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  • Tema a Jeová, o Ouvinte de oração
    A Sentinela — 1990 | 15 de maio
    • Tema a Jeová, o Ouvinte de oração

      “Ó Ouvinte de oração, sim, a ti chegarão pessoas de toda carne.” — SALMO 65:2.

      1. Por que devemos esperar que Jeová tenha requisitos para os que desejam chegar-se a ele em oração?

      JEOVÁ DEUS é o “Rei da eternidade”. Ele é também o “Ouvinte de oração”, a quem “chegarão pessoas de toda a carne”. (Revelação [Apocalipse] 15:3; Salmo 65:2) Mas, como devem chegar-se a ele? Reis terrestres regulamentam coisas tais como a vestimenta e o comportamento dos a quem se permite chegar à sua presença. Com certeza, então, devemos esperar que o Rei Eterno tenha requisitos a serem cumpridos por todo aquele que deseja chegar-se a ele com súplica e agradecimento. — Filipenses 4:6, 7.

      2. Que perguntas surgem sobre o assunto da oração?

      2 O que exige o Rei Eterno dos que se chegam a ele em oração? Quem pode orar e ser ouvido? E sobre o que podem orar?

      Como Chegar-se ao Rei Eterno

      3. Que exemplos pode dar de orações feitas por primitivos servos de Deus, e chegaram-se eles a Deus através dum intermediário?

      3 Antes de tornar-se pecador, Adão, um “filho de Deus”, evidentemente estava em comunhão com o Rei da eternidade. (Lucas 3:38; Gênesis 1:26-28) Quando o filho de Adão, Abel, apresentou a Deus “primogênitos do seu rebanho”, sem dúvida essa oferta vinha acompanhada de expressões de súplica e louvor. (Gênesis 4:2-4) Noé, Abraão, Isaque e Jacó construíram altares e chegaram-se a Jeová em oração, ao apresentarem as suas oferendas. (Gênesis 8:18-22; 12:7, 8; 13:3, 4, 18; 22:9-14; 26:23-25; 33:18-20; 35:1, 3, 7) E as orações de Salomão, de Esdras e dos salmistas inspirados por Deus indicam que os israelitas chegavam-se a Deus sem intermediário. — 1 Reis 8:22-24; Esdras 9:5, 6; Salmo 6:1, 2; 43:1; 55:1; 61:1; 72:1; 80:1; 143:1.

      4. (a) Que nova aproximação a Deus em oração foi instituída no primeiro século? (b) Por que é especialmente apropriado que a oração seja feita em nome de Jesus?

      4 Uma nova aproximação a Deus em oração foi instituída no primeiro século de nossa Era. Comum. Foi através do Filho de Deus, Jesus Cristo, que tinha especial amor pela humanidade. Na sua existência pré-humana, Jesus serviu alegremente como “mestre-de-obras”, deleitando-se nas coisas relacionadas com a humanidade. (Provérbios 8:30, 31) Qual homem na terra, Jesus amorosamente ajudou espiritualmente humanos imperfeitos, curou doentes e até mesmo ressuscitou mortos. (Mateus 9:35-38; Lucas 8:1-3, 49-56) Acima de tudo, Jesus ‘deu a sua alma como resgate por muitos’. (Mateus 20:28) Quão apropriado, então, que os que se habilitam para o resgate se aproximem de Deus através desse que tanto ama a humanidade! Esta é agora a única via de acesso ao Rei Eterno, pois o próprio Jesus disse: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” e “se pedirdes ao Pai qualquer coisa, ele vo-la dará em meu nome”. (João 14:6; 16:23) Pedir coisas em nome de Jesus significa reconhecê-lo como o meio de se chegar ao Ouvinte de oração.

      5. Qual é a atitude de Deus para com o mundo da humanidade, e como influi isso na oração?

      5 Em especial devemos ter apreço pelo amor que Jeová mostrou provendo-nos do resgate. Jesus disse: “Deus amou tanto o mundo [da humanidade], que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) As seguintes palavras do salmista expressam bem a profundidade do amor de Deus: “Assim como os céus são mais altos do que a terra, sua benevolência é superior para com os que o temem. Tão longe como o nascente é do poente, tão longe pôs de nós as nossas transgressões. Assim como o pai é misericordioso para com os seus filhos, Jeová tem sido misericordioso para com os que o temem. Porque ele mesmo conhece bem a nossa formação, lembra-se de que somos pó.” (Salmo 103:11-14) Quão animador é saber que as orações das Testemunhas dedicadas de Jeová chegam a tal Pai amoroso através de seu Filho!

      Um Privilégio Restrito

      6. Com que atitude deve-se chegar a Jeová em oração?

      6 Os reis humanos não permitem que qualquer pessoa entre no palácio real sem ser anunciada. Ser recebido em audiência por um rei é um privilégio restrito. Dá-se o mesmo quanto a orar ao Rei da eternidade. Naturalmente, os que a ele se chegam através de Jesus Cristo e com o devido apreço pela Sua gloriosa majestade podem esperar ser ouvidos. Deve-se chegar ao Rei Eterno numa atitude reverente e adorativa. E os que desejam ser ouvidos têm de demonstrar “o temor de Jeová”. — Provérbios 1:7.

      7. O que é “o temor de Jeová”?

      7 O que é “o temor de Jeová”? É profunda reverência para com Deus, conjugada com um saudável receio de desagradá-lo. Esse temor respeitoso brota duma profunda gratidão pela longanimidade e bondade de Deus. (Salmo 106:1) Envolve reconhecê-lo como Rei da eternidade, que tem o direito e o poder de punir, mesmo com a morte, todo aquele que o desobedece. Pessoas que manifestam o temor de Jeová podem orar a ele na expectativa de serem ouvidas.

      8. Por que ouve Deus as orações dos que o temem?

      8 Naturalmente, Deus não atende às orações de pessoas iníquas, infiéis e autojustas. (Provérbios 15:29; Isaías 1:15; Lucas 18:9-14) Mas, os que temem a Jeová são ouvidos porque se ajustaram às Suas normas justas. Todavia, têm feito mais. Os tementes a Jeová fizeram uma dedicação a Deus em oração e simbolizaram-na por se submeterem ao batismo em água. Têm assim um irrestrito privilégio de oração.

      9, 10. Podem pessoas não batizadas orar com a esperança de serem ouvidas?

      9 Para que Deus a ouça, a pessoa tem de expressar em oração sentimentos que estejam em harmonia com a vontade divina. Sim, tem de ser sincera, mas, exige-se mais. ‘Sem fé é impossível agradar bem a Deus’, escreveu o apóstolo Paulo, “pois aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam”. (Hebreus 11:6) Pode-se, então, encorajar pessoas não batizadas a orar com a esperança de serem ouvidas?

      10 Ciente de que a oração é um privilégio restrito, o rei Salomão pediu que Jeová ouvisse apenas aqueles estrangeiros que orassem voltados para o templo de Deus, em Jerusalém. (1 Reis 8:41-43) Séculos mais tarde, o gentio estrangeiro Cornélio “fazia continuamente súplica a Deus” como homem devoto. Ao adquirir conhecimento exato, Cornélio dedicou-se a Deus, que então lhe deu espírito santo. Depois, Cornélio e outros gentios foram batizados. (Atos 10:1-44) Como Cornélio, qualquer pessoa hoje que progride à dedicação pode ser incentivada a orar. Mas, a respeito da pessoa insincera no estudo das Escrituras, que desconhece os requisitos divinos para a oração e que ainda não demonstrou uma atitude que agrada a Deus, não se pode dizer que teme a Jeová, que tem fé, ou que seriamente o busca. Tal pessoa não está em condições de fazer orações aceitáveis a Deus.

      11. O que tem acontecido com alguns que progrediam à dedicação, e o que devem perguntar a si mesmos?

      11 Alguns que antes pareciam estar progredindo à dedicação mais tarde parecem refrear-se. Se não amarem a Deus de coração o suficiente para fazerem uma dedicação sem reservas a Ele, devem perguntar a si mesmos se ainda têm o maravilhoso privilégio da oração. Aparentemente não, pois os que se aproximam de Deus têm de seriamente buscar a ele, e também a justiça e a mansidão. (Sofonias 2:3) Todo aquele que realmente teme a Jeová é um crente que faz uma dedicação a Deus e simboliza-a por ser batizado. (Atos 8:13; 18:8) E apenas crentes batizados têm o irrestrito privilégio de aproximar-se do Rei Eterno em oração.

      “Orando com Espírito Santo”

      12. Quando pode-se dizer que a pessoa está “orando com espírito santo”?

      12 Depois de fazer a dedicação a Deus e simbolizá-la por ser batizada, a pessoa está em condições de ‘orar com espírito santo’. Sobre isso, Judas escreveu: “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa santíssima fé e orando com espírito santo, mantende-vos no amor de Deus, ao passo que aguardais a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, visando a vida eterna.” (Judas 20, 21) A pessoa ora com espírito santo quando faz isso sob a influência do espírito, ou força ativa, de Deus, e em harmonia com o que se diz na Sua Palavra. As Escrituras, produzidas sob a inspiração do espírito de Jeová, mostram-nos como orar e o que pedir na oração. Por exemplo, podemos confiantemente orar que Deus nos dê seu espírito santo. (Lucas 11:13) Quando oramos com espírito santo, as nossas orações revelam uma condição de coração que Jeová ama.

      13. Se orarmos com espírito santo, o que evitaremos, e que conselho de Jesus aplicaremos?

      13 Quando oramos com espírito santo, as nossas orações não são repletas de palavras grandiloqüentes. Não consistem de fórmulas repetidas mecanicamente. Não, elas não contêm virtualmente inúteis doxologias, expressões de louvor insinceras. Orações assim são muito comuns na cristandade e no restante de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. Mas, os cristãos verdadeiros acatam o conselho de Jesus: “Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé nas sinagogas e nas esquinas das praças para serem vistos pelos homens . . . E nas orações não faleis muitas palavras como os pagãos. Eles pensam [erroneamente] que serão ouvidos por causa das muitas palavras. Não os imiteis.” — Mateus 6:5-8, Bíblia Vozes.

      14. Que declarações discernidoras fizeram alguns a respeito da oração?

      14 Além de Jesus e dos escritores bíblicos, outros fizeram declarações discernidoras a respeito da oração. Por exemplo, o escritor inglês, John Bunyan (1628-88), disse: “A oração é um sincero, sensível e afetuoso derramamento da alma a Deus, através de Cristo, na força e ajuda do Espírito, pelas coisas conforme Deus prometeu.” O ministro puritano Thomas Brooks (1608-80) observou: “Deus não atenta à oratória de tuas orações, em quão belas possam ser; nem à geometria de tuas orações, em quão longas possam ser; nem à aritmética de tuas orações, em quão numerosas possam ser; nem à lógica de tuas orações, em quão metódicas possam ser; mas ele atenta à sinceridade delas.” A estes comentários pode-se acrescentar a observação de Bunyan: “Na oração é melhor ter um coração sem palavras, do que palavras sem coração.” Mas, se somos sinceros e de fato preenchemos os requisitos divinos, como podemos estar certos de que o Rei da eternidade ouvirá as nossas orações?

      Jamais Repelido

      15. Em essência, o que disse Jesus em Lucas 11:5-8?

      15 Jeová Deus jamais faz-se de surdo para com as orações de seus servos dedicados. Isto ficou claro nas acalentadoras palavras de Jesus quando seus discípulos pediram instruções sobre oração. Em parte, ele disse: “Quem de vós terá um amigo e irá a ele à meia-noite, e lhe dirá: ‘Amigo, empresta-me três pães, porque um amigo meu acaba de chegar a mim duma viagem e eu não tenho nada para pôr diante dele’? E aquele diz lá de dentro, em resposta: ‘Deixa de incomodar-me. A porta já está fechada à chave e meus filhinhos estão comigo na cama; não posso levantar-me e dar-te algo.’ Eu vos digo: Embora não se levante e não lhe dê nada por ser seu amigo, certamente por causa da persistência ousada deste ele se levantará e lhe dará as coisas que necessita.” (Lucas 11:1, 5-8) Qual era o ponto nessa ilustração?

      16. Quanto a oração, o que quis Jesus que fizéssemos?

      16 Jesus certamente não quis dizer que Jeová não está disposto a nos ajudar. Ao contrário, Cristo quer que tenhamos confiança implícita em Deus e que o amemos o suficiente para orar incessantemente. Assim, Jesus continuou: “Eu vos digo: Persisti em pedir, e dar-se-vos-á; persisti em buscar, e achareis; persisti em bater, e abrir-se-vos-á. Pois, todo o que persistir em pedir, receberá, e todo o que persistir em buscar, achará, e a todo o que persistir em bater, abrir-se-á.” (Lucas 11:9, 10) Por certo, então, devemos orar persistentemente quando somos perseguidos, ou quando nos sentimos aflitos por causa duma fraqueza profundamente arraigada ou por causa de qualquer outra provação. Jeová está sempre pronto para ajudar seus servos fiéis. Ele jamais nos diz: “Deixa de incomodar-me!”

      17, 18.(a) De que modo Jesus nos incentivou a pedir espírito santo, e o que aumenta a força das suas palavras? (b) Como comparou Jesus os tratos de um genitor terrestre com os de Deus?

      17 Se havemos de desfrutar uma íntima relação com Deus, necessitamos de seu espírito santo, ou força ativa. Por isso, Jesus continuou: “Deveras, qual é o pai entre vós que, se o seu filho lhe pedir um peixe, lhe entregará uma serpente em vez de um peixe? Ou, se lhe pedir um ovo, lhe entregará um escorpião? Portanto, se vós, embora iníquos, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais o Pai, no céu, dará espírito santo aos que lhe pedirem!” (Lucas 11:11-13) Mateus 7:9-11 fala de dar uma pedra em vez de pão. A força das palavras de Jesus aumenta se nos dermos conta de que o pão nas antigas terras bíblicas era do tamanho e do formato de uma pedra achatada, redonda. Certos tipos de serpentes se assemelham a certos tipos de peixe, e existe um pequeno escorpião branco um tanto parecido com um ovo. Mas, se lhe for pedido pão, um peixe ou um ovo, que tipo de pai daria a seu filho uma pedra, uma serpente ou um escorpião?

      18 Daí, Jesus comparou os tratos de um genitor terrestre com as ações de Deus para com os membros de Sua família de adoradores. Se nós, sendo em maior ou menor grau iníquos devido a pecaminosidade herdada, damos boas dádivas aos nossos filhos, quanto mais devíamos esperar que nosso Pai celestial desse a esplêndida dádiva de seu espírito santo a seus servos leais que humildemente o pedem!

      19. (a) O que dão a entender as palavras de Jesus em Lucas 11:11-13 e Mateus 7:9-11? (b) Se formos guiados por espírito santo, como encararemos as nossas provações?

      19 As palavras de Jesus dão a entender que devemos pedir a Deus uma porção maior de Seu espírito santo. Se somos guiados por ele, não nos ‘queixamos de nossa sorte na vida’ e não encaramos as provações e os desapontamentos como sendo realmente prejudiciais para nós. (Judas 16) De fato, “o homem, nascido de mulher, e de vida curta e está empanturrado de agitação”, e muitos não viveram o bastante para ver o fim de seus problemas ou pesares. (Jó 14:1) Mas, jamais encaremos as provações que nos sobrevêm como se fossem pedras, serpentes e escorpiões que o Ouvinte de orações de algum modo nos deu. Ele é a própria síntese do amor e não tenta a ninguém com coisas más. Ao contrário, ele nos dá ‘toda boa dádiva e presente perfeito’. Por fim, ele endireitará tudo com relação a todos os que o amam e o temem. (Tiago 1:12-17; 1 João 4:8) Os que têm andado na verdade por anos sabem por experiência própria que algumas de suas mais duras provações têm, através da oração e da fé, resultado em benefícios e têm aumentado a demonstração dos frutos do espírito de Deus em sua vida. (3 João 4) De fato, haveria maneira melhor de aprendermos a depender de nosso Pai celestial e de sermos ajudados a cultivar os frutos do espírito, a saber, o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fé, a brandura e o autodomínio? — Gálatas 5:22, 23.

      20. Como nos devem afetar as palavras de Jesus em Lucas 11:5-13?

      20 Portanto, as palavras de Jesus em Lucas 11:5-13 nos dão uma feliz garantia do amor e do terno cuidado de Jeová. Isto deve encher o nosso coração com a mais profunda gratidão e amor. Deve fortalecer a nossa fé e aumentar o nosso desejo de comparecer assiduamente ao escabelo dos pés do Rei Eterno e nos demorar na Sua amorosa presença. Ademais, as palavras de Jesus nos asseguram de que jamais sairemos de mãos vazias. Nosso Pai celestial agrada-se muitíssimo em que lancemos as nossas cargas sobre ele. (Salmo 55:22; 121:1-3) E quando nós, quais fiéis servos dedicados de Deus, pedimos seu espírito santo, ele nos dá ilimitadamente. Assim é o nosso amoroso Deus, e podemos ter plena fé que ele é o Ouvinte de nossas orações.

      Lembra-se?

      ◻ Através de quem temos de nos chegar a Deus em oração, e por quê?

      ◻ Em que sentido é a oração um privilégio restrito?

      ◻ Que significa ‘orar com espírito santo’?

      ◻ Como se pode provar biblicamente que as orações das fiéis testemunhas batizadas de Jeová são ouvidas?

  • “Ensina-nos a orar”
    A Sentinela — 1990 | 15 de maio
    • “Ensina-nos a orar”

      “Disse-lhe certo dos seus discípulos: ‘Senhor, ensina-nos a orar.’” — LUCAS 11:1.

      1-3. (a) Por que os discípulos de Jesus buscavam instruções sobre oração? (b) Que perguntas sobre oração surgem?

      ALGUMAS pessoas têm o dom de uma bela voz para cantar. Outras têm talentos naturais como músicos. Mas, para atingir o seu mais alto potencial, mesmo esses cantores e instrumentalistas precisam de instrução. É similar no caso da oração. Os discípulos de Jesus Cristo viam a necessidade de instrução, de modo que suas orações pudessem ser ouvidas por Deus.

      2 Jesus geralmente orava a seu Pai em particular, como fez numa noite inteira, antes de escolher os 12 apóstolos. (Lucas 6:12-16) Embora também instasse seus discípulos a orar em particular, estes ouviram-no fazer orações públicas e observaram que ele não era como os religiosos hipócritas que oravam para serem vistos pelos homens. (Mateus 6:5, 6) É lógico, então, que os seguidores de Jesus desejassem receber sua superior instrução a respeito de oração. Assim, lemos: “Então, na ocasião em que estava em certo lugar orando, quando parou, disse-lhe certo dos seus discípulos: ‘Senhor, ensina-nos a orar, assim como também João [o Batizador] ensinou seus discípulos.’” — Lucas 11:1.

      3 Como reagiu Jesus? O que podemos aprender de seu exemplo? E como podemos beneficiar-nos de sua instrução a respeito de oração?

      Lições Para Nós

      4. Por que devemos ‘orar incessantemente’, e o que significa fazer isso?

      4 Podemos aprender muito das palavras e do exemplo de Jesus como homem dado à oração. Uma lição é que, se o Filho perfeito de Deus necessitava orar regularmente, seus discípulos imperfeitos tem uma necessidade muito maior de recorrer a Deus continuamente em busca de direção, consolo e amparo espiritual. Portanto, temos de ‘orar incessantemente’. (1 Tessalonicenses 5:17) Por certo, isso não significa que temos de estar sempre literalmente de joelhos. Significa, sim, que devemos estar constantemente inclinados à oração. Devemos buscar a direção de Deus em todos os aspectos da vida, para que possamos agir com perspicácia e ter sempre a Sua aprovação. — Provérbios 15:24.

      5. O que pode roubar do tempo que deveríamos dedicar à oração, e o que se deve fazer a respeito?

      5 Nestes “últimos dias” muitas coisas podem roubar do tempo que devíamos dedicar a oração. (2 Timóteo 3:1) Mas, se as preocupações domésticas, os assuntos seculares e coisas assim nos impedem de orar regularmente ao nosso Pai celestial, isto significa que estamos sobrecarregados com as ansiedades desta vida. Tal situação deve ser corrigida sem demora, pois deixar de orar leva à perda da fé. Devemos reduzir as nossas obrigações seculares, ou então contrabalançar as incumbências da vida com o direcionamento mais sério e mais freqüente de nosso coração a Deus em busca de orientação. Devemos ‘ser vigilantes, visando as orações’. — 1 Pedro 4:7.

      6. Que oração estudaremos a seguir, e com que objetivo?

      6 No que tem sido chamado de oração-modelo, Jesus ensinou seus discípulos a como orar, não exatamente que palavras usar. O relato de Lucas difere um pouco do de Mateus pois estavam envolvidas diferentes ocasiões. Estudaremos essa oração como exemplo da natureza de nossas orações quais seguidores de Jesus e Testemunhas de Jeová.

      Nosso Pai e Seu Nome

      7. Quem é privilegiado em dirigir-se a Jeová como “nosso Pai”?

      7 “Nosso Pai nos céus.” (Mateus 6:9; Lucas 11:2) Visto que Jeová é o Criador da humanidade e reside no domínio celestial, é apropriado dirigir-se a ele como “nosso Pai nos céus”. (1 Reis 8:49; Atos 17:24, 28) O uso do termo “nosso” reconhece que outros também têm uma íntima relação com Deus. Mas, quem é que tem o irrestrito privilégio de dirigir-se a ele como seu Pai? Apenas pessoas dedicadas e batizadas em Sua família de adoradores. Chamar Jeová de “nosso Pai” indica que temos fé em Deus e reconhecemos que a única base para reconciliação com ele é a plena aceitação do sacrifício resgatador de Jesus — Hebreus 4:14-16; 11:6.

      8. Porque devemos ansiar dedicar tempo para orar a Jeová?

      8 Quão achegados nos devemos sentir para com o nosso Pai celestial! Como filhos que jamais se cansam de se dirigir a seu pai, devemos ansiar dedicar tempo para orar a Deus. A profunda gratidão por suas bênçãos espirituais e materiais deve mover-nos a agradecer-lhe por sua bondade. Devemos sentir-nos inclinados a lançar sobre ele os fardos que nos sobrecarregam, confiantes de que ele nos susterá. (Salmo 55:22) Podemos estar certos de que se formos fiéis, por fim tudo sairá bem, porque ele zela por nós. — 1 Pedro 5:6, 7.

      9. Orar pela santificação do nome de Deus significa pedir o quê?

      9 “Santificado seja o teu nome.” (Mateus 6:9; Lucas 11:2) A palavra “nome” às vezes denota a própria pessoa, e “santificar” significa “tornar santo, colocar à parte ou ter como sagrado”. (Compare com Revelação [Apocalipse] 3:4.) Portanto, orar pela santificação do nome de Deus significa pedir que Jeová aja para santificar a si mesmo. Como? Por eliminar todo o vitupério lançado contra o seu nome. (Salmo 135:13) Para isso, Deus removerá a iniquidade, magnificará a si mesmo e fará as nações saberem que ele é Jeová. (Ezequiel 36:23; 38:23) Se almejarmos ver esse dia e realmente apreciarmos a majestade de Jeová, sempre nos aproximaremos dele com espírito reverente, implícito nas palavras “santificado seja o teu nome”.

      O Reino de Deus e a Sua Vontade

      10. O que significa orar para que venha o Reino de Deus?

      10 “Venha o teu reino.” (Mateus 6:10; Lucas 11:2) O Reino aqui mencionado refere-se ao domínio soberano de Jeová, conforme expresso através do governo messiânico às mãos de Jesus Cristo e seus “santos” associados. (Daniel 7:13, 14, 18, 27; Isaías 9:6, 7; 11:1-5) O que significa orar para que ele “venha”? Significa que pedimos que o Reino de Deus venha contra todos os opositores terrestres do governo divino. Depois de ‘esmiuçar e pôr fim a todos os reinos terrestres’, o Reino transformará a terra num paraíso global. — Daniel 2:44; Lucas 23:43.

      11. Se ansiarmos ver a vontade de Jeová ser feita em todo o universo, o que faremos?

      11 “Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mateus 6:10) É um pedido para que Deus realize seu propósito para com a terra, que inclui remover Seus inimigos. (Salmo 83:9-18; 135:6-10) De fato, implica que ansiamos ver a vontade divina ser feita em todo o universo. Se temos isso no coração, sempre faremos a vontade de Jeová da melhor forma possível. Não podemos honestamente pedir isso se não nos empenharmos seriamente em fazer com que a vontade de Deus se realize no nosso próprio caso. Se assim orarmos, então devemos cuidar de não fazer coisas contrárias a essa vontade, como namorar um descrente ou adotar modos mundanos. (1 Coríntios 7:39; 1 João 2:15-17) Em vez disso, devemos sempre pensar: ‘Qual é a vontade de Jeová nesse assunto?’ Sim, se amarmos a Deus de todo o coração, buscaremos a sua direção em todos os assuntos da vida. — Mateus 22:37.

      Nosso Pão de Cada Dia

      12. Pedir apenas ‘o pão para cada dia’ tem que bom efeito sobre nós?

      12 “Dá-nos hoje o nosso pão para este dia.” (Mateus 6:11) O relato de Lucas diz: “Dá-nos o nosso pão para o dia, segundo as exigências do dia.” (Lucas 11:3) Pedir a Deus que proveja o necessário alimento “para este dia” promove fé em sua habilidade de cuidar de nossas necessidades cotidianas. Os israelitas deviam recolher maná ‘cada um a sua porção dia a dia’, não para uma semana, ou mais. (Êxodo 16:4) Não é uma oração pedindo iguarias ou provisões superabundantes, mas sim as nossas necessidades diárias, conforme surgirem. Pedir apenas o pão para cada dia ajuda-nos a não nos tornarmos gananciosos. — 1 Coríntios 6:9, 10.

      13. (a) Num sentido amplo, o que significa pedir pelo pão de cada dia? (b) Qual deve ser a nossa atitude se, mesmo trabalhando arduamente, mal tivermos o suficiente para subsistir?

      13 Num sentido amplo, pedir pelo pão de cada dia indica que não nos sentimos independentes, mas que recorremos sempre a Deus em busca de alimento, bebida, roupa e outras necessidades. Como membros dedicados de sua família de adoradores, confiamos em nosso Pai, mas não ficamos parados, ociosamente esperando que ele nos proveja milagrosamente. Nós trabalhamos e usamos quaisquer meios à nossa disposição para obter alimentos e outras necessidades. Todavia, corretamente agradecemos a Deus em oração porque vemos por trás dessas provisões o amor, a sabedoria e o poder de nosso pai celestial. (Atos 14:15-17; compare com Lucas 22:19.) A nossa diligência talvez resulte em opulência. Mas, mesmo se trabalhando arduamente mal temos o suficiente, estejamos gratos e contentes. (Filipenses 4:12; 1 Timóteo 6:6-8) De fato, a pessoa piedosa que tem comida e roupa simples talvez seja muito mais feliz do que algumas que são materialmente abastadas. Portanto, mesmo se tivermos pouco devido a circunstâncias fora de nosso controle, não fiquemos desalentados. Ainda assim podemos ser ricos espiritualmente. Deveras, não há motivos para sermos pobres em fé, esperança e amor para com Jeová, a quem se dirigem o nosso louvor e os nossos agradecimentos em oração sincera.

      O Perdão de Nossas Dívidas

      14. Por que dívidas pedimos perdão, e o que aplica Deus a elas?

      14 “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores.” (Mateus 6:12) O relato de Lucas mostra que essas dívidas são pecados. (Lucas 11:4) A pecaminosidade herdada impede-nos de fazer todas as coisas segundo a vontade perfeita de nosso Pai. Em certo sentido, pois, essas falhas têm sido as nossas dívidas, ou obrigações, para com Deus, desde que começamos a ‘viver e a andar por espírito’. (Gálatas 5:16-25; compare com Romanos 7:21-25.) Temos essas dívidas porque somos imperfeitos e, por ora, não podemos ajustar-nos com perfeição às normas de Deus. É pelo perdão desses pecados que somos privilegiados em orar. Felizmente, Deus pode aplicar o mérito do sacrifício do resgate de Jesus a essas dívidas, ou pecados. — Romanos 5:8; 6:23.

      15. Que atitude devemos ter para com a necessária disciplina?

      15 Se esperamos que Deus perdoe as nossas dívidas, ou pecados, temos de nos arrepender e estar dispostos a aceitar disciplina. (Provérbios 28:13; Atos 3:19) Visto que Jeová nos ama, ele nos dá a disciplina de que necessitamos pessoalmente para corrigir as nossas fraquezas. (Provérbios 6:23; Hebreus 12:4-6) Naturalmente, podemos sentir-nos felizes se o crescimento na fé e no conhecimento deixa o nosso coração tão bem sintonizado com as leis e os princípios de Deus que jamais transgredimos com grau algum de voluntariedade. Mas, que dizer se discernirmos certo grau de intenção em nossa transgressão? Neste caso, devemos sentir-nos profundamente pesarosos e orar sinceramente por perdão. (Hebreus 10:26-31) Aplicando os conselhos porventura recebidos, devemos corrigir prontamente o nosso proceder.

      16. Por que é benéfico pedir persistentemente que Deus perdoe os nossos pecados?

      16 Pedir regularmente a Deus o perdão pelos nossos pecados é benéfico. Deixa-nos cônscios de nossa pecaminosidade, produzindo em nós uma atitude humilde. (Salmo 51:3, 4, 7) É vital que nosso Pai celestial ‘perdoe os nossos pecados e nos purifique de toda a injustiça’. (1 João 1:8, 9) Ademais, mencionar os nossos pecados em oração ajuda-nos a persistir na árdua luta contra eles. Assim, somos também continuamente lembrados da necessidade que temos do resgate e do mérito do sangue derramado de Jesus. — 1 João 2:1, 2; Revelação 7:9, 14.

      17. De que modo orar pelo perdão ajuda-nos em nosso relacionamento com outros?

      17 Orar pelo perdão também nos ajuda a ser misericordiosos, compassivos e generosos para com os nossos possíveis devedores em assuntos grandes e pequenos. O relato de Lucas diz: “Perdoa-nos os nossos pecados, pois nós mesmos também perdoamos a todo aquele que está em dívida conosco.” (Lucas 11:4) De fato, podemos obter o perdão de Deus apenas se já ‘tivermos perdoado os nossos devedores’, pessoas que pecam contra nós. (Mateus 6:12; Marcos 11:25) Jesus acrescentou: “Pois, se perdoardes aos homens as suas falhas, também o vosso Pai celestial vos perdoará; ao passo que, se não perdoardes aos homens as suas falhas, tampouco o vosso Pai vos perdoará as vossas falhas.” (Mateus 6:14, 15) Orar pelo perdão de nossos pecados deve mover-nos a suportar os outros e a perdoá-los. O apóstolo Paulo escreveu: “Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei.” — Colossenses 3:13; Efésios 4:32.

      A Tentação e o Iníquo

      18. Por que jamais devemos culpar a Deus pelas tentações e provações que nos sobrevêm?

      18 “E não nos leves à tentação.” (Mateus 6:13; Lucas 11:4) Tais palavras não significam que Jeová nos tenta a pecar. As Escrituras às vezes dizem que Deus faz ou causa certas coisas que, na verdade, apenas permite. (Rute 1:20, 21; compare com Eclesiastes 11:5.) Mas “por coisas más, Deus não pode ser provado, nem prova ele a alguém”, escreveu o discípulo Tiago. (Tiago 1:13) Por conseguinte, jamais culpemos o nosso Pai celestial pelas tentações e provações por coisas más, pois Satanás é o Tentador que procura levar-nos a pecar contra Deus. — Mateus 4:3; 1 Tessalonicenses 3:5.

      19. Como devemos orar com respeito à tentação?

      19 Ao pedirmos “não nos leves à tentação” o que realmente solicitamos é que Jeová não permita que sucumbamos ao sermos tentados ou pressionados a desobedecê-lo. Podemos suplicar ao nosso Pai que guie os nossos passos para que não nos sobrevenha nenhuma tentação que nos seja severa demais. Sobre isso, Paulo escreveu: “Não vos tomou nenhuma tentação exceto a que é comum aos homens. Mas Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” (1 Coríntios 10:13) Podemos pedir a Jeová em oração que nos conduza dum modo que não sejamos tentados além do que podemos suportar, e que ele providencie a via de escape se estivermos dolorosamente aflitos. As tentações se originam do Diabo, de nossa carne pecaminosa e das fraquezas de outros, mas o nosso amoroso Pai pode guiar-nos de modo a não sermos sobrepujados.

      20. Por que se deve orar para ser livrado do “iníquo”?

      20 “Mas livra-nos do iníquo.” (Mateus 6:13) Deus certamente pode impedir que Satanás, o “iníquo”, nos sobrepuje. (2 Pedro 2:9) E a necessidade de livrar-se do Diabo nunca foi maior do que agora, pois ‘ele tem grande ira, sabendo que o seu tempo é curto’. (Revelação 12:12) Não desconhecemos as artimanhas de Satanás, mas ele tampouco desconhece as nossas fraquezas. Assim, temos de orar para que Jeová nos proteja contra as garras desse Adversário leonino. (2 Coríntios 2:11; 1 Pedro 5:8, 9; compare com o Salmo 141:8, 9.) Por exemplo, se pretendemos casar-nos, talvez necessitemos pedir a Jeová que nos livre das artimanhas de Satanás e da tentação de cultivar relacionamentos mundanos que possam levar à imoralidade ou a desobedecer a Deus por casar-nos com um descrente. (Deuteronômio 7:3, 4; 1 Coríntios 7:39) Ansiamos riquezas? Então, talvez a oração seja necessária para ajudar-nos a resistir a tentações de envolver-nos em jogatina ou em fraude. Ansioso por destruir a nossa relação com Jeová, Satanás usará todas as armas de seu arsenal de tentações. Assim, oremos continuamente ao nosso Pai celestial, que jamais abandona o justo à tentação e que nos livra do iníquo.

      A Oração Edifica a Fé e a Esperança

      21. De que modo nos temos beneficiado de orar pelo Reino?

      21 Nosso Pai celestial, que nos livra do iníquo, deleita-se em abençoar-nos abundantemente. Todavia, por que tem ele permitido que, por um período tão longo, seu amado povo ore “venha o teu reino”? Bem, ao longo dos anos, orar assim tem aumentado o nosso desejo e o nosso apreço pelo Reino. Tal oração lembra-nos da grande necessidade que há desse benevolente governo celestial. Além disso, mantém diante de nós a esperança de vida sob o governo do Reino. — Revelação 21:1-5.

      22. Qual deve ser a nossa constante atitude para com a oração ao nosso Pai celestial, Jeová?

      22 Certamente, a oração edifica a fé em Jeová. O nosso vínculo com ele se fortalece quando ele atende às nossas orações. Portanto, jamais nos cansemos de buscá-lo diariamente com louvor, agradecimento e súplica. E sejamos gratos pelo prestimoso atendimento de Jesus ao pedido de seus seguidores: “Senhor, ensina-nos a orar.”

      Lembra-se?

      ◻ Que lições podemos aprender do exemplo e das palavras de Jesus como homem dado à oração?

      ◻ Pelo que devemos orar com relação ao nosso Pai celestial e seu nome?

      ◻ O que na realidade pedimos quando oramos pela vinda do Reino de Deus e que se realize a Sua vontade na terra?

      ◻ Ao orarmos pelo pão de cada dia estamos pedindo o quê?

      ◻ O que significa orar pelo perdão de nossas dívidas?

      ◻ Por que é vital orar com relação à tentação e sermos livrados de Satanás, o iníquo?

      [Foto na página 16]

      Os seguidores de Jesus pediram-lhe que os ensinasse a orar. Sabe como podemos beneficiar-nos de suas instruções a respeito de oração?

  • O genuíno cristianismo está melhorando a vida na Suécia
    A Sentinela — 1990 | 15 de maio
    • O genuíno cristianismo está melhorando a vida na Suécia

      A SUÉCIA proporciona à sua população um dos mais elevados padrões de vida do mundo. Além da alimentação e moradias em abundância, carros, barcos de passeio, televisores e computadores pessoais, os suecos contam com assistência médica virtualmente gratuita, aposentadoria por velhice e por invalidez, salário-família e outros benefícios garantidos pelo governo.

      Assim, talvez se conclua que não seria possível melhorar ainda mais a qualidade de vida num país como esse. Contudo, apesar de todas as suas vantagens materiais, a Suécia tem seu quinhão de problemas: divórcio, alcoolismo, abuso de drogas, crimes e suicídio. A religião, da qual se esperaria que exercesse uma poderosa influência moral, já está praticamente morta na Suécia. Mais de 90 por cento dos cidadãos dessa nação pertencem à Igreja Estatal Luterana, mas apenas 2,1 por cento freqüentam regularmente os seus ofícios. Certo sacerdote declara, em tom de acusação: “A Igreja vive em retiro. . . . Ela perdeu sua força vital e desligou-se das necessidades do povo.”

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