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Mostremo-nos dignos de entrar na nova ordem de DeusA Sentinela — 1976 | 15 de março
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Mostremo-nos dignos de entrar na nova ordem de Deus
“Visto que aguardais estas coisas, fazei o máximo para serdes finalmente achados por ele sem mancha nem mácula, e em paz.” — 2 Ped. 3:14.
1. O que não podem fazer com a velha ordem aqueles que estão descontentes com ela, mas o que pode fazer Deus?
O DESCONTENTAMENTO com a velha ordem existente de coisas é amplo, em toda a terra. Muitas pessoas de mentalidade radical chamam-na de “as instituições” e protestam contra elas. Muitos querem destruí-las. No entanto, verificam que não há nada de adequado com que substituí-las. Não podem pensar em nada de novo e melhor como substituto. Se destruírem a velha ordem estabelecida, ficariam apenas ruínas. Felizmente, há alguém mais elevado do que o homem, que também não está satisfeito com a velha ordem na terra. Este está habilitado não só a destruir completamente a velha ordem, mas também a substituí-la por uma ordem brilhantemente nova para a humanidade. É o Deus Todo-poderoso, o Criador dos céus e da terra.
2. O que prometeu este Deus Todo-poderoso, que iria fazer a respeito, e onde encontramos escrita a sua promessa?
2 Este mesmo Deus prometeu tanto a eliminação da velha ordem opressiva e mortífera de cima da terra, como o estabelecimento duma nova ordem justa e vitalizadora, que satisfará as necessidades e os desejos legítimos de toda a humanidade. Encontramos a promessa divina desta maravilhosa mudança nos assuntos humanos escrita no Livro do qual Deus é o Autor, a Bíblia Sagrada. Um escritor bíblico do primeiro século referiu-se a esta promessa preciosa quando escreveu as seguintes palavras: “Mas, há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” — 2 Ped. 3:13.
3, 4. (a) Que pergunta surge sobre nós, com respeito àquela promessa divina? (b) O que se passará com a humanidade quando se cumprir nela Revelação 21:3-5?
3 Aqueles que no primeiro século liam essas palavras confiantes do apóstolo cristão Pedro aguardavam deveras ansiosamente os prometidos “novos céus e uma nova terra” da parte dum Deus que não mente. Sua promessa ainda está de pé hoje em dia! Portanto, a questão é: Cremos nela? Se afirmarmos crer, aguardaremos igualmente tais ‘novas’ coisas justas? Deveremos fazer isso, dando crédito ao Deus cuja promessa nunca falha. (Jos. 21:45; 23:14; Tito 1:2) Na realidade, devemos estar muito alegres, porque os “novos céus e uma nova terra” já são bem iminentes! Certamente, precisamos deles mais do que nunca! Essas coisas novas simbolizem a nova ordem justa de Deus. Será realmente algo de ‘novo’. Os homens ainda não viram nada igual. Será inegavelmente uma nova experiência para a humanidade, quando se cumprirem as palavras encontradas perto do fim da Bíblia:
4 “‘E o próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.’ E o que estava sentado no trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas.’ Ele diz também: ‘Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.’” — Rev. 21:3-5.
5. Como se mostram as promessas dos políticos em contraste com as promessas de Deus?
5 Lamentavelmente, a humanidade verificou que as promessas ambiciosas de seus políticos a cata de votos são ocas, vazias, exageradas e irrealizáveis, e não merecem nem fé nem confiança. Em nítido contraste com isso, as promessas do Criador dos “novos céus e uma nova terra” mostrar-se-ão “fiéis e verdadeiras”. Podemos aguardar o que Ele prometeu, sem possibilidade de ficarmos desapontados.
A VELHA ORDEM TERÁ DE CEDER À NOVA
6, 7. O que acreditam muitos religiosamente a respeito da velha ordem, e, que Livro e sua Autoria desconhecem?
6 A velha ordem de coisas já prevalece sobre a terra por milhares de anos. Este tempo já bastou para as pessoas ficarem enojadas e cansadas dela. Inúmeros milhões da humanidade crêem religiosamente que a velha ordem é a sorte do homem, seu destino imutável. Resignam-se a ela em grande desespero. Tais pessoas religiosas não conhecem a Bíblia Sagrada. Não conhecem o Autor divino da Bíblia. O que surpreende é que muitos nem mesmo conhecem o nome dele. Conhecem os nomes pessoais de deuses não-bíblicos, que foram ensinados a adorar, mas não o nome pessoal do Deus da Bíblia. Ainda assim, o nome Dele está no Livro. Para encontrá-lo, precisam apenas tomar uma versão tal como a da Imprensa Bíblica Brasileira, segundo os textos em hebraico e grego, e ler Êxodo (o segundo livro da Bíblia), Êx capítulo seis, versículos dois e três. Ali lerão:
7 “Falou mais Deus a Moisés, e disse-lhe: Eu sou Jeová. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo nome Jeová não lhes fui conhecido.”
8, 9. Qual é o nome do “Altíssimo sobre toda a terra”, e como e por que podemos usar seu nome pessoal?
8 Se não lhes bastar esta ocorrência do nome divino nesta versão da Bíblia, poderão recorrer ao Salmo 83, versículo 18, na versão revista e corrigida de João Ferreira de Almeida, e ali lerão: “Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de JEOVÁ, és o Altíssimo sobre toda a terra.” Encontrá-lo-ão na mesma versão também em Isaías 12:2 e em mais outros dezenas de lugares.
9 De modo que o nome pessoal Daquele que é Deus e “o Altíssimo sobre toda a terra” é Jeová. Nas Escrituras Hebraicas originais, em geral chamadas de Velho Testamento, este nome divino, pessoal, ocorre cerca de sete mil vezes e se acha escrito com quatro consoantes hebraicas. Visto que o próprio nome pessoal de Deus é usado tão freqüentemente nos escritos da Bíblia, estamos hoje autorizados a usar este nome, mas apenas de modo reverente e não para tomá-lo em vão. Podemos assim dar nome ao Deus a quem nos referimos, o Deus da Bíblia. Seu nome pessoal é diferente daquele de seu Filho amado, Jesus, cujo nome significa “Jeová É Salvação”.
10. (a) A promessa de novos céus e uma nova terra por parte de Deus significava o que para a velha ordem de coisas? (b) Embora não tivesse permissão de viver até a entrada das ‘novas’ coisas prometidas, a que exortou Pedro seus leitores?
10 É o Pai celestial, Jeová, quem promete a Nova Ordem composta de “novos céus e uma nova terra”. Assim que Ele mencionou os novos céus e a nova terra, significou que a velha ordem de coisas, que nunca procedeu de Jeová Deus, estava condenada a desaparecer. Não são boas estas notícias? (Veja Hebreus 8:13.) Desde que foi dada a promessa divina, pessoas de verdadeira fé no Dador da promessa têm aguardado ansiosamente que ele introduzisse tal nova ordem justa. O apóstolo Pedro e as congregações de cristãos, aos quais escreveu a sua carta, estavam entre os que olhavam para mais além do presente e aguardavam confiantemente o estabelecimento dos novos “céus” governamentais justos, e da nova “terra” social, justa. Por causa daquilo que o Amo de Pedro, o Senhor Jesus Cristo, lhe dissera, o próprio Pedro não esperava viver para ver este dia bendito na terra. (João 21:18, 19; 2 Ped. 1:13-15) Mas exortou seus leitores a aguardar a entrada da nova ordem justa. A exortação inspirada de Pedro aplica-se a nós hoje, dezenove séculos mais tarde.
ESPERA-SE PRIMEIRO O FIM DA VELHA ORDEM
11. O que precisa ser eliminado primeiro de cima da terra, e como se demonstrou que esta não é uma tarefa grande demais para o Criador?
11 Primeiro, porém, temos de esperar o fim da velha ordem ímpia. Desde pouco depois do dilúvio mundial que envolveu a terra nos dias do profeta Noé, há mais de 4.300 anos atrás, arraigou-se na terra uma velha ordem iníqua. De modo que ela não está disposta a desistir facilmente, sem luta. Luta contra quem? Ora, naturalmente, contra o Autor da Nova Ordem, o Criador dos “novos céus e uma nova terra”. Mas, desarraigar a velha ordem não é tarefa grande demais para o Deus Todo-poderoso. Nos dias de Noé, este Deus mostrou sua capacidade de destruir todo um mundo da humanidade de um só golpe, um só “ato de Deus”, que não era mero acaso. Muito tempo antes, no segundo dia de Sua semana criativa, fez com que houvesse uma divisão entre as águas, de modo que grande massa de água ficou suspensa no espaço, em torno do globo, havendo no espaço intermediário uma expansão atmosférica ou “firmamento”. (Gên. 1:6-8, I. B. B.; Matos Soares) No seu tempo designado, Ele fez com que estas águas suspensas caíssem sobre a terra. Isto produziu um cataclismo global que afogou toda a população humana da terra, exceto as oito almas humanas na arca de Noé. — 1 Ped. 3:20.
12. Por quanto tempo, pelo menos, mostrou Deus que se refreava de trazer o dilúvio, e o que foi destruído pelo dilúvio?
12 Aquele dilúvio global foi uma punição da parte de Jeová Deus. Ele se havia refreado pacientemente de infligir tal punição durante pelo menos 120 anos. (Gên. 6:1-3) O apóstolo Pedro salientou em especial esta auto-restrição da parte de Deus, ao escrever: “Ele não se refreou de punir um mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, junto com mais sete, quando trouxe um dilúvio sobre um mundo de pessoas ímpias.” Que isto significava uma destruição mundial foi novamente enfatizado pelo apóstolo Pedro, quando acrescentou: “E, por esses meios, o mundo daquele tempo sofreu destruição, ao ser inundado pela água.” — 2 Ped. 2:5; 3:6.
13. Como se comparam o “mundo antigo” e o “mundo” ou sociedade humana atual quando se toma em consideração a longanimidade de Deus?
13 Assim, o “mundo antigo”, a primeira sociedade da humanidade, durou cerca de 1.656 anos após a criação do homem. Quanto ao “mundo” atual, ou a atual sociedade humana, a paciência de Deus durou muito mais, cerca de quarenta e dois séculos, ou desde o “ato de Deus” na confusão da língua dos construtores da torre de Babel. (Gên. 10:8-10; 11:19) O “mundo antigo” dos dias de Noé foi soterrado num túmulo aquoso por ser ‘ímpio’. Havia enchido a terra com violência. Arruinava a terra, não a subjugando para ter beleza paradísica. “A maldade do homem era abundante na terra.” (Gên. 6:5-9, 12, 13) Merecia ser destruído.
14. Por que foram Noé e sua família considerados dignos de sobreviver ao dilúvio?
14 Então, por que foram Noé e sua família considerados dignos de serem poupados no dilúvio e de entrarem no período pós-diluviano? Foi porque Noé liderava sua família em ‘andar com o verdadeiro Deus’, e não com o mundo ímpio. Deus achou Noé justo, “sem defeito entre os seus contemporâneos”. Foi “pregador da justiça”. Teve fé exemplar em Deus. Foi por isso que construiu obedientemente a arca para preservar viva a sua família. — Gên. 6:9 a 7:1; Heb. 11:7.
15, 16. (a) Que lição aprendemos disso com aplicação ao tempo presente? (b) Como predisse Jesus o fim de um mundo em escala global?
15 Não despercebamos a lição dada aqui: É possível que Deus acabe com todo um mundo duma sociedade humana péssima, e, além disso, preserve humanos individuais, aprovados, durante tal fim do mundo. (2 Ped. 2:9, 10) Temos imediatamente à nossa frente o fim de um mundo, que será igualmente global no seu alcance. O próprio filho de Deus, Jesus Cristo, predisse isso, dizendo:
16 “Ademais, assim como ocorreu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem: comiam, bebiam, os homens casavam-se, as mulheres eram dadas em casamento, até aquele dia em que Noé entrou na arca, e chegou o dilúvio e destruiu a todos. . . . Do mesmo modo será naquele dia em que o Filho do homem há de ser revelado.” — Luc. 17:26-30; Mat. 24:37-39.
17, 18. Por que não acatou o “mundo antigo” o aviso de Deus dado por meio de Noé e quando se revelou o julgamento divino?
17 Lá no ano 2370 A. E. C., as pessoas ímpias não acreditavam na evidência diante de seus olhos, de que estava próximo o fim de seu “mundo antigo”. Parecia-lhes improvável, inverossímil, impossível! Aquele homem Noé os advertia sobre um fenômeno natural que era colossal demais para acreditarem nele. Portanto, por que preocupar-se?
18 A vida, até então, havia continuado apenas de forma normal para eles, com comida, bebida e casamentos para produzir a próxima geração. Não pensavam em nenhum dia de ajuste de contas da parte de Deus, por toda a sua maldade, a violência com que enchiam a terra, o modo em que arruinavam a terra e seu proceder egoísta na terra. Terminar Noé a arca e levar para dentro dela espécies básicas de aves e animais não acrescentava para eles nenhum peso ao aviso de Noé. Mostravam completa falta de fé. Por isso se destacavam como condenados à vista de Deus, em contraste com o proceder de fé por parte de Noé, apoiado por obras. Por fim, chegou o décimo sétimo dia do segundo mês lunar (provavelmente bul, que significa “chuva”) do ano 2370 A.E.C. Então revelou-se o julgamento destrutivo do Deus de Noé àquele “mundo de pessoas ímpias”. — Gên. 7:11-17; 2 Ped. 2:5.
19. Se quisermos ser iguais a Noé em sobreviver ao fim de um mundo, que mais se exige, além de apenas desejar escapar da destruição junto com este sistema de coisas?
19 Desejamos hoje ser semelhantes a Noé e sua família em sobreviver ao fim de um mundo e entrar na nova ordem de Deus, para usufruir os “novos céus e uma nova terra”? Para sermos contados dignos de tal privilégio, há mais envolvido do que apenas querer escapar da destruição do “atual sistema iníquo de coisas”. (Gál. 1:4) Temos de ser semelhantes à família de Noé, o “pregador da justiça”, naqueles seus dias antes do dilúvio global. Noé tinha de fazer obras de fé, além de pregar a justiça e dar o aviso da destruição mundial. Deve-se esperar menos de nos, os que agora nos encontramos na “terminação do sistema de coisas”, segundo a descrição profética de Jesus a respeito do período momentoso que passamos desde 1914 E. C.? Não! Não se o antítipo moderno há de ajustar-se ao antigo tipo dos dias de Noé. — Mat. 24:3-39.
20. Ao lembrar-nos do que devemos fazer, que argumento usa Pedro com respeito à capacidade de Deus de lidar com os justos e os injustos?
20 Precisamos fazer o mesmo de que o apóstolo Pedro lembrou os leitores de sua segunda carta aos crentes cristãos. Desenvolvendo um argumento a respeito da execução do julgamento por Deus, em anjos e homens iníquos, Pedro escreveu: “Nem poupou ao mundo antigo, mas salvou Noé, arauto da justiça, junto com outros sete, quando desencadeou o dilúvio sobre o mundo dos ímpios. . . . Se assim procedeu o Senhor, é porque sabe livrar da provação os homens pios e reservar os maus para serem punidos no dia do julgamento, principalmente aqueles que, impelidos por desejos de coisas impuras, correm atrás dos prazeres da carne e desprezem a soberania divina.” — 2 Ped. 2:5-10, Lincoln Ramos.
NÃO É VAGAROSO O PROGRESSO DIVINO EM DIREÇÃO AO DIA DE JULGAMENTO
21. Por que pensa esta geração que a destruição deles está cochilando e que Deus e vagaroso em executar o julgamento?
21 Perto do fim de duzentos anos após o dilúvio nos dias de Noé, os descendentes deste, em geral, começaram a esquecer-se da execução mundial de julgamento por Deus nas pessoas ímpias e impiedosas. Haviam desenvolvido uma sociedade humana em rebelião contra Jeová Deus, o Soberano Universal. A cidade notória chamada Babel (Babilônia) tornou-se símbolo de tal sociedade humana em desafio a Deus. (Gên. 10:8-10) Isto aconteceu milhares de anos atrás. De modo que o atual mundo da humanidade, que desconsidera o Juiz Supremo, que lançou o dilúvio sobre o “mundo antigo”, teve permissão de viver agora já por muito tempo. Foi um longo tempo, mesmo quando medido desde a fundação da cristandade, nos dias do Imperador Constantino, o Grande, no quarto século de nossa Era Comum. Além disso, na nossa própria geração, já decorreram mais de sessenta e um anos desde o começo do “tempo do fim” no ano de 1914 E. C. (Dan. 12:1-4) Por conseguinte, os religiosos hipócritas da cristandade talvez estejam inclinados a pensar que o julgamento de Deus procede vagarosamente em direção à execução e que a sua destruição está cochilando. Pensam que, apesar de sua hipocrisia religiosa para com o Deus da Bíblia, ele não repita sua façanha da destruição de todo um mundo de homens rebeldes.
22. Segundo que modelo dos tratos com povos no passado não poupará Deus o atual mundo da humanidade?
22 Atualmente, da nossa parte, é sábio que tomemos a peito as palavras inspiradas do apóstolo Pedro, que escreveu: “Mas, quanto a eles, o julgamento, desde tempos antigos, não está avançando vagarosamente e a destruição deles não está cochilando.” (2 Ped. 2:3) Segundo toda a evidência vista à luz das Escrituras inspiradas, a hora já está bem avançada. A longanimidade tolerante de Deus está prestes a alcançar seus limites. Com a mesma certeza com que Ele não poupou os anjos que se tornaram desobedientes durante os anos antes do dilúvio, e tão certamente como não poupou o mundo materialista de pessoas ímpias nos dias de Noé, e assim como não poupou as cidades imorais de Sodoma e Gomorra, nos dias de Abraão e de seu sobrinho Ló com a mesma certeza este Deus de normas imutáveis de justiça não poupará o atual mundo de pessoas sem fé e egocêntricas.
23, 24. (a) Por que não devemos concluir que Deus não tenha um tempo marcado neste respeito? (b) O que permitiu nos dias de Noé ser Deus longânime?
23 Só porque este mundo não foi informado pela Bíblia do dia e da hora exatos em que “o Juiz de toda a terra” executará sua sentença de destruição no atual sistema de coisas, não quer dizer que Ele não tenha um tempo marcado. — Gên. 18:25.
24 Não se trata de questões jurídicas que prosseguem vagarosamente na execução da justiça, como nos atuais tribunais. Não é o caso de Deus cochilar na vara de justiça, nem de estar profundamente adormecido quanto a trazer a destruição sobre o “atual sistema iníquo de coisas”. (Gál. 1:4) Seu tempo designado para isso não foi marcado para antes disso, porque Ele é longânime, “vagaroso em irar-se”. (Êxo. 34:6) Todos nós podemos hoje ser felizes de que Deus cronometrou os eventos deste modo! Por quê? Pelo bom motivo de que permitiu que fôssemos salvos. É como nos dias de Noé, quando a concessão de 120 anos por Deus, até o dilúvio, ofereceu a oportunidade de Noé e sua esposa terem três filhos, e de estes crescerem e se casarem com três moças, e depois todos os oito se juntarem na construção da arca e em levar a ela criaturas para a salvação. — Gên. 6:3 a 7:10; Sal. 103:8.
25. Como se aproveitam da longanimidade de Deus os pertencentes à velha ordem, e os que desejam a nova ordem de Deus?
25 O mundo ímpio da atualidade aproveita-se da longanimidade de Deus para usufruir tanto mais os seus prazeres egoístas, na velha ordem corruta. Os que anseiam a nova, ordem justa de Deus aproveitam a Sua ‘vagarosidade em irar-se’ para se arrependerem de suas obras mortíferas e se mostrarem dignos da salvação para a Sua nova ordem. Adotam o ponto de vista estabelecido pelo apóstolo Pedro nas seguintes palavras: “Jeová não é vagaroso com respeito à sua promessa, conforme alguns consideram a vagarosidade, mas ele é paciente convosco, porque não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento.” — 2 Pedro 3:9.
26, 27. (a) Com que se relaciona o arrependimento mencionado aqui? (b) Como mostrou Jesus que ele se referia a esta espécie de arrependimento?
26 Já alcançamos o arrependimento? Ao fazermos esta pergunta, não queremos dizer o arrependimento comum de algum erro cometido, tal como quando Jesus se referiu a um ofensor reincidente, dizendo: “Mesmo se pecar contra ti sete vezes por dia e voltar a ti sete vezes, dizendo: ‘Arrependo-me’, tens de perdoar-lhe.” (Luc. 17:4) Antes, o arrependimento mencionado em 2 Pedro 3:9 tem que ver com o proceder da pessoa com respeito ao reino de Deus, o governo no qual Jesus Cristo recebeu o cargo de Rei sobre toda a humanidade.
27 Jesus pensava em tal arrependimento relacionado com o reino messiânico, celestial, de Deus, segundo o registro de Mateus 4:17, onde lemos: “Daquele tempo em diante, Jesus principiou a pregar e a dizer: ‘Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.’” (Veja também Marcos 1:14, 15; Mateus 3:1, 2.) Em harmonia com tal registro sobre o arrependimento somos informados de que Jesus Cristo enviou seus doze apóstolos, aos dois, para pregarem assim como ele mesmo fazia: “O reino dos céus se tem aproximado.” Por conseguinte, “partiram assim e pregavam, a fim de que as pessoas se arrependessem”. — Mat. 10:1-15; Mar. 6:7-12.
28. Como indicaram Pedro e Paulo a urgência do arrependimento relacionado com o reino messiânico de Deus?
28 Lá naquele tempo era urgente que os judeus se arrependessem com relação ao reino messiânico. Por isso, Jesus disse-lhes: “A menos que vos arrependais sereis todos igualmente destruídos.” (Luc. 13:1-4) No dia de Pentecostes do ano 33 E.C., o apóstolo Pedro disse a milhares de judeus indagadores: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado no nome de Jesus Cristo, para o perdão de vossos pecados.” (Atos 2:1-8) Mais tarde, Pedro deu conselho similar aos judeus no templo de Jerusalém, segundo Atos 3:19-23. O arrependimento em face do reino messiânico de Deus também foi enfatizado pelo apóstolo Paulo. Por exemplo, em Atenas, na Grécia, depois de declarar “as boas novas de Jesus e a ressurreição”, Paulo disse ao Tribunal do Areópago, na Colina de Marte: “Deus não tem tomado em conta os tempos de tal ignorância, no entanto, agora ele está dizendo à humanidade que todos, em toda a parte, se arrependam. [Por quê?] Porque ele fixou um dia em que se propôs julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou, e ele tem fornecido garantia a todos os homens, visto que o ressuscitou dentre os mortos.” — Atos 17:1-31. Veja também Atos 26:20; Romanos 2:4.
29. (a) Portanto, qual e nosso primeiro passo para nos mostrarmos dignos de entrar na nova ordem de Deus? (b) Segundo Pedro, termina o assunto com alcançar-se o arrependimento?
29 Portanto, a questão não deixa margem de dúvida: Nosso primeiro passo para nos mostrarmos dignos de entrar na nova ordem justa de Deus é o do arrependimento, e este é com respeito ao reino messiânico de Deus. É somente por meio do rei designado de Deus para aquele governo, Jesus Cristo, que aquele que se arrepende obtém o perdão de seus pecados por Deus. (Atos 2:38) Deus vindicará a sua soberania universal por meio deste reino messiânico, e os homens precisam arrepender-se de ter estado sob a soberania do grande Adversário de Deus, Satanás, o Diabo Alcançamos todos nós tal arrependimento, em harmonia com o desejo de Deus para conosco? Se pudermos responder Sim, então, segundo o apóstolo Pedro, nos estamos encaminhando para fazer o que precisa ser feito adicionalmente, se quisermos obter a aprovação final de Deus. Podemos aproveitar a sua longanimidade tolerante, que usa para com esta velha ordem iníqua de coisas. Assim podemos certificar-nos de Sua aprovação final. Esta significará salvação para nós.
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A espécie de pessoas aprovadas para a nova ordem de DeusA Sentinela — 1976 | 15 de março
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A espécie de pessoas aprovadas para a nova ordem de Deus
1. Embora prevejamos o fim violento da velha ordem por que não precisamos ficar perturbados com a perspectiva de situações desagradáveis que haja então?
AS PESSOAS que realmente crêem que a velha ordem atual passará dentro em breve deviam preparar-se para a Nova Ordem de Deus. Prevêem o fim violento dos atuais “céus” governamentais e da atual “terra” social, debaixo deles. Mas tal perspectiva não os amedronta. A base da Bíblia Sagrada, entendem exatamente o que significa este “fim”, como se dará e que finalidade terá. Desejam avidamente e esperam em confiança “novos céus e uma nova terra”, conforme garantidos pela promessa de Deus. Isto equilibra todos os pensamentos sobre situações desagradáveis na terra, que forçosamente virão com o fim da velha ordem. Lembram-se bem apropriadamente de Noé e da família dele. Durante o fim cataclísmico do “mundo antigo” de “pessoas ímpias”, as condições de vida dentro duma arca cheia de animais e aves talvez não fossem as mais agradáveis para Noé e sua família, durante mais de um inteiro ano lunar. Contudo, aquelas oito almas humanas sobreviveram. Puderam assim dar um novo início justo à família humana.
2. (a) Por que não é agora cedo demais para nos prepararmos para a nova ordem de Deus? (b) Não precisaremos temer a chegada do “dia” de Jeová enquanto estivermos fazendo o quê?
2 A nova ordem de Deus, conforme representada pelos “novos céus e uma nova terra”, nos quais há de morar a justiça, e algo que merece ser aguardado até chegar o tempo designado de Deus para estabelecê-la. (2 Ped. 3:13) Não é cedo demais que nós, os que cremos, comecemos agora a nos preparar para ela, a fim de que possamos ser considerados dignos de entrar nela, para nosso benefício e alegria eternos. o apóstolo Pedro nos faz lembrar da necessidade de estarmos prontos, especialmente visto que o “dia de Jeová” virá como ladrão de noite, com destruição para a velha ordem de coisas. Pedro diz: “Visto que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa, aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová.” (2 Pedro 3:1-12) Se temêssemos a chegada do dia de Jeová com todos os seus acompanhamentos espantosos, não o aguardaríamos nem o manteríamos bem em mente, mas desejaríamos que fosse adiado para um futuro indefinido, para depois de nosso tempo, depois ‘desta geração’. Não precisamos temer que se torne agora realidade, se sinceramente fizermos “atos santos de conduta e . . . ações de devoção piedosa”.
3. O que temos feito, em nosso arrependimento para com o Deus da Nova Ordem, e o que desejamos, em contraste com a injustiça da velha ordem?
3 Somos desta “sorte de pessoas”? o arrependimento genuíno para com Deus que prometeu a nova ordem justa, deve ter-nos induzido a ser esta sorte de pessoas, com obras próprias do arrependimento. Ao nos arrependermos para com Deus, dedicamo-nos a ele por meio de Cristo e simbolizamos esta dedicação pelo batismo em água. Fizemos isso por que realmente amamos a Jeová Deus e amamos a justiça que Ele representa. Queremos merecer a Sua nova ordem de coisas. Visto que esta ordem diferente de coisas apresentará uma combinação de “novos céus e uma nova terra”, amamos a justiça que há de morar nestas coisas novas. Desejamos de todo o coração ser admitidos em tal nova ordem pura. Não temos prazer nem satisfação na injustiça da ordem de coisas imperfeita, corruta e condenada.
4. (a) Como tentará o mundo afastar-nos de nossos “atos santos de conduta e ações de devoção piedosa”? (b) Mesmo em que circunstâncias vindouras recusaremos transigir com o mundo?
4 Estamos tão devotados ao Criador dos “novos céus” e da “nova terra”, que desprezemos toda a popularidade entre o “mundo de pessoas ímpias” e procuramos ter a aprovação e o agrado dele. O mundo procurará com zombaria ou ameaças amedrontar-nos para não nos empenharmos em “atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa”; e, se isto não der resultado, o mundo tentará engodar-nos para nos afastar de nosso proceder justo, que o condena como estando fora da harmonia com Deus. Mas, com rostos firmemente fixos na nova ordem de Deus, dum modo de vida justo, não nos deixaremos atrair por aquilo que o sistema condenado de coisas tenha a oferecer. Prosseguimos avançando na vereda santa que Deus demarcou para nós. Nem por um instante lançaremos nossa sorte com a cristandade, popular ‘amiga do mundo’. (Tia. 4:4) E quando o cristianismo nominal, ou a cristandade, sofrer o ataque de seus antigos amantes políticos e for destruída junto com o restante da religiosa Babilônia, a Grande, não consideraremos nem por um instante um tratado de transigência com aqueles despojadores políticos da religião falsa.
5. Então, quem somente sobreviverá à vindoura “grande tribulação” para a preciosa nova ordem de Deus?
5 Sabemos que está iminente a “grande tribulação”, sem paralelo na história humana, tanto para Babilônia, a Grande, como para seus destruidores políticos. (Mat. 24:3-22, 37-39) Esta tribulação global destina-se a destruir a eles, não a nós, pois vem das mãos do Deus a quem adoramos. Destruirá os simbólicos “céus e a terra que agora existem”, esta velha ordem. (2 Ped. 3:7) Contudo, trará consigo uma prova culminante de nossa fé em Deus e nossa devoção a ele. Apenas as testemunhas cristãs de Jeová, que passarem com bom êxito por esta prova, sobreviverão e sairão como ouro refinado por fogo para uso de Deus na sua nova ordem preciosa.
6. No fim da “grande tribulação”, o que terá Deus ainda na terra, para exibir como troféu de sua vitória?
6 Não é o desejo de Deus, que aqueles que se voltam para ele em arrependimento e se tornam discípulos batizados de Jesus Cristo sofram a destruição eterna na “grande tribulação” do seu “grande dia”, o “atemorizante dia de Jeová”. (Rev. 16:14; Joel 2:31) Ele pensa em repetir o que fez nos dias de Noé, a saber, levar seus adoradores fiéis e provados através do fim de um “mundo de pessoas ímpias”. (2 Ped. 2:5) O vindouro ataque do simbólico “Gogue da terra de Magogue”, há muito predito, falhará em eliminar da terra os adoradores reajuntados de Jeová, mas ele será frustrado e esmagado em vergonhosa derrota. (Eze. 38:1 a 39:26) Depois de ter passado a terrível “grande tribulação”, Deus, o Todo-poderoso, ainda terá na terra seus adoradores preservados para exibir como troféu de sua gloriosa vitória!
7. Segundo Pedro, sermos parte do troféu vivo de Deus dependerá de sermos achados por Ele finalmente em que condição?
7 Quão grande será o privilégio de alguém fazer parte deste troféu vivo, atestando o triunfo de Jeová na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon! (Rev. 16:14, 16) No que se refere a nós, conceder Deus tal privilégio dependerá de “que sorte de pessoas” ele achar que somos, naquele “dia de Jeová” que mudará o mundo. Para os verdadeiros cristãos que querem sobreviver ao fim da velha ordem condenada, o apóstolo Pedro esclarece esse requisito vital, nas seguintes palavras: “Por isso, amados, visto que aguardais estas coisas, fazei o máximo para serdes finalmente achados por ele sem mancha nem mácula, e em paz. Além disso, considerai a paciência de nosso Senhor como salvação, assim como vos escreveu também o nosso amado irmão Paulo, segundo a sabedoria que lhe foi dada.” (2 Ped. 3:14, 15) Então, como podemos ser achados em tal estado aprovado’
“SEM MANCHA NEM MÁCULA”
8, 9. (a) Quando é vergonhoso ser descoberto com uma mancha na própria pessoa? (b) Segundo Tiago 1:26, 27, como pode estar manchada a religião que se tem?
8 Alguma mancha visível na nossa pessoa poderá estragar nossa aparência pessoal. Se alguém tiver ficado manchado enquanto se empenhou diligentemente numa boa obra, não será algo vergonhoso. Ainda assim, gostaria de limpar a mancha feia antes de se apresentar numa reunião de pessoas de aspecto limpo. No entanto, se alguém ficar manchado enquanto se empenhar numa obra desonrosa, então a própria mancha será para seu desabono. Será vergonhoso e desqualificante ser achado com ela. Pode haver manchas desta última espécie na religião e na forma de adoração que a pessoa tem. É nossa religião ou forma de adoração manchada assim? Se estiver, então não é agradável e aceitável a Deus. Lemos em prova disso:
9 “Se algum homem achar que é adorador formal [ou: religioso], contudo não refrear a sua língua, mas prosseguir enganando seu próprio coração, a forma de adoração de tal homem é fútil. A forma de adoração [ou: a religião] que é pura e imaculada do ponto de vista de nosso Deus e Pai é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas na sua tribulação, e manter-se sem mancha do mundo.” — Tia. 1:26, 27.
10. Por que nunca se poderá considerar a religião da cristandade como “pura e imaculada” do ponto de vista de Deus?
10 A cristandade, com seu professo cristianismo, está cheia de manchas do mundo. No domínio da religião, tem os piores antecedentes. Pode gabar-se de cuidar de órfãos e de viúvas, nos seus orfanatos e asilos, mas isto não esconde o fato flagrante de que fez órfãos e viúvas aos milhões. Pergunta alguém como os fez? A resposta é simples: Foi por cruzadas e guerras que ela promoveu, fomentou e apoiou com sua bênção, suas orações e seu próprio pessoal. É notório que ela se mete na política do mundo e é ressentida até mesmo por muitos dos próprios políticos. Entregou-se ao mundanismo não-cristão e tornou-se parasita financeiro para os membros de suas igrejas. Não refreou sua língua, mas ensinou toda espécie de doutrinas falsas e babilônicas, impingindo-as como sendo cristãs, e falou crassas falsidades sobre o verdadeiro Deus, trazendo terrível vitupério sobre o nome sagrado dele e acusando mentirosamente os adoradores verdadeiros dele. Então, como pode sua confusão de formas de adoração ser “pura e imaculada” do ponto de vista de Deus? Nunca o pode ser!
11. Com quem recusam aliar-se os que desejam praticar a religião “pura e imaculada”, e qual é a ordem de Deus para hoje, neste respeito?
11 Os que desejam ser achados “sem mancha” por Jeová Deus, quando chegar seu dia para executar o julgamento, não podem aliar-se com o setor professamente cristão da religiosa Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. Para alguém ficar sem mancha neste sentido, a ordem de Deus para hoje é: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas. Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela.” (Rev. 18:4, 5) Por causa da hipocrisia dela, em nome de Deus e de seu Cristo, a cristandade é o membro mais repreensível daquela meretriz internacional, Babilônia, a Grande. Que nenhum de nós fique manchado com ela, nem compartilhe nos pecados dela perante Deus!
12. De que adultério espiritual não se arrependeu a cristandade e de que não se arrependem seus associados mundanos?
12 Reconheçamos que a cristandade está condenada, junto com todo o restante de Babilônia, a Grande. Ela se negou a se arrepender de seu proceder religiosamente imoral ou adúltero, de sua amizade com este mundo. (Tia. 4:4) É igual ao restante do mundo ímpio, mesmo depois de as testemunhas cristãs de Jeová terem proclamado explicitamente o iminente julgamento de Deus contra ela. Revelação 9:20, 21, fala profeticamente sobre tais pessoas empedernidas no pecado, dizendo: “Os demais homens que não foram mortos por estas pragas não se arrependeram das obras das suas mãos, de modo a não adorarem os demônios e os ídolos de ouro, e de prata, e de cobre, e de pedra, e de madeira, que não podem nem ver, nem ouvir, nem andar; e não se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas práticas espíritas, nem da sua fornicação, nem dos seus furtos.” — Veja também Revelação 18:9, 11.
13. De acordo com 2 Pedro 2:20-22, quem é igual a manchas dentro da congregação e como devem ser eliminadas tais manchas?
13 Todos os membros da verdadeira congregação cristã estão ansiosos de manter a organização livre de manchas, na sua forma de adoração. Não queremos ter entre nossos membros pessoas que sejam manchas para a organização. O apóstolo Pedro fala sobre tal tipo de indesejáveis na congregação cristã, dizendo: “São manchas e máculas, entregando-se com deleite irrestrito aos seus ensinos enganosos, banqueteando-se convosco.” (2 Ped. 2:13) Tais pessoas, semelhantes a manchas, se não se arrependerem sinceramente e derem meia-volta, afastando-se dos ensinos enganosos, terão de ser excluídas da congregação, para a proteção dos que praticam a verdadeira adoração de Deus. Senão, além de serem um perigo para o rebanho de ovelhas de Deus, serão um vitupério para a congregação. — 2 Ped. 2:20-22.
14, 15. O que diz Judas 22, 23, sobre o que se precisa fazer com os que duvidam e os culpados de atos de imoralidade sexual?
14 Acontecimentos surpreendentes no mundo atual talvez suscitem dúvidas na mente de alguns na congregação. Ainda poderá haver outros que, num momento de fraqueza ou de descuido, cometam um ato de imoralidade sexual. O escritor bíblico Judas disse à congregação como se lida com tais membros, dizendo: “Continuai, também, a mostrar misericórdia para com alguns que têm dúvidas; salvai-os por arrebatá-los do fogo. Mas continuai a mostrar misericórdia para com os outros, fazendo-o com temor, ao passo que odiais até mesmo a roupa interior que tiver sido manchada pela carne.” — Judas 22, 23.
15 A Nova Bíblia Inglesa reza ali: “Há outros, para os quais a vossa compaixão precisa estar misturada com temor; odiai a própria roupa contaminada pela sensualidade.” A versão do Pontifício Instituto Bíblico reza: “Dos demais compadecei-vos com temor, odiando até a veste contaminada pela carne.” Uma Tradução Americana (em inglês) reza: “E encarai os outros com compaixão misturada com temor, abominando até as vestes manchadas por sua natureza animalesca.” A congregação precisa acatar tal aviso.
16. Por que precisa acautelar-se a congregação quando tem compaixão com um pecador arrependido, que cometeu um ato de imoralidade sexual?
16 A congregação nunca poderá solidarizar-se com a imoralidade sexual, se quiser ser achada por Jeová sem mancha no dia em que ele executará o julgamento. Ela pode ser misericordiosa e compadecer-se dos membros que cometem um ato de imoralidade por causa de fraqueza carnal ou outra influência. Mas esses precisam dar evidência de verdadeiro arrependimento. Contudo, quando a congregação tem misericórdia e perdoa os arrependidos deve fazer isso com grande cautela, sempre temendo por si mesma, visto que não deseja enfraquecer a sua atitude a favor da justiça no meio duma geração ímpia, que afundou em imoralidade tal como a que trouxe julgamento ardente da parte de Jeová sobre as antigas cidades de Sodoma e Gomorra. — Judas 7; 2 Ped. 2:6-8; 1 Ped. 4:3, 4.
17. Quando a congregação examina a evidência incriminatória de imoralidade sexual por parte de um membro, como deve reagir diante de tal evidência?
17 A congregação precisa manter-se cheia do espírito santo de Deus e cultivar os frutos dele, um dos frutos sendo o autodomínio moral. (Efé. 5:18; Gál. 5:22, 23) Coerentemente, precisa manter-se afastada de toda espécie de imoralidade sexual. Não olha com curiosidade divertida, nem com sentimentos sexuais correspondentes, para uma roupa interior manchada pela evidência de imoralidade sexual por parte de quem a usou. Ao contrário, odeia, abomina e aborrece a peça incriminatória de roupa, que precisa ser lavada de sua imundície sexual. Assim fortifica seu amor à pureza. Por isso, não pode olhar com prazer sexual para a literatura, os filmes ou programas de televisão que sejam pornográficos. — Compare isso com Levítico 15:16, 17.
18. Que exortação de 1 Timóteo 6:11-14 devem tomar a peito os anciãos ou superintendentes?
18 Os membros da congregação também precisam cuidar-se de se manterem sem mancha na maneira em que observam as ordens de Deus aos seguidores de Cristo. Os anciãos ou superintendentes, que imitam o superintendente chamado Timóteo, do primeiro século, farão bem em tomar a peito o que o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo sobre a conduta cristã, a saber: “No entanto, tu, ó homem de Deus, foge destas coisas [as conseqüências fatais do materialismo]. Mas empenha-te pela justiça, pela devoção piedosa, pela fé, pelo amor, pela perseverança, pela brandura de temperamento. Trava a luta excelente da fé, apega-te firmemente ávida eterna para a qual foste chamado e fizeste uma excelente declaração pública diante de muitas testemunhas. A vista de Deus, que preserva vivas todas as coisas, e de Cristo Jesus, que, como testemunha, fez excelente declaração pública perante Pôncio Pilatos, dou-te ordens para que observes o mandamento dum modo impecável [sem mancha] e irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo.” — 1 Tim. 6:11-14.
19. Então, como queremos que não seja nosso registro de obediência e atuação?
19 Devemos querer obedecer a tal mandamento dado aos cristãos, fazendo-o dum modo “impecável e irrepreensível” perante Jeová Deus. Não queremos manchar nosso registro de obediência com traços negros contra nós, e podendo-se achar ainda muitas outras faltas na maneira em que atuemos. Devemos fazer o máximo para mostrar desejo sincero de sempre ser obedientes. Iguais a Noé, construtor da arca, durante o “tempo do fim” do sistema antediluviano de coisas. devemos ter cuidado em andar inculpes com o nosso Deus. — Gên. 6:3, 9.
COMO FICAR ‘SEM MÁCULA’?
20. Que distinção se pode fazer entre uma mácula e uma mancha numa pessoa, e o que se pode dizer de Jesus Cristo neste respeito?
20 Não só devemos ser achados finalmente por Jeová “sem mancha”, mas também sem “mácula”, por ocasião da chegada de Seu “dia”. (2 Ped. 3:14) Sabemos que a mácula pode ser uma nódoa mais funda do que uma mancha. A mancha é superficial e pode ser apagada ou limpa, mas uma mácula nem sempre pode. Pode ser um defeito, uma falha que estraga a perfeição física. Pode indicar que há algo de errado, uma falha, no íntimo. Jesus Cristo foi totalmente perfeito, e por causa disso podia oferecer-se como sacrifício de resgate para a humanidade qual “cordeiro sem mácula nem mancha”. — 1 Ped. 1:18, 19; Heb. 9:14.
21. Em que sentido procuramos ser imaculados perante Deus, conforme exortado em Filipenses 2:14-16?
21 Nós, descendentes do pecador Adão, naturalmente, não podemos ter corpos humanos perfeitos, sem mácula de qualquer espécie. Mas que dizer de nossa personalidade e motivação de coração? Fazemos corretamente muita questão de nos manter “sem mancha do mundo”, mas, ao mesmo tempo, procuramos cultivar uma personalidade cristã com pureza de coração. Longe de nós de termos algum defeito na nossa sinceridade em imitarmos o Senhor Jesus Cristo. Não queremos ser igual a uma vítima animal apresentada no altar de Deus, para um sacrifício a Deus, e que fosse rejeitada pelo sacerdote do templo por estar ‘maculada’, ‘defeituosa’. Com força igual aplicam-se hoje a nós as palavras do apóstolo Paulo, de há dezenove séculos atrás: “Persisti em fazer todas as coisas livres de resmungos e de argüições, para que venhais a ser inculpes e inocentes, filhos de Deus sem mácula no meio duma geração pervertida e deturpada, entre a qual estais brilhando como iluminadores do mundo, mantendo-vos firmemente agarrados a palavra da vida.” — Fil. 2:1-16.
22, 23. Como manterá Deus brilhando a luz irradiada pelos seus filhos imaculados e inocentes, apesar do ataque das forças da escuridão?
22 Não é este o grande alvo que procuramos alcançar, a saber, ser “filhos de Deus sem mácula”! Por sermos tal espécie de filhos Dele, não achará nada de que se envergonhar ou expressar sua desaprovação. Manterá continuamente brilhando a luz que irradiamos como iluminadores.
23 Nunca seremos apagados quais iluminadores! Dar-se-á em nosso caso o mesmo que no caso daquele em cujas pisadas andarmos, o Logos ou Palavra de Deus. Sobre ele está escrito: “Por meio dele foi a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz está brilhando na escuridão, mas a escuridão não a tem vencido.” (João 1:4, 5) Esperamos no futuro próximo a destruição da cristandade, que tem apresentado Deus e Cristo sob luz falsa, mas a iluminação por parte dos “filhos de Deus sem mácula” continuará a penetrar nas trevas cada vez mais profundas na terra. Daí, quando as hostes irreligiosas do simbólico “Gogue da terra de Magogue” avançarem em massa para atacar estes iluminadores espirituais, “como nuvens cobrindo a terra”, essas forças da escuridão fracassarão em apagar a luz. (Eze. 38:16-19) Deus nunca permitirá que seus filhos “inculpes e inocentes” sejam eliminados da terra!
“E EM PAZ”
24. Durante a dissolução da velha ordem, o que não fará Jeová com respeito ao seu povo organizado na terra, e por que não?
24 Assim, agora já tão avançados no curso dos assuntos humanos, quando os desenvolvimentos mundiais já foram tão longe num proceder ruinoso, não é hora de perdermos de vista o que está logo à nossa frente. Quer dizer, a dissolução e desintegração dos velhos “céus” e da velha “terra”. Por isso nunca deixemos de nos comportar em harmonia com este fato espantoso. Em 2 Pedro 3:11, A Nova Bíblia Inglesa apresenta o assunto nas seguintes palavras: “Visto que todo o universo há de se dissolver assim, imaginais que sorte de pessoas deveis ser, que vidas devotas e dedicadas deveis levar!” Se tal dissolução universal é iminente, Jeová Deus, o Soberano universal, é Quem cuidará disso, e fará isso por meio de seu Filho régio, Jesus Cristo. Os simbólicos velhos céus e velha terra serão deveras dissolvidos, desintegrados e desfeitos. Mas, durante todo o tempo desta dissolução ardente da velha ordem de coisas, a Soberano Senhor Jeová não dissolverá, nem desintegrará ou desfará a coerência de seu povo organizado na terra. Ele o achará empenhado “em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa”. Sua inspeção mostrará que são “sem mancha nem mácula”. — 2 Ped. 3:11, 14.
25. Quando a “presença do dia de Jeová” se tornar fato, que contraste haverá entre os que estão a favor da nova ordem de Deus e os que apóiam a velha ordem?
25 Por conseguinte, para tais adoradores aprovados do Soberano Senhor Jeová continuará incólume o paraíso espiritual, no qual se encontram desde o ano de 1919 E. C., enquanto ocorrer a dissolução catastrófica da velha ordem mundana, sob o calor incandescente da ira de Deus. Para os seus adoradores fiéis será assim como quando Noé e sua família entraram na arca completada e em condições de navegar, e Jeová Deus fechou a única porta atrás de todos aqueles lá dentro, em segurança, para protegê-los contra os elementos da natureza que então soltou sobre o “mundo antigo” de pessoas ímpias. (Gên. 7:16) Mas, quanto ao mundo desatento da humanidade, dar-se-á conta com calafrios de que lhe sobreveio a incrível “presença do dia de Jeová”! Verão a dissolução da forma de sua velha ordem, igual a uma bola de neve lançada numa fornalha ardente. Desintegrar-se-á a união da sociedade humana. Esfarelar-se-á a união da sociedade humana, de modo que a mão de cada homem será contra seu irmão. Que contraste será isso com os que permanecerem leais a favor da nova ordem justa de Jeová!
26. Os defensores da nova ordem terão de resistir às pressões em que direção, e por que será de ajuda neste respeito o amor semelhante ao de Cristo?
26 No meio do colapso mundial da lei e da ordem entre os apoiadores da velha ordem, os que defendem a nova ordem de Deus terão de resistir às pressões para cederem à anarquia mundial. Terão de manter-se unidos como povo divinamente organizado e manter a verdadeira união cristã. Isto exigirá que estejam em paz uns com os outros. Com previsão inspirada, o apóstolo Pedro admoestou-nos no sentido de que, quando o dia de Jeová para executar sua decisão judicial chegar com repentinidade tal como a de um ladrão, nós, os que estamos sem mancha nem mácula, sejamos também achados “em paz”. Temos os meios para preservar nossa paz com Jeová Deus e uns com os outros. Já cultivamos por muito tempo o amor semelhante ao de Cristo, que é o “perfeito vínculo de união”. (Col. 3:14) Contudo, há mais de uma força unificadora.
27. Que outras espécies de união não lhes falharão durante a dissolução causada pela “grande tribulação”?
27 Há também aquela força da qual o amor é o primeiro fruto, o espírito santo de Deus. Portanto, temos de ter unidade de espírito. Além disso, há também a unidade de crença, a unidade de atividade cristã em pregar e fazer discípulos, e a unidade com o único Deus vivente e verdadeiro, Jeová por meio de seu Filho, Jesus Cristo. Essas coisas poderosas produzem harmonia e paz na organização das testemunhas cristãs de Jeová. Tais coisas pacificadoras não lhes falharão durante a “grande tribulação” que se aproxima, e que derreterá a velha ordem mundana até ficar uma massa informe.
28. A fim de que a paz atue como vínculo unificador que coisas unificadoras possuímos, conforme mencionadas em Efésios 4:3-6?
28 Durante todo este “tempo do fim”, desde o ano de 1914 E. C., os defensores devotos da nova ordem justa de Jeová sempre se têm empenhado no que o apóstolo Paulo nos exortou a fazer: “diligenciando observar a unidade do espírito no vínculo unificador da paz. Há um só corpo e um só espírito, assim como também fostes chamados em uma só esperança a que fostes chamados; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por intermédio de todos, e em todos”. — Efé. 4:3-6.
29. Também estamos unidos em aguardar o quê? E por isso, devemos continuar a fazer que coisa prescrita por Pedro?
29 Finalmente, estamos unidos em aguardar dentro em breve a dissolução desta velha ordem moribunda de coisas. Então, o que continuaremos a fazer até a chegada, qual ladrão, da “presença do dia de Jeová”, Para nós, os que desejamos mostrar-nos dignos da nova ordem de Deus, o apóstolo Pedro prescreve sob inspiração: “Fazei o máximo para serdes finalmente achados por ele sem mancha nem mácula, e em paz.” — 2 Ped. 3:10-14.
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