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Livramento da humanidade para a nova ordem de DeusA Sentinela — 1972 | 15 de outubro
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Livramento da humanidade para a nova ordem de Deus
“Eis que crio novos céus e uma nova terra.” — Isa. 65:17.
1, 2. (a) Que sugestões se dão por causa do velho ditado: “Não há nada de novo debaixo do sol”? (b) Tais condições sugeridas suscitam que perguntas?
HÁ UM velho ditado que diz: “Não há nada de novo debaixo do sol.” (Ecl. 1:9) Mas como seria se não houvesse mais guerras, nem preparativos para a guerra na terra, nem desastres naturais, nem acidentes fatais, nem fomes, nem pestes? Como seria se não houvesse mais o peso esmagador de governos superdispendiosos, nem opressão governamental, nem revoluções e nem derrubadas violentas de governos? Isto seria muito agradável, não seria? Mas não paremos nisso!
2 Como seria se não houvesse mais distinções sociais esnobes, nem mais preconceitos nacionais, nem discriminações raciais? Como seria se nenhum de nós envelhecesse, nem perdesse a visão, a audição, o cabelo, os dentes, as boas funções físicas, mas atingisse o pleno desenvolvimento e frescor da bela juventude e continuasse assim perpetuamente? Como seria se ninguém mais adoecesse e morresse, mas, antes, as pessoas voltassem dos túmulos e fossem restauradas à vida em nosso meio, até se esvaziar o último cemitério? Como seria se houvesse educação universal na verdade exata sobre a religião e todos nós vivêssemos em harmonia com esta verdade? Como seria se vivêssemos pacificamente numa terra igual a um jardim, sob um só governo em toda a terra? Isto seria algo novo para toda a humanidade, não seria?
3. (a) Tais condições distinguiriam apenas que espécie de ordem? (b) O que se pode esperar com relação à morte, da parte dos médicos e dos peritos em saúde?
3 Sim, seria mesmo. E uma ordem de coisas em que tais condições prevalecessem em toda a terra, junto com tais relações perfeitas entre todas as famílias humanas, seria deveras uma nova ordem. Já a idéia de tal ordem de coisas na terra é algo novo para inúmeros milhões de mentalidade hoje em dia. A história humana revela que a humanidade nunca existiu debaixo duma ordem desta espécie, até o tempo atual. Todos nós conhecemos bem o que agora já é uma “velha ordem”, a “ordem atual”. A raça humana já está na terra por milhares de anos, e ainda assim a superfície da terra não está plenamente povoada, com alimento abundante para todos. Isto resultou de a morte, de várias causas, ter tirado constantemente vidas humanas. Impediu que a família humana se multiplicasse ainda mais depressa do que tem feito nestes últimos dois séculos. A morte tem sido algo sempre presente nesta velha ordem, e a multidão de nossos médicos e peritos em saúde não nos dão hoje nenhuma base para se esperar que eliminem a morte enquanto existir esta velha ordem.
4, 5. (a) O que acham as pessoas a respeito da atual ordem, mas que pergunta se faz quanto ao que elas querem? (b) Em que confiam os homens entendidos, e, por isso, o que fazem quanto ao futuro?
4 A humanidade já se fartou da “ordem atual” ou “desordem” como muitos preferem chamá-la. É tempo de mudança. Sim, mas quem está destinado a mudar isso? Quem pode mudar isso? Os homens receberam por muito tempo a oportunidade de mudar isso para melhor. Mas até agora deixou de se realizar a melhora da situação aflitiva do homem.
5 Os homens entendidos da atual ordem ainda não estão dispostos a deixar de ter confiança nos homens, na capacidade humana, especialmente agora que temos todo o progresso científico deste século vinte. Prossegue febrilmente o planejamento de longo alcance para o futuro. Os planejadores dos governos olham para o fim deste século. Já falam do ano 2000 e antevêem otimistamente qual será a condição da terra naquele tempo, devido ao engenho humano. Esperam grandes mudanças. Prevêem a necessidade de mudanças muito drásticas. Esperam glorificar-se por introduzir uma civilização mais elevada que oferecerá a toda a humanidade mais vantagens do que jamais antes, que tornarão a vida mais digna de se viver. Mas que dizer de nós, no ínterim?
6. (a) O que está acontecendo com os nossos problemas atuais? (b) Por isso, o que desejamos, e quando queremos que aconteça?
6 Nós temos de lidar hoje e agora com problemas em escala mundial. Os problemas se tornam cada vez mais sérios e mais complicados com o passar do tempo. Isto é assim apesar de todas as promessas e garantias feitas por ditadores políticos e líderes do mundo, de darem ao povo uma luminosa nova ordem. É claro que se fazem algumas mudanças superficiais na aparência externa das coisas, mas a mesma “velha ordem” continua conosco, com suas guerras, opressões, injustiças, rivalidades raciais e nacionais, fome de milhões, violência, insegurança, dor, doença, velhice e descida ao túmulo. Queremos algo diferente. Queremos realmente uma “nova ordem”. No nosso desejo natural de sobreviver, queremos que comece em nossa geração. Assim poderemos nós mesmos tirar proveito duradouro dela. Quem a pode introduzir?
7, 8. (a) Depois de milhares de anos de experiência humana, o que disse o salmista quanto a em quem devemos confiar? (b) O que disse o salmista sobre o lado positivo da questão?
7 Já se haviam passado milhares de anos de experiência humana quando um homem inspirado escreveu: “Não confieis nos nobres, nem no filho do homem terreno, a quem não pertence a salvação. Sai-lhe o espírito, ele volta ao seu solo; neste dia perecem deveras os seus pensamentos.” Os quase três mil anos desde que se escreveram estas palavras provaram a veracidade deste conselho. Pois bem, se não pudermos sabiamente confiar no homem terreno, nem mesmo nos nobres, que deviam ser melhores do que o homem mediano, em quem mais poderíamos confiar?
8 Por certo, o conselheiro mencionado não falaria apenas de modo negativo e nos deixaria perplexos. É razoável que contrabalançasse o conselho negativo por nos dar conselho positivo, dizendo-nos quem, fora do homem, é aquele em quem podemos confiar sem desapontamento. Ele faz isso, dizendo: “Feliz aquele que tem o Deus de Jacó por sua ajuda, cuja esperança é em Jeová, seu Deus, Aquele que fez o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, Aquele que mantém a veracidade por tempo indefinido, Aquele que executa o julgamento para os defraudados, Aquele que dá pão aos famintos.” — Sal. 146:3-7.
9. O que disse Jeová a Jeremias sobre confiar-se no homem, e até que ponto tem sido assim segundo a história humana?
9 Está alguém inclinado a zombar deste conselho inspirado? Não estará sozinho nesta atitude. A grande maioria se tem recusado a prestar atenção a este conselho, mesmo sabendo dele. Beneficiaram-se ou foram abençoados por fazerem isso? A história humana responde. Ela comprova a veracidade do que o próprio Criador do homem disse ao seu profeta Jeremias: “Maldito o varão vigoroso que confia no homem terreno e que realmente faz da carne o seu braço, e cujo coração se desvia do próprio Jeová. E ele certamente se tornará qual árvore solitária na planície desértica e não verá quando vem o bem; mas terá de residir em lugares secos no ermo, numa terra salgada que não é habitada.” (Jer. 17:5, 6) A maldição é o contrário da bênção, e tudo indica que os homens não foram abençoados por confiarem nos homens e não em Deus.
10. (a) Como agem homens confiantes em si mesmos quanto às obrigações para com Deus? (b) Como poderia Deus agir para com eles quanto às conseqüências, e por quê?
10 Os homens confiantes em si mesmos, orgulhosos de suas consecuções modernas, comportam-se como se não devessem nada a Deus. Não se sentem responsáveis perante ele e desconsideram as suas leis publicadas. Mesmo que não neguem a sua existência ou nem mesmo digam que “Deus está morto”, agem como se ele não existisse com respeito aos assuntos humanos. Embora devam tudo a Ele, Deus, o Criador, não deve nada aos homens. Tudo o que o homem tem e usufrui, ele deve a Deus. E agora, que o homem de modo ingrato volta as costas para Deus e não sente nenhuma obrigação para com Ele, de ser-lhe obediente como Fonte da vida e das leis justas para a vida, Deus não deve nada ao homem rebelde. Poderia deixar que a humanidade colhesse os frutos amargos de seu próprio proceder obstinado. Sim, ele poderia deixar a humanidade extinguir-se ou mesmo destruir-se antes disso por todos os seus meios modernos de autodestruição violenta.
11, 12. (a) O que disse o sábio a respeito do início do homem, e de que modo é isso veraz? (b) Em que caso não teria havido necessidade duma “nova ordem”, mas o que aprendemos nós da atualidade, a respeito dos antigos planos humanos?
11 O homem mais sábio dos tempos antigos, examinando a história da humanidade desde o seu começo até o século onze antes de nossa Era Comum, disse: “Achei somente o seguinte: que o verdadeiro Deus fez a humanidade reta, mas eles mesmos têm procurado muitos planos.” (Ecl. 7:29) O verdadeiro Deus criou o primeiro casal humano de modo reto e perfeito em corpo, mente, coração e moralidade, e colocou-os num jardim deleitoso como lar, com alimentos para mantê-los vivos para sempre em saúde perfeita.
12 Se tivessem usado direito seu livre arbítrio e se se tivessem mantido retos e criado seus filhos de modo reto, aos poucos ampliando seu lar paradísico, para abranger todo este globo terrestre, haveria hoje necessidade de uma “nova ordem”? Não! O estado paradísico perfeito das coisas na terra teria continuado até agora e não teria surgido nenhuma necessidade de restabelecer a humanidade ao que ela era antes, quando Deus a criou. Mas, sob a prova da obediência perfeita ao seu Criador e Legislador, o primeiro casal humano procurou seguir seus próprios planos. (Gên. 1:26-5:5) Atualmente, cerca de seis mil anos depois, todos nós sabemos em que resultaram seus planos.
CERTEZA DA NOVA ORDEM
13. Quem pode introduzir uma ordem realmente nova, e tem qualquer obrigação de fazer isso?
13 No que se refere à nossa capacidade de desfazer os efeitos deste mau planejamento, a humanidade prejudicou-se além de remédio. A hora já está mais avançada do que as pessoas pensam. Portanto, se as pessoas continuarem a confiar em homens imperfeitos e moribundos para introduzir uma nova ordem livre de todas os particularidades prejudiciais desta atual ordem, só levará a um desapontamento desastroso — e já muito em breve! Nosso Criador, o Deus Todo-poderoso, é o único que pode introduzir uma nova ordem. Fará isso? Ele não é obrigado a fazer isso, embora o homem não pedisse para estar aqui, nem se colocasse nesta terra. Mas, por que não está Deus sob nenhuma obrigação? É porque o homem se esqueceu de Deus. O homem preferiu seguir seu próprio caminho em rebelião contra seu Criador e Legislador. Além disso, a julgar pelo modo de pensar do homem, pelo seu planejamento e seus esforços, ele não quer nenhuma nova ordem de Deus. Como? Ora, o homem não quer satisfazer os requisitos de tal nova ordem.
14. Qual é então a questão, e onde podemos obter informações fidedignas?
14 Portanto, a grande questão é: Está o Deus Todo-poderoso inclinado a instalar a muito necessitada nova ordem? Decidiu Ele fazer isso? As respostas fidedignas e autorizadas a estas perguntas — onde é que as podemos obter? Só na Palavra escrita de Deus, a Bíblia Sagrada!
15, 16. (a) O que disse Deus por intermédio de seu profeta Isaías a respeito de seu propósito de fazer isso? (b) Como mostra o apóstolo João se Deus mudou de idéia sobre isso ou não, e por que se mandou que João escrevesse sobre isso?
15 Escute-o falar ao seu profeta Isaías, no oitavo século antes de nossa Era Comum: “Eis que crio novos céus e uma nova terra; e não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração. Mas exultai e jubilai para todo o sempre naquilo que estou criando.” (Isa 65:17, 18) ‘Ora!’, dirá talvez alguém, ‘isto foi dito e escrito há uns vinte e sete séculos atrás e já é agora fora da época e não se aplica mais hoje’. Mas escute agora uma revelação que Deus deu ao apóstolo cristão João mais de oitocentos anos depois. Anotando-a, João diz: “E eu vi um grande trono branco e o que estava sentado nele. De diante dele fugiam a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. . . . E eu vi um novo céu e uma nova terra; pois o céu anterior e a terra anterior tinham passado, e o mar já não é.” (Rev. 20:11 a 21:1) Assim, mais de oito séculos depois, o mesmo Deus não havia mudado de idéia. Também, João escreveu adicionalmente:
16 “E o que estava sentado no trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas.’ Ele diz também: ‘Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.’” — Rev. 21:5
17. Portanto, agora, depois de dezenove séculos, quais são as boas novas neste respeito?
17 Portanto, este Deus no seu trono celestial não seria fiel a si mesmo se mudasse de idéia quanto ao seu propósito declarado de criar uma nova ordem de novos céus e uma nova terra em que não haveria mais mar da humanidade alienada de Deus devido ao pecado herdado de nossos primeiros pais humanos. Portanto, embora Deus não deva nada à humanidade, ele está inclinado a introduzir uma nova ordem desejável, e ele não mudou de idéia, nem mesmo depois de dezenove séculos. Não são estas boas novas?
O QUE IMPEDE OS ESFORÇOS DOS HOMENS?
18. Antes de poder haver uma “nova terra”, o que precisa haver primeiro?
18 Observemos que Deus não só promete criar uma “nova terra”, mas também “novos céus”. Quão bem isto demonstra que Deus sabe o que é o mais essencial a fim de que a humanidade morredoura tenha uma nova ordem. Não pode haver uma “nova terra” sem primeiro haver “novos céus”! Trata-se de sol, lua, estrelas, planetas e galáxias novos por cima de nós, fora do alcance da visão do homem? Não! Estes corpos celestes materiais e ininteligentes no céu não têm e não podem ter nenhum efeito na ordem de coisas do homem do modo como os astrólogos têm ensinado desde os dias da antiga Babilônia. Mas, com a expressão “novos céus”, Jeová Deus se refere a novas inteligências espirituais invisíveis exercendo controle sobre-humano, celestial, sobre a humanidade.
19. Como foi indicado este sentido da expressão “novos céus” pelo profeta Daniel e também por Jesus Cristo?
19 Esta foi a idéia quando o profeta Daniel usou a palavra “céus” ao interpretar o sonho do rei da antiga Babilônia, a respeito de uma grande árvore, dizendo: “Passarão mesmo sete tempos sobre ti, até saberes que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser. E por terem dito que se deixasse o toco da árvore, teu reino te estará assegurado depois de saberes que são os céus que governam.” (Dan. 4:25, 26) Esta idéia de regência e domínio invisível, inteligente e celestial sobre a humanidade também está contida nas palavras de Jesus Cristo, quando proclamou: “O reino dos céus se tem aproximado.” — Mat. 4:17.
20, 21. (a) O que indica a expressão “novos céus” e como explica isso a incapacidade do homem de mudar as coisas para melhor? (b) Como se enganam nesta questão os sábios nas coisas do mundo?
20 A promessa de Deus de “novos céus” indica que há velhos “céus” que controlam a humanidade e que manejam invisivelmente a atual ordem de coisas. Estes simbólicos velhos céus se erguem como barreira sobre-humana no caminho de todos os esforços sinceros de homens e mulheres para mudarem a atual ordem para melhor e realizarem reformas duradouras na esperança de salvar a humanidade da autodestruição. Estes velhos “céus” são para a humanidade um inimigo invisível capaz de lograr homens e mulheres autoconfiantes em cada oportunidade, conforme tem demonstrado a história humana até agora.
21 Os sábios do mundo desta científica era do cérebro descrêem da existência de tal inimigo espiritual inteligente, invisível e sobre-humano, e zombam disso. Mas este mesmo inimigo sabe que não há tolos maiores do que os que se enganam a si mesmos. Mas nós não somos tolos quando perguntamos: Quem é este inimigo representado pelos velhos “céus”?
22, 23. O que disse aos homens alguém que desceu do céu e voltou para lá, sobre quem é este inimigo?
22 Alguém que desceu do céu e viveu como homem na terra por mais de trinta e três anos antes de voltar aos céus espirituais invisíveis nos diz quem é este inimigo. Em certa ocasião, na terra, setenta homens, os quais enviara como evangelizadores para proclamarem o reino de Deus, voltaram e relataram: “Senhor, até mesmo os demônios nos ficam sujeitos pelo uso do teu nome.” O que disse Jesus Cristo em resposta àqueles evangelizadores jubilantes? O seguinte: “Comecei a observar Satanás já caído como relâmpago do céu.” (Luc. 10:1-18) Numa ilustração representativa que ele deu no fim de sua profecia sobre a terminação deste sistema de coisas ele predisse o tempo quando diria as seguintes palavras a pessoas caprinas: “Afastai-vos de mim, vós os que tendes sido amaldiçoados, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos.” (Mat. 24:3; 25:31-33, 41) Três noites depois, quando falou aos seus apóstolos fiéis a respeito da sua vindoura traição e morte violenta numa estaca de execução, Jesus Cristo disse:
23 “Agora há um julgamento deste mundo; agora será lançado fora o governante deste mundo.” “O governante do mundo está chegando. E ele não tem nenhum poder sobre mim.” (João 12:31; 14:30) “Eis que Satanás reclamou que fosseis peneirados como trigo.” — Luc. 22:31.
24. O que mostrou Jesus assim sobre os “céus” que agora controlam a humanidade, e, segundo Paulo, a quem adora o mundo da humanidade?
24 Temos ali a palavra do próprio Jesus Cristo como autoridade sobre o assunto: Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos são os que constituem os velhos céus simbólicos, os atuais “céus” sobre-humanos, que governam e controlam a humanidade durante esta velha ordem atual. Em vez de a vasta maioria da humanidade adorar o verdadeiro Deus, que promete “novos céus e uma nova terra”, ela adora o Diabo e seus demônios. O Diabo é sutil e esperto em ocultar suas operações e seus enganos do povo, pois o apóstolo cristão Paulo escreve: “O deus deste sistema de coisas tem cegado as mentes dos incrédulos, para que não penetre o brilho da iluminação das gloriosas boas novas a respeito do Cristo, que é a imagem de Deus.” (2 Cor. 4:4) Por meio desta descrição, o apóstolo Paulo se referia ao deus falso, Satanás.
25. Quem induziu Adão e Eva a procurar planos contrários à vontade de Deus?
25 Outrossim, Jesus Cristo identificou a Satanás, o Diabo, como sendo o invisível que induziu o reto Adão e Eva a procurar planos contrários à vontade de Deus. De modo que foi Satanás quem nos causou esta condição moribunda e imperfeita.
26. Como se tornou Satanás “homicida”, conforme o chamou Jesus?
26 Em certa ocasião, Jesus dirigiu-se a certos de seus ouvintes que queriam matá-lo e disse-lhes: “Vós sois de vosso pai, o Diabo, e quereis fazer os desejos de vosso pai. Este foi homicida quando começou, e não permaneceu firme na verdade, porque não há nele verdade. Quando fala a mentira, fala segundo a sua própria disposição, porque é mentiroso e o pai da mentira.” (João 8:44) No lar original do homem, o Jardim do Éden, Satanás, o Diabo, chamou a Jeová Deus de mentiroso; e a primeira mulher, Eva, acreditou no Diabo, e depois disso, seu marido, Adão, tomou o partido dela e juntou-se a ela em desobedecer a Deus. Portanto, Jeová proferiu a sentença de morte sobre os nossos primeiros pais; e visto que foi Satanás, o Diabo, quem induziu este resultado, ele se tornou aquilo de que Jesus o chamou: “Homicida.” Ele matou também a nós, pois herdamos dos pecadores Adão e Eva a nossa condição moribunda. — Gên. 2:7-5:5.
27, 28. (a) Que incapacidade não podem tirar de nós os homens capazes do mundo ou o que não podem tirar de cima de nós os exércitos e os revolucionários? (b) Como deu Paulo algumas idéias aos efésios quanto a que enfrentamos?
27 Apesar de tudo o que regentes governamentais, legisladores, juízes, médicos e cientistas possam fazer, não podem livrar-nos da condenação à morte sob a qual ainda estamos todos nós por causa do pecado e da imperfeição herdados. Não nos podem levar de volta ao Jardim do Éden do qual nossos primeiros pais foram expulsos por causa da rebelião contra Deus, o Criador. Apesar de tudo o que as forças militares do mundo e os revolucionários sociais possam tentar fazer, não nos podem livrar dos velhos “céus” demoníacos que se impuseram à humanidade. Neste caso, os exércitos e os revolucionários do mundo não estão lutando com outras criaturas humanas, mas com forças sobre-humanas, invisíveis. O apóstolo Paulo nos dá uma idéia do que a humanidade tem de enfrentar, ao escrever à congregação cristã em Éfeso na Ásia:
28 “Revesti-vos da armadura completa de Deus, para que vos possais manter firmes contra as maquinações do Diabo; porque temos uma luta, não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais.” — Efé. 6:11, 12.
29. Apesar de expulsarem demônios, o que não procuraram fazer Jesus e seus apóstolos, e com que resultado hoje em dia?
29 O apóstolo Paulo, bem como o próprio Jesus Cristo e seus outros apóstolos, expulsaram demônios de pessoas possessas por eles, libertando assim as pobres vítimas humanas. Entretanto, Jesus Cristo, quando na terra, bem como seus apóstolos, nunca tentaram derrubar esses velhos “céus” invisíveis, compostos de governos demoníacos, autoridades, governantes mundiais desta escuridão e espíritos iníquos em lugares celestiais. Há dezenove séculos atrás, não era o tempo para tal libertação da humanidade. Por conseguinte, aqueles “céus” demoníacos iníquos têm continuado a dominar a humanidade e os assuntos humanos até agora. A família humana sente agora os efeitos terríveis desta regência invisível e é absolutamente impotente contra ela.
30. A quem nos vemos obrigados a recorrer para prover um Libertador, e para quem não podemos olhar a fim de não sermos ‘amaldiçoados’?
30 A humanidade necessita desesperadamente de um Libertador que a livre destes céus demoníacos ruinosos. Jeová Deus suscitou o necessário Libertador! O tempo marcado por Jeová para a desejada libertação já está perto! Não podemos olhar para os “nobres” humanos, nem para o homem terreno em busca do Libertador. Ficaríamos ‘amaldiçoados’ se fizéssemos isso! A força das circunstâncias nos obriga a olhar para Jeová por ele. Quem é ele?
31. O que será capaz de fazer o escolhido de Jeová, e por que é isto um requisito básico para uma nova ordem?
31 É o escolhido por Jeová Deus, aquele que pode eliminar da existência estes velhos “céus” demoníacos. Não pode haver nenhuma nova ordem para a humanidade sem a eliminação destes “céus” iníquos que têm dominado esta velha ordem. Não pode haver nenhuma nova ordem para a humanidade sem haver “novos céus”. Este é um requisito básico. É o primeiro requisito. Jeová Deus prometeu criar tais “novos céus”.
32. Como serão contrabalançados aqueles nos ‘céus que agora existem’ com os dos “novos céus”, e quem é o essencial e vital nos “novos céus”?
32 Visto que os iníquos ‘céus que agora existem’ se compõem de criaturas espirituais sobre-humanas e invisíveis, também os novos céus devem compor-se de criaturas espirituais sobre-humanas e invisíveis. O apóstolo Pedro animou seus concristãos a continuarem a esperar por Deus e ter confiança em Deus, ao escrever: “Mas, há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” (2 Ped. 3:13) Deus já suscitou o principal, o vital e essencial destes “novos céus”, e este é seu Filho fiel, Jesus Cristo, o Senhor. Aclame-se este Libertador!
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Lançamento dos alicerces da nova ordem de DeusA Sentinela — 1972 | 15 de outubro
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Lançamento dos alicerces da nova ordem de Deus
1. O que esperavam tornar-se aqueles a quem se dirigia 2 Pedro 3:13, mas, por que surge uma grande questão por causa disso?
QUANDO o apóstolo Pedro escreveu aos concristãos dos seus dias: “Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa”, eles mesmos esperavam tornar-se parte daqueles “novos céus” na terminação deste sistema de coisas. (2 Ped. 3:13; Mat. 24:3; 28:20) Esperavam estar associados com seu Líder e Cabeça dado por Deus, Jesus Cristo, naqueles “novos céus” sobre a humanidade. Regozijavam-se na esperança de substituir os iníquos “céus” demoníacos que agora lançam o manto da morte e da destruição sobre toda a humanidade. Mas como podem eles e outros condiscípulos de Jesus Cristo, todos meros humanos, tornar-se parte dos “novos céus”?
2. Como chave para se desvendar este mistério, o que escreveu Pedro no início de sua primeira carta?
2 O apóstolo Pedro indica a chave que desvenda este mistério ao escrever a concrentes no sacrifício resgatador de Jesus Cristo: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, pois, segundo a sua grande misericórdia, ele nos deu um novo nascimento para uma esperança viva por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorrutível, e imaculada, e imarcescível. Ela está reservada nos céus para vós, os que estais sendo resguardados pelo poder de Deus, por intermédio da fé, para uma salvação pronta para ser revelada no último período de tempo.” — 1 Ped. 1:3-5.
3. Destinava-se a humanidade a ir para o céu, e o que precisam ter os cristãos fiéis que morreram, a fim de irem para o céu?
3 Note a expressão ‘novo nascimento para uma herança reservada nos céus para vós’. Também as palavras: “Por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” A humanidade não foi criada e não nasceu para ir para o céu onde reside Deus. Ir algum humano para o céu exigiria um novo nascimento, um nascimento espiritual, que nenhum pai humano pode conceder, mas apenas Deus, o Pai celestial. Além disso, notamos que todos os discípulos fiéis de Jesus Cristo morreram até agora como humanos. Certamente, pois, para tais cristãos mortos irem para o céu terão de ter uma ressurreição.
4. A fim de que o homem Jesus Cristo pudesse ir para o céu, o que era necessário que acontecesse, conforme explicado por Pedro?
4 Até mesmo Jesus Cristo, a fim de voltar para o céu do qual viera, precisava morrer e ser ressuscitado dentre os mortos pelo poder onipotente de seu Deus e Pai, Jeová. O apóstolo Pedro fez a seguinte declaração a respeito desta morte como humano e a ressurreição como pessoa espiritual: “Até mesmo Cristo morreu uma vez para sempre quanto aos pecados, um justo pelos injustos, a fim de conduzir-vos a Deus, sendo morto na carne, mas vivificado no espírito. Neste estado, também, ele foi e pregou aos espíritos em prisão, . . . pela ressurreição de Jesus Cristo. Ele está à direita de Deus, pois foi para o céu; e foram-lhe sujeitos anjos, e autoridades, e poderes.” — 1 Ped. 3:18, 19, 21, 22; veja também Almeida, atualizada.
5. O que disse Pedro sobre o motivo de Cristo morrer?
5 Sua morte como humano perfeito e sua ressurreição como pessoa espiritual perfeita foi um modo de ele conseguir novamente entrar no céu. Notemos o que o apóstolo Pedro diz quanto ao motivo porque Jesus Cristo morreu. Pedro diz: “Cristo morreu uma vez para sempre quanto aos pecados, um justo pelos injustos, a fim de conduzir-nos a Deus.” — 1 Ped. 3:18.
6. (a) Quem são os “injustos” mencionados, em contraste com o “justo”? (b) Por causa de que pecados podia morrer este “justo”, como e com que efeito?
6 Jesus Cristo é o “justo” mencionado aqui. Quem, porém, são os “injustos”? Todos nós os que obtivemos a vida do pecador Adão somos estes “injustos”. Ao morrer “uma vez para sempre quanto aos pecados”, Jesus Cristo não morreu pelos seus próprios pecados; se tivesse feito isso, então a sua morte não teria sido de proveito para nós humanos moribundos. Os pecados pelos quais “morreu uma vez para sempre” são os nossos pecados, os pecados de toda a humanidade que herdou o pecado, a imperfeição e a morte de Adão, que havia sido sentenciado à morte por Jeová Deus. Visto que Jesus havia nascido perfeito na terra e permanecido “justo” até ‘ser morto’, sua morte possuía valor sacrificial. Podia conseguir alguma coisa a favor daqueles pelos quais sacrificou sua vida.
7, 8. (a) Que mais, além dos “novos céus”, requer-se para haver uma nova ordem justa? (b) O que tem sofrido merecidamente a humanidade, e como podia Jesus tomar sobre si aquilo que outros mereciam plenamente?
7 Isto, então, revela para nós outro segredo, e esta é outra coisa necessária para uma nova ordem fundada por Jesus Cristo. Não só se precisa para ela “novos céus”, mas também uma “nova terra”, na qual não há pecado nem imperfeição, e por isso não há condenação à morte. Mas como se pôde fundar tal “nova terra” justa?
8 Os “injustos”, toda a humanidade que descende do injusto Adão, têm morrido e morrem segundo o seu merecimento. A lei de Deus é: “O salário pago pelo pecado é a morte, mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rom. 6:23) Mas Jesus, que nasceu perfeito, permaneceu “justo” todo o tempo, apesar de estar no meio dum mundo pecador. O apóstolo Pedro diz a seu respeito na mesma carta aos cristãos: “Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca. Ele mesmo levou os nossos pecados no seu próprio corpo, no madeiro, a fim de que acabássemos com os pecados’ (1 Ped. 2:22, 24) Portanto, por ser perfeitamente “justo”, Jesus não merecia morrer. Morreu a fim de tomar sobre si o que outros mereciam plenamente.
9. Por que eram de benefício limitado os sacrifícios feitos por humanos altruístas a favor dos pelos quais sacrificaram sua vida?
9 No decorrer da história humana, muitas pessoas altruístas sacrificaram sua vida a favor de outros, mas aqueles outros pelos quais se fizeram tais sacrifícios morreram depois e ainda estão mortos. Estes outros não ganharam a vida eterna de tais sacrifícios humanos. Os que morreram por eles eram homens imperfeitos e morredouros, e eles mesmos eram imperfeitos e pecadores, permanecendo sob a condenação à morte. Sua vida humana só foi prolongada mais um pouco, e a morte sacrificial a seu favor não lhes garantiu uma ressurreição da morte novamente para a vida na terra. Além disso, quem daqueles que se sacrificavam podia morrer por todo o mundo da humanidade, passado e presente, para manter vivo todo o mundo? Nem todos os soldados dos exércitos do mundo morrendo no campo de batalha poderiam fazer isso.
10. Por que não pode ninguém de nós dar um resgate a favor de outro, para que ele viva para sempre?
10 Criaturas humanas pecadoras condenadas à morte eterna pelos seus próprios pecados não podem obter a vida eterna na terra de outras criaturas humanas pecadoras. É assim como diz o Salmo 49:7, 9: “Nenhum deles pode de modo algum remir até mesmo um irmão, nem dar a Deus um resgate por ele, que ele ainda assim viva para sempre e não veja a cova.”
11, 12. (a) A favor de quantos podia o homem Cristo Jesus entregar-se como resgate? (b) Como podia ser isso, conforme explica Paulo em Romanos 5:12, 18, 19?
11 Ao contrário, está escrito a respeito de Jesus Cristo: “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos.” (1 Tim. 2:5, 6) Como pôde ser isso? Deu-se porque, quando Adão pecou e foi sentenciado à morte pelo seu pecado deliberado, toda a sua descendência futura morreu nele. Foi assim como escreveu o apóstolo Paulo:
12 “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, . . . por intermédio de uma só falha resultou a condenação para homens de toda sorte, . . . pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores.” — Rom. 5:12, 18, 19.
13. (a) Quando Adão violou a sua própria inocência no Éden, o que trouxe sobre os seus futuros descendentes, e sobre quantos deles? (b) A fim de que todos nós fossemos resgatados, o que precisava ser pago?
13 Visto que a atuação de Deus é perfeita, Adão era perfeito quando foi criado. Sua esposa Eva, quando foi tirada dele por ser desenvolvida de uma costela dele, era igualmente perfeita. Ela era, como disse Adão, “osso dos meus ossos e carne da minha carne”. (Gên. 2:21-23) Quando Adão pecou, perdeu a sua perfeição humana e foi sentenciado à morte. Foi dele, de um só homem, que toda a humanidade depois herdou o pecado e a morte. Concordemente, para toda a humanidade morredoura ser resgatada, requeria alguém correspondente a Adão na sua perfeição humana. Requeria outro homem perfeito que passasse a sofrer a morte de modo inocente, a fim de anular a morte que Adão causou a toda a sua descendência por causa de sua própria desobediência. Expresso de outro modo, exigia um “resgate correspondente”. Mas, como se proveu tal “resgate correspondente”? Não podia ser provido por nenhum descendente pecador, imperfeito e condenado de Adão.
14. Por que não estava Deus obrigado a prover tal resgate, mas, ao provê-lo, que mais podia realizar também?
14 É evidente que apenas o Deus Todo-Poderoso, Jeová, podia prover isso de modo milagroso. Não estava obrigado a isso. Não podia ser obrigado a isso por nenhuma regra de justiça. Mas estava ele disposto a isso? Estava realmente disposto, porque “Deus é amor”. (1 João 4:8, 16) Seu amor podia encontrar um meio para agir em perfeita harmonia com a justiça e ainda assim prover o meio pelo qual se pudesse remir sua criação humana mediante um resgate correspondente. Deste modo, também, podia desfazer as obras iníquas de Satanás, o Diabo, e vindicar-se como Criador e Governante teocrático. — 1 João 3:8.
15. A quem ofereceu Jeová a oportunidade de ser o Descendente da mulher, de Gêneses 3:15, e o que acarretava isso para este?
15 Lá no Jardim do Éden, na ocasião em que Deus proferiu sentença contra os diversos envolvidos na rebelião do homem, Deus disse à Serpente que instigou esta rebelião: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” (Gên. 3:15) Deus ofereceu ao seu Filho unigênito no céu a oportunidade de se tornar este Descendente da mulher, e seu Filho aceitou a oferta. Fez isso voluntariamente, embora significasse que tinha de ter o calcanhar machucado pela Serpente.
16. No tempo devido, como tornou Deus possível que seu Filho unigênito se tornasse o equivalente exato de Adão na sua inocência edênica?
16 No tempo devido, por meio de seu espírito santo, Jeová Deus transferiu a vida de seu Filho celestial para o ventre da virgem Maria, em Nazaré, na Galiléia. Deste modo, o Filho unigênito de Deus ficou aparentado com Adão e com a descendência de Adão por meio de sua mãe humana Maria, mas a sua vida não procedia de Adão, senão de Deus. Apesar de seu nascimento humano, permanecia Filho de Deus, e segundo as instruções de seu Pai celestial dadas a Maria, seria chamado Jesus, nome que significa “Jeová É Salvação’. Visto que a sua vida perfeita se originava de Deus e foi transferida do céu para o óvulo no ventre de Maria, Jesus nasceu como Filho perfeito e sem pecado, livre da condenação à morte por Deus. (Luc. 1:31-35; 3:23-38) Daí em diante, por resistir ao pecado e às tentações de Satanás, a grande Serpente, Jesus podia desenvolver-se para ser homem perfeito com a faculdade de reprodução, sendo assim o equivalente exato de Adão quando este era inocente no Jardim do Éden.
17. Como veio este Filho Jesus a tornar-se o Cristo?
17 A fim de simbolizar sua apresentação de si mesmo para agir como o Descendente da “mulher” de Deus, Jesus foi batizado em água. Deus ungiu-o então com espírito santo, e Jesus se tornou assim o Cristo ou ungido. Por isso foi chamado Jesus Cristo. — Luc. 3:21-23.
O RESGATADOR, O PRINCIPAL NOS NOVOS CÉUS
18. Por que era necessário que o homem Cristo Jesus morresse, fazendo-o em que condição pessoal?
18 Jesus sabia que tinha de morrer como homem. Senão, não se poderia tornar sacrifício resgatador para toda a humanidade. Ele disse aos seus doze apóstolos: “O Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” (Mat. 20:28) Para este fim tinha de morrer inocente, o justo pelos injustos. Tinha de sacrificar sua vida humana para sempre e ceder o valor dela a favor de toda a humanidade. Morreu sem filhos, e ninguém na terra pode reivindicar ser Descendente natural de Jesus Cristo. Sacrificou a sua vida humana perfeita e sua paternidade como resgate correspondente a favor de toda a humanidade.
19. A fim de ser o Descendente da mulher, de Gênesis 3:15, o que se tinha de fazer a ele, e por causa de que morreu Jesus aparentemente, mas qual era a causa real?
19 Além disso, como Descendente da “mulher” de Deus, tinha de ter o calcanhar machucado por Satanás, a Grande Serpente, e isto significava uma morte violenta para Jesus Cristo. Por isso, Jesus Cristo entregou-se aos seus inimigos e acusadores falsos para ser morto numa estaca de execução como se fosse criminoso blasfemo. Isto ocorreu no dia da Páscoa, em Jerusalém, no ano 33 E. C. Entretanto, Jesus morreu realmente por ter pregado o reino de Deus, o reino messiânico que servirá como “novos céus” na nova ordem de Deus para a humanidade. — João 18:36.
20. Como ficou envolvida neste arranjo a questão do resgate, e com que recompensa?
20 Jesus Cristo fez tudo isso de livre e espontânea vontade. Jeová Deus, seu Pai celestial, não o obrigou a fazer isso; apenas apresentou ao seu Filho fiel o privilégio de fazer isso em apoio da soberania universal de seu Pai e em vindicação do nome de seu Pai. Mas o Pai não podia providenciar que seu Filho fizesse todo este serviço e passasse por todos estes sofrimentos injustos sem dar ao Filho uma recompensa. E por isso Deus apresentou ao seu Filho uma recompensa gloriosa, a de ser o Rei messiânico nos “novos céus”. Como tal, machucaria a cabeça da Serpente, Satanás, o Diabo, e também eliminaria toda a descendência da Serpente, os anjos demoníacos, destruindo assim os velhos céus desta atual ordem de coisas.
21. O que exigia isso, que Deus fizesse com respeito ao falecido Jesus Cristo, com vistas à apresentação de que valor a Deus?
21 Tudo isso exigia primeiro que o Deus Todo-poderoso ressuscitasse seu Filho justo e inocente dentre os mortos, não mais como criatura humana, mas como pessoa espiritual. Deus fez isso no terceiro dia da morte de seu Filho. Em prova disso, o ressuscitado Jesus Cristo apareceu aos seus discípulos no dia de sua ressurreição e depois. No quadragésimo dia, ele ascendeu novamente ao céu para apresentar a Deus o valor de seu sacrifício humano.
22. Depois disso, quando e como começaram os discípulos fiéis de Cristo a ter um “novo nascimento”?
22 Dez dias depois, na festa judaica de Pentecostes no ano 33 E. C., Deus começou a derramar seu espírito santo sobre os discípulos fiéis de seu Filho Jesus. Os verdadeiros discípulos dedicados e batizados de Cristo passaram assim por um “novo nascimento” para uma herança celestial incorruptível. (Atos 1:1 a 2:36) Daquele dia em diante, Deus tem dado o “novo nascimento” àqueles discípulos fiéis que Ele escolhe para comporem os “novos céus” junto com seu Filho Jesus Cristo.
23. Em vista de 1 Coríntios 15:50, o que sabiam estes discípulos que tinha de acontecer com eles?
23 Eles sabem o que o apóstolo Paulo escreveu: “Digo isso, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, nem pode a corrução herdar a incorrução.” (1 Cor. 15:50) Por isso sabem que têm de morrer e deixar atrás, para sempre, a carne corrutível. Precisam mostrar-se ‘fiéis até a morte’, para receberem a “coroa da vida” nos “novos céus”. Na ressurreição, após o estabelecimento do reino de Deus, são ressuscitados como criaturas espirituais imortais. No caso deles cumpre-se o que foi escrito: “Semeia-se corpo físico, é levantado corpo espiritual.” — Rev. 2:10; 1 Cor. 15:44.
A “NOVA TERRA”
24. (a) O que mostram estas coisas quanto a que tinha de vir primeiro com respeito a nova ordem? (b) O que exige o estabelecimento dos “novos céus” e depois da “nova terra” com respeito aos velhos?
24 “À base destas coisas maravilhosas podemos discernir quão necessário era que Deus provesse primeiro os “novos céus” para a nova ordem que prometeu. Mas qual é esta “nova terra” que ele cria? Ora, assim como os “novos céus” não significam novos planetas e novas estrelas no céu acima de nós, tampouco a “nova terra” significa um novo planeta terrestre diferente debaixo de nossos pés. O estabelecimento dos “novos céus” exige a remoção de Satanás e de seus anjos demoníacos da sua posição celestial de poder sobre a humanidade. O estabelecimento duma “nova terra” exige a remoção da atual sociedade humana iníqua que se opõe ao reino de Deus, e que, portanto, serve a Satanás, o Diabo, como governante invisível deste mundo, o “deus deste sistema de coisas”. Em seu lugar, Deus produzirá uma nova sociedade humana justa nesta mesma terra, sob os Seus “novos céus”, a saber, Jesus Cristo e seus discípulos que recebem a ressurreição espiritual.
25. De que modo está em andamento a fundação da “nova terra”, e o que deve acontecer à velha “terra”?
25 A formação da “nova terra” já está em andamento! Os que compõem este grupo formativo de cristãos dedicados e batizados separam-se daqueles que preferem permanecer como parte da sociedade humana iníqua, alienada de Deus, um ‘mundo ímpio’ da humanidade. A remoção desta velha “terra” figurativa significará a sua destruição na “grande tribulação” iminente, tribulação que Jesus Cristo predisse e disse que seria uma catástrofe global sem igual na história do mundo.
26. Por meio de que atos drásticos de Deus haverá um livramento da humanidade para a Sua nova ordem?
26 Esta tribulação será tão ampla e tão devastadora, que, a menos que Deus abreviasse os dias dela, não se salvaria nenhuma carne humana. (Mat. 24:21, 22; Mar. 13:19, 20) Aquela tribulação significará a destruição completa deste atual sistema de coisas, mas não a destruição de nossa terra, nem dos céus estrelados acima de nós. Depois disso, remover-se-ão os velhos “céus” demoníacos, e Satanás e seus demônios serão restritos, encarcerados como que num abismo. (Rev. 19:11 a 20:3) Apenas por tal ação drástica da parte de Deus haverá livramento das pessoas na terra para a nova ordem de Deus.
27. Se realmente desejarmos a nova ordem, entre quem desejaremos ser encontrados, conforme previsto em Revelação?
27 Queremos este livramento para a nova ordem de Deus de “novos céus e um nova terra” em que “há de morar a justiça”? Preparamo-nos e empenhamo-nos a nos mostrar dignos de tal livramento glorioso? Se ansiarmos levar uma vida justa em perfeita saúde e felicidade, numa bela terra ajardinada, sob céus governamentais justos, então desejaremos estar entre os sobreviventes daquela vindoura “grande tribulação”. O último livro da Bíblia, com a sua revelação de coisas que “têm de ocorrer em breve”, indica-nos que uma “grande multidão” de pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas sobreviverá àquela “grande tribulação global”, saindo dela sob a proteção e o favor de Deus.
28, 29. Segundo a descrição dada em Revelação destes sobreviventes da tribulação, a quem adoram eles e que provisão de salvação aceitam?
28 A descrição que nos foi dada desta multidão de sobreviventes revela que são adoradores do único Deus verdadeiro, sentado no trono do universo como soberano universal. Outra coisa que notamos é que aceitam o sacrifício resgatador provido pelo Filho de Deus, que foi oferecido como Cordeiro imaculado e inocente a favor do “pecado do mundo”. Observe isso enquanto lemos:
29 “E gritavam com voz alta, dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’ . . . ‘Estes são os que saem da grande tribulação, e lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. É por isso que estão diante do trono de Deus; e prestam-lhe serviço sagrado, dia e noite, no seu templo.’” — Rev. 7:9-15; João 1:29, 36.
30. Esta visão mostra que a “grande multidão” está a favor de que particularidade da nova ordem e que está a caminho para quê?
30 Estas palavras proféticas tornam certo que esta “grande multidão” dedicada e batizada está a favor dos “novos céus” de Deus, compostos do Cordeiro Jesus Cristo e de seus 144.000 discípulos fiéis, que receberam um “novo nascimento” para aquela herança celestial. (Rev. 7:1-8; também 21:1-14) Seus pecados mortíferos são lavados por lavarem suas vestes compridas no “sangue do Cordeiro”. Isto os coloca no caminho da vida eterna num jardim edênico, com o qual os “novos céus” embelezarão todo o globo terrestre.
31. Esta “grande multidão” de sobreviventes da tribulação formará o alicerce de que particularidade da nova ordem?
31 De fato, estes da “grande multidão” de sobreviventes da tribulação servirão como alicerces da “nova terra” da criação de Deus. Já mesmo agora, antes da tribulação, separam-se da velha “terra” condenada, da sociedade humana mundana da atualidade, que se apega ao atual sistema de coisas humano controlado pelo Diabo. Portanto, depois de a grande tribulação remover esta velha “terra”, tais sobreviventes serão a base para uma sociedade humana organizada sob os novos céus. A família humana receberá assim um novo começo, numa nova ordem.
32. Depois da tribulação e de Satanás ter sido amarrado, como se desenvolverá e espalhará a “nova terra”?
32 Esta “nova terra” aumentará e se espalhará, sem dúvida, por alguns nascimentos humanos após a grande tribulação e depois de Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos terem sido encarcerados no seu abismo, mas não será todo assim. Não, pois o Cordeiro Jesus Cristo não morreu apenas a favor dos sobreviventes desta tribulação e seus Descendentes naturais. Ele é o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” da humanidade; Ele se deu “como resgate correspondente por todos”. Sua igualdade humana com o perfeito Adão tornou-o apto para ‘provar a morte por todo homem’. (1 Tim. 2:5, 6; Heb. 2:9) A grande maioria da família humana pela qual o Cordeiro morreu há dezenove séculos atrás já morreu. Como poderão obter realmente os benefícios do valor resgatador da morte de Cristo? Por um milagre maravilhoso: pela ressurreição dentre os mortos durante o reinado milenar de Jesus Cristo e sua glorificada congregação, os “novos céus”.
33, 34. (a) Em que será diferente a ressurreição realizada por Jesus Cristo, como Rei, daquelas que fez durante a sua vida terrestre? (b) O que terão oportunidade de fazer a “grande multidão” de sobreviventes da tribulação para com os ressuscitados?
33 Jesus Cristo, quando estava na terra como homem perfeito de Deus, realizou diversas ressurreições. Mas estes ressuscitados morreram outra vez na sua geração. No entanto, quando Jesus Cristo, o Rei, ressuscitar a humanidade resgatada durante sua regência milenar, fará isso para que vivam para sempre num paraíso global edênico. Tudo dependerá dos ressuscitados. Deixar-se-ão incorporar na “nova terra” justa ou retrocederão ao seu mau proceder anterior que seguiram durante o atual sistema de coisas? Os que fizerem isso serão julgados e condenados como indignos do dom da vida eterna em perfeição e piedade humanas.
34 É por isso que Jesus Cristo, ao falar sobre o assunto do julgamento, disse: ‘Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento.” (João 5:27-29) Os da “grande multidão” que darão início à “nova terra” poderão ajudar estes ressuscitados, para que a sua ressurreição no fim não resulte em condenação.
35. Ao predizer as coisas que têm acontecido desde o ano de 1914 E. C., que atitude correta disse Jesus Cristo que seus discípulos deviam adotar?
35 O dia em que vivemos agora é extraordinariamente maravilhoso! Desde o ano de 1914 E. C. e sua primeira guerra mundial têm acontecido coisas notáveis, mas altamente significativas. Jesus Cristo predisse estas coisas como assinalando a terminação deste velho sistema de coisas. Falando-nos sobre a atitude correta que todos os seus verdadeiros discípulos deviam ter agora, ele disse: “Quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” — Luc. 21:28.
36. Em vista disso, queremos mostrar-nos dignos de que privilégio, e o que estamos decididos a fazer?
36 Este livramento para a nova ordem de Deus já está agora muito mais próximo do que quando muitos de nós viram pela primeira vez estas coisas preditas “principiarem a ocorrer”. Certamente não há tempo a perder para nos mostrarmos dignos de passar por este muito desejado livramento. Temos agora uma oportunidade que nunca mais se repetirá! Estamos decididos a aproveitá-la e também a proclamar a todos os outros amantes da justiça que se aproxima o livramento da humanidade para a nova ordem de Deus, de “novos céus e uma nova terra”.
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O Deus que prometeA Sentinela — 1972 | 15 de outubro
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O Deus que promete
QUEM é o Deus que promete o livramento da humanidade? Por que devemos crer na sua promessa e como podemos confiar nela?
Para poder fazer tal promessa com eficiência, ele teria de ser o Criador de todas as coisas, o Deus Todo-poderoso. A Bíblia o identifica como tal. Não deve haver dúvida sobre a sua disposição de livrar a humanidade para uma nova ordem justa; isto se evidencia na sua promessa de fazer isso. Mas a nossa própria certeza de que ele fará isso deve basear-se num exame de seus atos e tratos, do seu cumprimento de outras promessas que fez.
Além de sua promessa de livrar a humanidade por meio de seu reino messiânico, a promessa mais importante que fez é a da primeira vinda do Messias. Ocorreu realmente assim como Deus prometeu?
O REGISTRO DO PRIMEIRO APARECIMENTO DO MESSIAS
Que aconteceu pode ser provado pelo registro da história. Desde os tempos muito primitivos, a Bíblia estabelecia certos requisitos quanto ao Messias, para que pudesse ser identificado de modo inconfundível. Alguns destes requisitos eram:
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