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Que será do planeta Terra?Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 1
Que será do planeta Terra?
1. Que espécie de futuro espera ter, e por quê?
QUE reserva o futuro para você, um dentre os bilhões de pessoas que agora vivem no planeta Terra? Gostaria de ter uma vida de paz e segurança, no meio de pessoas que realmente se amam? Poderá ter isto e muito mais. Mas este não é o futuro que a maioria espera ter. Por que não?
2, 3. Que influência exerce a ameaça duma guerra nuclear sobre a maneira de muitos encararem o futuro?
2 A ameaça duma guerra nuclear levantou sérias dúvidas sobre se haverá futuro para grande parte da raça humana. Quando se detonou pela primeira vez uma bomba atômica numa guerra, em 1945, morreram instantaneamente mais de 70.000 homens, mulheres e crianças. Muitos outros milhares tiveram uma morte agonizante nos dias e nos anos que se seguiram. Mas hoje em dia, uma única ogiva típica tem o potencial explosivo de todas as bombas lançadas durante a Segunda Guerra Mundial. Existem dezenas de milhares de armas nucleares posicionadas para uso imediato. Ainda assim, o mundo gasta cerca de 2.000.000.000 de dólares por dia numa corrida armamentista que deixa muitas pessoas pasmadas de horror.
3 Mas que dizer de apenas uma “guerra nuclear limitada”? Os resultados ainda assim seriam aterradores. Segundo Carl Sagan, bem conhecido cientista, se as nações usassem mesmo que apenas uma fração de sua capacidade nuclear, “há pouca dúvida de que nossa civilização global seria destruída. . . . Parece ser real a possibilidade da extinção da espécie humana”. Muitos procuram tirar da mente tal perspectiva, mas isso não elimina o perigo. Um número rapidamente crescente de outros constituíram sociedades de sobrevivência. Na esperança de alguns sobreviverem, construíram refúgios em regiões isoladas, e armazenaram nestes suprimentos alimentícios e médicos, bem como armas para expulsar invasores indesejáveis.
4. Por que é o abuso do meio ambiente encarado como séria ameaça?
4 À parte duma guerra nuclear, os cientistas advertem sobre um possível desastre global causado pela maneira em que se abusa do meio ambiente. A poluição do ar que respiramos é motivo de séria preocupação. As florestas estão sendo devastadas numa proporção alarmante; no entanto, elas são importantes para o ciclo de oxigênio da terra, para o ciclo hidrológico dela e para a conservação do solo. Por ignorância e por ganância arruínam-se vitais terras férteis. Os suprimentos de água estão sendo poluídos, amiúde com substâncias químicas mortíferas. Todavia, esses recursos são essenciais para a sustentação da vida humana.
5, 6. Que outras situações impedem que as pessoas esperem que a vida seja segura e feliz?
5 De preocupação mais imediata, porém, talvez ache que o crime violento está tornando as pessoas prisioneiros em suas próprias casas. A instabilidade política e social torna a vida perigosa. O amplo desemprego e a vertiginosa inflação causam privação e frustração. A vida doméstica de muitos está longe de ser satisfatória; muitas vezes faltam os vínculos do amor, que deveriam manter a família unida. Em toda a parte, a atitude das pessoas é: “Primeiro eu!”
6 Então, onde se pode encontrar uma base sólida para a expectativa duma vida em segurança? Se o nosso futuro, como habitantes da terra, dependesse exclusivamente do que homens e nações, que compartilham a responsabilidade por esses problemas, estivessem dispostos a fazer e fossem capazes de realizar, a perspectiva seria realmente lúgubre. Mas depende deles?
FATOS QUE NÃO DEVIAM SER DESCONSIDERADOS
7. (a) Que evidência mostra que a Bíblia é a Palavra de Deus? (b) Por que é vital que as pessoas saibam o que a Bíblia diz?
7 Os homens, nos seus cálculos, demasiadas vezes se esquecem do Criador da terra e da humanidade. Mas como podemos saber qual é o objetivo Dele? A Bíblia nos informa sobre isso. Este Livro declara repetidas vezes que seu conteúdo é de origem divina, inspirado por Deus. É verídica tal afirmação? Se for, então a sua vida dependerá de agir em harmonia com isso. Por causa da importância deste assunto, exortamo-lo a examinar pessoalmente a Bíblia. Achará notáveis as muitas profecias dela, que refletem conhecimento pormenorizado sobre o futuro. A sabedoria dela não tem igual quando trata de assuntos da máxima importância para a sua duradoura felicidade. Estamos certos de que, se considerar a evidência com mente aberta, dar-se-á conta de que a Bíblia só pode ter procedido de uma fonte sobrenatural, dum Deus que realmente ama a humanidade.a A Bíblia contém informações vitais para a nossa sobrevivência nestes tempos críticos da história humana. Ela é aprópriadamente o livro de maior divulgação na terra. — Veja 2 Pedro 1:20, 21; 3:11-14; 2 Timóteo 3:1-5, 14-17.
8. Com que nome identifica a Bíblia o Criador do planeta Terra?
8 O versículo inicial da Bíblia declara como verdade fundamental que “Deus criou os céus e a terra”. (Gênesis 1:1)b Embora alguns prefiram deixar Deus sem nome, a Bíblia não faz isso. Identificando o Criador por nome, Gênesis 2:4 nos informa que “Jeová Deus fez a terra e o céu”. (Veja também Gênesis 14:22; Êxodo 6:3; 20:11.) Grande parte da Bíblia foi originalmente escrita em hebraico, e, no texto hebraico da Bíblia, o nome pessoal de Deus aparece quase 7.000 vezes na forma dum tetragrama sagrado (יהוה). Alguns tradutores vertem-no como Iahweh ou Javé, mas uma forma comum do nome é Jeová.
9. (a) Quem deu origem a esse nome de Deus? (b) Quão importante é para nós o nome de Deus? (Joel 2:32; Miquéias 4:5)
9 Este nome não foi inventado por homens devotos. Foi escolhido pelo próprio Criador. (Êxodo 3:13-15; Isaías 42:8) Não é um nome que possa ser trocado por Buda, Brama, Alá ou Jesus. O profeta Moisés lembrou apropriadamente à antiga nação de Israel: “Hoje bem sabes e tens de recordar no teu coração que Jeová [em hebraico: יהוה] é o verdadeiro Deus nos céus em cima e na terra embaixo. Não há outro.” (Deuteronômio 4:39) Este é o Deus a quem Jesus Cristo orava, Aquele a quem se dirigia como “o único Deus verdadeiro”. Ele é hoje adorado por pessoas informadas de todas as nações da terra. — João 17:3; Mateus 4:8-10; 26:39; Romanos 3:29.
10. Por que não será frustrado o propósito de Deus para com a terra pela ameaça duma guerra nuclear e pelo dano causado pela poluição?
10 Em virtude de Jeová ser o Criador da terra, o planeta inteiro lhe pertence e o futuro dele está nas Suas mãos. (Deuteronômio 10:14; Salmo 89:11) Os problemas da humanidade não estão além da capacidade de Deus resolvê-los. A perspectiva duma guerra nuclear aterroriza os homens. Mas as leis de quem controlam as reações nucleares que ocorrem em escala espantosa nos incontáveis bilhões de estrelas? Será que Deus não possui o conhecimento e o poder necessários para resguardar a vida no planeta Terra? Do mesmo modo, tampouco os problemas surgidos por terem os homens de modo tanto ignorante como egoísta poluído seu meio ambiente impedirão a execução do propósito do Deus Todo-poderoso. Aquele que teve a sabedoria e o poder necessários para criar a terra e as fascinantes formas de vida sobre ela pode também dar-lhes um recomeço purificado, se for da sua vontade. (Isaías 40:26; Salmo 104:24) Então, qual é o propósito de Jeová para com o nosso planeta-lar?
POR QUANTO TEMPO PERMANECERÁ A TERRA?
11. (a) O que acham alguns cientistas que acontecerá por fim com a terra? (b) Quem sabe mais sobre esses assuntos do que eles, e por quê?
11 É do propósito de Deus destruir a terra e toda a vida sobre ela? Alguns astrônomos teorizam que o nosso sol, por fim, sofrerá uma ampliação explosiva e envolverá a terra. Outros calculam que, pela própria natureza do universo físico, terá de vir o tempo em que o sol não mais brilhará e a terra não mais sustentará a vida. Mas, estão certos nisso? O que diz o Criador, Aquele que deu existência à energia e à matéria, o Originador das leis de que depende a nossa existência? — Jó 38:1-6, 21; Salmo 146:3-6.
12. Como se mostraram verazes as palavras de Eclesiastes 1:4?
12 Jeová inspirou o sábio Rei Salomão a escrever sobre a duração da vida do homem em comparação com a duração da própria terra. Em Eclesiastes 1:4, Salomão escreveu estas palavras: “Uma geração vai e outra geração vem; mas a terra permanece por tempo indefinido.” A história humana atesta a veracidade disso. Embora uma geração da humanidade tenha sido substituída por outra, a terra, o globo em que vivemos, continua a existir. Mas por quanto tempo? Segundo a versão literal da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, permanecerá “por tempo indefinido”. O que significa isso?
13. (a) O que pode significar a expressão “tempo indefinido”? (b) Então, que certeza podemos ter de que a terra permaneça para sempre?
13 A palavra hebraica ‘oh-lám, traduzida aqui por “tempo indefinido”, basicamente significa um período de tempo que, do ponto de vista da atualidade, é indefinido ou oculto da vista, mas de longa duração. Isto pode significar que é para sempre. Significa isso neste caso? Ou indica esta expressão que, talvez num futuro indefinido, ainda desconhecido a nós, a terra terá seu fim? Algumas das coisas de que a Bíblia disse que continuariam “por tempo indefinido” um dia tiveram fim. (Veja Números 25:13; Hebreus 7:12.) Mas as Escrituras também associam ‘oh-lám com aquilo que é eterno — por exemplo, o próprio Criador. (Veja Salmo 90:2 e; 1 Timóteo 1:17.) Não ficamos em dúvida quanto ao significado dessa expressão com respeito à terra. O Salmo 104:5 nos informa: “Ele fundou a terra sobre os seus lugares estabelecidos; não será abalada, por tempo indefinido ou para todo o sempre.”c — Veja também o Salmo 119:90.
14. Como sabemos que o globo terrestre não se tornará algum dia um ermo estéril?
14 O que durará para sempre não é apenas um globo vazio, improdutivo. Jeremias 10:10-12 nos informa: “Jeová é verdadeiramente Deus. . . . Ele é Quem fez a terra pelo seu poder, Aquele que estabeleceu firmemente o solo produtivo pela sua sabedoria, e Aquele que pelo seu entendimento estendeu os céus.” Note que ele não somente fez “a terra”, mas também estabeleceu firmemente “o solo produtivo”. Em lugar desta última expressão, muitos tradutores vertem a palavra hebraica te-vél simplesmente por “mundo”. Todavia, segundo Estudos de Palavras do Antigo Testamento, de William Wilson (em inglês), te-vél significa “a terra, como fértil e habitada, o globo habitável, mundo”. O Salmo 96:10 declara tranqüilizadoramente a respeito do propósito de Jeová para com esta terra fértil e habitada: “O próprio Jeová se tornou rei. Também o solo produtivo fica firmemente estabelecido de modo que não pode ser abalado.” — Veja também Isaías 45:18.
15. Como concordam esses fatos com a oração que Jesus ensinou aos seus seguidores?
15 Portanto, é com respeito ao planeta Terra, em que vivemos, que Jesus Cristo ensinou seus seguidores a orar a Deus: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mateus 6:9, 10.
16. (a) Que espécie de pessoas viverão então na terra? (b) O que é a “nova terra” de que a Bíblia fala?
16 Não é da vontade de Jeová que a terra seja habitada por pessoas que não têm nenhuma consideração para com o Dono dela e que têm pouco amor entre si. Ele prometeu há muito: “Os próprios malfeitores serão decepados, mas os que esperam em Jeová são os que possuirão a terra. Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” (Salmo 37:9, 29) “A vindoura terra habitada”, de que a Bíblia fala, será povoada por pessoas que temem a Deus e que sinceramente amam seu próximo. (Hebreus 2:5; veja Lucas 10:25-28.) As mudanças que ocorrerão sob o celestial Reino de Deus serão tão grandes, que a Bíblia fala duma “nova terra” — não dum globo diferente, mas duma nova sociedade humana, que viverá nas condições paradísicas que o Criador da humanidade intencionou desde que começou a sua criação terrestre. — Revelação (Apocalipse) 21:1-5; Gênesis 2:7-9, 15.
17. Por que é importante aprender agora os requisitos de Deus para a sobrevivência?
17 Necessariamente, o estabelecimento dessa “nova terra” será precedido por uma grande destruição — que superará tudo o que a humanidade já viu. Para o bem da própria terra e de todos os que realmente são gratos ao Criador dela, ele vai “arruinar os que arruínam a terra”. (Revelação 11:17, 18) O tempo para Deus fazer isso já está muito perto! Quando isso terminar, estará você entre os sobreviventes? — 1 João 2:17; Provérbios 2:21, 22.
[Nota(s) de rodapé]
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As questões que determinam nosso futuroSobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 2
As questões que determinam nosso futuro
1. (a) Que questões da atualidade ocupam a mente de muitos, e onde procuram tais a solução? (b) O que muitas vezes deixam de tomar em consideração?
NOS últimos anos, sobrevieram-nos em rápida sucessão uma questão premente após outra, envolvendo nosso futuro. As condições existentes são tais, que as pessoas em toda a parte querem desesperadamente ver-se livres delas. Talvez creiam em Deus, mas pode parecer-lhes que, para melhorar a situação da terra, isso terá de ser feito pelos homens. Alguns procuram fazer isso por intermédio dos governos existentes ou por protestos em massa contra as decisões desses governos. Mais outros acreditam que o único meio é uma revolução. Acham que mudar as leis, substituir governantes ou mesmo governos inteiros é que melhorará as condições. Mas o que mostram os fatos? Os homens, depois de milhares de anos de tentativas, não produziram nem mesmo um só governo que tenha trazido justiça imparcial, verdadeira segurança e duradoura felicidade a todos os seus súditos. Qual é a explicação para isso?
2. Por que são tão ruins as condições do mundo?
2 Não importa quão nobres sejam os objetivos dos que ocupam o poder, todos os governos humanos são manipulados por forças além do controle dos homens no cargo. Manipulados por quem? Por espíritos sobre-humanos, Satanás, o Diabo, e seus demônios. É verdade que muitos zombam da crença em tais pessoas espirituais. Mas Jesus Cristo não o fez. Ele conhecia pessoalmente os antecedentes de Satanás e chamou-o de “governante deste mundo”. (João 12:31) A Bíblia descreve o sistema político, global, em linguagem simbólica, como uma fera, e revela que “o dragão [Satanás] deu à fera seu poder e seu trono, e grande autoridade”. (Revelação [Apocalipse] 13:1, 2; veja Daniel 7:2-8, 12, 23-26.) E a Bíblia prediz para os nossos dias aumento do “ai da terra . . ., porque desceu a vós o Diabo”. (Revelação 12:12) Nenhuma outra coisa pode explicar satisfatoriamente o caos em que a sociedade humana foi lançada. Mas como se deu isso? Que podemos fazer para obter alívio?
A QUESTÃO DA SOBERANIA
3. O que mostra Gênesis 2:16, 17, sobre a relação correta da humanidade com Deus?
3 Os capítulos iniciais da Bíblia informam-nos de que, quando Jeová Deus criou o primeiro casal humano, Adão e Eva, e os colocou no jardim do Éden ele os instruiu sobre sua relação para com ele mesmo. Era seu Pai, seu generoso Provisor e também o Soberano Universal. Para o próprio bem deles, precisavam reconhecer que sua vida contínua dependia da obediência a Deus. — Gênesis 2:16, 17; veja Atos 17:24, 25.
4. (a) Donde surgiu Satanás? (b) Que desejo errado deixou ele desenvolver-se?
4 Naquele tempo, toda a criação era perfeita. Dessemelhantes dos animais, os anjos e os humanos tinham a faculdade do livre-arbítrio. Mas logo após a criação do homem, um dos anjos, abusando da maravilhosa capacidade de fazer decisões próprias, rebelou-se contra a soberania de Jeová. Ele se tornou assim adversário ou opositor, que é o significado literal do nome Satanás. (Veja Tiago 1:14, 15; Revelação 12:9.) Satanás, motivado pela ambição, procurou induzir o primeiro casal humano a se afastar de Jeová Deus e trazê-lo sob a sua própria influência. Via neles o potencial duma terra cheia de humanos que honrassem a ele como deus. (Veja Isaías 14:12-14; Lucas 4:5-7.) O relato sobre o que aconteceu no Éden não é mera fábula. Jesus Cristo referiu-se a isso como fato histórico. — Mateus 19:4, 5.
5. (a) Que questões foram suscitadas no Éden? (b) Quem é afetado por elas?
5 Jesus disse a respeito do Diabo: “Não permaneceu firme na verdade . . . É mentiroso e o pai da mentira.” (João 8:44) A primeira mentira registrada do Diabo foi dita a Eva, quando ele questionou a veracidade de Deus. Ele incitou à desobediência à lei de Deus e argumentou que seria proveitoso que cada um fixasse as suas próprias normas na vida. (Gênesis 3:1-5; veja Jeremias 10:23.) A soberania de Jeová foi assim questionada ali no Éden. Conforme mostrado por acontecimentos posteriores, também se questionou a integridade de todas as criaturas inteligentes para com Deus. Serviam elas a Deus por realmente o amarem, ou podiam ser induzidas a se afastar dele? (Jó 1:7-12; 2:3-5; Lucas 22:31) Tais questões afetariam a todos, no céu e na terra. Que ação adotou o Soberano Universal?
6. Por que não destruiu Jeová imediatamente os rebeldes?
6 Em vez de imediatamente destruir os rebeldes, Jeová permitiu sabiamente que decorresse certo tempo, para que as questões fossem resolvidas de uma vez para todas. Deus fez isso, não para provar algum argumento a seu próprio favor, mas para permitir que as criaturas de livre-arbítrio vissem por si mesmas os maus frutos da rebelião contra a Sua soberania, e também para dar-lhes a oportunidade de demonstrar qual era a posição pessoal delas nestas questões vitais. Uma vez resolvidas as questões, nunca mais se permitiria que alguém perturbasse a paz.
7. (a) Como tiveram início os governos humanos? (b) Que espécie de resultado apresentaram?
7 Jeová Deus, como Criador da humanidade, era também seu Governante legítimo. (Revelação 4:11) Com o tempo, porém, Satanás e seus demônios começaram a estimular nos homens não só o desejo de estabelecerem as suas próprias normas do que é bom e do que é mau, mas também de dominar seu próximo. Ninrode foi o primeiro a se arvorar em rei, governando cidades da Mesopotâmia. Ele era “poderoso caçador [tanto de animais como de homens] em oposição a Jeová”. (Gênesis 10:8-12) Desde os dias de Ninrode até o presente, já se experimentou todo tipo possível de governo humano. Mas o resultado geral, como qualquer estudante da história sabe, tem sido corrupção e derramamento de sangue.— Eclesiastes 8:9.
8. Por que se negou Jesus a ficar envolvido no sistema político do mundo?
8 Quando Jesus Cristo esteve na terra, Satanás tentou até mesmo trazer a ele sob a sua influência. Ofereceu a Jesus “todos os reinos da terra habitada” em troca dum ato de adoração. (Lucas 4:1-13) Mais tarde, o povo queria fazer de Jesus o rei, mas ele se retirou. (João 6:15) Ele sabia como era o sistema político do mundo e dava-se conta de que não era da vontade de Deus que procurasse melhorá-lo.
9. (a) Para solucionar os problemas da humanidade, o que precisa ser feito, que só o Reino de Deus pode fazer? (b) O que é este Reino?
9 Jesus demonstrou sua completa lealdade a Jeová, seu Deus e Pai. Amava o modo de proceder de seu Pai e sempre fazia as coisas que agradavam a este. (João 8:29) Sabia que as soluções dos problemas da humanidade viriam por meio do Reino de Deus, um verdadeiro governo que regeria desde o céu e que proveria a orientação justa e amorosa de que a humanidade precisa. Somente este Reino pode eliminar a influência de Satanás e seus demônios. Só ele pode unir as pessoas de todas as raças e nações numa única família global vivendo em paz. Só ele pode aliviar a humanidade da escravidão ao pecado e à morte. Só ele pode dar duradoura felicidade à humanidade. Este Reino não é algum arranjo estabelecido por políticos e abençoado pelo clero. Os verdadeiros cristãos não recorrem a armas de guerra carnal para promover os interesses deste Reino. Trata-se do governo do próprio Deus, com um perfeito Rei celestial entronizado pelo próprio Deus. Este é o Reino pregado por Jesus e em prol do qual ele ensinou que seus seguidores orassem. — Daniel 2:44; Revelação 20:1, 2; 21:3, 4.
QUE LADO ESCOLHERÁ VOCÊ?
10. (a) Qual é a grande questão com que cada um de nós se confronta? (b) Que devemos fazer a respeito?
10 A questão com que você se confronta agora é a seguinte: Reconhece que Jeová Deus, o Criador do universo, é também o legítimo Soberano, o Governante Supremo dele? Tomou tempo para aprender o propósito e os requisitos dele conforme apresentados na Bíblia? Em respeito pela posição dele e em apreço pelo Seu modo de proceder, mostra você que é amorosamente obediente a ele? — Salmo 24:1, 10; João 17:3; 1 João 5:3.
11. Por que não traz felicidade a escolha de um outro proceder?
11 Será que as pessoas que escolhem outro proceder são mais felizes? O que resultou do argumento de Satanás, de que os humanos seriam beneficiados por insistirem na sua independência em vez de escutar a Deus? A recusa de reconhecer que Deus é o dono da terra e que toda a humanidade, descendente do casal original, deve ser de irmãos tem resultado na matança de pelo menos 99 milhões de homens, mulheres e crianças em guerras só neste século. A falta da aplicação das normas de moral da Bíblia tem produzido famílias desfeitas, epidemias de doenças venéreas, o estrago da saúde pelo vício das drogas, e crimes violentos. Até mesmo aqueles que escapam de ter um fim violento se vêem confrontados com a morte, por causa do pecado herdado de Adão. Todas as evidências indicam que as pessoas apenas prejudicam a si mesmas e os que as rodeiam quando não fazem caso dos requisitos sábios e amorosos do Criador. (Romanos 5:12; veja Isaías 48:17, 18) Esta certamente não é a espécie de vida que você deseja. Poderá escolher algo muito melhor.
12. (a) Que cordial convite nos faz a Bíblia? (b) Ao passo que progressivamente aplicamos a Palavra de Deus na nossa vida, o que se passará conosco?
12 Num cordial apelo, a Bíblia faz o seguinte convite: “Saboreai e vede que Jeová é bom; feliz o varão vigoroso que se refugia nele.” (Salmo 34:8) Para fazer isso, terá de chegar a conhecer a Jeová e depois aplicar o conselho dele. Ao fazer isso, sua vida passará a ter sentido. Em vez de procurar breves momentos de prazer, que talvez o ajudem momentaneamente a esquecer os problemas, mas que depois muitas vezes resultam em mágoas, aprenderá a lidar com bom êxito com os problemas da vida e como ter alegria duradoura. (Provérbios 3:5, 6; 4:10-13; 1:30-33) Terá também a perspectiva de participar nas maravilhosas bênçãos que virão por meio do Reino de Deus. Se almeja ter tal espécie de vida, é vital que aja agora. Por quê?
TODAS AS NAÇÕES RUMAM PARA O ARMAGEDOM
13. Por que é importante tomar agora uma posição firme do lado de Jeová?
13 Jeová não tolerará para sempre homens e organizações que, quer deliberada quer indiferentemente, seguem a liderança de Satanás. Não se lhes permitirá continuarem a desconsiderar a lei de Deus, usando mal a terra e estragando a vida dos outros. Confrontam-se com um dia de ajuste de contas no que a Bíblia chama de “grande dia de Jeová”. — Sofonias 1:2, 3, 14-18.
14. A que estão sendo ajuntadas agora todas as nações?
14 Numa revelação dos acontecimentos que ocorreriam durante a parte final dos dias do atual sistema de coisas, Jesus Cristo revelou que “expressões inspiradas por demônios” iriam “aos reis de toda a terra habitada, a fim de ajuntá-los para a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Conforme esta revelação mostra, “ajuntaram-nos ao lugar que em hebraico se chama Har-Magedon [ou: Armagedom]”. Este ajuntamento está agora em progresso! — Revelação 16:14, 16; Almeida.
15, 16. (a) O que é o Armagedom? (b) Por que é necessário?
15 O Armagedom do qual a Bíblia fala não é algo que possa ser evitado por um congelamento nuclear. Não será avertido por negociações internacionais. O nome, evidentemente, deriva-se da antiga cidade de Megido, mas há muito mais envolvido do que um lugar no Oriente Médio. Instigadas pelo invisível “governante deste mundo”, todas as nações, apesar de suas diversas ideologias políticas, estão sendo ajuntadas para uma situação mundial que demonstra sua oposição a Jeová Deus. Os “reis de toda a terra habitada”, junto com todos os seus seguidores, são obrigados a tomar posição. Imediatamente antes do Armagedom, sua oposição ao Reino de Deus e a todos os que o proclamam se intensificará muito em toda a terra. Quer eles reconheçam a existência de Satanás, quer não, “o mundo inteiro jaz no poder do iníquo”, conforme diz a Palavra de Deus. O mundo inteiro, e todos os que confiam nele, sim, todos os que imitam o proceder dele, terão de desaparecer. — 1 João 5:19; 2:15-17.
16 Este mundo está cheio de corrupção, de alto a baixo. Não apenas criminosos notórios, mas também cidadãos comuns demonstram ter uma calejada falta de respeito para com a lei e uma falta de consideração para com a pessoa e a propriedade de seu próximo. Acima de tudo, negam-se a acatar aquilo que o próprio Deus diz na sua Palavra, a Bíblia. Não respeitam a soberania dele. É necessário que Deus aja para limpar o seu nome do vitupério lançado sobre ele, e que também prepare o caminho para transformar a terra num Paraíso em que os amantes da justiça possam usufruir genuína paz e segurança.
17. (a) Quão grande será a destruição? (b) Quem dirigirá o resultado?
17 Quando vier a destruição, não haverá dúvida de que ela vem de Jeová. A desolação assolará o globo terrestre. As nações saberão que Jeová está agindo, ao passo que Suas forças executores entram em ação. Com o desmoronamento da autoridade governamental, a mão de cada um se voltará contra o seu companheiro. O próprio Filho de Deus, desde os céus, dirigirá o resultado. — Revelação 6:16, 17; 19:11-13; Zacarias 14:13.
18. Quem sobreviverá?
18 Dessemelhante do resultado duma guerra nuclear travada pelos homens, esta destruição não será indiscriminada. Mas quem sobreviverá a ela? Serão todos aqueles que professam alguma espécie de religião, ou talvez todos os que afirmam ser cristãos? Jesus classificou “muitos” de tais como “obreiros do que é contra a lei”. (Mateus 7:21-23) Sobreviventes para a “nova terra” serão apenas aqueles que realmente tiverem cultivado uma relação íntima com Jeová e seu Filho régio, Cristo Jesus. Terão demonstrado pelo seu modo de vida e pelo seu testemunho a respeito do Reino que realmente ‘conhecem a Deus’ e que “obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus”. Mostra você ser tal pessoa? — 2 Tessalonicenses 1:8; João 17:3; Sofonias 2:2, 3.
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Até quando durará o atual sistema?Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 3
Até quando durará o atual sistema?
1. Que perguntas fizeram muitos de nós sobre as promessas bíblicas?
É SOMENTE natural que queiramos saber quanto tempo levará até que se dêem os acontecimentos que são tão vividamente descritos na Bíblia e que culminam no Armagedom. Quando é que será destruído o atual sistema iníquo? Estaremos vivos para ver a terra tornar-se um lugar em que os amantes da justiça possam usufruir plena paz e segurança?
2. (a) Que pergunta similar fizeram os apóstolos de Jesus? (b) Sabemos com exatidão quando terminará o atual sistema iníquo? (c) Mas que informação muito útil forneceu Jesus?
2 Jesus Cristo forneceu notáveis pormenores que respondem a essas perguntas. Fez isso quando seus apóstolos perguntaram: “Qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” Jesus disse claramente a respeito da própria destruição do atual sistema iníquo: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai.” (Mateus 24:3, 36) Todavia, descreveu em consideráveis pormenores a geração que veria a “terminação [em grego: syn·té·lei·a] do sistema de coisas”, o período de tempo que leva ao “fim [em grego: té·los]”. Leia-o você mesmo na sua Bíblia, em Mateus 24:3 a 25:46, também nos relatos paralelos em Marcos 13:4-37 e Lucas 21:7-36.
3. Como sabemos que a resposta de Jesus não descreveu apenas acontecimentos do primeiro século?
3 Ao ler esses relatos, dar-se-á conta de que Jesus, apenas em parte, descreveu os acontecimentos até o tempo da destruição de Jerusalém e seu templo em 70 EC, e a própria destruição. É evidente que ele pensava também em algo de muito maior alcance. Por quê? Porque em Mateus 24:21 ele fala sobre uma “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo.” Isso requer muito mais do que apenas a destruição de uma única cidade e do povo encurralado nela. E em Lucas 21:31 se diz que os acontecimentos descritos ali apontam para a vinda do há muito aguardado “reino de Deus.” Qual é o notável “sinal” que Jesus mandou aguardar?
UM SINAL COMPOSTO
4. Qual é “o sinal” que Jesus deu?
4 Ele predisse guerras, escassez de víveres, amplas pestilências, grandes terremotos, e um espírito desamoroso numa época de crescente violação da lei, mas nenhuma dessas coisas por si só é “o sinal”. Todos os preditos aspectos precisam cumprir-se durante a vida de uma só geração, para o quadro ficar completo. Eles incluiriam também “angústia de nações, não sabendo o que fazer . . . os homens ficando desalentados de temor” por causa dos acontecimentos ocorridos nos céus acima e nos mares em volta deles. (Lucas 21:10, 11, 25-32; Mateus 24:12; veja 2 Timóteo 3:1-5.) Em contraste com tudo isso, mas ainda parte do sinal, Jesus predisse uma pregação global das boas novas do Reino de Deus, apesar de perseguição internacional movida a seus seguidores. (Marcos 13:9-13) Enquadra-se esta descrição composta especificamente no tempo em que vivemos agora?
5. O que tornaria esses acontecimentos mais do que apenas uma repetição da história?
5 Zombadores talvez escarneçam disso, dizendo que repetidas vezes houve guerras, fomes, terremotos, e assim por diante, na história humana. Mas esses acontecimentos assumem um significado especial quando todos surgem juntos, não apenas em alguns lugares isolados, mas em escala global, durante um prolongado período que começa com um ano predito com muita antecedência.
6, 7. Que acontecimentos e condições do século 20 ajustam-se definitivamente a esse sinal composto? (Na resposta, use a sua Bíblia e mostre de que partes da profecia de Jesus você está falando.)
6 Considere os seguintes fatos: A guerra que irrompeu em 1914 era de proporções tais, que veio a ser conhecida como a primeira guerra mundial, e nunca mais voltou a paz à terra desde então. Após a Primeira Guerra Mundial houve uma das maiores fomes que a humanidade já sofreu, e mesmo hoje há uns 40 milhões de pessoas morrendo cada ano por escassez de alimentos. A gripe espanhola de 1918 ceifou vidas numa proporção sem paralelo na história das doenças, e, apesar das pesquisas científicas, dezenas de milhões de pessoas sofrem mesmo agora de câncer, doenças cardíacas, repugnantes doenças venéreas, malária, esquistossomose e oncocercíase (‘cegueira do rio’). A freqüência dos grandes terremotos tornou-se cerca de 20 vezes maior do que era em média durante os mil anos antes de 1914. O medo e a angústia em escala global afligem pessoas de todas as idades. Entre os motivos disso estão a conturbação econômica, o crime violento e a ameaça de aniquilamento numa guerra nuclear, com armas lançadas de submarinos ou descendo velozmente do céu — algo que não era possível antes do século 20.
7 No meio de tudo isso faz-se uma extraordinária proclamação mundial das boas novas do Reino de Deus, conforme Jesus predisse. As Testemunhas de Jeová, em mais de 200 terras e ilhas dos mares, devotam por ano centenas de milhões de horas, sem cobrar nada, a ajudar pessoas de todas as rodas da vida a entender o significado desses acontecimentos mundiais à luz da Palavra de Deus. Com empenho sério, as Testemunhas indicam às pessoas o caminho para a sobrevivência à “grande tribulação”, como súditos do Reino de Deus. E as Testemunhas fazem isso apesar de que, conforme observou certa reportagem canadense, “talvez sofram mais perseguição por menos agravos do que qualquer outro grupo religioso no mundo”.
8. Que período de tempo também estava incluído nesta profecia?
8 Também temos de tomar em consideração que Jesus, como parte de sua profecia, indicou a expiração dum período específico de tempo, dizendo: “Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” (Lucas 21:24) Já terminaram esses “tempos designados”?
“OS TEMPOS DESIGNADOS DAS NAÇÕES”
9. (a) Qual é a “Jerusalém” que foi “pisada” pelas nações? (b) Quando começou este ‘pisar’?
9 Para avaliar a reposta, temos de entender o significado da própria Jerusalém. A cidade com sua residência real no monte Sião era chamada de “vila do grandioso Rei . . . cidade de Jeová”. (Salmo 48:2, 8; Mateus 5:34, 35) Dizia-se que os reis da casa real de Davi se sentavam “no trono de Jeová”. Jerusalém, portanto, era o símbolo visível de que Jeová exercia domínio na terra. (1 Crônicas 29:23) Assim, quando Deus permitiu que os exércitos babilônicos destruíssem Jerusalém, levando seu Rei ao exílio e deixando a terra desolada, eles estavam pisando o Reino de Deus conforme administrado por um descendente régio do Rei Davi. Quando isso aconteceu, em 607 AEC, marcou o início dos “tempos designados das nações [gentias]”. Nunca mais, desde então, reinou um descendente de Davi em Jerusalém.
10. (a) O que significaria o fim do ‘pisar’? (b) De que “Jerusalém” governaria Jesus então, e por quê?
10 Então, o que significaria o fim de se ‘pisar Jerusalém’? Significaria que Jeová novamente entronizou um Rei de sua própria escolha, um descendente de Davi, agora para exercer autoridade, não apenas entre os judeus, mas nos assuntos da humanidade como um todo. Este é o Senhor Jesus Cristo. (Lucas 1:30-33) Mas de onde é que governaria? Seria da cidade terrestre de Jerusalém? Jesus declarou explicitamente que os privilégios relacionados com o Reino de Deus seriam tirados do Israel carnal. (Mateus 21:43; veja também 23:37, 38.) Depois disso, os adoradores do verdadeiro Deus olhariam para a “Jerusalém de cima”, a organização celestial de Deus de criaturas espirituais, leais, como sua mãe. (Gálatas 4:26) É nesta Jerusalém celestial que Jesus seria entronizado, para exercer autoridade governante para com a terra. (Salmo 110:1, 2) Isso ocorreria no fim dos “tempos designados das nações”. Quando seria isso?
11, e tabela (su página 27). (a) Como se calcula a expiração dos “tempos designados”? (b) Portanto, o que começou ao terminarem estes “tempos designados”? (c) Como encaram os historiadores o ano de 1914? (su Página 29)
11 Já se sabia com décadas de antecedência que isso ocorreria em 1914, no fim do cumprimento maior dos “sete tempos” de Daniel 4:10-17.a Mas o pleno entendimento de seu significado surgiu gradualmente durante os anos que se seguiram a isso. Os estudantes da Bíblia viram desenrolar-se progressivamente diante de seus olhos pormenores do sinal composto que Jesus disse indicariam a sua presença celestial no poder do Reino. Tornou-se evidente que, de fato, tinham entrado na “terminação do sistema de coisas”, que Cristo havia começado a governar como Rei em 1914 e que o fim deste mundo iníquo viria dentro da geração que presenciou o início dessas coisas.
QUÃO VÁLIDAS SÃO AS SUAS EXPECTATIVAS?
12. Que expectativas erradas dificultam a alguns aceitar esta conclusão? (Mateus 24:26, 27; João 14:3, 19)
12 Alguns dos que se apercebem desses fatos em cumprimento da profecia de Jesus acham difícil aceitar a conclusão para a qual apontam. Por quê? Porque esperam outra coisa. Foram ensinados que a segunda vinda de Cristo seria visível e resultaria na conversão em massa da humanidade. No primeiro século, também os judeus tinham expectativas que não se concretizaram. Esperavam que a vinda do Messias ocorresse com uma demonstração de poder, que os libertasse de Roma. Por se apegarem às suas expectativas erradas, rejeitaram o próprio Filho de Deus. Quão imprudente seria repetir esse erro na época em que Cristo está presente no poder do Reino! Quanto melhor é verificar o que as próprias Escrituras dizem!
13. Que acontecimentos associa a própria Bíblia com a presença de Cristo?
13 A Bíblia mostra que Cristo começaria a governar no meio dos seus inimigos. (Salmo 110:1, 2) Ela fala sobre a expulsão de Satanás e de seus demônios desde o céu para a vizinhança da terra, depois de Cristo receber a autoridade do Reino; de modo que haveria um período de crescentes ais para a terra. (Revelação [Apocalipse] 12:7-12) Durante esse tempo haveria uma intensificada pregação da mensagem do Reino, para dar às pessoas a oportunidade de agir, visando a sobrevivência. (Mateus 24:14; Revelação 12:17) Mas resultaria isso na conversão do mundo? Ao contrário, a Bíblia mostra que se seguiria a isso uma destruição sem paralelo na história humana. Embora os humanos nunca vejam com seus olhos literais o glorificado Jesus Cristo, todos os que não aceitarem voluntariamente os fatos a respeito da presença régia de Cristo serão obrigados a ‘ver’ que é ele quem, conforme predito, lhes causa a destruição. — Revelação 1:7; Mateus 24:30; veja 1 Timóteo 6:15, 16; João 14:19.
14, 15. Por que é que a passagem de anos desde 1914 não é motivo de duvidarmos de que estamos realmente nos “últimos dias”?
14 Mas não indica já a passagem de 70 anos desde 1914 que talvez haja alguma dúvida sobre se realmente estamos nos “últimos dias” desde aquele ano e se está próxima a vinda de Cristo como executor? De modo algum! Jesus disse a respeito daqueles que veriam o cumprimento do “sinal” desde o seu início, a partir de 1914: “Deveras, eu vos digo que esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas aconteçam.” (Marcos 13:30) Membros desta geração ainda estão presentes, embora seu número decline rapidamente.
15 É verdade que as estatísticas indicam que a expectativa média de vida, em sentido global, é agora apenas de 60 anos, mas há milhões de pessoas que ultrapassam esta idade. Segundo as estatísticas disponíveis, viviam em 1980 ainda aproximadamente 250.000.000 de pessoas que estavam vivas em 1914. Esta geração ainda não desapareceu. É de interesse notar, porém, que entre os nascidos em 1900, ou antes, os algarismos publicados pelas Nações Unidas indicam que se calcula que apenas uns 35.316.000 ainda viviam em 1980. De modo que diminui rapidamente o número ao passo que as pessoas atingem seus setenta e oitenta anos. Esses fatos, quando considerados junto com todos os pormenores do sinal profético de Jesus, indicam fortemente que o fim está próximo. — Lucas 21:28.
16. Portanto, qual deve ser a nossa atitude?
16 Agora não é tempo para ficar apático. É tempo de agir com urgência! Conforme Jesus acautelou seus discípulos: “Mostrai-vos prontos, porque o Filho do homem [Jesus Cristo] vem numa hora em que não pensais.” — Mateus 24:44.
[Nota(s) de rodapé]
a Para maiores pormenores, veja o livro “Venha o Teu Reino”, páginas 127-140, 186-190.
[Quadro na página 29]
Como os Historiadores Encaram 1914
Por bons motivos, a guerra que começou em 1914 tem sido chamada de Grande Guerra e de Primeira Guerra Mundial. Nunca antes se travou uma guerra tão devastadora assim. As guerras desde então apenas deram prosseguimento àquilo que começou em 1914. Considere os seguintes comentários sobre os efeitos daquele ano momentoso:
● “A guerra não somente mudou o mapa da Europa e iniciou revoluções que destruíram três impérios mas os seus efeitos diretos e indiretos foram muito além disso, em quase todos os campos. Após a guerra, tanto políticos como outros tentaram reduzir ou impedir a evolução e trazer as coisas novamente de volta ao ‘normal’, para o mundo ser como antes de 1914. Mas isso era impossível. O terremoto havia sido tão violento e tão prolongado, que o velho mundo havia sido demolido até os alicerces. Não havia ninguém que pudesse reconstruí-lo do modo como havia sido antes, com seus sistemas sociais, seu mundo de idéias e seus princípios de moral.
“. . . Nem era de somenos importância a mudança de valores que havia ocorrido e que havia dado margem a um padrão completamente novo de valores em muitos campos. . . . Não eram somente os soldados no front que haviam ficado brutalizados e descuidados com a propriedade do seu próximo. Não somente foram destroçados muitas ilusões, muitos preconceitos e muitos valores falsos, mas também muitas normas tradicionais quanto à vida e ao comportamento social. Os valores estavam mudando, tudo parecia à deriva, como se as coisas não tivessem mais raízes profundas — assim se deu com o sistema financeiro, bem como com a moralidade sexual, com os princípios políticos e as leis da arte. . . .
“A insegurança fundamental que caracterizava aquele tempo era especialmente notável no campo econômico. Ali, a guerra havia destruído brutalmente um sistema complexo, flexível e bem-equilibrado, com leis estritas e valores constantes. . . . Tampouco neste campo era possível voltar ao ‘normal’.” — “Världshistoria — Folkens liv och Kultur” (Estocolmo; 1958), Vol. VII, páginas 421, 422.
● “Já se passou meio século, mas a marca que a tragédia da Grande Guerra deixou na corpo e na alma das nações não desapareceu . . . A magnitude física e moral desta experiência penosa era tal, que nada ficou o mesmo que antes. A sociedade na sua inteireza: sistemas de governo, fronteiras nacionais, leis, forças armadas, relações entre estados, mas também ideologias, vida militar, fortunas, posições, relações pessoais — tudo foi mudado de alto a baixo. . . . A humanidade finalmente perdeu seu equilíbrio, nunca mais o recuperando, até o dia de hoje.” — General Charles de Gaulle, falando em 1968 (“Le Monde”, 12 de novembro de 1968)
● “Desde 1914, todos os que estão cônscios das tendências do mundo estão profundamente preocupados com o que está parecendo uma marcha fadada e predeterminada em direção a uma calamidade cada vez maior. Muitas pessoas ponderadas passaram a achar que nada pode ser feito para impedir o mergulho na ruína. Elas vêem a raça humana, igual ao herói duma tragédia grega, impelida por deuses irados e não mais dona do destino’’ — Bertrand Russell, ‘‘Times Magazine” de Nova Iorque, 27 de setembro de 1953.
● “Em retrospecto, do ponto de vista do presente, vemos hoje claramente que o irrompimento da Primeira Guerra Mundial introduziu o ‘Tempo de Tribulação’ do século vinte — no termo expressivo usado pelo historiador britânico Arnold Toynbee — do qual nossa civilização de modo algum conseguiu sair. Direta ou indiretamente, todas as convulsões do último meio século remontam a 1914.” — “The Fall of the Dynasties: The Collapse of the Old Order” Nova Iorque; 1963), de Edmond Taylor, página 16.
Mas o que é responsável por tal mudança de situação, que abala o mundo? Só a Bíblia fornece uma explicação satisfatória.
[Tabela na página 27]
1914 — Ano Marcado Pela Cronologia Bíblica e Pelos Acontecimentos Mundiais
Cronologia
● A Bíblia predisse um período de “sete tempos”, após o qual Deus entregaria o governo mundial ao escolhido por ele. (Daniel 4:3-17)
● “Sete tempos” = 2.520 anos. (Veja Revelação 11:2, 3; 12:6, 14; Ezequiel 4:6.)
● Começo dos “sete tempos”: 607 AEC. (Ezequiel 21:25-27; Lucas 21:24)
● Fim dos “sete tempos”: 1914 EC. Jesus Cristo foi então entronizado no céu, começou a reinar no meio dos seus inimigos. (Salmo 110:1, 2) Satanás foi expulso do céu; ai da humanidade. (Revelação 12:7-12) Início dos últimos dias. (2 Timóteo 3:1-5)
Eventos Preditos Que Marcam os Últimos Dias
● Guerra. (A primeira guerra mundial começou em 1914; a paz realmente nunca mais voltou.)
● Fome. (Agora ceifa uns 40 milhões de vidas por ano.)
● Doenças epidêmicas. (Apesar dos avanços da pesquisa científica.)
● Terremotos. (Em média, cerca de 25 vezes mais terremotos grandes desde 1914.)
● Medo (do crime, do colapso econômico, do aniquilamento nuclear).
O atual mundo iníquo será destruído por Deus antes de passar a geração que presenciou 1914. (Mateus 24:3-34; Lucas 21:7-32)
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A espécie de vida que aguarda os sobreviventesSobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 4
A espécie de vida que aguarda os sobreviventes
1. Por que é que o vindouro “dia de Jeová” não deixará a terra em ruína total? (Isaías 45:18)
ATEMORIZANTE como seja o vindouro “dia de Jeová”, não deixará a terra arruinada sem poder ser habitada. Seus efeitos não serão iguais ao dum holocausto nuclear, a respeito do qual se teme que lance a ecologia num caos e faça os sobreviventes sofrer horríveis efeitos da radiação. Em vez de ele estragar a terra para não ser habitável pelos homens, o Criador vai “arruinar os que arruínam a terra”. — Joel 2:30, 31; Revelação (Apocalipse) 11:18.
2. O que nos dá confiança em que Jeová libertará os fiéis durante a grande tribulação?
2 Não há a mínima dúvida na mente dos servos fiéis de Jeová de que ele pode livrá-los, apesar das forças destrutivas que então desencadeará em volta deles. Sabem que, quando as moralmente corruptas Sodoma e Gomorra foram destruídas por ‘enxofre e fogo caindo do céu’, anjos de Jeová livraram Ló e suas duas filhas. (Gênesis 19:15-17, 24-26) Apercebem-se também de que, quando os primogênitos de todo o Egito foram destruídos nos dias de Moisés, o anjo de execução enviado por Jeová passou por alto as casas dos israelitas, as casas marcadas com o sangue do cordeiro pascoal. (Êxodo 12:21-29) Do mesmo modo, quando a fúria destrutiva da grande tribulação irromper, Jeová livrará aqueles que fizeram dele seu refúgio. — Salmo 91:1, 2, 14-16; Isaías 26:20.
3. Por que é que o vasto número de cadáveres não porá em perigo a saúde dos sobreviventes?
3 É verdade que, em resultado da grande destruição, a terra ficará cheia dos mortos por Jeová. Mas não há ninguém melhor do que Deus para saber o que é necessário para resguardar a saúde dos sobreviventes. Ele nos diz que convidará as aves do céu e os animais do campo para a sua “grande refeição noturna”, e que estes se saciarão da carne dos que forem mortos. (Revelação 19:17, 18; Ezequiel 39:17-20) Aquilo que eles não consumirem ele poderá eliminar de outra maneira. O propósito de Deus para com a terra, conforme declarado no Éden prosseguirá então para o seu cumprimento.
O QUE O PROPÓSITO ORIGINAL DE DEUS REVELA
4. Que espécie de início deu Jeová ao primeiro casal humano, e por que é isso de interesse especial para nós?
4 Um indício do que o futuro reserva para os sobreviventes da grande tribulação é encontrado na espécie de início que Jeová deu à família humana no Éden. Ao preparar a terra para ser habitada pela humanidade, o Criador produziu abundante vegetação, também peixes, aves e animais terrestres em deleitosa variedade. “Jeová Deus plantou um jardim no Éden, do lado do oriente, e ali pôs o homem que havia formado.” (Gênesis 2:8) Mas Deus não fez de toda a terra um paraíso, mantendo-a então como parque para o homem. Antes, Jeová deu ao primeiro casal humano um maravilhoso início, concedendo-lhes a sua bênção e dando-lhes uma tarefa. Apresentou-lhes projetos que os habilitariam a usar plenamente suas faculdades e tirar satisfação de suas realizações. Isto daria significado à sua vida. Quão fascinante era a tarefa deles: criar filhos para refletirem qualidades piedosas, ampliar o Paraíso até os confins da terra e cuidar dele, junto com sua abundante vida animal! Se Adão e Eva continuassem a respeitar a soberania de Jeová, nunca morreriam. Usufruiriam para sempre a vida perfeita na terra. — Gênesis 1:26-28; 2:16, 17.
5. Portanto, que perspectivas terão os sobreviventes da grande tribulação?
5 Naturalmente, as condições existentes na terra logo após a grande tribulação não serão iguais às do Éden. Mas o propósito original de Deus para com a terra e a humanidade continua inalterado. O Paraíso deve envolver o globo inteiro, a humanidade será seu guardião e todos estarão unidos na adoração do verdadeiro Deus. Terão diante de si a oportunidade de viver para sempre, usufruindo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. — Lucas 23:42, 43; Revelação 21:3, 4; Romanos 8:20, 21.
6. (a) O que acontecerá com o equipamento militar? (b) Por que ninguém jamais terá de passar fome?
6 No começo, as ruínas do velho sistema, sem dúvida, precisarão ser removidas. O equipamento militar que remanescer será convertido para usos pacíficos. (Ezequiel 39:8-10; veja Miquéias 4:3.) As safras ainda existentes nos campos, sem dúvida, serão colhidas para sustentar os sobreviventes. Daí, ao passo que se semear e se colher novas safras, cumprir-se-á a promessa: “A própria terra dará certamente a sua produção; Deus, nosso Deus, nos abençoará.” (Salmo 67:6; veja Deuteronômio 28:8.) Com o desaparecimento dos elementos egoístas e divisórios do velho sistema, nunca mais se verá alguém obrigado a deitar-se à noite com fome. — Salmo 72:16.
7. Como são a sabedoria e o amor do próprio Deus refletidos na escolha que Jeová fez do novo Rei da terra?
7 Será um mundo constituído por pessoas que reconhecem a importância de ter a orientação e a bênção de Jeová. E estas serão providas dum modo que reflita a sabedoria e o amor do próprio Deus. Aquele a quem Jeová tem designado como novo Rei da terra é seu próprio Filho, Jesus Cristo. A Bíblia revela que, por meio dele, Deus criou a terra e todas as diversas espécies de vida sobre ela. (Colossenses 1:15-17) O Filho de Deus compreende cabalmente o que se requer para a perpetuação da vida na terra e ele se agrada especialmente das coisas pertinentes à humanidade. — Provérbios 8:30, 31.
8. Que reação à soberania de Jeová ajudará Cristo seus súditos terrestres a cultivar?
8 Acima de tudo, o Filho defende realmente a soberania de Jeová. Predisse-se a respeito de Jesus: “Sobre ele terá de pousar o espírito de Jeová, o espírito de sabedoria e de compreensão, o espírito de conselho e de potência, o espírito de conhecimento e do temor de Jeová; e deleitar-se-á no temor de Jeová.” (Isaías 11:2, 3) Ele ajudará seus súditos terrestres a ter deleite similar em harmonizarem sua vida com os modos de Jeová. Sob o reinado dele, os sobreviventes da grande tribulação terão restabelecida a espécie de vida que Deus intencionou que a humanidade tivesse, quando nossos primeiros pais receberam o Éden como seu lar.
O QUE O MINISTÉRIO DE JESUS REVELA
9. (a) Quais são alguns dos efeitos penosos do pecado herdado? (b) Que esperança oferecem os milagres de Jesus?
9 Para usufruirmos esta espécie de vida, porém, teremos de ser aliviados dos penosos efeitos do pecado. Todos nós herdamos o pecado de Adão, que perdeu sua perfeição quando mostrou uma indisciplinada desconsideração para com a soberania de Jeová. O resultado do pecado é evidente de diversas maneiras. Pode dar margem a doenças, defeitos físicos, também a tendência de pensar, dizer e fazer coisas com motivação errada. Por fim, resulta na morte. (Romanos 5:12; 6:23) Jesus, durante seu ministério terrestre, realizou muitos milagres que demonstraram o que ele fará para dar alívio aos que são súditos do Reino de Deus.
10. Por que não é desarrazoável que Jesus pudesse realizar milagres que os cientistas não podem duplicar?
10 Mas alguns, quando lêem as emocionantes narrativas bíblicas dos milagres de Jesus, expressam dúvidas. Por quê? Porque vivemos num mundo em que o cepticismo se tornou popular. Os cépticos talvez achem que, para se poder crer em milagres, os cientistas deveriam hoje ser capazes de repeti-los ou explicá-los. Mas, por que é que os cientistas ainda devotam muito tempo e grandes somas às pesquisas? Porque há muita coisa que eles não entendem. O que está realmente em questão na nossa atitude para com o ministério de Jesus é a disposição de admitir uma intervenção divina nos assuntos humanos.
11. Que expressões se usam em Atos 2:22 para descrever os milagres de Jesus, e o que indicam essas?
11 O apóstolo Pedro, falando a uma multidão em Jerusalém, em 33 EC, chamou Jesus de “homem publicamente mostrado a vós por Deus, por intermédio de poderosas obras, e portentos, e sinais, que Deus fez por intermédio dele”. (Atos 2:22) Conforme Pedro indicou ali, os milagres eram “poderosas obras”, não atos que outros homens pudessem duplicar ou explicar, mas evidência de que o poder de Deus operava por meio de Jesus. Eram “sinais” de que ele era realmente o Messias, o Filho do próprio Deus. Eram também “portentos”, ocorrências que apontavam para animadores eventos futuros.
12. (a) Por que acha animadoras as narrativas sobre a purificação de pessoas que tinham lepra? (b) O que era especialmente digno de nota em Jesus curar um paralítico?
12 Leia os relatos dos Evangelhos da Bíblia, e, ao fazer isso, lembre-se de que os milagres realizados por Jesus fornecem uma previsão do que ele fará para a humanidade que viverá na terra sob o Reino messiânico de Deus. Será uma época em que pessoas com doenças desfigurantes tais como a lepra serão saradas — assim como Jesus sarou dez leprosos enquanto em caminho para Jerusalém, no ano 33 EC. Demonstrou que pode ajudar pessoas assim e que realmente quer fazer isso. (Lucas 17:11-19; Marcos 1:40-42) Muitos têm sido vítimas da paralisia. Para tais também haverá cura — assim como houve para um paralítico acamado a quem Jesus curou, associando isso com o perdão de pecados humanos. — Marcos 2:1-12.
13. Fale sobre um dos milagres de Jesus, que apresenta esperança para (a) os cegos, (b) os surdos ou os com defeitos de fala, (c) os que já foram tratados por muitos médicos sem obterem alívio. (d) Como sabe que Jesus será capaz de curar toda espécie de doenças e enfermidades?
13 Abrir-se-ão os olhos cegos, destapar-se-ão os ouvidos surdos e os com defeitos da língua terão sua língua liberada — assim como Jesus fez para pessoas na Galiléia e em Decápolis, no primeiro século. (Mateus 9:27-30; Marcos 7:31-37) Para muitos hoje, os médicos não oferecem cura. Esta era a situação duma mulher em Cafarnaum, que “tinha sido submetida a muitas dores, por muitos médicos, e tinha gasto todos os seus recursos, sem ter sido beneficiada.” Mas Jesus a curou, e ele fará o mesmo para muitos outros semelhantes a ela. (Marcos 5:25-29) O câncer, as doenças cardíacas, a malária, a esquistossomose — nada disso será difícil demais, conforme ele demonstrou quando curou “toda sorte de moléstias e toda sorte de padecimentos” durante o seu ministério na Galiléia. — Mateus 9:35.
14. Como indicam os relatos sobre Jesus ressuscitar mortos o que a ressurreição significará para os sobreviventes?
14 Este será também o tempo em que haverá uma oportunidade para os mortos — não para os destruídos por Deus na grande tribulação, mas para bilhões de outros, que morreram no decorrer dos séculos — viverem novamente, e isso com perspectivas que nunca antes tiveram. Que significará isso para os sobreviventes? Perto da aldeia de Naim, Jesus secou as lágrimas de dor duma mãe enviuvada por devolver a vida ao único filho dela. Em Cafarnaum, ele causou grande êxtase aos pais duma mocinha quando despertou a filha deles dentre os mortos. (Lucas 7:11-16; Marcos 5:35-42) Gostaria de estar presente quando seus entes queridos retornarem dos mortos? Esta será a emoção dos que sobreviverem para a “nova terra”.
15. (a) Como indicam os ensinos de Jesus que espécie de pessoas viverão na terra naquele tempo? (b) Como podemos ter agora um antegosto dessa espécie de vida?
15 A vida não será então uma repetição da mágoa e do pesar que tantas vezes acabrunham agora as pessoas. Isto não é só demonstrado pelos milagres de Jesus, mas também pelos seus ensinos, porque somente aqueles que forem realmente seus discípulos sobreviverão para a “nova terra”. (João 3:36) Ensinou aos seus seguidores a pôr valores espirituais à frente dos empenhos materiais, a confiar em Jeová, a recorrer a Ele em busca de orientação, e a mostrar apreço pelas bênçãos de Jeová. Jesus, por palavra e por exemplo, salientou a importância do amor e da humildade, importando-se muito com os outros e dando de si a favor deles. Aqueles que se tornam discípulos de Cristo e que realmente aplicam esses princípios encontram desde já grande refrigério para a sua alma, e, por sua vez, dão refrigério a outros. (Mateus 11:28, 29; João 13:34, 35) Este é apenas o antegosto da espécie de vida que será usufruída por aqueles que ainda estiverem vivos quando o atual mundo desamoroso tiver desaparecido. Se agir sabiamente agora, poderá ter tal vida.
[Foto na página 33]
O PROPÓSITO ORIGINAL DE DEUS PARA COM A HUMANIDADE
Encher a terra com humanos que refletissem qualidades piedosas.
Estender o paraíso sobre toda a terra, e cuidar dela e de sua vida animal.
Usufruir a vida na terra para sempre.
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Previsões fidedignas do futuro da humanidadeSobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 5
Previsões fidedignas do futuro da humanidade
1. Por que mostra a profecia bíblica ser sempre exata?
TEMOS motivos sólidos para ter confiança no que a Bíblia nos diz a respeito do futuro Suas profecias não se baseiam em palpites de homens que estudaram tendências e então fizeram predições. “Nenhuma profecia da Escritura procede de qualquer interpretação particular. Porque a profecia nunca foi produzida pela vontade do homem, mas os homens falaram da parte de Deus conforme eram movidos por espírito santo.” (2 Pedro 1:20, 21) Por causa disso, a profecia bíblica tem-se mostrado exata em todos os pormenores.
2. Cite exemplos de profecias sobre assuntos mundiais.
2 Ela predisse a ascensão e a queda de impérios mundiais por nome: Babilônia, Medo-Pérsia e Grécia. Anunciou com quase dois séculos de antecedência como Babilônia cairia e o nome de seu conquistador. Isto foi cumprido em pormenores. Ela predisse que a cidade de Babilônia finalmente se tornaria um ermo desolado, para nunca mais ser habitada. Esta condição continua até os nossos dias. (Daniel 8:3-8, 20-22; Isaías 44:27 a 45:2; 13:1, 17-20) Outras nações não mencionadas por nome na Bíblia foram descritas de antemão em tais pormenores, que pessoas bem informadas podem facilmente identificá-las.
3. Há profecias que não são declaradas na forma de predições?
3 Deve-se reconhecer, porém, que há mais de uma espécie de informação profética na Bíblia. Já observamos isso relacionado com os milagres de Jesus, que serviam de portentos do que aguarda a humanidade sob o Reino de Deus. Outras partes das Escrituras, que talvez não usem de linguagem que pareça uma predição, também contêm elementos proféticos.
MODELOS PROFÉTICOS FASCINANTES
4. Como se nos alerta ao significado profético da Lei mosaica?
4 O livro bíblico de Hebreus, por exemplo, abre os nossos olhos para o significado profético de assuntos que o leitor casual talvez encare como simples história. Revela que “a Lei [mosaica] tem uma sombra das boas coisas vindouras”. — Hebreus 10:1.
5. O que ilustra que objetos podem tipificar algo maior?
5 Ocasionalmente, usaram-se objetos para criar modelos proféticos. Por exemplo, com respeito à tenda sagrada, ou tabernáculo, construída por Moisés sob a orientação de Jeová, junto com os serviços prestados nela, o escritor divinamente inspirado de Hebreus explica que era uma “representação típica e . . . sombra das coisas celestiais”. Retratava o grande templo espiritual de Jeová, cujo Santíssimo está nos céus. Assim, “quando Cristo veio como sumo sacerdote das boas coisas que se realizaram por intermédio da tenda maior e mais perfeita, não feita por mãos, isto é, não desta criação, ele entrou no lugar santo, não, não com o sangue de bodes e de novilhos, mas com o seu próprio sangue, de uma vez para sempre, e obteve para nós um livramento eterno . . . Cristo entrou, não num lugar santo feito por mãos, que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. (Hebreus 8:1-5; 9:1-14, 24-28) Os cristãos derivam grandes benefícios das realidades espirituais descritas ali, e o apreço por elas deve refletir-se em nosso modo de vida. — Hebreus 9:14; 10:19-29; 13:11-16.
6. Que significado profético se atribui a pessoas em (a) Gálatas 4:21-31, e em (b) Mateus 17:10-13?
6 Pessoas mencionadas nas Escrituras também servem de tipos proféticos. Em Gálatas 4:21-31 explica-se um exemplo pormenorizado disso no caso da esposa de Abraão, Sara (de quem se diz que corresponde à “Jerusalém de cima”), e da serva Agar (identificada como a “Jerusalém atual”, terrestre) e seus filhos. Em outro caso, Jesus ajudou seus discípulos a perceber que o profeta Elias tinha seu equivalente em João Batista, o qual, assim como Elias, fora destemido em expor práticas religiosas hipócritas. — Mateus 17:10-13.
7. Em que sentido foi Jesus Cristo prefigurado por (a) Salomão, e por (b) Melquisedeque?
7 Salomão, famoso pela sua sabedoria e pela prosperidade e paz de seu reinado, prefigurou aptamente a Jesus Cristo. (1 Reis 3:28; 4:25; Lucas 11:31; Colossenses 2:3) Embora a narrativa de Gênesis, a respeito do encontro de Abraão com Melquisedeque, seja muito breve, o Salmo 110:1-4 indica que este também está cheio de significado, porque o Messias tornar-se-ia “sacerdote por tempo indefinido à maneira de Melquisedeque”, quer dizer, ele receberia seu sacerdócio por designação direta por Deus, não por causa da família em que nasceu. Mais tarde, a carta aos Hebreus estende-se mais sobre isso e associa o apreço de tais verdades com a madureza cristã, uma qualidade importante da parte dos que procuram agradar a Deus. — Hebreus 5:10-14; 7:1-17.
8. (a) Que exemplo mostra que experiências na vida podem ser proféticas? (b) Tem cada aspecto de tais experiências necessariamente um paralelo no cumprimento?
8 É evidente que os paralelos proféticos envolvem mais do que apenas o cargo ou a posição de pessoas. Incluem também suas experiências na vida. Em certa ocasião, quando os líderes religiosos judaicos demonstraram sua descrença, Jesus disse-lhes: “Uma geração iníqua e adúltera persiste em buscar um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal de Jonas, o profeta. Porque, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do enorme peixe, assim estará também o Filho do homem três dias e três noites no coração da terra.” (Mateus 12:38-40; Jonas 1:17; 2:10) No entanto, Jesus não disse que tudo na vida de Jonas prefigurava algo que se passaria com ele mesmo. Quando Jesus recebeu uma tarefa da parte de Jeová, ele não fugiu, assim como Jonas tentara fugir para Társis. Mas, conforme Jesus indicou, o que se deu com Jonas no ventre do grande peixe foi incluído no registro bíblico por servir para prover pormenores proféticos sobre a própria morte e ressurreição de Jesus. — Mateus 16:4, 21.
9. (a) Que aspectos proféticos salientou Jesus com respeito a dois períodos da história? (b) Que outros pormenores significativos mencionou Pedro sob inspiração?
9 Certos períodos da história também fornecem previsões proféticas que são de interesse especial para nós. Falando sobre o tempo que levaria à sua própria revelação no poder do Reino, Jesus traçou um paralelo com outras duas ocasiões em que o julgamento divino foi executado nos iníquos. Ele falou sobre os “dias de Noé” e os “dias de Ló” como significativos, destacando especialmente a preocupação das pessoas de então com os assuntos cotidianos da vida. Exorta-nos a agir prontamente e a não olhar para trás com anseio pelas coisas deixadas atrás, assim como fizera a mulher de Ló. (Lucas 17:26-32) Na segunda carta inspirada do apóstolo Pedro mencionam-se outros pormenores significativos: a desobediência dos anjos antes do Dilúvio, a atividade de pregação de Noé, a aflição que Ló sentia por causa dos prazeres ilícitos a que se entregavam as pessoas de Sodoma, o fato de que Deus, por decepar os iníquos no Seu tempo devido, estabeleceu um modelo para as coisas futuras, e a evidência de que Deus pode libertar e sem falta libertará seus servos fiéis. — 2 Pedro 2:4-9.
10. Comparando Jeremias com Revelação, mostre que profecias já cumpridas podem ter valor profético adicional.
10 Quando profecias se cumprem, isso não significa que então são apenas de interesse histórico. Tanto o aviso antecipado sobre o que iria acontecer como a maneira em que isso se cumpriu são muitas vezes proféticos de acontecimentos de alcance ainda maior no futuro. Isto é verdade com respeito ao que se registrou sobre a antiga Babilônia, império notavelmente religioso, cuja influência ainda é sentida hoje em todo o mundo. Embora a Babilônia tivesse caído diante dos medos e dos persas em 539 AEC, o livro de Revelação (Apocalipse), escrito no fim do primeiro século EC, recorre à linguagem do profeta Jeremias e aponta para uma aplicação ainda futura das profecias, relacionada com Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. Como exemplo disso, compare Revelação 18:4 com Jeremias 51:6, 45; Revelação 17:1, 15 e 16:12 com Jeremias 51:13 e 50:38; Revelação 18:21 com Jeremias 51:63, 64.
11. Que significado profético há no registro da maneira em que Jeová lidou com o Israel apóstata e com Judá, quando foram infiéis? Por quê?
11 De modo similar, a maneira de Jeová lidar com o reino apóstata de dez tribos de Israel, e com reis e sacerdotes sem fé do reino de duas tribos de Judá, é profética. Tanto as profecias que se aplicavam a esses reinos antigos, como seu cumprimento, registrados nas Escrituras, retratam vividamente a maneira em que Deus lidará com a cristandade hodierna, a qual também afirma servir o Deus da Bíblia, mas que flagrantemente viola os mandamentos justos dele.
12. Que proveito pessoal tiramos de tais relatos?
12 Todos esses relatos, portanto, têm significado para hoje. Ajudam-nos a entender como Deus encara situações nos nossos dias e o que nós mesmos temos de fazer para sobreviver à vindoura grande tribulação. Somos assim ajudados a reconhecer mais plenamente que “toda a Escritura é . . . proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça”. — 2 Timóteo 3:16, 17.
FOI TUDO COMBINADO DE ANTEMÃO?
13. Como sabemos que Deus não induziu pessoas a cometerem pecados, para que se pudessem prover modelos proféticos?
13 Devemos entender de tudo isso que a conduta das pessoas e das nações, registrada na Bíblia, foi toda combinada de antemão por Deus, para que tivesse significado profético? É evidente que o próprio Deus tratou com seus servos no passado de certa maneira, a fim de prover um modelo de coisas maiores, que ele cogitava para o futuro. Mas que dizer das ações dos homens? Alguns deles cometeram pecados sérios. Foram induzidos por Deus a cometê-los, a fim de criar o registro bíblico? O escritor bíblico, cristão, Tiago responde: “Por coisas más, Deus não pode ser provado, nem prova ele a alguém.” (Tiago 1:13) Deus não os induziu a fazer o que é errado, para poder estabelecer modelos proféticos.
14. (a) Como sabe Jeová o que humanos, ou mesmo Satanás, farão num tempo futuro? (b) Como entra na profecia bíblica o conhecimento que Jeová tem de si mesmo e do seu propósito?
14 Não se esqueça de que Jeová é o Criador da humanidade. Ele sabe como fomos feitos e o que induz as pessoas a agir do modo como o fazem. (Gênesis 6:5; Deuteronômio 31:21) Ele pode predizer com exatidão o resultado para os que vivem em harmonia com os Seus princípios justos e o que resulta para os que procuram não fazer caso de sua necessidade de Deus, ou que pervertem os caminhos dele. (Gálatas 6:7, 8) Ele sabe que o Diabo continuará a usar táticas similares àquelas que usou no passado. Jeová também sabe o que ele mesmo fará em determinadas circunstâncias, que ele agirá em harmonia com as elevadas qualidades da justiça, da imparcialidade, do amor e da misericórdia, que ele sempre tem manifestado. (Malaquias 3:6) Visto que é certo que os propósitos de Jeová se cumprirão, ele pode predizer o resultado e os passos que tomará para cumpri-los. (Isaías 14:24, 27) De modo que ele podia escolher eventos da vida de pessoas e nações, e mandá-los incorporar na Bíblia para fornecer previsões do que o futuro trará.
15. Como salientou o apóstolo Paulo que os relatos bíblicos são muito mais do que mera história?
15 O apóstolo Paulo disse portanto apropriadamente a concristãos, depois de relatar acontecimentos na história de Israel: “Ora, estas coisas lhes aconteciam como exemplos e foram escritas como aviso para nós, para quem já chegaram os fins dos sistemas de coisas.” (1 Coríntios 10:11) E ele escreveu à congregação cristã em Roma: “Todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras, tivéssemos esperança.” (Romanos 15:4) Quando assim reconhecemos que os relatos bíblicos são mais do que mera história, podemos obter deles maravilhosas previsões quanto ao futuro da humanidade.
[Fotos/Quadro na página 41]
MODELOS PROFÉTICOS — Indicam o Quê?
Os dias de Noé.
O Tabernáculo.
O Rei Salomão.
Jonas por Três Dias no Ventre dum Peixe.
A Queda de Babilônia.
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Um mundo que foi destruídoSobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 6
Um mundo que foi destruído
1. (a) Já se confrontou a humanidade alguma vez com uma destruição mundial? (b) Por que devemos ser gratos de que Noé não zombou do aviso sobre ela?
JÁ HOUVE uma ocasião em que a destruição mundial era iminente. Pessoas de todas as nações podem ser gratas de que entre os seus antepassados houve um homem que não zombou do aviso de Deus a respeito dum dilúvio global. Por Noé ter escutado e obedecido, ele, sua esposa, seus três filhos e as esposas deles sobreviveram. Todos nós descendemos deles. — Gênesis 10:1, 32.
2. Por que destruiu Deus aquele mundo?
2 Deus destruiu aquele mundo porque viu que a terra estava cheia de violência. “A maldade do homem era abundante na terra.” (Gênesis 6:3, 5, 13) As condições eram muito similares às de nosso século 20.
3. O que levou a que aquela situação se tornasse tão séria?
3 O que levou a que a situação nos dias de Noé se tornasse tão séria assim? Um fator significativo é revelado em Gênesis 6:2, que relata: “Os filhos do verdadeiro Deus começaram a notar as filhas dos homens, que elas eram bem-parecidas; e foram tomar para si esposas, a saber, todas as que escolheram.” Mas o que havia de errado com isso? Ora, não se tratava de simples varões humanos que decidiram casar-se. Estes “filhos do verdadeiro Deus” eram anjos, criaturas espirituais, que observavam as belas mulheres na terra e os prazeres do casamento, e que assumiram forma humana. (Veja Jó 1:6) Materializarem corpos humanos e se casarem eram atos de desobediência a Deus. As Escrituras declaram que eles “abandonaram a sua própria moradia correta” e que suas relações com mulheres eram ‘desnaturais’, perversão. (Judas 6, 7; 1 Pedro 3:19, 20) Seus descendentes híbridos eram anormalmente grandes. Foram chamados de nefilins, ou “derrubadores”, porque eram rufiões. — Gênesis 6:4.
4. (a) Por que teve Noé o favor de Deus? (b) Que preparativos foram feitos para a preservação da vida?
4 Embora vivesse no meio daquele mundo corrupto, Noé achou favor aos olhos de Jeová. Por quê? Porque “Noé era homem justo”. Sabia das questões suscitadas no Éden e mostrava-se imaculado, “íntegro”. (Gênesis 6:8, 9; A Bíblia de Jerusalém) Visando a preservação de Noé e sua família, bem como de espécimes de todo tipo de animal terrestre e criatura voadora, Jeová mandou que construísse uma arca, uma enorme estrutura semelhante a uma caixa. Conforme Deus explicou: “Eis que estou trazendo o dilúvio de águas sobre a terra, para arruinar debaixo dos céus toda a carne em que a força da vida está ativa. Tudo o que há na terra expirará.” (Gênesis 6:13-17) Noé, sabiamente, escutou a Deus e obedeceu.
5. Quão extensivo foi o Dilúvio?
5 O Dilúvio veio no ano 2370 AEC, conforme indicado pela cronologia detalhada da Bíblia. Foi o maior cataclismo da história humana até o presente. Foi tão sobrepujante, que “ficaram cobertos todos os altos montes que havia debaixo de todos os céus”. (Gênesis 7:19) Por meio do Dilúvio, “o mundo daquele tempo sofreu destruição”. (2 Pedro 3:6) Mas, alguém talvez pergunte: ‘Se até mesmo os montes mais altos foram cobertos pela água, onde está agora toda essa água?’ Evidentemente, aqui mesmo, na terra.
6. Após o Dilúvio, para onde foi toda aquela água?
6 Precisa-se reconhecer que a Bíblia não diz que quaisquer montes nos dias de Noé fossem tão altos como o monte Everest. Os cientistas têm declarado que, no passado, muitos montes eram muito mais baixos do que agora, e que outros até mesmo se elevaram dentre os mares. Além disso, acredita-se que houve época em que os próprios oceanos eram muito menores e os continentes maiores do que agora, conforme atestam canais de rios que se estendem longe no fundo dos oceanos. Mas, a respeito da situação atual, a revista National Geographic, no seu número de janeiro de 1945, noticiou: “Há no oceano dez vezes mais água, por volume, do que há na terra seca acima do nível do mar. Se toda esta terra fosse lançada no mar, a água cobriria o inteiro globo terrestre, na profundidade de uma milha e meia [c. 2.400 m].” Portanto, após a queda das águas do dilúvio, mas antes de se elevarem os montes e se abaixarem os leitos dos mares causando o escoamento da água de cima da terra, e antes de se desenvolverem as calotas polares, havia água bastante para cobrir “todos os altos montes”, conforme a Bíblia declara. — Gênesis 7:17-20; 8:1-3; veja Salmo 104:8, 9.
7, 8. Que registro do Dilúvio existe à parte da Bíblia?
7 Um dilúvio global tão sobrepujante certamente deve ter causado nos sobreviventes uma impressão inesquecível. As gerações futuras seriam informadas sobre ele. Visto que o registro bíblico diz que todas as nações descendem do mesmo grupo de sobreviventes do Dilúvio, é razoável esperar que em todas as partes da terra haja evidência de alguma remota lembrança daquele grande cataclismo. Dá-se isso? Sim, isso se dá!
8 Ao passo que os descendentes dos sobreviventes do Dilúvio migraram para lugares distantes, e com o passar do tempo, os pormenores ficaram distorcidos e o relato foi adaptado a conceitos religiosos locais. Mas, dificilmente seria mera coincidência que nas lendas primitivas em toda a terra houvesse a recordação dum grande dilúvio que destruiu a humanidade, com exceção de poucos que tivessem sido preservados juntos. A lembrança dele é encontrada na Mesopotâmia e em outras partes da Ásia, na Austrália e nas ilhas do Pacífico, entre dezenas de tribos índias na América do Norte e do Sul, nas histórias contadas entre os antigos gregos e romanos, na Escandinávia, e entre tribos africanas. Muitos destes relatos fazem menção da preservação de animais num barco, junto com humanos. Paralelo ao registro bíblico, alguns contam que se enviaram aves para saber se a água tinha baixado. (Veja Gênesis 7:7-10; 8:6-12.) Nenhum outro acontecimento antigo é tão amplamente lembrado.
9. Que práticas refletem que há recordação dos eventos do “segundo mês” do calendário de Noé?
9 Pormenores históricos associados com o Dilúvio afetaram os costumes mesmo até os nossos dias. Como? Ora, a Bíblia relata que o Dilúvio começou “no segundo mês, no dia dezessete do mês”. Este “segundo mês” corresponde à última parte de outubro e à primeira parte de novembro de nosso calendário. (Gênesis 7:11) Portanto, é digno de nota que muitas pessoas, em todo o mundo, comemorem um dia de Finados ou Festa de Antepassados nessa época do ano. Por que nessa época? Porque esses costumes refletem a lembrança da destruição causada pelo Dilúvio.a
10. Por que é o relato bíblico sobre o Dilúvio de máxima confiança e do maior valor pessoal?
10 A própria Bíblia, porém, é que contém testemunho incorrupto do que aconteceu. O que Noé viu e pelo que passou foi mais tarde incorporado na Bíblia. Séculos depois, o próprio Deus, ao falar por meio do profeta Isaías, referiu-se às “águas de Noé” (Isaías 54:9) O primogênito Filho de Deus observou os eventos dos dias de Noé. Mais tarde, quando na terra, Esse, Jesus Cristo, falou sobre o Dilúvio como fato histórico e explicou também por que tantos morreram naquele tempo.
“NÃO FIZERAM CASO”
11. Por que foram destruídos tantos no Dilúvio?
11 Jesus não disse que todos, fora da família de Noé, eram criminosamente violentos. Antes, ele declarou: “Assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem [Jesus Cristo].” — Mateus 24:37-39.
12. Por que era tão sério que eles “não fizeram caso”?
12 Não era errado comerem e beberem com moderação, ou se casarem honrosamente. Mas, quando foram avisados sobre o desastre global, continuarem a fazer sua vida girar em torno de tais empenhos pessoais demonstrava que realmente não acreditavam nem em Noé, nem em Jeová Deus, cuja mensagem de aviso Noé proclamava. Se tivessem acreditado, teriam seriamente indagado sobre como era possível sobreviver e depois teriam agido com urgência para satisfazer os requisitos. Talvez algumas daquelas pessoas concordassem que algo devia ser feito para acabar com a ampla violência daqueles dias, mas um dilúvio global, sem dúvida, lhes parecia muito improvável. Portanto, como disse Jesus, “não fizeram caso [da mensagem de Deus por meio de Noé], até que veio o dilúvio e os varreu a todos”. Isto foi registrado como exemplo de aviso para nós.
13. (a) Conforme predito, como reagem hoje muitos quando são informados de que Cristo está invisivelmente presente, e por quê? (b) Que desconsideram eles, conforme diz Pedro?
13 Também o apóstolo inspirado Pedro deu um aviso quando escreveu: “Nos últimos dias [em que vivemos agora] virão ridicularizadores com os seus escárnios, procedendo segundo os seus próprios desejos e dizendo: ‘Onde está essa prometida presença dele? Ora, desde o dia em que os nossos antepassados adormeceram na morte, todas as coisas estão continuando exatamente como desde o princípio da criação.’” Tais pessoas não querem sentir-se responsáveis a alguém. Por isso, tiram da mente a idéia da presença de Cristo e o que esta significará para os que seguem um modo de vida ímpio. Mas, Pedro prossegue: “Segundo o desejo deles, escapa-lhes este fato, de que desde a antigüidade havia céus, e uma terra sobressaindo compactamente à água e no meio da água, pela palavra de Deus; e, por esses meios, o mundo daquele tempo sofreu destruição, ao ser inundado pela água. Mas, pela mesma palavra, os céus e a terra que agora existem estão sendo guardados para o fogo e estão sendo reservados para o dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios.” — 2 Pedro 3:3-7.
14. Por que nos deve induzir a uma séria reflexão o cumprimento da “palavra de Deus” no tempo da criação e nos dias de Noé?
14 Os escarnecedores não tomam em conta o fato de que a “palavra de Deus” não deixa de se cumprir. Para refutar o conceito deles, o apóstolo Pedro remonta ao tempo da criação. Naquele tempo, Deus disse: “Venha a haver uma expansão entre as águas e ocorra uma separação entre águas e águas.” Depois desta declaração, “Deus passou então a fazer a expansão e a fazer separação entre as águas que haviam de ficar debaixo da expansão e as águas que haviam de ficar por cima da expansão.” Assim, a “palavra de Deus”, a declaração de Seu objetivo, cumpriu-se. (Gênesis 1:6, 7) Sua palavra cumpriu-se também quando ele decretou um dilúvio global nos dias de Noé e usou essas águas para destruir “o mundo daquele tempo”. E será pela mesma palavra irresistível de Deus que a destruição sobrevirá ao atual sistema ímpio de coisas.
15. (a) Por que não prediz 2 Pedro 3:7 a queima do planeta Terra? (b) Então, o que são “os céus” e “a terra” que estão “sendo guardados para o fogo”?
15 O que aconteceu por ocasião do Dilúvio foi um modelo de coisas a vir. A terra não foi destruída naquele tempo, mas as pessoas ímpias o foram. Então, o que significa a declaração de que “os céus e a terra que agora existem estão sendo guardados para o fogo”? (2 Pedro 3:7; 2:5) Pois bem, que efeito teria um fogo literal sobre o já intensamente quente sol e as estrelas nos céus literais? E como se enquadraria a queima da terra literal no propósito de Deus, de transformá-la num Paraíso? É evidente que “os céus e a terra que agora existem”, mencionados aqui, devem ser simbólicos. (Veja Gênesis 11:1; 1 Reis 2:1, 2; 1 Crônicas 16:31.) “Os céus” representam os poderes governamentais constituídos sobre a humanidade em geral, e “a terra” é a ímpia sociedade humana. No grande dia de Jeová, eles serão destruídos tão completamente como que queimados em fogo. Os que continuam a zombar do aviso divino sobre isso põem a sua vida em sério perigo.
LIVRAMENTO PARA OS DE DEVOÇÃO PIEDOSA
16. Conforme mostra 2 Pedro 2:9, qual é a chave para o livramento?
16 O relato sobre o Dilúvio ilustra dramaticamente um ponto que hoje precisamos tomar a peito. Qual é? Depois de citar o que Deus disse nos dias de Noé, o apóstolo Pedro conclui: “Jeová sabe livrar da provação os de devoção piedosa, mas reservar os injustos para o dia do julgamento, para serem decepados.” (2 Pedro 2:9) A chave para o livramento, portanto, é ser alguém de devoção piedosa.
17. Como evidenciou Noé devoção piedosa?
17 Que significa isso? Noé era obviamente um homem de devoção piedosa. “Noé andou com o verdadeiro Deus.” (Gênesis 6:9) Adotou um proceder na vida que se harmonizava com a vontade revelada de Jeová. Tinha uma relação íntima com Deus. Construir a arca e ajuntar espécimes de todas as aves e de todos os animais era uma tarefa gigantesca. Noé não adotou a atitude de esperar para ver. Tinha fé. Noé “passou a fazer segundo tudo o que Deus lhe mandara. Fez exatamente assim”. (Gênesis 6:22; Hebreus 11:7) As pessoas precisavam ser lembradas dos modos justos de Jeová e advertidas sobre a vindoura destruição dos ímpios. Noé fez isso também como “pregador da justiça”. — 2 Pedro 2:5.
18. Por que deve ter tido tal devoção cada um dos que sobreviveram ao Dilúvio?
18 Que dizer da esposa de Noé, de seus filhos e das esposas destes? O que se requeria deles? O relato bíblico chama atenção especial para Noé, por ser o chefe da família, mas os outros também devem ter sido pessoas de devoção piedosa. Por quê? O caso dos filhos de Noé foi mais tarde citado por Jeová ao seu profeta Ezequiel, para mostrar que, se Noé vivesse no Israel daquele tempo, os filhos dele não poderiam esperar ser salvos à base da justiça de seu pai. Já tinham bastante idade para obedecer ou desobedecer, de modo que precisavam pessoalmente evidenciar sua devoção a Jeová e aos justos modos dele. — Ezequiel 14:19, 20.
19. Portanto, o que deveríamos estar fazendo, e como?
19 Em vista da certeza da iminente destruição mundial, a Bíblia exorta-nos a ter isso bem em mente e a provar que nós também somos pessoas de devoção piedosa. (2 Pedro 3:11-13) Dentre os descendentes de Noé existem hoje pessoas em todas as partes da terra, que acatam este conselho sábio e que serão sobreviventes para a “nova terra”.
[Nota(s) de rodapé]
a The Worship of the Dead (Londres; 1904), do Coronel J. Garnier, páginas 3-8, Life and Work at the Great Pyramid (Edimburgo; 1867), Vol. II, do Professor C. Piazzi Smyth, páginas 371-424.
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Aja sabiamente em face da calamidadeSobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 7
Aja sabiamente em face da calamidade
1. Por que pereceram desnecessariamente pessoas (a) quando o Titanic afundou e (b) quando o monte Pelée explodiu?
QUANDO advertidos por uma fonte fidedigna de uma calamidade iminente, os sábios agem para proteger sua vida. (Provérbios 22:3) Mas incontáveis milhares de pessoas pereceram desnecessariamente por confiarem na coisa errada. Apesar de avisos para entrarem nos barcos salva-vidas, centenas de passageiros afundaram com o transatlântico Titanic, em 1912, porque acreditavam na afirmação que este não podia afundar. Quando o monte Pelée, na Martinica, começou a lançar cinzas vulcânicas e pedras, em 1902, a população da vizinha Saint-Pierre ficou apreensiva, mas, visto que interesses egoístas de membros destacados da comunidade estavam em jogo, políticos locais e o redator do jornal local procuravam acalmar os temores das pessoas, exortando-as a não abandonar Saint-Pierre. De repente, o monte explodiu e 30.000 pessoas pereceram.
2. (a) Que aviso urgente se dá em nossos dias? (b) Por que é séria a situação existente?
2 Nos nossos dias, um aviso ainda mais urgente está sendo dado — não sobre uma calamidade local, mas a respeito da proximidade da guerra universal do Armagedom, de Deus. (Isaías 34:1, 2; Jeremias 25:32, 33) As Testemunhas de Jeová têm repetidas vezes visitado os lares das pessoas, em todo o mundo, exortando as pessoas a agir sabiamente, visando a preservação de sua vida. Ama a vida o bastante para tomar a necessária ação, fazendo isso com urgência, sem demora?
“O MUNDO ESTÁ PASSANDO”
3. Por que influirá a atitude que temos para com o mundo na nossa perspectiva de sobrevivência?
3 Um fator crítico na sua perspectiva de sobrevivência é sua atitude para com o mundo. Enquanto estiver vivo como humano, está no mundo. Mas não precisa compartilhar dos seus desejos errados, nem imitar seus atos ímpios. Não precisa identificar-se com ele por confiar em homens e nos planos deles, em vez de em Deus e no Seu propósito. Mas, você terá de fazer uma escolha; não pode estar em ambos os lados ao mesmo tempo. “Todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Por quê? Porque, conforme nos diz a Palavra de Deus, “o mundo inteiro jaz no poder do iníquo”. — Tiago 4:4; 1 João 5:19; Salmo 146:3-5.
4. (a) Recorrendo à sua Bíblia, explique que práticas e atitudes impedem que as pessoas tenham vida sob o Reino de Deus. (b) Por que devem abandonar prontamente essas coisas os que se entregaram a elas?
4 É compreensível que Jeová não preserve para a sua justa Nova Ordem aqueles que evidenciam pelo seu modo de vida que se apegam àquilo que Deus condena. Quais são algumas dessas coisas? Há muitas atividades e atitudes que o mundo considera normais. Mas, se quisermos sobreviver ao fim deste mundo iníquo, então, não importa o que os outros façam ou pensem, acataremos a advertência bíblica de que fornicadores, adúlteros, homossexuais, e os que se entregam à impureza imoral e à conduta desenfreada, não estarão entre os sobreviventes. Não importa quantas vezes outros recorram a mentiras ou ao furto, nós rejeitaremos tal modo de vida. Apesar da popularidade das práticas do ocultismo, nós as evitaremos. Embora outros possam ficar com ciúmes, criar brigas, entregar-se a acessos de ira, tentar fugir das frustrações pelo uso de drogas ou pelo excesso nas bebidas alcoólicas, nós não os imitaremos. E caso tenhamos participado em tais coisas, encararemos a realidade da necessidade de mudar. Mesmo que algumas dessas coisas nos tenham parecido “normais” no passado, nós as abandonaremos. Por quê? Porque realmente amamos a Deus, amamos a vida, e a Palavra de Deus nos adverte que “os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus”. — Gálatas 5:19-21; Efésios 5:3-7; 1 Coríntios 6:9, 10; 2 Coríntios 7:1; Revelação (Apocalipse) 22:15.
5. (a) Se a vida for preciosa para nós, o que teremos de aprender a fazer? (b) Que boas qualidades são mencionadas nos textos no fim deste parágrafo? Quão importantes são? Como podemos desenvolvê-las?
5 Se for importante para nós ter a oportunidade de viver para sempre em felicidade, teremos de aprender como agradar ao Dador da vida, Jeová Deus. (Atos 17:24-28; Revelação 4:11) Teremos de aplicar progressivamente a sua Palavra a cada aspecto de nossa vida. Ao fazermos isso, logo examinaremos seriamente nossa atitude para com nós mesmos e para com outros, para com os bens pessoais e as nossas consecuções, e consideraremos como isso afeta nossa posição perante Deus. As pessoas em volta de nós talvez tenham uma opinião muito elevada sobre si mesmas, sobre a sua própria tribo, raça ou nação, mas nós pensamos seriamente no texto que diz: “Deus opõe-se aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes.” — Tiago 4:6; Sofonias 2:2, 3; Salmo 149:4.
6, 7. Por que devemos examinar nossa própria vida à luz de 1 João 2:15-17?
6 Mesmo que outros se deixem escravizar pelos desejos estimulados pela sociedade humana materialista ou sejam motivados pelo desejo de ter destaque pessoal, nós examinaremos a nossa própria vida à luz de 1 João 2:15-17, que diz: “Não estejais amando nem o mundo, nem as coisas no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas origina-se do mundo. Outrossim, o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” Se houver necessidade de fazer mudanças, então o tempo para isso é agora.
7 Este mundo e seu modo de vida não continuarão para sempre. Não é “insubmergível”. Homens do mundo talvez procurem conservar seus seguidores, fazendo-os achar que os esforços deles podem melhorar o mundo. Mas a única maneira de ser poupado à iminente calamidade é acatar a mensagem de aviso de Deus. Neste respeito, os ninivitas dos dias do profeta Jonas deram um exemplo que faremos bem em tomar a peito.
“ELES SE ARREPENDERAM COM QUE JONAS PREGOU”
8. Como mostraram os ninivitas sabedoria quando Jonas lhes transmitiu o aviso de Deus, e com que resultado?
8 No nono século AEC, Jeová comissionou Jonas para ir às pessoas de Nínive, capital da Assíria, a fim de proclamar que, por causa da maldade delas, Nínive ia ser derrubada. Quando Jonas advertiu que em apenas mais 40 dias elas pereceriam, como reagiram? Em vez de zombar, “começaram a depositar fé em Deus, e passaram a proclamar um jejum e a pôr serapilheira”. O próprio rei se juntou a elas e exortou a todos a invocarem seriamente a Deus, e a voltarem de seu mau caminho e de sua violência. Ele argumentou: “Quem sabe se o verdadeiro Deus não . . . recuará da sua ira ardente, para que não pereçamos?” Por abandonarem seu proceder mau, Jeová teve misericórdia com eles. A vida deles foi poupada. — Jonas 3:2-10.
9, 10. (a) Em que sentido foi que Jesus disse que os ninivitas eram um exemplo a ser imitado? (b) Quem é hoje semelhante àqueles ninivitas?
9 Jesus, repreendendo judeus descrentes no primeiro século EC, chamou atenção para este incidente histórico, dizendo: “Homens de Nínive se levantarão no julgamento com esta geração e a condenarão; porque eles se arrependeram com o que Jonas pregou, mas, eis que algo maior do que Jonas está aqui.” — Mateus 12:41.
10 Que dizer dos nossos dias? Mostra alguém tal arrependimento? Sim; há muitos milhares em todo o mundo, os quais, assim como os ninivitas, talvez nunca tivessem professado adorar o Deus da Bíblia, mas que agora acatam a mensagem de aviso de Jeová. Quando ficam sabendo por que a destruição sobrevirá a este mundo, buscam a misericórdia de Deus. Fazem uma mudança genuína na mente e no coração quanto ao seu anterior modo de vida e empenham-se agora a fazer “obras próprias de arrependimento”. (Atos 26:20; veja também Romanos 2:4.) Deseja ser um de tais? Em caso afirmativo, não demore.
PLEITEIE URGENTEMENTE A PAZ
11. (a) Quais eram os antecedentes dos gibeonitas? (b) Por que pleitearam a paz com Israel?
11 Os gibeonitas nos dias de Josué também agiram sabiamente para que sua vida fosse poupada. Eram cananeus, cuja vida era imoral, materialista, idólatra e demoníaca. Jeová havia decretado a destruição deles. Tinham conhecimento de como Jeová havia libertado Israel do Egito, 40 anos antes, e que os poderosos reis amorreus, a leste do rio Jordão, não puderam resistir aos israelitas. Todos sabiam que as muralhas maciças de Jericó sem o uso de aríetes, haviam caído diante deles e que a cidade de Ai fora reduzida a um montão desolado. (Josué 9:3, 9, 10) Os habitantes da cidade de Gibeão queriam viver, mas davam-se conta de que nunca poderiam vencer numa guerra contra o Deus de Israel. Precisavam fazer algo bem depressa. O quê? Não podiam insistir num tratado com Israel, mas achavam que pelo menos podiam tentar consegui-lo. Como?
12. (a) Apesar do método que usaram, por que foram poupados os gibeonitas? (b) Que mudanças tiveram de fazer e que trabalho receberam?
12 Agiram astutamente, enviando a Josué homens cuja aparência indicava que haviam feito uma longa viagem. Chegando-se a Josué, disseram que eram dum país distante, que souberam das grandes coisas que Jeová tinha feito e que, como representantes de seu povo, vinham oferecer-se como servos e pleitear que se entrasse num pacto com eles. Josué e os maiorais de Israel concordaram. Mais tarde, quando se descobriu o logro, os gibeonitas confessaram humildemente que haviam temido pela sua vida e mostraram sua disposição de fazer tudo o que se exigisse deles. (Josué 9:4-25) Jeová havia observado toda esta questão. Ele não foi enganado. Podia ver que eles não tentavam corromper o Seu povo, assim como os moabitas haviam tentado numa ocasião anterior, e apreciava o desejo sincero deles de viver. Por isso lhes permitiu receber a tarefa de trabalhar sob a supervisão dos levitas no tabernáculo sagrado, ajuntando lenha e tirando água, apoiando deste modo a adoração de Jeová. Naturalmente, para que fossem aceitáveis para tal serviço, tiveram de abandonar suas anteriores práticas impuras. — Josué 9:27; Levítico 18:26-30.
13. (a) Que proveito podemos tirar desse drama profético que envolvia os gibeonitas? (b) Para ser poupada pelo Josué Maior, o que se requer hoje da pessoa?
13 Visto que nós vivemos hoje perto do fim dos “últimos dias”, é vital que todos os que desejam sobreviver ajam sem demora, e com plena sinceridade. Jesus Cristo, que hoje é o executor designado por Jeová, não pode ser enganado assim como Josué foi. A única maneira de tais pessoas entrarem num arranjo com ele, a fim de serem poupadas à execução, é declararem publicamente sua fé em Jeová como o verdadeiro Deus. (Veja Atos 2:17-21.) Também precisam aceitar a Jesus Cristo nos papéis que Deus lhe atribuiu e viver depois como pessoas que não amam o modo de vida deste mundo condenado. Daí precisam tornar-se servos humildes de Deus, prestando serviço sagrado a ele, em associação com a congregação de seu povo. — João 17:16; Revelação 7:14, 15.
14. Por que é significativa para nós a libertação dos gibeonitas dos inimigos, por Jeová?
14 Logo depois de os gibeonitas terem tomado sua posição ao lado do povo de Jeová, sofreram grande pressão. Cinco reis dos amorreus sitiaram Gibeão, para obrigar os habitantes a voltar para o lado deles, em oposição a Israel. Os gibeonitas mandaram a Josué um pedido urgente de ajuda, e a libertação que tiveram foi uma das mais espetaculares da história. Jeová lançou os inimigos em confusão, lançou sobre eles pedras de saraiva desde o céu e fez com que a luz do dia fosse prolongada milagrosamente até que Israel tivesse totalmente desbaratado os inimigos. (Josué 10:1-14) Esta salvação dos gibeonitas foi profética da libertação ainda mais maravilhosa duma grande multidão de adoradores do verdadeiro Deus, na guerra universal do Armagedom. A oportunidade de tirar proveito desta libertação está à disposição de pessoas de todas as nações, se agora agirem sabiamente. Aproveita-se você desta oportunidade? — Revelação 7:9, 10.
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Sobreviventes dentre todas as naçõesSobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 8
Sobreviventes dentre todas as nações
1. Que promessa feita a Abraão mostra que é possível que “todas as famílias” da humanidade tenham a aprovação de Deus?
JEOVÁ, amorosamente, está interessado em pessoas de todas as nações e tribos. Ele tem feito provisões para que todas as famílias da terra possam ter a sua aprovação e bênção. Jeová disse a Abrão (Abraão), descendente de Sem, filho de Noé: “Sai da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei; e farei de ti uma grande nação e te abençoarei, e hei de engrandecer o teu nome; e mostra-te uma bênção. E hei de abençoar os que te abençoarem e amaldiçoarei aquele que invocar o mal sobre ti, e todas as famílias do solo certamente abençoarão a si mesmas por meio de ti.” (Gênesis 12:1-3; Atos 7:2-4) “Todas as famílias do solo” — isso inclui a nós hoje, não importa qual a nação em que nascemos ou que língua falamos. — Salmo 65:2.
2. (a) De que qualidade precisamos, iguais a Abraão? (b) Conforme mostra Hebreus 11:8-10, como evidenciou Abraão essa qualidade?
2 Aquele a quem Jeová fez esta promessa era homem de fé, assim como nós temos de ter fé, se quisermos participar na bênção de Deus, prometida ali. (Tiago 2:23; Hebreus 11:6) A fé exercida por Abraão não era apenas uma crença passiva, mas era acompanhada por ação. Fez com que se mudasse da Mesopotâmia para uma terra distante que nunca antes vira. “Pela fé residia como forasteiro na terra da promessa, como em terra estrangeira”, sem se prender ali a alguma das cidades-reinos. “Pois aguardava a cidade [o Reino de Deus] que tem verdadeiros alicerces, cujo construtor e fazedor é Deus.” — Hebreus 11:8-10.
3. Que prova esquadrinhadora de fé passou Abraão com respeito a Isaque?
3 Quando Abraão atingiu 100 anos de idade e sua esposa Sara tinha 90 anos, Jeová os abençoou milagrosamente com um filho, Isaque. Relacionado com este filho, Abraão passou por uma esquadrinhadora prova de fé e obediência para com Deus. Jeová mandou que Abraão levasse Isaque, então já moço, à terra de Moriá e ali o oferecesse como oferta queimada. Abraão passou a obedecer, tendo fé na capacidade de Deus, de devolver a vida a seu filho por meio duma ressurreição. (Hebreus 11:17-19) Isaque, submisso a seu pai, já estava amarrado no altar, e Abraão já tinha o cutelo na mão para matá-lo, quando interveio o anjo de Jeová. A prova já fora o bastante para provar que Abraão não reteria nada de Deus. Deus, portanto, confirmou seu pacto com Abraão, conforme a Bíblia declara:
4. Nessa ocasião, que importante promessa adicional fez Deus a respeito de pessoas de todas as nações?
4 “‘Juro deveras por mim mesmo’, é a pronunciação de Jeová, ‘que, pelo fato de que fizeste esta coisa e não me negaste teu filho, teu único, seguramente te abençoarei e seguramente multiplicarei o teu descendente como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar; e teu descendente tomará posse do portão dos seus inimigos. E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente, pelo fato de que escutaste a minha voz.’” — Gênesis 22:15-18.
5. (a) O que foi prefigurado por Abraão tentar sacrificar Isaque? (b) Em cumprimento de Gênesis 12:3, como é que pessoas ‘invocam o mal’ sobre o Abraão Maior, e com que resultado? (c) Como podemos ‘abençoá-lo’?
5 Quando discernimos que o Abraão Maior é Jeová e que Isaque prefigurava Jesus Cristo, podemos começar a avaliar quão importantes para nós pessoalmente são esses acontecimentos. Na realidade, é a maneira de agirmos para com Jeová Deus que determina o nosso futuro. A perspectiva de vida eterna é para nós possível porque Deus deu realmente seu Filho unigênito em sacrifício pelos nossos pecados, conforme ilustrado pela tentativa de Abraão de sacrificar Isaque. (João 3:16) Todo aquele que persistir em ‘invocar o mal’ sobre Jeová, desprezando-o ou fazendo pouco de seus propósitos amorosos, cai sob uma maldição que significará a sua destruição eterna. (Veja 1 Samuel 3:12-14; 2:12.) Mas, se formos pessoas apreciativas, ‘abençoaremos’ o Abraão Maior. Como? Por francamente reconhecer que é de Jeová que vêm todas as coisas boas, inclusive o dom imerecido da vida por meio de seu Filho. Falaremos também a outros sobre a bondade de Jeová e as qualidades esplêndidas de seu reinado. (Tiago 1:17; Salmo 145:7-13) Assim nos candidatamos a receber dele bênçãos eternas.
O PROMETIDO “DESCENDENTE” DE ABRAÃO
6. (a) Quem é a parte primária do “descendente” de Abraão? (b) Como podemos obter a bênção que vem por meio dele?
6 Jeová intencionou ter, como parte de seu arranjo de abençoar a humanidade, um justo governo celestial. Jesus Cristo nasceu como descendente de Abraão, como sua prole ou o “descendente” mais importante, e é a ele que Jeová entregou o reinado. (Gálatas 3:16; Mateus 1:1) Assim, conforme indicado pelo juramento de Deus a Abraão, é por meio de Jesus Cristo que pessoas de todas as nações da terra serão abençoadas. Faz você aquilo que se requer para conseguir esta bênção para si mesmo? Por exemplo, mostra seu proceder na vida que reconhece quão importante para você é o sacrifício da vida de Jesus? Sujeita-se realmente à autoridade dele como Rei? — João 3:36; Atos 4:12.
7. (a) Quem mais está incluído no “descendente” de Abraão? (b) Como sabemos que nem todos os que servem fielmente a Deus irão para o céu?
7 O apóstolo João recebeu uma previsão profética de acontecimentos celestiais, na qual ele viu outros associados com Jesus Cristo no Monte Sião celestial. Estes também fazem parte do “descendente de Abraão”. Conforme diz Revelação (Apocalipse) 14:1-5, são “comprados dentre a humanidade” e são 144.000. (Gálatas 3:26-29) Quem está incluído neles? A Bíblia torna bem claro que nunca fora do propósito de Deus levar todos os de inclinações justas para o céu. (Mateus 11:11; Atos 2:34; Salmo 37:29) O grandioso privilégio de participar com Cristo no Reino do céu limita-se a um “pequeno rebanho”, os quais serão com ele reis e sacerdotes por mil anos. — Lucas 12:32; Revelação 5:9, 10; 20:6.
8. Quando começou a escolha do “pequeno rebanho” e por quanto tempo prossegue?
8 Como se fez a escolha desse “pequeno rebanho”? O convite benévolo, de participar no Reino celestial, foi primeiro feito aos israelitas naturais. Mas, por causa de sua falta de fé, não forneceram o pleno número de 144.000. De modo que foram convidados samaritanos, e, mais tarde, pessoas de todas as nações. (Atos 1:8) Os primeiros dos co-herdeiros de Cristo foram ungidos com espírito santo em Pentecostes de 33 EC. A escolha deste grupo prossegue até que 144.000 tenham sido selados por Deus como aprovados. Daí se dá atenção ao ajuntamento de pessoas que viverão na terra, como súditos apreciativos do governo celestial.
9. (a) Que expressões encontradas na Bíblia se aplicam a esta classe celestial? (b) A quem prefiguravam os israelitas naturais?
9 Os herdeiros do Reino celestial junto com Cristo são chamados nas Escrituras de “escolhidos”, “santos”, ‘ungidos por Deus’. (2 Timóteo 2:10; 1 Coríntios 6:1, 2; 2 Coríntios 1:21) São também descritos coletivamente como “noiva” de Cristo. (Revelação 21:2, 9; Efésios 5:22-32) Encarados de outros ângulos, são chamados de “irmãos” de Cristo, “co-herdeiros de Cristo” e “filhos” de Deus. (Hebreus 2:10, 11; Romanos 8:15-17; Efésios 1:5) Independente de sua nacionalidade, falando-se em sentido espiritual, são “o Israel de Deus”. (Gálatas 6:16; Romanos 2:28, 29; 9:6-8) Quando Jeová deu por terminado o pacto da Lei feito com o Israel carnal, ele fez um novo pacto com o Israel espiritual. Mas a maneira de ele lidar com o Israel carnal, enquanto este estava sob a Lei, fornece um modelo de coisas vindouras. (Hebreus 10:1) Então, quem foi prefigurado pela nação do Israel carnal, que fora escolhida por Deus como sua “propriedade especial”? Os fatos apontam para o Israel espiritual, para aqueles que Deus escolheu para governar com Cristo no céu. (Compare Êxodo 19:5, 6, com 1 Pedro 1:3, 4, e 1 Ped. 2:9.) Junto com Cristo, constituem o instrumento por meio do qual se darão bênçãos a todos os outros obedientes dentre a humanidade. O reconhecimento disso é uma das chaves para o entendimento da Bíblia.
OS BENDITOS POR MEIO DO “DESCENDENTE”
10. A quem retratavam os adoradores não-israelitas de Jeová?
10 Na época em que Deus estava lidando de modo especial com a nação de Israel, ele também fez provisões amorosas para pessoas que não eram daquela nação, mas cujo coração as induziu a participar na verdadeira adoração em associação com os israelitas. Faz-se delas menção digna de nota no registro bíblico. Será que elas também têm um equivalente moderno? Sim, têm. Retratam de muitas maneiras aqueles que não são israelitas espirituais, mas que prezam a maravilhosa perspectiva de vida eterna como súditos terrestres do Reino de Deus. São os de quem Deus falou a Abraão, dizendo que pessoas de “todas as nações da terra” abençoariam a si mesmas por meio de seu “descendente” — Gênesis 22:18; Deuteronômio 32:43.
11. (a) Que menção se fez deste grupo por ocasião da dedicação do templo de Salomão? (b) Como ‘se juntam a Jeová’ “estrangeiros” hoje em dia, conforme predito em Isaías 56:6, 7?
11 Sempre tem sido do propósito de Deus que toda a humanidade estivesse unida na verdadeira adoração. O Rei Salomão, apropriadamente, orou por ocasião da dedicação do templo em Jerusalém que Jeová ouvisse a oração dos estrangeiros que procurassem prestar adoração aceitável ao lado de Israel. (2 Crônicas 6:32, 33) E, em Isaías 56:6, 7, Deus prometeu: “Os estrangeiros que se juntaram a Jeová para ministrar-lhe e para amar o nome de Jeová, a fim de se tornarem servos seus, . . . eu também vou trazer ao meu santo monte e fazê-los alegrar-se dentro da minha casa de oração. . . . Pois a minha própria casa será chamada mesmo de casa de oração para todos os povos “ Refletindo o espírito aqui demonstrado, os “estrangeiros” hodiernos ajuntam-se agora dentre todas as nações, não simplesmente como observadores casuais, mas como pessoas que ‘se juntam a Jeová’. Fazem isso por dedicarem a sua vida a ele, simbolizando isso pela imersão em água e depois por servir de maneira a demonstrar seu amor ao “nome de Jeová” e a tudo o que este representa — Mateus 28:19, 20.
12. Como indica a Lei mosaica se os que têm a esperança de ser súditos terrestres do Reino de Deus têm de ajustar-se às elevadas normas que se aplicam ao Israel espiritual?
12 Requer-se deles tanta fidelidade como a dos que são cristãos ungidos com o espírito. Sob a Lei mosaica, Jeová exigira que o “residente forasteiro” que adotasse a verdadeira adoração se enquadrasse na mesma lei obrigatória para Israel. (Números 15:15, 16) A relação entre eles não devia ser apenas a mera tolerância, mas o genuíno amor (Levítico 19:34) Do mesmo modo, os prefigurados pelos residentes forasteiros procuram harmonizar sua vida plenamente com os requisitos de Jeová e servir em amorosa união com os remanescentes do Israel espiritual — Isaías 61:5
13. Que pormenores encontrados em Isaías 2:1-4 devemos tomar a peito, se quisermos sobreviver para a “nova terra”?
13 Jeová, por meio de seu profeta Isaías, descreveu a multidão de pessoas desejosas de “todas as nações”, que hoje afluem à casa universal de adoração de Jeová. Ele predisse: “Muitos povos certamente irão e dirão: ‘Vinde, e subamos ao monte de Jeová, à casa do Deus de Jacó e ele nos instruirá sobre os seus caminhos e nós andaremos nas suas veredas.’” Em resultado disso, ‘forjaram das suas espadas relhas de arados’, e, mesmo no meio deste mundo dilacerado por lutas, ‘não aprendem mais a guerra.’ (Isaías 2:1-4) Vê a si mesmo no meio desta multidão feliz? Compartilha seu desejo de aprender os requisitos de Jeová, de aplicá-los na sua vida e de deixar de confiar em armas de guerra? Deus prometeu que uma grande multidão dos que adotam esse proceder sairá da grande tribulação’ como sobreviventes para a Sua “nova terra” pacífica. — Revelação 7:9, 10, 14; Salmo 46:8, 9.
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Quem mostra o caminho para a libertação?Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 9
Quem mostra o caminho para a libertação?
1. (a) A que devemos sujeitar-nos para ser salvos durante a “grande tribulação”? (b) Como foi isto ilustrado pela maneira em que Deus usou Moisés?
SOMENTE por aceitarmos a liderança de Jesus Cristo e por apresentarmos evidência convincente de que realmente o escutamos e que andamos nos seus passos podemos ser salvos deste mundo iníquo e ser preservados vivos durante a vindoura “grande tribulação”. (Atos 4:12) Isto foi bem ilustrado pelos acontecimentos que cercavam a libertação dos israelitas naturais da servidão no Egito, em 1513 AEC. Jeová levou Israel milagrosamente a salvo através do Mar Vermelho e destruiu o exército egípcio perseguidor. Em tudo isso, Deus usou Moisés para guiar seu povo. — Josué 24:5-7; Êxodo 3:10.
2. (a) Quem era a “vasta mistura de gente” que partiu do Egito junto com Israel? (b) Sem dúvida, o que foi que atraiu muitos deles? (c) Em que questão foram logo postos à prova?
2 Quando os israelitas saíram marchando do Egito, com a perspectiva de entrar na Terra da Promessa, outros se juntaram às suas fileiras. Conforme Moisés escreveu mais tarde: “Com eles subiu também uma vasta mistura de gente.” (Êxodo 12:38) Quem eram eles? Eram egípcios e outros estrangeiros que lançaram sua sorte com Israel. Haviam visto as pragas atemorizantes que Jeová trouxe sobre a opressiva nação egípcia para demonstrar que ele era o único Deus verdadeiro e que os deuses do Egito eram falsos, não podendo libertar os que os adoravam. Também, sem dúvida, o que ficaram sabendo dos israelitas da perspectiva de vida numa “terra que mana leite e mel” parecia-lhes algo bom. (Êxodo 3:7, 8; 12:12) Mas reconheciam também plenamente a Moisés como aquele que Deus suscitou para ser governante e libertador do Seu povo? Eles foram logo postos à prova. — Atos 7:34, 35.
3. (a) Por que era vital seguir as orientações de Moisés? (b) Qual era o significado do ‘batismo em Moisés’? (c) Por que é isso importante para os israelitas espirituais?
3 Quando Israel, junto com a “vasta mistura de gente”, se aproximava das margens do Mar Vermelho, o Rei do Egito e suas forças militares foram em perseguição deles para trazê-los de volta à escravidão. Para serem libertados, tinham de ficar juntos e seguir as orientações de Moisés, porque Jeová usava Moisés para guiá-los. Jeová, por meio duma nuvem sobrenatural, deteve o inimigo enquanto partia as águas do mar e secava o leito deste. Em nítido contraste com o que aconteceu depois com os egípcios, todo o Israel e a “vasta mistura de gente” escaparam junto com Moisés através do leito seco do mar. (Êxodo 14:9, 19-31) Enquanto marchavam através dele, com as águas do mar à sua direita e à sua esquerda, e a nuvem da presença de Deus por cima deles, ocorreu algo significativo. A Bíblia o chama de batismo — não um batismo literal em água, mas um simbólico, em Moisés, como profeta de Jeová, enviado por Ele para ser seu Libertador. (1 Coríntios 10:1, 2) Do mesmo modo, todos os israelitas espirituais que hão de sobreviver à destruição desde mundo iníquo precisam passar por um batismo similar em Cristo como libertador, e precisam dar evidência convincente de que aderem de perto à liderança dele. A hodierna “mistura de gente” precisa acompanhá-los.
4. Quão grande é a autoridade que Jeová concedeu a Cristo?
4 Jeová tem dado grande autoridade ao seu Filho, Jesus Cristo. Por meio deste, Deus tornou possível que fôssemos ‘livrados do atual iníquo sistema de coisas’, para não compartilharmos da horrível sorte deste. (Gálatas 1:3-5; 1 Tessalonicenses 1:9, 10) Jeová, por meio de Moisés, deu a Israel leis que afetavam as perspectivas imediatas de vida do povo. Quando eles obedeciam a essas leis, eram grandemente beneficiados. Mas algumas leis aplicavam também a pena de morte pela desobediência. Mais tarde, Jesus tornou-se profeta maior do que Moisés. O que ele ensinava eram “declarações de vida eterna”, e deixar de obedecer deliberadamente a essas declarações acarreta a morte da qual não há livramento. Portanto, quão importante é que tomemos a peito o que ele diz! — João 6:66-69; 3:36; Atos 3:19-23.
5. O que torna a sujeição a Jesus tão atraente?
5 A idéia de se sujeitar a um líder não parece desejável a alguns. Eles viram muitos abusos da autoridade. Mas as próprias palavras de Jesus refletem um espírito reconfortador. Ele nos convida cordialmente: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” (Mateus 11:28-30) Que perspectiva atraente! Os que aceitam este convite cordial, depositando plena confiança nele, não ficarão desapontados. (Romanos 10:11) Terão uma segurança tal como a de ovelhas no rebanho dum pastor amoroso.
O GENUÍNO PASTOR EXCELENTE
6. (a) De que modo era a nação de Israel como ovelhas num aprisco? (b) Que promessa fez Jeová a respeito dum pastor para essas “ovelhas”, e como se cumpriu isso?
6 A nação de Israel era como um rebanho de ovelhas pertencente a Jeová. Ele proveu o pacto da Lei, que era como os muros protetores dum aprisco, protegendo-os contra o modo de vida das ímpias nações gentias. Encaminhava também os acatadores ao Messias. (Efésios 2:14-16; Gálatas 3:24) Sobre esse Pastor-Rei messiânico, Jeová predisse: “Vou suscitar sobre [minhas ovelhas] um só pastor e ele terá de apascentá-las, sim, meu servo Davi.” (Ezequiel 34:23, 31) Isto não queria dizer que Davi, que já estava morto, reinaria de novo pessoalmente sobre o povo de Deus. Antes, Jeová suscitaria da linhagem real de Davi um pastor-rei por meio de quem Ele proveria segurança. (Jeremias 23:5, 6) Houve diversas ocasiões em que certos homens afirmavam falsamente ser o libertador messiânico, mas no ano 29 EC Jeová usou João, o Batizador, para apresentar Jesus Cristo às “ovelhas” de Israel como o único realmente enviado por Deus, o Messias com credenciais autênticas. Tratava-se do celestial Filho de Deus, cujo princípio de vida havia sido transferido para o ventre duma virgem judia, a fim de que nascesse na linhagem real de Davi. O nome Davi significa “amado”; portanto, após o batismo de Jesus em água, Jeová declarou apropriadamente, de modo audível, desde o céu: “Tu és meu Filho, o amado; eu te tenho aprovado.” — Marcos 1:11.
7. (a) Como demonstrou Jesus, qual “pastor excelente” a profundidade de sua preocupação amorosa para com as “ovelhas”? (b) Como se contrasta isso com a conduta de anteriores messias falsos?
7 Jesus disse, menos de quatro meses antes de sua morte: “Eu sou o pastor excelente; o pastor excelente entrega a sua alma em benefício das ovelhas.” (João 10:11) Ele contrastou seu papel com o dos falsos messias, que haviam surgido anteriormente, dizendo: “Quem não entra pela porta do aprisco das ovelhas, mas galga por outro lugar, esse é ladrão e saqueador. Mas, quem entra pela porta é pastor de ovelhas. Para este o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz, e ele chama por nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Tendo retirado todas as suas, vai na frente delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. De modo algum seguirão a um estranho, mas fugirão dele, porque não conhecem a voz de estranhos.” — João 10:1-5, 8.
8. (a) A que novo “aprisco” conduziu Jesus os judeus que o seguiam? (b) Quantos tem ele levado a este aprisco?
8 Os do aprisco judaico que acatavam a liderança do pacto da Lei aceitaram a Jesus como o Messias, quando João, o Batizador, como “porteiro”, o apresentou. Mostraram ser as “próprias ovelhas” de Jesus e ele os conduziu a um novo aprisco ou redil figurativo, pertencente a Jeová. Este aprisco representava uma relação favorecida com Jeová, à base do novo pacto, feito com o Israel espiritual e validado pelo sangue do próprio Jesus. Por meio deste pacto, tornou-se possível que obtivessem a vida celestial junto com Cristo qual “descendente” de Abraão, por meio de quem adviriam bênçãos para pessoas de todas as nações. (Hebreus 8:6; 9:24; 10:19-22; Gênesis 22:18) Jesus Cristo, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos e restabeleceu na vida celestial, é a “porta” deste aprisco do novo pacto. Em harmonia com o propósito de seu Pai, ele trouxe a este aprisco apenas um número limitado — só 144.000 — primeiro dentre os judeus, e mais tarde dentre os samaritanos e os gentios. Jesus, como o Pastor Excelente, conhece cada uma de suas ovelhas por nome, e dá-lhes amoroso cuidado e atenção pessoais. — João 10:7, 9; Revelação (Apocalipse) 14:1-3.
9. Quem são as “outras ovelhas” mencionadas por Jesus, e quando são ajuntadas?
9 No entanto, Jesus não limita seu pastoreio a este “pequeno rebanho” dos que obtêm o Reino celestial. (Lucas 12:32) Ele disse também: “Tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor.” (João 10:16) Quem são estes? São os que não estão no novo pacto; não são israelitas espirituais. São pessoas ajuntadas dentro da provisão de vida eterna na terra, feita por Jeová, à base da fé que exercem no valor sacrificial do sangue de Jesus. Muitas delas entram numa associação íntima com os membros do Israel espiritual agora, enquanto estes ainda estão na terra, e, junto com eles, voltam-se para Cristo qual Pastor Excelente. Aqueles, das “outras ovelhas”, que ainda estão vivos na terra e que agora se manifestam constituem a “grande multidão” de Revelação 7:9, 10, 14, e têm a perspectiva de sobreviver à vindoura grande tribulação.
10. O que se requer para alguém ser uma destas “outras ovelhas”?
10 Para alguém se enquadrar na descrição bíblica de tais “outras ovelhas” que são resguardadas e preservadas pelo Pastor Excelente, ele precisa ‘escutar’ a voz Deste e evidenciar que realmente faz parte do “um só rebanho”, que inclui os herdeiros genuínos do Reino celestial. Está fazendo isso? Com quanta atenção está escutando a voz dele?
11. O que dará evidência de que realmente ‘escutamos’ o que Jesus disse em João 15:12?
11 Sem dúvida, sabe que Jesus disse: “Este é o meu mandamento, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” (João 15:12) Como influi este mandamento na sua vida? Mostra o tipo de amor que Jesus exemplificou? É seu amor realmente abnegado? Evidenciam as suas ações e sentimentos tal amor para com todos na congregação cristã e para com os membros de sua própria família?
12. (a) Se formos mesmo ‘ensinados por meio de Jesus’ quanta mudança causará isso em nós? (b) Portanto, que devemos fazer com as coisas que aprendemos da Bíblia?
12 O apóstolo Paulo declarou que, se realmente ‘ouvirmos’ a Jesus e formos “ensinados por meio dele”, toda a nossa personalidade mudará. Poremos de lado a personalidade que se conforma com o nosso anterior modo de vida e revestir-nos-emos da “nova personalidade”, que reflete as excelentes qualidades de Jeová. (Efésios 4:17-24; Colossenses 3:8-14) Quando estuda a Bíblia, está pensando seriamente nos pontos em que você pessoalmente precisa fazer ajustes para agradar a Deus? Está fazendo conscienciosamente tais mudanças? Nota a obra vital que Jesus mandou fazer em nossos dias — a pregação das boas novas do Reino estabelecido de Deus — e está procurando meios de participar nisso? Será que o apreço pela benignidade imerecida de Deus para com você suscita no seu coração o desejo de fazer isso? — Mateus 24:14.
13. (a) Se não tivermos cuidado, como poderíamos ser desencaminhados pelo nosso coração? (b) Então, até que ponto temos de seguir os passos de Cristo?
13 Temos de ter cuidado para não permitir que nosso coração nos desencaminhe. Milhões de pessoas professam crer em Jesus Cristo, e talvez possam até mesmo citar algumas das coisas que ele ensinou, mas aplicam apenas o que acham conveniente. Alguns talvez evitem adotar uma conduta que consideram flagrantemente errada. A perspectiva de vida na terra paradisíaca, sob o Reino de Deus, pode parecer-lhes boa, e talvez gostem agora de se associar com os que sinceramente se esforçam a aplicar princípios cristãos na sua vida. Mas, se quisermos estar entre aqueles que sobreviverão para a “nova terra”, teremos de escutar com atenção tudo o que Jesus diz. É vital reconhecer que nós mesmos não podemos com bom êxito dirigir os nossos próprios passos. Temos de escutar o Filho de Deus, aquele que foi comissionado por Jeová como Libertador de Seu povo, e andar cuidadosamente nos seus passos. — Jeremias 10:23; Mateus 7:21-27; 1 Pedro 2:21.
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“Não terão mais fome”Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 10
“Não terão mais fome”
1. Quão séria é a preocupação mundial com os alimentos?
UM DOS principais problemas com que o mundo se confronta hoje está relacionado com os alimentos. Os preços elevados causam dificuldades a muitos. Outros confrontam-se com a própria inanição. Noticiou-se há pouco tempo que cada ano 40 milhões de pessoas — em alguns anos tantas quantas 50 milhões — morrem por não conseguir o alimento de que necessitam. Cerca de dez vezes mais delas sofre de desnutrição. Embora alguns países produzam muito mais do que sua população pode consumir, a rivalidade política e a ganância comercial muitas vezes frustram os esforços de colocar os excedentes à disposição daqueles que mais precisam deles. — Veja Revelação (Apocalipse) 6:5, 6.
2. Por que é que pessoas, mesmo em países onde há abundância, têm motivos de preocupação?
2 Mesmo os países que parecem ter abundância se confrontam com um futuro perturbador. Por quê? Os métodos atuais de lavoura muitas vezes dependem do petróleo, e o suprimento global deste não é ilimitado. A grande dependência de fertilizantes comerciais está poluindo seus suprimentos de água. O uso excessivo de pesticidas, com o objetivo de proteger as safras, também está destruindo organismos de que a produtividade futura do solo depende. Em quase cada campo de empenho humano, os problemas sérios continuam a multiplicar-se. Aurelio Peccei, presidente dum foro internacional de intelectuais, comparou o mundo a “uma bala que ricocheteia, virando de uma calamidade para outra”. Será que é ser realístico basear as esperanças quanto ao futuro num mundo com tais antecedentes? — Jeremias 10:23; Provérbios 14:12.
3. Quem pode garantir abundância de alimentos para toda a humanidade, e o que dá a você tal confiança?
3 Milhões de pessoas, sensatamente, reconheceram a necessidade que têm da ajuda que só Deus pode prover. Tendo examinado as profecias bíblicas, sabem que Jeová Deus já entronizou seu Filho celestial, Jesus Cristo, e lhe deu toda a terra como sua propriedade. (Salmo 2:7, 8) Ele tem a sabedoria e a capacidade de garantir que toda a humanidade seja generosamente suprida dos produtos da terra. (Salmo 72:7, 8, 16; Colossenses 1:15-17) Quando o atual sistema egoísta tiver sido removido, Cristo dirigirá os esforços dos sobreviventes humanos no sentido de que toda a terra se torne um Paraíso frutífero.
4. O que temos de fazer agora, para tirar proveito de tais provisões físicas?
4 Os eternamente beneficiados pelo seu governo, porém, são os que discernem que o homem não vive só de pão, pessoas que apreciam valores espirituais e reconhecem a necessidade vital de derivar força por aprenderem e fazerem a vontade de Deus. A Bíblia destaca repetidas vezes a importância disso. (João 4:34; 6:27; Jeremias 15:16) Jesus enfatizou isso ao dizer: “Está escrito: ‘O homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová.’” (Mateus 4:4) Precisamos agora de tal alimento espiritual, se havemos de sobreviver ao fim do mundo atual. Como podemos obtê-lo foi ilustrado para nós no relato bíblico a respeito de José e seus irmãos.
“IDE A JOSÉ”
5. Como aconteceu que José passou a ser escravo no Egito?
5 Deus deu a José, bisneto de Abraão, uns sonhos que indicavam que José teria um papel de destaque na vida. Por causa disso, bem como pelo fato de que ele era especialmente amado pelo seu pai, os dez meios-irmãos de José o odiavam. Tramaram matá-lo, mas finalmente o venderam como escravo, e ele foi levado ao Egito. Como se ia cumprir então o propósito de Deus para com José? — Gênesis 37:3-11, 28.
6. (a) Como foi José trazido à atenção de Faraó? (b) Quais foram os sonhos que perturbaram Faraó?
6 Quando José tinha 30 anos de idade, Jeová fez com que Faraó, o governante do Egito, tivesse dois sonhos, que o perturbaram. No primeiro, ele viu sete vacas “de aparência bela e de carnes gordas”, mas também mais sete vacas “de aparência feia e de carnes magras”. As vacas magras passaram a consumir as gordas. Em outro sonho, Faraó viu sete espigas numa só haste, “grossas e boas”, e mais sete espigas que eram “mirradas e abrasadas pelo vento oriental”. Novamente, as mirradas consumiram as grossas. O que significava tudo isso? Nenhum dos sábios do Egito pôde interpretar estes sonhos. Mas o copeiro de Faraó lembrou-se de que, quando estivera na prisão, outro preso, José, havia interpretado corretamente uns sonhos. Faraó prontamente mandou chamar José. — Gênesis 41:1-15.
7. (a) Como se tornou José administrador de alimentos para o Egito? (b) Quando a fome se tornou severa, o que fizeram os egípcios para continuar vivos?
7 Não reivindicando nenhum mérito para si mesmo, José disse a Faraó: “O sonho de Faraó é apenas um só. O que o verdadeiro Deus está fazendo, ele tem comunicado a Faraó.” (Gênesis 41:16, 25) José explicou que o segundo sonho significava o mesmo que o primeiro e destacava a certeza de sua realização. Sete anos de fartura no Egito seriam seguidos por sete anos de fome. Ele aconselhou a Faraó que encarregasse um homem capaz da armazenagem de cereais durante os anos de fartura, em preparação para a fome. Faraó reconhecendo que evidentemente o próprio Deus havia revelado tudo isso a José, nomeou José como administrador de alimentos, dando-lhe no Egito uma autoridade apenas secundária à do próprio Faraó. Assim como fora predito, vieram sete anos de extraordinária fartura, e José mandou armazenar enormes quantidades de gêneros alimentícios. Depois, a predita fome apertou o país. Quando o povo pediu pão a Faraó este respondeu: “Ide a José. O que ele vos disser, isso haveis de fazer.” Assim, José vendeu-lhes cereais — primeiro pagos com dinheiro, depois com o gado deles, e finalmente em troca deles mesmos e de sua terra. Para continuarem vivos, tiveram de entregar-se completamente para o serviço de Faraó. — Gênesis 41:26-49, 53-56; 47:13-26.
8. (a) Para obter os necessários alimentos, o que se exigiu dos meios-irmãos de José? (b) Por que se preservou o registro disso?
8 A fome afetou também outros países em volta do Egito. Por fim, até mesmo os meios-irmãos de José desceram de Canaã. Haviam-se passado mais de 20 anos desde que o venderam à escravidão, e eles não o reconheceram. Curvaram-se diante dele, assim como os sonhos de José já predisseram há muito, e procuraram obter alimentos. (Gênesis 37:6, 7; 42:5-7) Com habilidade, José os pôs à prova e obteve evidência convincente de que sua atitude para com ele e seu pai havia de fato mudado. Finalmente, ele se identificou e explicou que fora realmente “para a preservação de vida” que Deus o enviara ao Egito na frente deles. Sob a sua orientação, mudaram-se com o seu pai e suas famílias para o Egito. (Gênesis 45:1-11) Tudo isso foi registrado para nosso benefício, e seu significado profético envolve acontecimentos dos nossos dias. — Romanos 15:4.
SACIEMOS AGORA NOSSA FOME E NOSSA SEDE
9. (a) Qual é a causa da fome espiritual hoje existente no mundo? (b) Por que é esta uma das causas básicas dos problemas da humanidade?
9 Uma das causas básicas dos problemas da humanidade é a fome espiritual. Visto que os homens abandonaram a Jeová, ele não os favorece com o entendimento de sua Palavra, e, em resultado disso, eles sofrem “fome, não de pão, e uma sede, não de água, mas de se ouvirem as palavras de Jeová”. (Amós 8:11) As pessoas espiritualmente famintas procuram obter respostas a perguntas vitais como as seguintes: Qual é o significado da vida? Por que morrem as pessoas? Há realmente qualquer esperança quanto ao futuro? Atordoadas pela fome espiritual, tais pessoas amiúde prejudicam a si mesmas e a outros, ao passo que se empenham em conduta imoral e criminosa para satisfazer seus anseios.
10. (a) Que condição existe entre os servos de Jeová, em cumprimento de Isaías 65:13, 14? (b) Quando ocorrem esses períodos de fome espiritual e de abundância espiritual?
10 Em contraste com isso, Jeová tem dado abundância espiritual aos seus servos leais, e entre estes existe genuíno amor. Abriu ao entendimento deles satisfatórias verdades espirituais na sua Palavra inspirada e deu-lhes um trabalho a fazer como suas testemunhas. Eles compartilham de bom grado essas verdades com outros espiritualmente famintos, que procuram a vida numa relação com Deus. (Isaías 65:13, 14; Lucas 6:21) Lá no antigo Egito, os sete anos de fome seguiram-se aos sete de fartura. Mas nos nossos dias, os períodos de fome espiritual e de abundância espiritual são concomitantes.
11. (a) Quem foi retratado por Faraó e quem por José e por que é assim? (b) Em que sentido é o proceder adotado pela “grande multidão” similar ao dos egípcios famintos?
11 Hoje em dia, o governante não é Faraó. Jeová Deus, o Faraó Maior, é o Soberano Universal. Ele concedeu a Jesus Cristo uma autoridade secundária apenas à sua própria. Jesus, como o José Maior, é Aquele a quem Jeová confiou a responsabilidade de distribuir alimento espiritual sustentador da vida. As filosofias religiosas e seculares do mundo deixaram a humanidade com uma atormentadora fome espiritual. Os homens só podem ser sustentados por se voltarem para Jesus Cristo e obterem alimento espiritual da maneira como ele orienta. Milhões de pessoas, retratadas pelos egípcios famintos, estão fazendo isso. Por meio de Jesus Cristo, dedicam-se plenamente a Jeová para todo o sempre, e assim estão incluídos na grande multidão de prospectivos sobreviventes do vindouro dia da ira divina.
12. (a) Como é que Jesus, no céu, torna disponível o alimento espiritual para nós aqui na terra? (b) O que convence você da identidade do “escravo fiel e discreto”?
12 Mas Jesus está no céu. Como fornece ele alimento espiritual para nos beneficiar aqui na terra? Ele predisse que faria isso por meio de seu “escravo fiel e discreto”. (Mateus 24:45-47) Trata-se dum “escravo” composto, constituído de sua congregação de ungidos pelo espírito enquanto ainda na terra. (Veja Isaías 43:10.) Um restante destes ainda está no cenário terrestre. Esta verdadeira congregação cristã é facilmente identificável por se compararem os seus ensinos e as suas práticas com a Bíblia. Ela ensina genuinamente aquilo que Jesus mandou. Portanto, não está envolvida nos assuntos políticos do mundo, mas todos os seus membros são proclamadores públicos do Reino de Deus. Não estão espalhados entre as seitas da cristandade. Estão unidos, assim como Jesus disse que estariam — todos eles Testemunhas de Jeová, em imitação de seu Senhor. (Veja João 17:16, 20, 21; Mateus 24:14; 28:19, 20; Revelação 1:5.) Usufruem abundância espiritual e estão dispostos a compartilhá-la com outros.
13. (a) Como têm muitos demonstrado ser semelhantes aos dez meios-irmãos de José? (b) Como podemos todos nós tirar proveito do alimento espiritual provido por Cristo mediante a classe do “escravo”?
13 Muitos estão zombando desses cristãos ungidos, dizendo: ‘Acham que são melhores que nós? Acham que são os únicos que têm razão?’ Mas, com o tempo, alguns passam a reconhecer humildemente que Jeová tem realmente testemunhas na terra e que estas proclamam mesmo a Sua palavra. Chegam a reconhecer que a Bíblia mostra que haveria apenas uma só congregação cristã verdadeira e que seus membros estariam unidos. (Efésios 4:5; Romanos 12:5) Um exame honesto e humilde dos fatos conduziu-os a esta organização. Os dez meios-irmãos de José prefiguravam pessoas que anteriormente haviam perseguido os seguidores ungidos de Jesus ou os que deram apoio moral a tais perseguidores, mas agora demonstram uma genuína mudança de coração. (João 13:20) Aceitam com gratidão o alimento espiritual provido por Jesus Cristo por meio da classe de seu “escravo fiel”. Obtêm força espiritual ao se alimentarem das verdades bíblicas consideradas nas publicações da Torre de Vigia, ao assistirem regularmente às reuniões das Testemunhas de Jeová e ao participarem ativamente em fazer a vontade de Deus. É você uma destas pessoas humildes? — Hebreus 10:23-25; veja João 4:34.
14. Que condições espirituais são hoje usufruídas pelos que vivem em harmonia com os princípios aprendidos deste drama bíblico?
14 Um revigoramento alegre está sendo usufruído por todos os que assim colocam amorosamente sua vida à disposição de seu Criador, por meio de Jesus Cristo. Em sentido espiritual, “não terão mais fome, nem terão mais sede, . . . porque o Cordeiro [Jesus Cristo], que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida.” — Revelação 7:16, 17; Isaías 25:6-9.
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“Fugi do meio de Babilônia”Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 11
“Fugi do meio de Babilônia”
1. (a) Como podemos saber que espécie de adoração agrada a Deus? (b) Deus nos exorta a fugir de quê?
MUITOS passaram de uma religião para outra na busca de respostas satisfatórias às suas perguntas sobre a vida. Encontram certas similaridades em crenças e em práticas, mas também muitas diferenças. Mas só se pode ter certeza das respostas certas e das práticas que realmente agradam a Deus quando se usa a Palavra do próprio Deus por guia. O Criador, por meio da Bíblia, familiariza-nos consigo mesmo e com o seu propósito. Expõe também para nós as raízes da adoração falsa. Nisso ele nos adverte contra o que descreve como “Babilônia, a Grande”, e exorta-nos a ‘fugir’ do meio dela. Acatou você esta advertência? — Revelação (Apocalipse) 18:4, 21; Jeremias 51:6.
2. O que é “Babilônia, a Grande”?
2 O que é “Babilônia, a Grande”? Encaradas de modo coletivo, todas as religiões que advogam atitudes, crenças e costumes que têm raízes na religião da antiga Babilônia constituem Babilônia, a Grande. As características identificadoras dela, portanto, podem ser determinadas pelo exame da origem e da religião da própria antiga Babilônia.
3. (a) Como teve início a antiga Babilônia e que espírito foi promovido pelo seu fundador? (b) Como se reflete este espírito nas religiões hoje em dia?
3 Bem mais de um século após o Dilúvio dos dias de Noé, construiu-se a cidade de Babel (mais tarde chamada Babilônia) em torno duma torre — projeto que, pelo visto, foi promovido por Ninrode. Este Ninrode estimulou nos seus associados um espírito de rebeldia contra Jeová e o desejo de procurar destaque para si mesmos. (Gênesis 10:9, 10; 11:1-9) Notou tal espírito hoje em dia — a desconsideração à Palavra de Deus, mesmo por parte daqueles que afirmam ser religiosos, e o uso da religião para chamar atenção para si mesmo ou mesmo para obter destaque?
4. Como deturpou a religião babilônica a verdade sobre o próprio Deus?
4 Tríades de deuses tinham destaque na religião babilônica. Havia uma tríade ou trindade composta por Anu, Bel e Ea; outra incluía Sin, Samas e Istar. Além disso, os lugares de adoração em Babilônia estavam cheios de imagens. Tudo isso desviava a atenção de haver um único Deus verdadeiro cujo nome é Jeová. (Deuteronômio 4:39; João 17:3) As qualidades e a conduta atribuídas aos seus deuses, junto com o uso das imagens sem vida, deu a muitos o conceito distorcido sobre o Criador. — Jeremias 10:10, 14; 50:1, 38; 1 Coríntios 10:14, 19-22.
5. (a) De que modo era a crença babilônica quanto à morte realmente um embelezamento da mentira que Satanás pregou a Eva? (b) A que outros ensinos levou isso?
5 Os babilônios acreditavam que a morte era apenas uma passagem para outra espécie de vida, mas isso contradizia o que Deus dissera aos nossos primeiros pais. Os filósofos gregos ampliaram esta idéia, dizendo que os humanos têm uma alma imortal. A primeira mentira do Diabo foi que, se Adão e Eva desobedecessem a Deus, eles ‘positivamente não morreriam’ na carne. Dizia-se então às pessoas que aquilo que vivia para sempre era uma parte interna delas, que não podiam ver. Este ensino falso levou à crença no fogo do inferno, no purgatório, no culto aos antepassados e a muitas outras coisas. — Gênesis 3:1-5; Eclesiastes 9:5, 10; Ezequiel 18:4.
6. (a) Que outras práticas costumeiras hoje têm suas raízes na religião babilônica? (b) Quão sério é isso?
6 A religião babilônica incluía também a prática da astrologia, a adivinhação, a magia e a feitiçaria, coisas pelas quais as pessoas têm procurado obter orientação sobrenatural, que pudesse ser usada para enriquecê-las ou para controlarem outros. (Daniel 2:27; Ezequiel 21:21) Como são comuns tais práticas hoje em dia, embora a Bíblia advirta contra todas elas! As pessoas, por se empenharem nelas, têm feito diretamente o jogo de espíritos demoníacos, que demandam um preço cruel pelos favores que concedem. Deuteronômio 18:10-12; Isaías 8:19; Atos 16:16; Revelação 18:21, 23.
7. Que evidência observa você no sentido de que Babilônia, a Grande, (a) mantém relações ilícitas com governantes políticos, (b) tem grande riqueza e (c) é responsável por derramamento de sangue?
7 A Bíblia, identificando adicionalmente Babilônia, a Grande, fala sobre as relações ilícitas desta com governantes políticos, sobre a riqueza dela e sua responsabilidade pelo derramamento de sangue, inclusive o de verdadeiros servos de Deus. (Revelação 17:1-6; 18:24) Os antecedentes das religiões do mundo, neste respeito, são bem conhecidos.
QUÃO GRANDE É SEU AMOR À VERDADE?
8. Quem, realmente, é o deus de Babilônia, a Grande?
8 Quando alguém pertence a alguma parte de Babilônia, a Grande, quando participa nas celebrações dela ou imita seus modos de agir, quem é honrado com isso? Certamente não é Jeová. Antes, tal pessoa, na realidade, se curva diante do “deus deste sistema de coisas”, aquele que tem cegado a mente da humanidade — 2 Coríntios 4:4.
9. Como foi possível que Satanás desencaminhasse tantas pessoas em matéria de religião?
9 Mas, como foi possível que tantos fossem desencaminhados desta maneira? A Bíblia responde que se tornaram vítimas do laço de Satanás “por não terem aceito o amor da verdade”. (2 Tessalonicenses 2:9-12) Isto não nos deve surpreender. Quantos você conhece que sempre falam a verdade — em casa, no serviço, ou quando confrontados com as suas próprias faltas? Quando se lhes mostra o que a Bíblia, a palavra de verdade de Deus, diz, quantos estão dispostos a abandonar suas anteriores crenças ou costumes, ou até mesmo mudar de modo de vida, para se harmonizar com ela? Está você disposto a isso?
10. (a) Que espécie de pessoas está procurando Jeová? (b) Como podemos mostrar que somos desse tipo de pessoas?
10 Jeová está procurando pessoas que têm tal amor à verdade. Ele mesmo é o “Deus da verdade”. (Salmo 31:5) Os ensinos de sua Palavra não são mera imaginação. São a verdade. Jesus disse a certa mulher em Samaria: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem. Deus é Espírito, e os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade.” (João 4:23, 24) É tal tipo de pessoa que você quer ser?
A PROVISÃO DE LIBERTAÇÃO POR PARTE DE DEUS
11. (a) O que foi predito em Isaías 49:8, 9? (b) Quando teve isso seu primeiro cumprimento? (c) Por que nos interessa isso?
11 Com o fim de prover-nos orientação, Jeová, há muito, fez registrar na Bíblia uma promessa de libertação das garras do controle opressivo de Babilônia. Ela teve cumprimento quando Ciro, o Grande, libertou os judeus, bem como os netineus não-israelitas, para que pudessem voltar para Jerusalém, a fim de reconstruir o templo de Jeová. Mas isso não era tudo. O que aconteceu naquele tempo indicava uma libertação adicional por meio do Ciro Maior, o Senhor Jesus Cristo. Seguirmos a orientação dele protege-nos contra sermos desencaminhados por homens que só querem ter destaque. É em especial a Jesus que se aplicava a profecia que diz: “Assim disse Jeová: ‘Num tempo de boa vontade te respondi e num dia de salvação te ajudei; e eu te estive resguardando para te dar como pacto para o povo, para reabilitar a terra, para fazer que se reentre na posse das desoladas propriedades hereditárias, para dizer aos presos: “Saí!”, aos que estão em escuridão: Revelai-vos!”’” (Isaías 49:8, 9) Como se cumpriu isso em Jesus?
12. (a) Como se cumpriu esta profecia em Jesus? (Lucas 4:16-18) (b) Que encorajamento nos dá isso?
12 Jeová respondia às orações de Jesus. Ajudava e protegia seu Filho Jesus, ao passo que este expunha corajosamente a falsidade religiosa e divulgava ‘a verdade que libertaria os homens’. (João 8:32) Apesar de esforços satânicos para destruir Jesus, Jeová preservou seu Filho até que a obra deste na terra estivesse terminada. Daí, ele ressuscitou Jesus para a vida imortal no céu, a fim de que continuasse ali a sua obra de libertação. Deus proveu-o como “pacto” ou garantia de haver uma libertação das pessoas da servidão a Babilônia, a Grande. Com a mesma certeza com que no céu existe o ressuscitado e glorificado Jesus Cristo, também é certo que pessoas de coração reto serão libertas da escuridão religiosa de Babilônia, a Grande. Beneficiar-se-á você com esta libertação?
13. A partir de 36 EC, como mostrou Jesus ser “luz das nações”?
13 Quanto ao alcance desta libertação, Jeová predisse: “Eu te dei também por luz das nações, para que a minha salvação viesse a existir até a extremidade da terra.” (Isaías 49:6) Portanto, em 36 EC, gentios, ou pessoas de nações não-judaicas, começaram a ser admitidas na congregação do Israel espiritual. No entanto, o acréscimo de gentios à congregação cristã ungida com o espírito não era o pleno alcance em que Jesus serviria como “luz das nações”.
14. (a) Para quem mais, dentre as “nações” devia Jesus ser uma luz? (b) Esses foram prefigurados por que grupos que partiram da antiga Babilônia? (c) Que bênçãos espirituais já usufruem tais, em cumprimento de Isaías 49:10?
14 Jesus sabia que ajuntaria também “outras ovelhas”, que usufruiriam a vida eterna na terra. (João 10:16) Estas foram prefiguradas pelos netineus não-israelitas e pelos filhos dos servos de Salomão, que se juntaram aos judeus em 537 AEC no seu êxodo de Babilônia. (Esdras 2:1, 43-58) Nos tempos modernos, já uma grande multidão de tais pessoas têm acatado a ordem de ‘sair’ de Babilônia, a Grande. Elas usufruem agora as revigorantes bênçãos espirituais preditas em Isaías 49:10: “Não terão fome, nem terão sede, nem se abaterá sobre eles o calor abrasador ou o sol. Porque Aquele que se apieda deles os guiará e os conduzirá junto às fontes de água.” Em Revelação 7:9, 16, 17, essas bênçãos são apropriadamente aplicadas à “grande multidão” de “outras ovelhas”.
“SAÍ DELA, POVO MEU”
15. Por que insta a Bíblia com os que querem ser do povo de Deus que saiam de Babilônia, a Grande?
15 Numa visão inspirada mostrou-se ao apóstolo João o que a execução do julgamento de Deus significaria para Babilônia, a Grande. Em vista da certeza desta execução, um anjo, falando por Deus, instava desde o céu: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas. Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela.” — Revelação 18:4, 5.
16. O que poderá dar indício de que realmente acatamos essa ordem?
16 Os membros do Israel espiritual acataram esta ordem, e agora exortam outros a fazer o mesmo. Sabem que não se pode agradar a Deus misturando a adoração verdadeira com a falsa. Caso alguém se associe com as Testemunhas de Jeová, mas ainda não tiver cortado seus vínculos com Babilônia, a Grande, poderá dizer que não faz parte dela? Mesmo que ele nunca assistisse aos ofícios religiosos dela, mas se participasse no seu lugar de trabalho ou com seus parentes na celebração dos feriados religiosos dela, ainda estaria tocando em coisa imunda. (Isaías 52:11) Se ele participar em tradições de família que refletem a crença na imortalidade da alma ou o medo supersticioso de espíritos maus, ele ainda está participando nos pecados dela. Não podemos continuar indecisos. Se cremos que Jeová é o verdadeiro Deus, então temos de servir somente a ele. — 1 Reis 18:21.
17. (a) Conforme mostrado em Revelação 14:6, 7, a que se convida as pessoas em toda a parte? (b) Para adorarem a Jeová de maneira aceitável, a que outra ordem terão de obedecer?
17 Faz-se agora a pessoas de todas as nações, tribos e línguas o convite atraente: Participe na adoração de Jeová, o único Deus verdadeiro! (Revelação 14:6, 7) Para fazer isso, também terá de imitar os antigos servos de Deus, que acataram a ordem: “Fugi do meio de Babilônia e ponde cada um a sua própria alma a salvo.” — Jeremias 51:6.
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Identificados para a destruição ou para a sobrevivência?Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 12
Identificados para a destruição ou para a sobrevivência?
1. Que perguntas nos incentiva esta lição a considerar?
A SITUAÇÃO religiosa hoje existente requer que mostremos o que realmente temos no coração. Amamos realmente a Jeová e seu modo de proceder? Somos semelhantes a seu Filho, Jesus Cristo, a quem se disse: “Amaste a justiça e odiaste o que é contra a lei”? (Hebreus 1:9) Estamos dispostos a mostrar isso abertamente, para que outros saibam a nossa posição? O registro bíblico a respeito de Jeú e Jonadabe, filho de Recabe, ajuda-nos a examinar a nossa posição.
2. Quem eram Jeú e Jonadabe?
2 No décimo século AEC, Jeú foi ungido para ser Rei sobre o reino de dez tribos de Israel, cuja capital era Samaria. Ele foi comissionado a destruir todos os que pertenciam à casa iníqua do Rei Acabe, que incluía a rainha Jezabel, a qual havia promovido a adoração de Baal em Israel e se havia empenhado a erradicar a adoração de Jeová. Jonadabe, queneu (portanto, não israelita), sem dúvida estava a par do programa de execução a ser realizado por Jeú quando foi ao encontro dele. Mas, quão forte era o amor de Jonadabe a Jeová? Identificar-se-ia abertamente como alguém que cria firmemente que apenas Jeová, o verdadeiro Deus, devia ser adorado?
“É TEU CORAÇÃO RETO PARA COMIGO?”
3. Como tornou Jonadabe público a sua posição para com a adoração de Jeová?
3 Depois de os dois homens terem trocado cumprimentos, Jeú pediu que Jonadabe esclarecesse a sua posição. “É teu coração reto para comigo”, perguntou Jeú, “assim como o meu próprio coração é para com o teu coração?” Jonadabe respondeu sem hesitação: “É.” “Se é, dá-me deveras a tua mão”, replicou Jeú. Assim, fez subir Jonadabe no seu carro e disse: “Vem deveras comigo e vê como não tolero rivalidade para com Jeová.” Jonadabe não recuou em temor. — 2 Reis 10:15, 16; veja Deuteronômio 6:13-15.
4, 5. (a) Como fez Jeú que os adoradores de Baal se identificassem? (b) Que ação tomou então Jeú, e onde estava Jonadabe? (c) Qual é a sua reação diante da destruição dos adoradores de Baal?
4 Chegando a Samaria, Jeú tomou medidas que obrigariam todos os que adoravam Baal a identificar-se. Os profetas, os sacerdotes e todos os adoradores de Baal foram convocados para um grande sacrifício na casa de Baal. Foram avisados de que todos os que deixassem de comparecer perderiam a vida. Jeú mandou distribuir vestimentas a serem usadas por todos os adoradores de Baal para ficarem claramente identificados. Todos os que afirmassem também adorar a Jeová viram-se assim obrigados a revelar a quem realmente serviam. Parecia ser uma ocasião gloriosa para Baal e para Satanás, o Diabo, o deus falso a quem Baal realmente representava.
5 Não era lugar para os verdadeiros adoradores de Jeová. Fez-se uma busca para certificar-se de que apenas os adoradores de Baal estivessem presentes. Daí começou a cerimônia. No ínterim, os homens de Jeú, lá fora, preparavam-se, e, ao sinal dele, entraram em ação. “Golpeai-os! Não deixeis sair nem sequer um”, ordenou ele. Todos os adoradores de Baal foram destruídos. A casa de Baal foi derrubada. “Assim aniquilou Jeú a Baal em Israel.” Jonadabe estava ao lado de Jeú para presenciar esses acontecimentos. (2 Reis 10:18-28) Como reage você àquilo que ocorreu ali? Embora nenhum de nós se agrade da morte de outros, nem mesmo de iníquos, sabemos avaliar por que isso era necessário e por que foi registrado na Bíblia para o lermos hoje? — Veja Ezequiel 33:11.
6. (a) Como será destruída Babilônia, a Grande? (b) Quando Jesus esteve na terra, como mostrou ele que não tolerava nenhuma rivalidade para com Jeová?
6 Este relato não nos autoriza a destruir quer prédios que pertencem a grupos religiosos, quer pessoas devotadas à adoração falsa. Jeová não designou as suas testemunhas hodiernas, mas sim o glorificado Jesus Cristo, como o Jeú Maior, a executar Seus julgamentos justos. Por permitir que o conjunto de poderes políticos expresse seu próprio ódio a Babilônia, a Grande, o Rei celestial causará o aniquilamento do império mundial da religião falsa. (Revelação 6:2; 17:16; 19:1, 2) Quando Jesus esteve na terra, ele se negou a realizar sequer um único ato de adoração que honrasse o Diabo. Denunciou a rejeição da Palavra de Jeová em favor da tradição humana e o uso da adoração de Deus para lucro comercial. Não tolerou nenhuma rivalidade para com Jeová. — Lucas 4:5-8; Mateus 15:3-9; 21:12, 13.
7. (a) Quais são algumas das evidências hodiernas de baalismo? (b) Por que é que Cristo, como Rei, tem tolerado essas coisas?
7 Então, por que permite Cristo, que agora domina no meio dos seus inimigos, que o moderno baalismo aparentemente prospere? Por que permite ele que as pessoas parecem conseguir safar-se com honrar o deus deste sistema de coisas por desconsiderarem os requisitos de Jeová? Por que tolera a atuação delas, como se Deus não objetasse à imoralidade sexual delas, à sua glorificação dum modo de vida materialista, à sua adoção de práticas espíritas, sendo que ao mesmo tempo professam ser cristãos, e ao seu ensino de doutrinas babilônicas como se estas fossem a palavra de Deus? O drama antigo mostra que isto serve para pôr as pessoas à prova, para que revelem a quem adoram e se, portanto, merecem ser preservadas ou destruídas.
8. Que perguntas sérias precisamos nós fazer a nós mesmos?
8 Que proceder escolheu você? Já abandonou todas as práticas que possam identificá-lo como praticante do moderno baalismo? Já se separou do mundo e tomou sua posição como verdadeiro adorador de Jeová? — 2 Coríntios 6:17.
9. (a) Se realmente formos como Jonadabe, o que estaremos fazendo? (b) Como salientam os textos mencionados a importância dessas coisas?
9 Jonadabe, qual adorador não-israelita de Jeová, prefigurou as “outras ovelhas” que agora estão sendo ajuntadas com a esperança de vida eterna na terra. Reflete você o espírito de Jonadabe? Está disposto a identificar-se publicamente com o Jeú Maior e com os seguidores ungidos dele, na terra, os quais proclamam o “dia de vingança da parte de nosso Deus”? Participa com eles nesta obra urgente? (Isaías 61:1, 2; Lucas 9:26; Zacarias 8:23) Dá a Jeová a sua devoção exclusiva, não deixando nada interferir no lugar que ele deve ocupar no seu coração? (Mateus 6:24; 1 João 2:15-17) Demonstra sua vida que sua relação com ele é o bem mais precioso que você possui, que tudo gira em torno disso? — Salmo 37:4; Provérbios 3:1-6.
TEM VOCÊ O SINAL?
10. Como mostra a Bíblia que somente os adoradores de Jeová sobreviverão?
10 Seria um erro sério concluir que nada mais se requer da pessoa, desde que leve uma vida “boa” e evite as religiões que claramente fazem algo que é condenado na Palavra de Deus. Todos os que esperam sobreviver para a “nova terra” também têm de ser inconfundivelmente identificados como adoradores de Jeová. (Revelação [Apocalipse] 14:6, 7; Salmo 37:34; Joel 2:32) Esta mensagem é transmitida numa visão dada ao profeta Ezequiel, antes de Jerusalém ser destruída em 607 AEC.
11. (a) Descreva a visão registrada em Ezequiel 9:1-11. (b) Qual era a chave da sobrevivência?
11 Ezequiel ouviu Jeová convocar os designados para arruinar a Jerusalém infiel e seus habitantes. Ele viu seis homens com armas maçadoras, e havia também um homem vestido de linho, com um tinteiro de secretário sobre os quadris. Jeová disse primeiro ao homem vestido de linho: “Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e tens de marcar com um sinal as testas dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as coisas detestáveis que se fazem no meio dela.” Daí ele disse aos outros seis: “Passai pela cidade, atrás dele, e golpeai. Não deixeis o vosso olho ter dó e não tenhais compaixão. Deveis matar o idoso, o jovem, e a virgem, e a criancinha, e as mulheres — para a ruína. Mas não vos aproximeis de nenhum homem em quem haja o sinal, e deveis principiar desde o meu santuário.” Ezequiel observou na visão a destruição que se seguiu — uma tão extensiva, que parecia que todo o Israel, ainda no país, estava sendo arruinado. (Ezequiel 9:1-11) Qual era a chave da sobrevivência? Era o sinal posto na testa da pessoa pelo homem com o tinteiro de secretário.
12. (a) Quais eram as coisas detestáveis sobre as quais os marcados ‘suspiravam e gemiam’? (b) Por que repugnavam a Jeová tais coisas?
12 Apenas os que ‘suspiravam e gemiam por causa de todas as coisas detestáveis’ feitas em Jerusalém foram marcados para a sobrevivência. Quais eram essas “coisas detestáveis”? Alistam-se cinco: (1) Um “símbolo de ciúme” à entrada do pátio interno do templo de Jeová. Qualquer que fosse a sua forma, este objeto recebia a devoção que os israelitas deviam a Jeová. (1 Reis 14:22-24) (2) Esculturas murais de coisas rastejantes e de animais, perante os quais se oferecia incenso ali mesmo, no recinto do templo. (3) Mulheres chorando a morte do deus Tamuz, que era outro nome de Ninrode, aquele que se rebelou contra Jeová. (Gênesis 10:9) (4) Homens demonstrando ultrajante desrespeito por virarem as costas para o templo de Jeová e se curvarem diante do sol. (Deuteronômio 4:15-19) (5) Como insulto final, o povo enchia o país de violência e também estendia um “rebento”, possivelmente um símbolo sexual, ao nariz de Jeová. Sabe avaliar por que Jeová tinha repugnância deles? — Ezequiel 8:5-17.
13. (a) Mencionando uma por vez, comente as práticas hodiernas que se comparam a essas “coisas detestáveis”. (b) O que acha de tais práticas?
13 Qual é a sua reação pessoal diante das hodiernas práticas da cristandade, comparáveis a essas “coisas detestáveis”? (1) Em muitas das igrejas dela há imagens perante as quais as pessoas se curvam em adoração, embora a Bíblia advirta contra isso. (1 Coríntios 10:14; veja 2 Reis 17:40, 41.) (2) Ela acompanha a tendência de substituir a criação do homem por Deus pela evolução dele desde os animais, e participa também na fervorosa devoção a representações de animais e aves usadas como símbolos nacionais. (3) Na sua adoração, ela destaca a cruz, a qual, desde a antigüidade, era símbolo religioso de Tamuz, e participa nas homenagens aos mortos caídos em guerras sangrentas que refletem o espírito de Ninrode. (Mas, veja João 17:16, 17.) (4) Ela vira as costas para o que Deus diz por meio de sua Palavra, e, em seu lugar, prefere o “esclarecimento” fornecido pela ciência moderna e pela filosofia humana. (1 Timóteo 6:20, 21; veja Jeremias 2:13.) (5) Como se isso não bastasse, ela endossa em certos lugares a revoluções e adota um conceito indulgente para com a imoralidade sexual, embora professe falar em nome de Deus. (2 Pedro 2:1, 2) Alguns acham que tais tendências são liberais. Talvez não concordem com todas elas, mas podem estar participando em outras ou pelo menos as toleram. O que acha você de tais práticas que desonram a Deus e que desviam as pessoas do Criador da humanidade?
14. Por que não significa necessariamente que alguém será sobrevivente só porque está desiludido com as igrejas?
14 Muitos ficaram desiludidos com as igrejas e não mais as freqüentam. Talvez fiquem também muito perturbados com a violência e a desonestidade no mundo. Mas isso não necessariamente significa que tenham sido marcados para a sobrevivência. Precisam ser marcados pelo ‘homem com o tinteiro de secretário’. Os fatos mostram que a classe do “escravo fiel e discreto” está fazendo hoje esta obra de marcação. — Mateus 24:45-47.
15. (a) Qual é o sinal? (b) Como é que a pessoa o obtém?
15 Todos os que querem ser marcados como tendo a aprovação de Jeová precisam aceitar a instrução que Ele provê por intermédio dessa classe do “escravo” e tornar-se verdadeiros adoradores de Jeová. Não devem ser pessoas que honram a Jeová com a boca, mas que realmente amam os modos do mundo. (Isaías 29:13, 14; 1 João 2:15) Precisam amar a Jeová e as normas dele, e precisam sentir-se pesarosos no coração, ‘suspirar e gemer’ por causa dos ensinos e das práticas que o desonram. Ninguém porá um sinal de tinta literal na sua testa. Mas quando tiverem o sinal simbólico, será evidente a todos que, como cristãos dedicados e batizados, revestiram-se da “nova personalidade” descrita em Efésios 4:24. Sua fé é viva. Empenham-se publicamente e em particular em fazer aquilo que honra a Jeová. Não é só as pessoas que saíram da cristandade, mas, sem consideração de sua formação, todos os que esperam sobreviver para a “nova terra” como associados da classe ungida terão de ter este sinal
16. Por que é esta visão especialmente importante para os jovens e seus pais?
16 É especialmente significativo que se disse aos executores enviados por Jeová que nem idade, nem sexo, nem estado de solteiro, nem a relação marital eram motivo de poupar alguém que transgredira contra Jeová. A pessoa casada precisa ter individualmente seu sinal para ser poupada. Se os pais resistem a que seus filhos sejam marcados, ou se não os criam como servos de Jeová, então levam a responsabilidade pelo que acontece com esses filhos. Embora filhos obedientes de pais piedosos sejam considerados como “santos” perante Jeová, os que são rebeldes não o são. (1 Coríntios 7:14; Salmo 102:28; Provérbios 20:11; 30:17) Quando os filhos já têm idade bastante para se tornarem cristãos batizados, mas não querem viver segundo os requisitos, quer tenham sido batizados, quer não, sua idade não fará com que sejam poupados. Assim, quão vital é que toda pessoa em idade de responsabilidade seja claramente marcado como alguém dedicado a Deus e que faz a vontade Dele!
17. O que aprendemos aqui sobre a compaixão de Jeová?
17 Jeová tem demonstrado muita compaixão para com a humanidade por enviar suas testemunhas para adverti-la sobre a iminente destruição e para indicar o caminho para a segurança. Mas ele conhece muito bem os antecedentes da religião falsa e os frutos podres que ela produziu. Quando Babilônia, a Grande, for destruída, não haverá nenhuma compaixão com aquele que insiste em apegar-se a ela. Para sobrevivermos à vindoura execução do julgamento divino teremos de seguir os passos de Jesus Cristo como verdadeiros adoradores de Jeová, o Criador do céu e da terra.
[Foto na página 95]
Tem você realmente o sinal necessário para a sobrevivência?
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Tempo de recriaçãoSobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 13
Tempo de recriação
1. (a) Que maravilhosa oportunidade aguarda os que sobreviverem para a “nova terra”? (b) Mas o que exigirá isso?
A SOBREVIVÊNCIA ao fim do atual mundo corrupto é uma perspectiva grandiosa. Ansiamos estar longe das injustiças, da ganância e da violência deste mundo. Mas há outra coisa que a torna ainda mais desejável que sobrevivamos. De que se trata? De todos os que se tornarem parte da “nova terra” também terem a oportunidade de ficar livres das suas próprias imperfeições, das doenças e duma vida de dor, sim, até mesmo da morte. (Revelação [Apocalipse] 21:1-5) Para que isso ocorra, porém, é preciso que o próprio pecado seja completamente erradicado. Como é isso possível? Está associado ao que Jesus Cristo descreveu como a “recriação”.
2. O que é a “recriação” mencionada em Mateus 19:28?
2 Jesus disse aos seus apóstolos: “Na recriação, quando o Filho do homem se assentar no seu glorioso trono, vós, os que me seguistes, também estareis sentados em doze tronos, julgando as doze tribos de Israel.” (Mateus 19:28) A recriação será uma época de “regeneração”, “quando as coisas forem renovadas”, como outras traduções da Bíblia o expressam. (Almeida; A Bíblia de Jerusalém) Por meio desta recriação será possível que os humanos usufruam novamente a perfeição que a humanidade teve no início.
3. (a) Que resultado teve o pecado de Adão? (b) Por que é que nenhum dos descendentes de Adão conseguiu livrar-se dos efeitos do pecado herdado?
3 Por causa do pecado herdado de Adão, todos os descendentes dele tinham de morrer, e muitos têm sofrido penosas doenças que levaram à morte. (Romanos 5:12) Não era possível comprar com dinheiro a isenção da morte. Nenhumas obras de que um humano imperfeito fosse capaz podiam granjear a ele ou a outros algum livramento. A justiça divina exigia que, se a humanidade havia de recuperar a oportunidade de usufruir a vida eterna, se tinha de oferecer um sacrifício equivalente ao que Adão perdera, a saber, uma vida humana perfeita. Nenhum dos descendentes de Adão tinha tal vida para oferecer. — Salmo 49:7-9; Eclesiastes 7:20.
4. (a) Como se provou o resgate necessário? (b) Que proveito podemos tirar disso?
4 O próprio Jeová, em misericórdia, fez a necessária provisão por enviar seu Filho unigênito, Jesus, à terra, como homem perfeito, para depor sua vida como “resgate correspondente”. (1 Timóteo 2:5, 6) Que demonstração magnífica de benignidade imerecida e do amor que Deus tem à humanidade! A vida que se torna possível em resultado disso não é algo que possamos merecer como uma espécie de salário, mas é uma dádiva da parte de Deus. Todavia, ela é dada apenas aos que realmente reconhecem sua necessidade desta provisão divina, exercem fé nela e demonstram esta fé pela obediência ao Filho de Deus. (Romanos 6:23; João 3:16, 36) Mas quando é que a humanidade teria os benefícios deste sacrifício?
BENEFÍCIOS ATUAIS ADVINDOS DO SACRIFÍCIO DE CRISTO
5. (a) Quem foram os primeiros a ser beneficiados pelo sacrifício de Cristo? (b) Que outro grupo tem sido beneficiado, e especialmente a partir de quando?
5 Os benefícios começaram a afetar a vida humana logo depois de Jesus Cristo (no papel do grande Sumo Sacerdote de Deus) ter apresentado o valor de seu sacrifício perante Deus no céu. Primeiro, a partir de Pentecostes de 33 EC, esses benefícios começaram a ser sentidos por aqueles que, chamados para ser herdeiros junto com Cristo, serviriam como reis e sacerdotes com ele no céu. (Atos 2:32, 33; Colossenses 1:13, 14) Daí, notavelmente em 1935, começaram a manifestar-se pessoas que aceitaram a esperança de vida eterna na terra. A esperança delas também se tornou possível pelo sacrifício de Cristo. (1 João 2:1, 2) Esta aplicação progressiva do valor desse sacrifício foi indicado por aquilo que ocorria no Dia da Expiação do antigo Israel.
6. Delineie brevemente o que acontecia no Dia da Expiação.
6 Havia um sumo sacerdote, membro da casa levítica de Arão, oficiando no tabernáculo sagrado de Israel. Outros varões da casa de Arão eram subsacerdotes, e os demais homens da tribo de Levi serviam como ajudantes. A fim de prover a cobertura dos pecados, o sumo sacerdote sacrificava dois animais, cujo sangue era apresentado separadamente no Santíssimo, conforme prescrito por Jeová. Primeiro, o sumo sacerdote arônico oferecia um novilho “por si e por sua casa”, que incluía toda a tribo de Levi. (Levítico 16:11, 14) Depois se apresentava um bode como oferta pelo pecado “para o povo”, as outras doze tribos. (Levítico 16:15) Em adição a isso, confessavam-se os pecados de todo o Israel sobre a cabeça dum bode vivo, que era levado para fora, ao ermo. (Levítico 16:21, 22) O que significava tudo isso?
7. (a) Que único sacrifício foi ali prefigurado? (b) Por que se usava mais de um animal sacrificial?
7 O apóstolo Paulo explicou que o cumprimento disso gira em torno do único sacrifício de Jesus Cristo. “Cristo entrou, não num lugar santo feito por mãos, que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus . . . para remover o pecado por intermédio do sacrifício de si mesmo.” (Hebreus 9:24-26) Então, por que se levava o sangue de mais de um animal ao Santíssimo, no Dia da Expiação de Israel? Era para trazer à atenção aspectos diferentes daquilo que é realizado pelo perfeito sacrifício humano de Jesus. E mais outro aspecto era salientado pela confissão dos pecados da nação sobre a cabeça dum bode vivo que então era levado para fora, ao ermo.
8. (a) Como indicava o procedimento no dia da Expiação quem seria beneficiado primeiro pelo sacrifício de Cristo? (b) Que aplicação do sacrifício de Jesus foi indicado pela oferta pelo pecado “para o povo”? (c) Que fato adicional foi ilustrado por ser um bode levado embora para o ermo?
8 Assim como o sangue do novilho oferecido pela casa de Arão era primeiro levado ao Santíssimo, assim os benefícios do sacrifício de Jesus foram primeiro aplicados a favor daqueles que estariam associados com Cristo no sacerdócio celestial. Fez-se isso a partir de 33 EC. Jesus Cristo não tinha pecados pelos quais precisasse fazer expiação, assim como Arão tinha, mas os que haviam de ser subsacerdotes tinham. Eles foram retratados pela tribo de Levi. (1 Pedro 2:4, 5) A apresentação do sangue dum segundo sacrifício, o bode da expiação dos pecados “para o povo”, indicava que outros da humanidade seriam beneficiados pelo sacrifício de Jesus depois da classe celestial. Tratar-se-ia de pessoas que obteriam a vida no Paraíso restabelecido na terra. Foram prefiguradas pelas “doze tribos [não-sacerdotais] de Israel” no dia da Expiação. (Mateus 19:28; Salmo 37:29) Jesus não somente morreu a favor de todos estes, mas ele realmente leva embora os pecados daqueles pelos quais morreu sacrificialmente, dando-lhes alívio. Isto foi indicado em que, depois de se confessarem os pecados de Israel sobre um bode vivo, este finalmente era levado embora para o ermo, para nunca mais ser visto. — Salmo 103:12; Isaías 53:4-6.
9. (a) Que bênçãos usufruem agora os que exercem fé no sacrifício de Jesus? (b) Que benefícios adicionais advirão mais tarde?
9 Todos os que exercem fé na provisão amorosa de Jeová por meio de Cristo têm a possibilidade de receber verdadeiro perdão de pecados e uma condição limpa perante Deus, sem se tomar em conta seu anterior modo de vida. Eles podem usufruir a inestimável bênção de prestar serviço sagrado a Deus com consciência limpa. (1 Coríntios 6:9-11; Hebreus 9:13, 14) Mas isto não significa que se lhes concede atualmente uma vida livre de todos os efeitos do pecado. (1 João 1:8-10; Romanos 7:21-25) No caso dos que hão de governar no céu junto com Cristo, tal vida será alcançada apenas quando tiverem terminado sua carreira terrestre e forem ressuscitados para a imortalidade nos céus. No caso de outros da humanidade, o alívio completo do pecado se tornará possível por meio da recriação.
“NA RECRIAÇÃO”
10. (a) Quando começou a recriação? (b) Já se deram tronos a alguns em cumprimento da promessa de Jesus?
10 Conforme Jesus disse, a recriação é “quando o Filho do homem [Jesus Cristo] se assentar no seu glorioso trono”. (Mateus 19:28) Naturalmente, nem tudo ocorreu imediatamente quando ele foi entronizado. Após a entronização de Jesus, em 1914 EC, ele primeiro limpou os céus, expulsando Satanás e seus demônios. Daí passou a ressuscitar seus seguidores ungidos para a glória celestial. (Revelação 12:5, 7-12; 1 Tessalonicenses 4:15-17) Não somente os fiéis apóstolos de Cristo receberam os “doze tronos” que lhes foram prometidos, mas progressivamente todos os outros dos 144.000 são entronizados no céu por ocasião da sua ressurreição dentre os mortos. — Revelação 3:21.
11. De que modo já sentem as “outras ovelhas” os efeitos da recriação?
11 Ao passo que se aproximava do seu fim a escolha daqueles que haviam de constituir a classe celestial, começou o ajuntamento dos da grande multidão de “outras ovelhas”, especialmente a partir de 1935. Estes também começaram a usufruir benefícios do sacrifício de Cristo, ‘lavando as suas vestes compridas e embranquecendo-as no sangue do Cordeiro’. Eles são ajudados a se “revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade . (Revelação 7:9, 10, 14; Efésios 4:20-24) Em números cada vez maiores são beneficiados pelas provisões de Deus por meio de Cristo, que podem resultar em viverem para sempre no Paraíso restabelecido. — Revelação 7:17; 22:17.
12. (a) Quem foi representado pelas “doze tribos de Israel” mencionadas aqui por Jesus? (b) Quem, além dos sobreviventes, será beneficiado pela recriação?
12 Agora já em breve, o mundo iníquo será destruído. Satanás e seus demônios serão lançados num abismo. Começará o milenar Dia do Juízo para a humanidade. Jesus Cristo será o Juiz Presidente, e ele cuidará de que todos recebam plena oportunidade e ampla ajuda para poderem aprender e acatar os modos justos de Jeová. Os seguidores ungidos de Cristo, que se mostrarem íntegros até a morte, participarão com ele neste trabalho, “para julgar as doze tribos de Israel”. (Lucas 22:28-30; Revelação 20:4, 6) Isto não significa que julgarão apenas a descendência natural de Israel. Antes, julgarão todos os que foram prefigurados pelas “doze tribos [não-sacerdotais] de Israel” no dia da Expiação. Isto inclui o mundo inteiro da humanidade remida. (1 Coríntios 6:2) Os sobreviventes à grande tribulação serão os primeiros a serem beneficiados por este programa de soerguimento da humanidade. Mas outros bilhões de pessoas também terão participação nisso, porque os a serem julgados incluirão “os vivos e os mortos” (2 Timóteo 4:1; Atos 24:15) Quão emocionante será quando voltarem os mortos que foram abrangidos pelo sacrifício resgatador de Cristo! Quantas lágrimas de alegria serão vertidas ao passo que entes queridos sejam reunidos!
13. De que modo serão os efeitos do milenar Dia do Juízo realmente uma recriação?
13 Será o tempo em que, por fim, a humanidade ficará aliviada das deficiências físicas e mentais produzidas pelo pecado. Quando Jesus estava na terra, curou instantaneamente paralíticos, cegos, surdos ou mudos, e aqueles cuja carne ficou desfigurada ou cuja força ficara fraca por causa de enfermidades. Essas obras poderosas foram apenas um antegosto do que ele fará para toda a humanidade durante o seu Reinado Milenar. Há, portanto, um bom motivo para que todo aquele que presenciar ou sentir tal evidência maravilhosa da benignidade de Jeová e que então despreza a soberania dele seja destruído para sempre. Mas, pela instrução provida sobre os modos justos de Jeová, o modo de pensar e a motivação dos que demonstrarem sincera fé e obediência melhorarão gradualmente até atingirem a plena perfeição. Tais amantes de Jeová terão realmente uma regeneração, uma recriação. Será como se recebessem um novo começo de vida, com um novo pai, o Pai Eterno, Jesus Cristo. — Isaías 26:9; 9:6.
14. Que relacionamento precioso terão o privilégio de usufruir todos os que passarem pela prova final?
14 Daí, depois de passarem por uma prova final, no fim dos mil anos, serão adotados por Jeová Deus, mediante Cristo, como filhos do próprio Deus, como parte de Sua perfeita família universal. Quão animadora é esta perspectiva — não somente para os sobreviventes à grande tribulação, mas também para todos os mortos que serão levantados a fim de participarem na alegria de vida na terra paradísica! — Romanos 8:20, 21.
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O modo de começarem “novos céus e uma nova terra”Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 14
O modo de começarem “novos céus e uma nova terra”
1. (a) Na Bíblia, o que é muitas vezes chamado de “céus”? (b) Em algumas passagens, qual é o significado de “terra”?
A MENÇÃO dos céus faz muitos pensarem no espaço sideral, na lua e nas estrelas. A Bíblia associa “céu” também com governo. (Atos 7:49) Às vezes, ela usa a expressão “os céus” para se referir ao próprio Deus como Soberano Universal. (Daniel 4:26; Mateus 4:17) Até mesmo governos de homens são chamados de “céus”, porque ocupam uma posição acima de seus súditos. (2 Pedro 3:7) De maneira similar, “terra” amiúde significa o globo terrestre, mas também pode referir-se à sociedade humana. (Gênesis 11:1; Salmo 96:1) Aperceber-se disso poderá ajudá-lo a reconhecer a significância das fascinantes promessas a respeito de “novos céus e uma nova terra”. Algumas dessas promessas tiveram cumprimento inicial nos dias do antigo Israel.
‘JUBILAI NAQUILO QUE ESTOU CRIANDO’
2. Por que permitiu Jeová que Israel fosse levado ao exílio, mas o que predisse ele?
2 A nação de Israel estava num pacto com Deus, tendo concordado solenemente obedecer-lhe. Mas, tornou-se desleal. Por causa disso, Jeová fez saber que retiraria a sua proteção, permitindo que Jerusalém fosse destruída e o povo levado ao exílio em Babilônia. (Isaías 1:2-4; 39:5-7) Mas, em misericórdia, predisse também o restabelecimento dum restante arrependido. — Isaías 43:14, 15; 48:20.
3. O que significava a promessa de Isaías 65:17?
3 Em vista da certeza disso, Jeová falou desse futuro restabelecimento como se já tivesse ocorrido, dizendo: “Eis que crio novos céus e uma nova terra; e não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração. Mas exultai e jubilai para todo o sempre naquilo que estou criando. Pois eis que crio Jerusalém como causa para júbilo e seu povo como causa para exultação. (Isaías 65:17, 18) Isto significaria a libertação desses israelitas arrependidos.
4. (a) Quando veio a predita libertação? (b) Que eram os “novos céus” e a “nova terra” lá naquele tempo?
4 Impossível como tal coisa talvez parecesse do ponto de vista humano, a poderosa Babilônia caiu diante dos medos e dos persas em 539 AEC. Os judeus passaram a estar sob um novo governo, “novos céus”. Ciro, o Grande, desempenhou um papel de destaque nesses “novos céus”. Embora Ciro não se tornasse prosélito judaico, reconheceu que Jeová lhe permitiu ter a autoridade que exercia e que Jeová o comissionara para fazer com que o templo em Jerusalém fosse reconstruído. (2 Crônicas 36:23; veja Isaías 44:28.) Lá em Jerusalém, em 537 AEC, o governador Zorobabel e o sumo sacerdote Jesua também serviam com destaque nesses “novos céus” governamentais, e o restabelecido restante judaico constituía “uma nova terra”, uma sociedade purificada que restabelecia a adoração pura naquele país. — Esdras 5:1, 2.
5, 6. (a) Qual seria a evidência de que eles realmente eram um povo mudado? (b) Quando repreendidos por Jeová, em que era diferente a reação deles da de antes do exílio?
5 Para evidenciarem que era um povo mudado, tanto na mente como no coração, eles tinham de colocar os interesses da adoração pura em primeiro lugar na sua vida, respeitar mesmo a soberania de Jeová e escutar os profetas dele. Coerente com isso, uma das primeiras coisas que fizeram quando chegaram a Judá foi “construir o altar do Deus de Israel” e oferecer sacrifícios. — Esdras 3:1-6.
6 Quando tendências materialistas e o medo do homem interferiram na terminação da construção do templo, Jeová repreendeu o povo por meio de seus profetas e foi acatado. (Ageu 1:2, 7, 8, 12; 2:4, 5) Mais tarde, quando se salientou uma séria omissão no acatamento dos requisitos da Lei com respeito ao casamento, o povo corrigiu seu proceder. (Esdras 10:10-12) Em vez de terem figurativamente olhos que não enxergavam e ouvidos que eram surdos para com a palavra de Deus, tiveram uma cura espiritual e usaram suas faculdades em harmonia com a vontade de Jeová. (Compare Isaías 6:9, 10, com Isa. 35:5, 6.) Em resultado disso, Deus lhes deu prosperidade em harmonia com as promessas encontradas em Isaías 65:20-25.
7. Como sabemos que haveria um cumprimento adicional da profecia de Isaías?
7 Mas era só isso o que estava envolvido no cumprimento da profecia a respeito de “novos céus e uma nova terra”? Claro que não! O apóstolo cristão Pedro declarou que os cristãos do primeiro século aguardavam ansiosamente um cumprimento futuro. (2 Pedro 3:13) Aquilo que eles esperavam desvela-se agora perante os nossos olhos. De que maneira? Em relação com os acontecimentos que envolvem a entronização do Ciro Maior, o glorificado Jesus Cristo.
8. (a) Quando foram estes “novos céus” trazidos à existência por Jeová, e como se compara isso com o primeiro cumprimento da profecia? (b) Como foi progressivamente ampliado o rol de membros dos “novos céus”?
8 Conforme já vimos, foi em 1914 que Jeová Deus conferiu ao seu Filho a autoridade para começar a dominar no meio dos seus inimigos. Foi então que vieram à existência os há muito aguardados “novos céus”. O acontecimento foi muito mais magnífico do que os eventos associados com a libertação do antigo Israel. (Salmo 110:2; Daniel 7:13, 14) O governo que foi dado à luz em 1914 realmente governa desde o próprio céu, e Deus concedeu-lhe autoridade sobre toda a terra. A ampliação deste governo ocorreu mais tarde, com a ressurreição dos (então já falecidos) seguidores de Cristo, ungidos com espírito, para serem reis e sacerdotes no céu, junto com seu Senhor. Ao passo que outros membros dessa classe do Reino terminaram sua vida terrestre, eles também foram acrescentados ao crescente rol de membros dos “novos céus”. (1 Tessalonicenses 4:14-17; Revelação [Apocalipse] 14:13) A grandíssima maioria dos co-herdeiros de Cristo estão agora ativos nesse Reino celestial. Os cristãos nascidos do espírito, assim unidos com Cristo, constituem a Nova Jerusalém, sobre a qual Jeová disse: “Eis que crio Jerusalém como causa para júbilo e seu povo como causa para exultação.” — Isaías 65:18.
9. Que “causa para exultação” produziu Jeová aqui mesmo, na terra, em 1919?
9 Não é somente nos céus, mas também na terra que Jeová produziu uma “causa para exultação”. Ainda existe um restante dos herdeiros do Reino no cenário terrestre. Durante a Primeira Guerra Mundial, os clérigos da cristandade aproveitaram a histeria de guerra para lançar falsas acusações contra esses Estudantes da Bíblia e fizeram com que membros do Corpo Governante destes recebessem longas sentenças à prisão. Mas eles foram libertados em 1919, na realidade sendo libertados do cativeiro instigado por Babilônia, a Grande. Com o apoio do espírito de Jeová, reorganizaram-se como povo exclusivamente devotado à adoração pura e aos interesses do Reino de Deus.
10. ( a) Em que eram diferentes as expectativas desses israelitas espirituais daquelas dos judeus repatriados em 537 AEC? (b) Que trabalho lhes deu Jeová? (c) Como os tem ricamente abençoado, enquanto eles ainda estão na terra, e como descrevem os textos mencionados as condições usufruídas por eles?
10 No entanto, suas esperanças e expectativas eram diferentes daquelas dos judeus que voltaram à sua pátria em 537 AEC. Os membros do Israel espiritual aguardavam uma herança “reservada nos céus” para eles. (1 Pedro 1:3-5) Mas antes de realmente receberem esta recompensa, Jeová tinha um trabalho para eles. Sobre isso ele disse profeticamente: “Porei as minhas palavras na tua boca e hei de cobrir-te com a sombra da minha mão, a fim de plantar os céus e lançar o alicerce da terra, e para dizer a Sião: ‘Tu és meu povo.’” (Isaías 51:16) Ele pôs as suas “palavras”, sua mensagem, na boca de seus servos para as proclamarem em toda a terra. Estes começaram confiantemente a divulgar que Deus implantou os “novos céus” tão firmemente, que nem homens, nem demônios podem deslocá-los. A maneira em que Jeová tem lidado com os representantes da Sião celestial os tem identificado claramente como seu povo. Em contraste com a condição espiritual e moralmente desolada do mundo, a “terra” ocupada pelo Israel espiritual, seu campo de atividade, tem-se tornado um lugar em que prosperam valores e atividades espirituais. É um paraíso espiritual! (Isaías 32:1-4; 35:1-7; 65:13, 14; Salmo 85:1, 8-13) Mas que dizer da “nova terra” predita em Isaías 65:17?
PREPARATIVOS PARA A “NOVA TERRA”
11. (a) Especialmente desde quando tem Jeová preparado membros prospectivos da “nova terra”? (b) Que povo que abandonou a antiga Babilônia os prefigurava?
11 Especialmente a partir de 1935, Jeová fez com que os membros do Israel espiritual vissem que havia chegado o tempo para o ajuntamento duma grande multidão de pessoas que teriam a expectativa de vida eterna na terra paradísica. Comparados com o pequeno rebanho” de herdeiros do Reino, tem-se tornado realmente uma grande multidão. (Revelação 7:9, 10) Tais também têm sido levados ao paraíso espiritual. Foram prefigurados pelos não-israelitas que abandonaram Babilônia junto com os judeus, em 537 AEC, bem como por outros que o fizeram mais tarde. (Esdras 2:58, 64, 65; 8:17, 20) Todos os desta grande multidão de hodiernas Testemunhas de Jeová com esperança terrestre são prospectivos membros da “nova terra”.
12. Como estão sendo preparadas hoje as pessoas para que possam constituir um alicerce adequado para a “nova terra”?
12 Os que sobreviverem à grande tribulação e tiverem diante de si a perspectiva de ter uma vida humana perfeita realmente constituirão o alicerce dessa “nova terra”, sendo os primeiros membros dela. É importante que o alicerce seja sólido. Por isso são agora mesmo cabalmente instruídos nos modos de Jeová. São ajudados a obter apreço de coração pela questão da soberania universal. Aprendem quão vital é ‘confiar em Jeová de todo o seu coração e não se estribar na sua própria compreensão’. (Provérbios 3:5, 6) Têm a oportunidade de mostrar-se apoiadores zelosos e leais do Reino de Deus por participarem agora ao máximo na pregação dessas “boas novas do reino”. (Mateus 24:14) Aprendem por experiência o que significa ser parte duma sociedade global em que pessoas de todas as nações, línguas e raças cooperam juntos em amorosa fraternidade. (João 13:35; Atos 10:34, 35) Esforça-se você pessoalmente para tirar pleno proveito deste programa educativo? Perspectivas maravilhosas aguardam a todos os que fazem isso.
A “NOVA TERRA” TORNA-SE REALIDADE
13. Em que sentido será a vindoura “nova terra” um cumprimento muito mais grandioso da promessa de Jeová, do que aquilo que ocorreu em 537 AEC?
13 O cumprimento derradeiro e completo da promessa de Jeová de trazer à existência uma “nova terra” será muito mais grandioso do que aquilo que aconteceu lá em 537 AEC. Os que constituirão a “nova terra” não somente serão pessoas libertas de Babilônia, a Grande, mas todo este império mundial da religião falsa terá sido destruído para sempre. (Revelação 18:21) Esta sociedade humana justa — a “nova terra” — não ficará cercada por nações que vituperam a Jeová e perseguem os servos dele, assim como aconteceu no primeiro cumprimento da profecia de Isaías. Todos os governos humanos, por se negarem a se sujeitar à soberania de Jeová, terão sido obliterados da existência, e a atual sociedade humana iníqua terá sido completamente cortada da terra. (Daniel 2:44; Provérbios 2:21, 22) Ao começar a Nova Ordem justa de Deus, os únicos que habitarão o planeta Terra serão os que honrarem a Jeová, deleitando-se com os modos de proceder Dele. — Salmo 37:4, 9.
14. (a) Quando se cumprirão 2 Pedro 3:13 e Revelação 21:1? (b) O que será diferente na situação em que o “novo céu” funcionará então? (c) Quem ficará incluído na “nova terra”?
14 O apóstolo Pedro chamou atenção para esse tempo glorioso, na sua segunda carta inspirada. (2 Pedro 3:13) O apóstolo João, indicando a mesma perspectiva emocionante, relatou pormenores da Revelação que recebeu, dizendo: “Eu vi um novo céu e uma nova terra; pois o céu anterior e a terra anterior tinham passado, e o mar já não é.” (Revelação 21:1) Quando a grande tribulação tiver passado, e Satanás e seus demônios tiverem sido lançados no abismo, então começará uma nova época. A influência vil de Satanás e seus demônios terá desaparecido. Todo o sistema de coisas dele terá sido destruído. O “novo céu” cumprirá então o propósito amoroso de Jeová para com as Suas criaturas, sem qualquer interferência por parte de governos que não fazem caso da soberania de Jeová. Debaixo desse “novo céu” haverá uma realmente “nova terra”, composta da “grande multidão” à qual Deus oferece a preciosa perspectiva de ter vida eterna num Paraíso global de beleza, abundância, felicidade e paz. Quando vier o tempo designado por Deus para os mortos humanos serem ressuscitados, então estes também terão a oportunidade de se tornar parte dessa “nova terra”, na qual há de morar a justiça. — Revelação 20:12, 13.
15. Por que é importante para você a promessa de Revelação 21:3, 4?
15 O apóstolo João ouviu o seguinte anúncio do céu sobre o que Deus tem em reserva para a humanidade naquele tempo: “Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” (Revelação 21:3, 4) Quão estimulante será a vida então!
16. Que expectativas quanto ao futuro suscitam em nosso coração as promessas de (a) Isaías 11:6-9, (b) Isaías 35:1-7 e (c) Isaías 65:20-25? (d) Quem nos possibilita tais perspectivas deleitosas?
16 As condições que existiam no Éden e os milagres realizados por Jesus fornecem deleitosas previsões do que a vida será nessa “nova terra”. Além disso, aspectos das profecias de Isaías 11:6-9; 35:1-7 e 65:20-25 encontrarão nesse tempo cumprimento literal, para a grande bênção da humanidade obediente. Quão animador será quando se puderem usufruir as condições vitalmente necessárias de saúde e prosperidade espirituais, junto com a perfeição física e mental, numa terra que em todos os sentidos se tornou um Paraíso! Com tal perspectiva maravilhosa diante de nós, não podemos senão elevar a nossa voz em gratidão a Jeová, o Grandioso Criador de tudo isso!
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Separação das pessoas pela questão do ReinoSobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 15
Separação das pessoas pela questão do Reino
1. Por que é a separação pela questão do Reino um assunto crucial para cada um de nós?
CADA UM de nós se confronta com uma decisão crucial. O que está em questão é a nossa atitude para com o Reino messiânico de Jeová nas mãos de Jesus Cristo. Por causa desta questão ocorre uma separação das pessoas de todas as nações. À base do proceder de cada pessoa, ela é colocada num de dois grupos. Apenas um desses grupos sobreviverá à iminente destruição mundial. — Mateus 24:40, 41.
2. (a) Como se relaciona este Reino messiânico com a soberania de Jeová? (b) O que se tornará o Reino em breve, e, portanto, em que devemos estar pensando seriamente?
2 Jeová já entronizou nos céus seu Filho ungido, seu Messias. No fim dos “tempos designados das nações”, em 1914, Deus entregou a Jesus Cristo as nações por herança — toda a terra por sua propriedade. (Salmo 2:6, 8) O governo messiânico, com o Rei ungido de Jeová no trono, é o meio de Deus cumprir seu próprio propósito sábio e amoroso para com a terra. A atitude que você tem para com o Reino, portanto, demonstra seu conceito sobre a soberania universal de Jeová. Dentro em pouco, este Reino messiânico “esmiuçará e porá termo” ao inteiro sistema político que agora domina os assuntos humanos, e tornar-se-á o único governo sobre toda a terra. (Daniel 2:44; Revelação [Apocalipse] 19:11-21) Onde estará você, quando esse Reino passar a transformar a terra num Paraíso? Estará entre os guiados por ele para usufruir a vida perfeita? Jesus declarou em que base os que agora vivem podem ter tal perspectiva.
O REI E SEUS “IRMÃOS”
3. O que descreveu Jesus em Mateus 25:31-33?
3 Quando Jesus falou aos seus apóstolos sobre a “terminação do sistema de coisas”, ele usou diversas parábolas ou ilustrações. Na última ele disse: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso E diante dele serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à sua esquerda.” — Mateus 24:3; 25:31-33.
4. (a) Como se relaciona esta parábola com Daniel 7:13, 14? (b) Que perguntas seria proveitoso fazermos a nós mesmos?
4 Note que Jesus, aqui, chama a si mesmo de “o Filho do homem”, assim como já havia feito antes diversas vezes nesta profecia (Mateus 24:27, 30, 37, 39, 44) Usar ele esta expressão lembrava a visão profética dada a Daniel quase seis séculos antes, sobre a qual o profeta escreveu: “Continuei observando nas visões da noite e eis que aconteceu que chegou com as nuvens dos céus alguém semelhante a um filho de homem [Jesus Cristo]; e ele obteve acesso ao Antigo de dias [Jeová Deus], e fizeram-no chegar perto perante Este. E foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem Seu domínio é um domínio de duração indefinida, que não passará, e seu reino é um que não será arruinado.” (Daniel 7:13, 14; Hebreus 2:5-8) Esta autoridade para governar já foi concedida a Jesus Cristo. A partir de 1914, ele rege desde o seu trono celestial. Qual tem sido a sua reação pessoal ao domínio dele? Evidencia seu modo de vida o devido respeito por Este a quem o próprio Deus constituiu Governante de toda a terra?
5. Como determina Cristo quão genuína é a afirmação da pessoa de que é devotada a ele como Rei?
5 Meras palavras não bastam. É fácil alguém dizer que crê no Reino de Deus e que ama a Jesus Cristo. Mas Jesus, na sua parábola das ovelhas e dos cabritos, mostrou que, por ele ser invisível nos céus, um dos fatores-chaves que tomaria em conta para saber quão genuína é a afirmação da pessoa é o tratamento que esta dispensa aos que representam a Cristo na terra, seus “irmãos” — Mateus 25:40, 45
6. Quem são esses “irmãos” de Cristo?
6 Quem são estes? São os que Deus tem escolhido dentre a humanidade para ser herdeiros do Reino celestial junto com Cristo. Seu número é de 144.000, dos quais somente um restante existe ainda na terra. (Revelação [Apocalipse] 14:1, 4) Por terem ‘nascido de novo’ pela operação do espírito de Deus, são filhos de Deus, e por este motivo se fala deles nas Escrituras como “irmãos” de Jesus Cristo. (João 3:3; Hebreus 2:10, 11) Jesus considera o que as pessoas fazem a esses “irmãos”, mesmo ao “mínimo” deles, como feito a ele mesmo.
7. Por que é que os “irmãos” de Cristo não são membros das igrejas da cristandade?
7 Onde estão esses “irmãos” de Cristo em nossos dias? Poderá encontrá-los entre os que freqüentam as igrejas da cristandade? Ora, o que disse Jesus a respeito de seus verdadeiros seguidores? “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:16) Será que isso se pode dizer das igrejas da cristandade e dos membros delas? Em grande parte, suas atitudes e sua conduta simplesmente refletem as comuns na parte do mundo onde se encontram. É bem conhecido o envolvimento das igrejas na política. Quando se formulou a Carta das Nações Unidas, em 1945, estiveram presentes delegações protestantes, católicas e judaicas como consultores. Nos últimos anos, os papas de Roma têm elogiado as Nações Unidas como “a última esperança de concórdia e paz” e o “supremo foro da paz e da justiça”. O Conselho Mundial de Igrejas, que tem uns 300 grupos religiosos por membros, até mesmo tem fornecido fundos usados para financiar revoluções políticas. Jesus Cristo, porém, disse ao governador romano Pilatos: “Meu reino não faz parte deste mundo.” — João 18:36.
8. (a) O que lhe tem ajudado a identificar os “irmãos” de Cristo? (b) Quão importante é para estes a obra da pregação do Reino?
8 Os fatos mostram que apenas um grupo tem tomado posição firme a favor do Reino, empenhando-se vigorosamente em proclamá-lo em todo o mundo, ao mesmo tempo evitando qualquer tipo de envolvimento nos assuntos políticos do mundo. Este grupo são as Testemunhas de Jeová. Entre estas encontram-se os remanescentes dos “irmãos” de Cristo. Imitando seu Senhor e os apóstolos dele, devotam-se em ir de cidade em cidade e de casa em casa para falar às pessoas sobre as boas novas do Reino de Deus. (Lucas 8:1; Atos 8:12; 19:8; 20:20, 25) Em 1919, num congresso das Testemunhas de Jeová (então conhecidas como Estudantes Internacionais da Bíblia), em Cedar Point, Ohio, nos Estados Unidos, lembrou-se aos congressistas que sua “vocação era e é anunciar o iminente glorioso reino do Messias”. Num congresso similar, em 1922, isto foi enfatizado novamente, e eles foram exortados: “Anunciem, anunciem, anunciem o Rei e seu reino.” Usando todos os meios à sua disposição, eles têm continuado a fazer isso em todo o mundo, até o dia de hoje. (Mateus 24:14) A questão do Reino veio à atenção de você por causa da atividade deles. O que está fazendo a respeito disso?
‘FIZESTES ISSO A UM DOS MEUS IRMÃOS’
9. (a) Como se relacionam as situações descritas em Mateus 25:35-40 com o ministério do Reino? (b) Com que prova se têm confrontado as pessoas em toda a parte?
9 Os “irmãos” de Cristo, ungidos com o espírito, foram submetidos a severas provas por pregarem destemidamente o Reino de Deus, ao passo que se mantinham separados do mundo (João 15:19, 21) Alguns passaram fome e sede, e falta de roupa adequada. Muitos deixaram seus lares para servir em regiões onde eram estranhos. Na realização de seu ministério, sofreram doenças e encarceramentos, e até mesmo a morte às mãos dos perseguidores. O que sobreveio aos “irmãos” de Cristo fez com que pessoas de todas as nações se confrontassem com uma prova. Faria o amor a Deus e a Cristo que fossem em auxílio desses embaixadores do Reino celestial? (Mateus 25:35-40; veja 2 Coríntios 5:20) Não é primariamente bondade humanitária, mas sim a ajuda prestada por eles pertencerem a Cristo que é contada pelo Rei como algo feito a ele mesmo. — Marcos 9:41; Mateus 10:42.
10. (a) Por que não é válido a objeção levantada pelos “cabritos”? (b) Em contraste com isso, que posição têm adotado as “ovelhas”?
10 Os que prestam tal ajuda são comparados por Jesus a ovelhas. Os que deixam de dar ajuda a seus “irmãos” são chamados de cabritos na parábola de Jesus. Todos os “cabritos” talvez objetem que não viram a Jesus Cristo. Mas ele lhes tem enviado seus servos, e estes se identificam claramente. Talvez nem todos os “cabritos” persigam os “irmãos” de Cristo, mas tampouco são movidos pelo amor ao Rei celestial a auxiliar os representantes dele. (Mateus 25:41-45) Apegam-se ao mundo do qual Satanás, o Diabo, é o governante invisível. As “ovelhas” tampouco podem literalmente ver a Cristo. Mas, em contraste com os “cabritos”, mostram que não têm medo de se identificar com os “irmãos” de Cristo, apoiando esses proclamadores do Reino de Deus. As “ovelhas” sabem o que estão fazendo e fazem uma escolha positiva a favor do Reino de Deus por meio de Jesus Cristo. Por este motivo, sua ação tem mérito aos olhos do Rei.
11. (a) Visto que muitos nunca conheceram um dos “irmãos” de Cristo, como podem ser julgados conforme descrito aqui? (b) O que assegura que a obra tenha bom êxito?
11 No entanto, como é possível que pessoas de todas as nações sejam julgadas nesta base? Não disse Jesus que seus “irmãos”, aos quais o Pai daria o Reino celestial, seriam apenas um “pequeno rebanho”? (Lucas 12:32) Muitos nunca entram pessoalmente em contato com um deles. Isso é verdade; mas os “irmãos” de Cristo constituem o núcleo da organização internacional das Testemunhas de Jeová. É por meio deste povo organizado que a questão vital do Reino está sendo apresentada às pessoas em toda a parte. Tudo isso está sendo dirigido pelo próprio Cristo, desde o seu trono celestial e com a ajuda dos anjos. Em cerca de 200 terras e grupos de ilhas, em todo o globo — mesmo onde a pregação do Reino de Deus está sob proscrição governamental — a obra de separação progride irresistivelmente, e uma grande multidão de pessoas está tomando sua posição do lado do Reino de Deus.
12. (a) Como tornam claro as “ovelhas” qual a posição que tomaram? (b) Por que fazem isso?
12 Mas como mostram isso? Por trabalharem lado a lado com os ungidos, proclamando zelosamente que o Reino já domina e que em breve acabará com o sistema mundial. Identificam-se assim abertamente como tendo tomado sua posição a favor do Reino messiânico de Jeová e amorosamente exortam outros a fazer o mesmo. Essas pessoas de coração reto são motivadas por mais do que apenas o desejo de sobreviverem. Amam realmente a Jeová e seus modos. A provisão de seu Reino com Cristo por Rei enche-lhes o coração de gratidão, e querem que outros se beneficiem dela. Por isso participam ao máximo possível em dar testemunho do Reino. Conforme Jesus instruiu seus discípulos, ‘buscam primeiro o reino’, não permitindo que as ansiedades pelas necessidades materiais releguem isso ao segundo plano. Assim se candidatam a uma grandiosa bênção. — Mateus 6:31-33.
IRÁ VOCÊ ‘HERDAR O REINO’?
13. (a) Desde quando pensava Jeová em recompensar essas pessoas semelhantes a ovelhas? (b) Que significa para elas ‘herdarem o reino’?
13 Aquilo que aguarda os que mostram ser “ovelhas” da parábola de Jesus é realmente maravilhoso. Ele lhes diz desde seu trono celestial: “Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo.” (Mateus 25:34) Desde “a fundação do mundo”, a ocasião em que Adão e Eva primeiro tiveram filhos que podiam tirar proveito da provisão de Deus para remir a humanidade, segundo Gênesis 3:15, 16, Jeová Deus tinha em mente prover uma recompensa para essas “ovelhas”. (Veja Lucas 11:50, 51.) Têm a oportunidade de usufruir no Paraíso restabelecido a perfeição da vida humana que Adão perdeu. ‘Herdarem o reino’ não significa que irão para o céu, porque a parábola mostra que as “ovelhas” não são os mesmos que os “irmãos” do Rei, que são herdeiros do Reino celestial. Portanto, as “ovelhas” devem ser os súditos terrestres desse governo celestial. O Léxico Grego-Inglês de Liddell e Scott diz que o termo grego basileía, que aqui é traduzido por “reino”, pode ser entendido no sentido passivo, significando “ser governado por um rei”. É evidente que este é o sentido que se aplica aqui.
14. Como se contrastará a sentença aplicada aos “cabritos” com a herança das “ovelhas”?
14 Quando os “cabritos” forem para o “decepamento eterno”, para uma destruição tão completa como que por fogo, os das “ovelhas” serão protegidos pelo Rei messiânico. (Mateus 25:41, 46; veja Revelação 21:8.) Sem precisarem morrer, serão preservados durante a grande tribulação para a gloriosa “nova terra” que estará livre da influência vil de Satanás e seu iníquo sistema de coisas. Terão esta bênção por terem agora feito a decisão certa sobre a questão do Reino.
15. (a) Como sabemos que esta parábola tem aplicação atual? (b) Assim, que obra é de vital importância?
15 Seria um erro sério argumentar que, por ser eterna a destruição dos “cabritos”, a parábola só poderia ter aplicação mais tarde, talvez durante o Reinado Milenar de Cristo. Ao contrário, Jesus apresentou esta parábola como parte do sinal da “terminação do sistema de coisas”. (Mateus 24:3) O que ele descreveu ocorre após a sua entronização, mas também enquanto seus “irmãos” ainda estão vivos na carne e sofrem as dificuldades que ele mencionou. Vivemos agora nesse tempo, e este se está esgotando rapidamente. Quão vital é, portanto, não só que tenhamos plena confiança no Reino, mas que também ajudemos outros a ver a importância de fazerem isso agora.
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O que fará você pessoalmente?Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 16
O que fará você pessoalmente?
1. Que decisão pessoal precisa ser tomada?
A DECISÃO de servir a Jeová não poderá ser tomada por ninguém a não ser por você mesmo. Se o seu cônjuge for servo ou serva fiel de Deus, isso poderá ser uma bênção inestimável. De modo similar, se os seus pais amarem a Jeová, então você está numa situação privilegiada. Tais situações domésticas podem estimular a associação com os que adoram a Jeová “com espírito e verdade”. (João 4:23, 24) Mas, com o tempo, você mesmo terá de chegar a uma decisão. Ama realmente a Jeová e quer ser um de seus servos? Deseja mesmo viver num mundo em que prevaleça a justiça?
2. (a) Por que é especialmente importante a atitude do pai ou da mãe para com servir a Jeová? (b) Quais são as cinco coisas que os pais podem fazer para dar aos filhos um bom início?
2 Se você for pai ou mãe, certamente quer que seus filhos usufruam a bênção da vida eterna sob o Reino de Deus. Não poderá controlar o que eles farão quando já tiverem idade bastante para planejar seu próprio rumo na vida. Mas aquilo que você mesmo faz a respeito da adoração verdadeira pode exercer forte influência — quer para o bem, quer para o mal. Se você se refrear de servir a Jeová, isso privará seus filhos daquilo que seria a sua melhor oportunidade para iniciar-se no caminho para a vida eterna. Ou se você se dedicar a Deus e então se mostrar indiferente para com cumpri-lo, isso poderá levar a uma calamidade espiritual para toda a família, com a perda de tudo na grande tribulação. Mas, se você der um exemplo fiel, se você mesmo ajudar seus filhos a estudar a Palavra de Deus, se cultivar em si mesmo e neles o amor a Jeová e o respeito pela organização visível dele, se os ajudar a reconhecer que eles ficam protegidos por fazerem a vontade de Deus e se lhes mostrar como ter alegria no serviço sagrado, então lhes dará um início excelente na estrada que conduz à vida eterna. Isso só é possível com a bênção de Jeová. (Veja 2 Timóteo 1:5.) Ore por ela incessantemente. Requer também muito esforço da sua parte. Mas quão recompensador será o resultado!
3. (a) Se você encontrar oposição por parte de membros de sua família, o que poderá fazer? (b) Mas, que dizer se a oposição continuar?
3 Talvez esteja numa situação em que outros membros de sua família não compartilham seu amor a Jeová. Será que procuram desanimá-lo de “se envolver”? Ou há flagrante oposição? O que poderá fazer para ajudá-los a compartilhar sua alegria em compreender o propósito de Deus? Muitas vezes, os obstáculos podem ser vencidos por se convidar membros da família a acompanhá-lo ao Salão do Reino para verem por si mesmos o que se faz ali. Daí, talvez possam conversar com um dos anciãos, para dirimir dúvidas que eles têm sobre as crenças e as práticas das Testemunhas. Mas o que fazer se a oposição continuar? Então terá de perguntar-se: ‘Amo realmente a Jeová e seu Filho, Jesus Cristo, e sou suficientemente grato por todas as coisas que fizeram por nós, a ponto de eu estar disposto a suportar algumas dificuldades para mostrar meu amor e minha gratidão? Amo a minha família o bastante para dar-lhe um exemplo correto, a fim de que, se possível, ela também seja ajudada a se aproveitar da provisão de vida eterna feita por Deus?’ — Mateus 10:36-38; 1 Coríntios 7:12, 13, 16.
O SINAL DE AVISO PARA O QUAL SE VOLTAM NAÇÕES
4. Como podemos mostrar que realmente amamos a Jeová?
4 Oferece-se agora a pessoas em toda a parte a oportunidade de demonstrarem seu amor a Jeová por aderir ao Seu Reino messiânico. Este governo é o meio pelo qual se vindicará o nome de Jeová. Nossa atitude para com o Reino fornece a evidência do que nós pensamos a respeito do próprio Jeová.
5. (a) Em Isaías 11:10, o que foi predito para os nossos dias? (b) Que significa isso?
5 Jeová inspirou o profeta Isaías a escrever: “E naquele dia terá de acontecer que haverá a raiz de Jessé posta de pé qual sinal de aviso para os povos. A ele é que irão consultar as nações, e seu lugar de descanso terá de tornar-se glorioso.” (Isaías 11:10) Essa “raiz de Jessé” é o glorificado Senhor Jesus Cristo. Quando ele começou a exercer autoridade régia, então, como se fosse uma “raiz” vitalizadora, ele passou a dar nova vitalidade à linhagem de reis messiânicos descendentes de Jessé através de seu Filho, o Rei Davi. (Revelação [Apocalipse] 5:5; 22:16) Desde 1914, ele está posto “de pé qual sinal de aviso para os povos”, ponto de afluência para pessoas que anseiam um governo justo. O próprio Jeová o levantou como esse Sinal de aviso, o verdadeiro Rei messiânico. — Isaías 11:12.
6. (a) O que tem habilitado os humanos a ajuntar-se a um Rei celestial? (b) O que têm aprendido pessoas por ‘consultarem’ o “sinal de aviso”?
6 Mas como poderiam os humanos, aqui na terra, ajuntar-se a um Rei celestial? Precisam receber informação da Bíblia para poderem vê-lo com olhos de entendimento. O restante do Israel espiritual, sob a direção do espírito santo, tem-se empenhado vigorosamente nesta atividade, proclamando em toda a terra as boas novas do já estabelecido Reino messiânico de Deus. Pessoas de todas as nações têm escutado com apreço. Elas têm indagado sobre os requisitos divinos para serem súditos do Reino, e usufruir uma eternidade de vida na terra paradísica. Satisfeitas com as respostas providas pela Bíblia, têm agido em harmonia com esses requisitos e têm tomado sua posição do lado do Reino messiânico de Jeová. Fez você o mesmo?
‘OUVIRÃO, MAS NÃO O PORÃO EM PRÁTICA’
7. Que reação à mensagem da Bíblia foi predita em Ezequiel 33:30-33?
7 Por causa da atividade zelosa das Testemunhas de Jeová, estas são freqüentemente o tópico de conversa entre as pessoas. Mas o que acham essas pessoas da mensagem proclamada pelas Testemunhas de Jeová? A reação de muitos é semelhante à dos co-exilados do profeta Ezequiel, em Babilônia. Jeová disse a respeito deles: “Quanto a ti, ó filho do homem, os filhos do teu povo estão falando uns aos outros . . . dizendo: ‘Vinde, por favor, e ouçamos qual é a palavra procedente de Jeová.’ E eles entrarão chegando a ti, como a entrada do povo, e se assentarão diante de ti como o meu povo; e certamente ouvirão as tuas palavras, mas não as porão em prática, porque com a sua boca expressam desejos sensuais e seu coração vai atrás de seu lucro injusto. E eis que tu és para eles como uma canção de amores sensuais, como alguém com voz bonita e que toca bem um instrumento de cordas. E certamente ouvirão as tuas palavras, mas não há quem as ponha em prática. E quando isso se cumprir — eis que tem de se cumprir — então terão de saber que foi um profeta que veio a estar no meio deles.” — Ezequiel 33:30-33.
8. Como evidenciam alguns essa atitude?
8 Há muitos que admiram as Testemunhas de Jeová e que gostam da sua literatura bíblica. Talvez até mesmo aceitem a oferta dum estudo bíblico domiciliar gratuito. Alguns acompanham seus amigos a reuniões especiais realizadas pelas Testemunhas. Na Comemoração anual da morte de Jesus Cristo, por exemplo, não é incomum que o número dos presentes seja duas vezes maior do que o número de testemunhas ativas de Jeová. Em alguns países, a assistência ascende a tantos quantos cinco vezes o número de Testemunhas. Mas o que fazem tais pessoas quanto às verdades bíblicas que ouvem? Mais de dois milhões e meio de pessoas tomaram-nas a peito e harmonizaram sua vida com elas. Outros, porém, tratam tudo como se fosse apenas música agradável, algo com que se entreter. Ficam à margem, talvez expressando palavras de encorajamento, mas não dedicando sua vida a Deus, nem participando no serviço sagrado dele.
9. Em vez de duvidarem e esperarem, o que farão pessoas sábias?
9 O que se ganha com as dúvidas e a espera? Certamente não o favor e a proteção de Jeová durante o vindouro dia de vingança. Para poder estar entre os sobreviventes, terá de apresentar evidência convincente, agora, de que ‘se juntou a Jeová’ e que pertence a ele. — Zacarias 2:11; Mateus 7:21.
FIZERAM A DECISÃO CERTA
10, 11. (a) Quem era Hobabe, e que convite lhe foi feito? (b) Como sabemos qual a decisão que ele fez?
10 Todos os que se tornaram adoradores de Jeová, como seguidores de Jesus Cristo, fizeram uma decisão pessoal neste sentido. É assim com todos os que são herdeiros do Reino celestial. Apresenta-se agora a preciosa oportunidade a outros para fazer a sua escolha, com a perspectiva de sobreviverem a grande tribulação e viverem em perfeição na terra. Hobabe deu um exemplo digno de ser imitado.
11 Hobabe era cunhado de Moisés. Não era israelita, mas era membro da tribo dos queneus, morando em território midianita. Depois de Israel ter recebido a Lei por meio de Moisés e ter construído o tabernáculo sagrado para a adoração de Jeová, veio o tempo de avançarem para o norte, em direção à Terra da Promessa. A coluna de nuvem, representando a presença de Jeová, iria na frente deles, indicando o caminho a tomar e onde acampar. Mas seria útil terem consigo alguém que conhecesse a região e soubesse onde encontrar as coisas necessárias para o acampamento. Moisés convidou Hobabe a se juntar a eles, mas, primeiro, Hobabe rejeitou isso, achando melhor ficar com seus parentes no lugar onde nasceu. Moisés, porém, instou com ele para que reconsiderasse e fosse com eles para ‘servir de olhos’ para Israel e assim habilitar-se para as bênçãos que Jeová daria ao seu povo. Sabiamente, Hobabe fez isso, conforme indicado em Juízes 1:16. — Números 10:29-32.
12. (a) Quem é hoje semelhante a Hobabe e de que modo? (b) Que convite atual é similar ao que Moisés fez a Hobabe?
12 Existem hoje pessoas que foram retratadas por Hobabe. Embora não sejam israelitas espirituais, lançam sua sorte com estes, ao se encaminharem para a Nova Ordem de Deus. Para fazer isso, precisam cortar os vínculos com parentes do mundo e governos humanos. Sob a liderança do Moisés Maior, Jesus Cristo, servem de bom grado com o restante dos “irmãos” de Cristo, muitas vezes explorando territórios novos para a pregação das boas novas. Muitos deles se mudaram para regiões onde havia necessidade especialmente grande de proclamadores do Reino, amiúde como pioneiros ou missionários, aproveitando plenamente seu tempo para divulgar o Reino de Deus como única esperança real da humanidade. Ainda existem muitas oportunidades de participar em tal serviço sagrado. Convida-se pessoas habilitadas a se colocarem à disposição e assim compartilharem nas bênçãos que acompanham tal serviço ampliado. Pode você fazer isso?
13. (a) Quem era Jael, e qual era a posição de seu marido para com os servos de Jeová? (b) Como se confrontou Jael com uma prova?
13 Uns 180 anos depois de Hobabe ter decidido acompanhar Israel, um de seus descendentes, um homem chamado Héber, morava com sua esposa Jael não muito longe de Megido. Héber separara-se dos demais queneus e entrara numa relação pacífica com Jabim, rei cananeu que oprimia duramente a Israel. Quando Jeová suscitou Baraque como libertador de Israel, o chefe do exército de Jabim, Sísera, reuniu seu exército e novecentos carros de guerra, com foices de ferro fixados nas rodas. Mas Jeová lutou a favor de seu povo, causando confusão no campo inimigo, e um aguaceiro para atolar os carros. O próprio Sísera abandonou seu carro e fugiu à pé para a tenda de Jael, esposa de Héber. Conforme Sísera esperava, ela o convidou a entrar na tenda. — Juízes 4:4-17; 5:20, 21.
14. Que decisão tomou Jael, e o que evidenciou isso?
14 Com isso surgiu uma prova. O que faria ela com esse inimigo do povo de Jeová? Ela cobriu Sísera com um cobertor, saciou-lhe a sede com leite coalhado e esperou até que ele adormecesse. Então “passou a tomar uma estaca de tenda e a lançar mão do martelo. Então se chegou a ele sorrateiramente e cravou-lhe a estaca nas têmporas, e martelou-a no chão, enquanto ele estava em profundo sono e esgotado. Assim morreu”. O que ela fez exigia coragem, bem como amor a Jeová e ao seu povo. Envolvia também ação positiva e grande esforço físico da sua parte. — Juízes 4:18-22; 5:24-27, 31.
15. Como mostram hoje algumas pessoas que são semelhantes a Jael?
15 Assim como se dá com outros adoradores não-israelitas de Jeová, Jael retrata as “outras ovelhas” que fazem o bem aos irmãos espirituais de Cristo. Não importa quais os laços que seus parentes chegados possam ter com o mundo e a classe governante dele, os das “outras ovelhas” não aprovam a opressão do povo de Jeová por parte de governantes do mundo. São leais ao Baraque Maior, o Senhor Jesus Cristo, e aos seus verdadeiros seguidores. Os que são da classe de Jael não erguem pessoalmente a mão contra os governantes do mundo, mas usam o que tiverem à disposição para neutralizar os esforços de oprimir os servos de Jeová. Não se refreiam de tornar conhecido que estão em plena harmonia com o propósito de Jeová, de destruir todos os Seus inimigos.
16, 17. (a) Que exemplo digno de ser imitado por nós está registrado no capítulo 8 de Atos? (b) O que devemos continuar a fazer depois disso?
16 Não há tempo a perder. Se você realmente tiver fé em Jeová e no seu Reino messiânico, e se tiver harmonizado sua vida com os requisitos bíblicos, então, sem demora, demonstre isso abertamente. Reflita o espírito do eunuco etíope mencionado no capítulo 8 de Atos. Assim que compreendeu o que se requeria dele, pediu a Filipe, o qual lhe havia explicado as boas novas a respeito de Jesus: “O que me impede ser batizado?” E ele foi prontamente imerso em água.
17 Depois de tal início excelente, fortaleça diariamente sua relação com Jeová, procurando meios de aplicar a Palavra dele mais plenamente na sua vida e participando o mais que puder na obra vital da proclamação do Reino, feita durante os últimos dias do atual sistema de coisas
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Atitude diferente para com a obediênciaSobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 17
Atitude diferente para com a obediência
1. Por que permitiu Jeová que os babilônios destruíssem Jerusalém?
DURANTE muitos anos antes de Jerusalém ser destruída pelos babilônios, Jeová advertiu os judeus sobre o que estava para acontecer, e por quê. Eles seguiam as inclinações de seu próprio coração obstinado, em vez de obedecerem a Deus. — Jeremias 25:8, 9; 7:24-28.
2. (a) Que benefícios dependem razoavelmente da obediência a Deus? (b) Como passou Israel a estar numa relação pactuada com Jeová?
2 Jeová não obriga ninguém a servi-lo, mas é razoável que ele demande obediência de todos os que querem ter a sua aprovação e as bênçãos de vida que a acompanham. Depois de libertar Israel do Egito, Jeová lhes disse: “Se obedecerdes estritamente à minha voz e deveras guardardes meu pacto, então vos haveis de tornar minha propriedade especial dentre todos os outros povos, pois minha é toda a terra. E vós mesmos vos tornareis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” (Êxodo 19:5, 6) Depois de Deus lhes ter declarado seus requisitos e eles terem ouvido a leitura do “livro do pacto”, aceitaram de livre e espontânea vontade a responsabilidade que acompanhava tal relação com Deus. — Êxodo 24:7.
3. (a) De que maneira manifestou Israel depois um espírito de rebeldia contra Jeová? (b) Por que foram registrados na Bíblia tais acontecimentos?
3 Mas, demorou pouco até que se manifestou um espírito de rebeldia. Os filhos de Israel não renunciaram abertamente à sua fé em Jeová; mas em violação da lei dele, muitos tentaram misturar práticas egípcias com a adoração de Jeová. (Êxodo 32:1-8) Mais tarde, alguns criticaram os homens que Jeová usava como seus representantes visíveis. (Números 12:1-10; 16:1-3, 31-35) Israel, como nação, mostrava falta de fé quanto a agir segundo a palavra de Deus, sendo motivado pelo temor do homem. (Números 13:2, 31-33; 14:1-4; Hebreus 3:17-19) Quando cometiam erros desintencionais, os que se arrependiam humildemente podiam obter perdão. Mas, durante um período de nove séculos, essa nação deliberadamente desconsiderou primeiro um requisito, depois outro, e amiúde muitos deles duma vez. O que faziam e o resultado disso estão registrados na Bíblia como exemplos de advertência para nós. — 2 Crônicas 36:15-17; 1 Coríntios 10:6-11.
4. (a) Quem eram os recabitas? (b) Que obrigações lhes impusera Jonadabe?
4 Nos dias de Jeremias, depois de repetidas advertências sobre as horríveis conseqüências do proceder deles, Jeová apresentou aos judeus um exemplo: os recabitas. Estes eram não-israelitas, descendentes de Jonadabe, o qual havia demonstrado que estava em plena harmonia com Jeú em não tolerar nenhuma rivalidade para com Jeová. Este Jonadabe (ou Jeonadabe), como chefe patriarcal da tribo dos recabitas, havia-lhes ordenado que se abstivessem do vinho por tempo indefinido, também, que não vivessem em casas, nem se empenhassem na agricultura, mas que morassem em tendas como nômades. Assim levariam uma vida sóbria e simples, livre da gratificação de si mesmos e dos vícios da vida numa cidade, ao passo que adorariam a Jeová junto com os israelitas, no meio dos quais moravam.
5. Em que sentido eram os recabitas exemplares na obediência?
5 Visto que os judeus se recusavam a escutar a Jeová, o Soberano Universal, podia-se esperar que os recabitas obedecessem ao seu antepassado humano? Eles obedeciam, sim, e de modo exemplar. Embora os recabitas procurassem refúgio em Jerusalém, quando as forças militares babilônicas e sírias invadiram Judá, continuaram a morar em tendas. Mas quão firme era a sua resolução quanto a não tocar em vinho, embora o povo no meio do qual viviam tivesse permissão de bebê-lo? Jeová mandou que Jeremias levasse os recabitas a um refeitório do templo, pusesse ali copos de vinho e os convidasse a beber. Eles se recusaram a fazer isso. Por quê? Evidentemente, reconheciam a devoção de seu antepassado a Jeová, discernem a amorosa preocupação dele com seu bem-estar e por isso obedeceram à sua ordem. Jeová agradou-se deste belo exemplo de obediência, que expunha a desobediência a Jeová por parte dos judeus. — Jeremias 35:1-11.
6. (a) Quem é hoje semelhante aos recabitas? (b) Quem mostrou ser o antítipo do desobediente Israel?
6 Hoje há pessoas que são semelhantes aos recabitas. São as “outras ovelhas” do Senhor. A questão atual não é se bebem vinho. (Veja 1 Timóteo 5:23.) Este é um assunto pessoal, desde que não se excedam nas bebidas ou talvez se tornem beberrões. (Provérbios 23:20; 1 Coríntios 6:9, 10) Mas a obediência piedosa é vital. Em contraste com a cristandade, que é o antitipico Israel apóstata, a hodierna classe de recabitas mostra pelas suas ações que conhece o valor da obediência piedosa. De que proveito lhe será isso?
7. (a) Que promessa animadora fez Jeová aos recabitas? (b) Que esperança oferece isso aos da hodierna classe de recabitas?
7 Jeová, em vista da devoção dos recabitas, fez-lhes uma promessa de grande significado profético para os nossos dias, dizendo: “Visto que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso antepassado, e continuais a guardar todos os seus mandamentos e a fazer segundo tudo o que vos ordenou, portanto, assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel: ‘De Jonadabe, filho de Recabe, não se decepará homem, impedindo-o de ficar de pé diante de mim para sempre.’” (Jeremias 35:18, 19) Eles estavam entre os sobreviventes à destruição de Jerusalém em 607 AEC. E a classe prefigurada por eles sobreviverá à vindoura destruição da cristandade e de todo o restante do mundo que segue independentemente seu próprio caminho, negando-se a reconhecer a soberania de Jeová.
POR QUE A OBEDIÊNCIA TALVEZ NÃO SEJA FÁCIL
8. Por que acham muitos difícil ser obedientes?
8 Muitos acham difícil de aprender ser obedientes. Criaram-se num mundo em que todos ‘fazem o que bem entendem’. Talvez gostem daquilo que aprendem sobre a vida debaixo do Reino de Deus. Mas, se o orgulho toldar seu modo de pensar, talvez refuguem alguns dos requisitos de Deus ou critiquem a maneira em que estes são transmitidos. (Provérbios 8:13; 16:18) Naamã, chefe do exército sírio nos dias do profeta Eliseu, teve este problema.
9. (a) Como aconteceu que Naamã visitou Eliseu? (b) O que esperava ele, mas o que aconteceu realmente?
9 Naamã sofria de lepra. Mas, por uma jovem cativa israelita ter destemidamente expressado a sua fé em que Naamã ficaria curado se tão-somente se dirigisse ao profeta de Jeová, Eliseu, Naamã viajou para Israel. Chegou à casa de Eliseu com cavalos e carros de guerra. Ora, Naamã era pessoa de destaque e esperava que Eliseu saísse ao encontro dele e depois fizesse alguma cerimônia, invocando a Jeová e movendo a mão para lá e para cá sobre a carne enferma, até que sarasse. Em vez disso, Eliseu só mandou um mensageiro para dizer-lhe que fosse ao rio Jordão e se banhasse ali sete vezes. — 2 Reis 5:1-12.
10. (a) Como reagiu Naamã? (b) O que o induziu finalmente a obedecer? (c) Com que resultado?
10 Naamã sentiu-se ferido no seu orgulho. Partiu em ira. Mas, depois de seus ajudantes terem raciocinado com ele, humilhou-se em fé. “Então ele desceu e começou a mergulhar no Jordão sete vezes, segundo a palavra do homem do verdadeiro Deus; depois disso lhe voltou a carne como a carne dum pequeno rapaz e ele ficou limpo.” Naamã ficou convencido de que Jeová é o único Deus verdadeiro, e ele se deu conta de que, apesar de sua reação inicial, as orientações dadas por Eliseu vieram realmente de Deus. — 2 Reis 5:13-15.
11. (a) De que maneira foram as “outras ovelhas” retratadas por Naamã? (b) Que lições importantes temos de aprender todos nós?
11 Será que talvez veja em si mesmo alguns traços da tendência de Naamã? Assim como se dá com outros não-israelitas que exerceram fé, Naamã e usado nas Escrituras para retratar os das “outras ovelhas” que participam na adoração verdadeira. Todos esses, nascidos em pecado, estavam antes espiritualmente doentes. Todos tiveram de procurar a ajuda da classe ungida do servo de Jeová e então agir em obediência de acordo com o que este “escravo” lhes tem ensinado à base da Palavra de Deus. (Mateus 24:45) Anteriormente, alguns não souberam apreciar todo o conselho bíblico que lhes fora dado — tais como sobre a necessidade de assistir regularmente às reuniões congregacionais, sobre a importância de se manter separado do mundo ou a importância do batismo cristão em água. Talvez se tenham refreado da dedicação e do batismo em água porque seu coração resistiu à necessidade de ‘se negarem a si mesmos’ para ser seguidores de Cristo. Em alguns casos, criticaram a maneira em que os responsáveis na congregação lhes deram conselhos. Mas, com o tempo, todos os que realmente querem ser das “outras ovelhas” do Senhor precisam aprender a importância da humildade e da obediência amorosa. — Tiago 4:6; Mateus 16:24.
ORDENS QUE NOS BENEFICIAM
12, 13. (a) Por que é de proveito para nós a obediência às ordens de Jeová? (b) Como se pode ilustrar isso?
12 Ao passo que passamos a conhecer a Jeová e seus modos, chegamos a reconhecer quão verazes são as palavras que ele falou aos seus servos em tempos passados: “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar. Oh! se tão-somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos!” (Isaías 48:17, 18) O desejo sincero de Jeová é que seu povo evite a calamidade e usufrua a vida por prestar atenção aos seus mandamentos. Ele sabe como fomos feitos e o que nos dará genuína felicidade. Adverte-nos contra a conduta que possa degradar-nos ou prejudicar nosso relacionamento com outros.
13 Os que acataram seu aviso contra a fornicação e o adultério foram poupados à perturbação emocional, a doenças e a filhos ilegítimos decorrentes deles. (1 Coríntios 6:18; Hebreus 13:4) Pela aplicação de conselhos tais como o de 2 Coríntios 7:1, ficaram livres do vício do fumo e de outras drogas, que prejudicam a saúde e podem resultar em morte prematura. Sua ordem de ‘abster-se do sangue’ tem ajudado seus servos a fortalecer sua confiança nele como Aquele de quem dependem todas as suas perspectivas de vida futura, e, ao mesmo tempo, os tem protegido contra doenças terríveis que podem ser transmitidas pelas transfusões de sangue. — Atos 15:28, 29.
14. Que proveito tiramos de buscar primeiro o Reino, em vez de nos envolvermos desnecessariamente com o mundo?
14 Enquanto estivermos no mundo, teremos certo contato necessário com ele. Mas Jeová nos adverte de não fixarmos nossa esperança no mundo, nem sermos parte dele. Ele sabe o que o futuro reserva para o mundo. Quão tolo seria gastar a vida em edificar aquilo que Deus vai derrubar! Pior ainda, os que fizerem isso descobrirão que terão de compartilhar o destino do mundo ao qual devotaram a sua vida. Portanto, quão proveitoso é o conselho dado pelo Filho de Deus: Busque o Reino de Deus! Ponha-o em primeiro lugar na sua vida! — 1 João 2:17; Mateus 6:33.
15. (a) O que temos de aprender a fazer para estar entre os que recuperarão o que Adão perdeu? (b) Como nos falará Jeová durante o Milênio?
15 Jeová, plenamente apercebido do que precisamos, prepara seu povo para a vida no Seu novo sistema justo de coisas. A desobediência por parte de Adão levou à imperfeição humana, à perda da vida eterna e a expulsão do Paraíso. Certamente, se havemos de estar entre os que são abençoados com o que Adão perdeu, temos de evidenciar que prestamos atenção quando Deus fala. E como falará a nós durante o vindouro Milênio, enquanto a humanidade estiver sendo levada à perfeição? Por meio do Reino messiânico. Terá esse governo também representantes terrestres, visíveis? Sim. O Rei terá a seu serviço “príncipes em toda a terra”. (Salmo 45:16; veja Isaías 32:1, 2.) A humanidade, pela obediência a esses príncipes, demonstrará sujeição ao seu Rei celestial.
16. Por que serve de proteção agora ser obediente aos anciãos, e como é isso uma boa preparação para a vida na Nova Ordem de Deus?
16 Em preparação para esse tempo, Jeová provê agora treinamento por meio de sua organização teocrática, visível. Suscitou nas congregações homens espiritualmente maduros, ou anciãos. Estes provêem a necessária supervisão nas reuniões congregacionais e tomam a dianteira na pregação da mensagem do Reino. Ajudam a todos os que querem servir a Jeová a aprender como aplicar os princípios bíblicos na sua vida e advertem amorosamente contra os laços que poderiam prejudicar a relação da pessoa com Deus. As Testemunhas de Jeová, em todo o mundo, também passaram a aperceber-se de que o acatamento das orientações dos anciãos amiúde tem resultado na preservação de vida durante tempestades, terremotos e o irrompimento de violência armada. A congregação não pertence aos anciãos; ela é de Deus. Os anciãos não afirmam ser inspirados. Mas, conforme mostram as Escrituras, Deus os usa para tomar a dianteira, e a obediência a eles demonstra respeito pelo arranjo que Jeová usa a fim de preparar seus servos para a sobrevivência para a sua Nova Ordem. — Atos 20:28; Hebreus 13:17.
17. O que nos deve motivar a ser obedientes?
17 Todavia, tal obediência não é motivada pelo mero desejo de estar entre os sobreviventes à vindoura destruição mundial. Há muito mais envolvido. O quê? O apreço pela vida e por todas as provisões que Deus tem feito para sustentá-la. A gratidão pelas suas dádivas que enriquecem nossa vida: a faculdade do raciocínio, a capacidade de apreciar a beleza e os valores espirituais, e de conhecer e adorar nosso Criador. Também, o reconhecimento do grande amor por parte do próprio Deus, que o induziu a fazer com que seu próprio Filho depusesse a sua vida em sacrifício, para que tivéssemos a oportunidade de viver para sempre.
18. Quando chegamos a conhecer bem a Deus, como encaramos a obediência a ele e à sua organização?
18 A obediência não é um dever desagradável para os que chegaram a conhecer bem a Deus. O entendimento exato dos seus propósitos e requisitos, junto com a observação dos bons resultados da aplicação destes, não deixa dúvida na mente deles de que fazer as coisas do modo de Deus é o único proceder razoável e sensato. Reconhecem que serve de proteção. É também um modo de mostrarem seu amor a Deus. Eles têm muito prazer em obedecer-lhe. — 1 João 5:3; Salmo 119:129.
[Fotos na página 135]
Alguns precisam superar o orgulho, assim como fez o leproso Naamã.
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É leal ao novo Rei da terra?Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 18
É leal ao novo Rei da terra?
1. Qual era a reação da multidão, quando Jesus foi apresentado como Rei, em 33 EC?
EM 9 de nisã do ano 33 EC, Jesus Cristo apresentou-se ao judeus como rei deles, como o predito Messias. Descendo do Monte das Oliveiras em direção a Jerusalém, a multidão dos discípulos alegrou-se e louvou a Deus por causa das poderosas obras que Jesus havia realizado. (Lucas 19:37, 38; Zacarias 9:9) No entanto, mostrar-se-iam leais Àquele a quem aclamavam como rei? A lealdade deles foi logo posta à prova.
2. (a) Como reagem muitos hoje ao anúncio de que Cristo é o novo Rei da terra? (b) Mas que perguntas merecem séria consideração?
2 Desde 1914, o glorificado Jesus Cristo está ativamente governando desde o céu e tem sido apresentado à toda a humanidade como o novo Rei da terra. A perspectiva de vida sob um governo exercido por Cristo, com soluções genuínas para os problemas da humanidade, faz com que pessoas de todas as nações se alegrem. No entanto, mostrar-se-ão leais? Que dizer de cada um de nós?
OS ANTECEDENTES DE LEALDADE DO PRÓPRIO REI
3. (a) Por que é o próprio Jesus chamado de ‘aquele que é leal’ a Jeová? (b) O que é lealdade?
3 Jesus Cristo forneceu evidência abundante de que sua própria lealdade a Jeová, o Soberano Universal, é inabalável. Ele é apropriadamente chamado nas Escrituras de ‘aquele que é leal’ a Jeová. (Salmo 16:10; Atos 2:24-27) A palavra hebraica usada aqui para “lealdade” contém a idéia de ser amorosamente bondoso. Não se trata de algo frio, baseado apenas em lei ou justiça, mas é também motivado pelo amor e pelo apreço. — Veja Salmo 40:8; João 14:31.
4, 5. (a) Como se mostrou a lealdade de Jesus no céu após a rebelião de Satanás? (b) Como se mostrou essa lealdade também na terra?
4 No céu, quando Satanás começou a procurar para si a honra que pertencia apenas a Deus, e quando outros dos anjos abandonaram seu devido lugar na organização celestial de Jeová, o Filho unigênito de Deus não imitou o espírito deles. Era inconcebível para ele fazer isso! Sua devoção abnegada era tal que, na execução da vontade de seu Pai, este Filho leal abandonou a sua glória celestial, tornou-se humano e até mesmo sujeitou-se à morte numa estaca de tortura. Certificou-se amorosamente de que, no que dependia dele, nenhum pormenor delineado sobre ele nas Escrituras ficasse sem cumprimento. — Filipenses 2:5-8; Lucas 24:44-48.
5 Enquanto Jesus estava na terra, Satanás exerceu sobre ele grande pressão para que se desviasse do trabalho que Deus lhe dera para fazer — para engodá-lo, se possível, fazer algo que induzisse o próprio Deus a rejeitar seu Filho. Ele exortou Jesus a fazer algo que lhe desse destaque e poder — mas como parte do mundo do qual Satanás era governante. Jesus recusou isso, citando as Escrituras Sagradas como seu guia. (Mateus 4:1-10) Jesus tinha notáveis qualidades e usava-as bem, mas sempre em harmonia com a vontade de seu Pai. Ocupava-se plenamente em fazer a obra que seu Pai lhe mandara fazer. (João 7:16-18; 8:28, 29; 14:10) Que belo exemplo de lealdade!
6. De que modo requer a recompensa dada a Jesus uma lealdade da nossa parte?
6 Por causa da lealdade provada de Jesus, Jeová o ressuscitou dentre os mortos e “o enalteceu a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome, a fim de que, no nome de Jesus, se dobre todo joelho . . . e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai.” (Filipenses 2:9-11) Este “nome que está acima de todo outro nome” representa o poder e a autoridade conferidos a Jesus, para que pudesse cumprir a vontade de Jeová. ‘Dobrar o joelho’ diante dele significa reconhecer a posição dele e submeter-se à sua autoridade. Isto inclui estar lealmente sujeito a ele como Rei.
AMOR LEAL AOS UNGIDOS DE JEOVÁ
7. A respeito de que questões é provada a lealdade dos seguidores de Jesus?
7 Não ser mais possível ver a Jesus com olhos humanos após a sua ascensão ao céu resulta em provas esquadrinhadoras de lealdade para seus seguidores. Viveriam segundo os princípios que lhes ensinara? Manter-se-iam separados do mundo? Respeitariam os a quem o espírito santo conferiu responsabilidades de supervisão? Empenhar-se-iam de toda a alma em fazer a obra que lhes designara?
8. O que foi prefigurado pelo amor leal entre Jonatã e Davi?
8 No tempo devido haviam de ser ajuntadas as “outras ovelhas” à associação com o “pequeno rebanho” dos herdeiros do Reino celestial. Reconheceriam realmente suas posições designadas em relação com Cristo qual Rei e de um para com o outro? Os fatos mostram que entre todos os que constituem parte do “um só rebanho” sob Jesus Cristo desenvolveu-se genuíno amor mútuo. Isto foi prefigurado pelo inquebrantável e imorredouro amor de Jonatã, filho do Rei Saul, a Davi. Ao testemunhar a devoção total de Davi a Jeová e sua confiança Nele quando matou o gigante Golias, Jonatã ficou profundamente comovido e sua “própria alma . . . se ligou à alma de Davi, e Jonatã começou a amá-lo como a sua própria alma”. Seu amor não diminuiu quando se tornou evidente que Jeová concederia o reinado a Davi, não a Jonatã. Jonatã até mesmo arriscou diversas vezes sua vida a favor de Davi. — 1 Samuel 17:45-47; 18:1; 23:16, 17.
9. Como foi uma lealdade similar demonstrada por não-israelitas que serviam no exército de Davi?
9 Além de Jonatã, havia outros não-israelitas que se ligaram a Davi. Não eram mercenários, mas homens valentes, que agiam em devoção a Davi, o ungido de Jeová. Queretitas, peletitas e antigos nativos da cidade filistéia de Gate estavam entre estes. Apegaram-se realmente a Davi, quando seu filho Absalão, com engano, procurou furtar o coração dos homens de Israel. Apesar da proeminência de Absalão e de sua astúcia, não se deixaram levar a um proceder traiçoeiro pela conversa suave dele. — 2 Samuel 15:6, 10, 18-22.
10. (a) Como retrata o Salmo 45 a relação íntima entre Cristo, o restante ungido e as “outras ovelhas”? (b) Em que sentido ‘entram as virgens companheiras no palácio do rei’?
10 Outra animadora descrição da relação entre Cristo, o restante ungido e as “outras ovelhas” é encontrada no Salmo 45. Não se trata apenas de bela poesia, mas é algo profético a respeito do Reino messiânico — o próprio Deus sendo o “trono”, quer dizer, o alicerce e o sustentáculo do reinado de Jesus. (Salmo 45:1-7; Hebreus 1:8, 9) O salmista descreve a noiva de Cristo, “a filha do rei”, sendo levada ao Rei no dia do casamento dele. Ela vem acompanhada de “virgens . . . suas companheiras”. Quem são estas? São os que aguardam ser súditos terrestres do Reino de Deus. Acompanham a classe da “noiva” “com alegria e júbilo, até que o último desta classe seja unido com Cristo no céu. Junto com eles ‘entram no palácio do rei’, não por subirem ao céu, mas por se oferecerem para o serviço do Rei. Tornou-se você parte desta procissão alegre? — Salmo 45:13-15.
O QUE EXIGE DE NÓS A LEALDADE?
11. Que situações nos põem à prova quanto a ‘não fazermos parte do mundo’?
11 Inúmeras situações na vida mostram que tipo de pessoas somos. Cremos mesmo no Reino messiânico de Jeová? É real para nós? Jesus disse que seus verdadeiros seguidores ‘não fariam parte do mundo’. Dá-se isso no seu caso? — João 17:15, 16.
12. Embora vejamos imperfeitos, de que maneira adicional podemos evidenciar lealdade?
12 No que se refere a nós, humanos imperfeitos, a lealdade não demanda perfeição. Mas requer que evitemos a violação deliberada das ordens bíblicas, quer outros humanos nos vejam, quer não. Induzir-nos-á a nos esforçar a aplicar plenamente os princípios bíblicos, em vez de ver quão de perto podemos achegar-nos aos modos do mundo. Fará com que cultivemos verdadeiro ódio ao que é mau. — Salmo 97:10.
13. Como nos protegerá a lealdade contra a conversa suave dos apóstatas?
13 Se deveras odiarmos o que é mau, não permitiremos que a curiosidade nos engode a chegar perto disso. A curiosidade sobre a vida de pessoas sexualmente imorais pode levar à ruína. (Provérbios 7:6-23) Do mesmo modo pode sobrevir a ruína espiritual àqueles que por curiosidade compram e lêem literatura produzida por apóstatas, aqueles que abandonaram a Jeová e sua organização, e que então verbalmente ‘espancam’ seus anteriores companheiros. (Mateus 24:48-51) Provérbios 11:9 adverte: “Pela boca é que o apóstata arruína seu próximo.” Mas a lealdade nos protegerá contra sermos desencaminhados pela conversa suave deles. — 2 João 8-11.
14. (a) Qual é uma das maneiras mais importantes de demonstrarmos nossa lealdade a Cristo qual Rei? (b) Por que é esta obra tão importante?
14 Uma das maneiras mais importantes de podermos mostrar lealdade é empenhar-nos de toda a alma na obra que Jesus ensinou aos seus discípulos. Ele deu pessoalmente o exemplo por ir de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando as boas novas do Reino de Deus. (Lucas 8:1) Jesus predisse o que os verdadeiros cristãos fariam hoje em dia, ao dizer: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mateus 24:14) É por meio desta pregação das boas novas que a questão do Reino está sendo apresentada às pessoas em toda a parte, para que possam fazer uma decisão pessoal. Para uma grande multidão, esta decisão significará sua preservação durante a grande tribulação. (Revelação [Apocalipse] 7:9, 10) Participa você com lealdade nesta obra urgente?
15. (a) O que diz o Salmo 145:10-13 a respeito de que os leais a Jeová estariam falando? (b) Como se aplica isso a nós?
15 O salmista Davi escreveu há muito: “Todos os teus trabalhos te elogiarão, ó Jeová, e os que te são leais te bendirão. Palestrarão sobre a glória do teu reinado e falarão sobre a tua potência, para dar a conhecer aos filhos dos homens seus atos potentes e a glória do esplendor do seu reinado. Teu reinado é um reinado por todos os tempos indefinidos, e teu domínio é durante todas as gerações sucessivas.” (Salmo 145:10-13) Este reinado é agora exercido por meio do Reino messiânico nas mãos leais de Jesus Cristo, e demonstramos nossa lealdade tanto a Deus como a Cristo por falar franca e entusiasticamente sobre ele.
16. Que influência deve exercer a lealdade em até que ponto participamos na pregação do Reino e na motivação com que o fazemos?
16 Que destaque deu você na sua própria vida a esta obra de dar testemunho do Reino? Coloca-a realmente à frente de outros empenhos? Aquilo que você mesmo faz pode ser mais ou pode ser menos do que os outros fazem. A situação das pessoas varia. Mas todos nós podemos tirar proveito de fazer a nós mesmos perguntas tais como estas: ‘Reflete a minha participação apenas um senso de dever, uma oferta pro forma? Encaro isso simplesmente como requisito para a sobrevivência? Ou movem-me o amor a Jeová, a devoção ao seu Rei messiânico e a genuína preocupação com o meu próximo a dar a isso o primeiro lugar, de modo que os outros interesses na minha vida girem em torno disso?’ A lealdade nos induzirá a procurar meios para demonstrar que esta obra é tão importante para nós como é para o nosso Rei.
17. A quem é que Jesus ‘falará paz’ quando destruir os iníquos?
17 Dentro em breve, Aquele que com júbilo foi aclamado qual Rei pelos seus discípulos, ao entrar em Jerusalém, em 33 EC, destruirá todos os que rejeitarem a soberania de Jeová conforme expressa por intermédio do Seu Rei messiânico. Mas ele ‘falará paz’ a essa “grande multidão” de pessoas de todas as nações, que imitam seu próprio exemplo de lealdade. Estará você entre tais? — Zacarias 9:10; Efésios 4:20-24.
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“Ouvimos que Deus está convosco”Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 19
“Ouvimos que Deus está convosco”
1, 2. (a) O que prediz Zacarias 8:23 para os nossos dias? (b) A que Deus se refere isso, e como enfatiza a Bíblia o nome pessoal dele?
“IREMOS convosco, pois ouvimos que Deus está convosco.” Isto é o que a Bíblia predisse que pessoas de todas as nações diriam em nossos dias. (Zacarias 8:23) E quem é este Deus a quem a profecia de Zacarias se refere? Não somos deixados em dúvida. Neste livro relativamente pequeno da Bíblia seu nome pessoal aparece 135 vezes! É JEOVÁ!
2 Ele mesmo disse a respeito de seu nome pessoal, Jeová: “Este é o meu nome por tempo indefinido e este é o meu memorial por geração após geração.” (Êxodo 3:15) A importância deste nome é indicada por ele aparecer quase 7.000 vezes no texto hebraico inteiro da Bíblia — muito mais vezes do que o total conjunto de títulos tais como Senhor e Deus. Conforme predito, nestes “últimos dias”, este nome ficou notavelmente associado com um grupo de pessoas.
“IREMOS CONVOSCO”
3. Conforme predito em Zacarias 8:20-23, (a) quem procuraria a Jeová, (b) e por associar-se com quem?
3 A respeito disso, o profeta Zacarias, por ocasião da reconstrução do templo de Jeová na antiga Jerusalém, foi inspirado por Deus a escrever: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Ainda será que virão povos e os habitantes de muitas cidades; e os habitantes de uma cidade certamente irão ter com os de outra, dizendo: “Vamos seriamente para abrandar a face de Jeová e para procurar a Jeová dos exércitos. Eu mesmo vou ir também.” E muitos povos e poderosas nações virão realmente para procurar a Jeová dos exércitos em Jerusalém e para abrandar a face de Jeová.’ Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Naqueles dias, dez homens dentre todas as línguas das nações agarrarão, sim, agarrarão realmente a aba da veste dum homem judeu, dizendo: “Iremos convosco, pois ouvimos que Deus está convosco.”’” — Zacarias 8:20-23.
4. Por que não se aplica esta profecia ao judaísmo, nem à cristandade?
4 O cumprimento limitado que esta profecia tinha em conexão com o templo reconstruído em Jerusalém, começando nos dias de Zorobabel, apontava para um cumprimento muito mais grandioso em nossos dias. Relacionado com que pessoas? Certamente, não seria razoável que os que ‘procurassem a Jeová’ recorressem aos que supersticiosamente se negam até mesmo só de pronunciar o nome de Deus, como se dá com os judeus naturais, que se apegam à sua adoração tradicional. Nem tampouco à cristandade, que imita o costume judaico de evitar o uso do Nome Divino. Não é para a Jerusalém terrestre que as pessoas hoje se voltam para adorar a Jeová. Conforme Jesus predisse, Deus abandonou seu templo existente ali e este foi destruído em 70 EC, nunca mais sendo reconstruído, até hoje. Isto indica a qualquer pessoa razoável que Deus não está com o Israel não-cristão. — Mateus 23:37, 38; veja 1 Reis 9:8, 9.
5. Como identificam as Escrituras (a) a “Jerusalém” que hoje representa a Jeová, (b) e o “homem judeu”, a respeito do qual Zacarias profetizou?
5 A “Jerusalém” que hoje representa a Jeová é descrita em Hebreus 12:22 como “cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”. Assim como a antiga Jerusalém era símbolo visível do governo de Jeová, a “Jerusalém celestial” é o Reino messiânico de Deus, no qual Jesus Cristo foi entronizado como Rei no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. (1 Crônicas 29:23; Lucas 21:24) Este governo tem representantes aqui na terra, a saber, os que lealmente o proclamam como a única esperança segura para a humanidade. Os primeiros a anunciarem que o Reino foi estabelecido em 1914 foram os remanescentes do “pequeno rebanho”. Estes são “o Israel de Deus”, falando-se em sentido espiritual. São os ‘judeus’ espirituais a respeito dos quais Zacarias profetizou. (Lucas 12:32; Gálatas 6:16; Romanos 2:28, 29) Desde 1931, por causa de seu amor a Deus e seu apreço pela responsabilidade de tornar conhecido que Jeová é o verdadeiro e Todo-poderoso Deus, adotaram o nome de Testemunhas de Jeová. — Isaías 43:10-12.
COMO SÃO IDENTIFICADOS?
6. (a) O que tem convencido milhões de pessoas quanto à identidade do povo com que Deus está hoje? (Considere um ponto por vez; leia os textos.) (b) Que ponto ou pontos têm impressionado mais a você?
6 Por estes judeus espirituais terem cumprido fielmente com sua responsabilidade quais Testemunhas de Jeová, milhões de pessoas sinceras, em todo o globo, foram ajudadas a “procurar a Jeová. Chegaram a dar-se conta de que Jeová realmente está com tais pessoas que levam o seu nome. O que as convence disso? Muitas coisas, entre as quais se destacam:
(1) As crenças das Testemunhas de Jeová baseiam-se todas na Bíblia — não simplesmente em textos isolados, mas na inteira Palavra de Deus. Em vez de ensinarem coisas de sua própria iniciativa, as Testemunhas de Jeová respondem a perguntas por indicar o que a Bíblia diz. Honram a Jeová por deixar que ele fale. (Veja João 7:16-18.)
(2) A Bíblia diz que o próprio Deus tiraria das nações “um povo para o seu nome”. (Atos 15:14) Essas pessoas mesmas invocariam o nome dele e se empenhariam em divulgá-lo em toda a terra. (Isaías 12:4, 5) As Testemunhas de Jeová, em todo o mundo, são pessoas associadas significativamente com o nome pessoal de Deus, Jeová.
(3) As Testemunhas de Jeová têm uma abundância de satisfatório alimento espiritual. Aquilo que aprendem das Escrituras e o efeito que isso exerce sobre o conceito que formam sobre a vida faz com que sejam pessoas felizes, em contraste com o mundo em geral. Isto foi o que Jeová disse que se daria com os seus servos. (Isaías 65:13, 14; veja Mateus 4:4.)
(4) As Testemunhas de Jeová usam a Palavra de Deus para fixar suas normas de conduta e para orientar suas decisões nos assuntos cotidianos da vida — na família, no trabalho, na escola, na escolha da recreação, na identificação de práticas que devem ser evitadas e na determinação das atividades mais meritórias em que se empenhar. Jeová prometeu que ‘ele mesmo endireitará as veredas’ dos que fazem isso. (Provérbios 3:5, 6)
(5) A supervisão das congregações das Testemunhas de Jeová é modelada segundo a congregação de Deus no primeiro século, na qual os anciãos eram exemplos para o rebanho e colaboradores em prol do Reino de Deus, em vez de serem uma enaltecida classe clerical. (1 Pedro 5:2, 3; 2 Coríntios 1:24)
(6) As Testemunhas de Jeová não se envolvem nos assuntos políticos do mundo, mas fazem a obra que a Bíblia especifica para os verdadeiros cristãos, a saber, pregar as boas novas do Reino de Deus em todo o mundo, em testemunho, antes de vir o fim. (Mateus 24:14; veja João 17:16; 18:36.)
(7) As Testemunhas de Jeová realmente se amam mutuamente, assim como Jesus disse que seus verdadeiros discípulos fariam. A cor da pele, a origem tribal, a situação econômica, a nacionalidade, a língua — nada disso faz com que haja desprezo de uns para com os outros. Apesar das imperfeições humanas, todos estão realmente unidos como numa fraternidade internacional, e atribuem o mérito disso a Deus. (João 13:35; veja Atos 10:34, 35.)
(8) As Testemunhas de Jeová, nos tempos modernos, iguais aos primitivos cristãos, continuam servindo a Deus apesar de perseguição. Confiando em Deus, não revidam aos opositores. Assim como aconteceu no passado, Deus mostrou estar com os seus servos para livrá-los. (Jeremias 1:8; Isaías 54:17)
7. (a) Quem são os “dez homens”? (b) Como evidenciam eles que Jeová tornou-se mesmo seu Deus?
7 Estas são apenas umas poucas razões pelas quais, como predito, “dez homens dentre todas as línguas das nações” dizem com genuína convicção ao restante dos herdeiros do Reino: “Iremos convosco, pois ouvimos que Deus está convosco.” (Zacarias 8:23) As Escrituras usam o número “dez” para representar inteireza com respeito a assuntos terrenos, de modo que esses “dez homens” representam todos os que adotam agora a verdadeira adoração em companhia com os “irmãos” de Cristo, ungidos com o espírito. Não apenas se associam com o restante nas suas reuniões, mas também se identificam como adoradores de seu Deus, Jeová. Dedicam sua vida a ele, por meio de Jesus Cristo, e simbolizam isso pelo batismo em água, demonstrando assim que querem ‘juntar-se a Jeová’. Daí, participam de bom grado na obra feita em toda a terra pelas testemunhas dele. — Zacarias 2:11; Isaías 61:5, 6.
EXEMPLOS DIGNOS DE SER IMITADOS
8. (a) O que induziu a rainha de Sabá a viajar para Jerusalém? (b) O que fez ela ao chegar ali, e com que resultado? (c) Como se mostra haver pessoas semelhantes a ela hoje em dia? (Salmo 2:10-12)
8 Alguns dos que agem assim são semelhantes à rainha de Sabá, nos dias de Salomão. De longe ela “ouvira as notícias a respeito de Salomão em conexão com o nome de Jeová”. Nunca havia falado pessoalmente com Salomão, nem havia estado no templo de Jeová em Jerusalém. Ela tinha algumas dúvidas sobre se tudo era tão bom como ouvira dizer. Mas, fez o esforço de descobrir isso, viajando talvez uns 2.250 quilômetros por camelo com este objetivo. Ela obteve respostas a todas as suas “perguntas difíceis”, e exclamou: “Eis que não se me contou nem a metade.” Não podia deixar de chegar à conclusão de que Jeová amava Seus adoradores. (1 Reis 10:1-9) Alguns dos que têm tido destaque no mundo imitaram hoje o exemplo dela, e muitos outros, de condições mais humildes, também o fizeram. Eles vêem a evidência de que as Testemunhas de Jeová não seguem nenhum homem, mas sim a Jesus Cristo, o Salomão Maior, como seu Rei. As respostas dadas à base da Palavra de Deus satisfazem sua mente e seu coração, e eles se sentem induzidos a juntar sua voz em bendizer a Jeová. — Veja Lucas 11:31.
9. (a) Em que diferia a atitude de Raabe daquela da rainha de Sabá? (b) O que é digno de nota nos acontecimentos que levaram à preservação de Raabe e sua família? (c) O que identifica as pessoas que hoje são semelhantes a Raabe?
9 Outros são iguais a Raabe de Jericó que já ficara convencido pelas notícias recebidas de que o Deus de Israel era “Deus nos céus em cima e na terra embaixo”. (Josué 2:11) Quando espiões de Israel entraram no país, ela os acolheu, os escondeu e pôs a sua própria vida em perigo para protegê-los. Tinha fé e evidenciava isso por suas obras, tomando posição ao lado do povo de Jeová. (Hebreus 11:31; Tiago 2:25) Ela seguiu cuidadosamente as instruções dadas para a sua preservação. Também Raabe mostrou preocupação amorosa com seu pai e sua mãe, seus irmãos e suas irmãs, abrindo para eles o caminho para serem poupados, se obedecessem aos requisitos para a sobrevivência. (Josué 2:12, 13, 18, 19) Em resultado disso, ela e sua família foram libertados quando Jericó e seus habitantes adoradores de Baal foram aniquilados. (Josué 6:22, 23) Isto tem um grande significado para os nossos dias. Demonstra que Jeová poupará aqueles que são semelhantes a Raabe. Como se mostram ser semelhantes a ela? Têm fé em Jeová, identificam-se com os membros do Israel espiritual, seguem de perto as orientações dadas por intermédio deste canal e esforçam-se sinceramente a ajudar os membros achegados da família e outros parentes a compreender a sabedoria de fazerem o mesmo.
10. (a) Conforme mostra a profecia de Zacarias, o que é que realmente atrai pessoas para se associarem com as Testemunhas de Jeová? (b) Como podemos mostrar, em atitude e ações, que nosso coração realmente está cheio de amor a Jeová?
10 Naturalmente, o verdadeiro atrativo, aquilo que atrai pessoas de todas as nações à associação com as Testemunhas de Jeová, é o próprio Jeová Deus. Sua Palavra lhes agrada. Os frutos de Seu espírito na vida de Seus servos lhes são convidativos. Ao passo que se familiarizam bem com as qualidades dele e com a maneira de ele lidar com a humanidade, anelam o tempo em que o nome de Deus será vindicado de todo o vitupério lançado sobre ele por Satanás e por humanos sem fé. Eles mesmos se esforçam a gerir seus assuntos dum modo que agrade ao seu Criador e induza outros a glorificá-lo. (1 Pedro 2:12) Oram do fundo do coração, assim como Jesus ensinou aos seus discípulos: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mateus 6:9, 10) E, em harmonia com a sua oração, prestam serviço sagrado a Deus em plena união com os que dão inconfundível evidência de serem o ‘povo para o nome’ de Jeová.
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‘O pequeno torna-se uma nação forte’Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 20
‘O pequeno torna-se uma nação forte’
1. (a) O que predisse Jeová sobre a magnitude do aumento dos verdadeiros adoradores? (b) Quem é que realiza isso, e como?
OS QUE adoram a Jeová por muito tempo têm sido relativamente poucos, em comparação com a população de toda a humanidade. Mas, nos nossos dias, o número deles está aumentando numa proporção emocionante para os que amam a justiça. O próprio Jeová predisse a respeito da magnitude desse aumento: “O próprio pequeno tornar-se-á mil e o menor, uma nação forte. Eu mesmo, Jeová, apressarei isso ao seu próprio tempo.” (Isaías 60:22) Conforme este texto diz, o próprio Jeová fará isso. Como? Por fazer com que exista entre os seus servos uma condição que os coloca em nítido contraste com os grupos nacionais em volta deles e que atrai fortemente os de coração sincero.
2. (a) A quem é dirigido Isaías 60:1, 2? (b) De que modo se fez com que a “glória de Jeová” raiasse sobre ela? (c) Como é que os do restante têm ‘dado luz’?
2 Isso foi predito em Isaías 60:1, 2, onde Jeová se dirige à sua “mulher”, sua organização composta de leais criaturas espirituais, bem como de filhos gerados pelo espírito aqui na terra, dizendo: “Levanta-te, ó mulher, dá luz, pois chegou a tua luz e raiou sobre ti a própria glória de Jeová. Pois, eis que a própria escuridão cobrirá a terra e densas trevas os grupos nacionais; mas sobre ti raiará Jeová e sobre ti se verá a sua própria glória.” A base para este contraste é o nascimento do Reino messiânico exercido por Jesus Cristo em 1914. Foi então que a “glória de Jeová” raiou sobre a sua organização celestial que deu à luz o Reino. Havia motivo para grande alegria no meio dela. (Revelação [Apocalipse] 12:1, 2, 5, 10-12) Os do restante ungido dos herdeiros do Reino, na terra, participaram nesta alegria. A partir de 1919, passaram a “dar luz”, ao passo que empreenderam a proclamação mundial do Reino de Deus como a única esperança real da humanidade. — 1 Pedro 2:9; Mateus 5:14-16.
3. (a) Por que é que especialmente desde 1914 a ‘escuridão cobre a terra’? (b) Qual é a única solução real?
3 Em contraste com isso, em 1914, os grupos nacionais do mundo, lutando para manter a sua própria soberania, entraram numa era de violência e de insegurança, da qual nunca mais se recuperaram. A falta de estabilidade, desde então, fez com que muitos se dessem conta de que, apesar do “progresso científico”, não podem contar com um futuro seguro. Deveras, ‘a escuridão cobre a terra’. Por que não encontram saída? Porque as nações rejeitaram a Jeová qual Soberano. No máximo, uns poucos governantes prestam devoção da boca para fora a um “Deus” cujo nome nunca usam. Estão decididos a eles mesmos tomarem conta das coisas, mas os problemas com que se confrontam estão além da capacidade humana de resolver. (Jeremias 8:9; Salmo 146:3-6) O mundo atual, com a sua ganância e a sua corrupção, já entrou nos seus “últimos dias”. Não há maneira de evitar a destruição que o aguarda. Somente aqueles que depositam plena fé no Reino de Deus podem encarar o futuro com confiança. Pessoas sinceras, em números cada vez maiores, dão-se conta disso e passam a associar-se ativamente com as Testemunhas de Jeová, as quais não somente falam sobre o Reino, mas também se esforçam seriamente a viver em harmonia com o que pregam.
‘O PEQUENO TORNA-SE MIL’
4. Em cumprimento de Isaías 60:4, que obra de ajuntamento recebeu atenção primária?
4 Quando terminou a Primeira Guerra Mundial, ainda não se completara o ajuntamento dos herdeiros do Reino. Ainda se precisava de mais “filhos” e “filhas” da Jerusalém celestial para preencher os preditos 144.000 que reinariam com Cristo no céu. Todavia, Jeová predisse a conclusão desta obra, dizendo: “Levanta os olhos olhando ao redor e vê! Todos eles foram reunidos; chegaram a ti. De longe estão chegando os teus próprios filhos e tuas filhas, das quais se cuidará sobre o lado.” (Isaías 60:4) Em resultado da proclamação do Reino feita a partir de 1919, outros milhares dedicaram-se a Jeová, foram batizados e foram ungidos com espírito santo. Ao todo, porém, o grupo inteiro de herdeiros do Reino foi mencionado por Jesus como apenas um “pequeno rebanho”. (Lucas 12:32) Para se cumprir o predito em Isaías 60:22, certamente deveria haver mais que se ajuntassem à verdadeira adoração! E assim tem sido!
5. Como se descreveu em Isaías 55:5 a fonte do aumento adicional?
5 São mencionados assim em Isaías 55:5: “Eis que chamarás uma nação que não conheces e correrão a ti os de uma nação que não te conheceram, por causa de Jeová, teu Deus, e pelo Santo de Israel, porque ele te terá embelezado.” Trata-se de pessoas de fora do Israel espiritual. Elas procedem de muitas nações, mas tornam-se um povo unido, todos dando apoio leal ao Reino de Deus. São “uma nação” que os do restante do Israel espiritual então não ‘conheciam’ segundo seu entendimento das Escrituras, nem dera esse povo antes o devido reconhecimento aos servos de Deus. Mas, em resultado da pregação das boas novas, sentiram-se atraídos, porque se deram conta de que esses israelitas espirituais adoram o verdadeiro Deus e por discernirem neles uma beleza espiritual que só pode ser resultado da bênção de Deus.
6. Até onde está sendo levada a mensagem do Reino e com que resultado emocionante?
6 Apesar de tudo o que Satanás tem feito para impedir a pregação da mensagem do Reino e para desviar a atenção das pessoas para outros empenhos, a luz da verdade continua a atingir mesmo as partes mais remotas da terra. O resultado foi assim como Deus disse profeticamente há muito tempo à sua “mulher”: “Naquele tempo verás e certamente ficarás radiante, e teu coração realmente tremerá e se expandirá, porque a ti se encaminhará a opulência do mar; os próprios recursos das nações chegarão a ti . . . Anunciarão os louvores de Jeová.” (Isaías 60:5, 6) Sim, uma “grande multidão” de pessoas que antes faziam parte do “mar” da humanidade alheada de Deus, pessoas cuja vida era obscurecida pelas “densas trevas” que cobrem as nações, juntaram-se ao Israel espiritual. Aos olhos de Deus, esses são deveras os preciosos dentre todas as nações.
7. Como mostra Jeová, pela maneira em que se predisse o aumento, o que realmente é precioso aos seus olhos?
7 Por ocasião da reconstrução do templo de Jeová em Jerusalém, Jeová fez com que seu profeta Ageu anunciasse: “‘Vou fazer tremer todas as nações, e terão de entrar as coisas desejáveis de todas as nações; e eu vou encher esta casa de glória’, disse Jeová dos exércitos.” (Ageu 2:7) Esse abalo e essa sacudida das nações levará finalmente à destruição delas, mas antes que isso ocorra terão de ser ajuntadas “as coisas desejáveis de todas as nações” dentre elas e levadas ao grande templo espiritual de Jeová, sua casa universal de adoração. Encontrarão ali segurança quando o mundo desmoronar em ruína. Tais adoradores vivos é que são preciosos para Jeová. Não é a riqueza material deles que ele quer. (Miquéias 6:6-8) A coisa de maior valor que podem dar a Jeová é sua adoração de toda a alma. Eles vêm com ofertas de devoção de coração e serviço zeloso, todos eles ‘anunciando os louvores de Jeová’. Quanta alegria o aparecimento deles tem dado aos servos leais de Jeová, tanto no céu como na terra!
8. Que indícios fornece a Bíblia sobre a extensão do ajuntamento de prospectivos herdeiros terrestres do Reino?
8 Quantos haverá desses adoradores de Jeová, que prezam a esperança de vida na terra paradísica? A Bíblia não estabelece o número deles. Fica franqueado a quantos de todas as nações quiserem aproveitar-se das provisões amorosas de Jeová. Um indício do que se pode esperar, porém, é encontrado em Isaías 60:8, onde são descritos como pombas “voando como nuvem” — uma nuvem que a bem dizer obscurece a terra embaixo. Isto indica a movimentação de grande número de pessoas em pouco tempo. Com esta afluência tão grande de adoradores de Jeová, segundo se predisse, o “pequeno” do Israel espiritual ‘tornar-se-ia mil e o menor, uma nação forte’, e Jeová disse que ele ‘apressaria isso ao seu próprio tempo’. (Isaías 60:22) Enquadra-se isso no que realmente tem acontecido?
9. Até que ponto tem havido tal aumento desde 1935?
9 Após a primeira guerra mundial havia apenas poucos milhares participando ativamente em dar testemunho público sobre o Reino. Por volta de 1935, eram menos de 60.000 em todo o mundo. Em 1941, o número dos proclamadores do Reino passou o marco dos 100.000. Por volta de 1953, havia mais de 500.000. Dez anos mais tarde, somaram um milhão. No começo de 1984, havia 2.652.323. Devotam, em média, muito mais de um milhão de horas por dia para mostrar a outros por que somente o Reino de Deus oferece verdadeira esperança para o futuro. Em comparação com o número daqueles que, como Testemunhas de Jeová, dão evidência de serem súditos do Reino messiânico de Jeová, é digno de nota que umas 60 nações do mundo atual têm individualmente uma população inferior em número a esta “nação” crescente. Esta “nação” extraordinária, porém, não participa na política do mundo, mas devota-se exclusivamente ao serviço do verdadeiro Deus.
10. (a) Que circunstâncias tornam este crescimento maravilhoso aos nossos olhos? (b) O que indica que ainda virá a haver mais?
10 É este o pleno alcance do cumprimento desta profecia? Aquilo que já aconteceu basta para se enquadrar na descrição bíblica. E é também maravilhoso quando consideramos as circunstâncias em que se faz esta obra — os obstáculos a vencer, a evidência da orientação divina para dar-lhe bom êxito, a devoção demonstrada por aqueles que participam nela. Maravilhosas, também, são as mudanças que isso produziu na vida de pessoas. No entanto, o aumento dos que tomam abertamente sua posição a favor de Jeová não está parando, nem está diminuindo. Nos últimos anos houve em média bem mais de 10.000 por mês que se apresentaram para a imersão em água, e o total está aumentando cada ano. Todos estes, por viverem em harmonia com o que seu batismo simboliza, podem ter perspectiva garantida de sobreviverem para a “nova terra”.
11. (a) Como indica a Bíblia que todos esses milhões de pessoas se tornam parte duma organização? (b) Qual é o objetivo principal dessa organização?
11 Esses milhões de pessoas não são apenas estudantes independentes da Bíblia, cada um servindo a Deus do seu próprio modo. São pessoas que em submissão se tornam parte da organização visível de Jeová. Como já vimos, primeiro “foram reunidos” os herdeiros do Reino. Agora, outros dentre as nações, com a esperança de vida terrestre, “estão chegando” a eles. (Isaías 60:4, 5) Ficaram unidos em “um só rebanho” sob “um só pastor”, Jesus Cristo. (João 10:16) O apóstolo Pedro descreveu os verdadeiros cristãos como mundial ‘associação de irmãos’, e Paulo os exortou a não se isolarem, mas a se “ajuntar”, e tanto mais quanto se aproximar o dia da execução do julgamento divino. (1 Pedro 5:9; Hebreus 10:23-25) Assim são fortalecidos e equipados para compartilhar no grandioso propósito pelo qual esta organização existe. E qual é este? Magnificar o nome de Jeová. — 1 Pedro 2:9; Isaías 12:4, 5.
UMA OBRA A SER FEITA
12. (a) Como indicou Jesus qual a obra em que todos nós devemos participar? (b) Quão importante é ela, e por quê?
12 Todos os que passam a associar-se com a organização de Jeová logo se dão conta de que aqueles que estão nela são trabalhadores. Imitando a Jesus Cristo, todos são pregadores ativos do Reino de Deus, que é o meio pelo qual se vindicará o nome de Jeová. O próprio Jesus disse: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus porque fui enviado para isso.” (Lucas 4:43) Ele falava seriamente sobre a necessidade de outros fazerem sua vida girar em torno de fazer a vontade de Deus. Ensinava a seus seguidores a fazer a mesma obra que ele. Predisse para o tempo em que vivemos que “estas boas novas do reino” seriam “pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”. (Mateus 24:14) Esta é a obra mais importante que qualquer de nós pode fazer hoje. Por quê? Porque é por meio dela que defendemos a soberania legítima de Jeová Deus, da qual depende o bem-estar de toda a criação. Por participarmos de todo coração nesta atividade, demonstramos nosso apreço pela abundante benignidade imerecida de Jeová. Ajudamos também os outros a se aproveitarem do único meio pelo qual é possível que sobrevivam à iminente grande tribulação. — Veja 1 Timóteo 4:15, 16.
13. (a) Em Isaías 60:17, que condição da organização de Jeová foi predita? (b) O que temos de fazer para usufruí-la plenamente? (c) Que perspectiva se apresenta àqueles que fazem isso?
13 A situação que encontram dentro da organização de Jeová acalenta-lhes o coração. Conforme Jeová predisse por meio de Isaías: “Vou designar a paz como teus superintendentes e a justiça como teus feitores.” (Isaías 60:17) A paz prevalecente não é mera teoria, mas é realidade, é fruto do espírito santo de Deus. Isto não significa que a pessoa sente esta paz plenamente só por se associar com a organização. Ela mesma precisa aprender a ‘empenhar-se pelas coisas que produzem paz e pelas coisas que são para a edificação mútua’. (Romanos 14:19) Precisa aprender a mostrar sabedoria piedosa ao lidar com as imperfeições dos outros, dar evidência de longanimidade e autodomínio, perdoar aos outros, assim como também quer que Deus lhe perdoe. Sim, precisa também ‘produzir paz’. (Tiago 3:17, 18; Gálatas 5:22, 23; Colossenses 3:12-14) Os que fazem isso têm muita alegria em fazer parte da “nação forte” que agora está tomando forma e que está devotada ao serviço de Jeová, o “Deus feliz”. (1 Timóteo 1:11) São os membros desta “nação” que serão preservados quando Jeová executar o julgamento contra o mundo inteiro que se sujeita a Satanás como seu governante.
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Cordial acolhida aos que retornamSobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 21
Cordial acolhida aos que retornam
1. Que tipo de pessoas estão sendo consideradas neste capítulo?
HÁ MUITOS que numa ocasião ou noutra tiveram suficiente contato com a verdade bíblica para saber que Jeová é o verdadeiro Deus e para entender algo sobre os propósitos dele. Embora não sejam Testemunhas de Jeová, talvez tenham estudado a Bíblia com as Testemunhas. Ou talvez seus pais sejam Testemunhas. Muitos destes têm assistido a algumas reuniões num Salão do Reino. Talvez até mesmo tenham participado um pouco na divulgação da mensagem do Reino a outros. Mas não devotaram sua vida a fazer a vontade de Deus. Por que não?
2. (a) Por que se afastaram da organização de Jeová? (b) Por que começam a querer voltar?
2 O mundo oferece atrações que tais pessoas acham desejáveis, coisas de que acham que aumentariam seu usufruto da vida, e assim se afastam aos poucos da organização de Jeová na busca de tais coisas. Com o tempo, porém, algumas dessas pessoas dão-se conta de que não encontraram o tipo de vida que esperavam. Acordam para o fato de que, se continuarem na situação em que estão, perecerão junto com o mundo. Não se esqueceram da segurança e da abundância espiritual existentes na “casa” de Jeová, e desejam estar nela novamente. Mas, será que Jeová as aceitará de novo?
A VOLTA DO FILHO PRÓDIGO
3. (a) Na parábola sobre o filho pródigo, como descreveu Jesus uma situação similar? (b) Quem é retratado pelo pai?
3 A resposta é provida na bem-conhecida parábola de Jesus sobre o filho pródigo. Jesus falou em ilustração sobre um homem que tinha dois filhos. O mais moço pediu ao pai a sua parte da propriedade. Depois de obtê-la, foi para um país distante, onde imprudentemente esbanjou tudo numa vida de devassidão. Agiu assim de maneira pródiga. Quando aquele país foi atingido por uma fome, o jovem, em penúria desesperada, viu-se obrigado a cuidar de porcos, mas nem se lhe permitia comer a sua forragem. Abalado pelos problemas que o acabrunhavam, caiu em si. Lembrou-se de como era boa a vida até mesmo para os empregados na casa de seu pai, e decidiu voltar. Reconheceria seu proceder pecaminoso e pediria ser novamente acolhido, não como filho, mas como servo assalariado. (Lucas 15:11-19) Mas, depois de tudo o que fizera, será que o pai o deixaria voltar? Como encararia Jeová, representado nesta parábola pelo pai, a volta de tal pessoa?
4. Como acolheu o pai seu filho quando este voltou?
4 Retratando vividamente os sentimentos de Jeová neste assunto, Jesus prosseguiu: “Enquanto [o filho mais moço] ainda estava longe, seu pai o avistou e teve pena, e correu e lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente. O filho disse-lhe então: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus empregados.’ Mas o pai disse aos seus escravos: ‘Ligeiro! Trazei uma veste comprida, a melhor, e vesti-o com ela, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. E trazei o novilho cevado e abatei-o, e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto, e voltou a viver novamente; estava perdido, mas foi achado.’ E principiaram a regalar-se.” — Lucas 15:20-24.
QUE APLICAÇÃO TEM A PARÁBOLA HOJE?
5. (a) Quem foi retratado pelo filho mais velho na parábola de Jesus? (b) Então, quem é representado pelo filho mais moço, o pródigo?
5 Nesta ilustração, o filho mais velho, o primogênito, corresponde apropriadamente à “congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus”. (Hebreus 12:23) Que dizer do filho mais moço? Ele deve representar um grupo diferente do “pequeno rebanho” dos que têm esperança celestial. Nem todos os das “outras ovelhas” do Senhor se enquadram na descrição do filho mais moço, mas alguns se encaixam nela. Mesmo já antes de o ajuntamento das “outras ovelhas” se tornar especialmente notável, a partir de 1935, havia pessoas que sabiam que Jeová é o único Deus verdadeiro. Sabiam da esperança da vida terrestre sob o Seu Reino, e não nutriam nenhuma idéia de serem da “congregação dos primogênitos” com esperança celestial. Mas em vez de se devotarem ao serviço de Jeová, ficaram envolvidos em empreendimentos do mundo. Tomaram os “meios de vida” que Deus lhes concedia, o tempo e a vida que lhes permitia ter e os usaram para a sua egoísta satisfação pessoal. Mas, em 1935, quando os servos de Jeová pela primeira vez entenderam claramente a identidade da “grande multidão”, muitos dos que correspondiam ao filho mais moço ofereceram-se de todo o coração ao serviço na casa do Pai. Era uma época de alegria tal como Jesus descreveu na sua parábola.
6. No cumprimento, como manifestaram alguns a atitude do filho mais velho, mas deu-se isso com todos os do restante?
6 É verdade que, naquele tempo, nem todos compartilhavam esta alegria pela chegada da classe representada pelo filho mais moço. Jesus indicou na sua parábola que seria assim. Mas, nem todos os remanescentes do “pequeno rebanho” manifestaram tal espírito, e Jesus, na sua ilustração, deixou o caminho aberto até mesmo para os que no começo se desagradaram de compartilhar a alegria que o próprio Jeová sente quando tais pecadores realmente se arrependem. — Lucas 15:7, 10, 25-32.
7, 8. (a) Em anos mais recentes, que induziu outros a se afastarem da família de Jeová? (b) Em que aspecto sentiram-se alguns como o filho pródigo? (c) Por que deveriam retornar?
7 No entanto, desde aqueles acontecimentos em meados da década dos anos 30, outros passaram a dar-se conta de que também, em certo sentido, são como o filho pródigo. Conhecem bem a família espiritual de Jeová, a sua organização visível, mas o modo de vida deles os afastou para longe dela, como que para um “país distante”. Não se opuseram aos servos de Jeová, mas o seu próprio modo de vida não se harmonizava com as normas da Palavra de Deus. Talvez fizessem toda a sua vida girar em torno de seu trabalho secular e de si mesmos, mas deixaram de avaliar devidamente suas obrigações para com Deus e a seriedade dos tempos em que vivemos. Alguns se ofenderam com as imperfeições de outros, então associados com a congregação, e não esperaram pacientemente até que Jeová corrigisse os assuntos. Mas em que condição ficaram todos estes quando se isolaram da família da fé?
8 Com o tempo, alguns se dão conta de que ficaram espiritualmente indigentes. Podem ver que os breves períodos de prazer que usufruem não lhes dão nenhuma felicidade duradoura. Talvez vejam também que seu modo de vida cobra um tributo físico, emocional e espiritual. Sentem-se vazios no íntimo, como ocorre com todos os que estão sem Deus e sem esperança. (Efésios 2:12) Reconhecem que a única época em que realmente eram felizes era na “casa” de Jeová. Querem retornar. Mas deveriam? Que possível proveito teria continuarem na sua condição indigente? A demora pode ser desastrosa. Se continuarem a apegar-se ao mundo quando este for destruído, vão perder a vida.
9. (a) Por que quer Jeová que tais pessoas retornem? (Ezequiel 18:23) (b) O que se requer da parte de tais?
9 Mas podem tais pessoas voltar? Jeová convida-as cordialmente a retornar, e sua organização visível oferece ajuda amorosa aos que o fazem. (Zacarias 1:3, 4) O que se requer? Conforme mostrado na parábola de Jesus, precisam cair em si, tomar a iniciativa de retornar e reconhecer que pecaram contra Deus. Caso se tenham entregue a uma crassa conduta anticristã, terão de apresentar aos anciãos evidência convincente de que abandonaram tal modo de vida e estão realmente arrependidos. Devem ter então o desejo sincero de servir a Jeová como parte de sua organização visível. (Lucas 15:18-21; Provérbios 28:13) Se realmente for isso o que sentem no coração, então podem ter a certeza de que resultará em grande alegria abandonarem seus modos e pensamentos maus, e retornarem a Jeová. (Isaías 55:7) Todavia, para a sua própria alegria ir além do prazer de ser de novo cordialmente acolhido no Salão do Reino, precisa haver uma reedificação espiritual, sólida.
EDIFICAÇÃO SOBRE UM ALICERCE SÓLIDO
10. (a) Que atitude para com os requisitos de Jeová precisam agora desenvolver os arrependidos? (b) Como podem cultivar uma relação pessoal, íntima, com Jeová?
10 É especialmente importante que todos os que retornam à família de Jeová se familiarizem bem com os diversos aspectos da personalidade de Jeová e cultivem uma relação pessoal íntima com ele. Precisam reconhecer que tudo o que Jeová requer de nós é realmente para o nosso próprio proveito. Seus mandamentos não tiram da vida a alegria, mas, antes, protegem-nos contra fazermos coisas que poderiam dar uma emoção momentânea, mas levar a um resultado amargo. (Isaías 48:17; Gálatas 6:7, 8) Quando ele nos disciplina, é porque nos ama. (Provérbios 3:11, 12) O estudo pessoal, seguido pela meditação sobre o que aprendemos, a oração fervorosa e assistir regularmente às reuniões nos ajudará a aprender ter plena confiança em Jeová, a recorrer a ele em busca de orientação em tudo o que fazemos. — Provérbios 3:5, 6.
11. Como serão aqueles que se afastaram ajudados por (a) criarem ódio à maldade, (b) procurarem entendimento, (c) serem coerentes na aplicação das normas piedosas, (d) aprenderem a considerar o resultado de tudo o que planejam fazer, e (e) mostrarem preocupação amorosa para com outros?
11 Os que se afastaram talvez soubessem o que é certo e o que é errado. Mas agora precisam criar ódio à maldade e precisam continuar a fazer isso enquanto esta os rodeia. (Salmo 97:10) Serão ajudados nisso se procurarem não apenas conhecimento, mas também entendimento. Em primeiro lugar, isto envolve encarar as coisas na sua relação com Deus. Precisamos reconhecer as diversas maneiras em que ele nos instrui e como nossa reação aos conselhos dele influi na nossa relação com ele. (Provérbios 4:7; 9:10) Temos de reconhecer a importância de ser coerentes, de aplicar as normas de Deus em todas as ocasiões, em tudo o que fazemos. (Tito 2:11, 12; 1 Tessalonicenses 4:7) Precisamos também cuidar de considerar não apenas o prazer momentâneo, mas o resultado que nossas decisões poderão ter. (Veja Provérbios 20:21; 23:17, 18; Hebreus 11:24-26.) Também devemos preocupar-nos amorosamente como afeta outros aquilo que dizemos e fazemos. — Romanos 15:1, 2.
12. (a) Apercebermo-nos de quê, quanto a Satanás e seus métodos, nos ajudará a proteger-nos? (b) De que se precisa para vencer esta luta?
12 Nós, como cristãos, ficaremos muito fortalecidos se nos dermos conta de que estamos no meio duma guerra espiritual. Nosso principal Adversário é Satanás, o Diabo, junto com os seus demônios. Ele procura de todos os modos possíveis afastar-nos da obra vital do Reino de que Jeová nos encarregou. O objetivo dele é engodar-nos para deixarmos de lado as normas de Jeová e nos tornarmos parte do mundo do qual ele é governante. Seus laços muitas vezes tocam nos desejos normais (de felicidade, conforto físico, amor e afeto), mas ele insta conosco a dar a esses desejos um destaque que deturpa seu objetivo, ou a satisfazê-los de modo impróprio. Somente por fazermos pleno uso da armadura espiritual provida por Deus podemos sair vencedores nesta luta pela nossa vida espiritual. — Efésios 6:11-18.
13. (a) Como podemos obter revigoramento para a nossa alma? (b) Por que nos dá verdadeira felicidade servirmos a Jeová em imitação de Cristo?
13 Jesus disse que, se nos chegarmos a ele e tomarmos o seu “jugo”, encontraremos revigoramento para a nossa alma. (Mateus 11:29, 30) Tomar um “jugo” sobre si significa servir. Mas servir a Jeová em imitação de seu Filho dá verdadeiro revigoramento. Por quê? Porque dá verdadeira liberdade. Não mais somos escravos do pecado, em servidão a ele, fazendo coisas de que sabemos que não devíamos fazê-las e que talvez quiséssemos não fazer. (João 8:32, 34-36) Se a nossa personalidade cristã for edificada sobre Jesus Cristo qual alicerce, reconheceremos seu papel no propósito de Jeová, escutaremos a ele e aprenderemos dele. Ele tem prazer em fazer a vontade de seu Pai. Aprenderemos isso também. (João 4:34; Salmo 40:8) Por aderirmos às normas de moral de Deus, poderemos ter uma consciência limpa. Em vez de vivermos para nós mesmos, sentiremos a felicidade que resulta de se dar de si. (Atos 20:35) A vida passará a ter verdadeiro objetivo para nós. Acima de tudo, teremos a alegria de saber que temos a aprovação do próprio Jeová, o Pai de todos os que se tornam seus filhos. — Provérbios 10:22.
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Não tenha saudade do que ficou para trás!Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 22
Não tenha saudade do que ficou para trás!
1. (a) Que bênçãos são iminentes para os servos fiéis de Deus? (b) Contudo o que fizeram algumas pessoas?
O CUMPRIMENTO da profecia bíblica mostra inconfundivelmente que nos encontramos hoje no próprio limiar do glorioso novo sistema de coisas de Deus. Dentro em breve terá desaparecido o mundo iníquo, e junto com ele as mágoas, as frustrações e o pesar que este tem causado. A terra será transformada num Paraíso, no qual os adoradores do verdadeiro Deus poderão usufruir para sempre a vida humana perfeita. Jeová disse ao apóstolo João a respeito da certeza de suas promessas de tais coisas: “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.” (Revelação [Apocalipse] 21:1-5) No entanto, estranho como pareça, alguns dos que conhecem a verdade voltam para o modo de vida do mundo, de que Deus diz que vai destruí-lo. Quão lastimável! Por que fazem isso?
2. (a) Para evitar tal resultado, o que se deve fazer depois de se aprender a verdade? (b) Quando alguém deixa de fazer isso, o que poderá dominar seu modo de pensar e com que resultado?
2 Quando primeiro ouviram as boas novas a respeito do Reino de Deus e o que este fará, aceitaram-nas de bom grado. Mas também é importante prosseguir até a madureza cristã, aprofundando o entendimento da Palavra de Deus e procurando meios de aplicá-la plenamente na própria vida. (Hebreus 6:1, 11, 12) Se a falta de apreço induzir alguém a negligenciar isso, ele não continuará a considerar precioso o privilégio de servir a Deus. Ele poderá ficar impaciente para obter as bênçãos físicas que Deus prometeu, deixando ao mesmo tempo de reconhecer a sua necessidade de desenvolvimento espiritual e a importância de participar o mais plenamente possível na obra de pregar e de fazer discípulos, que Deus nos deu agora para fazer. A satisfação do desejo de ter bens materiais e daquilo que para ele parece ser divertido pode começar a tomar mais e mais do seu tempo. Ele coloca os interesses espirituais em segundo lugar. Não é de vez, mas pouco a pouco que ele é atraído de volta para o mundo. — 1 Timóteo 6:9, 10.
3. (a) Por que é perigoso escolher por amigos aqueles que não adoram a Jeová? (b) Quando poderá alguém encontrar-se facilmente numa associação descontraída com tais pessoas?
3 Alguém poderá dizer que quer sobreviver para a “nova terra”, a fim de viver num mundo em que haja justiça. Mas é aquilo que ele diz apoiado pela sua escolha de companheiros? Naturalmente, todo dia há contatos inevitáveis com pessoas que não servem a Jeová — no trabalho, na escola, nas compras e mesmo no lar. Mas, durante os intervalos no trabalho, antes e depois das aulas, ao telefonar para amigos ou ao visitá-los e durante a recreação, a companhia de quem escolhe ele? Faz isso realmente alguma diferença? A Bíblia acautela: “Não sejais desencaminhados. Más associações estragam hábitos úteis.” (1 Coríntios 15:33) Mas o que constitui “más associações”? Faz alguma diferença que certas pessoas não adorem a Jeová, que simplesmente façam o que bem entendem? À base do que já aprendemos, sabemos que esse tipo de pessoas não sobreviverá para a “nova terra”. Todos os que rebaixarem as normas de Jeová na escolha de amigos ver-se-ão logo de volta no mundo que achavam ter deixado para trás. Mas os exemplos de aviso registrados nas Escrituras podem proteger-nos contra tal proceder, se os tomarmos a peito. — 1 Coríntios 10:11.
“ESCRITAS COMO AVISO PARA NÓS”
4. (a) Que espécie de vida tinha Israel no Egito após a morte de José? (b) Por que se juntou a Israel uma “vasta mistura de gente” quando este foi liberto do Egito? (c) Como se cumpriu este drama profético em nossos dias?
4 Quando Jeová libertou Israel da escravidão no Egito, que alívio isso deve ter sido para eles! A opressão cruel que sofreram após a morte de José fez o Egito parecer uma fornalha ardente na qual tinham sido lançados. (Êxodo 1:13, 14; Deuteronômio 4:20) Mas, então, Jeová trouxe dez golpes ou pragas sobre o Egito. O contraste entre o verdadeiro Deus e os deuses do Egito tornou-se evidente. Assim, quando Israel partiu do país, uma “vasta mistura de gente” não-israelita o acompanhou, assim como hoje a “grande multidão” se separa do mundo e se associa com o restante do Israel espiritual. (Êxodo 12:38) Mas o que aconteceu no acampamento logo depois do Êxodo?
5. (a) Pouco depois de sua libertação, como é que ‘se voltaram para o Egito’? (b) Por que aconteceu isso?
5 O discípulo cristão Estêvão explicou: “Nos seus corações voltaram-se para o Egito.” Isto ocorreu apenas poucos meses depois de sua libertação. (Atos 7:39, 40) Qual era a evidência disso? Fizeram um bezerro de ouro — o tipo de coisa a que estavam acostumados no Egito — e proclamaram uma “festividade para Jeová”. Mas imitavam os egípcios. (Êxodo 32:1-6) Jeová se desagradava muito deles. A conduta deles estava em conflito direto com a Lei dada no Monte Sinai. Milhares deles perderam a vida. Por que aconteceu isso? Embora conhecessem os mandamentos de Jeová, obviamente não haviam desenvolvido um apreço de coração por eles, nem por ser o verdadeiro Deus quem realmente os guiava.
6. (a) Que provisões fez Jeová para eles no ermo? (1 Coríntios 10:3, 4) (b) Por que começaram alguns a ter saudades do que costumavam usufruir no Egito?
6 Quando partiram do Egito, tanto Israel como a “mistura de gente” que o acompanhava sabiam que era correto fazer isso. Mas depois de passar um ano, ainda não estavam na Terra da Promessa; ainda não tinham lares numa ‘terra que manava leite e mel’. Todos eles tinham bastante alimento literal, e havia em especial uma abundância espiritual. A coluna de nuvem e de fogo dava constante evidência de que Jeová os guiava. No Mar Vermelho e no monte Sinai haviam visto evidência atemorizante do poder de Jeová. O pacto da Lei dava-lhes nutrição e revigoramento espirituais. Dava-lhes também muita coisa para fazerem pessoalmente, mostrando-lhes que precisavam ajustar sua conduta, seu modo de pensar, sua motivação, para agradar a Jeová. Mas, em vez de apreciarem tudo o que Jeová fazia por eles, começaram a anelar as coisas materiais que haviam usufruído no Egito. A saudade egoísta levou muitos à ruína. — Números 11:4-6, 31-34.
7. (a) Quando os espiões trouxeram seus relatórios, por que falava o povo em voltar para o Egito? (b) Qual foi o resultado? (Hebreus 3:17, 19)
7 Pouco depois disso, Moisés enviou homens para espionar a Terra da Promessa. Quando estes voltaram, todos concordaram que era realmente uma terra que ‘manava leite e mel’. Mas dez dos espiões tinham medo do povo que morava ali e ficaram intimidados com as suas cidades fortificadas. Não confiaram em Jeová de todo o coração e fizeram o coração de outros tremer de temor. Seus pensamentos voltaram-se novamente para o Egito e falaram em planos para retornar ali. Por causa de sua falta de fé, toda aquela geração da idade de 20 anos para cima por fim morreu no ermo, nunca entrando na Terra da Promessa. — Números 13:27-33; 14:1-4, 29.
8. (a) O que tiveram de fazer Ló e sua família para serem poupados quando Sodoma foi destruída? (b) Por que foi a esposa de Ló transformada numa coluna de sal? (c) Que mensagem de advertência contém isso para nós?
8 Mais de 400 anos antes, destacou-se a mesma lição em outro cenário. O sobrinho de Abraão, Ló passara a morar em Sodoma, uma cidade moralmente corrupta, mas materialmente próspera. A imoralidade de Sodoma e de seu distrito era tão grave, que Jeová decidiu destruí-la, para nunca mais ser reconstruída. Enviaram-se anjos para livrar Ló e sua família. Quando Ló advertiu seus prospectivos genros, ele “parecia aos olhos [deles] como quem estava brincando”. Mas não era brincadeira. De madrugada, os anjos levaram apressadamente Ló e sua família para fora da cidade e mandaram-lhes que fugissem sem olhar para trás. A vida deles dependia de sua obediência. Ló e suas duas filhas fizeram o que se lhes mandara e foram poupados. No entanto, a esposa de Ló evidentemente refutava em separar-se das coisas materiais que deixara atrás. Voltando-se para olhar para trás, perdeu a vida, tornando-se uma coluna de sal. Será que você tomou mesmo a peito o significado disso? Para não despercebermos o ponto em questão, Jesus o incluiu no seu aviso sobre a urgência da fuga para fora do velho sistema, em nossos dias. Foi quando acautelou contra estar preocupado demais com bens materiais que ele disse sucintamente: “Lembrai-vos da mulher de Ló.” (Gênesis 19:12-26; Lucas 17:31, 32) O que nos pode proteger contra as armadilhas que enlaçaram os israelitas e a esposa de Ló?
“PROCURAM ALCANÇAR UM LUGAR MELHOR”
9. O que é fé, e como podemos cultivá-la?
9 Para evitarmos ser induzidos a olhar para trás, precisamos cultivar maior fé naquilo que está à frente. Hebreus 11:1 define a fé como “a expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas”. É uma certeza ou garantia, semelhante a um título de propriedade, de que entraremos na posse daquilo que Deus prometeu. A fé baseia-se em forte evidência, e, em resultado disso, temos fortes motivos para crer naquilo que não se pode ver com olhos literais. Não se trata de credulidade, nem duma prontidão de crer simplesmente porque alguma coisa parece ser boa. Para termos verdadeira fé, temos de importar-nos o bastante para nós mesmos nos familiarizarmos com a evidência que constitui a base dela. Precisamos também considerar com cuidado como aquilo que aprendemos se relaciona com a nossa própria vida e cultivar por ele genuíno apreço de coração.
10. (a) Como evidenciou Abraão a sua fé, e por quanto tempo? (b) Como sabemos que aquilo que ele fez era correto?
10 Abraão tinha tal fé. Em resultado disso, sob a orientação de Jeová, Abraão deixou para trás a cidade próspera de Ur, na Caldéia, e mudou-se para a distante Canaã, terra que nunca antes vira. Morava ali como residente forasteiro, sem se prender, em busca de segurança, a uma das cidades-reinos. “Aguardava a cidade que tem verdadeiros alicerces [o Reino messiânico de Jeová], cujo construtor e fazedor é Deus.” Se tivesse continuado a ter saudades da vida na Caldéia, sem dúvida teria voltado. Em vez disso, ele estava procurando “alcançar um lugar melhor, isto é, um pertencente ao céu”. (Hebreus 11:8-16) Não foi apenas por uns poucos anos, ou mesmo por dez ou vinte anos, que Abraão procurou alcançar este “lugar melhor”. Continuou a fazer isso até a sua morte, 100 anos ou mais depois de partir de Ur. Ele não disse meramente que tinha fé; mostrou-a pelas suas obras. Em resultado disso, tem a sua recompensa assegurada. A perspectiva da ressurreição era tão certa para ele que, conforme Jesus disse, ‘para Deus, Abraão vive’. — Lucas 20:37, 38; Tiago 2:18.
11. Como mostraram Isaque e Jacó que eles também tinham fé?
11 Mas que dizer de Isaque, filho de Abraão, e de Jacó, filho de Isaque? Eles nunca tinham experimentado o modo de vida da Caldéia. Mas não achavam que isso fosse motivo de descobrirem por si mesmos como era. Quando foram informados pelos pais sobre as promessas de Jeová, tomaram-nas a peito. Cultivaram uma fé igual à de Abraão. Eles também estavam procurando “alcançar um lugar melhor”. Deus não se envergonhava deles — Hebreus 11:9, 16, 20, 21; Gênesis 26:24, 25; 28:20-22.
12. O que levou Esaú e Diná a sérias dificuldades?
12 Por outro lado, Esaú, irmão de Jacó, não apreciava coisas espirituais. Casou-se com mulheres que não adoravam a Jeová. Em vez de prezar coisas sagradas, vendeu sua primogenitura por uma refeição. (Gênesis 25:29-34; 26:34, 35; Hebreus 12:14-17) Era alguém que queria gratificação física agora. Diná, filha de Jacó também entrou em sérias dificuldades. Por quê? Porque gostava de associar-se com as pagãs “filhas do país”. — Gênesis 34:1, 2.
13. (a) Como é a vida dos que hoje fazem parte do mundo? (b) O que nos protegerá contra sermos arrastados de volta para ele?
13 Se você, igual a Abraão, Isaque e Jacó realmente estiver procurando “alcançar um lugar melhor”, para ter vida sob o Reino messiânico de Jeová, não se deixe arrastar de volta ao mundo. Lembre-se de que o mundo não oferece nenhum futuro duradouro. “Mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” E quão ricamente satisfatória será esta vida! — 1 João 2:17.
[Foto na página 172]
Lembre-se da mulher de Ló!
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“Tendes necessidade de perseverança”Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 23
“Tendes necessidade de perseverança”
1. (a) Por que são as Testemunhas de Jeová pessoas realmente felizes? (b) Mas que conselho de Hebreus 10:36 aplica-se a todos nós?
AQUELES que depositam em Jeová a sua confiança são hoje as pessoas genuinamente mais felizes na terra. Sabem onde pode ser encontrado o melhor conselho possível para resolver os problemas da vida — na Palavra do próprio Deus. Não temem o futuro, porque sabem qual é o propósito de Deus para esta terra. (Jeremias 17:7, 8; Salmo 46:1, 2) Não obstante, o apóstolo Paulo escreveu a concristãos: “Tendes necessidade de perseverança, a fim de que, depois de terdes feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa.” (Hebreus 10:36) O que torna necessária esta perseverança?
2. Por que precisam os discípulos de Jesus ter perseverança?
2 Jesus, antes de sua morte, alertou seus apóstolos ao que estava à frente, dizendo: “Se vós fizésseis parte do mundo, o mundo estaria afeiçoado ao que é seu. Agora, porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse. O escravo não é maior do que o seu amo. Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós; se observaram a minha palavra, observarão também a vossa. Mas, farão todas estas coisas contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.” (João 15:19-21) Quão veraz isso se mostrou ser!
3. (a) Por que são os discípulos de Jesus perseguidos ‘por causa do seu nome’? (b) Em que sentido é que os perseguidores “não conhecem” Aquele que enviou Jesus? (c) Quem é o principal responsável pela perseguição?
3 Os seguidores de Jesus tornam-se alvo de hostilidades por viverem no meio dum mundo que rejeita aquilo que o verdadeiro cristianismo representa. Cristo significa “Ungido”. Jesus Cristo é o ungido por Jeová para ser Rei, para dominar a terra inteira. Assim quando Jesus disse que seus discípulos seriam perseguidos ‘por causa do seu nome’, ele queria dizer que a perseguição seria por aderirem a ele como o Rei messiânico de Jeová, por obedecerem a Cristo mais do que a algum governante terrestre, por aderirem lealmente ao seu Reino e por não se envolverem nos assuntos dos governos humanos. Jesus acrescentou que a oposição ocorreria porque os perseguidores “não conhecem aquele que me enviou” — isto é, por recusarem a reconhecer a Jeová Deus como o Soberano Universal. (Veja Êxodo 5:2.) Quem é o principal instigador desta perseguição? Satanás, o Diabo. — Revelação (Apocalipse) 2:10.
4. (a) Como influi na nossa vida o cumprimento de Revelação 12:17? (b) Qual é o objetivo de Satanás?
4 A pressão exercida contra os verdadeiros cristãos intensificou-se especialmente desde que Satanás foi expulso do céu, após o nascimento do Reino messiânico de Jeová, em 1914. Não a subestime. Trata-se duma guerra total por parte do Diabo e seus demônios contra todos os que tomaram posição do lado do Reino de Deus, exercido por Jesus Cristo. Sobre isso diz Revelação 12:17: “E o dragão [Satanás, o Diabo] ficou furioso com a mulher [a organização celestial de Deus, comparada a uma mulher] e foi travar guerra com os remanescentes da sua semente [os seguidores de Cristo, ungidos com o espírito, que estão na terra], que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus.” E os das “outras ovelhas” também se encontram no grosso da luta. Satanás, com astúcia, procura engodá-los ou obrigá-los a deixar de obedecer aos mandamentos de Deus. Quer enfraquecer e depois completamente destruir a sua espiritualidade. Seu objetivo é silenciar a proclamação a respeito de Jesus como o Rei messiânico de Jeová. Mas, nesta guerra espiritual, os servos leais de Deus saem-se vitoriosos.
COMO DEVEM OS CRISTÃOS REAGIR?
5. Que ações contra as Testemunhas de Jeová têm tomado alguns governos?
5 Muitas autoridades governamentais reconhecem que as Testemunhas de Jeová são pessoas que acatam as leis e que exercem uma influência salutar na comunidade. Não obstante, todos os governos humanos fazem parte do sistema mundial de Satanás. (1 João 5:19; Revelação 13:2) Portanto, não deve ser surpresa quando alguns governos proíbem as reuniões dos que adoram o verdadeiro Deus, proscrevem sua literatura bíblica, proíbem a pregação do reino de Deus por eles, sim, e até mesmo os encarceram e fisicamente ultrajam. O que fará você, se sofrer tal pressão?
6. (a) Que atitude devemos adotar para com as autoridades governamentais? (b) Mas o que estamos firmemente resolvidos a fazer? (c) Mesmo que perseguidos como podemos continuar a ser felizes?
6 Os apóstolos de Jesus Cristo mostravam respeito para com as autoridades governamentais. Quando perseguidos, não revidavam. Mas, quando se mandou que parassem de fazer aquilo que Deus ordenou, responderam com firmeza: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos 5:29; Romanos 12:19; 1 Pedro 3:15) Mesmo quando sua vida foi ameaçada, o medo da morte não os fez transigir. Sabiam que serviam o “Deus que levanta os mortos”. (2 Coríntios 1:9; Hebreus 2:14, 15) Embora perseguidos, eram felizes — felizes porque sabiam que agradavam a Deus, felizes de ter a oportunidade de participar na vindicação do Seu nome e de provar a sua lealdade ao Rei ungido dele. (Atos 5:41, 42; Mateus 5:11, 12) É você este tipo de pessoa? Identifica-se com os que passam por tais coisas? Ebede-Meleque era um dos que não se refreou em temor. Quem era ele?
7. (a) Quem era Ebede-Meleque, e por que nos interessa ele agora? (b) Quando Ebede-Meleque soube que Jeremias tinha sido lançado numa cisterna lamacenta, que ação tomou ele, e por quê?
7 Ebede-Meleque era um etíope temente a Deus, que morava em Jerusalém durante o período antes da destruição dela pelos babilônios. Era empregado da casa do Rei Zedequias. Naquele tempo, Jeremias servia como profeta de Jeová perante o Reino de Judá e as nações vizinhas. Ele se tornou alvo de intensa perseguição por transmitir a mensagem de aviso de Deus sem transigir. Às instigações de certos príncipes em Jerusalém, ele foi até mesmo lançado numa cisterna, para afundar na lama e morrer. Embora Ebede-Meleque não fosse israelita, reconhecia que Jeremias era profeta de Jeová. Quando soube o que havia acontecido, Ebede-Meleque foi prontamente ao rei no portão da cidade para interceder por Jeremias. Às ordens do rei, reuniu prontamente mais 30 homens, bem como cordas e trapos velhos. Mandou que Jeremias pusesse os trapos sob as axilas, para não ser ferido pelas cordas, e depois puxaram o profeta para fora da cisterna. — Jeremias 38:4-13.
8. Que promessa tranqüilizadora enviou Jeová a Ebede-Meleque, e por quê?
8 Ebede-Meleque estava compreensivelmente preocupado com o que os príncipes poderiam fazer a ele, por ter frustrado a trama deles, mas a sua preocupação foi superada pelo seu respeito pelo profeta de Jeová e pela sua própria confiança em Deus. Em resultado disso, Jeová assegurou a Ebede-Meleque, por meio de Jeremias: “‘Eis que estou cumprindo as minhas palavras sobre esta cidade para calamidade e não para bem, e certamente se realizarão diante de ti naquele dia. E eu vou livrar-te naquele dia’, é a pronunciação de Jeová, ‘e não serás entregue na mão dos homens de que tu mesmo estás amedrontado. Pois sem falta te porei a salvo e não cairás à espada; e certamente virás a ter a tua própria alma por despojo porque confiaste em mim’, é a pronunciação de Jeová.” — Jeremias 39:16-18.
9. (a) Em que sentido têm sido as “outras ovelhas” semelhantes a Ebede-Meleque? (b) Portanto, o que significa a promessa de Jeová a Ebede-Meleque para as “outras ovelhas” hoje em dia?
9 Quão preciosa é esta promessa para os servos de Jeová hoje em dia! Iguais a Ebede-Meleque, os das “outras ovelhas” vêem as injustiças feitas aos da classe hodierna de Jeremias, o restante ungido, e os esforços feitos para impedir sua pregação da mensagem de Jeová. Eles não têm hesitado em fazer o que estivesse ao seu alcance para proteger e apoiar os da classe ungida. É certo, pois, que a promessa de Jeová a Ebede-Meleque os fortalece, reforçando sua confiança em que Deus não permitirá que os opositores os destruam, mas que Ele os preservará, como classe, durante a iminente destruição mundial para a Sua “nova terra” justa.
10. Em que aspectos da vida sofrem os cristãos perseguição?
10 Nem todos os que seguem os passos de Jesus Cristo são ameaçados de encarceramento, mas todos sofrem perseguição de um modo ou de outro. (2 Timóteo 3:12) Milhares de esposas e maridos cristãos, por muitos anos, suportaram intensa oposição no seu próprio lar. Também filhos, por causa de seu desejo de servir a Jeová, foram repudiados pelos pais. (Mateus 10:36-38) Jovens cristãos talvez encontrem também perseguição na escola; pessoas mais velhas, no seu lugar de trabalho. Todas as Testemunhas de Jeová ficam conhecendo isso ao darem testemunho público do Reino de Deus. A todos estes aplicam-se as palavras de Jesus: “Pela perseverança da vossa parte adquirireis as vossas almas.” — Lucas 21:19.
11. (a) Que outras situações constituem uma severa prova para muitos? (b) Quem mais passou por tais coisas, e por quê?
11 Não são poucos os que sofreram provas por outras situações. Talvez padeçam duma grave enfermidade, que tira muito do prazer da vida. Ou talvez se vejam confrontados com uma situação econômica muito difícil. Às vezes pode acontecer que comentários de companheiros íntimos são injustos e descorteses. No caso do patriarca Jó, Satanás usou todos estes meios no empenho de quebrantar-lhe a integridade. Como reagiremos nós, caso nos encontremos em situações similares? — Tiago 5:11.
12. (a) Por que precisava especialmente Noé de perseverança no seu ministério? (b) Como tem havido uma situação similar em nossos dias?
12 Por outro lado, o que acontece quando nós encontramos muito pouca reação favorável no nosso esforço de dar testemunho a respeito dos propósitos de Jeová? Isso também exige perseverança. Lembre-se de que, durante todos os anos que Noé pregou antes do Dilúvio, apenas a esposa dele, e os filhos, bem como as esposas destes, juntaram-se a ele em servir a Jeová. Todos os demais da humanidade “não fizeram caso”. (Mateus 24:39) De maneira similar hoje, a maioria ‘não faz caso’. Em algumas regiões, porém, onde antes havia pouca reação favorável à mensagem do Reino, agora há uma abundante colheita de adoradores do verdadeiro Deus. Felizes os que suportaram os anos de indiferença ou de franca oposição e agora participam neste esplêndido recolhimento!
‘FELIZES OS QUE ESTIVEREM PERSEVERANDO’
13. (a) O que temos de manter em foco, para continuar a perseverar? (b) O que precisamos reconhecer quanto aos métodos de Satanás?
13 Para não se perder a maravilhosa perspectiva de vida na “nova terra” é vital que se tenha bem em foco a grande questão com que toda a criação se confronta — a questão da soberania universal. Estamos intransigentemente do lado de Jeová? Reconhecemos plenamente que há apenas dois lados na questão, que não há meio-termo? Se não quisermos ser vítimas nesta guerra, teremos de reconhecer que tanto a hostilização como os engodos são métodos usados por Satanás para quebrantar a nossa integridade, para fazer-nos deixar de obedecer a Deus, e para desviar-nos da obra vital de dar testemunho do Reino messiânico. — 1 Pedro 5:8, 9; Marcos 4:17-19.
14. (a) Que relação temos de cultivar, e com quem? (b) Como nos ajudará ele?
14 Temos de cultivar também total confiança em Jeová. Quão tolo seria tentarmos só na nossa força evitar os laços sutis dum adversário sobre-humano! Mas, se confiarmos em Jeová de todo o coração, então, quando sofremos dificuldades e enfrentamos tentações, nos achegaremos mais a ele. (Efésios 6:10, 11; Provérbios 3:5, 6) Jeová não nos obriga a seguir certo caminho. Ele não nos guiará contrário a nossa vontade. Mas, se recorrermos à Palavra dele para obter orientação, se orarmos a ele pedindo força e se nos mantivermos achegados à sua organização, então ele dirigirá os nossos passos. E ele nos fortalecerá com renovada evidência de seu próprio infalível amor. — Romanos 8:38, 39.
15. (a) Quem deve ocupar o primeiro lugar na nossa vida? (b) Como devemos encarar as situações que constituem uma prova para a nossa fé?
15 As dificuldades e as tentações que você sofrer vão pô-lo à prova. Quem vem em primeiro lugar na sua vida? Satanás alega que todos nós nos preocupamos primariamente com nós mesmos. A maioria das pessoas é assim. Jesus Cristo era diferente. É você diferente? Aprendeu a colocar em primeiro lugar a magnificação do nome de Jeová? Em caso afirmativo, pois, em vez de esquivar-se de situações que ponham sua fé à prova, poderá enfrentá-las diretamente, orando a Jeová para dar-lhe sabedoria para usá-las para a honra dele. A tribulação que sofrer produzirá perseverança; a perseverança por causa de seu amor a Jeová resultará na aprovação dele. “Feliz o homem que estiver perseverando em provação, porque, ao ser aprovado, receberá a coroa da vida, que Jeová prometeu aos que continuarem a amá-lo.” — Tiago 1:2-4, 12; Romanos 5:3, 4.
16. Que alvo devemos procurar alcançar?
16 Não basta apenas começar a empenhar-se no serviço de Jeová ou perseverar por um pouco de tempo. Estamos numa corrida, e o prêmio é recebido pelos que cruzam a linha de chegada. Felizes todos os que ainda se esforçarem, com os olhos fixos no prêmio, quando este velho sistema desmoronar! Quão gloriosa é a perspectiva que os aguarda! — Hebreus 12:1-3; Mateus 24:13.
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A contagem regressiva está chegando à hora zero!Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Capítulo 24
A contagem regressiva está chegando à hora zero!
1. De acordo com cientistas de destaque, quão perto estamos do “dia do juízo final”?
LÁ EM 1947, os cientistas inventaram um “relógio do dia do juízo final”. Apareceu na capa do periódico O Boletim dos Cientistas Atômicos, publicado em inglês, e foi usado para dramatizar quão perigosamente perto eles crêem que o mundo está do aniquilamento nuclear. Os ponteiros deste “relógio” foram repetidas vezes movidos — às vezes para a frente, outras vezes para trás, dependendo de quão perigosa se percebia ser a situação internacional. No começo de 1984, esses ponteiros foram avançados para três minutos antes da meia-noite. Se atingissem a meia-noite, seria o começo da temida guerra nuclear.
2. Quando começou Jeová a sua contagem regressiva e o que significará a hora zero dela?
2 Mas foi uns 6.000 anos atrás que Jeová Deus começou a contagem regressiva que prossegue irresistivelmente, nunca indo para trás. Nesta contagem regressiva, a hora zero é o tempo que Deus fixou para a vindicação da sua soberania, da qual dependem a paz e o bem-estar de todo o universo. Ele declarou francamente seu objetivo e proveu marcadores de tempo que nos habilitam a discernir seu progresso. Logo após a rebelião no Éden, Jeová prometeu que produziria de sua “mulher”, sua organização de leais criaturas espirituais, um “descendente” que machucaria a cabeça de Satanás, “a serpente original”, e finalmente o eliminaria para sempre da existência. (Gênesis 3:15; Revelação [Apocalipse] 12:9; Romanos 16:20) Quanto este tempo é ansiado pelos que amam a justiça!
3. (a) O que evidencia que a vinda do Messias foi cuidadosamente cronometrada? (b) Para que se lançou então a base?
3 No tempo designado de Deus, predito com muita antecedência, o “descendente” prometido, o Messias, o próprio Filho de Deus, surgiu na terra. Como retumbante resposta ao desafio de Satanás, Jesus manteve perfeita devoção piedosa até a morte. E pela sua morte como humano sem pecado ele proveu também os meios para remir a descendência de Adão do pecado e da morte. Assim se lançou a base para finalmente “desfazer as obras do Diabo”. — 1 João 3:8; Daniel 9:25; Gálatas 4:4, 5.
4. (a) Que grupo passou Jesus a ajuntar enquanto estava na terra? (b) Em harmonia com o cronograma divino, quando começou Cristo a reinar? (c) Qual foi uma das primeiras ações que tomou?
4 Enquanto Jesus estava na terra, ele começou a ajuntar homens e mulheres que se tornariam co-herdeiros dele no seu Reino celestial. Estes incluiriam apenas 144.000 escolhidos, provados e leais. Com a chegada do tempo para o ajuntamento dos últimos membros deste grupo, conferiram-se ao próprio Jesus no céu “domínio, e dignidade, e um reino”. (Daniel 7:13, 14) Bem na hora, em 1914, ele entrou em ação como Rei reinante. Satanás e seus demônios foram prontamente expulsos do céu, limpando-se assim a sede do governo. (Revelação 12:7-12) O atual sistema mundial havia assim entrado nos seus dias finais.
5. Quem estará vivo para presenciar a vindicação da soberania de Jeová?
5 A contagem regressiva que já prossegue por uns seis milênios aproxima-se agora da hora zero. Esta está tão próxima, que pessoas que viviam em 1914, e que já estão bem avançadas em anos, não desaparecerão do cenário antes de ocorrerem os eventos emocionantes que assinalam a vindicação da soberania de Jeová. — Marcos 13:30.
6, 7. (a) Que fatos a respeito da “grande multidão” indicam que a grande tribulação deve estar muito perto? (b) Por que aguarda esta o futuro com viva expectativa?
6 Outros servos leais de Deus também estarão presentes para testemunhar os eventos daquele grande dia. Especialmente a partir de 1935, quando a identidade da “grande multidão” passou a ser entendida claramente, um grande número dela começou a manifestar-se. No começo havia centenas deles, depois milhares, mais tarde, centenas de milhares, e agora há milhões deles espalhados pelo globo. A Palavra infalível de Deus retrata este grupo como ‘saindo da grande tribulação’, como sobreviventes a ela, e continuando a viver na Nova Ordem de Deus sem jamais terem de morrer. (Revelação 7:9, 10, 14; João 11:26) Os primitivos membros deste grupo já têm agora 60, 70 ou mais anos. Jeová não permitiu que começasse demasiado cedo o ajuntamento deste grupo. Os da “grande multidão”, inclusive muitos dos primeiros membros dela, sobreviverão para a “nova terra”. Este tempo tem de estar próximo!
7 A esperança dos da “grande multidão” não será frustrada por algum holocausto nuclear que destruiria toda a humanidade. Têm bom motivo para ser otimistas e corajosos. Ao passo que se desenrolam os acontecimentos dos “últimos dias”, observam-nos com viva expectativa, aplicando a si mesmos o conselho do Jesus: “Erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” (Lucas 21:28) Mas, durante o tempo que resta antes desse livramento, hão de ocorrer eventos tais que abalarão o mundo.
OS ACONTECIMENTOS AINDA FUTUROS
8. (a) Que evento muito significativo predito em 1 Tessalonicenses 5:3 ainda terá de ocorrer? (b) Como se preparou o palco para isso já há muitos anos? (c) Nos últimos anos, que grande pressão se exerce para assegurar a paz mundial?
8 Indicando um deles, o apóstolo Paulo escreveu: ”Quando estiverem dizendo: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição, assim como as dores de aflição vêm sobre a mulher grávida, e de modo algum escaparão.” (1 Tessalonicenses 5:3) Que forma esta proclamação assumirá resta a ver. Mas é digno de nota que o palco foi preparado logo depois de o mundo entrar nos “últimos dias”. Em 1919, declarou-se que o objetivo da Liga das Nações era alcançar “paz e segurança”. Após a Segunda Guerra Mundial, a Carta das Nações Unidas novamente especificou “paz e segurança” como objetivo principal deste organismo internacional. Elas não têm alcançado esse objetivo. Entretanto, nos últimos anos, pessoas de todas as rodas da vida têm participado em gigantescas demonstrações públicas, em muitos países, instando com os líderes do mundo a acabarem com toda a produção, testes e instalação de armas nucleares. Querem garantias de paz mundial e ficam aterrorizadas com o que acham ser a alternativa.
9. Por que virá a repentina destruição sobre os que endossam a predita proclamação: “Paz e segurança”?
9 Quer em resultado disso, quer por outra iniciativa, os líderes humanos dentro em breve farão uma proclamação muito significativa de: “Paz e segurança!” Será apenas algo pelas aparências. Mas os que a endossarem estarão declarando que atingiram seu objetivo pelos seus próprios meios, sem precisarem do Reino de Deus. Diante deste repúdio da soberania de Jeová “lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição”.
10. Como é que a situação já assume forma para a destruição de Babilônia, a Grande?
10 Os acontecimentos se desenrolarão rapidamente. Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, será desolada pelos seus anteriores amantes políticos. Os governantes já ficaram vividamente apercebidos de que a religião é uma força agitadora que provoca ódio, derramamento de sangue e guerra em todo o globo. Os políticos estão-se cansando de sofrer pressão por parte dos clérigos. Em grande parte do mundo, a assistência nos locais de culto tem diminuído grandemente. A opinião pública é ditada por um conceito ateu, quer flagrante, quer velado. Também, muitos países-membros das Nações Unidas têm forte política anti-religiosa. Quando chegar a hora designada pelo próprio Jeová para a execução do julgamento, ele permitirá que os governantes políticos, num amplo movimento internacional, se voltem contra Babilônia, a Grande, e a destruam completamente. — Revelação 17:15, 16; 19:1, 2.
11. (a) Contra quem se voltarão as nações a seguir? (b) A que acontecimentos adicionais levará isso?
11 Inebriados por esta vitória e instigados pelo seu governante invisível, Satanás, o Diabo, as nações atacarão então as próprias fiéis Testemunhas de Jeová na terra. (Ezequiel 38:14-16) Não tomarão em consideração que se trata de pessoas pacíficas, que acatam as leis e não se metem na política, nem são responsáveis pelas guerras. As nações demandarão apoio total, a adoração do sistema político. Mas, quando avançarem para esmagar a organização visível de Jeová, Ele agirá decisivamente a favor de seus servos leais, socorrendo-os. Os exércitos do céu aniquilarão completamente todo vestígio da organização visível de Satanás, destruindo a todos os que se apegam a ela. Então, o próprio arquiinimigo, Satanás, o Diabo, será agarrado e posto totalmente fora de ação por mil anos, durante os quais todos os efeitos de sua influência vil serão completamente eliminados e a terra será transformada num Paraíso. Depois disso, Satanás será solto por um curto período para testar a humanidade restabelecida. Todos os humanos que escolherem segui-lo serão aniquilados junto com Satanás e seus demônios. — Revelação 19:19-21; 20:1-3, 7-10.
INTRODUZIDOS NUMA ESPLÊNDIDA “NOVA TERRA”
12. (a) A quem atribuirá a “grande multidão” sua libertação? (b) Quem se juntará a ela em louvar a Deus?
12 Passados os eventos atemorizantes do fim do mundo atual e tendo diante de si o Reinado milenar de Cristo, os sobreviventes favorecidos, na terra, sentir-se-ão cheios de intensa gratidão ao elevarem sua voz em agradecimento a Deus. A “grande multidão”, com profundo sentimento, de coração, clamará com voz alta: “Devemos a salvação ao nosso Deus [Jeová], que está sentado no trono, e ao Cordeiro [Jesus Cristo].” E todos os da leal organização celestial de Deus, movidos pelo apreço do grandioso significado desses acontecimentos, juntar-se-ão a ela em adoração, dizendo: “Amém! A bênção, e a glória, e a sabedoria, e o agradecimento, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém.” — Revelação 7:10-12.
13. Como retrata a Bíblia a provisão feita para sustentar e curar a humanidade?
13 A humanidade, por fim, constituirá uma unida sociedade humana que honra o verdadeiro Deus, “uma nova terra” sob “um novo céu” que expressa a soberania amorosa de Jeová. O último livro da Bíblia, usando lindos simbolismos, retrata os maravilhosos benefícios que advirão para a humanidade naquele tempo como “um rio de água da vida, límpido como cristal, correndo desde o trono de Deus e do Cordeiro” pelo meio da rua larga da Nova Jerusalém celestial. Ao longo das margens deste rio há “árvores da vida” que produzem frutos para sustentar os que os comem e folhas para a cura das nações. Isto representa toda a provisão feita por Deus para curar e sustentar a humanidade crente e obediente, e para habilitá-la a usufruir a vida eterna por meio de Jesus Cristo. — Revelação 21:1, 2; 22:1, 2.
14. Em que diferirão as condições na “nova terra” das prevalecentes hoje no mundo?
14 As condições então prevalecentes na terra serão animadoramente diferentes de tudo o que o velho mundo havia produzido. Pela aplicação dos benefícios do sacrifício de Cristo e pela instrução na vontade de Deus, os obedientes, inclusive os ressuscitados dentre os mortos, serão libertados de todos os vestígios do pecado e serão ajudados a progredir física, mental, emocional e espiritualmente até que alcancem a perfeição. Em vez de divisórias “obras da carne”, todos aprenderão a produzir abundantemente frutos piedosos tais como o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fé, a brandura e o autodomínio. (Gálatas 5:19-23) Prevalecendo tal espírito, os produtos da terra serão usados para suprir generosamente as necessidades de toda a humanidade. A vida terá sentido mais pleno do que nunca antes, ao passo que a humanidade cooperar para cumprir o propósito original do Criador para com esta terra e seus habitantes.
15. (a) Que convite atraente já está sendo feito à humanidade? (b) Portanto, o que devemos fazer individualmente?
15 Na expectativa alegre de tudo isso, o espírito de Deus e a noiva de Cristo fazem agora a todos, em toda a parte, o fervoroso convite: “‘Vem!’ E quem ouve diga: “Vem!” E quem tem sede venha; quem quiser tome de graça a água da vida.” (Revelação 22:17) Portanto, este não é o tempo de simplesmente esperar até que a contagem regressiva do grande dia de Jeová atinja sua hora zero na grande tribulação. Depois de ter aceitado o gentil convite de ‘tomar de graça a água da vida’, você tem agora o privilégio de fazer este convite a outros. Este é o tempo para atividade zelosa por parte de todos os que ansiosamente desejam ser sobreviventes para a esplêndida “nova terra” de Deus.
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Descrições e modelos proféticos de pessoas que agora vivem e que herdarão...Sobrevivência Para Uma Nova Terra
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Descrições e modelos proféticos de pessoas que agora vivem e que herdarão o domínio terrestre do reino de Deus
Prefiguradas pelos seguintes grupos ou pessoas:
(1) Os filhos e as noras de Noé (Gênesis 6 a 9).
(2) Ló e suas filhas (Gênesis 19).
(3) Os dez meios-irmãos arrependidos de José (Gênesis 37, 42 a 45).
(4) Os egípcios assolados pela fome, que se venderam a José (Gênesis 41; 47:13-26).
(5) A mistura de gente que partiu do Egito junto com Israel (Êxodo 12:38).
(6) As doze tribos não-levíticas de Israel no dia da Expiação (Levítico 16; Mateus 19:28).
(7) Os residentes forasteiros em Israel (Levítico 19:34).
(8) Hobabe, cunhado de Moisés (Números 10:29-32).
(9) Raabe, de Jericó (Josué 2, 6).
(10) Os gibeonitas que buscavam a paz com Israel (Josué 9, 10).
(11) Jael, esposa de Héber, o queneu (Juízes 4, 5).
(12) Jonatã, filho do Rei Saul (1 Samuel 18; 23:16, 17).
(13) Os estrangeiros que lutavam ao lado de Davi (2 Samuel 15:18-22).
(14) A rainha de Sabá (1 Reis 10).
(15) Naamã purificado da lepra (2 Reis 5).
(16) Jonadabe, filho de Recabe (2 Reis 10:15-28).
(17) Os estrangeiros que oravam em direção ao templo de Jeová (2 Crônicas 6:32, 33).
(18) Os netineus e os filhos dos servos não-israelitas de Salomão (Esdras 2, 8).
(19) Os recabitas (Jeremias 35).
(20) Ebede-Meleque, o etíope (Jeremias 38; 39:16-18).
(21) Os ninivitas arrependidos (Jonas 3).
Adicionalmente, descritas profeticamente como segue:
(1) As famílias do solo que abençoam a si mesmas por meio de Abraão através do descendente dele (Gênesis 12:3; 22:18).
(2) As nações que se alegram com o povo de Jeová (Deuteronômio 32:43).
(3) Os justos, que esperam em Jeová (Salmo 37:9, 29).
(4) As virgens companheiras da noiva (Salmo 45:14).
(5) Os retos e os inculpes (Provérbios 2:21).
(6) As nações ensinadas na casa de Jeová e que andam nas Suas veredas (Isaías 2:2-4).
(7) As nações que consultam o Sinal de aviso (Isaías 11:10).
(8) As nações que saem da escuridão (Isaías 49:6, 9, 10).
(9) A nação antes desconhecida (Isaías 55:5).
(10) Os estrangeiros que ministram a Jeová e amam seu nome (Isaías 56:6).
(11) ‘‘A opulência do mar’’, os ‘‘recursos das nações’’ os que vêm ‘voando como pombas’ (Isaías 60:5, 6, 8).
(12) Os estranhos que pastoreiam os rebanhos de Israel, os estrangeiros que são lavradores e vinhateiros (Isaías 61:5).
(13) Os marcados na testa pelo homem com o tinteiro de secretário (Ezequiel 9).
(14) Os que invocam o nome de Jeová e que escapam no atemorizante dia de Jeová (Joel 2:32).
(15) As coisas desejáveis de todas as nações (Ageu 2:7).
(16) As nações que ‘se juntam a Jeová’ (Zacarias 2:11).
(17) Os ‘dez homens que agarram a aba da veste dum judeu’ (Zacarias 8:23).
(18) As nações às quais o Rei fala paz (Zacarias 9:10).
(19) As “ovelhas” que fazem o bem aos irmãos do Rei (Mateus 25:31-46).
(20) O filho pródigo arrependido (Lucas 15:11-32).
(21) As “outras ovelhas” que escutam a voz do Pastor Excelente (João 10:16).
(22) Os que exercem fé em Cristo e ‘nunca jamais morrem’ (João 11:26).
(23) A criação que será liberta da escravização à corrupção e terá a gloriosa liberdade dos filhos de Deus (Romanos 8:20, 21).
(24) Aqueles do mundo que obtêm a vida eterna por terem fé no Filho de Deus (1 João 2:2; João 3:16, 36).
(25) A “grande multidão” que serve dia e noite no templo de Jeová (Revelação 7:9-17).
(26) Todos os que bebem da água da vida e também dizem a outros “Vem” (Revelação 22:17).
Os acima são apenas os considerados ou mencionados neste livro.
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