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OnésimoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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o relacionamento entre escravos e amos. — Col. 3:22 a 4:1.
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OnichaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ONICHA
[unha, garra, casca, aba, ou aquilo que fica dependurado e solto (para baixo)]. Ingrediente do incenso destinado exclusivamente para ser usado no santuário. (Êxo. 30:34-37) Alguns crêem que a onicha talvez se derivasse das valvas que se fecham, de certos moluscos. No entanto, visto que este ingrediente era usado para um propósito sagrado, outros consideram que se tratava dum produto vegetal, em vez de algo obtido dum animal impuro.
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ÔnixAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ÔNIX
Gema semipreciosa, uma variedade dura de ágata; o termo também se aplica a uma forma listrada de calcedônia. O ônix possui camadas brancas que se alternam com negras, castanhas, vermelhas, cinzas ou verdes. A cor pálida produzida pela combinação das camadas vermelhas, que se tornam visíveis através das camadas brancas translúcidas desta pedra, evidentemente fazia os gregos lembrar-se da unha, que é ónyx em grego. Desde os tempos antigos, o ônix tem sido muito apreciado para adornos, anéis e contas. As camadas de cores variadas o tornavam especialmente popular para camafeus.
A “terra de Havilá” era uma fonte destacada de ônix nos primitivos tempos bíblicos. (Gên. 2:11, 12) As pedras de ônix se achavam entre os valores contribuídos para a fabricação das coisas relacionadas com o tabernáculo de Israel. (Êxo. 25:1-3, 7) Os “nomes dos filhos de Israel . . . pela ordem dos seus nascimentos” foram gravados em duas pedras de ônix (seis nomes em cada pedra), colocadas sobre as ombreiras do éfode do sumo sacerdote “como pedras memoriais para os filhos de Israel”. Outra pedra de ônix foi gravada com o nome de uma das doze tribos de Israel, e foi colocada no centro da quarta fileira de pedras no “peitoral do julgamento” do sumo sacerdote. — Êxo. 28:9-12, 15-21; 35:5, 9, 27; 39:6-14.
Mais tarde, Davi preparou pessoalmente muitas coisas valiosas, inclusive pedras de ônix, para a construção do templo prospectivo em Jerusalém. (1 Crô. 29:2) O ônix também se achava entre as pedras preciosas que serviam como “cobertura” figurada do “rei de Tiro” na endecha registrada por Ezequiel. (Eze. 28:12, 13) Jó, reconhecendo o valor da sabedoria, declarou que a pessoa não poderia comprar a sabedoria inestimável e piedosa com “a rara pedra de ônix” e outras coisas preciosas. — Jó 28:12, 16.
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OnriAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ONRI
O sexto rei do reino setentrional de dez tribos de Israel. Nada se acha registrado sobre os ancestrais de Onri, nem mesmo o nome do seu pai ou de sua tribo. Onri fundou a terceira dinastia de Israel (sendo precedida pelas de Jeroboão e de Baasa), seu filho Acabe e seus netos, Acazias e Jeorão, o sucedendo, e os quatro juntos totalizando uns quarenta e seis anos (951-905 AEC) no trono. Atalia, neta de Onri, governou seis anos sobre o trono de Judá. (2 Reis 8:26; 11:1-3; 2 Crô. 22:2) Jeú, que exterminara a casa de Acabe e estabelecera a seguinte dinastia de Israel, é chamado de “filho [isto é, sucessor] de Onri” no obelisco negro de Salmaneser III. Com efeito, os assírios continuaram a chamar Israel de “a terra de Onri” e os reis de Israel de “a casa de Onri” por muito tempo depois que os descendentes dele tinham deixado de governar — um tributo ao poder dele.
Onri chegou ao trono, não por herança, mas pela espada. Tinha sido chefe do exército de Israel sob o Rei Elá (e, talvez, sob o seu predecessor, Baasa) quando Zinri, chefe da metade dos carros, derrubou Elá, assumiu a realeza e extirpou a casa e os amigos de Baasa. Assim que isto foi comunicado ao exército israelita, que nessa ocasião se achava acampado contra os filisteus em Gibetom, “todo o Israel” — sem dúvida os cabeças tribais “no acampamento” — fez de Onri o seu rei. De imediato, retiraram-se de Gibetom e tomaram de assalto Tirza, capital de Zinri. Vendo perdida a sua causa, Zinri incendiou a casa do rei com ele mesmo dentro dela, assim pondo um fim trágico ao seu governo de sete dias. — 1 Reis 16:8-20.
Mas se apresentou um novo rival de Onri — Tibni, filho de Ginate. O povo permaneceu dividido por quatro anos, tempo durante o qual grassou presumivelmente a guerra civil até que os apoiadores de Onri derrotaram os de Tibni, garantindo o governo indisputado para Onri. Zinri havia morrido no vigésimo sétimo ano do Rei Asa, de Judá (951 AEC). (1 Reis 16:15-18) Por fim, no trigésimo primeiro ano de Asa (947), Tibni morreu de um modo não declarado, deixando Onri realizar oito anos de governo indisputado, até o trigésimo oitavo ano de Asa (940). — 1 Reis 16:21-23, 29.
Atribui-se “potência” ao Rei Onri. (1 Reis 16:27) De acordo com as linhas quatro a oito da Pedra Moabita, Onri impôs a sujeição a Moabe, domínio este a que Acabe deu prosseguimento. (2 Reis 3:4) Em meados de seu reinado, Onri mudou sabiamente sua capital de Tirza, que ele mesmo capturara com muita facilidade. Comprou o monte de propriedade de Semer, bem apropriado para ser fortificado, e construiu ali uma nova cidade, Samaria, que conseguia suportar longos sítios. (1 Reis 16:23, 24) As inscrições em cuneiforme igualmente o chamam de fundador dela, e foi também seu local de sepultamento. (1 Reis 16:28) No decorrer de seu reinado, Onri enfrentou vários reveses, tais como o de ter de entregar algumas cidades ao rei da Síria (1 Reis 20:34), e de ter de pagar tributo à Assíria, sendo ele o primeiro rei israelita a fazer isso.
Em sentido religioso, Onri deu prosseguimento à tendência decadente do reino setentrional; continuou com a idolatria de Jeroboão; com efeito, ele “fazia o que era mau aos olhos de Jeová e veio a fazer pior do que todos os que o precederam”. (1 Reis 16:25, 26) Cerca de 200 anos depois, por meio de Miquéias, Jeová condenou Israel por seguir “os estatutos de Onri”. — Miq. 6:16.
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OoláAjuda ao Entendimento da Bíblia
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OOLÁ
[sua (própria) tenda]. Ezequiel, capítulo 23, apresenta Samaria (representativa do reino de Israel, de dez tribos) como a prostituta Oolá, a irmã mais velha de Oolibá, que representava Jerusalém (o reino de Judá). Ter o reino de dez tribos estabelecido seus próprios centros de adoração talvez seja o que se alude pelo nome Oolá, “sua própria tenda”. A prostituição dela começou no Egito e prosseguiu na Terra Prometida. Em épocas posteriores, envolvia o cortejar o favor dos assírios e empenhar-se em práticas idólatras degradantes, incluindo o sacrifício de crianças. Por sua infidelidade a ele, Jeová entregou Oolá (o reino setentrional) nas mãos dos assírios, os amantes dela.
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OoliabeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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OOLIABE
Veja BEZALEL.
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OolibáAjuda ao Entendimento da Bíblia
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OOLIBÁ
[minha tenda está nela]. Em Ezequiel, capítulo 23, a infidelidade de Jerusalém a Jeová é representada sob a alegoria da prostituta Oolibá. O significado do nome Oolibá parece ser uma alusão a que a tenda ou santuário de Jeová se encontrava em seu território. (Compare com OOLÁ.) No entanto, em vez de apreciar isto e levar a peito a punição que sobreveio à irmã dela, Oolá (Samaria), devido à sua infidelidade, Oolibá não só prosseguiu com o seu registro de infidelidade, iniciada no Egito, mas portou-se ainda pior do que sua irmã. Ela praticou a idolatria em ampla escala e se tornou politicamente envolvida com os assírios e os babilônios. Por conseguinte, predisse-se que seus anteriores amantes, os babilônios, viriam contra ela e a tornariam um “objeto de tremor”.
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OraçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ORAÇÃO
O dirigir-se, em forma de adoração, ao verdadeiro Deus, ou a deuses falsos. Simplesmente falar com Deus não é, necessariamente, uma oração, conforme se vê do julgamento proferido no Éden, e no caso de Caim. (Gên. 3:8-13; 4:9-14) A oração envolve a devoção, a confiança, o respeito, e um senso de dependência para com aquele a quem a oração é dirigida. As diversas palavras hebraicas e gregas que se relacionam com a oração transmitem idéias tais como pedir, solicitar, peticionar, rogar, suplicar, pleitear, obsecrar, mendigar, implorar o favor, buscar, indagar de, bem como louvar, agradecer e abençoar.
Petições e súplicas, naturalmente, podem ser feitas a homens, e as palavras das línguas originais às vezes são assim empregadas (Gên. 44:18; 50:17; Atos 25:11), mas a palavra portuguesa “oração”, empregada em sentido religioso, não se aplica a tais casos. Alguém poderia “suplicar” ou “implorar” a outrem para que fizesse algo, mas, ao assim agir, não consideraria tal indivíduo como seu Deus. Não faria, por exemplo, uma petição silenciosa a tal pessoa, nem faria isso quando o indivíduo não estivesse visivelmente presente, como se faz em oração a Deus.
O “OUVINTE DE ORAÇÃO”
O inteiro registro bíblico testifica que Jeová é Aquele a quem se deve dirigir a oração (Sal. 5:1, 2; Mat. 6:9), que Ele é o “Ouvinte de oração” (Sal. 65:2; 66:19), e que tem poder de agir a favor dos peticionários. (Mar. 11:24; Efé. 3:20) Orar-se aos deuses falsos e às suas imagens-ídolos é exposto como estupidez, pois os ídolos não têm a capacidade nem de ouvir nem de agir, e os deuses que representam são indignos de comparação com o Deus verdadeiro. — Juí. 10: 11-16; Sal. 115:4, 6; Isa. 45:20 ; 46:1, 2, 6, 7.
Embora alguns afirmem que se possa dirigir corretamente uma oração a outros, tais como ao Filho de Deus, a evidência aponta enfaticamente na direção oposta. Na verdade, existem raros casos em que se dirigiram palavras a Jesus Cristo no céu. Estêvão, quando prestes a morrer, apelou para Jesus, dizendo: “Senhor Jesus, recebe meu espírito.” (Atos 7: 59) No entanto, o contexto revela que havia uma circunstância que fornecia a base para esta expressão excepcional. Estêvão, naquele exato momento, teve uma visão de “Jesus em pé à direita de Deus”, e, assim sendo, evidentemente se sentiu livre para dirigir tal apelo àquele a quem ele reconhecia como sendo o cabeça da congregação cristã. (Atos 7:55, 56; Col. 1:18) Similarmente, o apóstolo João, na conclusão de Revelação, afirma: “Amém! Vem, Senhor Jesus.” (Rev. 22:20) Mas, de novo, o contexto mostra que, numa visão (Rev. 1:10; 4:1, 2), João estivera ouvindo Jesus falar de sua vinda futura, e, assim, João mostrou, com a expressão acima citada, o seu desejo de que ocorresse tal vinda. (Rev. 22:16, 20) Em ambos os casos, o de Estêvão e o de João, a situação pouco difere da conversa que João teve com uma pessoa celeste nesta visão de Revelação. (Rev. 7:13, 14; compare com Atos 22:6-22.) Nada existe que indique que os discípulos cristãos assim se expressassem com o ressuscitado Jesus em outras circunstâncias. Assim, o apóstolo Paulo escreve: “Em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus.“ — Fil. 4:6.
Por meio do sangue de Jesus, oferecido a Deus em sacrifício, “temos denodo para com o caminho de entrada no lugar santo”, isto é, denodo para nos aproximar da presença de Deus em oração, acercando-nos “com corações sinceros na plena certeza da fé”. (Heb. 10:19-22)
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