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Que efeito tem sua posição perante Deus sobre seus filhos?A Sentinela — 1972 | 1.° de dezembro
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tal fé não tem sido purificado de sua imperfeição e pecaminosidade herdadas. Tais pessoas, chamadas pelo apóstolo Paulo de ‘incrédulos’, podem levar uma vida honesta e de boa moral. Mas não se separaram do mundo impuro. Não aceitaram a provisão de Deus para a remoção de seu estado pecador, não tendo sido ainda libertos da escravidão ao pecado por se tornarem verdadeiros seguidores do Senhor Jesus Cristo. Tais pessoas não são em si mesmas limpas aos olhos de Deus. — 2 Cor. 6:17; Tia. 4:4; João 8:34-36.
Note que a declaração do apóstolo, em 1 Coríntios 7:14, não diz que o próprio incrédulo fica limpo ou santo pelo vínculo marital. De fato, pode ser alguém que pratica a transgressão ou coisas impuras. Antes, Paulo diz que o incrédulo é santificado “em relação ao” crente. Portanto, Deus considera tal relação ou união marital como pura, em benevolência para com o crente e os filhos novos.
Em que base pode Deus assim favorecer os filhinhos duma família em questões religiosas? Ora, o casamento é instituição de Deus, e a relação marital é o arranjo correto para os humanos. Portanto, qualquer casamento correto tem a aprovação de Deus. Ele considera os cônjuges como sendo “uma só carne”. (Mat. 19:5) Por conseguinte, quando um dos cônjuges é cristão fiel, ele não é contaminado por continuar a conviver com o incrédulo. O casamento é aceitável a Deus. Se não fosse aceitável, os filhos seriam como que ilegítimos. Mas agora são considerados como santos e puros. Ou, quando ambos os cônjuges são incrédulos, o casamento em si mesmo não é condenado, mas os filhos são considerados iguais aos pais, não santificados ou santos perante Deus.
No entanto, os filhos que Deus considera como santos à base do mérito parental são os que ainda não têm bastante idade para compreender plenamente tudo o que se exige dos que servem a Deus. Não são capazes de fazer para si mesmos as decisões importantes exigidas daqueles que se tornam discípulos batizados do Senhor Jesus Cristo. Mas é muito importante lembrar-se de que mesmo tais filhos jovens precisam saber o significado da obediência. Precisam obedecer aos seus pais. Precisam ser filhos que não são desregrados, nem praticantes do que é mau. (Pro. 20:11) Isto torna imperativo que os pais, ou o progenitor que é crente, ensinem aos filhos a obediência e também lhes ensinem a verdade da Bíblia, em cada ocasião.
Não só se exige do pai criar os filhos “na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová”, mas dá-se também aos filhos a ordem direta: “Vós, filhos, em tudo sede obedientes aos vossos pais, pois isso é bem agradável no Senhor”, e: “Filhos, sede obedientes aos vossos pais em união com o Senhor, pois isto é justo: ‘Honra a teu pai e a tua mãe’; que é o primeiro mandado com promessa: ‘Para que te vá bem e perdures por longo tempo na terra.’” — Efé. 6:1-4; Col. 3:20.
Conseqüentemente, se o filho jovem for rebelde e contrariar as ordens e os pedidos de seus pais, se ele, quando longe dos pais, fizer coisas que sabe que são contra a vontade deles ou erradas aos olhos de Deus, se ele se associar com companheiros que praticam transgressões, então certamente não pode reivindicar vir a estar sob os benefícios do mérito familiar. Ele anula o mérito que seu progenitor ou seus pais cristãos talvez tenham aos olhos de Deus, e ele é impuro, assim como são aqueles com quem pratica transgressões. — Sal. 50:16-20.
O que significa para o filho obediente ter o mérito dum progenitor ou de pais cristãos? Significa que tem o favor de Deus. Tem a proteção e a ajuda de Deus, assim como seu progenitor cristão. Não está sob a sentença de Deus contra ele, assim como está o mundo. (2 Ped. 2:9; veja Salmo 37:25, 26.) Quando Deus executar a sentença nos iníquos, ele poupará tais filhos como sendo puros e santos, do mesmo modo como o progenitor crente é santo.
Inversamente, a Bíblia declara: “‘Pois, eis que vem o dia que arde como fornalha, e todos os presunçosos e todos os que praticam a iniqüidade terão de tornar-se como restolho. E o dia que virá certamente os devorará’, disse Jeová dos exércitos, ‘de modo que não lhes deixará nem raiz nem galho’.” (Mal. 4:1) Quando Jerusalém foi destruída, em 70 E. C., por causa de sua infidelidade a Deus, os filhos também foram mortos junto com seus pais. Os cristãos que acataram o aviso profético de Jesus, de sair da cidade condenada antes de os romanos a cercarem, foram salvos junto com seus filhos.
Assim também, na destruição dos iníquos deste sistema de coisas, aplicar-se-á o princípio: Os filhos (os galhos) que não adotarem por conta própria um proceder justo, receberão a mesma sentença adversa dos pais (a raiz).
O reconhecimento de seus servos fiéis por parte de Jeová Deus revela seu grande amor e apreço pelos que o amam, e mostra também a sua capacidade sábia de fazer com que “todas as suas obras cooperem para o bem daqueles que amam a Deus”. (Rom. 8:28) Além disso, a justiça de Deus é magnificada por ele realizar tudo isso dentro da estrutura de seus próprios princípios declarados.
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Confie em Deus, não no seu próprio entendimentoA Sentinela — 1972 | 1.° de dezembro
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Confie em Deus, não no seu próprio entendimento
OS QUE prestam devoção exclusiva a Jeová Deus reconhecem que todos os julgamentos finais da humanidade estão nas mãos dele. O Rei Davi, no seu último conselho ao seu filho e sucessor Salomão, disse: “Jeová sonda todos os corações e discerne toda inclinação dos pensamentos.” — 1 Crô. 28:9; 1 Sam. 16:7.
Por isso, não devemos ficar ansiosos quanto a que sentença certas pessoas ou certos grupos irão receber. Entretanto, Jeová nos fornece orientações para que possamos seguir o proceder que resulte em sentença favorável para nós e também coopere para a posição correta de outros à vista de Deus.
Por causa da relação e dos sentimentos muito ternos para com os filhos jovens, e em vista do princípio de Deus quanto ao mérito familiar, considerado nos artigos precedentes, surgem algumas perguntas relacionadas que merecem ser consideradas.
FILHOS ADOTIVOS
Alguns perguntaram: ‘Que dizer de crianças adotadas? Não fazem parte da unidade familiar na qual foram adotadas, e não seria sua posição perante Deus governada pela posição de seus pais adotivos?’ Evidentemente que sim. Se os pais adotivos forem realmente cristãos, ensinarão a verdade da Palavra de Deus à criança. Se a criança for obediente aos seus pais adotivos e às leis de Deus que puder compreender, então, nestas circunstâncias, evidentemente se aplica o que o apóstolo Paulo disse em 1 Coríntios 7:14.
Por outro lado, o filho talvez seja criado por pais adotivos que não são cristãos. Parece que seria considerado como compartilhando do julgamento dos pais adotivos perante Deus. Naturalmente, se a criança tiver idade bastante para discernir o certo e o errado e fizer isso, mostrando decidido amor à justiça, procurando seriamente saber e seguir a verdade, embora seus pais adotivos não o façam, então poderá receber o favor de Deus. — Eze. 18:14-18; 33:18, 19.
Nos casos em que um casal tem um filho legalmente adotado e por isso assumiu responsabilidades por ele, contribui em muito, quer de modo bom, quer de modo mau, em determinar a posição do filho. Mas as pessoas ou os casais que apenas mantêm a criança no lar para um parente, ou os que são pagos para cuidarem duma criança, não devem esperar que a criança venha a ter o favor de Deus só porque eles são seus guardiães. Não são os responsáveis pela criança, e por isso não se aplicaria o princípio do mérito familiar. Entretanto, se ensinarem à criança aos seus cuidados a Palavra de Deus ao ponto que puderem, então isto, naturalmente, será para o bem-estar da criança, se ela escutar e seguir as boas coisas aprendidas.
Os que são servos de Deus devem fazer tudo o que podem para ensinar a verdade a outros, mas os que não têm responsabilidade direta para com uma criança não devem pensar que precisam intervir nos direitos dos pais. Quando alguém tem parentes que são incrédulos, é da responsabilidade dos pais em tais famílias incrédulas treinar seus filhos, e Deus permite-lhes fazer o que bem entendem. Naturalmente, quando se apresenta a oportunidade de falar a tais filhos sobre a verdade, pode-se fazer isso. Mas, ir além disso, por exemplo, por procurar obter o controle legal dos filhos, seria intrometer-se nos negócios dos outros. (1 Ped. 4:15) Deus não faz isso; por que devíamos nós? Deixe o assunto entregue a Deus, que se importa com os que têm coração reto.
PERIGO EM SE CASAR COM UM INCRÉDULO
Deve-se observar que, embora Deus abençoe a unidade familiar em que haja um crente, não é nada sábio que um cristão ou uma cristã se case com alguém incrédulo. Pois, embora Deus considere a relação marital como sagrada, não significa que não possam surgir problemas muito aflitivos. É muito mais difícil ensinar aos filhos o caminho de Deus numa família dividida em questões religiosas. O incrédulo talvez procure neutralizar os ensinos que os filhos recebem, ou talvez até mesmo procure impedir o ensino. Isto teria efeitos prejudiciais sobre os filhos. Talvez não se mostrem obedientes às coisas ensinadas pelo progenitor crente, e, neste caso, tais filhos também partilhariam da sentença de Deus contra o progenitor incrédulo.
Pode surgir uma situação muito difícil se o incrédulo decidir separar-se do crente por causa das diferenças religiosas. Se o incrédulo insistir numa separação, o crente ou a crente pode deixá-la ou deixá-lo partir. O apóstolo Paulo salienta que “o irmão ou a irmã não está em servidão em tais circunstâncias, mas Deus vos chamou à paz”. (1 Cor. 7:15) Mas, o que acontece quando há filhos? O incrédulo talvez procure ficar com os filhos. Ele ou ela talvez até mesmo receba a custódia deles por parte dum tribunal. Neste caso, a pouca oportunidade que o cônjuge crente tem para ver os filhos e falar-lhes sobre o caminho
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