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    A Sentinela — 1970 | 15 de outubro
    • não só pelos pecados deles, mas também pelos das “outras ovelhas”, que têm esperança de vida na terra. No caso destes também se dá que não praticam pecado. — Mat. 28:20; 1 João 2:1, 2; João 10:16.

      Vemos, assim, que os ‘nascidos de Deus’, que permanecem em união com Jesus Cristo, bem como seus companheiros das “outras ovelhas”, não fazem mais do pecado uma prática; o que não quer dizer, porém, que nenhum deles jamais o faça. Jesus Cristo, “o Nascido de Deus”, ajuda-os a se manterem fora das garras de Satanás, o Diabo.

      ● Não mostrava Jesus desrespeito para com sua mãe, quando disse: “Que tenho eu que ver contigo, mulher? Minha hora não chegou ainda”? — C. B., E. U. A.

      Jesus disse isso numa festa de casamento em Caná, no início do seu ministério. A narrativa reza: “Quando o vinho estava escasseando, a mãe de Jesus disse-lhe: ‘Eles não têm vinho.’ Mas Jesus disse-lhe: ‘Que tenho eu que ver contigo, mulher? Minha hora não chegou ainda.’ Sua mãe disse aos que ministravam: ‘O que ele vos disser, fazei.”’ — João 2:3-5.

      Em primeiro lugar, consideremos o uso do termo “mulher” por Jesus. Na linguagem moderna, dirigir-se alguém à mãe chamando-a de “mulher” talvez parecesse desrespeitoso. Mas, conforme observa o tradutor E. J. Goodspeed, a palavra grega usada em João 2:4 “não é nem tão distante como [a moderna palavra mulher], nem tão afetuosa como” mãe. Sua força de expressão tem um alcance amplo, e, conforme é usada neste caso, dá a entender certo grau de respeito e afeto. — Greek-English Lexicon, de Liddell e Scott.

      Tanto os anjos como o ressuscitado Jesus usaram esta palavra para se dirigir a Maria Madalena, quando ela chorava de tristeza junto ao túmulo de Cristo; eles certamente não teriam sido ríspidos ou desrespeitosos. (João 20:13, 15) Na estaca de tortura, Cristo usou a mesma maneira de se dirigir à sua mãe ao mostrar preocupação com ela, encomendando-a aos cuidados de seu amado apóstolo João. (João 19:26; veja também João 4:21; Mateus 15:28.) Por conseguinte, Jesus não era desrespeitoso quando usou esta palavra em Caná. Antes, podemos ter a certeza de que, ao falar, ele se dava conta de sua obrigação bíblica de honrá-la, assim como mais tarde salientou aos escribas e fariseus. — Mat. 15:4.

      A expressão: “O que tenho eu que ver contigo”, é uma antiga forma de pergunta encontrada muitas vezes na Bíblia. (2 Sam. 16:10; 1 Reis 17:18; 2 Reis 3:13; Mar. 1:24; 5:7) Pode ser traduzida literalmente: “O que temos nós [ou eu] e tu em comum?” e é uma forma de rejeição. A severidade dela dependeria, naturalmente, do tom do orador. Indica objeção à coisa sugerida. — Compare isso com Esdras 4:3 e Mateus 27:19.

      Quando Jesus usou esta expressão, ele já era o Cristo e Rei designado de Deus. Não era filho jovem que vivesse na casa de sua mãe e sob a supervisão direta dela. Aceitava então a sua orientação de Deus, quem o enviara. (1 Cor. 11:3) Portanto, quando a mãe dele, pela sua declaração, de fato lhe dizia o que devia fazer, Jesus resistiu ou objetou. No que se referia ao seu ministério e seus milagres, não se deixaria orientar pelos amigos ou pela família. (João 11:6-16) A resposta de Jesus mostra que, quando chegasse o tempo para ele agir em certa situação, ele o faria. Sabia quando era o tempo de ação nesta questão e não precisava ser incitado.

      Maria, evidentemente, não tomou as palavras de Jesus como séria repreensão, mas compreendia o tom dele. Deixou o assunto sabiamente entregue às mãos de seu filho. Pode-se acrescentar que, “no grego, qualquer brusquidão na pergunta era abrandada, não aumentada, pelo uso da palavra [mulher] junto com ela, como termo de afeto ou respeito”. — Problems of New Testament Translation, p. 100.

      ● Que quis Jesus dizer quando disse que os cristãos devem odiar pai e mãe? — C. D., E. U. A.

      Tal instrução é dada em Lucas 14:26: “Quem se chegar a mim e não odiar seu pai, e mãe, e esposa, e filhos, e irmãos, e irmãs, sim, até mesmo a sua própria alma, não pode ser meu discípulo.” As palavras de Jesus foram dirigidas aos seus seguidores que levariam a “estaca de tortura” assim como ele fez, conforme mostra o versículo seguinte. O ódio devia incluir a própria alma ou vida da pessoa, não apenas os membros de sua família. Ora, o que fazem os seguidores ungidos de Jesus Cristo? Para sofrerem a morte sacrificial com ele, o que fazem com a sua alma humana? Ao concordarem em sacrificá-la, odeiam-na, não é verdade? Jesus disse: “Quem achar a sua alma, perdê-la-á, e quem perder a sua alma por minha causa, achá-la-á.” (Mat. 10:39) Odeiam a sua alma, perdem-na, abandonam-na; concordam com que seja sacrificada e abandonam depois disso toda esperança, para sempre, de levar uma vida terrena no paraíso da nova ordem de Deus. Jesus disse que precisam colocar no mesmo nível da sua alma os seus parentes terrestres. Precisam estar dispostos a abandoná-los para sempre, a deixar a terra e ir para o céu, e não devem permitir que pai, mãe, irmão, irmã, esposa, filhos ou mesmo a Sua própria vida terrestre interfira em seguirem a Palavra e a vontade de Deus. Odeiam os seus parentes terrestres e a sua própria vida no sentido de estarem dispostos a sacrificá-los, se for da vontade de Deus, e nunca permitirem que eles ou a sua própria vida interfiram no cumprimento dos seus deveres para com Jeová Deus. Portanto, não significa que devemos odiar pai e mãe no sentido comum da palavra, do mesmo modo como não odiamos o nosso próprio corpo. Amamos a nós mesmos; devemos amar de modo similar o nosso próximo, inclusive os membros de nossa família. Mas nada deve impedir que os seguidores ungidos de Cristo abandonem o cenário terrestre e os vínculos terrestres para irem para o céu e reinarem com Cristo.

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