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Livres — mas obedientesA Sentinela — 1973 | 1.° de setembro
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do princípio de que “más associações estragam hábitos úteis”, mas, não obstante, ela colherá os resultados prejudiciais, porque Deus pode fazer e fará vigorar todas as suas leis. “De Deus não se mofa.” — 1 Cor. 15:33; Gál. 6:7.
15. Se acompanharmos as modas “extremas”, com quem nos estaremos associando?
15 Se quisermos seguir ou imitar as manias do mundo, as modas “extremas” e sua maneira de fazer as coisas, podemos fazer isso, mas será que é edificante? Com quem nos associamos? Principalmente com os do mundo das diversões ou artístico. Talvez nos pareça que eles estejam na maioria e que sua voz represente a maioria, porque são os que se vê na TV e nos filmes. Mas, quem está entre os primeiros a propagar a corrução? Novamente, os do mundo das diversões. Apresentam no palco e na tela a nudez, as relações sexuais, a perversão, e procuram fazer os filmes cada vez mais chocantes, horripilantes e revoltantes. Certo cinema anunciou que cada um dos freqüentadores receberia um “saquinho para indisposições”, para o caso de ter de vomitar durante o filme.
16. Quando alguém começa a imitar pessoas mundanas que pergunta poderia fazer a respeito de si mesmo?
16 Ora, quando alguém começa a imitar os da turma das diversões ou os que amam as coisas que eles retratam, até que ponto está indo? Vai tirar a roupa quando eles o fazem? Vai fazer aquilo a que se convidou os espectadores num teatro de Nova Iorque, a saber, subir ao palco e participar da ação? Poucos desejarão fazer isso. Mas, quando alguém acompanha parcialmente o modelo dado por tais pessoas, em que ponto parará? E o cristão que introduzir o mínimo vestígio que seja da atitude deles na sua própria vida, contamina-a. Portanto, ele não tem direito de introduzir tais coisas na congregação, mas antes, tem o DEVER de mantê-las fora.
17. Como se pode saber se certa prática é boa ou não?
17 O apóstolo nos diz o que determina se devemos seguir ou não certa prática. Ele diz: “Que cada um persista em buscar, não a sua própria vantagem, mas a da outra pessoa.” Cada um pode analisar as suas ações. Se estas realmente ajudarem os outros de modo espiritual, está procedendo bem. — 1 Cor. 10:24.
AJUDE A CONGREGAÇÃO NA SUA LUTA
18. Que questão muito séria surge neste tempo e como estamos nós envolvidos nesta questão?
18 Neste tempo, quando cada aspecto e cada instituição do sistema de coisas deste mundo estão contaminados, corrompidos e decadentes, a questão é: Será também a congregação de Deus infiltrada e corrompida? Manter-se-á limpa como a única organização no mundo a glorificar o nome de Deus e seus princípios justos? Esta é uma pergunta muito séria. Está relacionada diretamente com a grande questão da soberania de Deus. Não pense nem por um instante que o Diabo não esteja travando a guerra mais ferrenha possível contra a congregação. E não pense que não esteja envolvido na luta, pois ele luta para contaminar a VOCÊ, cristão individual. — Rev. 12:17.
19. Que meios proveu Jeová para manter a congregação limpa e o que exige isso da nossa parte?
19 A congregação de Deus ficará de pé, conforme a Bíblia predisse. (2 Tim. 2:19) Deus colocou homens em cargos de responsabilidade para cuidar de que seja mantida limpa e para que os membros individuais da congregação sejam protegidos com a ajuda destes homens espirituais. Portanto, quando estes homens dão conselhos, agem para repreender um membro pecador ou até mesmo expulsam da congregação alguém rebelde, todos nós devemos cooperar. Devemos alegrar-nos de que Deus estabeleceu tal arranjo protetor.
20. Como nos poderá ajudar o conselho de Colossenses 3:2 a cooperar plenamente com a congregação?
20 Podemos cooperar com a congregação por ‘manter a mente fixa nas coisas de cima, não nas coisas sobre a terra’. As “coisas sobre a terra” amiúde são as que nos agradam. No começo, talvez tenhamos dificuldades em compreender a diferença entre a liberdade que se nos concede para fazer estas coisas e o direito que temos de fazê-las. Mas, se estudarmos, meditarmos e nos concentrarmos nas “coisas de cima”, nas coisas de Deus, poderemos ver claramente qual deve ser a nossa atitude. — Col. 3:2.
21. Como podemos mostrar lealdade à congregação quando um irmão é corrigido ou repreendido pelos que ocupam cargos de responsabilidade?
21 Daí, podemos também mostrar lealdade para com a congregação por apoiar sua luta de se manter limpa e por ajudar com conselho ou disciplina aos que erram. Em vez de fazer um irmão sentir que a correção que ele recebeu estava errada, podemos falar com ele bondosamente mostrando-lhe em que sentido seu proceder foi imprudente, repreendendo-o e ajudando-o a ver como poderá endireitar sua vereda e ser mais feliz. Podemos ajudar os anciãos na congregação nos seus esforços de ‘reajustá-lo’. (Gál. 6:1, NM ed. rev. ingl. 1971) Podemos evitar fazê-lo sentir-se justificado. Se falarmos contra a ação correta, estaremos agindo contra os seus interesses. Conforme dizem as Escrituras, estaremos ‘odiando nosso irmão no coração’. — Lev. 19:17.
O PERIGO DE SERMOS POSTOS SOB A AUTORIDADE ERRADA
22, 23. Explique as palavras do apóstolo em 1 Coríntios 6:12, 13.
22 Há ainda outra maneira de encarar a questão de até onde vai nossa liberdade como cristãos e em que ponto a obediência a Deus intervém para limitá-la. Considere as palavras do apóstolo: “Todas as coisas me são lícitas; mas nem todas as coisas são vantajosas. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei pôr sob autoridade por coisa alguma.” O apóstolo menciona como exemplo comer alimento. Nada poderia ser mais claro como direito. Mas, Paulo salienta que, se comer certos alimentos levantar uma questão com outros na congregação, o cristão deverá estar disposto a ceder. Diante dos interesses do Reino e comparado com os interesses de nossos irmãos, isso realmente não é nada. Paulo diz: “Os alimentos são para o ventre, e o ventre para os alimentos; mas Deus reduzirá a nada tanto um como os outros.” — 1 Cor. 6:12, 13; 10:23.
23 Os alimentos são destruídos quando são ingeridos. Não duram. Também, aquele que se entrega apenas a satisfazer seu apetite ou desejo carnal será destruído por Deus no tempo devido. Portanto, o que faz realmente o cristão que insiste em certo proceder, apesar dos sentimentos da congregação ou em face do conselho contrário da Bíblia? Ele está sendo posto sob a autoridade errada pela sua atitude, sua determinação ou sua insistência em fazer certas coisas que egoistamente deseja fazer. Age em desobediência para com Deus. Portanto, a quem presta obediência e serviço? Ao adversário de Deus. Na realidade, escraviza-se a um proceder que não é bom, e sua atitude o levará a dificuldades sérias na sua vida, se continuar assim.
24. A quem se aplicam as palavras de Paulo sobre os tempos críticos nos “últimos dias” e como nos deve preocupar isso seriamente?
24 Foi por isso que Paulo escreveu a Timóteo, superintendente em Éfeso, advertindo-o de que “nos últimos dias” os homens ficariam “teimosos”, “amantes de si mesmos”, “pretensiosos” e “não dispostos a acordos”. Tais coisas, advertiu Paulo a Timóteo, se manifestariam em grande escala entre os professos cristãos da cristandade. Mas não se deve permitir que essas condições sejam introduzidas na própria verdadeira congregação cristã. Portanto, quando alguém na congregação é teimoso, ele está numa situação pior do que os teimosos do mundo, porque o apóstolo Pedro diz que ‘o julgamento principia com a casa de Deus’. Tal pessoa é mais responsável perante Deus do que alguém de fora da congregação. Está numa situação muito perigosa. — 2 Tim. 3:1-5; 1 Ped. 4:17.
ACAUTELE-SE CONTRA ESTAR A FAVOR DUMA “MUDANÇA”
25. Por que não devem os cristãos juntar-se aos que procuram mudar o mundo para melhor?
25 Todos estão em perigo, especialmente os jovens, porque existe em toda a parte a agitação a favor duma “mudança”. Muitos dos que procuram mudanças sem dúvida são sinceros, vendo a corrução e a injustiça e desejando algo melhor, mas sem saber o que seja. Mas os informados sobre o reino de Deus e que se associam com a congregação de Deus conhecem a sua estrutura teocrática; sabem que está em harmonia com os princípios da Palavra de Deus. Devem dar-se conta de que o mundo está inteiramente permeado pelo egoísmo que está diametralmente oposto aos princípios justos, e que não pode ser mudado para melhor. Não há motivo para tentar fazer isso. E devem também saber que não devem procurar mudar a congregação de Deus segundo os seus próprios conceitos particulares ou segundo os conceitos dos que promovem as mudanças no mundo. Isto introduziria o espírito do mundo na congregação, que deve continuar a não fazer parte deste mundo.
26. Como advertem as Escrituras contra o perigo para os que querem causar mudanças na congregação, segundo as suas próprias idéias ou as do mundo?
26 Qual é o resultado do proceder perigoso de se exigir uma mudança, pensando-se que a congregação de Deus é “arcaica” ou pelo menos que não se conforma suficientemente com os modos e as idéias modernos? Esta atitude talvez se manifeste na tentativa de estabelecer certos “direitos” pessoais na congregação. Note o que o sábio disse ao seu filho, no livro de Provérbios: “Filho meu, teme a Jeová e ao rei. Não te metas com os que estão a favor duma mudança. Porque o seu desastre surgirá tão repentinamente, que da extinção daqueles que estão a favor duma mudança quem se aperceberá?” — Pro. 24:21, 22.
27. Qual será o resultado para os que usam a liberdade que Deus lhes concede, ao mesmo tempo reconhecendo o requisito da plena obediência?
27 Jeová ama os que são obedientes ele. Ama aquele que lê sua Palavra, medita sobre ela e aplica seu bom conselho a si próprio, não importa quão diretamente o conselho o possa atingir. Quanta liberdade Jeová não concede aos que lhe são obedientes! Ele mudará a aparência desta terra por eliminar seus poluidores. Com o tempo, toda a humanidade será levada à “liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. Restabelecer-se-á a relação entre o pai amoroso e os filhos obedientes. Jeová, por meio de seu amor incomparável pelos seus filhos obedientes, poderá derramar inesgotáveis riquezas espirituais e materiais sobre eles, por toda a eternidade! — Rom. 8:21; Rev. 11:18.
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Inquilinos desejáveisA Sentinela — 1973 | 1.° de setembro
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Inquilinos desejáveis
● Em 24 de novembro de 1971, uma senhora telefonou para a filial da Sociedade Torre de Vigia em Wiesbaden, na Alemanha, dizendo que ela havia comprado um prédio de apartamentos em Berlim e queria alugá-lo a testemunhas de Jeová. Perguntada por que queria ter testemunhas de Jeová por inquilinos, ela respondeu que uma amiga sua, no sul da Alemanha, alugava apartamentos para elas e lhe recomendou que fizesse o mesmo. Ela comentou também quão difícil era conseguir inquilinos fidedignos. Tendo ficado impressionada com a conduta das testemunhas de Jeová, ela observou: “Sei que são pessoas que temem a Deus, que estão prontas para ajudar e são diligentes, e eu ficaria muito feliz se me ajudassem a executar meu plano.”
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