. Imputar um mau nome a alguém significava fazer uma acusação falsa contra tal pessoa, manchando sua reputação. (Deut. 22:19) Ter uma pessoa o seu nome ‘lançado fora como iníquo’ significaria perder sua boa reputação. (Luc. 6:22) Foi para fazerem um “nome célebre” para si mesmos, em desafio de Jeová, que os homens começaram a construir uma torre e uma cidade, após o Dilúvio. (Gên. 11:3, 4) Por outro lado, Jeová prometeu tornar grande o nome de Abrão (Abraão), caso este deixasse seu país e seus parentes, e fosse para outra terra. (Gên. 12:1, 2) Testificando o cumprimento dessa promessa, há o fato de que, até os dias atuais, poucos nomes dos tempos antigos se tornaram tão grandes quanto o de Abraão, especialmente como exemplos de notável fé. Milhões de pessoas ainda afirmam ser os herdeiros da bênção abraâmica por causa de serem seus descendentes carnais. Similarmente, Jeová tornou grande o nome de Davi, por abençoá-lo e por lhe conceder vitórias sobre os inimigos de Israel. — 1 Sam. 18:30; 2 Sam. 7:9.
Ao nascer, a pessoa não tem reputação alguma, e, por conseguinte, seu nome é pouco mais do que um rótulo. É por isso que Eclesiastes 7:1 afirma: “Um nome é melhor do que bom óleo, e o dia da morte é melhor do que o dia em que se nasce.” Não é ao nascer, mas sim durante o pleno desenrolar da vida duma pessoa que seu “nome” assume real significado no sentido de a identificar, quer como uma pessoa que pratica a justiça, quer como alguém que pratica a iniqüidade. (Pro. 22:1) Pela fidelidade de Jesus até a morte, o seu nome se tornou o único nome ‘dado entre os homens, pelo qual tenhamos de ser salvos’, e ele ‘herdou um nome mais excelente’ do que o dos anjos. (Atos 4:12; Heb. 1:3, 4) Mas, Salomão, sobre quem se expressou a esperança de que seu nome se tornaria “mais esplêndido” que o de Davi, morreu com o nome de alguém que retrocedeu da adoração verdadeira. (1 Reis 1:47; 11:6, 9-11) Assim, diz o salmista sobre os que fazem um nome para si mesmos, por serem leais até o fim: “Preciosa aos olhos de Jeová é a morte dos que lhe são leais.” (Sal. 116:15; compare com Filipenses 4:3; Revelação 3:4, 5, 12, 13.) No entanto, “o próprio nome dos iníquos apodrecerá”, ou se tornará um odor pútrido. (Pro. 10:7) Por este motivo, um bom nome ‘deve ser escolhido antes que riquezas abundantes’. — Pro. 22:1.
NOMES ESCRITOS NO “LIVRO DA VIDA”
Parece que Jeová Deus, falando-se de modo figurado, tem escrito nomes no livro da vida desde a “fundação do mundo”. (Rev. 17:8) Visto que Cristo Jesus falou de Abel como vivendo na “fundação do mundo”, isto indicaria que tal referência é ao mundo da humanidade resgatável, que veio a existir depois que nasceram filhos a Adão e Eva. (Luc. 11:48-51) O nome de Abel, evidentemente, seria o primeiro registrado nesse rolo simbólico.
Os nomes que aparecem no rolo da vida, contudo, não são nomes de pessoas que foram predestinadas para obter a aprovação de Deus e a vida, dada por ele. Isto se evidencia de que as Escrituras mencionam ‘apagar-se’ nomes do “livro da vida”. Assim, parece que apenas quando uma pessoa se torna um servo de Jeová é que seu nome é escrito no “livro da vida”, e apenas se continuar fiel é que seu nome é retido naquele livro. — Rev. 3:5; 17:8; compare com Êxodo 32:32, 33; Lucas 10:20; Filipenses 4:3.
NOMES REGISTRADOS NO ROLO DO CORDEIRO
Similarmente, os nomes das pessoas que adoram a simbólica fera não foram registrados no rolo do Cordeiro. (Rev. 13:8) Essa fera obteve sua autoridade, seu poder e seu trono do dragão, Satanás, o Diabo. Os que adoram a fera, por conseguinte, são parte do ‘descendente da serpente’. (Rev. 13:2; compare com João 8:44; Revelação 12:9.) Até mesmo antes de nascerem filhos a Adão e Eva, Jeová Deus indicou que haveria inimizade entre o ‘descendente da mulher’ e o ‘descendente da serpente’. (Gên. 3:15) Assim, desde a fundação do mundo, já tinha sido determinado que nenhum adorador da fera teria seu nome escrito no rolo do Cordeiro. Apenas as pessoas sagradas, do ponto de vista de Deus, deveriam ser assim privilegiadas. — Rev. 21:27.
Em vista de que tal rolo pertence ao Cordeiro, é lógico que os nomes que aparecem nele seriam os das pessoas que lhe foram dadas por Deus. (Rev. 13:8; João 17:9, 24) Portanto, é digno de nota que a próxima referência ao Cordeiro, no livro de Revelação, apresente-o como estando em pé, no monte Sião, junto com 144.000 pessoas compradas dentre a humanidade. — Rev. 14:1-5.
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NÔ
[do egípcio, niwt, a Cidade], NÔ-AMOM [cidade de (o deus) Amom]. Uma cidade destacada, e, outrora, a capital do Egito, situada em ambas as margens do Nilo superior, c. 530 km ao S do Cairo. Os gregos a conheciam como Tebas, nome comumente usado hoje em dia.
Em antigos textos egípcios, a cidade é chamada pelo mesmo nome, “a Cidade de Amom” (niwt ’Imn). Isto se dava por ter-se tornado o centro principal da adoração do deus Amom, que, iniciando como uma deidade menor, ascendeu à posição de deus principal daquela nação, sendo igualado pelos gregos a Zeus (Júpiter). (Veja AMOM, II N.° 2.) Aqui os faraós construíram enormes monumentos e templos, abrangendo uma área de 24,3 hectares, na margem E (em Carnac e Lúxor), havendo outros templos magníficos e enorme local de sepultamento na margem O. O templo de Amom em Carnac é a maior estrutura colunar que já foi construída, algumas de suas colunas maciças chegando a medir até 3,70 m de diâmetro.
Especialmente durante o que é denominado de “Período do Novo Reino (XVIII a XX Dinastias)”, Tebas atingiu grande proeminência,
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