BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • A aflição de Jacó e o novo pacto de Deus
    A Sentinela — 1980 | 15 de junho
    • A aflição de Jacó e o novo pacto de Deus

      “Eu vou concluir um novo pacto com a casa de Israel e com a casa de Judá”. — Jer. 31:31

      1, 2. (a) Que papel desempenharam Jacó e Raquel com respeito à nação de Israel? (b) Como se predisseram dificuldades sem precedentes para Jacó?

      JACÓ e Raquel amavam-se. Jacó que passou a ser conhecido como Israel, tornou-se pai da nação de Israel, de 12 tribos. Raquel, como sua esposa preferida, tornou-se mãe da tribo de Benjamim. A tribo de Judá descendeu da esposa menos amada de Jacó, Léia. De modo que o nome Jacó tornou-se símbolo da nação inteira, e Raquel veio a simbolizar uma honrada representante materna desta nação. Predisse-se para Jacó uma aflição sem igual até então, e Raquel sentiria os efeitos penosos dela. O profeta Jeremias, que morava em Anatote, no território de Benjamim, diante da perspectiva de tal aflição vir em seus dias, foi inspirado a dizer:

      2 “Ai! Porque aquele dia é grande, de modo que não há nenhum outro igual a ele [na história até então], e é o tempo de aflição para Jacó. Mas, até mesmo disso ele será salvo.” — Jer. 30:7.

      3. (a) Predisse que Raquel choraria inconsolavelmente por causa de que situação? (b) Quando sobreveio a Jacó o “tempo de aflição”?

      3 O que este “tempo de aflição para Jacó”, sem precedentes, significaria para a simbólica Raquel foi predito em Jeremias 31:15, nas seguintes palavras: “Ouve-se uma voz em Ramá [cidade no território de Benjamim], lamentação e choro amargo; Raquel chorando por seus filhos. Negou-se a ser consolada por causa dos seus filhos, porque eles já não existem.” Isto não significava que tivessem sido mortos, mas que tinham sido capturados e levados de sua pátria como exilados para um país inimigo. Sim, depois dum sítio aflitivo de 18 meses pelos conquistadores babilônicos, Jerusalém, que ficava junto à fronteira setentrional entre os territórios de Judá e de Benjamim, havia sido demolida, seu templo destruído, seu rei, seus príncipes e sacerdotes capturados, e a vasta maioria dos sobreviventes levada ao exílio em Babilônia. Até os meados do sétimo mês lunar (tisri) de 607 A.E.C., o país inteiro do Reino de Judá já fora abandonado pelos poucos judeus deixados, ficando desolado, sem homens ou animais domésticos. Tal estado desolado e desocupado desta terra fora divinamente decretado a continuar por 70 anos.

      4. Quando seria Jacó “salvo” da predita aflição?

      4 Que “tempo de aflição” para Jacó! Ele não foi poupado a isso, não escapou dele, e só seria após esses 70 anos de desolação completa do país que Deus cumpriria as palavras consoladoras que acrescentou: “Mas, até mesmo disso ele será salvo.” (Jer. 30:7) Como se daria esta salvação?

      5. O que disse Jeová para consolar Raquel, e como cumpriu ele sua promessa?

      5 Jeová ampliou este assunto quando acrescentou as seguintes palavras, depois de predizer que Raquel seria privada de seus filhos: “Assim disse Jeová: ‘“Retenha a tua voz do choro e teus olhos das lágrimas, pois há uma recompensa pela tua atividade”, é a pronunciação de Jeová, “e [teus filhos] certamente retornarão da terra do inimigo”.’” (Jer. 31:16) A “terra do inimigo” era Babilônia. (Miq. 7:8-10) De modo que se desfaria o poder babilônico sobre os “filhos” de Raquel. Garantindo isso à desolada Raquel, Deus passou a dizer: “‘E existe esperança para o teu futuro’, é a pronunciação de Jeová, ‘e os filhos certamente retornarão ao seu próprio território’.” (Jer 31:17) Para o espanto das nações incrédulas, hostis, esta volta deles ao seu próprio território, incluindo Ramá, ocorreu a partir de 537 A.E.C. (Nee. 7:30; 11:31-33) Depois de tal aflitivo “quebrantamento” nacional, em 697 A. E. C., que “restabelecimento” Jeová fez surgir!

      6. Em harmonia com a cura dos “golpes” infligidos a ela, como seria Sião ou Jerusalém transformada por Jeová, deixando de ser como uma mulher afugentada, que nenhum homem buscava?

      6 Sobre isso, ele disse: “‘Pois farei surgir para ti o restabelecimento e te sararei dos teus golpes’, é a pronunciação de Jeová. ‘Pois, chamaram-te de mulher afugentada: “Esta é Sião, que ninguém busca.”’ Assim disse Jeová: ‘Eis que recolho os cativos das tendas de Jacó e apiedar-me-ei dos seus tabernáculos. E a cidade [de Sião ou Jerusalém] será realmente reconstruída sobre o seu montão; e a própria torre de habitação ficará assentada no seu local legítimo. E certamente sairá deles agradecimento e o som dos que estão rindo.’” — Jer. 30:17-19

      7. Nesta pronunciação de Jeová, o que mostra se por ocasião dos “golpes” Jeová romperia o pacto da Lei, mas como fora este pacto tratado pelo povo judaico?

      7 Jeová é “Deus feliz”, e quer que os que estão em relação com ele por meio dum pacto também sejam felizes. Ele mesmo ri! Sua promessa de riso futuro para o povo judaico exilado mostrou que não havia rompido o pacto da Lei, mediado pelo profeta Moisés entre Jeová e a nação de Israel. Mas, como os israelitas haviam violado os termos deste pacto! “Outrossim”, disse-lhes Jeová, “construíram os altos de Baal, que estão no vale do filho de Hinom [ao sul do templo de Jerusalém], para fazerem seus filhos e suas filhas passar pelo fogo [como sacrifícios humanos] a Moloque, coisa que não lhes ordenei, nem me subiu ao coração fazer tal coisa detestável com o fim de fazer Judá [o Reino de Judá] pecar”. — Jer. 32:35.

      8. Portanto, depois de sofrerem o que mereciam, tornar-se-iam os israelitas um povo para Jeová?

      8 Por motivos assim, os israelitas mereciam ter dificuldades como se fossem uma tormenta impetuosa contra o Reino de Judá e sua capital, Jerusalém. Mas, depois de predizer isso, Jeová prosseguiu misericordiosamente: “‘Naquele tempo [do restabelecimento de Israel]’, é a pronunciação de Jeová, ‘tornar-me-ei Deus para todas as famílias de Israel; e quanto a eles, tornar-se-ão meu povo’.” — Jer. 30:23 a 31:1.

      9, 10. Para que os israelitas reunidos continuassem a ter uma relação feliz com ele, o que poria Jeová no seu coração, com que efeito?

      9 Apesar de sua condenável história passada, Deus lidaria com eles segundo o que mostrassem ser então. Procuraria o bem-estar deles e lhes daria a oportunidade de continuarem numa relação feliz com ele por tempo indefinido. Sobre isso, ele disse:

      10 “Eis que os reúno de todas as terras às quais eu os dispersara na minha ira e no meu furor, e em grande indignação; e vou trazê-los de volta a este lugar e fazê-los morar em segurança. E eles hão de tornar-se meu povo e eu mesmo me tornarei seu Deus. E vou dar-lhes um só coração e um só caminho, a fim de me temerem para sempre, para o bem deles e dos seus filhos após eles. E vou concluir com eles um pacto de duração indefinida, de que não recuarei de trás deles, para que eu lhes faça o bem; e porei no seu coração o temor de mim para não se desviarem de mim. E vou exultar sobre eles para fazer-lhes o bem e vou plantá-los nesta terra em veracidade, de todo o meu coração e de toda a minha alma.” — Jer. 32:37-43; também Jer. 31:27-30.

      UM PACTO MELHOR

      11, 12. (a) Quanto tempo ainda durou Jerusalém depois de tal novo começo favorável, e por que não cabe a culpa disso a Jeová? (b) Foi o pacto da Lei anulado pela destruição de Jerusalém? E o que indicou Jeová por restabelecer seu povo exilado na terra deles?

      11 Com tal excelente começo novo, como é que a reconstruída Jerusalém só durou mais 606 anos, ou até o verão (setentrional) de 70 E.C.? Certamente, em vista de como Jeová, com as palavras acima mencionadas, havia pactuado apoiar seu povo, a culpa não cabia a ele. Não era por qualquer falta da sua parte que poderia surgir a necessidade de fazer um novo pacto. No entanto, por meio de Jeremias, ele anunciou que faria um pacto novo e melhor. Além disso, o Israel carnal podia ser o primeiro a aproveitar-se dele!

      12 Em 1513 A.E.C., Jeová havia celebrado o pacto da Lei com Israel por meio de Moisés qual mediador. Isso foi 906 anos antes de Jeová usar Nabucodonosor, Rei de Babilônia, para destruir Jerusalém e seu templo. Mas, isso não anulou e invalidou seu pacto da Lei com Israel. De modo que Jeová não precisava de outro pacto, dum tipo diferente, para sarar a condição ferida dos judeus por libertá-los da terra inimiga de Babilônia e restabelecê-los na sua pátria dada por Deus. Entretanto, por fazer isso, ele reafirmou que era o Deus deles e assegurou-lhes novamente que ainda eram seu povo e que Sião, ou Jerusalém, não era mais igual a uma “mulher afugentada”, que ninguém buscava.

      13, 14. (a) Como é que os israelitas que sobreviveram à espada dos conquistadores vieram a estar numa condição ‘erma’, e onde procuravam ter repouso? (b) Com que amplitude de amor amou Jeová a Israel, e assim, com que qualidade pessoal os atraiu a si?

      13 Jeová tomou por propósito fazer uma demonstração superlativa de sua benevolência para com o seu povo pactuado. Por isso não permitiu que a espada de seus conquistadores os exterminasse completamente. Haveria sobreviventes. Estes achariam a vida no exílio, numa terra inimiga, como acampar em tendas num ermo, no qual não havia verdadeiro repouso por não ser sua pátria, nem sua terra dada por Deus. Caso se voltassem para Ele em arrependimento, nesta condição ‘erma’, achariam favor aos seus olhos, porque não havia rompido seu pacto com eles. Ele predisse o resultado feliz:

      14 “‘O povo composto dos sobreviventes da espada achou favor no ermo, quando Israel andava para obter seu repouso [na sua pátria palestina].’ De longe apareceu-me o próprio Jeová, dizendo: ‘E eu te amei com um amor por tempo indefinido. Por isso é que te atraí com benevolência. Ainda te reedificarei e serás realmente reedificada, ó virgem de Israel. Ainda te ataviarás com os teus pandeiros e realmente sairás na dança dos que estão rindo. Ainda plantarás vinhedos nos montes de Samaria [antes ocupada pelo reino setentrional de Israel]. Os plantadores certamente plantarão e principiarão a usá-los. Pois há um dia em que as sentinelas na região montanhosa de Efraim [principal tribo do reino setentrional de Israel] realmente clamarão: “Levantai-vos, homens, e subamos a Sião [Jerusalém], a Jeová, nosso Deus.”’” — Jer. 31:2-9.

      15, 16. (a) Segundo a profecia que se acaba de citar, onde renovariam todas as 12 tribos de Israel a sua adoração de Jeová? (b) O que concluiria ele depois com a casa de Israel, com que efeito sobre seu povo?

      15 Sim, todas as tribos meridionais e setentrionais de Israel seriam reunidas na adoração de Jeová em Sião! Isto significava que, por causa do amor de duração indefinida de Deus, Jacó (todas as 12 tribos de Israel) seria salvo do “tempo de aflição”, que culminou para ele com a desolação de Jerusalém e de Judá em 607 A.E.C. (Jer. 30:7) No entanto, mesmo já antes de ocorrer esta aflição, a benevolência de Jeová o induziu a predizer algo mais maravilhoso do que apenas o reajuntamento de seu povo exilado:

      16 “‘Eis que vêm dias’, é a pronunciação de Jeová, ‘e eu vou concluir um novo pacto com a casa de Israel e com a casa de Judá; não um igual ao pacto que concluí com os seus antepassados no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito, “pacto meu que eles próprios violaram, embora eu mesmo tivesse a posse marital deles”’, é a pronunciação de Jeová. ‘Pois este é o pacto que concluirei com a casa de Israel depois daqueles dias’, é a pronunciação de Jeová. ‘Vou pôr a minha lei no seu íntimo e a escreverei no seu coração. E vou tornar-me seu Deus e eles mesmos se tornarão meu povo.’ ‘E não mais ensinarão, cada um ao seu companheiro e cada um ao seu irmão, dizendo: “Conhecei a Jeová!” porque todos eles me conhecerão, desde o menor deles até o maior deles’, é a pronunciação de Jeová. ‘Porque perdoarei seu erro e não me lembrarei mais do seu pecado.’” — Jer. 31:31-34.

      NECESSITADO UM NOVO MEDIADOR

      17. Por que devemos hoje ainda estar interessados no novo pacto, e há quanto tempo já era antiquado o pacto da Lei e estava prestes a desaparecer?

      17 Estamos hoje interessados neste novo pacto? Devíamos estar, porque ainda está em vigor. Mas, para quem tem vigorado até agora? Os milhões de judeus em toda terra não afirmam que vigore para eles. Acreditam que ainda estão sob o pacto feito com seus antepassados junto ao monte Sinai. Isto foi há cerca de 3.491 anos! A promessa de Jeová, de um novo pacto, foi feita por intermédio de Jeremias há uns 2.581 anos. Se esses judeus estivessem com a razão, então por que demorou Deus tanto em fazer vigorar o prometido novo pacto? Ora, há mais de 1.900 anos, o pacto da Lei judaica já era antiquado e, pelo visto, estava prestes a desaparecer para dar lugar ao novo pacto. Aconteceu isso?

      18. (a) A promessa de Deus, de um pacto “novo”, indicava o que a respeito do pacto da Lei, colocando em que categoria de idade? (b) Como foi aquele código da Lei transmitido à nação de Israel?

      18 Sobre este ponto, um estudante judeu, que costumava sentar-se aos pés do famoso instrutor fariseu Gamaliel, em Jerusalém, escreveu: “Ao dizer ‘um novo pacto’, tornou obsoleto o anterior. Ora, aquilo que se torna obsoleto e fica velho está prestes a desaparecer.” (Heb. 8:13; 2 Cor. 3:14) Quando este escritor judeu escreveu essas palavras aos hebreus cristianizados em Jerusalém, era cerca do ano 61 E.C. Numa carta anterior às congregações cristãs na província romana da Galácia, ele escrevera: “Porque, então, a Lei? Ela foi acrescentada [ao pacto abraâmico a respeito do Descendente] para tornar manifestas as transgressões [dos homens], até que chegasse o descendente [de Abraão] a quem se fizera a promessa; e ela foi transmitida por intermédio de anjos, pela mão dum mediador.” — Gál. 3:19.

      19. Visto que o pacto da Lei precisava ter Moisés como mediador, o que argumenta isso com respeito ao novo pacto, também feito entre Deus e os homens?

      19 Este mediador não mencionado por nome era Moisés. Então, se a celebração do antigo pacto da Lei exigiu que ele fosse mediador entre Deus e os homens imperfeitos e pecaminosos, certamente a celebração do novo pacto entre Deus e os homens necessitaria de um mediador, embora não fosse mencionado em Jeremias 31:31-34. No tempo de Jeremias, Moisés estava morto já por muito tempo. Visto que atuara como mediador, a Lei do antigo pacto fora chamada de “lei de Moisés”. — Atos 15:5.

      20, 21. (a) Predizendo o novo pacto, como indicou Deus a superioridade deste sobre o pacto anterior? (b) Em que constituiria Deus os pactuantes israelitas, se guardassem fielmente o pacto?

      20 O novo pacto, por ser um pacto superior, merecia ter um mediador superior a Moisés. Notemos agora como o Provisor celestial do novo pacto indicou a sua superioridade sobre o pacto anterior. Fala dele como sendo “não um igual ao pacto que concluí com os seus antepassados no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito, ‘pacto meu que eles próprios violaram, embora eu mesmo tivesse a posse marital deles’”. (Jer. 31:32) Ele tinha em mente fazer deles algo grandioso, por meio do pacto que concluiu com os israelitas após tê-los tirado do Egito. Por isso, disse-lhes:

      21 “Se obedecerdes estritamente à minha voz e deveras guardardes meu pacto, [então o quê?] então vos haveis de tornar minha propriedade especial dentre todos os outros povos, pois minha é toda a terra. E vós mesmos vos tornareis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” — Êxo. 19:5, 6.

      22. (a) Tal “reino de sacerdotes” seria que espécie de governo, apropriado para quem? (b) Para quem seria esta “nação santa” uma “propriedade especial”, em que espécie de relação com ele?

      22 As palavras “reino de sacerdotes” certamente indicam um governo ideal para as necessidades de toda a humanidade. Seus sacerdotes representam e servem a Deus, o Salvador da humanidade. O “reino de sacerdotes”, em si mesmo, é uma “nação”, um grupo nacional, bastante pura para ser chamada de “santa”, apta para ser usada por Deus. Deus a escolheu dentre todas as outras nações da terra. Destinava-se a ser “propriedade especial” de Deus, assim como a esposa e propriedade especial de seu marido. De fato, Deus comparou os israelitas remidos, da antiguidade, a uma esposa nacional, ao dizer que ele tinha “a posse marital deles”. Mas, em vez de ela lhe estar sujeita como esposa por guardar o pacto sagrado dele, não fez caso das obrigações especiais desta relação favorecida. (Jer. 3:1-3, 20) Merecia que ele se divorciasse dela!

      23. Funcionou o pacto da Lei mosaica? E o que fez Deus a respeito do intencionado governo ideal para a humanidade?

      23 Em vista da história posterior daquele antigo povo pactuado de Jeová Deus, sabemos que a situação não melhorou permanentemente para eles. De modo que não se pode refutar que o pacto da Lei, mediado por Moisés, não funcionou. Portanto, quão gratos podemos ser de que Deus não desistiu de fazer arranjos em prol daquele desejado “reino de sacerdotes”! Com vistas a este governo ideal, ele substituiu o antigo pacto com um melhor.

  • O benefício de “um só mediador entre Deus e os homens”
    A Sentinela — 1980 | 15 de junho
    • O benefício de “um só mediador entre Deus e os homens”

      1. (a) Por que é que os judeus da atualidade não estão interessados num novo pacto? (b) Quem somente podia propor-se ter o novo pacto e seu mediador?

      ATUALMENTE, nenhuma das 152 nações que constituem as Nações Unidas está interessada em fazer um pacto com Jeová, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Não, nem mesmo os 15.000.000 de judeus que atualmente estão espalhados pela terra. Apesar da profecia de Jeremias 31:31-34, eles preferem crer que ainda estão sob o antigo pacto da Lei mediado por Moisés. “Por não conhecerem a justiça de Deus, mas buscarem estabelecer a sua própria [por fazerem empenho de guardar o pacto da Lei], não se sujeitaram à justiça de Deus”, que lhes está disponível por meio do novo pacto. (Rom. 10:1-3) Jeová, o Deus da verdadeira justiça, propôs-se ter o novo pacto. Só ele podia estabelecê-lo e escolher o mediador adequado para tal.

      2. Com quem estabeleceria Jeová o novo pacto, conforme disse, e o que faria por meio deste quanto ao erro e ao pecado deles, e ao conhecimento que teriam a seu respeito?

      2 “‘Eis que vêm dias’, é a pronunciação de Jeová, ‘e eu vou concluir um novo pacto com a casa de Israel e com a casa de Judá; . . . ‘Pois este é o pacto que concluirei com a casa de Israel depois daqueles dias’, é a pronunciação de Jeová. ‘Vou pôr a minha lei no seu íntimo e a escreverei no seu coração. E vou tornar-me seu Deus e eles mesmos se tornarão meu povo.’ ‘E não mais ensinarão, cada um ao seu companheiro e cada um ao seu irmão, dizendo: “Conhecei a Jeová!” porque todos eles me conhecerão, desde o menor deles até o maior deles’, é a pronunciação de Jeová. ‘Porque perdoarei seu erro e não me lembrarei mais do seu pecado.’” — Jer. 31:31-34.

      3. Do aparecimento de quem dependia a cronometragem do novo pacto, e envolvia isto a Moisés?

      3 Quando foi que Jeová concluiu este novo pacto “com a casa de Israel e com a casa de Judá”? A cronometragem disso dependia do mediador escolhido por Jeová para o pacto. Moisés não havia de ser ressuscitado dentre os mortos para mediar o novo pacto. Não podia mais ser de ajuda aos que estavam no novo pacto, assim como tampouco a Israel.

      4. Segundo certo estudante hebreu do instrutor Israel Gamaliel, quem é o mediador de Deus para o novo pacto?

      4 Não somos deixados em dúvida sobre quem veio a ser o necessário mediador. Recorramos aqui à carta inspirada escrita aos hebreus por um hebreu, por aquele estudante que costumava sentar-se aos pés do famoso instrutor fariseu do primeiro século de nossa Era Comum, a saber, Gamaliel. Mostrando a diferença entre Moisés e o novo mediador, ele passou a dizer: “Assim como Moisés, quando estava para completar a tenda, recebeu o mandado divino: Pois ele diz: ‘Cuida de que faças todas as coisas segundo o seu modelo que te foi mostrado no monte [Sinai].’ Mas, Jesus obteve agora um serviço público mais excelente, de modo que ele é também o mediador dum pacto correspondentemente melhor, que foi estabelecido legalmente em promessas melhores.” (Heb. 8:5, 6) “E a Jesus, o mediador dum novo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o sangue de Abel.” — Heb. 12:24.

      5. Como mostrou Jesus, antes de sua morte, que ele reconhecia que havia chegado o tempo para o antigo pacto da Lei ser substituído pelo novo pacto?

      5 Jesus reconheceu que havia chegado o tempo para Jeová substituir o antigo pacto da Lei mosaica por um novo pacto. Por isso, na noite da Páscoa antes de sua morte, na sexta-feira, 14 de nisã de 33 E.C., ele instituiu a comemoração de sua morte sacrificial. Quando tomou o copo de vinho da comemoração, ele disse aos seus onze apóstolos fiéis: “Bebei dele, todos vós; pois isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados.” (Mat. 26:27, 28) Ou conforme o apóstolo Paulo fraseia as palavras de Jesus: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue. Persisti em fazer isso, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.” (1 Cor. 11:25) Durante partes de três dias, ele estava morto num túmulo memorial e não podia começar a atuar como mediador desse novo pacto.

      6. O que era necessário, para se cumprirem as palavras de Deus no novo pacto a respeito do perdão do erro e de não se lembrar mais do pecado?

      6 Embora Jeremias 31:31-34 não o mencionasse, ainda assim se precisava dum sacrifício para validar o novo pacto. Precisava-se dum sacrifício, porque Deus disse na declaração do novo pacto: “Perdoarei seu erro e não me lembrarei mais do seu pecado.” (Jer. 31:34) O sangue de vítimas animais foi usado na celebração do antigo pacto da Lei mosaica com fins de purificação. Em harmonia com isso, o mediador Moisés “aspergiu igualmente com sangue a tenda e todos os vasos do serviço público. Sim, quase todas as coisas são purificadas com sangue, segundo a Lei, e a menos que se derrame sangue, não há perdão”. (Heb. 9:21, 22) O valor do sangue vital de Jesus ainda estava em seu poder quando ele foi ressuscitado dentre os mortos, no domingo, 16 de nisã de 33 E. C. Isto é o que Hebreus 13:20 indica quando diz: “O Deus de paz. . . com o sangue dum pacto eterno tirou dentre os mortos o grande pastor das ovelhas, o nosso Senhor Jesus.” — João 10:11.

      7. Visto que Cristo ofereceu um sacrifício melhor para a causa do novo pacto, o que faz o seu sangue com respeito à consciência e também a favor dos “chamados” por Deus?

      7 Visto que o novo pacto se tornou funcional por meio dum sacrifício melhor, perguntou-se aos hebreus cristianizados: “Quanto mais o sangue do Cristo, o qual, por intermédio dum espírito eterno, se ofereceu a Deus sem mácula, purificará as nossas consciências de obras mortas, para que prestemos serviço sagrado ao Deus vivente?” Visto que o sangue de Cristo tem tal poder para nos purificar do pecado que nos condena, lemos a seguir: “De modo que é por isso que ele é mediador dum novo pacto, a fim de que, por ter havido uma morte para o seu livramento, por meio de resgate, das transgressões sob o pacto anterior, os chamados [por Deus] recebessem a promessa da herança eterna.” (Heb. 9:14, 15) Mas, quando foi que o sangue de Cristo começou a purificar a consciência desses hebreus cristianizados, que haviam estado sob “o pacto anterior”, o pacto da Lei mediado por Moisés no monte Sinai?

      8. Quando começou o sangue de Cristo a purificar a consciência dos hebreus cristianizados, que haviam estado sob o anterior pacto da Lei?

      8 Não por ocasião da ressurreição de Cristo dentre os mortos, mas no 50.º dia depois disso. Quer dizer, no dia de Pentecostes, depois de ele ter subido ao céu e comparecido na presença de Deus “no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. — Heb. 9:24.

      9. No dia de Pentecostes, quando Pedro disse aos judeus, que sentiram a consciência ferida, que o perdão de seus pecados resultaria de serem batizados no nome de Jesus Cristo, o que mostrava isto com respeito a pactos?

      9 Naquele dia de Pentecostes, o apóstolo Pedro proferiu um discurso para os judeus e os prosélitos judaicos, circuncisos, que lhes feriu a consciência. “O que havemos de fazer?” perguntaram. Pedro respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado no nome de Jesus Cristo, para o perdão de vossos pecados, e recebereis a dádiva gratuita do espírito santo.” (Atos 2:37, 38) Esta promessa de perdão de seus pecados, dos quais se haviam arrependido, mostrou uma coisa. O quê? Que o novo pacto de Deus, com sua provisão de perdão de pecados, havia entrado em vigor naquele mesmo dia, visto que o antigo pacto da Lei mosaica havia sido pregado na estaca mortal de Jesus Cristo! — Efé. 2:15, 16; Col. 2:14; Heb. 8:8-13; Jer. 31:34.

      10. Como enfatizou Pedro este fato sobre pactos alguns dias mais tarde, quando falou no templo de Jerusalém a judeus culpados de derramar sangue?

      10 Este mesmo fato foi enfatizado alguns dias mais tarde. Pedro disse então a judeus culpados de derramar sangue, reunidos no templo: “Arrependei-vos, portanto, e dai meia-volta, a fim de que os vossos pecados sejam apagados, para que venham épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová e para que ele envie o Cristo designado a vós, Jesus, a quem o céu, deveras, tem de reter até os tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos.” Por fim, Pedro terminou seu discurso por dizer: “Deus, depois de suscitar o seu Servo, enviou-o primeiro a vós, para vos abençoar, por desviar a cada um de vós das vossas ações iníquas.” — Atos 3:19-21, 26.

      “MEDIADOR” PARA QUANTOS?

      11. O que mostram os fatos quanto a se foi com as casas naturais e carnais de Israel e Judá que Deus fez o novo pacto?

      11 No entanto, fazia Deus o novo pacto com a “casa de Israel” natural, carnal, e com a “casa de Judá” natural, carnal? Como seria isto possível, já que os judeus naturais destas duas casas haviam rejeitado violentamente o prospectivo Mediador daquele novo pacto, e, como nação, estavam celebrando a festividade pentecostal no dia designado, no templo de Jerusalém? Deus não podia fazer isso. Ele tinha em mente celebrar o novo pacto com o recém-nascido Israel cristão, o Israel espiritual, que teve seu nascimento no mesmo dia pentecostal, quando o ‘espírito santo caiu’ sobre os discípulos batizados de Jesus Cristo, sobre cerca de 120 deles. (Atos 11:15) Estes haviam esperado, não no templo, mas numa sala de sobrado em Jerusalém. Estes discípulos, que já haviam sido imersos em água, foram ali gerados pelo espírito de Deus para se tornarem seus filhos espirituais, “o Israel de Deus”. Como tais, foram introduzidos no novo pacto por meio do Mediador celestial, Jesus Cristo, o Profeta maior do que Moisés. — Atos 2:1-36; Joel 2:28, 29; João 3:3, 5; Gál. 6:16.

      12. Em harmonia com a ordem de procedimento de Deus, como se ampliou a mediação de Jesus Cristo no ano seguinte àquele Pentecostes?

      12 De modo que Jesus Cristo, no céu, é o Mediador entre Deus e os israelitas espirituais, enquanto estes ainda estão em carne, como homens e mulheres. Até mesmo dentro dos limites do rol de membros desta pequena “nação santa” ampliou-se a mediação de Jesus Cristo, porque Deus seguiu certa ordem na admissão de classes de pessoas no novo pacto. Assim, por cerca de um ano após Pentecostes de 33 E.C., Jesus foi o Mediador de apenas esses israelitas espirituais que haviam sido judeus carnais ou prosélitos judaicos, circuncisos. Cerca de 3.000 destes foram acrescentados ao Israel espiritual naquele dia de Pentecostes de 33 E.C. (Atos 2:10, 37-41) Daí, provavelmente no ano seguinte (34 E.C.), como efeito colateral da perseguição movida por Saulo de Tarso, as “boas novas” sobre o Cristo foram pregadas em Samaria, e o espírito santo ‘caiu’ sobre os crentes batizados ali. (Atos 8:15-17) A partir de então, a mediação de Jesus foi ampliada para beneficiar israelitas espirituais que haviam sido homens e mulheres de Samaria, samaritanos.

      13. Dois anos depois da admissão dos samaritanos, como se tornou Jesus o mediador para uma terceira classe de israelitas espirituais, e como foi isso reconhecido pelos judeus cristianizados em Jerusalém?

      13 Passaram-se então dois anos. Por fim, no outono (setentrional) de 36 E.C., ou três anos e meio após a morte e ressurreição de Jesus, ele começou a ser mediador para uma terceira classe de israelitas espirituais, os tirados dentre os gentios incircuncisos, a partir do centurião italiano Cornélio. Depois que o apóstolo Pedro relatou este acontecimento surpreendente aos judeus cristianizados em Jerusalém, estes disseram: “Pois bem, Deus tem concedido também a pessoas das nações [incircuncisas] o arrependimento com a vida por objetivo.” — Atos 8:1 a 11:18.

      14. O que disse Paulo aos anciãos de Éfeso sobre a sua pregação do arrependimento para com Deus, e no interesse de que pacto servia então como ministro?

      14 Mais de 20 anos depois disso, Paulo ainda atuava como apóstolo para as nações e estava terminando a sua terceira viagem missionária. Em caminho de volta para Jerusalém, ele parou em Mileto e conversou com os anciãos da congregação de Éfeso, na Ásia Menor. Falou-lhes sobre como havia trabalhado, dizendo: “Eu dei cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus. E agora, eis que, amarrado no espírito, viajo para Jerusalém.” (Atos 20:21, 22) Ele não mais servia qual fariseu nos interesses do antigo pacto da Lei mosaica. Antes, conforme escreveu em 2 Coríntios 3:5, 6, “estarmos adequadamente habilitados procede de Deus, quem deveras nos habilitou adequadamente para sermos ministros dum novo pacto, não dum código escrito, mas de espírito; pois o código escrito condena à morte, mas o espírito vivifica”.

      15. Falando sobre os “ministros dum novo pacto”, a quem incluiu Paulo com o pronome “nós”, e faziam estes parte duma Junta de Mediação entre Deus e os homens?

      15 A quem se referia o apóstolo aqui com o pronome “nós”? Na introdução da sua carta, ele identifica para nós quem está incluído no “nós”, dizendo: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por intermédio da vontade de Deus, e Timóteo nosso irmão, à congregação de Deus que está em Corinto.” (2 Cor. 1:1) De modo que tanto Paulo como Timóteo eram “ministros dum novo pacto, . . . de espírito”. Com esta expressão, Paulo não quis dizer que ele e Timóteo eram uma Junta de Mediação, compartilhando a mediação com Jesus. Não, porque eles mesmos eram israelitas espirituais a favor de quem Jesus serviu como Mediador de Deus. Somente Jesus é o “mediador dum novo pacto”. — Heb. 12:24.

      16, 17. Em 1 Timóteo 1:20 a 2:7, seguindo que raciocínio levou Paulo à menção de Cristo Jesus como mediador?

      16 Escrevendo diretamente a Timóteo, Paulo passou para a menção da mediação de Jesus ao dizer: “Himeneu e Alexandre pertencem a tais e eu os entreguei a Satanás, para que sejam ensinados pela disciplina a não blasfemarem. Exorto, portanto, em primeiro lugar, a que se façam súplicas, orações, intercessões e se dêem agradecimentos com respeito a toda sorte de homens [mas não incluindo Himeneu e Alexandre, os blasfemadores], com respeito a reis e a todos os em altos postos, a fim de que continuemos a levar uma vida calma e sossegada, com plena devoção piedosa e seriedade.

      17 “Isto é excelente e aceitável à vista de nosso Salvador, Deus, cuja vontade é que toda sorte de homens sejam salvos e venham a ter um conhecimento exato da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos [ou: por toda espécie de pessoas; NM inglês, margem] — isto é o que se há de testemunhar nos seus próprios tempos específicos. Para dar este testemunho é que foi designado pregador e apóstolo — estou dizendo a verdade, não estou mentindo — instrutor de nações [incircuncisas] no assunto da fé e da verdade.” — 1 Tim. 1:20 a 2:7.

      18. (a) Exortava Paulo assim Timóteo a atuar como mediador entre Deus e aquelas autoridades públicas? (b) Quem eram os beneficiados com tais súplicas a Deus a respeito dessas autoridades públicas?

      18 Assim, Paulo exortou a que se fizessem “súplicas, orações, intercessões” “com respeito a reis e a todos os em altos postos”. Mas ele não estava exortando Timóteo a atuar como mediador entre Deus e essas autoridades públicas. A conversão de tais autoridades públicas ao cristianismo não era o motivo de tais “súplicas, orações, intercessões”. Na realidade, quem eram os beneficiados com tais rogos dirigidos a Deus? Qual era o objetivo de tais exposições feitas a Deus? “A fim de que [nós, cristãos, tais como Paulo e Timóteo,] continuemos a levar uma vida calma e sossegada, com plena devoção piedosa e seriedade.” — 1 Tim. 2:2.

      19. Tal vida piedosa contribuiria para que realização, e para quem era isto “excelente e aceitável”?

      19 Levarem tal vida calma, piedosa e séria contribuiria para a salvação dos cristãos que fazem tais pedidos a respeito de governantes políticos. A salvação de tais cristãos inofensivos é “excelente e aceitável à vista de nosso Salvador, Deus”. Por quê? Porque é da vontade de Deus que “toda sorte de homens sejam salvos e venham a ter um conhecimento exato da verdade”. Em harmonia com isso, aquele que aqui é chamado de “nosso Salvador” não é Jesus Cristo, mas “Deus”.

      20. De acordo com 1 Timóteo 2:5, 6, qual é o papel de Cristo Jesus no programa de salvação de Deus?

      20 Então, qual é o papel de Cristo neste programa de salvação? Paulo passou a dizer: “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens [não todos os homens], um homem, Cristo Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos.” — 1 Tim. 2:5, 6.

      21. (a) A carta de Paulo a Timóteo era o caso de que espécie de ministro escrever a que outro ministro? (b) Quanto tempo dura o pacto, e que papel desempenha nisso o “resgate correspondente por todos”?

      21 Paulo escrevia segundo os fatos do primeiro século do cristianismo, durante o qual o novo pacto foi posto em vigor. “Homens” de todas as nacionalidades, judeus, samaritanos e gentios incircuncisos já haviam sido introduzidos nele, depois de terem sido feitos parte do Israel espiritual. Cristo Jesus era o mediador deste novo pacto. A carta que Paulo escreveu sobre isso a Timóteo era o caso de um ‘ministro do novo pacto’ escrever a outro ‘ministro do novo pacto’. Este novo pacto entre “nosso Salvador, Deus”, e o Israel espiritual continua enquanto há israelitas espirituais em carne, como “homens”, aqui na terra. De modo que o pacto está hoje em vigor. O “resgate correspondente por todos”, de Jesus, lançou a base para homens e mulheres de toda espécie se tornarem israelitas espirituais e serem introduzidos no novo pacto, do qual Cristo Jesus é o “um só mediador”.

      22. (a) Como se evidencia que o novo pacto está chegando ao seu fim, e quando terminara a mediação de Cristo? (b) Por que é que os glorificados israelitas espirituais não precisam dum mediador, e em que qualidade atuarão então?

      22 Ainda há mais de 9.000 que professam ser israelitas espirituais no novo pacto. Iguais a Paulo e Timóteo, são “ministros dum novo pacto” (2 Cor 3:6; 1:1) Pelo visto, o novo pacto está chegando ao fim de sua vigência com o objetivo de produzir 144.000 israelitas espirituais, que obtêm a aprovação de Deus por estarem associados com Jesus Cristo no reino celestial, o governo ideal para a humanidade. Quando o último destes aprovados israelitas espirituais deixar de ser ‘homem’, por causa da morte na terra e da ressurreição para compartilhar no reino celestial, então cessará também a mediação de Jesus Cristo. A condição pecaminosa que herdaram na carne, a qual exigiu que houvesse um mediador entre eles e o Deus da santidade, ficará para trás. Estes glorificados israelitas espirituais, iguais aos santos anjos no céu, não precisarão dum mediador entre si mesmos e Jeová Deus. (Rev 22:3, 4) Debaixo de Jesus Cristo, servirão como reis, sacerdotes e juízes associados sobre todo o mundo da humanidade. — Rev. 7:4-8; 14:1-3; 20:4, 6; Luc. 22:28-30.

      UMA “GRANDE MULTIDÃO” DE BENEFICIÁRIOS TERRESTRES

      23, 24. (a) Quem colabora agora ativamente com o restante dos israelitas espirituais, e que convite lhes foi feito com respeito à Refeição Noturna do Senhor? (b) O que reconhecem estes quanto ao que não são, contudo, como se beneficiam agora com a vigência do novo pacto?

      23 Atualmente, segundo registros autênticos, há uma “grande multidão de cristãos dedicados e batizados, que colaboram ativamente com o pequeno restante dos israelitas espirituais. Desde os meados do primeiro semestre de 1938, eles têm sido convidados para assistir à comemoração anual da morte de Cristo, não com o fim de tomarem dos emblemas comemorativos, o pão ázimo e o vinho tinto, mas como respeitosos observadores.a Reconhecem a Jesus Cristo como sendo seu Rei celestial desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914. Juntam-se zelosamente ao restante dos israelitas espirituais na pregação destas “boas novas do reino” em toda a terra habitada, em “testemunho a todas as nações”, antes de este sistema de coisas findar na vindoura “grande tribulação”. (Mat. 24:14, 21) Reconhecem que não são israelitas espirituais no novo pacto mediado por Jesus Cristo, nem fazem parte da “raça escolhida, sacerdócio real, nação santa”. — 1 Ped. 2:9.

      24 Contudo, tiram proveito da vigência do novo pacto. Beneficiam-se com ele assim como no antigo Israel o “residente forasteiro” se beneficiava por morar entre os israelitas que estavam no pacto da Lei. — Êxo. 20:10; Lev. 19:10, 33, 34; Rev. 7:9-15.

      25. Para manterem a relação com Jeová Deus, os da “grande multidão” precisam permanecer unidos com quem, e por quê

      25 Para manterem a relação com “nosso Salvador, Deus”, os da “grande multidão” precisam permanecer unidos com o restante dos israelitas espirituais. Por quê? Porque estes israelitas espirituais são a “nação santa”, sobre a qual lemos em Jeremias 31:35, 36, logo após a promessa do novo pacto por Deus: “Assim disse Jeová, o Dador do sol para luz de dia, dos estatutos da lua e das estrelas para luz de noite, o Agitador do mar, para que as suas ondas se tornem turbulentas [contra os egípcios perseguidores dos israelitas], Aquele cujo nome é Jeová dos exércitos: ‘“Se estes regulamentos pudessem ser removidos de diante de mim”, é a pronunciação de Jeová, “estes que são a descendência de Israel poderiam igualmente cessar de mostrar ser para sempre uma nação diante de mim”.’”

      26. Portanto, o Israel espiritual deve ser tão permanente na organização universal de Deus como o que mais, e onde reinará Jesus Cristo sobre os que estiverem na terra paradísica?

      26 Jeová não pode permitir que o Israel espiritual deixe de existir na sua organização universal, assim como tampouco pode deixar que cessem os luzeiros celestiais que regulam a luz da terra. Nos céus, o Israel espiritual será a Nova Jerusalém, na qual Jesus Cristo reinará sobre a “grande multidão” sobrevivente e todos os mortos humanos ressuscitados para a vida na terra paradísica. — Rev. 21:2-24.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja o anúncio sobre a “Comemoração” na página 50 da Watchtower (Sentinela) de 15 de fevereiro de 1938; também A Torre de Vigia (agora A Sentinela, de março de 1938, página 44, parágrafos 51, 52. Note também o anúncio sobre a “Comemoração” na Watchtower de 15 de fevereiro de 1937. p. 50.

      [Fotos na página 24]

      O novo pacto entrou em vigor em Pentecostes.

      O antigo pacto da Lei pregado na estaca de tortura.

  • Quem eram os videntes?
    A Sentinela — 1980 | 15 de junho
    • Quem eram os videntes?

      O Primeiro de Samuel 9:9 reza: “O profeta de hoje costumava ser chamado outrora de vidente.” Estas palavras talvez indiquem que depois de os profetas terem ficado mais proeminentes a partir dos dias de Samuel, a expressão “vidente” passou a ser substituída pelo termo “profeta”. Os videntes eram divinamente inspirados “para ver” um assunto, quer dizer, para discernir a vontade divina. Os olhos do vidente ficavam desvelados para ver ou entender coisas que ficavam ocultas aos homem em geral. Portanto, ele era consultado para se obter conselho para lidar com problemas.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar