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As causas básicas das pressões da atualidadeDespertai! — 1972 | 22 de abril
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invisíveis desempenham grande parte no aumento das pressões sentidas hoje em dia. Mostra que tais forças espirituais foram expulsas dos céus em nossos dias e lançadas para a vizinhança da terra. A evidência já apresentada indica o ano de 1914 como o tempo em que esta profecia teve cumprimento. Depois de descrever este rebaixamento das forças demoníacas, o registro diz: “Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” — Rev. 12:10, 12.
Como um criminoso encurralado, o adversário de Deus solta sua fúria num esforço de última trincheira. Segue a diretriz de ‘reinar ou arruinar’. Assim como fazem alguns criminosos humanos, está determinado que, se tiver de perecer, também perecerão todos os demais. Assim, empenha-se em contaminar e poluir não só a terra, mas, em especial, todos os seus habitantes, destarte tornando-os inaceitáveis a Deus, dignos de destruição por parte Dele.
Por certo, isto poderia explicar por que o mundo da humanidade tem ido a tais extremos no erro e tem atuado tão insanamente desde o ano de 1914 em diante.
Será que isto nos deixa sem nenhuma saída das pressões? Não, o Livro que apontou para este mesmo tempo, e mostra as reais causas destas inigualáveis pressões, também mostra a única fonte do verdadeiro e completo alívio de todas as pressões e tensões prejudiciais.
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Um governo capaz de trazer alívioDespertai! — 1972 | 22 de abril
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Um governo capaz de trazer alívio
QUE alívio seria ficar livres das pressões incessantes que pesam sobre a humanidade hoje em dia! Não acolheria bem um governo capaz de trazer tal alívio?
Há tal governo. Onde? De quem? Trata-se dum governo com base no céu que, em breve, assumirá o controle completo de todos os assuntos terrenos — o reino de Deus por seu Filho, Cristo Jesus.
“Ora, sejamos mais realistas!” É isso o que se inclina a dizer?
Daí, leia o que se segue Veja o que os homens deste mundo reconhecem como sendo necessário para trazer genuíno alívio Daí, observe como a Bíblia predisse a forma como estas mesmas necessidades seriam satisfeitas pelo governo do Filho de Deus
O Alívio Tem de Ser Global
Até mesmo se os homens pudessem fazê-lo, nenhum bem duradouro poderia provir de se livrar apenas uma nação ou uma parte da terra das pressões prejudiciais hodiernas. Conforme o proeminente cientista Isaac Asimov recentemente indicou (Chemical and Engineering News, 19 de abril de 1971):
“Os problemas que contam hoje em dia — o aumento contínuo da população, . . . o dano causado ao ambiente, a decomposição das cidades, a qualidade declinante da vida — são todos interdependentes e são todos de natureza global.”
Problemas globais exigem supervisão e controle globais. Assim, o cientista Asimov expressa os conceitos de muitos, ao dizer:
“A cooperação internacional precisa assumir a forma de um governo mundial suficientemente eficaz para fazer as decisões necessárias e impô-las, e contra o qual as nações individuais não teriam nem o direito nem o poder de erguer-se em armas.”
Mas, não produziram os homens organizações internacionais como a Liga das Nações e a Organização das Nações Unidas? Sim, mas estas não foram verdadeiros governos mundiais. Por que não? Porque as nações-membros apegaram-se às suas próprias soberanias e se recusaram a entregar o poder que um governo mundial tem de ter.
Realisticamente, nenhum governo global pode existir e trazer alívio enquanto a terra estiver dividida em governos nacionais desunidos e rivais. Os homens informados também reconhecem isto Sob o título “PAZ, INTERNACIONAL”, The Encyclopœdia Britannica (edição de 1959), afirma:
“As tentativas de assegurar a paz por meio de um governo internacional de nações soberanas têm sido todas vítimas de uma contradição inerente a essas mesmas tentativas . . . [Tal contradição] pode ser eliminada apenas por um ataque direto à própria soberania nacional.” (O grifo é nosso.)
Removida a Barreira do Nacionalismo
Mas, a Bíblia há muito tornou isto evidente. Na profecia de Daniel, a regência divisória da terra sob governos e impérios rivais foi descrita. Observe, agora, o que ela diz que o reino de Deus fará a tais governos, conforme registrado em Daniel 2:44:
“E nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.”
Tal esmiuçamento é indicado em outras partes como devendo ocorrer no que é chamado de ‘guerra do Armagedom’. (Rev. 16:13-16) Não só porá fim à confusa, ineficaz e não raro opressiva regência política da terra, mas também trará uma ordem inteiramente nova que governará todos os assuntos da terra.
Assim, no Armagedom, se derrubarão todas as fronteiras divisórias nacionais! O planeta Terra, com todos seus continentes, suas ilhas e seus mares, virá a estar sob a regência de um único governo: o reino de Deus por seu Filho. Suas leis e diretrizes prevalecerão por todo o globo. E terá o poder de impô-las além de toda possibilidade de resistência.
Mais do que Poder e Leis
O poder e as leis apenas, porém, jamais trarão alívio das pressões que agora afligem o gênero humano. Para que qualquer governo traga real alívio, tem de atingir a fonte de tantas das pressões: os corações e as mentes dos homens. Nisto, também, os homens deste mundo vêem tal necessidade, como se tem indicado no artigo anterior.
É precisamente por isto que o governo de Deus, por seu Filho, terá êxito onde todos os governos humanos falharam. Por quê? Porque terá o poder de impor a justiça em toda a terra e de punir todos os malfeitores. Mas, não apenas isso.
Primariamente terá êxito porque aqueles que obtiverem o privilégio de viver quais súdito s terrestre desse governo do Reino serão pessoas que não são obrigadas a observar a justiça. Serão aqueles que desejam fazer isso, que preferem fazer isso.
Todos os que sobreviverem ao fim dos atuais sistemas mundiais opressivos serão pessoas que já conhecem e voluntariamente vivem segundo as leis do governo do Reino de Deus. Fundamentais são as seguintes: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua mente.” “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” — Mat. 22:37-39.
O amor não pode ser imposto. Nem pode ser legislado nos corações das pessoas. Mas, pode ser cultivado e o governo de Deus fará exatamente isto — até mesmo está fazendo agora.
Corpo de Regentes Justos Traz Refrigério
Quando Jesus Cristo estava na terra, disse às pessoas cansadas: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados e eu vos reanimarei.” — Mat. 11:28-30.
A Bíblia mostra que Cristo Jesus terá regentes associados com ele em seu governo celeste, no número de 144.000, todos eles sendo tirados dentre seus discípulos provados e testados. (Rev. 5:10; 14:1) Seu governo também terá representantes visíveis na terra. (Sal. 45:16; Isa. 32:1, 2) Visto que todos eles tem de ajustar-se ao padrão que o próprio Jesus Cristo estabeleceu, podemos ficar confiantes de que servirão humilde e prestimosamente, trazendo refrigério a seus concidadãos.
Verdadeira Justiça e Paz Duradoura
Não é de admirar, então, que a profecia de Isaías 11:3, 4 predissesse a respeito do Filho de Deus e da regência do seu Reino:
“Deleitar-se-á no temor de Jeová. E não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos. E terá de julgar com justiça os de condição humilde e terá de dar repreensão com retidão em benefício dos mansos da terra. E terá de golpear a terra com a vara da sua boca; e ao iníquo entregará à morte com o espírito de seus lábios.”
Não haverá “injustificada confiança” sob sua regência, nem irritação e frustração por causa da envolvente “burocracia”, conluios políticos e corrupção em assuntos legais e julgamentos.
Sendo capaz de ler os corações de todos os homens, este rei fará o que os homens Jamais conseguiriam — livrar a terra dos perversos. Não apenas dos atacantes pelas costas, dos estupradores e assassinos, mas também daquelas pessoas superficialmente “decentes” que deliberadamente praticam o roubo e a opressão mortífera de forma mais sutil. Sob a regência do Reino, os habitantes da terra não terão necessidade de ficar em constante vigília a fim de não serem roubados, defraudados ou trapaceados por negociantes ou pessoas desonestas. A espiral do custo de vida cessará; a poluição em massa do solo, da água e da atmosfera da terra findará.
A corrida armamentista será eliminada. Nenhuma ameaça de guerra nuclear total pairará sobre as pessoas, nem mesmo as chamadas guerras “limitadas”, como as que hoje matam e aleijam centenas de milhares em terras asiáticas e em outras. Por que não? Porque a sobrevivência para a nova ordem sob este governo exige que cada pessoa tenha primeiro cumprido as seguintes palavras de Isaías 2:4:
“E terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.”
Desaparecerá a esmagadora carga dos custos militares que agora atingem mais de Cr$ 1.200.000.000.000,00 por ano. Pense no custo do labor humano e de materiais que essa enorme soma representa!
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