-
Conviver com a lei — agora e para sempreDespertai! — 1979 | 22 de agosto
-
-
a ‘sofrer o dano’, ao invés de prejudicar o bom nome da congregação perante os de fora.
Quando Prevalece a Verdadeira Justiça
No mundo atual, a imperfeição humana abunda tanto nos sistemas jurídicos como nas pessoas que os utilizam. Mas isto nem sempre será assim. O Criador da humanidade prometeu que, em breve, corrigirá a presente falha dos governos em prover a verdadeira justiça para todo o seu povo. Sob o reino de Deus, a justiça perfeita será possível, porque sua administração não mais estará nas mãos de simples humanos.
Os advogados e os sistemas jurídicos serão algo do passado. Ao invés, com perspicácia sobre-humana, o juiz escolhido de Deus, Jesus Cristo, “não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos. E terá de julgar com justiça os de condição humilde”. — Isa. 11:3, 4.
A humanidade não sentirá falta da classe jurídica e de suas tentativas imperfeitas de conseguir justiça. Ela se regozijará no exercício da verdadeira justiça para sempre. “Seu poder real continuará a crescer; seu reino sempre estará em paz. Ele regerá . . . baseando seu poder no direito e na justiça, desde agora até o fim dos tempos.” — Isa. 9:7, Today’s English Version.
-
-
Contorcida, nodosa, emaranhada e lindaDespertai! — 1979 | 22 de agosto
-
-
Contorcida, nodosa, emaranhada e linda
O que é essa coisa contorcida, nodosa, emaranhada e linda? O que é que nos pode fornecer combustível para afugentar o frio do inverno, dar sombra para aliviar o calor do verão, prover tempero para salada, bálsamo para feridas e até mesmo luz para a escuridão da noite? A resposta é a forte, vigorosa e velha oliveira, conhecida pelos eruditos por “Olea europaea”.
Já viu uma oliveira? Se reside perto do Mediterrâneo, certamente que sim, pois estas árvores parecem florescer até mesmo na mais seca e inóspita terra. Nas palavras de certa autoridade. “A importância sem igual desta planta reside especialmente no seu caraterístico cultivo permanente, . . . produzindo safras até mesmo nas condições mais difíceis. Resiste a longos períodos do abandono quase total e se recompõe facilmente de períodos críticos causados por acidentes climatológicos ou por problemas de cultivo.
A oliveira cultivada possui folhagem espessa, consistindo em folhas alongadas e estreitas, cuja face é de um verde-pálido e o outro lado é verde-acinzentado. Os olivais de Andaluzia, no sul da Espanha, estendem-se por quilômetros, com uma carreira após outra de árvores bem cuidadas. Quando a brisa faz farfalhar as folhas, a coloração dupla delas produz um lindo efeito tremeluzente.
Algumas oliveiras chegam a ter configurações estranhas. Os troncos parecem entrelaçar-se e contorcer-se, dando a impressão de lutadores entrelaçados em combate, ou de serpentes contorcendo-se e erguendo-se da toca. Naturalmente, requer muitos anos para isso acontecer. Mas a oliveira não tem pressa.
Pode levar até 50 anos para uma dessas árvores atingir sua máxima produção de azeitonas. Muitas delas na Espanha continental têm mais de 400 anos de idade. Na Síria, na Palestina e na Tunísia, raízes mestras têm estado vivas por mais de 1.000 anos. A ilha espanhola de Majorca, do grupo das Baleares, é também conhecida pelas suas oliveiras milenárias, de tronco maciço e de infindável variedade de formas. Segundo a imaginação do espectador, os troncos das árvores parecem assumir formas diferentes.
Nada se perde da oliveira. Suas folhas servem de forragem para animal, suas raízes, de lenha para fogo, e sua madeira, embora nodosa e contorcida, pode ser polida num lindo âmbar vivo, com acabamento de veias. Naturalmente, seu produto mais importante é a azeitona que tem fornecido azeite ao homem por milhares de anos.
A azeitona varia em tamanho, tendo de um a quatro centímetros de diâmetro, dependendo de sua forma redonda ou oval. As azeitonas têm também uma variedade de cores. Algumas são verdes, outras pretas e ainda outras apresentam diferentes matizes de cor roxo-vinosa. Por que estas diferenças? Na realidade, a maioria das variedades passa primeiro pelo estágio verde, daí se torna roxo-vinosa antes de ficar preta, quando está realmente madura. Portanto, a cor depende do grau de maturação dos frutos quando colhidos; e isto, naturalmente, influi no sabor, bem como na quantidade de azeite que contêm.
Se viajar por uma região de olivicultura, não fique tentado a apanhar simplesmente um fruto da árvore e o comer. Se fizer isso, terá uma surpresa amarga, pois as olivas não são boas para comer antes de serem tratadas.
Para neutralizar este gosto acre, as azeitonas são postas numa solução diluída de álcali (lixívia, hidróxido de sódio) que se deixa penetrar até cerca de dois terços da carne da oliva, deixando-se apenas um vestígio do gosto amargo em volta do caroço para dar sabor. Depois de se escoar a solução de lixívia, as azeitonas são cobertas de água que é trocada diversas vezes por um período de um a dois dias, a fim de se eliminar a maior parte da lixívia. Aqui na Espanha, são transferidas para tinas de salmoura de 680 litros, onde ficam guardadas por um período de um a seis meses. O produto final é preservado em salmoura em potes de vidro ou sacos plásticos selados para venda ao público. Quantidades maiores são colocadas em barris e em recipientes de metal para exportação e para serem vendidas aos armazéns, bares, hotéis e restaurantes.
Como se Obtém o Azeite de Oliva
O principal produto da oliveira é seu azeite, que tem sido altamente prezado pelo homem através de milênios. Como é obtido, e quais os seus usos?
A parte mais trabalhosa do processo da colheita é apanhar as azeitonas das árvores. Há dois modos de se fazer isso. O método mais lento é apanhá-las à mão, que garante um azeite de melhor qualidade, ao passo que o método mais comum é por vareo, ou por se bater nos ramos com longas varas para que os frutos caiam na rede fina ou no plástico que é estendido debaixo da árvore. Este sistema, que também era usado nos tempos bíblicos, é mais rápido, mas causa dano às árvores e aos frutos. (Deu. 24:20; Isa. 24:13) Quando as olivas estão pretas e maduras, possuem o máximo de azeite, que varia entre 20 e 30 por cento do peso do fruto fresco.
Depois de colhidas, as azeitonas são lavadas e daí passam por um moinho para serem esmagadas. A massa resultante é transferida para uma prensa hidráulica que extrai o azeite vital. Este contém impurezas e corpos estranhos que são separados por uma série de recipientes para decantação. Hoje em dia, em fábricas bem equipadas, grande parte desse processo é acelerado por se usar maquinaria moderna, como centrífugas. O produto final é o excelente azeite de oliva.
A Oliveira nos Tempos Bíblicos
Uma bem-conhecida enciclopédia bíblica declara que “não há árvore mais freqüentemente mencionada pelos antigos autores, tampouco outra que fosse mais altamente honrada pelas nações antigas”. Com efeito, a oliveira figura proeminentemente na Bíblia, junto com a videira e a figueira. Isto é de esperar, visto que a Palestina se situa entre as latitudes em que as oliveiras prosperam.
A referência bíblica mais antiga à oliveira se acha no livro de Gênesis, que declara que, quando as águas do dilúvio dos dias de Noé baixaram, uma pomba voltou à arca “e eis que havia no seu bico uma folha de oliveira, recém-arrancada”. Isto indicava que as águas haviam minguado. — Gên. 8:11.
Outra referência antiga à oliveira aparece no livro de Jó que dá uma informação interessante sobre os aspectos da floração da oliveira. Elifaz, o temanita, é citado como dizendo: “Repelirá as suas uvas verdes, como a vide, e lançará fora suas flores, como a oliveira.” (Jó 15:33) A facilidade com que as flores da oliveira caem da árvore faz com que o cultivador tema qualquer vento ou brisa desfavorável que faça malograr a boa produção da árvore.
O Rei Davi tinha em elevada conta a oliveira ao expressar-se poeticamente: “Mas eu serei qual oliveira frondosa na casa de Deus; confio deveras na benevolência de Deus por tempo indefinido, para todo o sempre.” (Sal. 52:8) Este e outros usos bíblicos, em sentido figurado, da oliveira nos ajudam a compreender que foi um símbolo apropriado do que é frutífero, belo, digno e próspero.
Outra referência bíblica, digna de nota, à oliveira acha-se na ilustração do apóstolo Paulo de uma oliveira brava que é enxertada em oliveira cultivada. Isto, com efeito, é totalmente contrário à prática normal, assim como Paulo obviamente o sabia. Para a obtenção de bons frutos de uma oliveira brava, um ramo de oliveira cultivada tem de ser enxertado nela. Todavia, com esta alegoria incomum, Paulo indicou que, mediante o favor de Deus, a “oliveira brava”, os gentios, tinha sido enxertada numa “oliveira cultivada”, os judeus, para a formação do espiritual “Israel de Deus”. — Rom. 11:17-24; veja Gálatas 3:28; 6:16.
Por séculos, a azeitona tem feito parte da alimentação básica do povo espanhol. Além de seus usos culinários, o azeite de oliva é empregado na indústria têxtil, na fabricação de produtos cosméticos e de toucador, é usado como lubrificante e para fins medicinais. A próxima vez que vir uma oliveira contorcida, nodosa e emaranhada, medite na sua beleza, no seu longo e humilde préstimo à humanidade, e agradeça a Deus a provisão de uma árvore tão versátil.
-
-
Cães inclinados a morderDespertai! — 1979 | 22 de agosto
-
-
Cães inclinados a morder
O Serviço de Saúde dos Estados Unidos fez um estudo sobre cães, a fim de determinar quais as raças mais inclinadas a morder. Três foram observadas como sendo mais agressivas que outras, sendo, respectivamente: o pastor alemão, o cão chinês e o cão-d’água.
-