-
Obesidade — como se apresenta a situaçãoDespertai! — 1980 | 22 de julho
-
-
Obesidade — como se apresenta a situação
EMAGRECER é alto negócio! Não é de se admirar, pois uma de cada cinco pessoas que vivem nos modernos países desenvolvidos é obesa. Alimentos e dietas especiais, junto com estonteante variedade de livros, brochuras e revistas sobre a obesidade, competem uns com os outros para obter a atenção do público. Médicos, psicólogos e outros “peritos” trabalham incessantemente para agradar, animar e até mesmo assustar pessoas para que venham a emagrecer.
Terão êxito? Realmente importa se somos gordos, ou mesmo um pouquinho obesos? Quais são os fatos — e quão importantes são para o nosso bem-estar?
Motivo de Preocupação
Desde os tempos imemoriais, os gordos têm sido motivo de muitas piadas rudes. Mas a obesidade por certo não é motivo de riso. Mesmo que pese apenas 7 quilos mais do que o peso médio para sua altura e constituição física, sua expectativa de vida poderia ser reduzida em até quatro anos.
“A obesidade e seus problemas são agora mais urgentes do que o câncer”, comentou em data recente Ian Richardson, médico escocês de família. Outra autoridade declarou que ter apenas 4 quilos a mais “representa maior risco para a saúde do que fumar 25 cigarros por dia”. Pressão alta, doenças cardíacas, diabetes, dores nas costas, veias varicosas, artrites, cálculos biliares e uma infinidade de outros quadros clínicos prejudiciais podem ter relação direta com o problema de gordura excessiva do corpo. Naturalmente, não se pode dizer que ser gordo demais seja sempre a causa direta destas disfunções orgânicas. Mas, existe uma relação definida entre elas e a obesidade. Assim, existe um problema, um problema realmente grave, se tiver excesso de gordura, seja qual for a razão.
Mas por que são tantos os obesos?
-
-
Qual é exatamente o problema?Despertai! — 1980 | 22 de julho
-
-
Qual é exatamente o problema?
POR QUE as pessoas ficam gordas demais? Será usualmente devido a fatores além do controle da pessoa, tais como a hereditariedade, disfunções glandulares ou o desequilíbrio hormonal? Que relação existe entre a obesidade e o comer demais?
Já de início, deve-se declarar que nem todos os obesos são comedores vorazes. “Há muitos casos em que o apetite e a ingestão de alimentos dos obesos são bem normais; em alguns casos, até mesmo abaixo da média”, declara o Professor Jean Mayer, da Escola de Saúde Pública de Harvard, EUA.
Às vezes, o peso excessivo é devido à incapacidade do corpo de eliminar corretamente os fluidos. O desequilíbrio hormonal e fatores hereditários também desempenham uma parte. “Muitas obesidades em animais de experiências têm origem genética”, observa o Dr. Mayer. Que dizer dos humanos? “No homem, existe também boa evidência de que a genética é importantíssima.” Este professor acrescenta:
“O número de células adiposas parece predeterminado (exceto, talvez, por algum aumento no primeiro ano, sob a influência da nutrição superabundante). A obesidade aparece em famílias: na área de Boston, os pais magros têm, em média, 7 por cento dos filhos obesos na faixa etária dos alunos do 2.º grau. Caso um dos genitores seja obeso, a taxa é de 40 por cento, se ambos os genitores são obesos, a taxa é de 80 por cento. Filhos adotados desde o nascimento não revelam esta associação com o peso dos pais [adotivos], mostrando que a hereditariedade e não os hábitos alimentares da família, é o fator crucial (descoberta confirmada por um estudo em ampla escala, conduzido na Inglaterra).” — O grifo é nosso.
Ao passo que isto é verdade, é patente que demasiadas pessoas citam os distúrbios glandulares ou a hereditariedade como motivo de serem gordas demais. Segundo a Encyclopœdia Britannica (,edição de 1976), “a capacidade do corpo de ajustar a ingestão de alimentos às necessidades corpóreas pode ser perturbada por numerosos fatores. Dentre estes, crê-se que os desequilíbrios hormonais e as falhas glandulares sejam de mínima importância, só sendo demonstráveis em cerca de 5 por cento de todos os indivíduos obesos”.
Energia Humana
O corpo humano pode ser comparado a uma máquina feita com precisão e dotada de excelente equilíbrio. Como qualquer máquina, precisa de uma fonte energética para movê-lo e mantê-lo em atividade. O corpo duma pessoa obtém energia unicamente dos alimentos sólidos e líquidos.
Dependendo do projeto, um motor de trocas, feito pelo homem, pode ser movido por uma variedade de combustíveis. O corpo humano também foi projetado de modo que possa escolher os alimentos dentre ampla variedade que o Criador tornou disponível à humanidade. É mister entender, contudo, que os valores energéticos tanto dos alimentos como dos líquidos variam grandemente, e esta é a chave para se controlar o peso do corpo.
Para se medir o valor energético do alimento, tem de existir uma unidade comum de verificação de todas as diferentes fontes de energia alimentar. O termo para isto é “caloria”, que, mui simplesmente, significa uma unidade de energia. Por vários meios científicos é possível determinar quanto calor, ou energia, certo alimento transmitirá ao corpo quando “queimado” ou utilizado. Assim como os combustíveis literais, como o carvão, o petróleo, a madeira ou a turfe, variam grandemente no calor produzido, assim também os alimentos que ingerimos podem ser enganosamente diferentes na energia produzida. Do ponto de vista energético, todos os alimentos podem ser divididos em três espécies básicas.
Carboidratos, Gorduras e Proteínas
Os carboidratos são nossa principal fonte energética. São encontrados como açúcares e amidos nas batatas e alimentos doces, mas especialmente nos cereais e produtos de cereais, tais como o pão e a farinha de trigo. Quando os carboidratos penetram no sistema digestivo, são reduzidos a açúcares simples, tais como a glicose, as reservas básicas de energia do corpo. No caso de haver excesso de glicose, o corpo faz provisões para estocar a energia, quer como glicogênio nos músculos e no fígado, quer como gordura do corpo.
As gorduras são de dois tipos — saturadas e não saturadas. As gorduras saturadas provêm dos animais. Exemplos de gorduras saturadas são a banha, a gordura da carne, o leite e seus produtos. As gorduras não saturadas provêm dos peixes e da vegetação. São óleo de peixe, azeite de oliva, óleo de milho, óleo de girassol e semelhantes. Como no caso dos carboidratos, o mesmo se dá com as gorduras: se a fonte energética não é usada, é estocada como gordura no corpo.
Diferente dos carboidratos e das gorduras, as proteínas não constituem usualmente uma fonte energética, mas são absorvidas principalmente para o crescimento ou a recuperação orgânica. O corpo humano é incapaz de estocar quaisquer grandes quantidades de aminoácidos que resultam da decomposição química das proteínas. Todavia, sem elas, o desenvolvimento duma criança até a maturidade física ficaria prejudicado. A pronta substituição de unhas das mãos e dos pés, dos cabelos, da pele, das fibras musculares e até mesmo dos glóbulos vermelhos seria paralisada. Nossas reservas principais de proteínas surgem na forma de carne, peixe e ovos, bem como nos alimentos vegetais como feijões, ervilhas e lentilhas da família das leguminosas, embora nem todas elas tenham igual valor.
O Equilíbrio Natural
O que tem a ver a energia retirada dos alimentos com a obesidade? Imagine que iremos fazer uma viagem de carro. A fonte de energia é a gasolina. A quantidade disponível, no início da viagem, diminuirá gradualmente. A medida que o carro utiliza esta fonte energética, o peso do líquido no tanque de gasolina se reduzirá. Em certos pontos, será necessário reabastecê-lo de novo para igualar a disponibilidade de energia com a demanda.
Nosso corpo também precisa de suficiente “combustível” ou de calorias, para satisfazer nossas necessidades variadas. Um trabalhador sedentário talvez gaste cerca de 2.700 calorias num período de 24 horas. Um muito ativo talvez gaste outras 900 calorias, mais ou menos. Talvez tomemos o café da manhã, ao levantarmos, e este alimento é prontamente assimilado e utilizado. Daí, no decorrer do dia, ingerimos outras refeições, e talvez tomemos lanches e bebidas adocicadas. Com demasiada freqüência, as necessidades calóricas do corpo são desequilibradas pela ingestão excessiva de calorias.
A fome é o mecanismo que nos alerta quanto à necessidade de mais energia. A parte do cérebro que controla o apetite é chamado de hipotálamo. Experiências demonstram que, se tal parte do cérebro for estimulada ou destruída em animais, eles começam a comer vorazmente e ficam gordos, ou evitam os alimentos e precisam ser alimentados à força.
Metabolismo
Mesmo quando repousamos, ou dormimos, nosso corpo tem necessidade constante de energia para manter o coração batendo, os pulmões respirando e digerir os alimentos. Isto é chamado de metabolismo basal. “Metabolismo” é um termo usado para todos os processos químicos que constantemente operam para nos manter vivos. Não importa qual seja o formato ou o tamanho de nosso corpo, todos temos uma taxa individual de metabolismo, embora ainda não se entenda plenamente como ele é regulado.
O que acontece se não conseguimos comer bastante alimento para satisfazer nossa demanda calórica? O corpo então se volta para seus próprios recursos, e não tem outra alternativa senão a de utilizar o glicogênio ou a gordura estocada para esse fim. Inversamente, se comermos demais, o corpo estoca os excessos da energia em potencial, sob a forma de gordura.
Certa dose de gordura é necessária, tanto para manter o corpo aquecido como para proteger certos órgãos vitais, tais como os rins. É a gordura em excesso que se relaciona aos problemas adrede mencionados.
Algumas pessoas que comem bem sem aumentar de peso parecem ter naturalmente uma taxa metabólica mais alta. Em certos casos, a obesidade poderá resultar duma taxa metabólica muito baixa. No entanto, é preciso ter cuidado de citar isto mui prontamente como razão de obesidade. A Dra. Judith Rodin, psicóloga da Universidade de Yale, EUA, declara: “A pessoa obesa, com metabolismo extremamente baixo, é uma raridade Noventa e oito por cento das donas-de-casa que afirmam não poder emagrecer porque têm metabolismo baixo estão erradas.”
Problemas de Infância
As pessoas amiúde se referem com aprovação aos bebês gordinhos. Todavia, afirma-se que, pelo menos um terço de todos os bebês do mundo ocidental são obesos, pelo menos no primeiro ano de vida. Por que isto se dá? Simplesmente porque os bebês não podem regular sua própria escolha de alimentos, e muitos pais — com boas intenções — os alimentam demais.
Tem importância se o bebê apresenta peso excessivo no primeiro ano, mais ou menos? Tem! Há eminentes pediatras que insistem que essa obesidade inicial leva ao aumento das células adiposas do corpo, tanto em tamanho como em quantidade. Isto significa, afirmam, que a criança terá de gastar o resto de sua vida lutando para se conservar esbelta.
Como antídoto para a obesidade infantil, muitos recomendam maior aleitamento ao peito. Em adição, a Fundação Nutricional Britânica há muito faz campanhas contra a introdução logo cedo de alimentos sólidos (especialmente de cereais), visto que podem ser prejudiciais aos bebês. Os frascos dos alimentos para bebês nas Ilhas Britânicas agora trazem o conselho de que os alimentos de desmame não são usualmente necessários antes dos quatro a seis meses. Isto permite que o bebê tenha tempo para ajustar seu metabolismo ao nível correto.
Manter nosso corpo saudável é algo que todos nós queremos. Como vimos, muito depende da quantidade e da qualidade de nossas reservas alimentares regulares. Na maioria dos casos, pode-se impedir a obesidade. Mas como curá-la?
[Destaque na página 6]
‘O peso excessivo pode ser devido à incapacidade do corpo de eliminar corretamente os fluidos.’
[Destaque na página 7]
‘O desequilíbrio hormonal e a hereditariedade também podem ser fatores que provocam problemas de peso.’
[Destaque na página 7]
‘Na maioria dos casos, as necessidades calóricas do corpo são simplesmente desequilibradas pela ingestão excessiva de calorias.’
[Destaque na página 8]
‘Há médicos que afirmam que alimentar demais um bebê no seu primeiro ano poderá causar um problema de obesidade por toda a vida.’
-
-
Uma variedade de remédiosDespertai! — 1980 | 22 de julho
-
-
Uma variedade de remédios
A DETERMINAÇÃO de perder peso pode levar a extremos. Em casos de grave obesidade, uma terapia moderna é amarrar com fios as mandíbulas do paciente. Deste modo, o comedor impulsivo vê-se obrigado a sustentar-se unicamente por meio de líquidos.
Ainda mais drástica é a operação de “ponte” que elimina a passagem do bolo alimentar pela maior parte do intestino delgado e parte do grosso. Os nutrientes são absorvidos pelas paredes de nossos intestinos. Assim, esta medida significa que o alimento passa pelo corpo sem ser assimilado. Felizmente, tal operação é usualmente reversível. Mesmo assim, apresenta uma taxa de mortalidade de 5 por cento.
Drogas e Pílulas Para Emagrecer
Logo depois da Segunda Guerra Mundial, usaram-se extensivamente as anfetaminas para reduzir o apetite. Mas o quadro mudou dramaticamente. Um Grupo de Trabalho estabelecido pela Associação Britânica de Medicina, em 1967, comunicou: “Tais drogas devem ser evitadas tanto quanto possível no tratamento da obesidade.” Por quê? Porque as anfetaminas podem levar a séria dependência e amiúde produzem efeitos colaterais prejudiciais.
Nos anos mais recentes, drogas conhecidas como “anoréxicas” foram desenvolvidas. Muitas pessoas, porém, ficaram amargamente decepcionadas com elas. São anunciadas como meio de aumentar a utilização da glicose pelos tecidos, levando a menos depósitos de adiposidades. São eficazes? Um médico britânico, o Dr. Michael Spira, comunica: “A evidência de que isto realmente aconteça não parece muito convincente.”
Que dizer das “pílulas para emagrecer”? Algumas drogas mencionadas acima caem nesta categoria. Também, o mercado acha-se inundado de pílulas de todos os tipos e tamanhos, que contêm coisas tais como extratos glandulares, vitaminas, celulose de metila, hormônios — ou simplesmente laxantes! A variedade de pílulas é deveras ampla, mas há muitas dúvidas quanto à comprovada efetividade delas no tratamento geral da redução de peso.
Exercício?
Será que a solução para a redução de peso é o exercício? Sim, até certo ponto. Afinal de contas, vivemos num mundo que poupa esforços. O gasto normal de energia em assuntos de rotina tais como subir escadas é não raro posto de lado em favor do elevador. Andar até as lojas, ou mesmo de ida e volta da escola, é trocado pelo percurso de carro. As máquinas assumem grande parte dos gastos de energia nas tarefas domésticas. Similarmente, as ocupações sedentárias exigem pouco esforço físico. Em muitas terras, hoje, a tendência é não utilizar muito o corpo, os músculos tendem à flacidez e grande parte das reservas energéticas do corpo se transforma em adiposidade.
Para ajudar a restaurar o equilíbrio, várias idéias dominam o mercado, de tempos a tempos. Há alguns anos atrás, o bambolê era a coqueluche para diminuir cinturas volumosas. Máquinas de remar e bicicletas ergométricas, vibradores para massagens e uma infinidade de outros aparelhos que usam cordas e roldanas estão sempre disponíveis para compra, ou são usados em clubes e clínicas médicas.
Uma forma popularíssima de exercício, hoje, é a corrida de passos curtos ou jogging. No entanto, pode ser deveras perigoso para uma pessoa obesa empenhar-se em exercícios estrênuos. Mesmo para a pessoa ativa, esforçar-se demais numa corrida de passos curtos, sem uma preparação adequada, é arriscado. Para as pessoas que não têm condições de correr assim, vigorosa caminhada pode ser proveitosa — todavia, encare o fato de que andar uns 1.600 metros por dia resultará numa perda de peso inferior a uns 450 gramas por mês! Obviamente, contudo, o exercício deveras ajuda a, reduzir o peso, visto que qualquer empenho físico significa que as calorias estão sendo utilizadas, ao invés de estocadas pelo corpo como adiposidade.
Ao todo, muitos que advogam vários métodos para se perder peso discordam em pontos vitais. Não existe nenhum fator comum no emaranhado de remédios para a redução de peso? Sim, existe um.
A Questão Fundamental
“A obesidade é resultado de se comer demais.” Estas oito palavras significativas são repetidas várias vezes em This Slimming Business (Esse Negócio de Emagrecer), de John Yudkin, professor-emérito de nutrição da Universidade de Londres, Inglaterra. A tabela da página anterior explica a si mesma.
Em todos os casos, com exceção de diminuta porcentagem, a obesidade pode ser solucionada por se regular a ingestão de comida. As pessoas que desejarem emagrecer têm de consumir menos calorias, quer por comerem menos, quer por evitarem itens com muita caloria, tais como doces. Caso procure a orientação médica para um problema de peso, as probabilidades são de que o médico irá recomendar alguma forma de dieta que o habilite a ter uma ingestão de calorias comensurável com seu gasto de energia. Inicialmente, porém, talvez seja necessária uma forma mais estrita de dieta, para reduzir seu peso aos limites normais para sua altura, idade e constituição física. Tais dados acham-se prontamente disponíveis nas companhias de seguros de vida ou em livros ou revistas sobre dietas.
Existe grande variedade de dietas. Uma dieta vegetariana obviamente será mais cara (a menos que produza suas próprias frutas e hortaliças), como também o será a dieta hiperprotéica. Tenha presente, também, que “alimentos dietéticos” especiais são usualmente mais caros e de valor duvidoso, exceto como suplementos alimentares temporários. Precavenha-se de qualquer programa de “dieta rápida”. Tais métodos podem ser muito perigosos e resultar em graves problemas de saúde, tais como úlceras.
Algumas Dicas Práticas
Uma forma de limitar sua ingestão de energia alimentar é tomar nota de tudo que come cada dia, inclusive todos os lanches entre as refeições. Avalie o conteúdo calórico total de tudo que come e bebe. Treine-se a entender os valores alimentícios e então planeje como reduzi-los sistematicamente a cada dia. Existe um perigo neste enfoque. Cuidado para não ficar absorto demais nesse empreendimento. Isso poderá privá-lo do tempo necessário para outras coisas essenciais.
Muitos acham por demais tediosa a contagem das calorias, e logo perdem interesse nisso. Uma medida mais simples de perder peso é continuar sua dieta normal, apreciando o que come, mas comendo menos. Ao invés de três fatias de pão, coma duas. Coma uma batata a menos. Ao invés de duas colheres de chá de açúcar, no chá ou no café, coloque apenas uma. Se tomar cinco xícaras destas bebidas a cada dia, haverá uma redução de cerca de 1.000 calorias por semana — uma redução nada insignificante! Preste atenção especial na redução da ingestão calórica à noite, porque usualmente nesse horário as atividades físicas são limitadas. Não espere resultados espetaculares com este enfoque. Mas, por certo período de tempo, perderá peso lentamente — e este é o melhor modo de fazê-lo.
Tal enfoque da situação se harmoniza com o conselho da Bíblia de ‘comer e beber com regozijo’, mas evitar o ‘excesso no comer, e a imoderação no beber’, por causa dos efeitos adversos que tais abusos produzem, não apenas fisicamente, mas no acatamento da pessoa a importantes assuntos espirituais da vida. — Ecl. 9:7; Luc. 21:34.
Neste ponto, talvez seja útil considerar algumas dicas que resultaram úteis em certos casos. Coma apenas quando tem fome. Fazer um lanche leve, ao invés de tomar uma refeição completa, de tempos a tempos, não o prejudicará em nada. Evite “petiscar” quando vê TV, lê ou simplesmente conversa com os amigos. Beber algo cerca de meia hora antes duma refeição abrandará seu apetite e beber um pouco de líquido junto com as refeições o ajudará a sentir-se satisfeito com menos comida. Mastigar cabalmente produz maior satisfação em comer, e verificará que, por assim fazer, também comerá menos. Conceda a si mesmo tempo para apreciar as refeições. Comer lentamente pode ajudá-lo a eliminar a gordura excessiva. O Dr. Theodore Van Itallie, especialista em obesidade, disse numa entrevista publicada em Psychology Today (Psicologia Atual): “A taxa de ingestão de comida pode ser um fator. Há pessoas que engolem mui rapidamente suas refeições. Alguns pesquisadores crêem que, se comer às pressas seus alimentos, os sinais de saciedade que por fim lhe dizem que é tempo de parar talvez não tenham tempo de entrar em ação.”
A determinação e o domínio próprio são essenciais em qualquer progresso em direção à redução de peso. Ler sobre esse problema, ou consultar médicos, não é substituto para o esforço pessoal.
[Foto na página 9]
PÍLULAS PARA EMAGRECER
[Fotos na página 9]
EXERCÍCIO
[Foto na página 11]
COMER MENOS
[Tabela na página 10]
INGESTÃO CONSUMO RESULTADO
Alimento 2.000 Energia 2.000 Peso constante.
(Energia) calorias calorias
Alimento 2.000 Energia 2.500 Perda de peso, à medida
(Energia) calorias calorias que corpo recorre às reservas
de gordura para enfrentar o
déficit de 500 calorias.
Alimento 2.000 Energia 1.500 Aumento de peso, à medida que
(Energia) calorias calorias o corpo deposita 500 calorias
extras em forma de
adiposidade.
-
-
O “povo flutuante” da Ásia que ninguém quer acolherDespertai! — 1980 | 22 de julho
-
-
O “povo flutuante” da Ásia que ninguém quer acolher
Do correspondente de “Despertai!” em Hong Kong
TRATA-se de pequena mancha no horizonte, quando avistada inicialmente. Mas, ao se aproximar, a Polícia Marítima pode ver claramente que se trata do que esperavam. Aqui está uma reprise duma cena horripilante que já testemunharam centenas de vezes. Vêem aproximar-se de Hong Kong um simulacro decrépito de um barco, estreito, de pouco mais de 18 metros, batido pelo tempo, com 180 pessoas que ninguém quer acolher e, com parcas rações, que podem estar a bordo por duas semanas a mais de um mês. Com pouquíssimo espaço para sentar, navegaram cerca de 600 milhas (ou uns 1.000 quilômetros) pelo Mar do Sul da China, partindo do Vietnã.
O barco instável é rebocado mui cuidadosamente para o Cais de Quarentena, onde seus ocupantes esperam sua vez de pisar em terra firme nas docas do governo. O “povo flutuante” respira aliviado, certo de que suas piores experiências já passaram. Mas o que não sabem é que os aguardam muitos meses de espera, em condições bem inferiores às ideais, antes de poderem novamente ter um lugar que possam chamar de lar.
-