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  • O preço alto da DV
    Despertai! — 1975 | 8 de agosto
    • indizível angústia física e mental, e até mesmo causar-lhe a morte. Mas, fará muito no sentido de evitar pagar esse preço se acatar o conselho bíblico: Continuai a “vos absterdes . . . de fornicação. . . . Boa saúde para vós!” — Atos 15:29.

  • A “Guerra do Ópio” — lição para os nossos dias
    Despertai! — 1975 | 8 de agosto
    • A “Guerra do Ópio” — lição para os nossos dias

      O EXAME honesto do passado não raro nos ajuda a compreender melhor o presente. Isto certamente se dá com muitos dos eventos mundiais da atualidade.

      Há amplas tendências em nossos tempos que são resultado direto da história antiga. Entre os muitos exemplos de tal história que se poderiam observar acha-se a “Guerra do Ópio”, travada na China há mais de um século.

      Como é que eventos assim estão ligados aos nossos tempos? Para entender isto, examinemos inicialmente qual é a direção dos eventos mundiais hoje em dia.

      Os eventos mundiais causam grande preocupação às nações principais do que se chama de “cristandade”. Naturalmente, durante décadas, várias nações comunistas, lideradas pela União Soviética, representam crescente desafio ao Ocidente. Mas, outra tendência também ocorre.

      Em várias partes da Ásia, África e até mesmo da América Latina, agora, muitos líderes e seus povos demonstram avolumante oposição às práticas econômicas, políticas e religiosas das nações ocidentais. Invariavelmente, as ações destes países menos desenvolvidos têm tido o apoio da China comunista.

      Por exemplo, muitos deles, dotados de valiosos recursos naturais, agora exigem maiores preços para suas matérias-primas — usualmente com apoio chinês. Isto resulta desvantajoso para as terras industriais do Ocidente.

      Também, grande parte da “cultura” do Ocidente está sendo rejeitada em outros países. Isto se dá, em especial, quanto às religiões representadas pela cristandade, suas igrejas. Missionários de tais igrejas são amiúde expulsos dos países em desenvolvimento, ou, pelo menos, restritos em suas atividades. Na China, isto se deu quase na totalidade.

      A tendência contra os interesses das nações ocidentais também pode ser observada nas Nações Unidas. Cada vez mais de seus membros falam, e votam, contra o domínio dantes exercido pelos países ocidentais. Nisto, também, a China comunista apóia esta crescente maioria de países em oposição.

      Tal tendência causa profunda preocupação nos Estados Unidos e em vários países europeus.

      Por Que Acontece?

      Por que este câ̭mbio de eventos, até mesmo nas fileiras das Nações Unidas? Por que as grandes potências da cristandade perdem tanta influência?

      Basicamente, é como afirma o princípio bíblico: ‘Colhe-se o que se semeia.’ (Gál. 6:7; Jó 4:8) É conseqüência de se alienar, não só pessoas e líderes, mas também, o que é mais importante, o próprio Deus Onipotente.

      Nem é a tendência dos assuntos mundiais algo que aconteceu de súbito. Tem-se avolumado por longo tempo. Por diversas centenas de anos antes da Segunda Guerra Mundial, as nações da cristandade foram tomando a maior parte da Ásia, da África e da América Latina. Embora tais lugares já tivessem grandes populações nativas, com suas próprias culturas, foram submetidas à força à regência e à cultura de seus conquistadores.

      Na verdade, as nações européias fizeram algum bem a tais terras. Mas, também fizeram muito mal, amiúde explorando o povo nativo e seus recursos. Assim, a maioria desse povo, com o tempo, veio a considerar os europeus como indesejáveis estranhos.

      Desde a Segunda Guerra Mundial, em especial, muitas dessas terras alcançaram a independência. E lembram-se das humilhações do passado. A maioria decidiu ser senhora de seus próprios destinos, ao invés de colônias das potências européias.

      Por isso, vemos atualmente 138 nações, o maior número do que nunca, representadas nas Nações Unidas. A maioria delas é ardentemente independente e exige o controle de seus próprios recursos, de sua cultura e política.

      Exemplo

      A China é um exemplo de como a dominação estrangeira deixou várias nações amarguradas contra a cristandade. Por milhares de anos, a China possuía sua própria cultura. Desenvolveu seus próprios sistemas econômicos e políticos. Houve tempos em que a China atingiu um grau de civilização não superado por qualquer outra nação durante o mesmo período.

      A regência das dinastias imperiais da China durou séculos. Houve épocas em que sua regência se tornou tirânica e corruta, causando grande sofrimento. De qualquer modo, os chineses se mantinham principalmente voltados para si mesmos. Assim, até os últimos dois séculos, a China teve muito pouco contato com o mundo exterior, e quase nenhum com as nações ocidentais.

      Mas, daí, há cerca de duzentos anos, as potências ocidentais começaram a penetrar na China. Tais países, mormente os da Europa, exerceram crescente pressão para tentar obter um ponto de apoio na China durante os anos 1700. Obtiveram tal ponto de apoio, de modo que, pelos anos 1800, sua influência constituía grave problema para o chineses. Declara a Encyclopaedia Britannica:

      “Sob regimes que amiúde resultaram ineficientes e corrutos, [a China] permaneceu impotente, à medida que as potências estrangeiras mordiscavam seu território e seus recursos, e seu povo humilhado lutava pela mera subsistência.

      “Embora fosse chamado de ‘país independente’, sua posição e condição se assemelhavam às de uma colônia estrangeira.”

      De início, a penetração ocidental equivalia a apenas um entreposto comercial estabelecido pela Grã-Bretanha em Cantão, em 1715. Mais tarde, à Grã-Bretanha se juntaram os comerciantes franceses, holandeses e estadunidenses.

      Mercadores ocidentais desejavam as riquezas da China. Queriam também vender produtos europeus aos chineses. Desta forma, os negociantes disporiam do dinheiro para comprar os produtos chineses. Mas, em geral, a China mostrava pouco interesse nos produtos ocidentais. Numa carta ao Rei George III da Grã-Bretanha, o imperador manchu da China, em fins do século 18, observou, segundo se diz:

      “Como seu Embaixador pode ver por si mesmo temos todas as coisas. Não dou valor aos objetos estranhos ou engenhosos, e não vejo utilidade nas manufaturas de seu país.”

      Mas, daí, os comerciantes ocidentais acharam algo que podiam vender aos chineses: ópio, um narcótico. Logo veio a ser um dos principais artigos enviados para a China.

      Vendo o mau efeito que o ópio tinha sobre sen povo, o governo da China baniu sua importação. Ao passo que isso tornou ilegal o tóxico, não parou seu tráfico. Muitos comerciantes começaram a contrabandear ópio para a China, visto que verificaram ser muito lucrativo.

      Em 1839, o volume de ópio contrabandeado para a China aumentara amplamente. O que antes era um volume de apenas algumas toneladas de ópio por ano tornou-se então um dilúvio de vários milhares de toneladas anuais. Quem fazia toda essa importação ilegal? O livro A History of the Far East in Modern Times (História do Extremo Oriente nos Tempos Modernos) declara:

      “O valor apenas do ópio importado excedia o de todos os outros itens exportados. A maior parte do ópio vinha da Índia, parte da Pérsia, e, perto do fim, parte do ópio da Turquia era importado pelos estadunidenses.

      “Todas as nacionalidades representadas em Cantão . . . participavam do tráfico, embora aqui, como no comércio geral, os ingleses ocupassem destacada posição.”

      Adiciona esta publicação: “Poder-se-ia apontar aqui que fumar ópio não era um veio natural dos chineses, mas um vício que fora introduzido no país. . . . A responsabilidade estrangeira pela promoção do fumo de ópio pelos chineses não pode ser despercebida, nem deve ser minimizada.

      Não é difícil de ver por que os chineses consideravam os ocidentais como bárbaros. Ao passo que os europeus afirmavam introduzir uma cultura superior na China, junto com os missionários de suas igrejas, os chineses os consideravam conquistadores estrangeiros.

      Todos os eventos já ocorridos bastavam para amargurar sua mente oriental contra as nações da cristandade e seus sistemas culturais, econômicos, políticos e religiosos. Todavia, muito, muito mais estava para acontecer.

      Declarada a Guerra

      O governo chinês deu então passos para tentar impedir este tráfico ilegal de ópio. Mandou tropas para atacar os mercadores estrangeiros. Apoderaram-se de ópio no valor de milhões de dólares, dos mercadores ingleses e outros, e várias medidas restritivas foram impostas aos estrangeiros.

      Estes passos deixaram irados os comerciantes, em especial os ingleses. Podiam ver o fim de seu comércio muito lucrativo com ópio, e outros. Por isso, em 1839, iniciou-se uma das mais estranhas guerras da história. A Grã-Bretanha declarou guerra à China, exigindo o direito de vender ópio aos chineses. Outros privilégios foram também exigidos.

      A guerra foi ruim para a China. Ela não estava equipada para defender-se contra as armas dos ingleses. Por isso, a Grã-Bretanha ganhou facilmente a “Guerra do Ópio”. Terminou em 1842, com a assinatura do Tratado de Nanquim.

      O tratado foi o primeiro a ser imposto pela força à China. Mas, não foi o último. Iniciou uma cadeia do que os chineses chamam de “tratados desiguais”.

      O Tratado de Nanquim deu à Grã-Bretanha direitos de comercialização em vários portos chineses. Forneceu à Grã-Bretanha o território de Hong Kong, que tornou-se colônia britânica. A China foi também forçada a pagar à Grã-Bretanha as despesas da guerra. Teve até mesmo de pagar o valor do ópio que havia sido tomado dos ingleses.

      Outras nações européias, e os Estados Unidos, logo exigiram concessões. Os chineses eram impotentes para resistir. Mais guerras contra a China, por parte de nações de fora levaram a novos tratados. Mais portos e mais privilégios foram cedidos: a Grã-Bretanha anexou Kowloon a Hong Kong; a Rússia obteve território ao norte; outras nações amealharam suas próprias áreas de privilégios.

      Assim, a soberania chinesa sobre sua própria terra, suas cidades e povos foi diminuída. Um tratado estabelecia que os impostos que a China pudesse recolher dos estrangeiros pelo seu comércio seriam muito poucos e não podiam ser aumentados, exceto com o consentimento da potência estrangeira envolvida, que não era muito provável de ser dado. Também houve a perda da autoridade judicial. Por exemplo, se um cidadão estadunidense cometesse um crime contra um chinês, só poderia ser punido pelas autoridades estadunidenses.

      Em tudo isso, qual era a atitude dos missionários e de outros representantes das igrejas da cristandade? Na revista católica romana America, publicada pelos jesuítas, admite-se que as igrejas fracassaram para com o povo chinês. Falou de sua “aliança errada, no passado missionário, com as potências imperialistas e sua diplomacia de navios de guerra, e direitos desiguais em tratados”. Concluía: “O fracasso da missão na China se deveu, em grande parte, aos próprios missionários e/ou cristãos ocidentais”. Sim, as igrejas amiúde lidaram arrogantemente com a China, e apoiaram os abusos do poder ocidental.

      Mais Perdas

      Pouco é de se admirar que The World Book Encyclopedia comente como se segue no que tange à atitude da China para com os estrangeiros:

      “Na década de 1890, muitos chineses antipatizavam violentamente de todas as pessoas e nações não-chinesas, culpando-as dos tratados desiguais. Os rebeldes chineses formaram sociedades secretas e juraram acabar com a influência ocidental na China. Tais sociedades obtiveram muito apoio entre o povo chinês.”

      Em 1899, tais sociedades começaram violenta campanha contra os ocidentais. Esta campanha também era dirigida contra os chineses que haviam sido convertidos às igrejas da cristandade. Foi conhecida como a “Revolta dos Boxers”, visto que, diz-se, uma das principais sociedades secretas, os Boxers, praticava exercícios cerimoniais que se assemelhavam ao treino de boxe com sua sombra.

      No entanto, no ano seguinte, um exército internacional, incluindo tropas estadunidenses, veio e esmagou a “rebelião”. Pesadas penalidades foram impostas à China. Por exemplo, no coração de Pequim, enorme área foi confiscada para uso pelas legações estrangeiras. Nenhum chinês tinha direito de viver ali. A área deveria ser permanentemente guarnecida por tropas estrangeiras. Em aditamento, a China teve de pagar a treze países estrangeiros centenas de milhões de dólares de multas.

      Experiência Amarga

      Em grande grau, o que aconteceu à China em resultado da “Guerra do Ópio” e eventos relacionados moldou a direção que a China tomou nos tempos modernos. A hostilidade chinesa contra o Ocidente, hoje, está diretamente relacionada com o modo em que a cristandade se comportou para com ela nos tempos passados.

      Muitas das outras forças radicais que agora crescem em força e número dentro da organização das Nações Unidas são exemplos similares, para a cristandade, da veracidade do princípio bíblico de que ‘colhe-se o que se semeia’. Tais nações seguem uma vereda de desenvolvimento político e econômico desfavorável a cristandade.

      Também, os valores morais e religiosos emanados do Ocidente e de suas igrejas são amplamente rejeitados, estando, na mente das pessoas em tais nações, inseparavelmente ligados à amarga experiência do colonialismo. Conforme afirma Creighton Lacy em Christianity amid Rising Men and Nations (O Cristianismo Entre Homens e Nações Ascendentes):

      “A inteira herança do colonialismo ocidental subitamente se levantou para golpear seus perpetradores, à medida que a autoconsciência nacionalista desabrochou na África, na Ásia e na América Latina.

      “Em resultado, há ampla tendência de se separar as vantagens técnicas da cultura ocidental . . . dos fatores espirituais e ideológicos que determinam ‘um modo de vida’. . . .

      “É amplamente sustentado que os princípios sociais e morais do Ocidente — e assim a fé religiosa em que estão arraigados — não são superiores aos de outras sociedades. Com efeito, talvez sejam considerados inferiores.”

      A cristandade deveras alienou centenas de milhões de pessoas. Triste é que isto as fez desviar-se do cristianismo. Não compreendem que aquilo que a cristandade representa não é o verdadeiro cristianismo, de forma alguma, mas é algo hipócrita e detestável para Deus. No caso da China, a alienação causou que uma nação de 800.000.000 de pessoas se voltasse contra o cristianismo.

      Por tudo isso, a cristandade terá de prestar contas a Deus. E a evidência taxativa, em cumprimento da profecia bíblica, como se vê pelos eventos mundiais da atualidade, mostra que se aproxima rapidamente o tempo em que Deus exigirá tal prestação de contas. — Mat. 7:15-23; Revelação, cap. 17.

  • Está procurando emprego?
    Despertai! — 1975 | 8 de agosto
    • Está procurando emprego?

      DESDE a Grande Depressão, nunca tantas pessoas procuraram um emprego como agora. Na Alemanha Ocidental, França, Austrália, Dinamarca, Canadá, Japão — praticamente em toda a parte — ocorreram surtos surpreendentes de desemprego. Apenas 12 milhões da força operária da Indonésia, de 44 milhões, acham-se plenamente empregados, segundo se afirma. Cerca de 7,5 milhões de estadunidenses procuram trabalho.

      É um dos crescentes milhões de desempregados?

      Em muitos países industrializados, fazem-se arranjos temporários para os desempregados. Apenas nos EUA, mais de 6,3 milhões de pessoas recebem seguros de desemprego. Mas, tais pagamentos só duram alguns meses, ou talvez um ano.

      Ao se esgotar seu seguro de desemprego, milhares de desempregados tornam-se agora desesperados da vida. Numa carta ao editor, publicada no Times de Nova Iorque, certo senhor desempregado escreveu: “Toda noite, nos últimos quatro meses, às 4 da madrugada, acordo suando frio com meu estômago dando nó. Depois de olhar para o rosto de minha esposa que dorme, por cerca de uma hora, consigo dormir de novo.”

      Os em desesperada carência nos EUA talvez tenham direito à assistência social. Mas, existe o medo de que, sendo tantos os que recebem seguro de desemprego e assistência social, os fundos governamentais para tais programas se esgotem. Já cerca de um milhão de pessoas, apenas na cidade de Nova Iorque, recebem assistência social, e espera-se que o número aumente dramaticamente no próximo ano.

      Para enfrentar a urgente necessidade de empregos, o governo dos EUA criou recentemente um programa de empregos no serviço público. Mas, sua inadequabilidade foi ilustrada em Atlanta, Geórgia, onde cerca de 3.000 desempregados entraram em fila, muitos antes do amanhecer, para requerer 225 empregos públicos. Ao se abrir uma única porta, às 8,15 horas, a multidão avolumante quebrou duas portas de vidro, e várias pessoas precisaram de cuidados médicos. Corridas desesperadas similares em busca dos poucos empregos disponíveis ocorreram em outras cidades.

      Há quaisquer empregos que se possa obter?

      Empregos Disponíveis, Mas —

      O desemprego na cidade de Nova Iorque é ainda maior do que naquela nação

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