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O mistério por trás do ocultismoDespertai! — 1986 | 22 de agosto
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Mais recentemente, o mágico James Randi montou um estratagema para mostrar que mesmo pesquisadores experientes podem ser tapeados. Fez arranjos para que dois mágicos jovens conseguissem emprego junto ao Dr. Peter Phillips, diretor de física da Universidade de Washington, o qual realizava experimentos no campo psíquico. “Continuo crendo que Mike Edwards [um dos jovens mágicos] torceu uma chave em minha mão sem jamais ter tocado nela”, escreveu Phillips. Mas, pelo visto, ele fora tapeado, como reconheceu mais tarde. Os mágicos afirmaram que seus feitos extraordinários foram todos realizados por prestidigitação, e não por poder paranormal.
É claro que tem havido exemplos de tapeação. Todavia, Arthur J. Ellison, em seu discurso como presidente da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, em 1982, sustentou que existe “excelente evidência a favor de experiências que não se enquadram nos atuais modelos científicos representativos de nossas experiências normais deste universo”. Qual é o mistério que há por trás destas experiências?
Será o Poder da Mente?
Alguns acreditam que a mente possui poderes ocultos que podem ser utilizados para a realização de feitos extraordinários. Mas será que a mente tem o poder de fazer tremer mesas, movimentar o ponteiro duma prancheta Ouija, retorcer objetos de metal, ou de emitir uma força capaz de realizar outras coisas assim?
Num artigo intitulado “O Segredo por trás da Mística da Prancheta Ouija”, o mágico Henry Gordon disse: “Bem, existe uma força invisível, mas não existe nada de paranormal sobre ela.”
“Em psicologia, chama-se isto de automatismo”, afirma Gordon. “Automatismo é um comportamento motor, ou reação muscular, diante dum pensamento inconsciente . . . Este processo psicológico é responsável por muitos dos demais fenômenos chamados psíquicos.”
É isto que se afirma comumente. Há, por exemplo, mestres das artes marciais que conseguem exercer o que chamam de poder ki. “Aprenda a fazer flutuar seu ‘ki’ ou mente, por concentrar-se no Ponto Um [baixo abdômen] e esticar seu braço”, instrui Black Belt, uma revista de artes marciais. “Finja que a água ou o poder está fluindo daquele ponto através de seu braço e dedo.”
“Enquanto a pessoa continuar a treinar seu ‘Ki’”,diz Black Belt, “seus alunos jamais a suplantarão. O fundador da Aikido [uma das artes marciais], o Mestre Morihei Uyeshiba, tem mais de oitenta anos, mas, por enquanto, ninguém consegue enfrentá-lo. Ele é capaz de derrubar vinte homens fortes ao mesmo tempo. Ele se torna cada vez mais forte à medida que envelhece. . . . A pessoa tem de aceitar o ‘Ki’ como uma adição a seus cinco sentidos.”
Mas será a mente humana realmente a fonte de tal poder extraordinário? Será que habilita pessoas a realizar feitos que não podem ser cientificamente explicados?
Bem, considere o caso das atividades do tipo poltergeist em Enfield, Londres, Inglaterra, investigadas para a Sociedade de Pesquisas Psíquicas. A respeito deste tipo de atividades, Brian Inglis, autor de diversos livros sobre paranormalidade, explica: “As misteriosas batidas, movimentos da mobília e quebras não raro prosseguem por semanas a fio; e isto habilita os investigadores a converter as dependências, até certo ponto, em um laboratório, utilizando uma variedade de gravadores sofisticados.”
No caso de Enfield, a pessoa mostrou-se muito disposta a ser investigada. Entretanto, de acordo com os dois pesquisadores, o sujeito aparente mostrou-se totalmente não-cooperador. “Ele mostrava o que parecia ser um prazer maldoso em frustrar os esforços dos observadores”, escreveu Inglis. “Os gravadores, por exemplo, ficaram sujeitos à interferência e a danos, às vezes dum tipo que os fabricantes jamais tinham encontrado antes.”
Tais experiências apontam fortemente que está envolvido um poder além da mente humana. Se tal poder emanasse da mente duma pessoa, por que desejaria frustrar os esforços de investigação de observadores, e fazer parar seu equipamento de gravação, em especial visto que a pessoa estava bem disposta a ser investigada?
Admitidamente, a mente humana é uma maravilhosa criação a respeito da qual ainda se tem muito que aprender. Todavia, não pode gerar poder de chocar-se contra objetos, de levantá-los ou de movê-los, nem possui a mente humana, por si só, a capacidade de saber de coisas sem o auxílio dos canais comuns dos sentidos.
Assim, segundo a pesquisa científica, o fenômeno da PES, em suas várias formas, realmente existe, embora não seja claro como ele funcione. Para os cientistas, persiste o mistério.
Existe, então, alguma solução para tal mistério?
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Desvendando o mistérioDespertai! — 1986 | 22 de agosto
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Desvendando o mistério
NÃO resta dúvida de que poderes além dos normais habilitam algumas pessoas a realizar feitos extraordinários. Brian Inglis observa: “Os fenômenos paranormais acham-se agora mais próximos do reconhecimento formal do que têm estado desde os tempos medievais — quando foram considerados tão naturais, ainda que não fossem tão predizíveis, quanto quaisquer das outras forças da natureza.”
Qual é a fonte destes poderes extraordinários? Bem, por milhares de anos, a maior parte da família humana crê que as almas dos mortos vivem no mundo espiritual. E crê-se comumente que tais almas, ou espíritos dos mortos, são responsáveis pelos fenômenos paranormais. Mas, serão mesmo?
São os Mortos os Responsáveis?
Se os mortos estão inconscientes — realmente mortos — então seria impossível serem as forças misteriosas por trás do ocultismo. Bem, então, qual é a condição dos mortos? Descrevendo a criação do homem, as Escrituras dizem: “O homem foi feito alma vivente.” (Gênesis 2:7, Almeida) Observe que não existe aqui o mínimo indício de que o homem tenha recebido uma alma como um dos componentes do seu ser. Antes, a alma claramente é o próprio homem. Assim, o que acontece quando o homem morre?
A respeito de Jesus Cristo, a Bíblia profetizou: “Derramou a sua alma na morte.” (Isaías 53:12, Al) E, sobre a humanidade em geral, as Escrituras afirmam: “A alma que pecar, essa morrerá.” (Ezequiel 18:4, 20, Al) Todas as almas humanas morrem, porque todas elas herdaram o pecado de Adão, o primeiro homem, que se tornou pecador por desobedecer a Deus. E a Bíblia diz: “O salário do pecado é a morte.” (Romanos 5:12; 6:23, Al) Assim, na morte, a alma, a pessoa senciente, morre.a
Será possível, portanto, que os mortos se comuniquem com os vivos? A Bíblia diz: “[O homem] exala seu último fôlego, volta ao pó; e na mesma hora acabam todos os seus pensamentos.” A Bíblia também diz: “Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem para o mundo do silêncio. Mas nós, que estamos vivos, agradeceremos ao Senhor.” — Salmo 146:4, The New English
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