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A oração — um ritual vazio ou comunicação significativa?Despertai! — 1981 | 8 de maio
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A oração — um ritual vazio ou comunicação significativa?
OS DIAS 1.º a 3 de janeiro constituem o mais importante feriado no Japão, com vários dias de duração, à medida que cada um procura começar o ano com o pé direito. Bem mais da metade da população do Japão compareceu a um santuário ou templo no decorrer dos três primeiros dias de 1979, a fim de orar pedindo para ter êxito e boa sorte no ano novo.
O que teria visto, caso os tivesse acompanhado?
Aqui vemos uma pessoa limpando cerimonialmente a boca e as mãos numa fonte localizada no portão de entrada dum santuário xintoísta. Em seguida, dirige-se até o templo e deposita algo numa grande caixa de ofertórios. Daí, levanta os braços e segura uma corda grossa, multicolorida. Quando ela a sacode, um bloco de madeira bate no sino, produzindo um desarmônico “Clank! Clank!” Agora solta a corda e bate as palmas das mãos diversas vezes e as mantém juntas ao curvar-se profundamente, várias vezes. Virando-se, vai embora. Assim, foi feita uma oração.
Mas, quem a ouviu? Foi apenas um ritual vazio? Tal adorador crê sinceramente que sua oração foi ouvida.
Antes de deixar os recintos do santuário, ele vai acotovelando-se na multidão até uma barraca para comprar um talismã ou amuleto, que pode ser um simples pedaço de papel escrito com caracteres chineses, ou uma flecha da qual pendem alguns amuletos para dar sorte.
Em prol do que orou? Com muita probabilidade, em prol da paz, segurança, felicidade e saúde. Como disse um sacerdote xintoísta: “Eles oferecem 100, 1.000 ou 10.000 ienes [30, 350 ou 3.500 cruzeiros] mas oram pedindo centenas de milhares, até milhões. Eles dão pouco mas exigem muito.”
Ao passo que muitos japoneses vão aos templos apenas no início do ano, assim como certos cristãos nominais comparecem às igrejas apenas na Páscoa, os devotos comparecem a eles regularmente. Em muitas casas fazem uma kamidana, uma estante para imagens do xintoísmo, e/ou um butsudan, o altar da família budista. Neste altar, os membros da família podem oferecer preces por acender uma vela com a qual queimam incenso. Ajoelhando-se diante de tal altar, eles antes batem num conjunto de sinos com um pequeno bastão de madeira e então recitam vez após vez uma oração escrita ou algumas palavras decoradas tais como “Narru-Amida-Butsu” (Glória a Amida Buda). Isto pode ser repetido numa cadência monótona por 20 minutos ou até mesmo horas a fio.
O que dizer dos japoneses que professam o cristianismo? Poderão ser vistos indo a uma igreja, onde ficam ajoelhados por alguns minutos, orando silenciosamente ou talvez em murmúrio. Alguns lêem suas preces de um livro. Entre tais, existem os que oram ali freqüentemente, ao passo que outros apenas comparecem em tempos de provação especial. Outros, de rosário em punho, recitam uma expressão decorada a cada vez que uma conta avança, entre seus dedos. A intervalos, no decorrer do ritual, talvez fixem seu olhar num crucifixo ou numa imagem de um determinado santo.
Existem muitas maneiras pelas quais as pessoas oferecem suas orações. Sem dúvida, são empregadas por pessoas devotas e sinceras. Mas, apesar de todas estas orações, fazemos bem em perguntar: O que ocorre é alguma comunicação significativa — ou trata-se nada mais do que dum ritual vazio?
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O porquê e o modo como ora — faz diferença?Despertai! — 1981 | 8 de maio
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O porquê e o modo como ora — faz diferença?
“Ó KAMI-SAMA,a por favor ajude-me a passar no exame. Visto que não me preparei bem para o teste, dependo só de ti.” Orações escritas, semelhantes a esta, são feitas nos santuários religiosos por todo o Japão, quando se aproxima a época dos exames, altamente competitivos. Preocupados avós dos estudantes fazem ofertas de 10.000 ienes (Cr$ 3.000,00) conseguindo assim que orações diárias sejam feitas, durante um ano, em favor do esforço acadêmico de seus netos.
Muitos dos estudantes que afluem aos santuários nesta época do ano, têm pouca fé em Deus. “Não, eu geralmente não creio em Deus”, disse um deles. “Mas oro por ajuda divina apenas em época de dificuldade.”
A atitude deles ilustra o provérbio japonês: “Confie em Deus quando estiver em dificuldade.”
Mas, o que acontece quando passa a crise? Deus é geralmente esquecido, até a próxima crise.
Em Prol do Que Oram as Pessoas?
Em geral, as pessoas oram porque querem alguma coisa. Um artigo numa revista ocidental publicou orações de crianças, a maioria das quais sendo petições: “Querido Deus, preciso de um aumento na minha mesada. Poderia mandar um de seus anjos dizer isto ao meu pai? Obrigado.” “Poderia, por favor, mandar algum dinheiro para a nossa família?” “Por favor, ajude-me na escola.”
É costumeiro, no Japão, comparecer aos santuários no início do ano novo e oferecer preces a Ebisu, o Deus da Riqueza. Vasto número de japoneses fez isto em 1979, quando mais de três milhões de pessoas foram a certos santuários apenas em Quioto e Tóquio, a fim de orar por dinheiro nos meses seguintes.
Pessoas desejando proteção contra acidente ou desastre, vão aos templos japoneses de Kannon, a Deusa da Misericórdia, bem como aos santuários de Xintó.
Os católicos filipinos talvez orem ao “Santo Niño”, ou “Menino Santo”, pedindo boa sorte. Certo homem comprou uma coroa de ouro de 14 quilates, encravada de rubis e diamantes legítimos, para sua imagem de Santo Niño, em sinal de gratidão pela ajuda financeira que, segundo cria, a imagem lhe dera.
Algumas orações expressam apreço, mas a maior parte são petições — a favor de quase qualquer coisa.
Será Respondida a Oração?
Para cada pessoa que acha que suas orações por sucesso ou dinheiro foram respondidas, existem muitos outros que estão desapontados. Grande número de estudantes de Tóquio oram pedindo ajuda nos exames de admissão em escolas particulares de 2.º grau, mas apenas 22 por cento tiram notas suficientes para entrar. A maioria não consegue. Por que não foram ouvidas as suas orações?
Uma família de cinco membros foi a um santuário de Xintó a fim de exorcismar seu carro para protegê-lo contra acidentes. Saindo do santuário, bateram no pegão de uma ponte e todos os cinco morreram. O que houve de errado? Considere:
A Quem Costuma Orar?
Os estudantes japoneses muitas vezes dirigem suas orações a Michizane Sugawara, há muito venerado como o “Deus da Erudição”. Sugawara foi poeta e erudito japonês do 9.º século. Está morto há mil anos. É lógico crer que ele pode realmente ajudar a melhorar as notas do teste de uma pessoa?
A verdade é que, nos altamente disputados testes japoneses, a maioria dos que rogam a Sugawara evidentemente não encontram resposta às suas orações. Isto não deveria causar surpresa. Neste assunto, o senso comum concorda com a Bíblia. Diz a respeito de pessoas mortas: “Não estão cônscios de absolutamente nada . . . não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria no Seol [a sepultura].” (Ecl. 9:5, 10) Sugawara, que está atualmente no Seol, não pode ajudar a nenhum dos estudantes a passar nos exames, quer tenham estudado o suficiente, quer não.
O que dizer a respeito de preces dirigidas a imagens, tais como à budista Kannon, ou a outra imagem qualquer? A simples observação mostra que o mundo está cheio de pessoas que oram a tais imagens em prol de sucesso e felicidade, mas que, contudo, continuam fracassadas e infelizes. Por quê?
Se as orações a uma pessoa morta são inúteis, seriam as orações a uma imagem sem vida algo melhor? Razoavelmente, não. Novamente, a Bíblia expressa um conceito do assunto em harmonia com o senso comum, dizendo a respeito dos ídolos: São obra “das mãos do homem terreno. Têm boca, mas não podem falar; têm olhos, mas não podem ver; têm orelhas, mas não podem ouvir. Têm nariz, mas não podem cheirar. As mãos são deles, mas não podem apalpar. Os pés são deles, mas não podem andar; não proferem som algum com a sua garganta. Iguais a eles se tornarão os que os fazem, todos os que neles confiam.” — Sal. 115:4-8.
“O Ouvinte de Oração”
Será que esta síntese nua e crua indica que toda oração é fútil? Certamente que não. Muitas orações sinceras são respondidas cada dia, conforme mostrará o artigo seguinte. O que é necessário, contudo, é orar à pessoa certa. Mas, quem poderia ser?
Não seria lógico que fosse alguém infinitamente mais poderoso e sábio do que uma mera imagem inanimada, ou mesmo um ser humano falecido? Não deveria ser também uma pessoa que mostrou sincero interesse na humanidade e um desejo amoroso de querer ajudá-la? Visto que nenhum humano tem o necessário poder, teríamos que orar a uma pessoa sobre-humana, e que pessoa sobre-humana seria mais poderosa do que o Criador de todas as coisas?
Sim, em harmonia com a Bíblia, o senso comum nos diz que deveríamos dirigir as nossas orações não a co-criaturas humanas, semelhantes a nós mesmos, nem a criações humanas, sem vida, tais como as imagens, mas ao Criador vivente do universo.
Qual dentre os muitos deuses e espíritos adorados hoje em dia se enquadra nesta descrição? Observe quão claramente este Deus é identificado na Bíblia: “Pois assim disse Jeová, o Criador dos céus, Ele, o verdadeiro Deus, o Formador da terra e Aquele que a fez . . . ‘Eu sou Jeová, e não há outro.’” — Isa. 45:18.
Mas, está este poderoso Criador verdadeiramente interessado nas orações de sua criação humana? Ou é ele indiferente aos apuros do homem, assim como o são os insensíveis deuses de tantas religiões? Observe a acalentadora descrição: “Ó Ouvinte de oração, sim, a ti chegarão pessoas de toda a carne.” — Sal. 65:2.
Assim, a Bíblia descreve Jeová Deus como o grande Ouvinte de oração. Convida pessoas de todas as culturas e formações a fazer orações sinceras. ‘Isto soa bem’, talvez diga. ‘Mas será que o registro apóia esta descrição?’ Sim, sem dúvida!
Há cerca de 3.500 anos, muito tempo antes de Confúcio e Buda terem nascido, o registro histórico mostra que Jeová ‘ouviu o clamor’ de seus adoradores que eram escravos no Egito. Ele ouviu suas orações por enviar Moisés para libertá-los. — Êxo. 3:6-10.
Quinhentos anos mais tarde, seu fiel servo, o Rei Davi, pôde corretamente dizer: “Bendito seja Jeová, porque ouviu a voz dos meus rogos.” (Sal. 28:6) Mil anos mais tarde, o Filho de Deus, Jesus Cristo, mostrou que seu Pai não mudara, ao prometer: “Eu vos digo em toda a verdade: Se pedirdes ao Pai qualquer coisa, ele vo-lo dará em meu nome.” (João 16:23) Isto ainda é verdade!
‘Pedi em Meu Nome’
Mas por que indica a Bíblia que precisamos nos aproximar de Deus em nome de Jesus? Por que não podemos orar diretamente a Jeová Deus?
É uma realidade que Jeová Deus ouviu orações sinceras de muitas pessoas que não sabiam que deveriam se aproximar dele em nome de Jesus Cristo. Sem dúvida, tais pessoas muitas vezes simplesmente oraram a “Deus”, nem sequer conhecendo seu nome pessoal, Jeová. Oraram, em geral, pedindo conhecimento sobre Deus, revelando um desejo de servi-lo, e suas orações foram ouvidas, em inúmeros casos. — Atos 17:26, 27.
À medida que tais pessoas sinceras progrediam em conhecimento do verdadeiro Deus, porém, harmonizavam suas orações de acordo com tal conhecimento. Assim como aprenderam a usar o nome de Deus, Jeová, também aprenderam a usar seu canal de oração, Jesus Cristo. Isto reflete sua humildade, uma qualidade que Deus aprova.
Humildade? Sim, porque exige humildade de nossa parte admitir que somos pecadores, imperfeitos. Não cogitaríamos pedir uma audiência ao governante de nosso país se estivéssemos sujos ou maltrapilhos, não é mesmo? Do mesmo modo, uma pessoa humilde compreende que não tem o direito a uma audiência direta com Deus, achando-se num estado impuro e imperfeito. Assim, pessoas humildes são gratas de que o Filho de Deus, limpo e perfeito, está desejoso de os representar perante o Pai. São gratas de poderem dirigir suas preces a Jeová, em nome de Jesus Cristo.
O importante ao orar a Jeová Deus não é necessariamente nossa localização ou postura, nem nossa aparência exterior. Não é necessário pagar, de modo que alguém mais “santo” do que nós possa orar por nós, visto que todos os homens são imperfeitos e impuros aos Seus olhos. (Rom. 3:23) O que procura Deus? “Olharei, pois, para este”, diz Jeová, “para o atribulado e para o contrito no espírito e que treme da minha palavra”. — Isa. 66:2.
Significa isto que se quisermos mais dinheiro ou sucesso nos exames, a única coisa que temos a fazer é transportar as nossas orações a Jeová Deus, orando em prol de tais coisas, em nome de Jesus Cristo? Não. Normalmente, um policial não o ajudaria a violar a lei, não é mesmo? De igual modo, Deus logicamente não o ajudará a menos que aquilo em prol do que ora esteja em harmonia com a Sua vontade. De outro modo, Deus estaria sempre se contradizendo.
“Segundo a Sua Vontade”
A Bíblia diz claramente o seguinte: “Não importa o que peçamos segundo a sua vontade, ele nos ouve.” (1 João 5:14) Isto é assim porque Jeová é um Deus de justiça. Suas leis naturais, tais como a da gravidade, refletem isto, pois ela é aplicada igualmente a qualquer um. Se você não estudar para um exame, seria justo da parte de Deus intervir e fazer com que tire melhores notas do que os outros que estudaram? Realmente, não seria justo para com os demais estudantes, seria?
As coisas básicas em prol das quais Deus espera que oremos, estão inseridas na seguinte Oração-Modelo, dada por Jesus Cristo. Observe as prioridades nela: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra. Dá-nos hoje o nosso pão para este dia; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores. E não nos leves à tentação, mas livra-nos do iníquo.” — Mat. 6:9-13.
Jeová Deus espera que as pessoas que oram a ele estejam mais preocupadas com a vontade e os propósitos dele, do que com seus próprios alvos e ambições. Isto é apenas razoável, visto que Deus sabe o que é melhor para todos nós. Não há nada de errado em orar em prol de coisas materiais, o ‘pão de cada dia’, mas nada se menciona sobre orar em prol de riquezas. As pessoas ricas, em geral, não se preocupam com Deus. Observe que Deus se agrada de orações que mostram preocupação por ele e seus propósitos em primeiro lugar, e os nossos em segundo. Tais orações são muito raras, hoje em dia.
Existe alguma evidência de que tais orações são verdadeiramente ouvidas e atendidas, hoje em dia? Realmente, vale a pena orar?
[Nota(s) de rodapé]
a “Deus”, em japonês.
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Vale a pena orar?Despertai! — 1981 | 8 de maio
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Vale a pena orar?
DEUS sempre aprovou orações tais como esta: “Ensina-me os teus regulamentos.” (Sal. 119:68) Numerosos exemplos modernos ilustram que ele está muito interessado em responder a tais orações.
Uma senhora japonesa idosa oferecia diariamente arroz, água e incenso em seu kamidana, ou altar do ‘deus’ xintó. Certo dia, enquanto juntava as palmas das mãos, pensou: “Se existe um verdadeiro Deus, mostre-me quem és, antes de eu morrer”.
Mal acabara de completar sua oração quando a porta se abriu (no Japão é costumeiro abrir a porta e chamar) e uma voz clamou: “Dá licença, por favor!” Quando a senhora idosa dirigiu-se até a entrada da casa, a visitante polidamente disse-lhe que viera falar com ela a respeito do “verdadeiro Deus”. A oração dela fora ouvida e atendida! Ela começou a estudar a Bíblia e agora já aprendeu muita coisa sobre Jeová, o vivente Criador e Ouvinte de oração.
Para Jeová, não é incomum atender orações sinceras pedindo conhecimento a respeito Dele, antes mesmo de o peticionário terminar seu pedido. Na Europa, um homem fazia, em seu apartamento, tal pedido fervoroso quando ouviu uma batida à porta. Correu em sua direção e abriu-a animadamente. Uma pessoa que passava em frente bateu acidentalmente com a pasta na porta e continuou andando.
O morador chamou os dois homens, no corredor. Ele não falava fluentemente o idioma do país, mas os dois homens falavam sua língua nativa. E o que era mais, eram instrutores da Bíblia! Haviam entrado naquele prédio a fim de visitar outra pessoa que não estava em casa, naquele dia. Supercontente, o dono da casa combinou, ali mesmo, iniciar um curso da Bíblia. Sua oração a Deus, pedindo conhecimento, fora respondida, sem dúvida. Nem todas as respostas às orações chegam com tanta rapidez, mas Deus deveras ouve e atende aos que desejam sinceramente conhecer a ele e seus requisitos.
É seu desejo conhecer mais a respeito do verdadeiro Deus, o Criador de todas as coisas? Estaria disposto a fazer Sua vontade se lhe fosse revelada? Esta mesma revista bem que pode ser a resposta às suas orações. Por entrar em contato com os editores dela, ou com uma das Testemunhas de Jeová, você também poderá providenciar obter respostas às suas perguntas sobre Deus.
Outro tipo de oração que Deus aprova é pedir ajuda para fazer a vontade dele. O salmista Davi deu testemunho de que suas orações foram atendidas: “Esperei resolutamente em Jeová, e por isso me inclinou seu ouvido e ouviu meu clamor por ajuda.” Por quê? Considere o desejo de Davi: “Agradei-me em fazer a tua vontade, ó meu Deus.” — Sal. 40:1, 8.
Um assalariado necessitava ausentar-se do serviço a fim de participar num curso para treinamento de anciãos cristãos. Era uma época do ano com muito serviço na firma e ele achava que seria impossível conseguir dispensa do trabalho, mas orou a Jeová Deus pedindo orientação e dirigiu-se ao escritório do gerente, fazendo o pedido. Ficou agradavelmente surpreso quando o gerente disse: “Sim você pode faltar; o plano parece bom.”
Em Hocaido, no Japão, um cristão que era carpinteiro experiente achou que poderia fazer a vontade de Deus por ajudar num projeto cristão de construção. Havia muita necessidade de carpinteiros naquela fase do projeto, mas este homem tinha muitas responsabilidades familiares. Animado pela esposa, orou a Jeová pedindo ajuda para resolver as coisas.
Este homem tinha um negócio doméstico, que consistia em fazer e vender tofu (queijo de soja, que é muito comum no Japão). Enquanto ele estava fora da cidade ajudando na construção, quem entregaria o tofu aos fregueses? Este problema foi resolvido, quando um homem veio até a casa dele, querendo saber se a família sabia onde poderia arranjar emprego. “Você tem carteira de motorista?” perguntou-se a ele. “Sim”, foi a resposta. “Neste caso tem um emprego aqui mesmo.”
Mas quem supervisionaria a fabricação e embalagem do tofu? Seus três filhos puseram mãos à obra e fabricaram tofu bem cedinho pela manhã, durante sua ausência. Até mesmo o garotinho de cinco anos ajudou, colocando os pedaços coagulados em saquinhos de plástico. De fato, ele empacotou centenas! de pedaços sem quebrar nenhum, algo que até mesmo um adulto experiente acha difícil de conseguir!
A esposa do homem estava antes preocupada com certos problemas de saúde, mas estes desapareceram na sua ausência. Em suma, à medida que este homem orava para fazer a vontade de Deus, e agia em harmonia com as suas orações, todos os obstáculos foram removidos.
Respostas às Suas Orações
Estão suas orações sendo respondidas? Acha que chegou realmente a conhecer a Deus? Tem sua vida o profundo sentido de propósito e significado que deveria ter? Tem orado pedindo a ajuda de Deus para conhecer e fazer a vontade dele? Se for assim, suas orações serão atendidas.
Mas o que fará concernente a isto? Orar a Deus pedindo sua orientação é uma coisa. Aceitar a orientação dele quando sua oração é atendida, é outra coisa. Jesus ilustrou isto por dizer que certo homem dirigiu-se ao filho e disse: “Filho, vai trabalhar hoje no vinhedo.” Em resposta, o filho disse: “Irei, senhor”, mas não foi. — Mat. 21:28-32.
Muitas pessoas hoje prestam a Deus um louvor da boca para fora, mas não querem realmente fazer Sua vontade. Querem que Deus as sirva, mas elas não estão interessadas em servir a Deus. Querem ajuda nos exames, ou dinheiro, ou boa sorte, não para que assim possam servir melhor a Deus, mas apenas por razões egoístas. (Tia. 4:3) As respostas que Deus dá em harmonia com sua vontade, preferem ignorar.
Por outro lado, se for um dentre a minoria de pessoas atualmente que deveras deseja conhecer a Deus, agradá-lo, ver Sua vontade ser feita em toda a terra — neste caso poderá estar certo de que ele responderá favoravelmente às suas orações. As Testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo a aprender mais a respeito do verdadeiro Deus, o Ouvinte de oração. E ele lhe provará, se você o permitir, que vale a pena orar.
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