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Mantenha-se atento com o “escravo fiel e discreto”A Sentinela — 1961 | 15 de janeiro
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com lealdade. A organização de Jeová no céu está caracterizada pelo amor. O amor é do mesmo modo a característica destacada da sociedade do Novo Mundo na terra. Isto é o que a distingue tão notavelmente do velho mundo. Esta é também a grande característica do progressista “escravo fiel e discreto”. Um dos primeiros membros daquele grupo escravo, o apóstolo Paulo, escreveu: “Rogo-vos . . . que andeis dignamente da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade da mente e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando diligentemente observar a unidade do espírito no laço unificador da paz.” — Efé. 4:1-3, NM.
18 Por último, podemos manter-nos atentos por sermos respeitosos e obedientes. Sabemos que Jeová está usando hoje a Sociedade Torre de Vigia do “escravo fiel e discreto” como agência governante na terra. Ela merece nosso respeito e pleno apoio. Está escrito: “Lembrai-vos dos que vos governam, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, ao contemplardes em que resulta seu comportamento, imitai-lhes a fé.” (Heb. 13:7, NM) Às vezes se ouve alguém imaturo fazer uma observação desdenhosa, falar de modo descuidado ou criticar diretamente as operações da Sociedade. Isto é uma flagrante falta de respeito para com os meios que Jeová usou tão notavelmente na realização da sua vontade neste tempo antes do Armagedon. Deveras, a Sociedade, conforme dirigida pelo espírito santo de Deus, merece o nosso profundo respeito e sincera obediência.
19. Como provou o “escravo fiel e discreto” que ele está adiantado aos tempos?
19 Sim, o “escravo fiel e discreto” estava atento à vinda de 1914. Em 1942, o “escravo fiel e discreto”, guiado pelo espírito infalível de Jeová, tornou conhecido que as democracias iriam ganhar a Segunda Guerra Mundial e que se estabeleceria uma organização de Nações Unidas.c Tal vigilância referia-se a eventos que três anos mais tarde se cumpriram infalivelmente. Na Assembléia Internacional da Vontade Divina em 1958 forneceu-se uma notável informação antecipada em relação com a profecia de Daniel sobre os eventos que ocorreriam no futuro imediato. Esta evidência de previsão espiritual acha-se registrada para nós na série de artigos publicados na Sentinela sob o título “Seja Feita a Tua Vontade na Terra”. O “escravo fiel e discreto” foi informado novamente com antecedência, para a orientação de todos os que amam a Deus. A sua atual segurança certamente depende de se ‘manter atento com o “escravo fiel e discreto”.
20, 21. (a) Como se pode agora levar uma vida Inspiradora para um propósito fixo? (b) Que aplicação tem Mateus 25:21, e de que incentivo é isto?
20 Mantenha-se atento para levar agora uma vida feliz que tenha um propósito inspirador. Fazer a vontade de Deus é empolgante, fascinante e fornece o maior dos incentivos. Não recaia na anterior condição do “Mar Morto”. Não fique como peixe morto, fedorento. Mas, permaneça vivo, espiritualmente sadio, como peixe antitípico de ‘cheiro suave do conhecimento de Cristo’, conforme escreveu Paulo. (2 Cor. 2:15, NM) Deixe que os que recusam ouvi-lo pregar permaneçam no mundo cego, seguindo a clérigos cegos, cuja lâmpada se apagou. Até mesmo morcegos cegos têm maiores poderes perceptivos do que os clérigos que estão espiritualmente adormecidos. Mas os da “grande multidão”, e quaisquer outros que desejam ser esclarecidos, devem seguir a classe do atento “escravo fiel e discreto” que mantém a sua lâmpada acesa, dia e noite. Sua felicidade agora e no futuro novo mundo depende de sua cooperação com o restante. Jesus disse a respeito dos seus irmãos espirituais, o restante: “Em verdade vos digo [os da ‘grande multidão’]: Ao ponto que o fizestes a um dos mínimos destes meus irmãos, a mim o fizestes.” — Mat. 25:40, NM.
21 Mantenha-se desperto com o restante que se encontra agora num tempo de alegria e de ascendência. Jesus fez este elogio do “escravo fiel e discreto”: “Muito bem, escravo bom e fiel! Foste fiel nas poucas coisas. Nomear-te-ei sobre muitas coisas. Entra no gozo do teu senhor.” (Mat. 25:21, NM) Permaneça com o restante no seu serviço régio do Reino. Participe com ele nas alegrias do Reino, que trazem enorme força. Mantenha-se atento com o “escravo fiel e discreto”, debaixo de Cristo, a fim de viver para sempre.
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Precisa pagar o dízimo?A Sentinela — 1961 | 15 de janeiro
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Precisa pagar o dízimo?
PAGAR o dízimo, que significa dar uma décima parte de sua renda com o objetivo de promover a adoração religiosa, foi um fator da vida diária no que se refere aos antigos israelitas. Não se sabe se as nações pagãs adotaram ou copiaram dos hebreus o costume de pagar dízimo. Eles tinham um sistema para prover o sustento dos seus sacerdotes e deuses. Não se chegou a saber com certeza se o seu sistema era semelhante ao dos judeus. É muito improvável que tenha sido semelhante.
Os egiptólogos Sayce e Petrie lançaram bastante luz sobre o assunto. O Professor Sayce escreveu: “Embora se fizessem donativos em grande escala aos templos egípcios, não há nada para indicar que pagassem dízimos.” O Professor Flinders Petrie disse: “Eu não me lembro de nenhuma alusão ao dízimo. . . . O sistema egípcio das rendas sacerdotais era por meio de bens de raiz, e não por impostos ou dízimos.” Os professores Mahaffy e Grenfell eram ambos da opinião de que no Egito se reservava “uma sexta parte” para os templos e os deuses.
Embora o Dr. Theophilus G. Pinches, anteriormente do Departamento Assírio do Museu Britânico, tivesse declarado que “há informação quase certa de que na Babilônia se pagavam dízimos aos templos dos deuses anterior a 2000 A. C.”, contudo, o Dr. Wallis Budge, do Museu Britânico, chegou à conclusão, baseada nos seus estudos de escritos cuneiformes originais, que tais dízimos eram mais da natureza de “ofertas voluntárias do que o pagamento literal duma décima parte como obrigação”.
Havia outras classes de pessoas no vale do Eufrates e em outras partes, que ofereciam anualmente dádivas aos seus deuses. Os antigos gregos pagavam dízimos dos despojos de guerra a Apolo, e os romanos a Hércules. Isto se fazia parcialmente como questão de obrigação e parcialmente era voluntário. “A bem dizer”, explica H. W. Clarke no seu livro A História dos Dízimos, em inglês, estes dízimos “não eram a espécie de dízimos mencionados na lei mosaica. Eram apenas votos e ofertas arbitrárias; mas, não se pode tirar disso a conclusão de que se tratava de dízimos porque se dava uma décima parte. Os pagãos ofereciam às vezes mais e às vezes menos de um décimo”.
A Bíblia contém a história mais antiga e mais fidedigna dos hábitos e dos costumes da raça humana. Encontramos ali a primeira menção de dízimo em Gênesis 14:20, onde se diz que Abraão deu a Melquisedec o dízimo ou o décimo dos despojos. Não há registro, porém, de que jamais oferecesse novamente dízimos ou que ordenasse aos seus descendentes que pagassem dízimos. Em Gênesis 28:20-22 lemos a respeito de Jacó, neto de Abraão, que votou a Jeová, se Deus lhe desse prosperidade e lhe concedesse uma viagem segura, que ‘certamente daria o dízimo’ dos seus bens a Deus. A declaração mostra que seu voto foi uma oferta voluntária e não obrigatória segundo algum mandamento de dízimo anteriormente especificado.
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