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Ministros ordenados de DeusA Sentinela — 1960 | 1.° de junho
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COMER, BEBER, FALAR E TRABALHAR
20. (a) Embora a participação de alimentos não seja hoje um ponto controverso para os cristãos, que questão existe, não obstante, e que argumentos são apresentados neste respeito? (b) Contudo, o que precisamos considerar em nossos hábitos de beber?
20 Mas, é possível que alguém diga que coisas assim não acontecem hoje em dia. As pessoas não oferecem comida aos ídolos. Pois bem, que diz então de seus hábitos quanto ao beber? Hoje em dia se bebe bastante, e Paulo mencionou o beber como algo que precisa ser vigiado. As pessoas tomam toda espécie de bebidas, mas a bebida que mais perturbação causa na mente de alguns é a bebida alcoólica. É possível que aquele que deseja beber vinho argumente que Paulo aconselhou a Timóteo que bebesse um pouco de vinho por causa do seu estômago. Outro pode dizer que o primeiro milagre de Jesus foi fazer vinho. Ainda outro dirá que o vinho alegra o coração. Isto tudo é verdade, e na maioria dos países e dos estados é lícito ter e tomar bebidas alcoólicas, mas a questão é se isso é para o proveito de outro irmão. Será ‘edificante’ que tome tal bebida? Não pensemos em nossa própria vantagem, mas, sim, na de outra pessoa.
21, 22. (a) Que maus exemplos poderia dar um superintendente irrefletido aos irmãos? (b) Quem mais, além dos irmãos, poderá tropeçar por isso?
21 Suponhamos que haja um superintendente duma congregação do povo de Deus, um homem de influência, bem conceituado, que sai alguma noite com amigos, mas não controla a sua participação de bebidas alcoólicas, e fica embriagado. A Bíblia declara especificamente que os bêbedos não herdarão o Reino. “O quê? Não sabes que pessoas injustas não herdarão o reino de Deus? Não te enganes. Nem os fornicários, nem os idólatras, . . . nem os ladrões, nem as pessoas cúpidas, nem os beberrões . . . herdarão o reino de Deus.” (1 Cor. 6:9, 10, NM) Embora alguns tenham sido isso antes de chegar a conhecer a verdade, Paulo disse que foram purificados. Portanto, por que voltar a esta espécie de prática e fazer tropeçar o seu irmão? Algum irmão pode ver o superintendente embriagado cambaleando pela rua. Ele fica chocado ao presenciar isso, sente-se perturbado e ofendido de que um ministro ordenado de sua congregação dê tão pouco valor à sua ordenação perante Deus, que se embriaga. Este descuido no beber se tem tornado causa de tropeço para um irmão na congregação de Deus.
22 Sigamos por mais um pouco este homem embriagado. Ao se aproximar de sua casa, seu vizinho, com quem estuda a Bíblia, observa a sua embriaguez, e ele, também, tropeça, porque pensava que este ministro ordenado levasse uma vida cristã. Ora, o vizinho decide que não mais estudará a Bíblia com tal homem, e diz à sua esposa: “Se isto é o que a Bíblia fez para ele, há homens melhores com quem me posso associar, homens que nem mesmo crêem em Deus. Por que devia eu mudar de vida e adotar algo novo quando este homem destacado na congregação, que afirma ser ministro ordenado, está bêbedo?”
23. Em que sentido são bem oportunas as palavras de Paulo nas cartas aos coríntios e aos romanos?
23 Quão certo estava Paulo quando disse: “Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais alguma outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31, NM) Foi isto para a glória de Deus? Certamente, o cristão não deseja fazer tropeçar um judeu, um grego, um vizinho, um amigo ou um de seus irmãos na congregação de Deus. Aquilo em que o ministro ordenado de Deus precisa estar interessado é salvar a vida de todas as pessoas para o novo mundo de Deus. “Assim, pois, sigamos as coisas que contribuem para a paz e as coisas que são mutuamente edificantes. Pára de derrubar a obra de Deus, só por causa da comida. É verdade que todas as coisas são limpas, mas é prejudicial para o homem que come dando causa para tropêço. É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer algo que faça tropeçar a teu irmão.” — Rom. 14:19-21, NM.
24, 25. De que outra maneira precisa o cristão vigiar os seus passos?
24 O cristão precisa cuidar dos seus passos também em outras coisas. Paulo destacou esta verdade quando escreveu aos colossenses: “Deixai a palavra do Cristo residir em vós ricamente em toda a sabedoria. Continuai a ensinar e a admoestar uns aos outros com salmos, louvores a Deus, cânticos espirituais com graciosidade, cantando em vossos corações a Jeová. E tudo quanto fizerdes em palavra ou em obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, agradecendo a Deus, o Pai, mediante ele.” — Col. 3:16, 17, NM.
25 Paulo diz que devemos vigiar as nossas palavras e nossas obras, que ocupam grande parte de nosso tempo, cada dia. Como é que falamos às pessoas e como trabalhamos para o nosso patrão? O treinamento cristão da pessoa expressa-se certamente nestas duas coisas.
26. Que espécie de palavras deve ser usada pelos ministros ordenados, e por que é às vezes difícil de controlar a nossa fala?
26 São decentes, puras, prestimosas e respeitosas as palavras que saem de nossa boca? Teríamos prazer em que Deus nos escutasse em tudo o que dizemos? Tiago escreveu sobre as nossas palavras quando disse: “Acaso faz uma fonte jorrar tanto o doce como o amargo pela mesma abertura? . . . Nem pode a água salgada produzir água doce.” Quanto àquele membro pequeno no corpo, ele diz: “A língua é um fogo. . . . Ninguém da humanidade a consegue domar. É uma coisa indisciplinada, prejudicial, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos a Jeová, sim, o Pai, e, contudo, amaldiçoamos com ela homens que. vieram à existência ‘na semelhança de Deus’. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Não é correto, meus irmãos, que estas coisas continuem a ocorrer assim.” A boca do ministro ordenado deve ensinar e admoestar os outros com graciosidade. Não deve haver tal coisa como jactar-se e mentir contra a verdade. A boca deve sempre louvar a Jeová. “Outrossim, o fruto da justiça tem a sua semente espalhada sob condições pacíficas, para aqueles que fazem paz.” — Tia. 3:6-12, 18, NM.
27. Pode o ministro ordenado ter dois vocabulários? Que dizem Paulo e Pedro sobre isso?
27 Os ministros ordenados de Jeová não podem ter personalidade dupla, com dois vocabulários, um puro e reto e o outro imundo e perverso. O cristão pode treinar-se e ser capaz de usar boas palavras, que expressem seus pensamentos de modo claro e enfático. O cristão não tem um vocabulário que usa na congregação do povo de Deus, e outro vocabulário de palavras cruéis, ríspidas e sujas, que usa no lugar onde trabalha. Lembre-se do que Paulo disse: “Tudo quanto fizerdes em palavra . . . , fazei-o em nome do Senhor Jesus, agradecendo a Deus, o Pai, mediante ele.” Pedro confirmou isso também, usando boas palavras expressivas: “Pois, ‘aquele que ama a vida e gostaria de ver bons dias, refreie a sua língua daquilo que é prejudicial e seus lábios de falar engano, mas, desvie-se ele daquilo que é prejudicial e faça o que é bom; busque a paz e siga-a. Pois os olhos de Jeová estão sobre os justos e seus ouvidos estão atentos às súplicas deles, mas a face de Jeová é contra os que fazem coisas prejudiciais.’ — 1 Ped. 3:10-12, NM.
28. (a) Como deve o ministro cristão ordenado considerar o seu trabalho secular? (b) De que outro modo pode alguém ser ladrão, além de tomar literalmente os bens de outrem?
28 Depois há aquela outra parte da vida cristã — as obras. Gasta-se muito tempo em alguma espécie de trabalho, mas como se faz a obra e se ganha o pão de cada dia? Todos fazem, em efeito, um contrato ou acordo com aquele que os emprega. Quando alguém emprega um homem para fazer certo trabalho, ele concorda em pagar ao trabalhador certo salário. O empregado não se deve eximir do seu trabalho, fazendo menos do que concordou fazer. Deve ser honesto e prestar a plena medida de serviço ao seu patrão. Se alguém for empregado como carpinteiro por certo número de horas por dia, e ele recebe uma quantia determinada por estas horas, então, durante este período, deve certamente ser diligente em fazer um bom trabalho de carpinteiro durante todas estas horas. Ele não é pago para vadiar. Ele é pago para trabalhar. Se o cristão estiver trabalhando numa loja que pertença a um homem rico, ele não tem o direito de roubar do rico por que este tem riquezas, nem tem o direito de roubar dos fregueses por cobrar mais do que o valor da mercadoria, retendo para si a diferença. Isto é roubo. O homem pode também, roubar o empregador por vadiar no serviço. Ele espera ser pago pelo patrão. Por que não pode o patrão esperar dele o trabalho pelo qual paga o dinheiro? “Tudo quanto fizerdes . . . em obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus.” Faz isso?
29. Que atitude adotou Paulo para com o escravo Onésimo, uma vez que este se tornou cristão?
29 Paulo não achava que Onésimo, escravo de Filêmon, devesse ser sonegado ao seu amo. Quando Onésimo se tornou cristão, Paulo descobriu que era escravo e o enviou de volta ao seu amo. O escravo, agora cristão, ainda pertencia a Filêmon; embora Filêmon também fosse cristão. Paulo disse ao escrever sobre Onésimo: “Rogo-te [Filêmon] por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões; o qual outrora te foi inútil, mas agora a ti e a mim é muito útil; eu to torno a enviar, a ele que é o meu próprio coração.” Embora Paulo tivesse achado Onésimo muito útil, isto é, aquele que fugira de seu amo, contudo, Paulo queria que voltasse ao seu amo, porque isto era correto, e era ali que ele devia estar por lei; para que Filêmon o recuperasse “para sempre, não já como escravo, antes, mais do que escravo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, tanto na carne como também no Senhor”. (Filêm. 10-12, 15, 16, NTR) As Escrituras indicam que, não importa qual a situação em que alguém se encontre, quer como escravo quer como livre, o cristão deve trabalhar como se estivesse fazendo isso “em nome do Senhor Jesus, agradecendo a Deus, o Pai, mediante ele”.
30. Portanto, o que precisam ser os cristãos?
30 Os cristãos precisam ser honestos. Precisam ser verazes. Precisam provar que são ministros ordenados, não apenas quando pregam as boas novas, mas em tudo o que fazem, para que toda espécie de homens possam ser salvos. Com isso provam que ‘a palavra de Deus opera nos crentes’. Faz, como cristão, boas obras no comer, no beber, no falar, no trabalhar, no pregar ou em qualquer outra coisa, fazendo tudo para a glória de Deus, a fim de que alguém seja salvo? Está ‘buscando a paz e seguindo-a’? O cristão sabe que “os olhos de Jeová estão sobre os justos”, seus ministros ordenados. — 1 Ped. 3:11, 12, NM.
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Depois da oração, exercícios de tiroA Sentinela — 1960 | 1.° de junho
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Depois da oração, exercícios de tiro
● Um ex-clérigo recomenda que os membros das igrejas reforcem suas orações com exercícios de tiro. Publicando a opinião do ex-clérigo, expressa numa carta, o jornal Post de Houston, de 5 de agosto de 1950, disse: “O Dr. E. C. Nance, presidente da Universidade de Tampa, aconselhou os líderes de grupos interessados na paz, inclusive as igrejas, a ‘lançarem uma campanha de instrução no uso de armas de fogo, na defesa civil, na luta de guerrilhas, e assim por diante, para todo homem, mulher e criança nos Estados Unidos’. O Dr. Nance, de 50 anos de idade, veterano de duas guerras mundiais e ex-pastor de diversas igrejas cristãs, disse que, se ocupasse hoje um púlpito, diria à sua congregação que não seja demasiado arrogante até mesmo nas suas orações. ‘Eu lhes diria que a religião, pelo menos em nossos dias, não é para ajudar-lhes a escapar das realidades da vida, mas para ajudar a enfrentá-las. Eu diria que é melhor ser um pecador vivo do que um santo morto. Depois de dirigir minha congregação nos serviços de oração, eu convidaria os membros para irem ao stand de tiros para exercícios com armas de fogo. Creio que devemos ter preparo total, baseado nas leis da selva — que devemos aprender toda a arte e ciência de matar.’” Quão dessemelhante de Cristo Jesus!
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