-
Motivados pela consciência piedosaA Sentinela — 1973 | 15 de dezembro
-
-
do mecânico. Eu disse ao proprietário que não participaria em tais negócios, e que, assim como tal homem podia roubar a favor da firma, também podia roubar dela. O proprietário sorriu e disse: ‘Apreciamos sua honestidade e seus elevados princípios. É por isso que o queremos para este serviço.’”
Que espécie de consciência tem? É motivado por uma consciência sensível aos ensinos da Palavra de Deus? Em caso afirmativo, não o incomodarão sentimentos de culpa, mas terá verdadeiro contentamento e paz mental. Será sempre guiado a fazer o que agrada a Deus. Isto, por fim, lhe significará a bênção de Deus, de vida infindável no Seu novo sistema justo de coisas.
-
-
Seja ‘ajuizado’ ao se aproximar a Nova OrdemA Sentinela — 1973 | 15 de dezembro
-
-
Seja ‘ajuizado’ ao se aproximar a Nova Ordem
“Tem-se aproximado o fim de todas as coisas. Sede ajuizados, portanto.” — 1 Ped. 4:7.
1. Que evidência visível indica o breve fim da atual ordem mundial?
HÁ EVIDÊNCIA abundante de que está próxima uma nova ordem. Por um lado, verificamos que vivemos num tempo extraordinário no que se refere à atual ordem mundial. Pela primeira vez na história humana, todos os sistemas criados pelos homens estão num estado de crise. Olhe para onde quiser, examine quaisquer dos muitos sistemas que se conjugam para formar a atual ordem e verá indícios de sérias dificuldades. Sistemas políticos, sistemas religiosos, sistemas sociais, sistemas policiais, sistemas educativos, sistemas de transporte, sistemas monetários — a lista dos que estão em crise é quase interminável. Até mesmo as coisas mais fundamentais, tais como o ar, a água e o alimento, estão em sério perigo.
2. Por que não podem os homens dar permanência à atual ordem?
2 A atual ordem é como um prédio velho, cujos alicerces, apoios e vigas estão todos seriamente rotos, estragados ou podres. Os homens podem aplicar-lhe muita tinta nova ou ornamentação especial, e dar-lhe nova mobília, mas nada pode dar à estrutura podre a força necessária para continuar de pé por muito tempo. Não importa quanto os homens procurem encobrir e ‘rebocar’ as sérias divergências que existem profundamente dentro da sociedade humana, assim como está agora estruturada, não podem impedir as conseqüências salientadas nas palavras de Jesus: “A casa dividida contra si mesma cai.” — Luc. 11:17.
3. Qual é a base realmente sólida para se crer que está próxima uma nova ordem?
3 Mas a evidência melhor e mais convincente de que está próxima uma nova ordem procede das promessas e das profecias da Palavra de Deus, a Bíblia. Suas profecias não só predisseram a atual decadência da moralidade e o desvio da verdade e da justiça, que levaram a atual ordem ao seu estado de crise global, mas elas nos falam também sobre o propósito declarado de Deus, de exterminar todos estes atuais sistemas numa “grande tribulação” sem igual, dentro ‘desta geração’, e estabelecer a Sua própria ordem, com novos sistemas fundados em justiça, no amor a Deus e no amor ao próximo. — Mat. 24:21, 33, 34; Rev. 7:14-17.
4, 5. O que significa para nós a promessa bíblica de “novos céus e uma nova terra”?
4 “Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” (2 Ped. 3:13) A “promessa” à qual o apóstolo Pedro se refere aqui encontra-se em Isaías 65:17, nas Escrituras Hebraicas. Os eruditos bíblicos já por muito tempo reconhecem que os “céus” e a “terra” aqui são simbólicos. Por exemplo, a Cyclopœdia de M’Clintock e Strong (Vol. IV, págs. 122-127) comenta: “Em Isa. LXV [65], 17, o novo céu e a nova terra significam um novo governo, um novo reino, novas pessoas. . . .”
5 Isto significa uma nova ordem. Visto que o reino de Deus, mediante seu Filho, terá ido contra todos os inimigos da soberania de Deus, fará então vigorar a vontade de Deus em toda a terra, assim como se roga na bem conhecida oração do Pai-Nosso. (Mat. 6:10) Este ‘reino dos céus’ proverá assim “novos céus” para orientar e governar a humanidade. E a nova sociedade terrena de pessoas que sobreviverem para esta nova ordem não será afligida pelos sistemas imperfeitos, inoperantes e cheios de ganância que agora causam muita irritação, frustração e perigo. Fundada e estruturada em justiça, essa sociedade usufruirá novos sistemas conforme orientada pelo governo celestial sobre ela.
CONVÉM FAZER PERGUNTAS ESQUADRINHADORAS
6, 7. Como suscitam para nós hoje as palavras do apóstolo, em 2 Pedro 3:11, 12, perguntas esquadrinhadoras?
6 Como nos sentimos, confrontados com tal perspectiva? Harmonizam-se os nossos pensamentos com os do apóstolo inspirado, que escreveu: “Visto que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa, aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová”? — 2 Ped. 3:11, 12.
7 Sendo esta nova ordem agora tão iminente, não se sente inclinado a pausar e a se perguntar: ‘Realmente, que sorte de pessoa sou eu no que se refere a “atos santos de conduta e . . . ações de devoção piedosa”? Sou realmente a sorte de pessoa que Deus quer na sua nova ordem? Será que eu quero mesmo viver numa terra em que “há de morar a justiça”, prevalecendo em toda a terra?’ Estas são perguntas que esquadrinham a alma, mas agora é a ocasião para elas.
8, 9. Que informação sobre a Nova Ordem gostariam de ter alguns, em vista da enorme mudança que promete causar?
8 Alguns, porém, talvez estejam inclinados a dizer: ‘Se apenas soubéssemos mais sobre como será a vida na Nova Ordem, se tivéssemos mais pormenores, talvez pudéssemos responder melhor a estas perguntas.’ De fato, a perspectiva duma ordem genuinamente nova estimula a admiração e suscita com facilidade muitas perguntas na mente. Por exemplo, alguns perguntam: ‘Nesta nova ordem, quem fornecerá todos os serviços providos pelos atuais sistemas mundiais? Se todos os sistemas atuais acabarem na vindoura “grande tribulação”, como se comunicarão entre si os sobreviventes em toda a terra? Com o desaparecimento dos sistemas de correio, telefone, telégrafo e rádio, como poderá haver uma direção unificada das atividades, por parte dum corpo governante terrestre, servindo sob o reino celestial?’ Outros perguntam: ‘Como saberão as pessoas onde devem viver? Será o caso de cada um escolher a região de que gosta e se estabelecer nela, na realidade reivindicando a posse dum terreno, assim como se fazia nos dias da “fronteira do Oeste” dos Estados Unidos? Do contrário, como e por quem serão concedidos os terrenos?
9 Ainda outros se perguntam sobre os métodos de transporte naquele tempo, se haverá automóveis, aviões ou outros de tais meios motorizados para se viajar. Entre as indagadoras femininas, talvez haja mais preocupação com a disponibilidade de conveniências tais como fogões elétricos, máquinas de lavar elétricas e outros aparelhos similares. E neste respeito, que dizer de coisas realmente fundamentais, como a roupa? Quando a roupa ou os sapatos que se usam por ocasião da sobrevivência se gastarem, donde virão novos? Ou, se alguém quiser construir, onde obterá coisas tais como um martelo, pregos, uma serra e outro equipamento agora fornecido pelos sistemas desta ordem atual?
10, 11. Qual é a resposta às suas perguntas e que efeito tem isto sobre a nossa preparação para a vida na Nova Ordem?
10 Perguntas semelhantes a estas são muitas. Mas há uma resposta simples e breve a todas elas. É a seguinte: A Palavra de Deus, a Bíblia, não nos informa e por isso não o sabemos.
11 Mas, não nos coloca isso em desvantagem quanto a preparar-nos para a vida na nova ordem de Deus? Não, porque não precisamos disso para nos preparar plenamente, visto que tais perguntas tratam de assuntos que não são nada vitais para a nossa preparação. Então, quais são algumas das coisas realmente vitais em que nos devemos concentrar na nossa preparação para a vida naquela nova ordem vindoura?
PERMANECER AJUIZADO
12. Por que podemos crer que o conselho do apóstolo, começando em 1 Pedro 4:7, é próprio para nós, neste tempo?
12 “Tem-se aproximado o fim de todas as coisas”, escreveu o apóstolo Pedro na sua primeira carta (1 Ped. 4:7). Ao passo que o então existente sistema judaico de coisas havia de terminar alguns anos depois de se escrever esta carta (visto que os romanos destruíram Jerusalém e seu templo no ano 70 E. C. e acabaram efetivamente com o sacerdócio judaico, suas funções e seus sacrifícios), as palavras inspiradas do apóstolo têm aplicação e significado primários para o nosso tempo, quando toda uma ordem mundial está para terminar. Isto é assegurado pelas muitas referências que o apóstolo faz nesta carta ao tempo da “revelação” de Jesus Cristo. — 1 Ped. 1:5, 7, 13; 2:12; 4:13.
13. Como podemos nós, iguais a Pedro, manter “bem em mente” o dia de Jeová e por que é isto vital hoje?
13 O apóstolo seguiu seu próprio conselho, “aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová”, o tempo de Deus para acabar com a atual ordem mundial e introduzir a sua nova ordem justa. Há segurança em se manter este tempo “bem em mente”, não o considerando como ainda longe, como que ainda havendo amplo tempo para se entregar a empenhos egoístas e ainda assim poder em tempo ‘voltar’ à justiça, para se escapar da destruição global. Agora estamos vivos; não temos meios de saber se viveremos amanhã ou na semana que vem. Portanto, o tempo para nos prepararmos para a nova ordem de Deus é agora. — Tia. 4:13-15.
14. Qual é o significado do conselho de se ‘ser ajuizado’?
14 Em vista do fim que agora se aproxima rapidamente, em que devemos fixar nossa atenção? “Sede ajuizados, portanto”, é o conselho do escritor inspirado, “e sede vigilantes, visando as orações”. (1 Ped. 4:7) Em vez de ‘ser ajuizados’, outras traduções dizem ‘permanecer calmos’ (The New American Bible), “sensatos” (Liga de Estudos Bíblicos), “criteriosos” (Almeida, atualizada). O apóstolo Paulo exortou de modo similar: “Não estejamos dormindo assim como fazem os demais, mas fiquemos despertos e mantenhamos os nossos sentidos.” (1 Tes. 5:6) É evidente que o atual não é o tempo para se ficar insensato, frívolo ou precipitado no critério. É o tempo para reflexão e conduta sóbrias.
15. (a) Como podemos experimentar se somos ‘ajuizados’ quanto às nossas esperanças futuras, inclusive quanto ao nosso conceito sobre textos tais como o de Isaías 65:21? (b) Que cumprimentos já teve este texto?
15 Temos de evidenciar o mesmo bom juízo para com a nossa esperança de vida na nova ordem de Deus. Por que nos empenhamos por ela? O que nos atrai a esta esperança? São principalmente os benefícios materiais e físicos? Devem ser estes? Talvez nos venha à mente um texto tal como o de Isaías 65:21: “E hão de construir casas e as ocuparão; e hão de plantar vinhedos e comer os seus frutos.” Nesta base, devemos imaginar-nos morando em grandes mansões, verdadeiros palácios, e ser atraídos por isso? Na realidade, o texto apenas menciona “casas”, não menciona? E é nestas que a maioria de nós mora hoje. Deveras, a profecia teve seu cumprimento inicial por ocasião da volta de Israel do exílio para a terra desolada de Judá, sem casas e sem vinhedos. Depois da sua chegada, construíram casas e plantaram vinhedos. Em nossos próprios dias, houve um cumprimento espiritual da profecia desde 1919, quando o povo de Deus, que serve do mesmo modo como Israel, quais testemunhas de Jeová (Isa. 43:10-12), saiu do exílio espiritual e começou a restaurar sua ‘terra’ espiritual ou seu campo de atividade e adoração, formando congregações e cultivando a fertilidade espiritual.
OS PRINCIPAIS MOTIVOS PARA SE DESEJAR A NOVA ORDEM
16. O que se salienta aqui quanto ao apelo da Bíblia na sua apresentação da esperança duma nova ordem?
16 Sem dúvida, após a “grande tribulação”, haverá muita construção de lares. E os sobreviventes terrestres que viverem na nova ordem de Deus, livres do fardo esmagador do atual sistema e de sua ganância comercial, certamente poderão construir moradias realmente agradáveis. Então, qual é o ponto em questão? O seguinte: Que a Palavra de Deus não oferece pormenores sobre como serão estes lares, sobre o seu tamanho, sua modéstia ou sua grandiosidade. Isto não é especificado em nenhuma de suas páginas. Por que não? Porque seu atrativo não é materialista; ela dá maior ênfase às outras bênçãos, como as coisas importantes em que fixar nossa atenção primária. Por exemplo, considere o quadro deleitoso que nos é apresentado no Salmo 85:10-13. Mostrando em que podem resultar o favor e a bênção de Deus para uma terra e seu povo, diz ali:
17, 18. (a) Como é este ponto ilustrado pelo Salmo 85:1-13? (b) Então, quais são as particularidades da vida na Nova Ordem, que devem ter para nós a maior força motivadora, e por quê?
17 “Quanto à benevolência e à veracidade, elas se encontraram; justiça e paz — elas se beijaram. Veracidade é que brotará da própria terra e justiça é que olhará para baixo desde os próprios céus. Também Jeová, da sua parte, dará o que é bom, e a nossa própria terra dará a sua produção. Diante dele andará a própria justiça e ela fará das suas pegadas um caminho.”
18 Note que este quadro obtém a sua beleza primariamente das bênçãos espirituais, mencionando-se apenas ligeiramente as bênçãos materiais da “produção” da terra. São as bênçãos espirituais que nos devem fazer ansiar a nova ordem de Deus. É por causa destas coisas que devemos estar dispostos a trabalhar, a fazer sacrifícios, sim, e até mesmo morrer, para ganhar a vida na nova ordem de Deus. Pois, estas coisas espirituais nunca foram dadas pelo atual sistema e nunca nos serão dadas por ele. Em vez de haver “benevolência”, a atual ordem é no coração fria, gananciosa, usando a pessoa enquanto serve aos seus fins e rejeitando-a depois como algo gasto e a ser esquecido. Nela abundam a falsidade, a hipocrisia, a duplicidade e a fraude, não a “veracidade”. A justiça e a paz certamente não “se beijaram” na atual ordem. Mas, na nova ordem de Deus, estas bênçãos espirituais serão evidentes em toda a terra e se harmonizarão belamente para tornar a vida genuinamente deleitosa — para os cujo coração é justo. A velha ordem é capaz de conceder às pessoas lares grandes, até mesmo mansões, junto com comida excelente — em alguns países, um número notável de pessoas possuem isto. Mas ela não tem e nunca produzirá a benevolência, a veracidade, a paz e a justiça que distinguirão a nova ordem de Deus.
19. Que atitude é essencial com respeito à Nova Ordem e como podemos mostrar que temos tal atitude agora?
19 Portanto, a preparação para a vida na vindoura nova ordem exige que mantenhamos a perspectiva correta quanto às bênçãos prometidas e atribuamos o maior valor sempre às espirituais. Se fizermos isso, então, quando finalmente passar a tormenta do Armagedom, desaparecer o retumbar de seu trovão e a terra parar de tremer sob o impacto da fúria divina, expressa contra as nações, sairemos de onde Jeová Deus achou adequado preservar-nos e nos alegraremos na aurora de um novo dia, a alva de sua nova ordem. Ao olharmos em volta de nós, possivelmente tudo o que nossos olhos virem serão escombros e ruínas — mas, neste caso, isto deverá parecer-nos belo. Por quê? Porque podemos então dizer do fundo do coração: ‘Graças a Deus, a velha ordem, com toda a sua corrução, crueldade e rebelião contra Deus, desapareceu finalmente para sempre! Agora, a justiça há de morar na terra.’ Podemos mostrar desde já que temos este sentimento por não deixar as coisas materiais sobrepor-se aos assuntos espirituais em nossa vida ou de se tornarem mais atraentes.
OBEDIÊNCIA DE CORAÇÃO
20. O que sabemos definitivamente sobre a Nova Ordem e o que expõe Revelação 20:11, 12?
20 Ao sermos “ajuizados”, faremos bem em meditar em algumas das coisas que sabemos sobre a vindoura nova ordem. Sabemos que se exigirá a obediência à soberania de Deus, expressa por meio do governo do seu Reino. Somos informados em Revelação 20:11, 12, de que durante o reinado milenar do Filho de Deus ‘abrir-se-ão rolos’. Todos os viventes, inclusive os ressuscitados dentre os mortos, serão julgados “segundo as suas ações”, quanto a estarem em harmonia ou em desacordo com estes “rolos”. Rolos, na profecia bíblica, quase invariavelmente se referem a alguma revelação da vontade de Deus, revelação dada em forma escrita. Assim, parece que durante o reinado milenar de Cristo Jesus haverá revelações adicionais da vontade e do propósito de Deus, e que estas serão em forma publicada, para que todos possam ser informados. Caberá então a cada um demonstrar seu merecimento da vida eterna por harmonizar suas ações com estes rolos.
21, 22. (a) Por que poderão alguns achar que, depois de terem sobrevivido à “grande tribulação” a obtenção da vida eterna seja então relativamente simples? (b) Que fator importante talvez seja despercebido?
21 Portanto, a sobrevivência à “grande tribulação” não necessariamente garante a sobrevivência para a vida eterna. Não obstante, alguns talvez achem que, quando esta velha ordem tiver desaparecido, e, conforme prediz o livro de Revelação, Satanás e seus demônios estiverem no ‘abismo’, o assunto de se ser obediente seja então relativamente simples, quase que inevitável. É isto ser ‘ajuizado’ e prepara-nos isto para a vida na Nova Ordem?
22 É verdade que o desaparecimento da velha ordem, com todas as suas tentações e pressões para o mal, será um grande alívio. Também o será a libertação da guerra que agora precisamos travar contra as “forças espirituais iníquas”, que dominam invisivelmente a ordem atual. (Efé. 6:10-13) Contudo, são estas duas grandes causas de oposição à justiça as únicas com que temos de lidar? Não há outra causa maior? Sim, há; e dessemelhante destas causas externas, esta é interna, está dentro de nós. É a natureza pecadora que herdamos, o legado que todos recebemos de Adão. E ‘sermos ajuizados’ fará com que nos demos conta de que esta é a força que provavelmente é a mais perigosa, a decisiva. Como?
23. O que mostra a origem da injustiça sobre a seriedade relativa das forças externas e internas que operam em oposição à nossa obediência a Deus?
23 Considere a origem da injustiça, da desobediência à regência divina. É verdade que Eva, no Éden, estava sujeita à influência externa, e ela, por sua vez exercia influência sobre seu marido. Mas que dizer daquele que iniciou a rebelião? Que influência externa operou naquele filho espiritual de Deus para torná-lo mau? Por certo, Deus nem o tentou nem o pressionou a fazer isso, nem o fez qualquer outro. Contudo, este filho espiritual tornou-se rebelde contra seu Pai celestial. A causa de sua rebelião não era externa, mas interna, provinda de seu próprio coração. (Veja Tiago 1:13-15.) Portanto, para nós, não importa quais as forças adversas, externas, que haja, o fator decisivo para a fidelidade está dentro de nós, o que temos no coração. Isto ainda será assim durante o período milenar, em que as pessoas serão julgadas “segundo as suas ações”.
24. Em que confiam alguns, quanto a fazer as mudanças necessárias na sua personalidade e nos seus hábitos? E o que desejaremos determinar num estudo seguinte?
24 Poderia dizer-se, porém: “Ora, eu reconheço que tenho alguns hábitos maus, tendências e modos errados, que não venci assim como devia ter feito. Mas estou certo de que, uma vez que passamos através da “grande tribulação”, eu serei diferente — ainda não perfeito, é claro, mas diferente.’ É isto ser ‘ajuizado’? Devemos pensar que a terribilidade da “grande tribulação” e de sua guerra do Armagedom de algum modo opere em nós uma transformação corretiva quanto ao nosso coração? Considere a informação que segue.
-
-
Está pronto para a vida na nova Ordem de Deus?A Sentinela — 1973 | 15 de dezembro
-
-
Está pronto para a vida na nova Ordem de Deus?
1-3. (a) Que acontecimento espantoso deu-se com os israelitas no Mar Vermelho? (b) Mudou isso os israelitas? Como o sabemos?
REMONTE em pensamentos ao tempo do êxodo do antigo Israel do Egito. Ao chegarem à margem ocidental do Mar Vermelho, os israelitas se viram encurralados, ao passo que as forças de Faraó avançavam contra eles pela retaguarda. Passaram a murmurar e a se queixar: ‘Por que nos trouxe este Moisés ao deserto para sermos massacrados junto com nossas esposas e nossos filhos?’ Mostraram ter falta de fé na direção de Deus. No entanto, Jeová mandou que Moisés estendesse sua vara sobre o mar e Deus fez então que o mar se abrisse, formando um caminho através dele até à margem oriental. Talvez tenham estado envolvidas cerca de três milhões de pessoas, e, conforme salienta o livro Ajuda ao Entendimento da Bíblia (página 546, em inglês):
“Visto que Israel atravessou o mar numa única noite, dificilmente se pode presumir que as águas se abrissem num canal estreito. Antes, deve ter tido a largura de uma milha (1,6 quilômetros), ou de algumas milhas. Tal grupo, embora em formação bastante cerrada, junto com as carroças que tinham, sua bagagem e seu gado, mesmo numa formação bastante fechada, ocuparia uma área de talvez três milhas quadradas (7,7 quilômetros quadrados). . . . Tal coluna levaria várias horas para entrar no leito do mar e atravessá-lo.”
2 Que sensação enorme não deve ter sido fazer esta marcha através do mar para o outro lado, e, uma vez chegado ali, voltar-se e ver as águas se juntar novamente e afogar as forças de Faraó como se fossem ratos encurralados! Deveras, algo espantoso, emocionante! Mas, transformou isso os israelitas? Eram eles pessoas diferentes, nas margens orientais do Mar Vermelho, das que haviam sido nas margens ocidentais?
3 Leia a narrativa e verá que dentro de um mês surgiram novamente suas queixas e sua murmuração — de não haver então água suficiente. Nestas e em murmurações subseqüentes, não ergueram o rosto para o céu e se queixaram diretamente de Deus. Não, queixaram-se do agente humano, visível, que ele usava. Sua falta de fé continuava. — Êxo. 15:22-24; 16:1, 2.
4-6. (a) O que determina se milagres ou outros acontecimentos espantosos têm ou não um efeito duradouro sobre a pessoa? (b) Como é isto ilustrado por Lucas 17:11-19?
4 Se um ato poderoso de Deus tem um efeito apenas temporário ou realmente muda a pessoa depende de o coração da pessoa ser afetado ou não. Isto se deu no caso dos milagres dos profetas de Deus e de seu próprio Filho. Quem não tem ouvido falar da lepra, uma doença temível que ataca diversas partes do corpo — os dedos das mãos e dos pés, as orelhas, o nariz e os lábios? Estes são consumidos aos poucos. Suponhamos que isto lhe acontecesse e que tivesse de ver seu corpo e seu rosto sofrer aos poucos tal deformação. Mas o que diria então se alguém o curasse, restabelecendo-lhe o corpo e o rosto em saúde, de modo que o acontecimento fosse como um pesadelo já passado? Como se sentiria? O que diria?
5 Em Lucas 17:11-19 lemos a respeito de Jesus encontrar-se com dez leprosos, enquanto andava de uma aldeia para outra. Conforme prescrevia a Lei, estes homens permaneceram à distância e gritaram: “Jesus, Preceptor, tem misericórdia de nós!” Ele teve misericórdia deles, mandando-os ir apresentar-se aos sacerdotes, segundo a Lei. Em caminho todos os dez foram curados. O que fizeram então?
6 Apenas um voltou a Jesus para expressar agradecimentos, e ele era samaritano. E os outros nove? Sem dúvida, seguiram seu caminho, alegrando-se. Haviam recebido o que queriam. E o que foi isso? A cura física.
7. Demonstra o forte desejo de ter saúde física que estamos preparados para a vida na nova ordem de Deus?
7 Com que nos parecemos nós neste respeito? É natural que aguardemos a saúde física que a nova ordem de Deus trará. (Rev. 21:3, 4) Mas, então, quantas pessoas conhece que não gostariam de ter saúde perfeita, estar livres de padecimentos e de dores ou que não gostariam de reter ou recuperar o vigor da juventude? É evidente que a grande maioria hoje na terra gostaria de ter isso. Portanto, como poderia o mero desejo de saúde física ser um fator distintivo que nos marcaria como pessoas preparadas para a vida na nova ordem de Deus? Deve haver algo mais do que isso. Deve haver a motivação correta para se desejar a saúde perfeita que a nova ordem de Deus oferece.
8. (a) Como é a atitude correta ilustrada por um leproso que voltou a Jesus? (b) Ao lermos as promessas bíblicas sobre as bênçãos da Nova Ordem, o que nos devemos esforçar a fazer sempre?
8 Temos de ser semelhantes àquele único homem que deu meia-volta e retornou a Jesus, sem dúvida, sentindo-se como se o coração lhe fosse rebentar no peito, e talvez com lágrimas correndo pela face. Em que diferia dos outros? A diferença era que a bondade de Deus, mediante Cristo Jesus, tocou-lhe o coração. Ele viu na sua cura a evidência de quão grandioso Jeová é como Deus e ficou cheio do desejo de louvá-lo. Tinha a atitude correta; tinha apreço espiritual. Também nós, ao considerarmos cada uma das muitas bênçãos que a Nova Ordem oferece, devemos dar-nos conta da necessidade de pensar em que elas nos dizem sobre nosso Deus. Assim aumentarão em nós o apreço dele e criarão um forte desejo — não só de saúde perfeita e da vida infindável em si mesmos — mas de ter tais bênçãos para poder servir nosso grandioso Criador e poder mostrar também amor ao nosso próximo.
MUDANÇAS DE PERSONALIDADE NÃO POR UM MILAGRE DIVINO
9. (a) Por que não transformará nem mesmo a ressurreição dentre os mortos as pessoas para a justiça? (b) Como mostra Mateus 21:31, 32, por que as pessoas de Tiro, Sídon e Sodoma talvez progridam melhor na nova ordem de Deus do que as pessoas das cidades que Jesus repreendeu?
9 Até mesmo a ressurreição dentre os mortos não mudará em si mesma as pessoas. Sabemos isso porque Jesus disse ao povo de certas cidades de Israel: “No Dia do Juízo será mais suportável para Tiro e Sídon [e para a terra de Sodoma] do que para vós.” (Mat. 11:20-24) Por quê? Porque estas pessoas, na antiga Tiro, Sídon e Sodoma, não tiveram o benefício da pregação, do ensino e da realização de obras poderosas que estes judeus do primeiro século receberam por meio do Filho do Deus. Portanto, Jesus dizia que, quando os habitantes de cidades tais como Cafarnaum, Corazim e Betsaida voltassem na ressurreição, durante o seu reinado de mil anos, eles voltariam com as mesmas personalidades orgulhosas e obstinadas que evidenciavam ter naquele tempo. Embora as pessoas de Tiro, Sídon e Sodoma fossem claramente injustas, elas não haviam manifestado tais tendências e por isso estariam em melhores condições para aceitar a verdade e a instrução nos princípios justos de Deus. — Veja Mateus 21:31, 32.
10. De que nos aperceberemos por sermos “ajuizados” quanto ao fator primário de obtermos a vida eterna na Nova Ordem?
10 Ao sermos “ajuizados”, pois, não contaremos com algum acontecimento poderoso, mesmo tão grande como a “grande tribulação” no futuro, para operar alguma transformação mágica em nós, que nos garanta nosso bom êxito na nova ordem de Deus. E nos aperceberemos de que, afinal, obtermos a vida eterna não dependerá apenas de nos associarmos com certas pessoas ou certa organização. No fim das contas, dependerá de que espécie de pessoas somos, de quais as nossas qualidades pessoais.
11, 12. (a) Ilustre como as sérias fraquezas espirituais de agora, se não forem corrigidas, poderão impedir o progresso em direção à perfeição por parte dos que sobreviverem para a nova ordem de Deus. (b) Quem levará a culpa, se alguém deixar de viver a altura do conteúdo dos “rolos” que serão abertos então?
11 Portanto, em toda a seriedade e na plena posse de nossos sentidos, temos de ser honestos na nossa avaliação de nós mesmos, não depreciando ou encobrindo hábitos ou atitudes erradas que revelam uma séria fraqueza espiritual. Por exemplo, um homem talvez tenha o que alguns chamam de ‘olhos errantes’. Talvez não seja fornicador, nem adúltero em sentido literal, mas seu interesse no sexo oposto é excessivo; seus olhos vagueiam desta para aquela. Se ele realmente passar pela experiência espantosa de sobreviver à “grande tribulação”, seus olhos talvez olhem por um tempo ‘diretamente para a frente’. Mas, se ele realmente não determinar no coração ir contrário às inclinações libidinosas, seus olhos podem logo começar a vaguear outra vez, sim, embora ele esteja na Nova Ordem. O mesmo se daria com aquele que se deixa depender demais de bebidas alcoólicas. Embora não seja beberrão, se o seu interesse nelas for imoderado e ele deixar de corrigir o assunto, poderá causar-lhe isso mais tarde problemas, como possível sobrevivente na Novà Ordem. A ausência duma indústria de bebidas alcoólicas não impediria isso, assim como tampouco impediu o excesso de Noé, em certa ocasião, após o dilúvio global. — Gên. 9:20, 21.
12 O mesmo se dá também com outros hábitos perigosos ou tendências de personalidade. Tendências para com a ambição egoísta, a jactância, a inveja, a tagarelice, a pura preguiça ou a falta de submissão à chefia — são numerosas as coisas que poderiam criar problemas para nós, se não aprendermos a dominá-las. Poderiam estorvar ou impedir nosso progresso em direção à perfeição, durante o período milenar em que Cristo Jesus e seus co-herdeiros celestiais servirão quais sacerdotes para a cura dos súditos terrestres do Reino. (Gál. 5:19-21; Rev. 5:10; 22:1, 2) Se quaisquer de nós deixarem de se habilitar para a vida por deixarem de viver em harmonia com o conteúdo dos “rolos” de Deus, de então, não poderemos culpar a ninguém — nem o atual mundo iníquo, nem Satanás e seus demônios — mas apenas a nós mesmos.
VIGILÂNCIA QUANTO À ORAÇÃO
13. O que está envolvido em ser “vigilantes, visando as orações”?
13 Podemos ver prontamente por que, depois de exortar a sermos “ajuizados”, em vista da proximidade do “fim de todas as coisas”, o apóstolo Pedro passa a exortar: “Sede vigilantes, visando as orações.” (1 Ped. 4:7) Embora certamente sejam apropriadas as orações nas ocasiões costumeiras, tais como nas refeições, ao se levantar ou deitar, é isto ser ‘vigilante, visando as orações’? Antes, queremos ‘procurar a face de Jeová’ durante todo o dia, orando não só com a voz ou com os lábios, mas com o coração. (Sal. 27:8, 9) Queremos ser sensíveis à nossa necessidade de sua ajuda e recorrer a ele em busca de orientação e de força sempre que sintamos quaisquer fraquezas na nossa fé ou qualquer tendência para nos afastar dos princípios justos de Jeová.
14, 15. (a) Que relação merece a maior vigilância, para ser mantida num estado excelente? (b) Que espécie de oração demonstra a prontidão para a vida na Nova Ordem?
14 Estamos atentos nos nossos tratos com outros, vigilantes para não ofender, para evitar o perigo ou para ver que nossos tratos comerciais sejam bem sucedidos? Quanto maior deve ser nossa vigilância e nossa atenção para manter uma relação excelente com Jeová Deus e nos aproveitar de sua plena ajuda e orientação! Nossa necessidade da oração é agora urgente. Ela não cessará simplesmente ao entrarmos na vindoura nova ordem.
15 Quando falamos a Deus, podemos mostrar que não somos complacentes ou rotineiros, mas, antes, que lhe abrimos o coração, falando-lhe de nossos problemas, de nossos esforços de melhorar e talvez de nosso desapontamento com nós mesmos, procurando sua ajuda e sua benignidade imerecida e pedindo que tenha compaixão conosco. A vigilância e a sensibilidade para com a necessidade da oração agora certamente contribuirão muito para nos preparar para a vida de então. A oração de coração é evidência de profunda fé.
RESPEITO PELA CHEFIA TEOCRÁTICA
16, 17. (a) Como sabemos que vigorará o princípio da chefia na nova ordem de Deus, entre os sobreviventes terrestres? (b) Que perguntas suscita isso quanto à nossa prontidão para a vida naquele tempo?
16 Tal fé contribuirá grandemente para nosso bom êxito na nova ordem de Deus. Entre as coisas que sabemos a respeito da vida de então é que haverá uma chefia em operação. Conforme reconheceu o Rei Davi: “Teu é o reino, ó Jeová, que te ergues como cabeça sobre todos.” (1 Crô. 29:11) Jeová, no exercício legítimo de sua soberania, fez da chefia um dos princípios básicos do arranjo divino. Quer a chefia seja exercida por pessoas, tais como o Rei Jesus Cristo ou por chefes familiares individuais, quer a chefia seja exercida por um grupo de pessoas, encarregado de prover direção ou fazer decisões e julgamentos sob o Rei designado de Deus, respeitaremos tal chefia na Nova Ordem? Respeitamo-la agora?
17 Durante o reinado milenar, Cristo Jesus desempenhará plenamente seu papel de “líder e comandante” de todos os seus súditos. (Isa. 55:4) Seu governo substituirá os de “César” e será um governo ativo, cuja direção dos assuntos da terra será sentida de muitos modos. Aceitaremos voluntariamente as ordens do Rei? O progresso em direção à perfeição e até mesmo a própria vida dependerão disso.
18. Que situações contrastantes surgiram nas planícies de Sinear e na Jerusalém restabelecida, ilustrando o efeito da chefia sobre as circunstâncias da moradia das pessoas?
18 Depois do dilúvio global dos dias de Noé, Jeová Deus mandou que os sobreviventes se espalhassem e enchessem a terra. Quando muitos, reunidos nas planícies de Sinear, decidiram fazer o contrário, e decidiram concentrar-se numa grande cidade, Jeová fez valer a sua vontade soberana, confundindo a língua deles e assim “os espalhou dali por toda a superfície da terra”. (Gên. 9:1; 11:1-9) Em sentido inverso, muitos séculos depois, quando os exilados judaicos reconstruíram Jerusalém, os registros de Neemias mostram que a cidade estava pouco povoada, e por isso se lançaram sortes, e, evidentemente, um chefe de família dentre cada dez foi escolhido para se mudar com a família para a cidade. Evidentemente, mais outros se ofereceram voluntariamente a fazer isso e foram abençoados pelo povo por causa disso. Nem todos estes escolhidos talvez gostassem muito da idéia de se mudar para Jerusalém. Mas, a sua resposta evidenciava fé e interesse em ver a “cidade santa” poder funcionar eficientemente. — Nee. 7:4; 11:1, 2.
19, 20. (a) Que perguntas suscita isso para nós ao contemplarmos a vida na nova ordem de Deus? (b) Como podemos mostrar que estamos preparados agora no que se refere a tais aspectos de moradia na Nova Ordem?
19 Então, o que faria se na nova ordem de Deus fosse mandado mudar-se para outro lugar, talvez até mesmo para um lugar distante, e torná-lo seu lar? Aceitaria isso? O que faria se lhe pedisse mudar-se para um lugar mais povoado, uma comunidade, onde se realizasse algum trabalho especial do governo do Reino, que exigisse um esforço em grupo e de cooperação? Ou o que faria se recebesse a oportunidade de fazer voluntariamente tal mudança? O que faria? Deixar-se-ia governar pela preferência pessoal e acharia que a sua felicidade estava inseparavelmente ligada a certa região geográfica ou ao ambiente de sua própria escolha?
20 Até certo ponto, podemos mostrar agora nossa disposição certa por voluntariamente aceitar oportunidades ou sugestões de natureza pelo menos algo similar. Até mesmo em coisas pequenas tais como o pedido de cooperar em ocupar certos lugares numa reunião ou numa assembléia, acatamo-los de bom grado? Na obra de pregar as boas novas, hesitamos em servir em certos territórios locais? Se as circunstâncias e as obrigações ou os deveres pessoais permitirem, oferecemo-nos voluntariamente a servir onde há maior necessidade, embora isto signifique como que ‘desarraigar-nos’ dum lugar e talvez sacrificar certas conveniências e certos gostos pessoais? Quanta fé e quanto interesse sincero mostramos em promover os interesses da “Nova Jerusalém”, do governo do Reino de Deus por Cristo Jesus?
RESPEITOSOS APESAR DAS IMPERFEIÇÕES
21. Por que exige genuína fé da nossa parte o uso que Deus faz de representantes humanos?
21 Junto com isso, temos de reconhecer a necessidade de ter fé na capacidade de Jeová Deus e de seu filho de usar representantes humanos no governo. Talvez se acatassem prontamente as instruções ou designações dadas por um anjo ou transmitidas por uma voz poderosa, mesmo trovejante, desde o céu. Mas o que se faz quando uma tarefa é designada por intermédio de representantes humanos do governo celestial? Isto exige mais fé, não exige?
22, 23. (a) Até que ponto afeta a imperfeição humana o serviço destes representantes terrestres e como poderá influir em nós? (b) Desaparecerão logo após a “grande tribulação” as imperfeições, os enganos e os erros de critério? (c) Que perguntas suscita isso?
22 Hoje em dia, operam corpos de anciãos nas congregações cristãs, locais, e há um corpo governante de anciãos que serve as congregações em toda a terra. Os que compõem tais corpos são todos homens imperfeitos; mas, pela ajuda do espírito santo de Deus, podem servir bem a vontade e o propósito Dele. Achamos difícil respeitar a tais ou a cooperar com eles, porque nos apercebemos de que não são perfeitos? Então, que dizer do período inicial da Nova Ordem?
23 Embora a nova ordem de Deus, desde o começo, deva dar grande alegria, não obstante, a imperfeição não desaparecerá logo no primeiro dia, na primeira semana, no primeiro mês ou no primeiro ano, nem mesmo na primeira década após a “grande tribulação” e o lançamento de Satanás no abismo. Se fosse assim, então por que reservar mil anos para o completo restabelecimento da perfeição e a plena reconciliação da humanidade com Deus? Então, o que se dará se alguma imperfeição da parte das pessoas encarregadas de responsabilidades, como representantes do governo do Reino, afetasse a um de nós adversamente, talvez resultando em algum ato ou arranjo de que achemos que não é como deve ser, causando-nos certa medida de desgosto ou dessatisfação? Ficaremos impacientes ou agitados, se o assunto não for logo corrigido? Ficaremos tentados de ‘agir por conta própria’ para tentar retificar o que achamos necessitar de correção? Como reagimos agora em circunstâncias similares, ao nos prepararmos para a vida na nova ordem de Deus?
24, 25. (a) Por que morreu Uzá às mãos de Deus? (b) Que motivo talvez tivesse e que atitude manifestou este?
24 Temos um exemplo orientador na ocasião da tentativa de Davi de trazer a arca do pacto a Jerusalém. Em vez de mandar transportar a arca em varais nos ombros dos levitas coatitas (segundo a Lei), ela foi colocada numa carroça. Em certo ponto, o gado que puxava a carroça quase que causou um transtorno, e um homem chamado Uzá estendeu a mão para segurar a arca. Com que resultado? Jeová Deus “o golpeou ali pelo ato irreverente, de modo que morreu ali perto da arca”. (2 Sam. 6:1-7) O que havia de errado?
25 A lei de Deus proibia especificamente que alguém que não fosse representante sacerdotal autorizado tocasse na arca sagrada, sob pena de morte. A lei era conhecida publicamente e visto que Uzá, sem dúvida, era levita (mas não sacerdote), devia ter sabido melhor do que os outros a ordem expressa de Deus. Ele decidiu violar esta ordem, talvez julgando que as circunstâncias o justificassem. Talvez pensasse que, se ele não agisse para segurar a arca, ela certamente cairia. Neste caso, tinha falta de fé no poder de Deus, de cuidar do assunto de tal modo que nenhum de seus servos precisasse desobedecer às suas ordens expressas. Por outro lado, talvez pensasse ter a oportunidade de se tornar ‘herói’, ganhando fama duradoura como ‘Uzá, o homem que impediu que a arca sagrada caísse.’ De qualquer modo ele mostrou desrespeito.
26. Que lição vital aprendemos disso, que protegerá os interesses de nossa vida na Nova Ordem?
26 Ações e métodos não bíblicos, presunção e usurpação, nunca são justificáveis. Com tantos motivos para se alegrar na nova ordem de Deus, quaisquer condições iniciais que mostrassem imperfeição humana não deveriam fazer com que nos acaloremos, ou falemos ou atuemos precipitadamente. Teremos de ‘manter os sentidos em todas as coisas’, reconhecendo que o princípio de que “melhor é o fim posterior dum assunto do que o seu princípio” vigorará mesmo no reinado milenar do Filho de Deus, e de que “melhor é aquele que é paciente do que o soberbo no espírito . . . pois ficar ofendido é o que descansa no seio dos estúpidos”. — 2 Tim. 4:5; Ecl. 7:8, 9.
27, 28. Quando parece que algum assunto precisa ser corrigido ou retificado, qual é o proceder certo a adotar, para se assegurar o favor e a bênção de Deus?
27 Se não estivermos autorizados a agir em certo assunto, poderemos informar os que estão. Em vez de depois, com impaciência, tentarmos nós mesmos ‘segurar a arca’, podemos então mostrar confiança na direção dos assuntos por Deus, confiante em que, com o tempo, ele fará com que resulte apenas o bem. Conforme aconselha o Salmo 4:4: “Ficai agitados, mas não pequeis. Falai no vosso coração, na vossa cama, e ficai quietos.” — Veja o Salmo 63:6-8.
28 Por isso, podemos preparar-nos agora para a nova ordem de Deus por mostrar respeito pelos arranjos que seu Filho põe em operação na congregação cristã, com a certeza de que Jeová Deus e Cristo Jesus nunca estão mal informados nem desapercebidos das coisas que precisam de ajuste ou de correção.
[Foto na página 750]
Significa o desejo de ter saúde física que já se está pronto para a vida na nova ordem de Deus? Dez leprosos procuravam ser curados por Jesus, apenas um tinha um coração que o induziu a dar glória a Deus. Qual é a condição de seu coração?
-
-
Acima de tudo, tenham intenso amor uns pelos outrosA Sentinela — 1973 | 15 de dezembro
-
-
Acima de tudo, tenham intenso amor uns pelos outros
1, 2. Segundo o apóstolo inspirado, acima de tudo o que devemos cultivar, se quisermos viver na nova ordem de Deus?
EM VISTA da proximidade do “fim de todas as coisas”, qual é a coisa destacada que os que desejam a vida na Nova Ordem à frente devem cultivar? Em 1 Pedro 4:8-10, o apóstolo inspirado escreve:
2 “Acima de tudo, tende intenso amor uns pelos outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados. Sede hospitaleiros uns para com os outros, sem resmungar. Na proporção em que cada um recebeu um dom, usai-o em ministrar uns aos outros como mordomos excelentes da benignidade imerecida de Deus, expressa de vários modos.”
3, 4. Em vista do que sabemos, que haverá definitivamente na nova ordem de Deus, em que se deve fixar agora nosso interesse real?
3 Não temos maneiras de saber que papel, se é que o terão, tais coisas como automóveis, aparelhos de televisão, conjuntos estereofônicos ou coisas similares desempenharão na terra durante a nova ordem de Deus. Mas há algo de que sabemos que existirá naquela nova ordem, algo atual, com que lidamos cada dia. De que se trata?
4 De pessoas; pessoas que, iguais a nós mesmos, amam o que é direito. Portanto, em vez de desenvolvermos nossos interesses e nossa vida em torno de objetos e aparelhos manufaturados desta atual ordem, coisas de que não se tem certeza de que continuem, quanto melhor e mais sábio é tomar interesse real nas pessoas e aprender a ter alegria genuína em fazer algo para os outros. A vida na vindoura nova ordem certamente estará cheia de tal serviço amoroso e de se “ministrar uns aos outros”. Se pudermos achar verdadeiro prazer e satisfação em fazer isso agora — gostar de servir outros, de ser prestimosos, de trabalhar a favor dos seus melhores interesses, ser corteses e hospitaleiros — estaremos bem encaminhados para ter bom êxito na vida na Nova Ordem.
5. (a) O que realizará o “intenso amor” e por que é isto vital? (b) Queira comentar os textos no fim deste parágrafo.
5 Para isso, nosso amor, conforme diz o apóstolo, terá de ser “intenso”, ou, conforme outras traduções expressam isso, “em plena força”, ‘nunca insincero’. (New English Bible; Jerusalem Bible) A palavra grega original traduzida “intenso” significa literalmente “esticado”. Portanto, nosso amor não pode ser indiferente, restringindo-se apenas a fazer o que achamos que devemos fazer ou que pensamos que não nos incomodará, nem se deve limitar a alguns favorecidos. Precisa ampliar-se, estender-se tanto com respeito a abranger o maior número possível como a esforçar-se com intensidade. Apenas esta espécie de amor nos habilitará a manter a união vital com nossos irmãos, sob uma grande variedade de circunstâncias, que poderiam dificultar nossas relações e fazer com que nos tornemos críticos ou fiquemos inclinados a expor as imperfeições e faltas de nossos irmãos e fazer questão delas. Mas, um “intenso amor” se ‘esticará’ para abranger todas estas circunstâncias. — Veja Provérbios 10:12; Colossenses 3:12-14.
6, 7. (a) Que perguntas poderemos fazer a nós mesmos para saber se falta intensidade no nosso amor? (b) Como é que tal amor cobre uma multidão de pecados’? Por que será isto necessário, mesmo após a “grande tribulação”?
6 É nosso amor agora assim? Encobre nosso amor as faltas dos outros nas poucas horas por semana que em geral gastamos com nossos irmãos? Ou estamos inclinados a ficar perturbados e irritados com tais faltas? Alguns acham difícil dar-se bem com outros e por isso permitem que se criem diferenças e que haja frieza. Mas, se alguém achar difícil dar-se bem com seus irmãos agora durante algumas horas por semana, então, como será se sobreviver para a nova ordem de Deus e se achar rodeado por seus irmãos, por todos os lados, cada dia e durante todo o dia?
7 O “intenso amor” não deixará a pessoa remoer as ofensas, nutrindo a lembrança delas ao ponto de sentir amargura para com outros, apegando-se a tais pensamentos desagradáveis e não os deixando desaparecer. Ao tirá-los da mente e do coração ou ao tomar medidas positivas para melhorar as relações, tal amor ‘cobre uma multidão de pecados’. Induz-nos a oferecer nossa ajuda aos inclinados a ser fracos ou a cair no erro, não sendo apenas críticos ou tagarelando sobre eles. (Tia. 5:20) Visto que os pecados não desaparecerão da terra da noite para o dia, na vindoura nova ordem, precisamos de tal amor intenso para assegurar-nos de mantermos uma relação excelente com Jeová Deus, que “é amor”, e com seu Filho, cujo próprio amor intenso o induziu a dar a sua própria vida a favor de pecadores. — Rom. 5:6-8.
8. (a) A que proceder exorta Pedro adicionalmente, como expressão do intenso amor? (b) Como nos ajudará isso na preparação para a nova Ordem?
8 Podemos mostrar tal amor também por nossa hospitalidade. “Sede mutuamente hospitaleiros”; “acolhei-vos uns aos outros nas vossas casas, sem murmuração”. (1 Ped. 4:9, Almeida, atualizada; Jerusalem Bible) Sim, o que fizermos neste sentido deve estar livre de queixa, porque Deus ama apenas o “dador animado”. (2 Cor. 9:7) É possível que no período inicial, após a “grande tribulação”, haja muita compartilhação de coisas materiais. Qualquer inclinação para não se ser generoso ou para se ser mesquinho poderia criar sérias dificuldades para nós então. Por outro lado, se mostrarmos um espírito semelhante aos cristãos em Jerusalém, que abriram seus lares para acolher e alimentar seus novos irmãos dentre os três mil discípulos recém-batizados, então nos aprontamos para a vida na Nova Ordem. (Atos 2:46; 4:32-35) Conforme exorta o apóstolo Paulo: “Partilhai com os santos segundo as suas necessidades. Segui o proceder da hospitalidade.” — Rom. 12:13.
MORDOMOS EXCELENTES DOS DONS DE DEUS
9. Como é que cada um na congregação cristã “recebeu um dom” e o que deve fazer com ele?
9 “Na proporção em que cada um recebeu um dom, usai-o em ministrar uns aos outros [servi uns aos outros, Almeida, atual.]. “Assim agiremos “como mordomos excelentes da benignidade imerecida de Deus, expressa de vários modos”. (1 Ped. 4:10) E, de fato, nenhum de nós está sem alguma coisa para dar ao ministrar aos nossos irmãos. Todo aquele que entra no arranjo teocrático de Deus recebe um dom. Cada um tem coisas a fazer, tarefas de serviço ou responsabilidades. Não somos como que todos fundidos no mesmo molde, tendo personalidades, capacidades, talentos, forças, conhecimento ou bens idênticos. Mas, não importa o que tenhamos, afinal, nós o devemos a Deus. (Rom. 12:6-8; 1 Cor. 4:7) Reconhecendo isto, não deixaremos que nosso “dom” fique ocioso, como que guardado numa arca de tesouro. (Mat. 25:14-30) Temos de usá-lo, empregá-lo no serviço dos outros.
10. O que significa sermos ‘mordomos da benignidade imerecida de Deus’?
10 Sermos todos chamados “mordomos . . . da benignidade imerecida de Deus” mostra que o “dom” é um fideicomisso. Ao aceitar tal dom, o recebedor passa a ter responsabilidade para com o Dador, Jeová Deus. O “mordomo” ou administrador duma casa, nos tempos bíblicos, era nomeado pelo dono da casa e tinha que lidar com os diversos membros da casa. Devia tratá-los de modo prestimoso. Os conservos eram exortados pelo mordomo a cumprir seus próprios deveres em fidelidade. Favoreceu-nos Deus com privilégios, oportunidades, tarefas ou responsabilidade? Esta é uma benignidade imerecida de sua parte, e nós queremos fazer uso desta benignidade imerecida para realizar Sua vontade, para cumprir o propósito pelo qual tal benignidade ou favor nos foi concedido. — Veja Lucas 12:42-44.
11. De que maneira se “expressa de vários modos” a benignidade imerecida de Deus, da qual podemos ser mordomos, e aplica-se isto também aos anciãos?
11 Deus, na sua sabedoria, proveu “variedades de ministérios”, orientados pelo mesmo espírito, e “variedades de operações, contudo é o mesmo Deus quem realiza todas as operações em todas as pessoas”. Deus, por meio de seu espírito, pode ajudar a cada um de nós a usar ou a desenvolver o que temos, “com um objetivo proveitoso”. (1 Cor. 12:4-7) Embora todos devam cumprir os requisitos básicos, os anciãos, como ‘mordomos’ de Deus (Tito 1:7), também têm as suas forças e capacidades particulares. Alguns podem sobressair-se no ensino da tribuna, ao passo que outros talvez sejam mais fortes no ensino de modo informal, possivelmente ajudando membros da congregação ou famílias com problemas pessoais por visitas domiciliares ou em palestra particular. — Atos 20:20.
12. (a) Como se vê uma variedade similar entre todos os membros da congregação no uso de seus ‘dons’ para ministrar? (b) Queira comentar Romanos 12:6-8.
12 De modo similar, os membros individuais da congregação têm diversos dons que podem usar em ministrar uns aos outros. Todos podem participar nas reuniões, e a variedade de expressões e capacidades têm um efeito enriquecedor. Ao participarem na pregação das boas novas do Reino a pessoas nos seus lares, alguns talvez possam dar um exemplo excelente na colocação de literatura bíblica ou em iniciar palestras e em responder a objeções. Outros talvez se saiam muito bem em iniciar e dirigir estudos bíblicos domiciliares. Alguns talvez tenham a excelente habilidade de fazer os recém-chegados às reuniões sentir-se logo bem-vindos e ‘à vontade’. Ou alguém talvez tenha a capacidade incomum de lidar com jovens ou crianças, que também sentem a necessidade de sentir que são importantes e que merecem atenção. Outros talvez prestem bom serviço no que se refere a visitar membros da congregação que estão doentes ou talvez passem por uma depressão, podendo animá-los e encorajá-los na sua fé na bondade de Jeová. Conforme Paulo escreveu aos cristãos em Roma a respeito dos dons que Deus lhes deu: “Assim, visto que temos dons que diferem segundo a benignidade imerecida que nos foi dada, quer profecia, profetizemos segundo a fé que nos foi proporcionada; quer ministério, ocupemo-nos neste ministério; ou aquele que ensina, ocupe-se no seu ensino; ou aquele que exorta, ocupe-se na sua exortação; aquele que distribui, faça-o com liberalidade; aquele que preside, faça-o em verdadeira seriedade; aquele que mostra misericórdia, faça-o com animação.” — Rom. 12:6-8.
13. Em vez de resultar na satisfação de nós mesmos, como deve animar-nos a variedade da expressão da benignidade imerecida de Deus e que efeito deve isto ter sobre a congregação?
13 Assim, ao passo que todos podemos continuamente procurar melhorar e também aprender dos bons exemplos dos outros, nunca precisamos sentir-nos desanimados por não podermos realizar o mesmo que um outro pode. Todos podemos receber a “benignidade imerecida de Deus, expressa de vários modos” e dar daquilo que recebemos. Se cada um contribuir o que ele ou ela tem para dar, a congregação é enriquecida espiritualmente pela ampla variedade de dons e é como um corpo sadio, cujos muitos membros todos cooperam harmoniosamente para o bem do corpo inteiro. (Veja Romanos 12:3-5) Tais dádivas altruístas a favor dos outros não terminarão quando Jeová Deus levar seu povo através da “grande tribulação” para a sua nova ordem.
FALAR E MINISTRAR PARA A GLÓRIA DE DEUS
14. Que “dom” devemos apreciar especialmente para ‘ministrarmos uns aos outros’, e a fazer o que nos deve induzir isso?
14 Certamente, todos devemos querer encher a mente e o coração com as verdades da Palavra inspirada de Deus e ser diligentes em nosso estudo dela. Assim teremos sempre algo realmente valioso a contribuir, de natureza espiritual, algo que ultrapassa em muito quaisquer dádivas de jóias preciosas ou de ouro e prata, por causa das grandiosas bênçãos resultantes. (Pro. 2:1-6; 3:13-18) Especialmente os privilegiados a servir como anciãos nas congregações devem querer fazer isso. Devem estar especialmente interessados em aplicar o conselho adicional do apóstolo Pedro.
15, 16. Como podemos ‘falar como que as proclamações sagradas de Deus’ de acordo com o conselho de Pedro e Paulo?
15 “Se alguém falar, fale como que as proclamações sagradas de Deus; se alguém ministrar, ministre ele como dependente da força que Deus fornece; para que, em todas as coisas, Deus seja glorificado por intermédio de Jesus Cristo. Dele são a glória e o poderio para todo o sempre. Amém. — 1 Ped. 4:11.
16 Agora, ao se aproximar o fim da velha ordem, há uma necessidade real de se falar com convicção e fé. É assim que fala quando tem o privilégio de servir perante a congregação ou ao falar com seus irmãos sobre assuntos espirituais? É como Paulo, que não foi “com extravagância de linguagem ou de sabedoria [humana]”, mas cuja linguagem e pregação eram “numa demonstração de espírito e de poder” de Deus, para que a fé que seus ouvintes tinham “não fosse na sabedoria de homens, mas no poder de Deus”? (1 Cor. 2:1, 4, 5) Não a esperteza pessoal nem o ‘jeito de falar’ agradável, mas o conhecimento sólido da Palavra de Deus e de seus princípios, e a plena consciência da necessidade de representar fielmente e aderir reverentemente a esta Palavra, nos habilitarão a fazer isso.
17. Por que devem especialmente os anciãos procurar aplicar este conselho, ao nos aproximarmos da nova ordem?
17 Os dias à frente, entre agora e a “grande tribulação”, talvez vejam o povo de Deus enfrentar situações, perigos e problemas sérios. Os privilegiados a ‘pastorear o rebanho de Deus’ certamente devem querer poder mostrar que seu conselho, sua orientação e seu julgamento se fundam solidamente na infalível Palavra de Deus. Iguais a Jesus, querem poder dizer: “Está escrito.” (Mat. 21:13) Seus irmãos saberão assim que sua confiança e fé estão bem fundados — não em homens, mas em Deus, o qual, mediante seu Filho e seu espírito, usa tais homens a favor de seus servos. Há vidas em jogo, e a falta de diligência ou preocupação neste sentido nunca poderá merecer a aprovação do Grande Pastor, Jeová Deus, e de seu Pastor Excelente, Cristo Jesus. E não importa qual o serviço que os anciãos cristãos tenham de prestar no futuro, na nova ordem de justiça, equiparem-se e treinarem-se assim agora certamente lhes servirá bem naquele tempo. — João 10:11; Atos 20:28-30; 1 Ped. 2:25; 5:1-4.
18. Como podemos todos nós seguir o bom exemplo dos anciãos no nosso falar, e contra que queremos prevenir-nos?
18 Os anciãos, naturalmente, devem ser “exemplos para o rebanho”, e, portanto, o que se aplica a eles, aplica-se também a todos nós. (1 Ped. 5:3) Se realmente crermos nas promessas da nova ordem de Deus e na sua proximidade, revelar-se-á isso na nossa fala. Mostraremos que temos “bem em mente a presença do dia de Jeová”. (2 Ped. 3:12) Mas a fala pode ser meras palavras, e não queremos fingir “intenso amor” apenas ‘em palavra ou com a língua, mas queremos mostrá-la em ação e em verdade’. (1 João 3:18) E, por isso, o conselho inspirado do apóstolo acrescenta:
19. (a) Por que exige muita força o ministrar dentro da congregação? (b) Por que podem os que assim ministram ficar animados para continuar a trabalhar arduamente e a esforçar-se?
19 “Se alguém ministrar, ministre ele como dependente da força que Deus fornece.” (1 Ped. 4:11) A fim de falar e ensinar em imitação de Jesus, Pedro, Paulo, João e outros pastores fiéis, os anciãos nas congregações têm de trabalhar arduamente, e os que fazem isso devem ser “contados dignos de dupla honra” e receber “mais do que extraordinária consideração em amor, por causa do seu trabalho”. (1 Tim. 5:17; 1 Tes. 5:12, 13) Seu trabalho a favor da congregação, ‘admoestar os desordeiros, falar consoladoramente às almas deprimidas, amparar os fracos, ser longânimes para com todos’, pode sobrecarregar sua força. (1 Tes. 5:14) Talvez achem que, iguais a Paulo, estejam sendo ‘derramados como oferta de bebida sobre o sacrifício e serviço público a que a fé conduziu’ seus irmãos. Mas as bênçãos resultantes podem fazê-los ‘regozijar-se e alegrar-se’, visto que seu exemplo de trabalho árduo estimula seus irmãos ao serviço de toda a alma a Deus. — Fil. 2:17, 18; Heb. 13:7.
20. Por que teve tanto peso a exortação do apóstolo Paulo aos anciãos sobre este mesmo ponto, e o que aprendemos deste conselho?
20 Os “homens mais maduros [anciãos] da congregação” de Éfeso sabiam bem o proceder que o apóstolo Paulo tinha estabelecido entre eles, “trabalhando como escravo para o Senhor, com a maior humildade mental, e com lágrimas e provações”. Portanto, suas palavras devem ter tido grande peso para eles, quando os exortou: “Mantende-vos despertos e lembrai-vos de que por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar a cada um de vós, com lágrimas. . . . De ninguém cobicei a prata, ou o ouro, ou a vestimenta. Vós mesmos sabeis que estas mãos têm cuidado das minhas necessidades, bem como das daqueles que estavam comigo. Eu vos exibi em todas as coisas que, por labutardes assim, tendes de auxiliar os que são fracos e tendes de ter em mente as palavras do Senhor Jesus, quando ele mesmo disse: ‘Há mais felicidade em dar do que há em receber.’” — Atos 20:17-20, 31-35.
21. Como podemos todos nós ‘ministrar como dependentes da força que Deus fornece’ e com que confiança?
21 Deus, na sua misericórdia, deu a todos nós o privilégio de ministrar, de servir como “mordomos excelentes da benignidade imerecida de Deus, expressa de vários modos”. Se nos estribarmos em fé na “força que Deus fornece”, ‘não desistiremos de fazer aquilo que é excelente, pois ceifaremos na época devida, se não desfalecermos’. (1 Ped. 4:10, 11; Gál. 6:9) A certeza de sua prometida nova ordem deve impelir-nos para a frente, e sua proximidade deve dar-nos maior determinação. Podemos dizer, junto com o apóstolo: “Por isso não desistimos; porém, ainda que o homem que somos por fora se definhe, certamente o homem que somos por dentro está sendo renovado de dia em dia.” Nada do que Deus nos deu para fazer é além de nossa capacidade, se ‘ministramos como dependentes da força que Deus fornece’. Ele nos concede “poder além do normal”, de modo que ‘para todas as coisas temos força em virtude daquele que nos confere poder’. — 2 Cor. 4:7, 16; Fil. 4:13.
22, 23. Por que nunca devemos ficar desanimados ou fracos no ministrar, mas, antes, esforçar-nos a fazer ainda mais?
22 O que podemos realizar talvez pareça pouco aos nossos olhos e não nos dê destaque. Contudo, Jeová nunca é pouco apreciativo do que fazemos, nem é ele “injusto, para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome, por terdes ministrado aos santos e por continuardes a ministrar”. Estando tão próximo o tempo há muito ansiado de sua nova ordem, então o atual é o tempo de todos os tempos para se continuar a ‘mostrar a mesma diligência, para se ter a plena certeza da esperança até o fim’. — Heb. 6:10, 11.
23 Se fizermos isso, aguardam-nos grandiosas bênçãos. E assim ficaremos preparados para participar plenamente, com felicidade e bom êxito, nestes tempos esplêndidos, na nova ordem de Deus, porque fixamos nossa atenção nestes assuntos que agora são realmente vitais.
24. Para que, “em todas as coisas, Deus seja glorificado por intermédio de Jesus Cristo”, o que temos de fazer tanto agora como na vindoura nova ordem?
24 Não importa o que fazemos, e em tudo o que fazemos — nas ocupações e nos assuntos diários e na vida familiar, no nosso ministério da palavra da vida aos que estão no mundo da humanidade e em ministrarmos uns aos outros na congregação cristã — façamos “todas as coisas para a glória de Deus”, mostrando-nos verdadeiros discípulos de seu Filho amado, Jesus Cristo. (1 Cor. 10:31) Assim poderemos então todos juntos servir como uma jóia de louvor para o nome de Jeová, em toda a terra, como povo preparado para a vida na Sua nova ordem. Pois, “dele são a glória e o poderio para todo o sempre. Amém”. — 1 Ped. 4:11.
-
-
Índice dos principais textos explicados em 1973A Sentinela — 1973 | 15 de dezembro
-
-
Índice dos principais textos explicados em 1973
GÊNESIS
1:1 326
1:9-13 466
1:11 685
1:20-24 686
1:26 60
1:26-28 619, 710
1:26-31 392
1:28 711
1:29 723
1:29, 30 685
1:31 326
2:7 614, 620, 686
2:7-24 392
2:8-23 619
2:15 711
2:16, 17 42, 131
2:17 619
2:24 41, 174
3:1-5 42
3:1-6 329
3:4, 5 580
3:6-11 173
3:14, 15 236
3:19 517, 620
4:1-11 620
4:4-11 685
4:14 685
4:15 685
4:23, 24 685
6:1, 2 43, 564
6:1-4 331
6:4 331
6:9 330, 378
6:11, 12 104
7:22, 23 685
8:11 468
9:3-6 686
9:5, 6 691
9:6 96
10:8-10 44
10:10-12 189
11:1-9 752
14:18-20 392
15:1 112
18:12 61
20:6, 7 319
25:29-34 54
27:34 54
27:41-45 387
33:4 387
37:35 617
38:8-10 639
38:11-18 767
38:13-15 346
38:20-26 768
42:38 618
ÊXODO
3:2 598
12:6 559
12:17, 18 559
12:29 559
12:37, 38 145
13:9 575
13:17 146
19:3-6 361
19:4 150
19:7 575
19:7, 8 362
19:8 364, 379
20:5 149
20:12 469
22:10, 11 478
23:2 91
23:20 598
23:26 469
24:7 364
24:7, 8 363, 379
34:6, 7 88
34:28 574
40:20 390
LEVÍTICO
5:1 81
6:1-8 364
7:1 573
15:16, 17 371
15:18 639
15:24 191
17:13 448
18:19, 20 191
18:22 740
19:17 529
19:18 387
19:27 523
20:18 191
22:24 543
24:8 363
27:34 573
NÚMEROS
5:21, 22 478
6:1-8 364
7:89 396
25:1-9 118
25:1-5 364
25:3 364
25:3-5 272
32:23 8
35:10-15 687
35:19 686
35:24 688
35:25 688
35:26-28 688
35:32 689
35:33 686
DEUTERONÔMIO
6:4 515
6:6-9 575
6:8, 9 575
8:2, 3 138
15:11 381
16:6 559
17:18-20 586
19:6 687
19:11-13 686
19:21 686
21:1-9 478
22:5 159, 524
29:1 373
30:11-14 372, 374
30:19, 20 46
31:9-12 585
31:6 154
32:4 579, 700
33:17 59
JOSUÉ
1:8 586
8:32-35 586
JUÍZES
RUTE
2:12 113
4:11, 12 768
1 SAMUEL
1:9 392
3:3 392
16:7 345
18:1 260
24:5 172
2 SAMUEL
6:1-7 754
7:14-16 285
7:23 361
11:4, 5 639
12:1-7 167
1 REIS
1:6 260
2:6 626
6:19, 20 390
8:6-9 390
8:27 390
8:41-43 401
12:17 57
2 REIS
9:22 727
22:3-13 587
23:2, 3 587
1 CRÔNICAS
9:10-13 105
29:11 752
29:23 246, 285
2 CRÔNICAS
6:32, 33 401
11:13-17 58
12:12-14 55
15:9 58
17:7-9 586
19:6, 7 80
20:15 273
33:1-13 50
34:6, 7 58
36:17-19 87
36:23 634
ESDRAS
1:3, 4 635
6:16, 17 58
NEEMIAS
8:1-3 588
JÓ
1:1-22 328
1:22 260
2:4, 5 580
2:9, 10 328
2:10 260
9:4 612
14:13 616, 619
28:26 573
31: 26-28 152
38:3-13 326
38:7 43, 327
42:7, 8 328
SALMOS
1:1-4 589
2:10-12 667
4:4 754
6:9 5
8:3, 4 102
11:4 392
15:1-5 352
15:10 622
16:8 142
16:10 619
16:11 91
19:1-4 102
19:7 159
19:7-11 637
24:3, 4 560
26:4, 5 22
26:12 22
27:4 28
30:5 611
32:1-5 172
32:3, 4 613
34:18 55
36:9 91, 909
37:1-11 485
37:8 100
37:10 115
-