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  • Como se tornará a nossa terra um lar ajardinado?
    Despertai! — 1971 | 8 de outubro
    • a terra por meio de sua corrupção moral e violência, tornando a terra impura e repugnante à vista de Deus. Todavia, a maioria deles preferiam arriscar-se à violência e suportar as condições agravantes porque preferiam o modo existente de vida, preferiam-no a submeter-se à vontade justa de seu Criador. O dilúvio global varreu a geração que desafiava a Deus, daquele tempo. Mas, a terra, embora completamente mergulhada na água por certo tempo, sobreviveu, como também um pequeno restante do gênero humano e da vida animal. — Mat. 24:37-39; Gên. 6:11-21.

      Hoje em dia, os homens arruínam a terra, não só em sentido moral, mas também em sentido físico, pela desenfreada poluição de seus sistemas básicos e pela sua empedernida desconsideração do dano causado à vida das plantas, dos animais, dos peixes e das aves da terra. Permitirá o Criador que isto continue?

      A profecia registrada em Revelação 11:18 fornece a resposta. Prediz a vinda do tempo designado de Deus para executar-se o juízo sobre os oponentes e “arruinar os que arruínam a terra”. Confrontamo-nos agora com o cumprimento dessa profecia. Por certo, vemos o predito ‘arruinar da terra’. E com igual certeza veremos dentro em breve a ação de Deus de “arruinar” os responsáveis por tal dano.

      Solução Justa

      Será que isso soa severo demais? Que julgamento, porém, diria que merece a pessoa que, voluntariamente e a troco de lucro egoísta introduz pequenas doses de veneno no alimento e na bebida de seu vizinho, até que por fim o vizinho adoece e morre? Embora o processo talvez leve anos, ainda não seria assassinato?

      É isso que a poluição está fazendo a milhões de pessoas hoje.

      A revista alemã Der Spiegel (5 de outubro de 1970) reconheceu este paralelo, dizendo: “Na maior parte, os perigos são invisíveis, despercebíveis; insidiosos — como matar o marido da pessoa com dose diária de arsênico no seu café da manhã.”

      Um médico de Francforte, Alemanha, comparando sua cidade ao Vietnam, disse: “Lá metem chumbo nas costelas das pessoas, aqui, elas têm de inalá-lo. A diferença, se vier bem a considerá-la, é apenas no modo de administrá-lo.”

      E, lembre-se — em face de toda a evidência crescente, que as pessoas não podem mais alegar ignorância dos efeitos mortíferos deste processo.

      Os que preferem ver continuar o atual sistema e forma de vida não mostram nem amor a Deus, o Criador, nem amor ao homem, sua concriatura. Pela conversão gradual da terra em vasto depósito de lixo, os homens mostram crasso desrespeito pelo Criador da terra.

      Assim, também, declarou o Filho de Deus: “Não se vendem dois pardais por uma moeda de pequeno valor? Contudo, nem mesmo um deles cairá ao chão sem o conhecimento de vosso Pai.” (Mat. 10:29) Mas, hoje em dia, os homens exterminam inteiras variedades de aves, bem como outras criaturas terrestres e marinhas.

      Por meio de tudo isso, zombam das obras criativas de Deus. Aplica-se a regra bíblica: “Não vos deixeis desencaminhar: De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isso também ceifara.” (Gál. 6:7) Tendo semeado a morte e a destruição, merecem colher a mesma coisa. Deus promete que colherão.

      Terra Purificada em Nossos Dias

      O que estamos afirmando então? Irá Deus varrer toda a vida humana deste planeta, possivelmente queimando a terra inteira nesse processo? Algumas religiões apresentam essa idéia. Mas, ao ensinarem isso, contradizem a Bíblia.

      Conforme Revelação 11:18 mostra, Deus agirá, não para arruinar a terra, mas, exatamente o contrário, para por término a ser ela arruinada. Assim como o homem não precisa incendiar a casa para livrar-se da sujeira e de baratas, assim Deus não precisa destruir a terra para livrá-la da poluição e dos poluidores. Como aconteceu no tempo de Noé, a terra carece ser limpa dos que a conspurcam. Um inteiro sistema mundial, fundado no egoísmo, tem de ser removido.

      A destruição desta vez virá, não por um dilúvio aquoso, mas, como Jesus predisse, por uma “grande tribulação” paralela a destruição que devastou a antiga Jerusalém. Disse que a destruição seria “tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” (Mat. 24:21, 22) Entre as “dores de aflição” que levariam àquela “grande tribulação”, foi profetizado que haveria:

      “Guerras e desordens . . . grandes terremotos, e, num lugar após outro, pestilências e escassez de víveres.” — Mat. 24:6-8; Luc. 21:9-11.

      Estas são as próprias coisas que têm constituído manchetes dos jornais por toda a geração atual, além do hodierno ‘arruinar da terra’ pela poluição global. Este cumprimento de profecia fornece base sólida para a esperança de que está às portas o tempo em que a desrespeitosa conversão da terra em amplo depósito de lixo, por parte do homem, sofrerá rápido e decisivo fim, à medida que Deus traz a predita “grande tribulação”. Essa tribulação terá por clímax a ‘guerra do Armagedom’ — não alguma batalha internacional travada com desfolhantes, gases de nervos e bombas de hidrogênio, com precipitação radioativa que deixa o inteiro planeta desprovido de toda vida — mas será uma guerra justa em que o próprio Filho de Deus e seus exércitos celestes serão vitoriosos, para a bênção e a libertação de todos os que amam a justiça. — Rev. 16:13-16; 19:11-18.

      Daí, o reino de Deus fará com que ocorra a vontade de Deus, “como no céu, assim também na terra”. O registro bíblico declara que, quando Deus criou o primeiro casal humano, deu-lhes um lar ajardinado na região chamada Éden. E deu-lhes o mandato: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.” (Gên. 1:28) Isto não era licença para que o homem explorasse a terra ao ponto de arruiná-la. Pois Gênesis 2:15 declara: “E Jeová Deus passou a tomar o homem e a estabelecê-lo no jardim do Éden, para que o cultivasse e tomasse conta dele”, e não o poluísse ou arruinasse. Assim, a ordem de Deus era que a terra fosse confortavelmente povoada e levada a um estado semelhante a de um parque por toda a terra. O governo celeste de seu Filho superintenderá a atividade terrestre de todos os que sobreviverem à guerra do Armagedom, a fim de assegurar-se de que seja executado o propósito de Deus.

      Possível Uma Vida Mais Rica, Mais Saudável

      Isto por certo não significa que a terra deverá tornar-se uma vasta região desértica. Nem significa que todas as pessoas necessariamente viverão em cabanas de madeira, cozinharão em fogões alimentados a lenha, iluminarão suas casas à noite com lampiões a óleo vegetal, ou usarão os instrumentos mais rudimentares. Mas, efetivamente significa que, sejam quais forem as invenções e fontes de energia utilizadas, serão usadas de tal modo que não provoquem dano — à terra ou aos que vivem nela. O amor a Deus e ao próximo assegurará isso! Com efeito, será por terem mudado seu modo de pensar, suas atitudes e seu senso de valores para ajustar-se aos padrões de amor e justiça de Deus que tais pessoas obterão a sobrevivência através da destruição do Armagedom.

      Hoje, o uso de energia por parte do homem suja a terra. Mas, há muitas fontes limpas de energia. O sol sempre foi a fonte básica natural de energia para a terra inteira, sua energia tornando possível as mudanças químicas nas plantas que formam o meio básico de manter toda vida. A energia solar atualmente é usada pelos satélites providos de energia, e fornece aquecimento para os lares até mesmo em pleno inverno. Gigantesco espelho foi construído em França para formar uma fornalha solar e seus raios, quando focalizados, podem produzir temperaturas que chegam a atingir uns 2.980° centígrados, capazes de abrir um buraco numa grossa chapa de aço.

      Outras fontes claras de energia são o vento, a água corrente e as marés oceânicas. No hodierno sistema de produção em massa, faminto de energia, cônscio da velocidade, demonstrou-se pouco interesse em instrumentos de geração de energia antiquados como os moinhos de vento, rodas d’água e similar equipamento pitoresco, não-poluidor. O uso de animais, tais como o cavalo, o búfalo da Índia, o elefante, são considerados adequados apenas para as “terras subdesenvolvidas”.

      Mas, a regência do Reino de Deus não só trará libertação do atual sistema, comprometido maciçamente com os métodos que poluem; abrirá também o caminho para a perfeita saúde e vida interminável. Não mais confrontadas com a pressão do curto período de vida, as pessoas então poderão saborear a vida sem a frenética pressa e tensão que caracterizam o que os homens chamam de a humana “competição louca”. Tendo vida eterna, sendo corretamente motivados e dispondo da orientação de Jeová Deus, o Cientista Supremo do universo, quem sabe o que os súditos do reino de Deus poderão então aperfeiçoar no sentido de novas fontes de energia para uso humano?

      Nos tempos anteriores à Revolução Industrial, até mesmo quando os homens labutavam juntos numa pequena loja, podiam conversar, usufruir agradável companheirismo enquanto trabalhavam, talvez até mesmo trocando saudações amigáveis e trocando novas com os passantes. Geralmente conheciam e eram conhecidos dos fregueses a quem serviam. Podiam corretamente nutrir a sensação de satisfação pessoal e justificável orgulho em produzir produtos de alta qualidade, e durabilidade. A moderna Era da Máquina tem, inegavelmente, privado os homens de grande parte destes prazeres. As máquinas que se movem rápido exigem inflexivelmente que o operador mantenha os olhos colados à máquina, à medida que repete silenciosamente os mesmos movimentos milhares de vezes. Não raro, o caso é que quanto maior for a operação, tanto mais impessoal e desumanizada é a posição do trabalhador, ao ponto de se sentir como a familiar “peça duma máquina”, servindo a pessoas a quem raramente vê ou conhece.

      Por certo, o governo de Deus restaurará a apreciável variedade de vida e trabalho que tão amiúde inexiste hoje em dia. A quantidade não mais será valorizada acima da qualidade. Sendo o espírito de competição substituído pelo espírito de cooperação, os homens deixarão de empenhar-se em ultrapassar uns aos outros em troco de lucro egoísta. Pois o amor não procura os seus próprios interesses” (1 Cor. 13:5), e exorta-se aos cristãos que não façam ‘nada por briga ou por egotismo’ . . . não visando, em interesse pessoal, apenas os seus próprios assuntos, mas também, em interesse pessoal, os dos outros’. Seu Rei, Jesus Cristo, estabeleceu-lhes o exemplo nisso. — Fil. 2:3-8.

      As profecias bíblicas certa vez cumpridas no antigo Israel (após os anos de restrição babilônica) terão ainda maior cumprimento no reino do Filho de Deus. Como Isaías 65:21, 22 declara: “E hão [certamente] de construir casas e as ocuparão; e hão [certamente] de plantar vinhedos e comer os seus frutos. . . . Porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore; e meus escolhidos usufruirão plenamente o trabalho das suas próprias mãos.” E Miquéias 4:4 afirma: “E realmente sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer; porque a própria boca de Jeová dos exércitos falou isso.”

      Estes quadros proféticos da vida pacífica têm sentidos agrícolas. Isto, naturalmente, não impede por completo toda a vida comunitária sob a regência do Filho de Deus. Todavia, podemos estar seguros de que, sejam quais forem os tamanhos que as comunidades atinjam então, jamais se desenvolverão em algo parecido às monstruosidades modernas que comprimem as pessoas em lugares apertados, em uma fila após outra de edifícios de muitos andares, roubando-lhes a luz solar, o ar fresco e a privatividade, cercando-as de ruído, problemas frustradores de trânsito e outras fontes de irritação — tudo por lucro egoísta e pela exploração industrial.

      Que bênção é poder andar por sendas agradáveis, ladeadas de grama e samambaias, sombreadas por galhos folhosos de árvores, ou cruzar uma campina ondulada, com margaridas brancas e douradas agitadas ao vento, ou passar por baixo duma cerca de madeira e dirigir-se ao bosque vizinho, andando no meio de sombra profunda e fresca, sobre um tapete de folhas, captando relances do sol bem acima numa abóbada azul do céu. Quão descontraidor e agradável é ouvir os sons da criação terrestre — o canto melodioso dos pássaros, o ocasional zunido e zumbido dos insetos, o estalejar dos dentes dum esquilo, o som de um córrego borbulhante, do vento, ao ir assobiando ao abrir caminho por entre as árvores.

      Estas coisas deveriam originalmente ter sido a herança de todas as pessoas. São dádiva de Deus. Realmente as deseja? Quais são as mudanças que cada um de nós tem de fazer, se havemos de usufruir a vida num parque global por todo o tempo vindouro?

  • O que deve fazer?
    Despertai! — 1971 | 8 de outubro
    • O que deve fazer?

      ATUALMENTE, o problema de poluição atinge a cada um de nós em certo grau. No futuro próximo, a solução permanente do problema, da parte de Deus, nos atingirá ainda mais. Terá efeito direto sobre a existência contínua de toda pessoa nesta terra, inclusive o leitor.

      Em vista disto, o que deve fazer? Há duas coisas a considerar. A primeira é o que pode fazer agora para reduzir o problema da poluição. Daí, há a consideração ainda maior: o que pode fazer para sobreviver ao fim deste sistema de coisas e viver no paraíso que Deus trará a esta terra.

      O Que Pode Fazer Quanto à Poluição?

      Há muitas coisas práticas que pode fazer para reduzir a poluição.

      Um dos principais ofensores é o automóvel, em especial para a poluição atmosférica. Até mesmo se comprar gasolina sem chumbo, seu carro ainda emite poluentes, em especial se deixar de mantê-lo regulado. Reduzindo as viagens desnecessárias, juntando-se a outros para ‘lotar um só carro’, pode reduzir grandemente seu quinhão na poluição.

      Manter as lareiras na devida condição operacional também é de ajuda. E o que dizer dos muitos que se queixam da poluição atmosférica e daí poluem seus próprios pulmões (e os dos outros) por fumar cigarros? Quão coerente é isso?

      Poderá reduzir a poluição da água por não usar água desnecessariamente, não a desperdiçando. Para lavar roupa, talvez possa comprar produtos de limpeza que sejam “biodesgastáveis” e livres na maior parte de fosfatos, um dos principais poluentes.

      Quanto ao solo, onde joga seu lixo? Talvez não o compreenda, mas seu inteiro modo de encarar o problema da poluição pode ser refletido no que faz com seu lixo, inclusive itens menores como guardanapos de papel ou pequenos invólucros de papel. Na verdade, não pode fazer os outros dispor corretamente do lixo e manter limpas as mas e os parques. Mas, pelo que faz com o lixo, mostra se respeita outras pessoas, sua propriedade, ou até a sua própria pessoa.

      Estas poucas sugestões talvez pareçam muito poucas em comparação com o vasto problema existente. Isto, por certo, é verdade. Tudo o que fizer para evitar poluir não influirá grandemente no quadro geral. Todavia, fazer o que suas circunstâncias permitam é importante. Por quê? Porque mostra que respeita o Criador e sua criação. O salmista há muito escreveu: “A Jeová pertence a terra e o que a enche.” — Sal. 24:1.

      Na nova ordem de Deus, os poluidores provavelmente serão chamados às contas, visto ser isso o que acontecia no antigo Israel, quando se achava sob a regência de Deus. O acampamento de Israel deveria ser mantido limpo em todos os respeitos, moral e fisicamente. A poluição causada pelo modo incorreto de se dispor dos dejetos não era permitida. Esse era o modo de Deus lidar com seu povo nos tempos passados, e esse provavelmente será o modo de ele lidar com seu povo na Sua prometida nova ordem. (Deu. 23:10-14) Por certo, todos os que viverem terão então de trabalhar em harmonia com Suas leis que regem a criação natural. Desejará Ele que o leitor esteja nessa nova ordem?

      A Maior Consideração

      Elogiáveis e desejáveis como sejam, os seus esforços de reduzir a poluição jamais mudará o proceder seguido por este mundo. Apenas a ação de Deus pode fazer isto. Seu propósito meridianamente

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