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aldeias. (Núm. 21:33 a 22:1; Deut. 3:1-13) O território de Ogue tornou-se parte da herança de Manassés. (Núm. 32:33; Deut. 3:13; Jos. 13:29-31) A vitória deixou apavorados os habitantes de Canaã e foi um fator contribuinte para mover Raabe e os gibeonitas a buscar a paz com Israel, de modo que também eles não fossem exterminados. (Jos. 2:10, 11; 9:9, 10) A vitória constituiu um grande incentivo para Israel, e foi lembrada até mesmo muitos séculos depois. — Deut. 31:4; Nee. 9:22; Sal. 135:10-12; 136:17-22.
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OLEASTRO
Veja ÁRVORE OLEAGINOSA.
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OLEIRO
O fabricante de panelas e pratos de barro, e de outros vasos de cerâmica, desde os tempos antigos tem sido um artesão bem-conhecido. Uma oficina de trabalho dum oleiro, descoberta em Laquis, segundo se julga, provém do período que data de c. 1200 a 1500 AEC. Mesmo antes dessa época, contudo, já havia oleiros moldando a argila em vasos, cozendo-os no forno, e assim produzindo utensílios endurecidos, que não amoleceriam quando molhados. Um oleiro talvez trabalhasse sozinho, mas, às vezes, possuía auxiliares, frequentemente aprendizes. Entre os hebreus, um grupo de oleiros da corte parece ter existido em certa época. — 1 Crô. 4:21-23.
Um método típico de fabricar vasos começava com passos tais como lavar e purificar o barro, eliminando matéria estranha, expondo-o ao tempo, e pisoteando o barro umedecido para torná-lo pastoso e maleável. (Isa. 41:25) Em seguida, o barro era amassado a mão e então colocado na roda de oleiro.
A primitiva roda de oleiro era geralmente feita de pedra (embora, às vezes, fosse de madeira), e era, basicamente, um disco achatado centralizado num eixo vertical, e que se fazia girar horizontalmente. Material pesado em sua borda dava estabilidade ao disco e imprimia-lhe o movimento necessário, ao ser impulsionado a mão. A adição posterior de uma roda inferior maior, mais pesada (no mesmo eixo que a roda de cima, e que também girava horizontalmente), habilitava o oleiro sentado a fazer girar com o pé a ambas as rodas.
Tendo “lançado” ou colocado o barro sem forma sobre a roda, o oleiro empregava as mãos para formar um vaso, à medida que a roda girava. (Jer. 18:3, 4) O utensílio talvez fosse então secado um pouco ao sol, daí sendo colocado de novo na roda, onde o oleiro talvez empregasse pedrinhas, conchas ou algum outro implemento para alisá-lo e poli-lo, e para imprimir um desenho em sua superfície. Os métodos variavam, mas ele lhe podia dar um formato de corda, para exemplificar, por comprimir uma corda retorcida contra tal artigo ainda umedecido. Amiúde se pintavam os vasos de forma decorativa. Outros eram vitrificados (Pro. 26:23), e então aquecidos ou cozidos num forno de oleiro ali próximo. Ou, argila semilíquida colorida talvez fosse aplicada para fins decorativos, após o que o artigo era de novo cozido no forno.
O oleiro fabricava artigos que variavam de grandes talhas de barro (Lam. 4:2) a lamparinas, fornos e brinquedos, tais como bonecas e estatuetas de animais. Tigelas, copos, botijas e outros vasos se achavam entre seus produtos. (Lev. 15:12; 2 Sam. 17:28; Jer. 19:1; Luc. 22:10) Também produzia panelas e caçarolas e algumas assadeiras. Itens de barro eram, às vezes, carimbados, para mostrar onde eram fabricados. O oleiro amiúde carimbava o cabo duma panela com sua própria “marca registrada”.
Por vezes, o oleiro empregava um molde aberto, no qual comprimia a argila para que lhe repassasse os pormenores. Em épocas posteriores, não raro se fabricavam lamparinas desse modo, em duas peças que eram unidas quando o barro se secava ao ponto de adquirir uma dureza coriácea. Ocasionalmente, moldavam-se coisas a mão, sem se utilizar a roda, como ao se fabricarem brinquedos e fornos domésticos. Em geral, porém, o oleiro utilizava a roda.
A autoridade do oleiro sobre o barro é empregada de modo ilustrativo para mostrar a soberania de Jeová sobre indivíduos e nações. (Isa. 29:15, 16; 64:8) Para Deus, a casa de Israel era “como o barro na mão do oleiro”, Ele sendo o Grande Oleiro. (Jer. 18:1-10) O homem não se acha em condições de contender com Deus, assim como não se poderia esperar que o barro desafiasse aquele que o moldava. (Isa. 45:9) Assim como um vaso de barro pode ser despedaçado, assim também Jeová pode trazer a calamidade devastadora sobre um povo, em punição pelo erro dele. — Jer. 19:1-11.
De uma única massa de barro, o oleiro podia fabricar um vaso para uso honroso e outro para uso desonroso, um uso comum ou corriqueiro. De forma similar, Jeová tem autoridade para moldar os indivíduos conforme lhe agrade, e tem tolerado os iníquos, “vasos do furor, feitos próprios para a destruição”, mas isto tem resultado em benefício para os “vasos de misericórdia”, pessoas que constituem o Israel espiritual. — Rom. 9:14-26.
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OLHO
O órgão da visão, uma “câmara” altamente eficaz, autoajustável, que transmite impulsos ao cérebro, onde o objeto focalizado na retina do olho é interpretado como visão. A posse de dois olhos, como se dá no corpo humano, provê a visão estereoscópica.
OS OLHOS DE JEOVÁ
Deus ajuda os humanos a entender e a ter apreço pelas coisas a respeito dele mesmo por assemelhá-las a coisas que vemos e conhecemos bem. Assim, fala, em sentido figurado, de seus “olhos”, como estando sobre Seu povo, o que evidentemente indica sua vigilância e seu cuidado amoroso para com eles. Afirma o apóstolo Pedro: “Os olhos de Jeová estão sobre os justos.” (1 Ped. 3:12) Ele sublinha este cuidado e esta sensitividade para com o bem-estar deles quando menciona Seus servos como a “menina” de seu olho, representando, de forma metafórica, a preciosidade deles aos Seus olhos, e sua prontidão em atuar em favor deles, quando tocados pelo inimigo. — Deut. 32:10; Sal. 17:8.
Descrevendo a observação de Deus das ações de todos os homens, Jeremias escreveu que Seus “olhos estão abertos para com todos os caminhos dos filhos dos homens, a fim de dar a cada um segundo os seus caminhos”. (Jer. 32:19) O apóstolo Paulo escreve a respeito da onisciência de Jeová, e de seu intento de exercer a justiça para com todos: “Não há criação que não esteja manifesta à sua vista, mas todas as coisas estão nuas e abertamente expostas aos olhos daquele com quem temos uma prestação de contas.” (Heb. 4:13; 2 Crô. 16:9; Sal. 66:7; Pro. 15:3) Da qualidade perscrutadora do exame dos homens, feito por Deus, o salmista diz: “Seus próprios olhos observam, seus próprios olhos radiantes examinam os filhos dos homens.” — Sal. 11:4.
EMPREGO ILUSTRATIVO
O olho humano é um importante canal de comunicação com a mente, influenciando fortemente as emoções e as ações. Satanás tentou Eva por fazer com que esta desejasse algo visto com seus próprios olhos. (Gên. 3:6) Tentou induzir Jesus a pecar por procurar alcançar indevidamente coisas vistas com seus próprios olhos. (Luc. 4:5-7) E o apóstolo João nos diz que “o desejo dos olhos” é uma das coisas que se originam do mundo, que está passando. (1 João 2:16, 17) Muitas das emoções são igualmente expressas pelos olhos, e, assim, as Escrituras utilizam as expressões “olhos altaneiros [orgulhosos]” (Pro. 6:17); “olhos lustrosos” (da mulher má, sedutora — Pro. 6:25); “olhos cheios de adultério” (2 Ped. 2:14); o “olho não generoso” (Pro. 23:6); o “olho invejoso” (Pro. 28:22); o “olho iníquo” (‘olho mau’, Al); este último não se refere a qualquer qualidade mágica do olho, mas a um olho com más intenções, o oposto sendo quem é “bondoso de olho”. — Mat. 20:15; Pro. 22:9.
Os gestos por meio dos olhos são mui expressivos dos sentimentos duma pessoa. Podem mostrar piedade ou falta dela (Deut. 19:13; podem ‘piscar’, ou ‘pestanejar’, em zombaria, ou ao maquinar algo insincero. (Sal. 35:19; Pro. 6:13; 16:30) Alguém que não deseja observar, ou que não quer realizar determinada ação em favor de outrem, pode ser mencionado como fechando ou escondendo os olhos. (Mat. 13:15; Pro. 28:27) Diz-se que o estúpido tem seus olhos “na extremidade da terra”, perambulando para cá e acolá sem qualquer objeto fixo, seus pensamentos estando em toda a parte, exceto onde deviam estar. (Pro. 17:24) A aparência dos olhos revela até mesmo a saúde e o vigor duma pessoa, ou sua condição de felicidade. —1 Sam. 14:27-29; Deut. 34:7; Jó 17:7; Sal. 6:7; 88:9.
VER A DEUS
As criaturas espirituais, os anjos, podem contemplar o esplendor de Jeová (Mat. 18:10; Luc. 1:19), experiência que nenhum olho humano poderia suportar. (Êxo. 33:20; João 1:18) Por conseguinte, quando Jesus disse a seu discípulo Filipe: “Quem me tem visto, tem visto também o Pai” (João 14:9), e quando o apóstolo João disse: “Quem faz o mal não tem visto a Deus” (3 João 11), é óbvio que os mencionados como vendo a Deus o vêem, não com seus olhos físicos, mas com o que o apóstolo Paulo descreveu como sendo ‘os olhos de seu coração’. (Efé. 1:18) Os que vêem com os olhos do coração são os que realmente conhecem a Deus, tendo apreço por Suas qualidades, sendo por isso que João podia dizer: “Quem não amar, não chegou a conhecer a Deus, porque Deus é amor.” — 1 João 4:8.
A Bíblia indica claramente que aqueles a quem Deus chama para a vida celeste junto com Cristo verão literalmente a Deus, o que exige uma transformação deles para a natureza divina, uma ressurreição em um corpo celeste, espiritual. — 1 Ped. 1:4; 2 Ped. 1:4; 1 Cor. 15:50-54; compare com 1 Pedro 3:18.
A VISÃO ESPIRITUAL
O olho espiritual, bem como o olho físico, é uma dádiva de Deus. (Pro. 20:12) Ele promete curar tanto os olhos espirituais como os físicos, e remover todas as causas de lágrimas. (Isa. 35:5; Rev. 21:4) Não se pode entender os propósitos de Deus sem a dádiva da visão espiritual. Por outro lado, Jeová oculta sua verdade dos olhos daqueles que são teimosos ou rebeldes, permitindo que “obscureçam-se-lhes os olhos”. (Rom. 11:8-10; Luc. 19:42) “Eles têm olhos [literais], mas não podem ver [espiritualmente].” — Jer. 5:21; Isa. 59:10.
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OLÍBANO
[Heb. , levohnáh, levonáh; gr., líbanos]. Trata-se do produto das árvores de incenso do gênero Boswellia, aparentadas ao terebinto, e também de árvores que produzem o bálsamo e a mirra. As árvores são grandes, suas folhas sendo lustrosas, com extremidades serrilhadas, e suas flores sendo lustrosas, com extremidades serrilhadas, e suas flores esteliformes são brancas ou verdes, com pontas cor-de-rosa. São originárias da Índia, da Arábia, de partes da África e das índias Orientais. O Cântico de Salomão menciona o
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