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  • É direito odiar o errado?

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  • É direito odiar o errado?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1961
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1961
w61 1/3 pp. 131-132

É direito odiar o errado?

NÃO é só direito, mas é um dever moral odiar o errado. Mas, como se pode odiar algo de que não se tem conhecimento? As normas quanto ao que é direito ou errado divergem em quase cada nação, estado e religião. Conforme disse certo clérigo: “O que é direito numa igreja é errado em outra.” Um garção declarou: “O que é legal num estado é contrário à lei em outro estado.” Uma mulher jovem de Pensilvânia refletiu a atitude de muitos quando observou: “Quem sou eu para dizer o que é direito e o que é errado?” Portanto, como se pode odiar o errado quando não se sabe o que é errado?

Quando cidadãos de responsabilidade defendem o protecionismo e o banditismo na frente trabalhista, em desrespeito cínico do bem-estar nacional, quando há partilha de lucros e comissões na prática da medicina, quando os advogados desprezam a justiça e instruem pupilos ávidos na violação da lei, quando os ministros pregam a fraternidade e praticam a discriminação, quando há júris que se negam a pronunciar assassinos conhecidos e há altas autoridades que usam o seu cargo para lucro pessoal, trata-se de coisas erradas ou de coisas direitas? A resposta comum, hoje em dia, é: “Ora, tudo depende . . . ”

O direito e o errado não é mais considerado como questão de moral e de princípios corretos; é questão de conveniência. Diz-se que o fim justifica os meios. Mentir por razões de negócios faz parte do jogo. Certo jovem disse: “Todo o mundo trapaceia. Olhe para os que mandam. Eles têm advogados que não fazem outra coisa senão facilitar-lhes as coisas.” Está na moda ser muito indulgente e tolerante com as transgressões. Ficar irado ou indignado com alguma injustiça é hoje considerado esquisito e antiquado. Hoje em dia tolera-se tudo, desde que não se seja apanhado em flagrante numa atividade criminosa.

Uma pesquisa feita pela revista Look, em janeiro de 1960, revelou o seguinte “A indignação moral está fora da moda Não é esperto ficar irado. Nem se preocupam as pessoas em formar conceitos morais, a menos que falem sobre comportamento claramente criminoso. A atitude a tomar, hoje em dia, é manter-se sobranceiro e sofisticado — e tolerante com as transgressões.”

Tal atitude desenxabida e transigente para com as transgressões tem destruído a capacidade de muitos quanto a distinguir o direito do errado. O relatório de Look mostrou que “menos de 10 por cento das pessoas entrevistadas acharam que a honestidade seja o principal requisito para ser bem sucedido”. Um agente de seguro disse a um jornalista: “Setenta e cinco por cento das pessoas com que lidamos agora não têm nenhuma moral.” Um publicitário declarou: “Tudo vale no afã de ganhar dinheiro.” Do homem de convicções de boa moral diz-se que ele precisa dum “psiquiatra”. A revista Look disse: Os Estados Unidos ganharam para si uma quinta liberdade — “a liberdade de lograr os outros”.

Cidadãos de responsabilidade admitem que precisa haver uma nova definição e exemplificação da moralidade, antes de o povo chegar a avaliar os princípios corretos. O pecado perdeu a sua identidade. “Atualmente, o mal não é mais definido como mal”, disse um empregado de escritório, “mas como parte da condição humana”. Freqüentar uma igreja ficou reduzido a um rito social. E, conforme disse certo editor: “O povo simplesmente não tem mais medo de Deus.”

É um erro achar que há alegria e satisfação em praticar o errado. Praticar o anal conduz à confusão moral. É uma derrota e frustração na vida. Traz a pessoa ao conflito com Deus e destrói a sua oportunidade de obter a vida eterna no Seu novo mundo justo.

Praticar o que é direito é o que dá objetivo e significado à vida, não praticar o que é errado. Praticar o que é direito tira a pessoa da complacência e da indiferença, erguendo-a para uma posição honrosa diante de Deus e do homem. Protege-a contra a confusão moral e o tédio. E, acima de tudo, resulta numa relação harmoniosa com o Criador, o que traz felicidade e vida. Aquilo que tende a destruir tal vida feliz e bem disciplinada merece ser odiado por nós. Ser indiferente e tolerante para com o errado enfraquece a nossa fibra moral, bem como a moralidade dos que observam o nosso comportamento indiferente. A indiferença mina a consciência e enfraquece a pessoa diante da tentação.

É um dever cristão odiar o errado. O apóstolo Paulo exortou os cristãos: “Aborrecei o que é iníquo, apegai-vos ao que é bom.” Seguir o conselho do apóstolo significa copiar a Deus e imitar a Jesus Cristo. A Bíblia nos diz que Deus odeia “olhos altivos, a língua falsa e mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina projetos prejudiciais, pés que se apressam a correr para a maldade, a testemunha falsa que profere mentiras e todo aquele que cria contendas entre irmãos”. A Bíblia diz a respeito de Jesus: “Amaste a justiça e odiaste o que é sem lei.” Jesus não foi tíbio para com os princípios corretos. Ele denunciou os fariseus pela sua hipocrisia, lançou fora do templo a todos os que vendiam e compravam ali e derrubou as mesas dos cambistas. Consumia-o o zelo pela justiça. Seus seguidores precisam ter este mesmo ardor pela justiça. — Rom. 12:9; Pro. 6:16-19; Heb. 1:9, NM.

O guia para os princípios corretos é a Palavra de Deus, a Bíblia. Ela avisa especificamente, “Não vos enganeis. Nem os fornicários, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os homens mantidos para propósitos desnaturais, nem os homens que se deitam com homens, nem os ladrões, nem as pessoas cúpidas, nem os. beberrões, nem os vituperadores, nem os extorsores, herdarão o reino de Deus.” Para o seu próprio bem, o cristão precisa odiar estes males, porque são cancerosos, destrutivos, corroendo a saúde mental e física, dissolvendo a comunidade e a vida familiar, e reduzindo a pessoa a um vaso inútil e detestável diante de Deus. Estas coisas erradas difamam o nome e a Palavra de Deus. Lançam uma sombra sobre a sua organização pura. Portanto, qualquer uma delas é razão suficiente para a expulsão da pessoa da congregação de Deus e para privá-la da vida abundante que Deus tem prometido. — 1 Cor. 6:9, 10, NM.

Portanto, odeie intensamente o que é errado, para a sua própria proteção contra a indiferença moral que agora prevalece no mundo. Fortifique a mente e o coração com um amor intenso pela justiça, para que possa dar significado e sabor à sua vida atual e ganhar a vida que é realmente vida.

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