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  • A crescente crise do petróleo
    Despertai! — 1974 | 8 de julho
    • Para ilustrar: durante 1973, calcula-se que os Estados Unidos gastaram cerca de US$ 7 bilhões com importações de petróleo. Em 1975, os economistas esperam que isto ascenda a US$ 15 bilhões. Em 1980, afirma James Akins, embaixador estadunidense na Arábia Saudita, o custo do petróleo importado “seria de mais de 40 bilhões de dólares por ano de vazão”. Tais estonteantes pagamentos seriam muito difíceis de ser feitos. Poucos peritos acham que os Estados Unidos conseguiriam exportar bastantes produtos para pagar isso tudo. Torna-se evidente, então, por que o problema do petróleo é chamado de crise.

      A situação não difere muito para o Canadá, a Europa ocidental e o Japão. Todas essas nações terão crescentes dificuldades em pagar as estonteantes quantidades de petróleo que terão de importar nos próximos anos.

      Todavia, e se tais nações não puderem pagar esse petróleo, ou, por alguma razão, as entregas forem reduzidas? Então, a forma de vida industrial da América do Norte, da Europa ocidental e do Japão, como a conhecemos hoje, terá de mudar drasticamente.

      Visto que a União Soviética dispõe de grandes reservas de petróleo, não se vê confrontada com tais escassezes. Ela, junto com os menores campos de petróleo da Romênia, pode suprir as nações comunistas da Europa oriental. Assim, a União Soviética e seus amigos estão em boa situação. Também estão as nações árabes e muçulmanas do Oriente Médio e da África do Norte, e seus amigos.

      Mas, este não é o caso da América do Norte, da Europa ocidental e do Japão. Já têm problemas em conseguir suficiente petróleo, e esse problema só tende a aumentar nos próximos anos. O que isso realmente significa é que toda pessoa que vive nestes países sofrerá o impacto disso em sua vida, de uma forma ou de outra. O custo das coisas, o inteiro modo de vida naquelas nações, jamais voltará a ser o mesmo.

  • O que sabe sobre a oração?
    Despertai! — 1974 | 8 de julho
    • O que sabe sobre a oração?

      PRATICAMENTE todo o mundo ora, embora alguns não o façam com tanta freqüência. Muitas vezes a oração é deixada como o último recurso — para ser usada depois que tudo o mais falhou.

      Por exemplo, na Segunda Guerra Mundial, disse-se: “Não há ateus nas balsas salva-vidas.” Quando o avião caía no mar, o rádio não operava, a terra distava milhares de quilômetros, as provisões estavam quase esgotadas, e não havia nenhuma ajuda em vista — quando todas as outras fontes de ajuda se haviam esgotado — então os homens levantavam os olhos para o alto e oravam.

      Mas, será só para isso a oração? É a oração um último recurso, a ser tirado do fundo da mente depois que tudo o mais falhou?

      Não é só para isso que serve a oração bíblica. A Bíblia apresenta a oração como o meio pelo qual devemos freqüentemente falar a Deus — não apenas quando em situação desesperadora. É um meio de pedir Suas bênçãos, e também de expressar nossos agradecimentos pelas provisões que Ele faz — tanto espirituais como materiais.

      A oração se baseia na convicção de que Deus existe, ouve e responde. Na Bíblia, é chamado de “Ouvinte de oração”. (Sal. 65:2) A Bíblia mostra que o homem pode aproximar-se de Deus. Devíamos esperar que Deus ouvisse as orações corretas, pois ele próprio manda a seu povo que ore, e sua Palavra fornece muitos exemplos de orações aceitáveis. (2 Crô. 7:12-16) Diz-nos que Jesus, tanto por palavras como por exemplo, mostrou a necessidade da oração.a Se o Filho de Deus reconheceu tal necessidade de orar, quanto mais nós precisamos fazer isso.

      O ato de orar a Deus subentende o apego a Ele. Destacado dicionário bíblico indica, a respeito dos primitivos tempos bíblicos: “O israelita devoto daqueles dias cria profundamente em Deus, e talvez fosse mais intimamente cônscio Dele” do que muitos hoje. — A Dictionary of the Bible, James Hastings, Volume IV, página 41.

      Os israelitas fiéis sabiam que Jeová deveras existe, e agia em benefício deles. O salmista, confiante na direção e ajuda de Jeová, cantou: “Faze-me saber os teus próprios caminhos, ó Jeová; ensina-me as tuas próprias veredas. Faze-me andar na tua verdade e ensina-me, pois tu és o meu Deus de salvação. Em ti esperei o dia inteiro.” “Deus é para nós refúgio e força, uma ajuda encontrada prontamente durante aflições.” (Sal. 25:4, 5; 46:1) Disse o apóstolo cristão Paulo: ‘De fato, [Jeová] não está longe de cada um de nós.’ — Atos 17:27.

      Que Orações São Respondidas?

      Que a oração correta é respondida é uma verdade bíblica aceita. No entanto, a Bíblia é igualmente enfática em afirmar que nem todas as orações são respondidas.

      Muitos oram por motivos errados — para ganhar um prêmio numa rifa ou numa competição, para conseguir grande pedido comercial, ou para vencer uma aposta ou competição esportiva. Será de admirar que tais orações não sejam respondidas?

      Lembra o discípulo Tiago: “Pedis, e ainda assim não recebeis, porque estais pedindo com propósito errado, para que o possais gastar nos vossos desejos ardentes de prazer sensual.” — Tia. 4:3.

      Os praticantes das religiões não-bíblicas amiúde consideram sua adoração como espécie de “mágica” que faz com que seu deus satisfaça o adorador em tudo que ele deseja. Mas, o Criador não é como o gênio da fábula da lâmpada de Aladim, esperando satisfazer as ordens do homem.

      É verdade, certamente, que Jesus disse a seus seguidores: “Se pedirdes ao Pai qualquer coisa, ele vo-la dará em meu nome.” (João 16:23) No entanto, Jesus falava a seus seguidores. As coisas que eles pediriam se limitavam ao que aprenderam dele, e pelo seu conhecimento dos propósitos de Deus.

      “Qualquer coisa”, evidentemente, não incluía as coisas que sabiam, ou tinham motivos de crer, que não agradavam a Deus, ou as coisas que não se harmonizavam com Sua vontade. Se nossos pedidos hão de ser concedidos, têm de agradar a Deus. Não devemos pedir coisas injustas, ou as contrárias à vontade revelada de Deus. Declarou o apóstolo João: “Esta é a confiança que temos nele, que, não importa o que peçamos segundo a sua vontade, ele nos ouve.” — 1 João 5:14.

      Mas, às vezes, até as orações dos servos de Deus não são respondidas. A oração de Moisés de entrar na terra de Canaã não foi respondida. A oração do rei Davi em favor do filho de Bate-Seba não foi acatada. A oração do apóstolo Paulo de se ver livre de seu “espinho na carne” ficou sem resposta. Para serem ouvidas, as orações têm de harmonizar-se com os propósitos de Deus! Assim, então, mesmo deixar de se compreender o propósito de Deus num assunto pode resultar numa oração sem resposta. — Deu. 3:23-27; 2 Sam. 12:16, 22; 2 Cor. 12:7-9.

      Para serem aceitas por Deus, as orações precisam ser feitas através do canal que Ele reconhece. Jesus disse: “Ninguém vem ao Pai senão por mim.” Jesus também afirmou que as orações deveriam ser apresentadas ‘em seu nome’. (João 14:6; 16:23) Assim, nossas orações devem reconhecer que o valor do sacrifício da própria vida humana de Jesus torna possível nos aproximarmos de Deus em oração, e que há “um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus”. — 1 Tim. 2:5.

      Outros Requisitos

      Também, para que nossas orações sejam respondidas, temos de ser obedientes a Deus. Lembra-nos o livro de Provérbios: “Quem desvia seu ouvido de ouvir a lei — até mesmo sua oração é algo detestável.” Quando o povo fora desobediente a Deus, escreveu o profeta Jeremias: “Quando clamo por socorro e clamo por ajuda, ele realmente dificulta a minha oração.” — Pro. 29:9; Lam. 3:8.

      Uma razão para Jeová retirar seu favor foi declarada ao antigo Israel. Também se aplica à cristandade hodierna. Deus disse: “Visto que este povo se aproxima com a sua boca, e eles me glorificam apenas com os seus lábios e removeram seu próprio coração para longe de mim, e seu temor para comigo se torna mandamento de homens, que está sendo ensinado.” — Isa. 29:13.

      Atualmente, as igrejas da cristandade chegam perto de Deus com a boca, e glorificam-no com seus lábios, mas seus corações não as motivam em realidade a ajustar-se a Seus modos de agir. Exemplificando: põem de lado as elevadas normas morais da Bíblia, e aceitam com aprovação as pessoas que praticam a fornicação, o adultério e atos homossexuais — tudo o que é proibido nas Escrituras. (Veja Levítico 18:22; 1 Coríntios 6:9, 10.) Ademais, ensinam ‘mandamentos de homens’ como doutrinas. Entre estes se acham seus ensinos da imortalidade da alma, e do tormento no inferno de fogo, bem como outras doutrinas pagãs que adotaram de fontes humanas antibíblicas.b

      Em vista das palavras de Jeová, por meio de Isaías, apenas as pessoas que retornam aos modos de agir e aos ensinos de Jeová, assim achegando seus corações a Ele, podem esperai que suas orações sejam favoravelmente ouvidas. Escreveu o apóstolo João: “Tudo o que pedimos, recebemos dele, porque estamos observando os seus mandamentos e estamos fazendo as coisas que são agradáveis aos seus olhos.” — 1 João 3:22.

      Que Posição Assumir

      Nenhuma posição especial ao se orar é mais “santa” do que outra. A Bíblia fala de pessoas ficarem em pé para orar, de erguerem suas mãos para o céu, de se ajoelharem, e até mesmo de se prostrarem, com o rosto em terra, como os súditos se prostravam perante um rei. Algumas posições mostram humildade, porém, as muitas circunstâncias diferentes em que as orações eram feitas nos tempos bíblicos mostram que nenhuma posição específica, quer das mãos, quer do corpo, é exigida. — Mar. 11:25; 1 Reis 8:22; Luc. 22:41; Nee. 8:6.

      Ao passo que a posição do nosso corpo não é importante, nossa atitude mental é. O fervor de coração é exigência se nossas orações hão de ser ouvidas com favor por Deus. “Retornai a mim de todo o vosso coração”, disse Jeová. (Joel 2:12, 13) Diante dele, não podemos pretender ter nenhum mérito, nenhuma base para congratularmos a nós mesmos, nenhum direito de exigir. Sua bondade não é algo que merecemos. Jesus aprovou o humilde coletor de impostos que disse simplesmente: “Ó Deus, sê clemente para comigo pecador.” — Luc. 18:9-14.

      Onde e Quando Poderá Orar?

      Exemplos relatados na Bíblia mostram que se pode oferecer uma oração em qualquer lugar, em qualquer ocasião. Os hebreus compreendiam que “Jeová está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em veracidade”. — Sal. 145:18.

      O servo de Abraão orou quando sucedeu estar junto a um poço na Mesopotâmia. Daniel orava em seu quarto. O apóstolo Pedro orava sozinho, no terraço plano duma casa do Oriente Médio. Jesus orava em público, em particular, na quietude do jardim de Getsêmani, e numa montanha. — Gên. 24:10-14, 26, 27; Dan. 6:10, 11; Atos 10:9; Mat. 26:36; Mar. 6:46.

      Pode-se fazer silenciosa oração quando na presença de outros, embora eles não saibam. O servo de Abraão orou em silêncio, ‘falando em seu coração’. Ana orou quando “falava no seu coração”, de modo que “não se ouvia a sua voz”. Assim, Deus pode ouvir nossas orações silenciosas. — Gên. 24:45; 1 Sam. 1:13.

      Tais exemplos mostram ser possível íntima comunhão com o Criador. Não há necessidade de se marcar uma ocasião para se achegar a Deus em oração. Não se precisa aderir a nenhuma tabela. Podemos orar a qualquer tempo. Davi invocava a Jeová “o dia inteiro”. Incentivou o apóstolo Paulo: “Persisti em oração”; “orai incessantemente”. — Sal. 86:3; Col. 4:2; 1 Tes. 5:17.

      Crie caloroso apreço pelo privilégio de orar. Sinta o vigor espiritual que lhe fornece. O privilégio de orar jamais deve ser encarado levianamente. Não deve ser reservado como o último recurso, a ser empregado apenas quando tudo o mais falhou. Antes, a oração deve ser parte de nossa vida diária. A oração em particular, a oração familiar, e a oração congregacional, irão fortalecê-lo nestes tempos atribulados. Falar a Deus por meio da oração traz-nos Sua paz, promove o fluxo de seu espírito santo e nos ajuda a ter confiança em Suas bênçãos para um futuro eterno de vida em sua insta nova ordem.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Como exemplos, veja os seguintes trechos bíblicos: Marcos 1:35; 14:35, 36; Lucas 6:12; 11:1; 23:48; João 17:1-26.

      b Para conhecer o ensino da Bíblia sobre se a alma morre e se o homem continua ou não cônscio após a morte, veja Ezequiel 18:4, 20 e Eclesiastes 9:5, 10. Estes e muitos outros pontos em que a moderna doutrina religiosa e a Bíblia discordam são considerados no livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna.

  • Orações que resultaram numa família unida
    Despertai! — 1974 | 8 de julho
    • Orações que resultaram numa família unida

      ● Às vezes a situação duma pessoa parece desesperadora. Todavia, as orações das pessoas de coração honesto as têm levado a obterem alegria na adoração verdadeira. Uma senhora em Chicago, Illinois, EUA, relata:

      “Meu marido começou a beber muito e, sob a influência do álcool, começou a espancar a mim e as crianças. As coisas ficaram tão ruins que pensei que iria ficar louca. Certo dia, quando me sentia muito deprimida, orei a Deus, dizendo: ‘Ó Deus, ajuda-me por favor, porque estou prestes a ficar louca.’”

      Nessa mesma semana, as testemunhas de Jeová a visitaram, mas, pensando que eram fanáticas, a senhora as mandou embora. Mais tarde, contudo, esta senhora obteve um de seus compêndios bíblicos, “Coisas em Que É Impossível que Deus Minta”. Ela o leu em uma só noite e reconheceu que era a verdade. Vendo na rua a Testemunha que havia deixado o livro com ela, pediu-lhe que a visitasse. Isto resultou em ela se tornar uma testemunha batizada de Jeová. Mas, por vários anos depois disso, ela sofreu maus tratos físicos e mentais por parte de seu marido. Durante todo esse tempo, continuou orando a Deus, pedindo forças. Por fim, por meio do excelente exemplo dela em sua conduta cristã, o marido dela começou a mudar. Agora, a família toda se acha unida na adoração verdadeira.

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