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    Despertai! — 1989 | 22 de maio
    • Página dois

      REFLITA CUIDADOSAMENTE SOBRE AS SEGUINTES PERGUNTAS:

      ✔ PRECISA PERDER PESO?

      ✔ DESEJA PERDÊ-LO?

      ✔ EVITARÁ ALIMENTOS SEM VALOR NUTRITIVO?

      ✔ CONTARÁ AS CALORIAS?

      ✔ FARÁ EXERCÍCIOS REGULARMENTE?

      ✔ COLABORARÁ O SEU METABOLISMO?

      ✔ TRATA-SE DUM PROBLEMA GLANDULAR?

      ✔ SÃO GRANDES DEMAIS SUAS CÉLULAS ADIPOSAS?

      ✔ SÃO NUMEROSAS DEMAIS?

      ✔ SÃO SEUS GENES OS CULPADOS?

      ✔ É REALÍSTICO O SEU ALVO?

      ✔ CONSEGUIRÁ MANTER O PESO REDUZIDO?

      O PONTO CRUCIAL: QUÃO GRANDE É SUA FORÇA DE VONTADE E SUA DETERMINAÇÃO?

  • É perder peso uma batalha perdida?
    Despertai! — 1989 | 22 de maio
    • É perder peso uma batalha perdida?

      VENCER ESTA LUTA NÃO É TÃO SIMPLES COMO OS MAGROS PENSAM!

      TRATA-SE duma guerra travada em muitas frentes. O jejum elimina rapidamente os quilos indesejáveis. Dietas líquidas conseguem acabar com eles num bom passo. Os corredores se livram deles pela corrida rústica. Os caminhantes fazem isso num ritmo mais lento. Os contadores de calorias mantêm tabelas de sua ingestão de comida. Alguns recorrem a medidas mais drásticas. Já se tem prendido os maxilares para impedir que débeis forças de vontade cedam diante dos alimentos. Já foram feitas operações de desvio de partes do aparelho digestivo, que suturam estômagos, e já foram realizados certos atos cirúrgicos de aspiração de gordura subcutânea de depósitos adiposos. Dispondo-se de todas estas opções, a vitória parece iminente.

      Vamos, porém, um pouco mais devagar! As células adiposas, uma vez derrotadas, persistem em reaparecer decididamente. Recuperam-se os quilos perdidos, não raro com acréscimos. A batalha continua com seus avanços e recuos, à medida que os êxitos temporários são seguidos por desanimadores fracassos. A luta se arrasta, surge o desânimo, e os cansados seguidores de dietas mostram-se prontos a capitular. Mas não deviam. O caminho é longo e a estrada e difícil, mas a vitória acha-se à frente para os valentes que perseverarem. Assim, cinja os lombos de sua mente e lembre-se de que, quanto mais dura for a luta, mais doce será a vitória. No início de sua batalha contra a gordura, precisará também avigorar a mente para manter um senso de respeito próprio e de valor pessoal. Talvez tenha de suportar os desdéns e os estigmas sociais duma sociedade obsedada com a magreza.

      Você precisa resistir a anfitriãs irrefletidas que insistem que coma aquilo que não deve. É preciso sobreviver aos preconceitos dos cruéis críticos que o classificam como glutão ou glutona.a As primeiras o derrotariam com sua bondade; estes últimos, prejulgam-no pela aparência exterior.

      É preciso ignorar as proclamações simplistas dos desinformados: “Se você não comesse demais, não teria excesso de peso!” Eles fazem tudo parecer tão simples, mas é muito complexo. É verdade que, se não ingerir mais calorias do que as que gasta, não ganhará peso. Em muitos casos, porém, nem todas as calorias ingeridas são gastas. Por vários motivos, muitas são estocadas como gordura nas células adiposas. Assim, para quem tem excesso de peso, esta pode ser uma batalha solitária, se não fossem os amigos apoiadores, cônscios das probabilidades contrárias que eles, os obesos, têm de enfrentar. E tais probabilidades podem ser deveras colossais.

      Antes de nos aprofundarmos nas complexidades dessa luta, contudo, existe a seguinte pergunta a ponderar: Precisa o leitor ou a leitora perder peso? Em alguns países, a magreza tornou-se uma obsessão. Alguns ficam tão magros a ponto de se tornarem desnutridos, ou chegam ao extremo da anorexia nervosa ou bulimia. Os cientistas consideram que, em vez de a base de julgamento ser apenas o peso, um guia melhor é a porcentagem de gordura do corpo. Eles definem que o excesso de peso torna-se obesidade quando, nos homens, de 20 a 25 por cento do peso corporal se compõe de gordura, e, nas mulheres, quando de 25 a 30 por cento é gordura.

      Por certo, são inadequados os pesos específicos, fornecidos em tabelas baseadas em altura e peso apenas. Como afirma certo pesquisador: “O que as tabelas não dizem, porém, é que duas pessoas com a mesma altura e o mesmo peso podem diferir grandemente no grau de obesidade e na condição física geral. O tecido magro e o músculo pesam mais, por volume, do que a gordura, de modo que apenas o peso não é uma avaliação muito boa de saúde ou de aptidão física.” Guias mais fidedignos — embora ainda imperfeitos — são aquelas tabelas que consideram a idade, o sexo e o tipo físico, e fornecem uma amplitude de pesos aceitáveis, tal como a publicada na página 7.

      Muitos presumem que as células adiposas (chamadas adipócitos) são muito preguiçosas, que estão ali no corpo apenas ocupando espaço — espaço até demais! O tecido gorduroso (chamado tecido adiposo) é mais do que um depósito de triglicérides (gorduras). Cerca de 95 por cento do tecido adiposo compõe-se de gordura não-viva, mas os restantes 5 por cento se dividem em matéria estrutural, sangue e vasos sanguíneos, e células vivas, que atuam no metabolismo corpóreo. Estas células podem ser bem gulosas, apoderando-se dos nutrientes dietários existentes no sangue que circula pelos vasos capilares que entremeiam o tecido adiposo e convertendo-os em gordura. Certos hormônios promovem, quer a síntese da gordura, quer sua liberação como ácidos graxos no sangue, a fim de satisfazer as necessidades energéticas do corpo. Em vez de serem preguiçosas, as células adiposas, para o desespero de alguns, trabalham extra!

      No passado julgava-se que, uma vez estabelecidas no corpo, as células adiposas não aumentavam em número, apenas em tamanho. Pesquisas posteriores provaram que não é assim. Como afirma uma fonte científica: “A ampliação da capacidade de armazenamento do tecido adiposo é realizada, primeiro, pela ampliação da gordura acumulada nos adipócitos, os triglicérides, e, posteriormente, quando os adipócitos disponíveis estão plenamente cheios, pela formação de novas células gordurosas.” Quando quase vazios, os adipócitos são muito pequenos, mas, ao acrescentarem a gordura, podem aumentar dez vezes mais seu diâmetro, que significa um aumento, em volume, por um fator de cerca de mil.

      Há certos depósitos de gordura no corpo em que a gordura tende a acumular-se. Nos homens, a cintura é um deles. Nas mulheres, são os quadris e as coxas. Tais pessoas podem perder gorduras, mas tais partes são as últimas a reduzi-las. Os pesquisadores descobriram que as células adiposas têm, em sua superfície, pequenas moléculas chamadas receptores alfa e beta. Os receptores alfa estimulam o acúmulo de gordura; os receptores beta promovem a dissolução da gordura. Os que favorecem o acúmulo de gordura predominam nas células adiposas dos quadris e das coxas nas mulheres, e do abdômen nos homens. Uma mulher perdeu 15 por cento da gordura corporal, mas virtualmente nenhuma nos quadris e nas coxas. Um homem reduziu drasticamente o peso, mas continuou com sua barriga saliente.

      Contar as calorias não é aquela solução simples para se perder peso como muitos imaginam. As calorias não são iguais. Ingira 100 calorias de carboidratos e poderá estar estocando 77 por cento delas como gordura corporal — 23 são gastas na digestão dos carboidratos. Mas consuma 100 calorias numa porção de manteiga, e 97 serão estocadas como gordura — apenas três serão consumidas na digestão. A razão: A gordura dietária já é, quimicamente, bem similar à gordura orgânica, assim, ela é estocada, como tal, muito mais facilmente. Contar calorias é apenas parte da história. A fonte dessas calorias também conta. Caloria por caloria, os alimentos gordurosos engordam mais e são menos nutritivos que os carboidratos. Em certo estudo, homens submetidos a uma dieta muito rica em carboidratos durante sete meses engordaram quase 14 quilos, mas homens submetidos a uma dieta muito rica em gorduras ganharam quase 14 quilos em três meses.

      As dietas líquidas fazem perder peso mais rapidamente, o que freqüentemente causa complicações. Na década de 70, promoveram-se dietas líquidas de proteínas, e, em fins de 1977, aproximadamente 60 mortes foram atribuídas a elas. Crê-se que as arritmias ventriculares, isso é, os batimentos rápidos e irregulares dos ventrículos cardíacos, foram a causa imediata de muitas de tais mortes. As atuais dietas líquidas foram aprimoradas pela adição, não só de proteínas, mas também de carboidratos, gorduras, vitaminas e sais minerais. Mesmo assim, tais dietas de baixo teor energético, que causam rápidas perdas de peso, ainda têm seus inconvenientes.

      A drástica redução de calorias nas dietas que produzem rápida perda de peso diminui o metabolismo — o declínio começa em questão de 24 horas, e, em duas semanas, a redução metabólica pode ser de até 20 por cento. Um médico, quando interrogado sobre as dietas líquidas hipocalóricas, comentou sobre isto: “Seu metabolismo vai reduzir-se a um mínimo, com tão poucas calorias, e você vai verificar que se torna irritável e fatigado. Também, até 70% de sua perda de peso, a longo prazo, será de músculos, e não de gorduras.” Quem faz dieta quer perder banha, e não músculos. O tecido muscular é o melhor queimador de calorias do corpo. Perdê-lo reduz sua taxa de metabolismo basal — a medida de energia utilizada para manter as funções orgânicas rotineiras, tais como respirar e renovar as células. Isto responde por aproximadamente de 60 a 75 por cento da energia consumida pelo corpo.

      Esta redução do metabolismo é a razão pela qual quem faz dieta geralmente pára de perder peso depois de algumas semanas duma dieta rígida. Uma senhora, que desde os 16 anos mantinha seu peso reduzido por meio de dieta, ganhou uns 11 quilos quando do nascimento de seu primeiro filho, mas rapidamente os perdeu, e então ganhou uns 22 quilos depois do nascimento do segundo filho, e não conseguiu perdê-los. Relatou ela: “Num certo ponto, eu me dirigi a uma clínica de emagrecimento que me prescreveu apenas 500 calorias diárias. Perdi quatro quilos e meio no primeiro mês, cerca de um quilo no segundo, e nenhum nos dois meses seguintes, apesar de seguir fielmente o programa. Quando minha ingestão de calorias foi elevada para 800 por dia, eu engordei continuamente cerca de um quilo por semana até recuperar os 5,5 quilos que tinha perdido com tanta dificuldade. Isso foi muito desanimador!”

      Além do metabolismo reduzido, certa enzima, a lipoproteína chamada lipase, que regula o acúmulo de gordura, pode tornar-se mais ativa em estocar gordura depois duma dieta rígida. Por ambos os motivos, alguns recuperam o peso perdido quando voltam a comer normalmente. Com efeito, a maioria recupera o peso perdido — 95 por cento, no caso dos muito obesos, e 66 por cento, no caso das pessoas em geral. O peso recuperado, contudo, compõe-se em sua maior parte de gordura e não do tecido muscular perdido, o que significa um metabolismo reduzido, o qual promove mais acúmulo de gordura.

      Um pesquisador observou que aqueles que tinham perdido peso com dietas anteriores e o recuperaram tinham maior dificuldade em perdê-lo de novo no caso de dietas posteriores. “Poderia uma dieta inibir uma posterior perda de peso?”, ficou imaginando. Fizeram-se testes com ratos obesos. Na sua primeira dieta, eles levaram 21 dias para perder o peso excedente, e, depois de saírem da dieta, 45 dias para recuperá-lo. Numa segunda dieta, foram precisos 46 dias para perdê-lo, e apenas 14 dias para recuperá-lo — o dobro do tempo para perdê-lo e três vezes menos para recuperá-lo!

      Acontece o mesmo com as pessoas? Nas dietas hipocalóricas, 111 pacientes perderam, em média, um quilo e quatrocentos gramas por semana, mas, submetidos à mesma dieta, pela segunda vez, eles só perderam um quilo por semana. Testes de acompanhamento feitos com dois outros grupos de pessoas comprovaram tais resultados.

      Muitos dos peritos chamam a obesidade de doença, afirmam que está nos genes, que é hereditária, e que o corpo possui um ponto de ajuste fixo quanto ao peso que pode destiná-lo a ser obeso. Mas nem todos os cientistas concordam no que se refere às teorias sobre a obesidade. A revista Annals of the New York Academy of Sciences diz que a própria obesidade, seja qual for sua causa original, pode ser responsável pelas mudanças na química do corpo: “O quadro de obesidade, uma vez instaurado, pode ser estabilizado por mudanças metabólicas secundárias, geradas pela própria obesidade.”

      A revista Annals também questiona a teoria do ponto fixo: “Esta Annal fornece pouca evidência em apoio a qualquer das hipóteses.” Citam-se os problemas glandulares como causas da obesidade, especialmente a tireóide, que exerce um importante papel no controle do metabolismo. Contudo, alguns suscitam o ponto que o mal funcionamento desta pode ser devido ao comer em excesso. O Dr. Riggle, do Texas, EUA, comenta sobre isto: “A tireóide, bem como a pituitária, governa o metabolismo. Mas é preciso lembrar que as pessoas que adquirem maus hábitos nutricionais fazem com que tais glândulas não obtenham os nutrientes de que carecem para fabricar seus produtos. Assim, os problemas glandulares podem começar com as imprudências dietárias.”

      Comer demais é a causa simples da obesidade que tantas pessoas, inclusive pesquisadores sobre a obesidade, associam com ela: “No caso da maioria das pessoas obesas, contudo, o acúmulo de peso excedente e de tecido adiposo mui provavelmente significa um processo prolongado, e, muitas vezes, insidioso: consumo excessivo de calorias, por um número suficiente de dias, muito acima dos usados para o trabalho muscular ou metabólico.” (Annals of the New York Academy of Sciences, 1987, página 343) Os riscos para a saúde a que tais pessoas se sujeitam são, deveras, dignos de reflexão:

      “A obesidade está ligada a diversos riscos para a saúde. Poderá prejudicar as funções tanto cardíacas como pulmonares, modificar a função endócrina, e causar problemas emocionais. A hipertensão, a redução da tolerância à glicose, e a hipercolesterolemia, são mais comuns em indivíduos obesos do que em indivíduos com peso normal. Assim, não é surpreendente que a obesidade possa contribuir para a morbidade [doença] e a mortalidade no caso de indivíduos que sofrem de hipertensão, derrame cerebral, diabetes melito tipo II ou insulino-independente, alguns tipos de câncer, e de doenças da vesícula biliar. A longo prazo, a obesidade também pode ser considerada um fator de risco independente da aterosclerose coronariana.” — Revista Journal of the American Medical Association, de 4 de novembro de 1988, página 2547.

      Parece agourento, não parece? E isso não acontece só por causa das palavras compridas. Como é óbvio, perder peso é uma batalha que precisa ser vencida. Existem maneiras que o ajudarão a obter a vitória?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Para uma consideração bíblica sobre a glutonaria, queira ver A Sentinela de 1.º de maio de 1986, página 31.

      [Destaque na página 4]

      EM VEZ DE PREGUIÇOSAS, AS CÉLULAS ADIPOSAS DAS PESSOAS OBESAS TRABALHAM EXTRA.

      [Destaque na página 5]

      PODERIA UMA DIETA INIBIR A POSTERIOR PERDA DE PESO?

      [Destaque na página 6]

      OS RISCOS PARA A SAÚDE DEVEM, DEVERAS FAZER-NOS REFLETIR

      [Tabela na página 7]

      TABELA DE PESOS E ESTATURA

      Altura Peso(kg)

      Estrutura Estrutura Estrutura

      Corpórea Corpórea Corpórea

      Pequena Média Grande

      HOMENS

      1,57 58-61 59-64 63-68

      1,60 59-62 60-65 63-69

      1,62 60-63 61-66 64-71

      1,65 61-63 62-67 65-73

      1,67 62-64 63-68 66-74

      1,70 63-66 64-70 68-76

      1,72 63-67 66-71 69-78

      1,75 64-68 67-73 70-80

      1,77 65-70 68-74 72-82

      1,80 66-71 70-75 73-83

      1,83 68-73 71-77 74-85

      1,86 69-74 73-79 76-87

      1,88 70-76 74-81 78-89

      1,91 72-78 76-83 80-92

      1,93 73-80 78-85 82-94

      MULHERES

      1,47 46-50 49-55 54-59

      1,50 47-51 50-56 54-61

      1,52 47-52 51-57 55-62

      1,55 48-54 52-59 57-63

      1,57 49-55 54-60 58-65

      1,60 50-56 55-61 59-67

      1,62 52-58 56-63 61-68

      1,65 53-59 58-64 62-70

      1,67 54-60 59-65 63-72

      1,70 56-62 60-67 65-74

      1,72 57-63 62-68 66-76

      1,75 59-64 63-69 68-77

      1,77 60-66 64-71 69-78

      1,80 61-67 66-72 70-80

      1,83 63-68 67-73 72-81

      [Crédito]

      Conversão, adaptada, para o sistema métrico, reimpresso com a permissão da “Society of Actuaries and Association of Life Insurance Medical Directors of América.”

  • Quatro maneiras de vencê-la
    Despertai! — 1989 | 22 de maio
    • Quatro maneiras de vencê-la

      O ALIMENTO CERTO, NO MOMENTO CERTO, NA QUANTIDADE CERTA, JUNTO COM O EXERCÍCIO CERTO

      Como revista internacional, Despertai! trata de problemas que prevalecem em diversas partes do mundo. Ao considerar assuntos de saúde e de medicina, não endossamos nem recomendamos terapias específicas.

      NÃO deteste suas células adiposas. Elas são maravilhosas. Elas foram projetadas para exercer uma função importante. Fabricam gordura à base do açúcar e dos ácidos graxos. Quando precisam de mais espaço para armazenagem, elas se expandem. Se ainda precisarem de mais, formam novas células e as enchem de gordura. São uma maravilha em armazenar energia em forma de gordura. Esta é a especialidade delas. Em cerca de 450 gramas, conseguem estocar 3.500 calorias, embora o fígado só consiga armazenar 250 calorias em cerca de 450 gramas de seu meio de estocar energia, o glicogênio.

      As células adiposas recebem sinais e obedecem a eles. Elas envolvem órgãos vitais. Elas liberam sua energia conforme a demanda, suprindo-a qual combustível para as células ativas do corpo. Por vezes, recebem sinais de emergência, e se lançam à ação. Quando lhes são enviadas mensagens de que a vida corre perigo, elas tomam medidas para salvar a vida. Começam a acumular gordura, reservando-a para a crise impendente.

      É agora evidente que a gordura desempenha um papel importante, porém só parcialmente compreendido, no sistema imunológico do corpo. As células adiposas podem receber uma mensagem falsa, e interpretá-la erroneamente como uma crise; uma dieta drástica pode enviar às células adiposas a mesma mensagem que a fome ou desnutrição enviaria. Em vez de decomporem a gordura, esta é realmente resguardada, reduzindo ao mínimo a liberação de calorias. Mas as células adiposas não têm meios de saber a diferença. Elas reagem como foram projetadas para reagir. Retêm sua energia para o que prevêem seja uma necessidade futura e mais crucial do que a presente. A revista Parents, de março, de 1987, oferece uma explicação plausível: “Quanto mais fizer dieta — quanto mais freqüentemente seu corpo sentir que você se prepara para a fome — tanto mais resistentes as células adiposas se tornarão quanto a liberar seu precioso produto.”

      O corpo intervém para enfrentar a crise atual por transformar o tecido muscular em glicose — o cérebro tem de ter sua glicose ou o organismo todo fechará as portas! Mas você não deseja perder o tônus muscular; deseja perder banha. As dietas drásticas não são o meio de vencer a luta. Então, qual é? Os meios (plural) vencedores são: o alimento certo, no momento certo, na quantidade certa, junto com o tipo certo de exercício — e a atitude mental correta. É a própria pessoa que faz dieta que deve assumir a direção. Se você irá ou não atingir o seu alvo é algo que só depende de você mesmo.

      O Alimento Certo

      Os alimentos ricos em calorias e baixos em nutrientes não são os alimentos certos para a redução de peso. As gorduras e os açúcares simples estão repletos de calorias, mas não contribuem para a nutrição. Os alimentos certos, tanto para o controle do peso como para a nutrição, são os carboidratos mais complexos, as frutas e as hortaliças; as carnes preferíveis são as de peixe e de ave.

      “Outro enfoque básico para a perda de peso”, diz-nos The Encyclopedia of Common Diseases (Enciclopédia das Doenças Comuns), “devia ser eliminar de sua dieta tudo que não é um alimento natural, integral, nutritivo e não-processado. Além da energia alimentar. . . seu corpo precisa constantemente de proteínas, gorduras, sais minerais e vitaminas, em quantidades ideais, para realizar os processos orgânicos e regenerar e renovar as células do corpo. Quando você ingerir alimentos integrais [complexos alimentares não-processados], poderá ficar bem confiante de que estará obtendo os nutrientes necessários, e não calorias ‘sem valor nutritivo’”.

      O Momento Certo

      O momento certo não é quando se vê televisão. Por horas a fio a pessoa belisca incessantemente alimentos, consistindo, talvez, em gordurosas batatas fritas, biscoitos ou sobremesas carregadas de açúcar, as calorias sem valor nutritivo, e não contadas, chegando à casa das centenas — sendo tão difícil deixar de fazer tais lanches, uma vez que as gorduras e o sal dão sabor ao alimento, e o açúcar satisfaz nossa ânsia por coisas doces!

      Alguns nutricionistas estão agora “chegando à convicção de que o corpo apresentará menor tendência de acumular os depósitos de gordura se forem feitas refeições mais freqüentes, sendo servidas em porções menores — sem se reduzir a ingestão diária de alimentos. Verificaram também que a refeição mais importante, e que deve, por conseguinte, dar a maior contribuição calórica para o dia da pessoa é o desjejum [ou café da manhã]”.

      A Quantidade Certa

      Coma alimentos variados, e coma o suficiente. Você já sabe o que acontecerá se puser em pânico suas células adiposas por comer com extrema parcimônia! Num experimento de perda de peso, forneceu-se a ratos apenas uma refeição por dia. No decorrer do estudo, aumentaram dez vezes as suas enzimas responsáveis pelos depósitos de gordura. O informe dizia: “Era como se o corpo deles dissesse: ‘No instante em que surgir mais comida, estou pronto a acumular gordura extra, só para o caso de este stress acontecer comigo de novo!’”

      Assim, “se tiver de fazer dieta, não cometa o erro de jejuar ou de ingerir apenas uma refeição por dia (essencialmente um jejum de 23 horas)”. Fique contente de perder peso gradualmente, meio quilo ou mesmo uns 250 gramas por semana. Você levou muito tempo para adquirir tal gordura; de tempo ao seu corpo para se livrar dela. Assim, coma o suficiente para manter suas células adiposas descontraídas, e até mesmo dispostas a contribuir com algumas de suas próprias calorias para tal causa. Mas não seja glutão. O suficiente é suficiente!

      E, com o decorrer do tempo, menos é suficiente. Ao ficarmos mais velhos, as células musculares declinam e as células adiposas ocupam o lugar delas. Visto que a massa corpórea não-adiposa exige a porção máxima de energia, com o declínio desta massa precisa haver um declínio de energia, e reduz-se o metabolismo. Se não houver um correspondente declínio da ingestão de alimentos, haverá um acúmulo de gordura. E se as pessoas mais idosas se exercitam menos — como geralmente acontece — ainda mais alimento se transforma em gordura. Mas um pesquisador diz: “Através do exercício, poderá eliminar a gordura intramuscular.” E lembre-se, um bom esforço no sentido de dieta alimentar pode ser anulado pelo ocasional abuso de comida.

      O Exercício Certo

      O cientista Covert Bailey afirma em seu livro Fit or Fat? (Fisicamente Apto ou Gordo?): “Em última análise, a cura da obesidade é o exercício!. . . É um fato simples, que aqueles que praticam exercícios aeróbicos em base regular não ficam gordos. Se eu estivesse oferecendo uma pílula que diminuísse a tendência do corpo de fabricar gordura, as pessoas gordas fariam fila para comprá-la. Eu estou oferecendo tal pílula; leva apenas 12 minutos diários para engoli-la!” A maioria dos dados, porém, indicam que são necessários pelo menos 20 minutos antes de se obterem benefícios aeróbicos.

      O exercício que Bailey tem presente é a ginástica aeróbica — movimentos ininterruptos que fazem com que o coração bata em ritmo mais rápido, desta forma fornecendo copiosas quantidades de oxigênio para o corpo, para a queima de gorduras. Os exercícios típicos desta categoria são a corrida rústica (jogging), pular corda, andar de bicicleta, e a caminhada a passos rápidos. Antes de empreender tal programa de exercícios, contudo, é aconselhável consultar um médico, em busca de orientação. A maioria dos pesquisadores sobre a redução de peso prescrevem o exercício, como mostram as seguintes declarações.

      A reduzida taxa metabólica “que normalmente ocorre quando os indivíduos fazem dietas hipocalóricas, pode ser prevenida ou diminuída pela incorporação de atividades físicas ao programa”. — Revista The Journal of the American Medical Association.

      “O consenso entre os especialistas em perda de peso é que uma rotina regular de exercício é uma chave [uma das principais] para se perder peso e mantê-lo reduzido. Um bom esforço cardiovascular aumenta o metabolismo do corpo em repouso por até quinze horas depois disso, o que significa que mais calorias serão queimadas, mesmo depois de você parar.” — Revista Parents.

      “Em qualquer programa eficaz de controle do peso, o exercício é essencial. A regularidade do exercício é mais importante do que a sua intensidade.” — Conn’s Current Therapy (Atualização Terapêutica, de Conn).

      “O exercício nos transforma. Aumenta a taxa metabólica, aumenta a massa muscular, eleva o nível de enzimas consumidoras de calorias dentro do músculo, e aumenta a queima de gorduras. . . . Pode-se também demonstrar que as pessoas fisicamente aptas possuem um metabolismo ligeiramente elevado. Mesmo quando em repouso, as pessoas fisicamente aptas queimam mais calorias do que as pessoas gordas.” — Fit or Fat?

      Depois de avisar que o peso excessivo é um assassino, por causa das doenças do coração e da pressão arterial alta, eis as boas novas: “Um fato confortador: o efeito prejudicial do excesso de peso é reversível, quando se reduz o peso”, afirma The Encyclopedia of Common Diseases.

      “O triste”, diz Bailey, “sobre as pessoas patentemente obesas, que muitas vezes afirmam que fariam qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, para perder peso, é que elas se recusam a fazer a única coisa que lhes faria algum bem. Elas se recusam a exercitar-se.”

      Pouco é de admirar que a gordura tenha tal amplitude, quando compreendemos que o corpo consegue fabricar gordura de proteínas, de carboidratos e da gordura que conste do regime alimentar. “Quase tudo que você come”, diz Bailey, “se puder mesmo ser digerido, pode ser convertido em gordura”. As dietas que fazem perder peso rapidamente mudam a química do corpo, de modo que “você tem a química de uma pessoa gorda. Sua tendência de engordar é maior do que quando começou!” Precisa-se de determinado conjunto de enzimas para a queima das gorduras. Se não dispuser destas enzimas que queimam gorduras, “você vai ficar gordo. As enzimas só aumentarão se você estimular o ADN [DNA] através do exercício, e se você comer o suficiente, de modo que haja aminoácidos disponíveis para a biossíntese”, diz Bailey.

      Às vezes, os músculos precisam de súbitos surtos de energia, aumentando a demanda cinqüenta vezes num milésimo de segundo. Para obtê-la, os músculos precisam dispor de enzimas capazes de metabolizar as fontes energéticas. Tais enzimas só podem ser encontradas nas células musculares — enzimas especiais, dotadas desta capacidade de gastar calorias tão rapidamente. Noventa por cento de todas as calorias gastas pelo corpo são consumidas pelos músculos. Tais enzimas são encontradas nas mitocôndrias, espalhadas por todas as células musculares, e, durante o exercício físico, elas promovem a queima das gorduras no tecido muscular, para fornecer energia.

      A respeito de tais enzimas, Fit or Fat? diz: “Já foi repetidas vezes demonstrado que o constante exercício aeróbico realmente causa um aumento no número e no tamanho das mitocôndrias em cada célula muscular. Adicionais estudos bioquímicos têm confirmado que, com o exercício, há um aumento das enzimas metabolizadoras dentro de tais mitocôndrias.” Os exercícios aeróbicos fazem isto acontecer; sem isso, surge a gordura.

      O Boardroom Reports, de 15 de dezembro de 1988, exalta as virtudes do exercício: “A inatividade física dobra o risco de ataque cardíaco, e os pesquisadores classificam as pessoas sedentárias na mesma categoria de alto risco de ataques cardíacos que os fumantes e as pessoas que têm pressão arterial alta, ou altos níveis de colesterol.” Acrescenta que “carregar pesos na corrida rústica, ou ao caminhar, aumenta grandemente os benefícios do exercício para a saúde”. A recomendação é começar com pesos de 250 gramas, e exagerar nos movimentos dos braços.

      Identifique o que o(a) faz comer quando não devia. Conscientize-se das desculpas que usa para enfraquecer suas boas resoluções. Diga não a elas, imediatamente! Rejeite-as de forma irada!

      Cultive a força de vontade para vencer! Saiba o que precisa fazer, e faça-o! Coma as coisas certas nas quantidades certas, e confie que seu corpo as usará de modo certo. O corpo é muito adaptável. Ele se adapta à atmosfera rarefeita das elevadas altitudes das montanhas por fabricar mais glóbulos vermelhos para transportar oxigênio — mas isso leva tempo. Ele se adapta à exposição ao sol quente por proporcionar mais melanina à pele, para protegê-la dos raios ultravioletas — mas isso leva tempo. E ele se adaptará ao exercício contínuo por fabricar as enzimas necessárias para gastar mais gorduras, a fim de obter energia — mas isso leva tempo.

      Assim, seja paciente. Levou tempo para você ganhar peso; conceda-se tempo para perdê-lo. Avance passo a passo em direção a seu alvo. Pequenos êxitos diários em comer e em exercitar-se transformam num hábito aquilo que, de início, era uma tarefa pesada, e logo as asas do hábito o impulsionarão suavemente até a imagem do seu novo eu! Vença a guerra, perca a gordura, saboreie a vitória.

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