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ObediênciaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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— Compare com Deuteronômio 21:18-21; Provérbios 4:1; Isaías 64:8; 1 Pedro 1:14.
Não existe substituto para a obediência, não se podendo granjear o favor de Deus sem ela. Como Samuel disse ao Rei Saul: “Tem Jeová tanto agrado em ofertas queimadas e em sacrifícios como em que se obedeça [forma de shamá‘]à voz de Jeová? Eis que obedecer [literalmente, escutar] é melhor do que um sacrifício, prestar atenção é melhor do que a gordura de carneiros.” (1 Sam. 15:22) Deixar de obedecer significa rejeitar a palavra de Jeová, demonstrar que a pessoa realmente não crê, não confia, nem tem fé naquela palavra e em sua Fonte. Destarte, quem deixa de obedecer não difere de quem pratica a adivinhação ou que utiliza ídolos. (1 Sam. 15:23; compare com Romanos 6:16.) Expressões verbais de concordância não significam nada se não forem acompanhadas pela ação exigida; a falta de acatamento demonstra falta de crença ou de respeito pela fonte das instruções. (Mat. 21:28-32) Os que se satisfazem apenas com ouvir e aceitar mentalmente a verdade de Deus, mas que não praticam, aquilo que ela exige, estão enganando a si mesmos com falsos raciocínios e não obtêm nenhuma bênção. (Tia. 1:22-25) O Filho de Deus tornou claro que mesmo os que fazem coisas similares às ordenadas, mas evidentemente de modo errado ou com motivação errada, jamais conseguiriam entrar no Reino, mas seriam completamente rejeitados. — Mat. 7:15-23.
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Obras PoderosasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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OBRAS PODEROSAS
Veja PODER, OBRAS PODEROSAS.
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ObreiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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OBREIAS
Veja PÃO.
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Obstinação, IAjuda ao Entendimento da Bíblia
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OBSTINAÇÃO, I
O significado básico das várias palavras da língua original que transmitem a idéia de obstinação é dureza, especialmente num sentido ruim. No emprego bíblico, não raro acha-se envolvida uma recusa deliberada de obedecer à vontade ou às ordens de Deus. (Sal. 78:8; 81:12; Isa. 1:23; 65:2; Jer. 3:17; 5:23; 7:23-26; 11:8; 18:12; Osé. 4:16; Atos 7:51) Que o desastre sobrevêm aos que persistem num proceder obstinado é repetidas vezes sublinhado nas Escrituras. (Deut. 29:19, 20; Nee. 9:29, 30; Pro. 28:14; Isa. 30:1; Jer. 6:28-30; 9:13-16; 13:10; 16:12, 13; Dan. 5:20; Osé. 9:15; Zac. 7:12; Rom. 2:5) Por exemplo, a lei dada por Deus a Israel prescrevia que um filho obstinado e rebelde devia ser apedrejado até à morte. (Deut. 21:18, 20) Uma vez que Jeová dá aviso antecipado de seu julgamento contra os obstinados, a execução desse julgamento não pode ser atribuída a outras causas ou a uma fonte diferente. — Isa. 48:4, 5; compare com Jeremias 44:16-23.
Em seus modos de lidar com o gênero humano, Jeová Deus tem permitido, pacientemente, que pessoas e nações, embora merecedoras da morte, continuem a existir. (Gên. 15:16; 2 Ped. 3:9) Ao passo que alguns responderam favoravelmente a isto por se enquadrarem entre os que receberiam misericórdia (Jos. 2:8-14; 6:22, 23; 9:3-15), outros se endureceram ainda mais contra Jeová e contra Seu povo. (Deut. 2:30-33; Jos. 11:19, 20) Uma vez que Jeová não impede as pessoas de se tornarem teimosas, Ele é mencionado como ‘permitindo que se tornassem obstinadas’, ou como ‘endurecendo o coração delas’. Quando ele, por fim, executa a vingança contra os obstinados, isto resulta numa demonstração de seu grande poder e faz com que Seu nome seja declarado. — Compare com Êxodo 4:21; João 12:40; Romanos 9:14-18.
Um caso em pauta é o que Deus fez relacionado com o Faraó que se recusou a deixar que os israelitas partissem do Egito. Jeová trouxe dez pragas devastadoras sobre a terra do Egito. Cada vez que Faraó endurecia o coração, depois que certa praga terminava, Jeová se utilizava desta oportunidade para demonstrar ainda mais o seu grande poder, mediante outros milagres. (Êxo. 7:3-5, 14 a 11:10) Assim, alguns dos egípcios vieram a discernir que Jeová é um Deus que tem de ser obedecido. Para exemplificar: Quando se anunciou a sétima praga, até mesmo alguns dos servos de Faraó se certificaram de que seus próprios servos e seu gado fossem abrigados em segurança antes de se iniciar a destrutiva saraiva. (Êxo. 9:20, 21) Por fim, quando Faraó, depois de ter liberto os israelitas, de novo tornou obstinado o coração, e juntou suas forças para se vingar deles (Êxo. 14:8, 9; 15:9), Jeová destruiu tanto a ele como ao seu exército no mar Vermelho. (Êxo. 14:27, 28; Sal. 136:15) Durante anos depois disso, o nome de Deus foi declarado entre as nações, ao falarem sobre o que Jeová tinha feito aos egípcios, por causa da obstinação destes. — Êxo. 18:10, 11; Jos. 2:10, 11; 9:9; 1 Sam. 6:6.
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Obstinação, IiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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OBSTINAÇÃO, II
O termo grego traduzido “obstinado” (Tito 1:7; 2 Ped. 2:10) significa literalmente “que agrada a si mesmo”, e “denota alguém que, dominado pelo interesse próprio, e mostrando desconsideração para com outros, assevera de forma arrogante sua própria vontade”. [An Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de W. E. Vine, Vol. III, p. 342] Assim, a voluntariosidade ou obstinação é uma qualidade que não se harmoniza com o espirito do cristianismo. Em especial, não devia ser refletida pelos superintendentes cristãos. (Tito 1:5, 7) O apóstolo Pedro descreveu os indivíduos que se tinham apartado da conduta cristã correta como sendo “atrevidos” e “obstinados” (“arrogantes”, ALA; CBC; PIB; Vozes). — 2 Ped. 2:10.
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OcidenteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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OCIDENTE
Veja OESTE (OCIDENTE) .
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ÓdioAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ÓDIO
Nas Escrituras, a palavra “ódio” tem vários matizes de significado. Pode indicar intensa hostilidade, persistente má-vontade, amiúde acompanhada de malícia ou dolo. Tal ódio pode tornar-se uma emoção consumidora, que procura fazer o mal ao seu objeto, “ódio” pode também significar um forte desagrado, mas sem qualquer intenção de causar danos ao objeto, procurando, em vez disso, evitá-lo, por nutrir um sentimento de repulsa para com este. A Bíblia também emprega a palavra “ódio” no sentido de se amar em grau menor. (Gên. 29:31, 33; Deut. 21:15, 16) Por exemplo, Jesus Cristo disse: “Quem se chegar a mim e não odiar seu pai, e mãe, e esposa, e filhos, e irmãos, e irmãs, sim, e até mesmo a sua própria alma, não pode ser meu discípulo.” (Luc. 14:26) É óbvio que Jesus não quis dizer que seus seguidores deviam mostrar hostilidade ou desprezo para com suas famílias, e para com eles próprios, uma vez que isto não concordaria com o restante das Escrituras. — Compare com Marcos 12:29-31; Efésios 5:28, 29, 33.
A lei dada por Deus a Israel declarava: “Não deves odiar teu irmão no teu coração.” (Lev. 19:17) Um dos requisitos para aquele que se apresentava como homicida desintencional e que procurava obter a segurança nas cidades de refúgio era que não tivesse nutrido ódio para com a pessoa morta. — Deut. 19:4, 11-13.
ODIAR OS INIMIGOS?
O conselho de Jesus de se amar os inimigos acha-se em plena harmonia com o espírito das Escrituras Hebraicas. (Mat. 5:44) O fiel Jó reconheceu que seria errado qualquer sentimento de alegria maliciosa diante da calamidade sofrida por alguém que o odiasse intensamente. (Jó 31:29) A Lei mosaica impunha aos israelitas a responsabilidade de prestarem ajuda a outros israelitas a quem talvez julgassem ser seus inimigos. (Êxo. 23:4, 5) Em vez de se regozijarem com o desastre sofrido por um inimigo, instrui-se aos servos de Deus: “Se aquele que te odeia tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se ele tiver sede, dá-lhe água para beber.” — Pro. 24:17, 18; 25:21.
A idéia de que se devia odiar os inimigos foi uma das coisas acrescentadas à lei de Deus, por parte dos instrutores judeus da tradição. Visto que a Lei orientava os israelitas a amar seu próximo ou vizinho (Lev. 19:18), tais instrutores deduziram que isto subentendia o ódio aos inimigos. “Amigo” e “próximo” ou “vizinho” vieram a ser considerados como se aplicando exclusivamente a alguém da raça judaica, ao passo que todos os demais eram encarados como inimigos naturais. À luz do seu entendimento tradicional sobre o “próximo”, e em vista de seu conhecido ódio e inimizade para com os gentios, pode-se facilmente depreender por que acrescentaram as palavras não-autorizadas “e odiar o teu inimigo” à declaração da lei de Deus. — Mat. 5:43.
O cristão, por contraste, acha-se sob a obrigação de amar seus inimigos, isto é, aqueles que se fazem inimigos pessoais dele. Tal amor (Gr., agápe) não é sentimentalismo, baseado em simples apego pessoal, como geralmente se pensa, mas é um amor moral ou social, baseado na deliberada aquiescência da vontade como questão de princípio, de dever ou de justiça, buscando-se corretamente o bem da outra pessoa, segundo o que é correto. Agápe (amor) transcende as inimizades pessoais, jamais se permitindo que estas façam com que a pessoa relegue os princípios corretos e pague na mesma moeda. Quanto àqueles que se opõem ao proceder cristão da pessoa, e a perseguem, fazendo isso em ignorância, o servo de Deus até mesmo orará por tais indivíduos, para que os olhos deles possam ser abertos, a fim de verem a verdade a respeito de Deus e Seus propósitos. — Mat. 5:44.
O ÓDIO CORRETO
Todavia, sob certas condições e em certas ocasiões, é correto odiar. “Há . . . tempo para amar e tempo para odiar.” (Ecl. 3:1, 8) Até mesmo sobre Jeová, diz-se que ele odiava Esaú. (Mal. 1:2, 3) Mas não se pode atribuir isto a qualquer arbitrariedade da parte de Deus. Esaú provou-se indigno do amor de Jeová por desprezar seu direito de primogenitura e o vender, e, assim, também as promessas e as bênçãos divinas ligadas a tal direito. Ademais, tencionava matar seu irmão, Jacó. (Gên. 25:32-34; 27:41-43; Heb. 12:14-16) Deus também odeia olhos altaneiros, a língua falsa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que projeta ardis prejudiciais, pés que se apressam a correr para a maldade, a testemunha falsa, todo aquele que cria contendas entre irmãos, com efeito, qualquer um e qualquer coisa que se erga em oposição completa a Jeová e a Suas leis justas. — Pro. 6:16-19; Deut. 16:22; Isa. 61:8; Zac. 8:17; Mal. 2:16.
Por conseguinte, em verdadeira lealdade a Jeová, seus servos odeiam aquilo e aqueles a quem Ele odeia. (2 Crô. 19:2; Sal. 139:21, 22) Mas este ódio não procura infligir dano a outros, e não é sinônimo de dolo ou malícia. Antes, expressa-se na total repulsa ao que é iníquo, evitando o que é mau e os que odeiam intensamente a Jeová. (Rom. 12:9, 17, 19) Os cristãos odeiam corretamente os que são inimigos juramentados de Deus, tais como o Diabo e seus demônios, bem como os homens que deliberadamente e com conhecimento de causa, tomam sua posição contra Jeová.
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