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Aguarde o futuro com confiançaA Sentinela — 1975 | 15 de dezembro
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já mencionado, nos fornece motivos para esperarmos a proteção divina contra todos os danos físicos? Ele disse: “Não precisarás ter medo de uma repentina coisa pavorosa, nem da tempestade sobre os iníquos, porque ela está chegando. Porque o próprio Jeová, de fato, mostrará ser tua absoluta confiança e ele certamente guardará teu pé da captura.” Não parece isso evidenciar que Jeová Deus não permitirá que seus seguidores leais sejam seqüestrados ou presos durante a “grande tribulação”? Não nos devemos esquecer de que Salomão escreveu isso não pensando em nós, hoje em dia, mas, com mais pertinência, em benefício dos que viviam sob o seu reino. (Pro. 1:1-4; 3:25, 26) Encarando suas palavras deste modo, reconhecemos que ele dava aos israelitas conselho que os ajudaria a levar uma vida reta e beneficiá-los na vida cotidiana. Deste modo seriam guardados contra a “captura”. Que espécie de captura? Ora, por exemplo, contra os engodos duma prostituta que percorre as mas em busca duma vítima. (Pro. 5:3-14) Podemos ver que suas palavras também são excelente conselho para nós. Mas, não constituem garantia de que não sejamos presos, assim como tampouco o fiel Jeremias estava imune a ser preso no “tempo do fim” de Jerusalém. (Jer. 37:15, 21) Nem podemos esperar que, durante a “grande tribulação”, alguns não tenham de perder a vida por sustentarem lealmente a sua integridade cristã, assim como o apóstolo Tiago perdeu a sua vida. (Atos 12:1, 2) Não obstante, temos a proteção divina. Como?
12. (a) Como sabemos que somos protegidos como classe? (b) Esquecer-se-á Jeová daqueles que, embora fiéis, perdem a vida? Que provisão fez ele?
12 Temos evidência de que Deus nos protege agora como classe. Por exemplo, se não fosse assim, já teríamos sido há muito eliminados da face da terra por Satanás. Contudo, individualmente, alguns talvez morram de velhice ou doença durante a “grande tribulação”, ou, assim como nossos irmãos em Malaui, por causa de perseguições. Será que, em face de tais possibilidades, ainda podemos aguardar o futuro com confiança? Certamente que sim! Jesus disse que os mortos ouvirão a sua voz e sairão numa ressurreição. (João 5:25-29) Isso, então, anula e cancela os efeitos da morte. Não, a Bíblia não promete que Satanás desista de provar a cada um de nós durante a vindoura “tribulação”, mas, não somos consolados por saber que Jeová Deus não se esquecerá de nós, se cairmos na morte por causa de nosso serviço fiel a ele naquele tempo?
13. (a) No tempo da destruição de Babilônia, a Grande, será também destruído o povo de Deus, como um todo? (b) Isto exige que reação da parte dos servos de Deus?
13 A nossa proteção como grupo prosseguirá através da destruição de Babilônia, a Grande, e a guerra do Har-Magedon, para a Nova Ordem. Quanta causa para confiança em Jeová Deus, como cumpridor de suas promessas, quando Babilônia jazer impotente, com sua capacidade de controlar os assuntos mundiais reduzida a nada! Não é de se admirar que se mandasse os servos de Deus exultar diante da derrubada dela, ressoando o brado: “Alegra-te por causa dela, ó céu, e também vós, santos, e vós, apóstolos, e vós, profetas, porque por vós Deus exigiu dela judicialmente a punição!” (Rev. 18:20) Por isso podem confiar em receber proteção durante a execução dos iníquos por parte de Deus e que serão introduzidos na sua nova ordem de justiça. — Mat. 25:46.
AJUSTE-SE DESDE JÁ PARA AS CONDIÇÕES NA NOVA ORDEM
14. Que possibilidade se apresenta aos que negligenciam fazer as necessárias mudanças agora, a fim de se harmonizar com as normas justas?
14 No entanto, para ter uma perspectiva confiante do futuro, precisamos também começar desde já a ajustar nossa vida e nossos pensamentos às normas que Jeová Deus nos revela por meio de sua Palavra e organização. É verdade que é difícil corrigir hábitos e atitudes há muito arraigados, mas não podemos desculpar-nos por dizer: ‘Pois bem, vou esperar a chegada da nova ordem para mudar meus modos. Então será mais fácil.’ Tal menosprezo deliberado dos propósitos de Deus poderia ser um pecado aos olhos dele e poderia levar a perdermos totalmente o direito de entrar na sua nova ordem. — Tia. 4:17.
15. São os entendimentos doutrinais e proféticos os únicos pontos em que precisamos fazer ajustes? Que ajuda recebemos para fazer ajustes no nosso modo de pensar e nas nossas ações?
15 Tais ajustes não se limitam necessariamente à mera aquiescência intelectual a entendimentos doutrinais ou proféticos, conforme explicados pelo “escravo fiel” Podem envolver uma mudança de atitude de coração, exigindo, por exemplo, que desarraiguemos preconceitos ou atitudes que atuem como freios para amarmos de toda a alma todas as pessoas, sem consideração de sua raça ou condição social. (Atos 10:34) Ou pode ser alguma mancha do velho mundo, exposta como repugnante aos olhos de Deus, que precisa ser eliminada. Por causa do ilimitado amor que Jeová Deus tem a nós, ele nos deu aptos superintendentes de congregação, para nos ajudar a fazer esses ajustes necessários. Nossa aceitação voluntária da ajuda deles é algo a que Paulo exorta ao escrever: “Que tenhais consideração para com os que trabalham arduamente entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e que vos admoestam; . . . que lhes deis mais do que extraordinária consideração em amor, por causa do seu trabalho.” (1 Tes. 5:12, 13) A aceitação positiva da direção que provêem com consideração não só lhes facilitará o trabalho, mas servirá também para amoldar nossa vida em harmonia com o arranjo de Deus para a vida na nova ordem, fazendo-nos aguardar vivamente o futuro, por reconhecermos a superioridade do modo de Jeová tratar com Seu povo.
16. Conforme exemplificado por Isaías e Cristo Jesus, que atitude devemos mostrar ter para com as tarefas designadas?
16 Tampouco há qualquer dúvida de que, na Nova Ordem, haverá bastante trabalho, de toda espécie, a fazer. Será nossa atitude de voluntariedade para servir, para trabalhar, em qualquer tarefa que se nos dê a fazer? Os servos de Deus, no passado, mostraram tal voluntariedade, sem considerar se a responsabilidade que receberam era enaltecida on humilde. Isaías concordou prontamente em aceitar a tarefa difícil de profeta, declarando: “Eis-me aqui! Envia-me.” (Isa. 6:8) Jesus, embora reconhecido como “Senhor” pelos seus discípulos, mostrou sua disposição de servir mesmo na posição de escravo, por lavar-lhes os pés. (João 13:3-17) Que belo exemplo ele nos deu!
17. O que exigirá da nossa parte o cumprimento de tarefas que hão sejam de nossa preferência? Que outros reajustes talvez tenhamos de fazer?
17 É verdade que a tarefa que talvez recebamos não seja uma que pessoalmente escolheríamos. No início, talvez nem gostemos do trabalho árduo necessário para levar a terra a uma condição paradísica. Vai também requerer altruísmo da nossa parte, visto que grande parte de nosso esforço não se destinará a nossos interesses pessoais, mas à preparação para uma multidão de ressuscitados a serem cuidados, a maioria dos quais não terá conhecimento algum de Jeová Deus. Pode imaginar a magnitude do trabalho envolvido na mera transformação da mente e do coração de tais pessoas para o modo de pensar da nova ordem? Quem tiver a tendência de ser preguiçoso não passará bem, porque o provérbio adverte: “O próprio anelo do preguiçoso o entregará à morte, pois as suas mãos se negaram a trabalhar.” (Pro. 21:25) De modo que pode exigir que reajustemos nosso modo de pensar agora, quanto à nossa atitude para com o trabalho que Jeová nos dá a fazer no presente e no futuro. Assim poderemos aguardar o futuro com alegria.
18, 19. (a) Que possibilidades há quanto ao lugar de morada na terra paradísica? (b) Como deveremos encarar nosso lugar designado na Nova Ordem e por que não ficaremos ali entregues a nós mesmos?
18 Quanto a onde moraremos no paraíso futuro, é bem possível que se nos designem lugares para morar, em vez de se nos deixar fazer a escolha. Quão bem nos ajustaremos a tal arranjo pode ser indicado atualmente por estarmos dispostos ou não a freqüentar uma congregação ou um estudo de livro conforme se nos pede fazer. Se nos adaptarmos na Nova Ordem ao lugar que nos for designado, ele se tornará prontamente nosso “lar” e aprenderemos a amá-lo. É assim que os missionários passam a sentir-se quanto ao lugar que lhes é designado para a pregação mesmo atualmente.
19 Também é consolador saber que Jeová Deus cuidará da escolha de “príncipes” para nos servir e orientar. Novamente, ele prova que entende nossas necessidades reais, o que é melhor para nós, e este é outro motivo para termos confiança, porque sabemos que não ficaremos entregues a nós mesmos, mas que teremos homens fiéis e provados, que cuidarão de nossos interesses.
PERSPECTIVAS EMOCIONANTES DO FUTURO
20, 21. (a) Por que não precisamos especular sobre o futuro? (b) Quais são algumas das coisas emocionantes que a Bíblia realmente nos diz sobre o futuro?
20 Enquanto aguardamos o futuro, temos muitas perspectivas convidativas diante de nós. Portanto, não precisamos especular sobre pormenores que as Escrituras não nos fornecem, mas, antes, devemos estar dispostos a esperar por Jeová, em vez de nos preocupar ou de ficar perturbados com tais assuntos. Por que especular sobre quem será ressuscitado, como se cuidará dos filhos, que tipo de casas serão construídas, se usaremos máquinas ou não, e questões assim. Se realmente precisássemos saber essas coisas, Jeová teria provido as respostas.
21 Em vez de especularmos sobre o desconhecido, quanto melhor é concentrar-se nas coisas emocionantes que a Bíblia realmente diz. A primeira delas é a perspectiva de vida com a aprovação de Deus. Uma terra cheia de vida é o que a Bíblia prevê. Quanta alegria dará acolher novamente os mortos! Quantas lágrimas de felicidade serão vertidas na reunião de entes queridos! E pense só em encontrar-se com os servos fiéis de Deus mencionados na Bíblia! Quão emocionante será também ver nosso corpo ‘voltar aos dias do seu vigor juvenil’! (Jó 33:25) Quanto prazer dará viver no paraíso, com alimento perfeito, trabalho satisfatório, companheiros com quem teremos prazer de nos associar, e, o melhor de tudo, completa liberdade para adorar nosso Deus, Jeová!
22. Que garantia temos de que podemos aguardar o futuro com confiança?
22 Podemos realmente ter certeza de que o futuro será assim? Podemos, sim, porque é prometido por Jeová Deus. Ele não deixará de cumprir isso, porque “é impossível que Deus minta”. (Heb. 6:18) Aguardamos assim avidamente os acontecimentos à frente, com plena confiança Naquele que amolda o futuro!
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Índice dos principais textos explicados em 1975A Sentinela — 1975 | 15 de dezembro
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Índice dos principais textos explicados em 1975
GÊNESIS
1:1 337, 560, 584
1:1-3 619
1:21-26 593
1:26 209, 692
1:26, 27 338, 720
1:26-28 381
1:28 338, 372, 465
2:1-3 393
2:4 245, 337
2:15 381
2:15-17 339
2:22, 23 76
2:23 720
2:24 594
3:1-6 339
3:7-10 593
3:8-16 77
3:12 388
3:15 187, 340, 465
3:16 9
3:20 459
3:24 340
4:3-11 388
6:3 375
6:9-12 376
7:1 376
7:4 662
9:2 338
9:3-6 339
10:8-12 341
10:9, 10 106
11:1-9 341
11:26 448
12:3 406
14:18-20 149
14:21-24 149
15:1 209
17:1, 2 150
19:1-11 742
19:4, 5 101
19:12-29 388
22:17, 18 406
34:1-31 116
37:2 116
37:3, 4 116
37:5-11 117
37:12-20 117
37:21-36 118
39:1-9 594
39:1-20 118
39:21 a 41:14 118
41:53 a 42:8 119
42:9-28 120
42:29 a 47:31 120
43:30 721
45:14 721
49:7 116
49:16, 17 186
ÊXODO
3:14 152, 271
3:15 152
3:18, 19 614
4:11 95
5:1, 2 614
5:2 622
6:2, 3 152
9:16 189
10:13 30
10:22, 23 315
15:18 399
18:21 472
19:1-6 400
19:4 176
19:5 341
19:7, 8 400
20:1-6 614
20:4, 5 11
22:1-4 499
22:18 436
23:13 93, 266
32:7 11
33:18-20 618
34:4-7 618
34:6, 7 78, 109
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