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  • Chegue-se ao ouvinte de oração
    A Sentinela — 1976 | 1.° de janeiro
    • melhor e se importa mais está sempre apercebido de nossas necessidades, embora variem grandemente com relação aos que vivem nas diversas partes do mundo. Em sentido figurado, ‘Jeová está perto de todos os que o invocam em fé’, e se apressa a responder às suas necessidades de ajuda. — Sal. 145:18.

      11. (a) Conhece Deus as nossas necessidades? (b) Então por que devemos orar por elas?

      11 Ao invocarmos Aquele cujos ouvidos estão atentos às orações dos justos, somos lembrados de que se apercebe plenamente do que precisamos, mesmo antes de o pedirmos. Seu próprio filho declarou a respeito do alimento, da bebida e da vestimenta: “Vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas.” (Mat. 6:32) Mas, embora Deus tenha todo o conhecimento e percepção dessas coisas, quer que lhe peçamos nossas necessidades e desejos. Em vista do convite permanente de se chegar a ele, mostraria falta de apreço adotar o conceito de que não devemos incomodá-lo com pedidos de nossas necessidades diárias. Como guardião do homem, o “Deus de vista” fixa os olhos nos bons tanto quanto nos maus na terra, e ele não abandona os que o amam, de modo a obrigá-los a resolverem sozinhos todos os seus problemas. De fato, Jeová Deus deve gostar de ouvir os que confiam nele, ao lhe dizerem nas suas próprias palavras que o reconhecem qual seu Pai e refúgio, e fonte de sua força. — Gên. 16:13; Sal. 46:1; Pro. 15:3.

      12. (a) Como encaram alguns erroneamente a oração? (b) Por que, porém, é proveitoso orar?

      12 Os que têm pouca fé talvez achem que Deus esteja ausente, tendo deixado a humanidade entregue a si mesma. Ou talvez pensem que a oração é apenas uma forma de enganar a si mesmo. Outros talvez pensem que é uma ajuda ou muleta psicológica, a fim de manter a pessoa numa disposição mental pacífica, desenvolvendo seus pensamentos em linhas espirituais. No entanto, há muito mais envolvido do que uma sensação emocional. Não está falando consigo mesmo, mas se está dirigindo ao Pai celestial, vivente, que pode “fazer mais do que superabundantemente além de todas as coisas que peçamos ou concebamos”. (Efé. 3:20) Quando é preciso tomar decisões, grandes ou pequenas, é o espírito e a direção de Jeová que podem abrir o caminho a tomar. Embora Deus seja autosuficiente e, não lhe faltando nada, tem muita empatia para com as necessidades dos de seu povo, e eles são bem-vindos a ‘lançar sobre ele toda a sua ansiedade da vida cotidiana, porque tem cuidado deles’. — 1 Ped. 5:7.

      A ORAÇÃO PRODUZ RESULTADOS

      13. Como funcionou a oração para Elias?

      13 Foi por meio dum profeta de Israel que se ilustrou a força e eficácia da oração. Depois de se anunciar o próximo fim duma longa seca em Israel, Elias orou no cume do monte Carmelo, pedindo que chovesse novamente. Daquele lugar, seu ajudante viu a oração respondida — primeiro uma pequena nuvem, precursora da chuva, e depois o aguaceiro que seguiu. O escritor bíblico Tiago, trazendo à atenção este acontecimento da história, comenta a capacidade de Jeová, de responder às orações de seus servos, que oram segundo o propósito dele. Lemos: “A súplica do justo, quando em operação, tem muita força.” — Tia. 5:16-18; 1 Reis, capítulos 17, 18.

      14. Por que se deve persistir em orar pelas necessidades?

      14 O Pai da família humana providenciou que todos se mantivessem em contato com ele, dia e noite, como alguém realmente interessado no bem-estar e na felicidade deles. Os pais apreciam quando seus filhos recorrem a eles sempre em busca do que necessitam; tanto mais Jeová, que sabe como prover para os que persistem nas suas petições a ele. Salientando o mesmo ponto, Jesus deu aos seus discípulos uma ilustração ‘a respeito da necessidade de sempre orarem e de nunca desistirem’. (Luc. 18:1-8) Se pedir repetidas vezes o que precisa, mostra assim sua preocupação, e, quando suas orações são respondidas, sua persistência é recompensada.

      15. De que valor é a oração durante oposição?

      15 A interferência na divulgação das boas novas invariavelmente afeta os portadores delas mais cedo ou mais tarde. Podem resultar sofrimento e perseguição, assim como Cristo Jesus passou por tais coisas. Está escrito: “Todos os que desejarem viver com devoção piedosa em associação com Cristo Jesus também serão perseguidos.” (2 Tim. 3:12) No entanto, a oração e a súplica a Deus, junto com amor a ele e confiança nele, ajudam as testemunhas cristãs de Jeová no seu proceder de fidelidade, venha o que vier. (Sal. 34:15) O conselho em Romanos 12:12 é: “Perseverai em tribulação”, e, ao mesmo tempo, “persisti em oração”.

      16, 17. (a) Como podemos mostrar preocupação com nossos irmãos quando sofrem perseguição? (b) Por sua vez, o que mostra isso da parte de quem pede?

      16 Ocasionalmente se impõem proscrições para impedir a pregação das boas novas, resultando em processos nos tribunais, em perseguições e às vezes em encarceramentos para os pregadores. Quando ouvimos falar de tais coisas, sentimos profundamente por nossos irmãos, que se mantêm firmes, não transigindo nem mesmo para obter alívio temporário. Podemos ser fortalecidos pela atitude esplêndida deles a favor da justiça, sob pressão, e eles, por sua vez, podem ser encorajados e ajudados pelas nossas orações. Sim, é correto orar a favor dos em posições governamentais, para que os cristãos possam seguir sua vida e atividade cristã, sem interferência. — 1 Tim. 2:1, 2.

      17 Quando nossos irmãos estão em dificuldades, como num caso notório num tribunal, podemos refletir nossa preocupação por nossa persistência na oração por eles. É evidente que Deus permite que os suplicantes demonstrem a profundeza de seu amor, a genuinidade de sua motivação, ao pedirem alívio. A distância ou os muros duma prisão não anulam sua súplica. Não há dúvida de que as Escrituras mostram que a persistência na oração pode produzir alívio para os em situação difícil. — 2 Cor. 1:8-11.

      PACIÊNCIA E PERSEVERANÇA EM ORAÇÃO

      18. Por que é a paciência vital na oração?

      18 Mas, sempre precisamos reconhecer a necessidade de esperar por Jeová, para ele responder às orações relativas a proscrições e perseguições. A aparente demora, às vezes, da parte de Deus não deve ser considerada como incapacidade de atuar a favor daqueles que ama. É possível que não seja seu tempo para dar vitória num processo judicial ou alívio de outros modos, porque talvez se possa dar um testemunho ainda maior do reino de Deus, se o alívio vier mais tarde. Nunca classifique a Deus de “vagaroso”, mas reconheça que ele tem seu ‘tempo devido’ para tudo. No ínterim, pode prover proteção angélica. Pode-se tirar também consolo do que o apóstolo Pedro disse: “Jeová sabe livrar da provação os de devoção piedosa, mas reservar os injustos para o dia do julgamento . . . Jeová não é vagaroso com respeito à sua promessa, conforme alguns consideram a vagarosidade.” (2 Ped. 2:9; 3:9) Sim, de fato, o Ouvinte de oração pode fortalecer os que são pacientes e se apegam a fazer a vontade dele.

      19. (a) Devemos orar pedindo que Deus impeça a perseguição? (b) O que poderá Jeová sempre fazer, se quiser?

      19 O poder da oração que intercede por outros não deve ser desconsiderado, quer feita individualmente, quer por muitos. Jeová não é obrigado a agir pelo mero peso do número dos que oram. A súplica daqueles que pedem é que se faça a vontade de Jeová, e têm interesse unido e preocupação amorosa na ajuda e proteção de seus co-pregadores das boas novas. Pode ser que seja da vontade de Deus trazer alívio dum modo não previsto pelos envolvidos. Estribe-se confiantemente no seguinte fato: Jeová apoiará os que mantiverem a integridade sob dificuldades!

      20. Devemos achar que nossas súplicas por outros sejam em vão?

      20 Por isso, nunca se deve pensar que as súplicas que se fazem sejam em vão ou que talvez não se tenha orado exatamente na maneira certa para ajudar os perseguidos. O que Deus faz em resposta é o que deveríamos ter pedido, se tivéssemos sabido como fazê-lo. (Rom. 8:26, 27) Cada um deve confiar em que, com o decorrer dos séculos, o poder de Jeová não diminuiu, nem ficou ele surdo, incapaz de ouvir as orações de seus adoradores.

      FRANQUEZA NA ORAÇÃO

      21. (a) Por que não nos devemos refrear de orar? (b) Que qualidades excelentes nos atraem a Jeová?

      21 Aquele em quem o amor de Deus alcança sua plena expressão sente-se livre para se chegar a ele em plena confiança. Por que se refrearia alguém de fazer uma oração de agradecimento, louvor ou pedido a um Deus com tantas qualidades maravilhosas, inclusive misericórdia, longanimidade e benevolência? (Sal. 36:7) Ao obterem perspicácia quanto a estas qualidades de Sua personalidade, os imperfeitos deviam criar coragem para se chegar a Jeová, o “Deus da glória”, com qualquer assunto e pedir ajuda em fazer a vontade divina dele. (Atos 7:2) Visto que vivemos no meio dum mundo frio e egoísta, quão animador é para nós chegar-nos e orarmos a um pai que é compassivo e tem misericórdia de nós quando estamos em dificuldades ou em desvantagem. Conforme ele mesmo declarou a Moisés: “Jeová, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade.” — Êxo. 34:6.

      22. Que motivo adicional há para se chegar francamente a Jeová?

      22 Há também um motivo adicional para nos chegarmos a tal Deus com franqueza no falar na oração, desde que aprendemos o papel desempenhado por Cristo Jesus neste arranjo. O apóstolo Paulo fixa nossa atenção nele, nestas palavras de Hebreus 4:15, 16: “Pois temos por sumo sacerdote, não alguém que não se possa compadecer das nossas fraquezas, mas alguém que foi provado em todos os sentidos como nós mesmos, porém sem pecado. Aproximemo-nos, portanto, com franqueza no falar, do trono de benignidade imerecida, para obtermos misericórdia e acharmos benignidade imerecida para ajuda no tempo certo.” Sabendo que ele sofreu as mesmíssimas coisas que temos de enfrentar e suportar, sabemos avaliar quão compreensivo ele pode ser e de quanta ajuda para nós, ao passo que nós, criaturas pecadoras, nos esforçamos a ser reconciliados com Deus, por meio dele, como nosso redentor e mediador. — Heb. 7:25.

      23. (a) Por que se sentiu Jesus à vontade de falar com seu Pai? (b) Especialmente em que ocasiões orava ele?

      23 Jesus sentiu-se à vontade para se comunicar com seu Pai no céu, quando esteve na terra. Naquele tempo, quando esteve muito longe da presença de Jeová, podemos imaginar quanto ele se agradou em falar com Deus por meio da oração. Teve assuntos importantes a dizer a Deus, e, por isso, foi a lugares solitários que contribuíram para a meditação. Todas as narrativas evangélicas revelam a Jesus como homem de oração — orou no seu batismo; também quando alimentou multidões; novamente, antes de escolher seus apóstolos; também na ceia comemorativa e na estaca de tortura. Nestas e em outras ocasiões, Jesus comunicou-se com seu Pai celestial. Quis agradar a seu Pai em todas as coisas e fazer a vontade Dele, não a sua própria. (João 5:30) Prosseguiu com sua obra designada, sabendo que suas súplicas e petições eram ouvidas favoravelmente. (Heb. 5:7-10) Nunca transigiu para evitar perseguições, mas levou uma vida de integridade, defendendo a soberania de Jeová. Em resultado, até mesmo criaturas celestiais o proclamaram digno da honra e da glória que alcançou. — Rev. 5:11, 12.

      24. Para tornarmos nosso caminho bem sucedido, que poderemos fazer?

      24 Que belo exemplo para todos os cristãos seguirem é tal Líder e Amo, que fez seu caminho bem sucedido por meio da oração! Todos os que querem ser bem sucedidos assim como ele devem imitar o exemplo deste que estava muito ansioso de fazer cada dia o que seu Pai queria que fizesse. Falando a Deus de coração, pedindo a força e apoio para fazer a vontade divina, ajuda o peticionário a andar e a falar dum modo agradável ao Criador. Achegar-nos a Deus, implorar-lhe num espírito de dependência e buscar sua orientação pode ser um alívio revigorante para nós. Somos exortados a lançar todas as nossas ansiedades sobre Deus. (1 Ped. 5:7) O conselho de Jesus, conforme se deve lembrar, era o de orar e de não desistir de pedir a Deus tudo o que talvez necessitemos. — Luc. 18:1-7.

      CONTINUE A ORAR

      25. Como poderá mostrar uma atitude de espera?

      25 Dar a avaliação correta à comunicação com Jeová ajudará o suplicante a manter o proceder justo, ao mesmo tempo não esperando uma resposta espetacular a cada pedido. De fato, talvez se tenha de usar de muita paciência, quando em provação ou castigo, à espera duma resposta. Nunca se deve subestimar o poder da oração, mas, antes, deve-se mostrar uma “atitude de espera”, em expectativa confiante, conforme expresso pelo profeta Miquéias, de que “meu Deus me ouvirá”. — Miq. 7:7.

      26, 27. (a) Como poderá mostrar fé no poder da oração? (b) A que o deverá induzir seu amor a Deus?

      26 Depois de ter cometido algum mal, não é ocasião de se parar de implorar o favor de Deus, como se não se sentisse qualificado para orar. Não se deve ‘encobrir’ as transgressões que se comete. (Pro. 28:13) Se quiser misericórdia, diga a Jeová, seu Deus, quanto lamenta o que fez, talvez sem pensar, naquele momento. Depois de ter corrigido o assunto no melhor que puder, mostre que tem fé no poder da oração e na disposição de Deus, de perdoar, por pedir desculpas a ele. Assim poderá demonstrar confiança em que Jeová ouve seus clamores de ajuda e compreende o que realmente necessita. — Sal. 5:1, 2.

      27 Entende plenamente a importância do convite a pessoas de toda a carne, de se chegarem ao ouvinte de oração? Se alguém sentir de certo modo temor ou pavor de se chegar a Deus, não demonstra isso certa falta de amor a ele, até mesmo falta de apreço da provisão do resgate? Nossas imperfeições, certamente, não devem ser um impedimento para uma pronta aproximação ao Criador amoroso. De fato, o amor a Deus deve induzir-nos a expressar-nos francamente ao nosso misericordioso Criador. — 1 João 4:16-18.

      28. (a) De que modo podem os anciãos ser-lhe uma bênção? (b) Que exemplo há de alguém com graves pecados, que pediu a misericórdia de Deus?

      28 No entanto, a perda de confiança para invocar a Jeová em busca de ajuda pode acontecer. Pode ser que a má consciência ou algo que saiu errado na sua vida lhe tenha dado o sentimento negativo de se sentir indigno. Numa situação assim, há grave perigo se deixar de pedir a ajuda de Deus. Por que piorar a questão por deixar de orar? Para os que se refreiam de se dirigir a Deus por iniciativa própria e de falar-lhe francamente, as orações intercessoras dos anciãos na congregação podem ser uma bênção. Estes habilitados, na congregação, estão ali para ajudá-lo, caso ache que há uma “massa de nuvem” bloqueando sua aproximação a Deus e impedindo a passagem de suas orações. (Lam. 3:44) Foi a respeito da oração de uns pelos outros que Tiago escreveu: “A súplica do justo, quando em operação, tem muita força.” (Tia. 5:16) Tal pedido de ajuda é um arranjo amoroso de conselho e oração a favor dos que hesitam em derramar seu coração de iniciativa própria perante o Deus que é absolutamente justo, bom e santo. Por outro lado, o pecador que se chega pessoalmente a Deus pode ser realmente abençoado em rogar a Deus misericórdia. Funcionou para o Rei Manassés de Judá. Ele continuou a orar, e seu pedido foi finalmente ouvido. — 2 Crô. 33:12, 13.

      29. Por que devem todos ser honestos nas suas orações?

      29 Cabe a todos, sem exceção, ser francos e honestos com Jeová Deus, se quiserem que lhes conceda seu pedido. Por que tentaria alguém ocultar-lhe algo? Ele até mesmo ‘conhece o coração de todos’. Por isso, nunca tente enganá-lo. (Atos 1:24; Jer. 17:10) Nas suas orações, seja específico, franco, reconhecendo sinceramente seus pecados e erros contra seu Pai celestial. Tenha o profundo apreço que o leal Davi teve e peça que Deus o esquadrinhe e conheça seu coração. Suplique-lhe que dê ouvidos à sua oração e preste atenção aos seus rogos. (Sal. 139:23; 86:6) Lembre-se de que a oração do reto lhe é um prazer. Portanto, pense nos muitos motivos pelos quais deve continuar a orar francamente, confiante na expectativa de que Deus o ouça e ajude. — Pro. 15:8.

      30. A quem deverá chegar-se sem reservas?

      30 Há Alguém a quem se poderá chegar sem reservas. Ele é o “Ouvinte de oração”. Assim, por que não o torna feliz ao passo que, ‘por oração e súplica, junto com agradecimento, faz conhecer as suas petições a Deus’? (Fil. 4:6) Agindo assim, poderá prosseguir, sentindo o amor que Deus tem aos que se chegam a ele.

  • Seja constante na oração
    A Sentinela — 1976 | 1.° de janeiro
    • Seja constante na oração

      “Todo aquele que é leal orará a ti.” — Sal. 32:6.

      1, 2. (a) Por que nos devemos comunicar com Deus? (b) Como se mostra preferência pela vontade de Deus?

      NESTA era moderna, a maioria das pessoas parecem ter pouco ou nenhum tempo para Deus. Há muitas desculpas para não o tomarem em consideração na sua vida diária. No entanto, quando alguém afirma servir o Deus vivente e verdadeiro, deve lealmente comunicar-se com ele, recorrendo a ele, como aquele a quem servir e obedecer em tudo.

      2 Especialmente depois de alguém se ter comprometido de servir a Jeová Deus, deverá tomar a oração a sério. Em vez de encará-la como dever, deve usufruí-la como privilégio. Com preferência a fazer a vontade de Deus e em submissão teocrática a ela, orar-se-á: “Faze-me saber os teus próprios caminhos, ó Jeová; ensina-me as tuas próprias veredas. Faze-me andar na tua verdade e ensina-me, pois tu és o meu Deus de salvação.” — Sal. 25:4, 5.

      SINCERIDADE NA ORAÇÃO

      3. Como podemos ser sinceros em nossos pedidos a Deus?

      3 A sinceridade está envolvida quando fala ao Altíssimo, se espera que dê atenção aos seus pedidos. Devemos ser honestos na avaliação de nós mesmos, em toda a seriedade e de plena posse dos nossos sentidos. Para sermos leais aos modos justos de Deus, não atenuaremos nossos próprios hábitos errados ou atitudes questionáveis. Não é possível enganar Aquele com quem temos uma prestação de contas. (Heb. 4:12) Seria tolice orarmos de um modo e agirmos em desacordo com o pedido.

      4. O que devemos fazer para agradar ao Ouvinte de oração?

      4 Os que lealmente observam os mandamentos dele têm a garantia: “Os olhos de Jeová estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos às súplicas deles; mas o rosto de Jeová é contra os que fazem coisas más.” (1 Ped. 3:12) Se pedimos perdão, então temos de praticar o perdão, de coração. (Mat. 18:35) Se oramos pelo reino de Deus, devemos procurá-lo em primeiro lugar na nossa vida. (Mat. 6:10, 33) Se procuramos obter mais conhecimento bíblico de Deus, então além de orar por ele, devemos reservar tempo regular para estudar a sua Palavra, a Bíblia. Cheios do conhecimento exato, seremos ajudados a fixar a atenção nas coisas mais importantes, e teremos estas em mente, ao orarmos. — Fil. 1:9, 10.

      DEFESA DOS MODOS DE DEUS

      5. Descreva as orações que não são aceitáveis.

      5 Podemos estar certos de que Deus sempre defenda seu próprio bom nome e modos justos. Nunca rebaixará as suas normas ao nível daqueles que, por palavras ou atos, se mostram desleais ou iníquos. Porque devia Deus prestar atenção às orações de pretexto, de corações não sincronizados com ele? A oração dos que praticam a iniqüidade pode ‘tornar-se pecado’. (Sal. 109:3-7) Os que hipocritamente voltam as costas para Deus, e ainda assim oram, não podem esperar ser ouvidos favoravelmente, conforme mostra Provérbios 28:9: “Quem desvia seu ouvido de ouvir a lei — até mesmo sua oração é algo detestável.” Orações compridas por homens jactanciosos e orgulhosos tampouco são aceitáveis, conforme explicado por aquela autoridade em oração, Cristo Jesus. (Mat. 6:5, 7; Luc. 18:10-14) Se não aprendermos fazer o bem e ser receptivos à Palavra de Deus, então, de fato, importa isso na rejeição da própria Palavra de Deus. Isto, por sua vez, não levará a que nossas orações sejam ouvidas favoravelmente.

      6. (a) Como podem nossas palavras ou ações afetar nossas orações a Deus? (b) O que deve ser mantido honroso?

      6 Para nos apegarmos a uma relação excelente com nosso Deus e Pai, precisamos manter as suas elevadas normas de moral. Por nossas palavras e/ou nosso proceder podemos mostrar aprovação ou desaprovação dos atos de imoralidade ou, possivelmente, das inclinações neste sentido. “Ó vós amantes de Jeová, odiai o que é mau. Ele guarda as almas dos que lhe são leais”, é o conselho de Salmo 97:10. Os que passam a ficar além de todo o senso moral alheiam-se de Deus pelo seu proceder de conduta desenfreada. (Efé. 4:17-19) A prática de imoralidade ou até mesmo tolerá-la faz com que as orações fiquem sem efeito. Como pessoa honrada, aprecie o arranjo divino do sexo e do matrimônio, e defenda-o lealmente, para não bloquear ou impedir suas orações. — Heb. 13:4.

      A ORAÇÃO PODE SER IMPEDIDA

      7. Descreva alguns modos em que as orações podem ser impedidas.

      7 A fim de manter abertas as linhas de comunicação com Deus, é vital que ande com cuidado neste sistema iníquo de coisas. Assim poderá ter a confiança sobre a qual o apóstolo João escreveu: “Tudo o que pedimos, recebemos dele, porque estamos observando os seus mandamentos e estamos fazendo as coisas que são agradáveis aos seus olhos.” (1 João 3:22) Expressões verbais têm pouco peso perante Deus, se nossas ações não estiverem em harmonia com nossas súplicas. Pelo descuido, pode-se minar a eficácia das petições que se fazem a Deus. Por isso, admoesta-se os maridos: “Vós, maridos, continuai a morar com elas [vossas esposas] da mesma maneira, segundo o conhecimento, atribuindo-lhes honra como a um vaso mais fraco, o feminino, visto que sois também herdeiros com elas do favor imerecido da vida, a fim de que as vossas orações não sejam impedidas.” (1 Ped. 3:7) Isto mostra que até mesmo a vida doméstica pode fazer algo que afeta a transmissão favorável das orações a Deus. Isto deve alertar a todos nós a sermos mais sensíveis quanto a andar no caminho certo em todo aspecto da vida, nunca abusando da misericórdia e da compaixão de Deus.

      8. (a) Por que nos devemos dar bem com nossos irmãos? (b) O que convém lembrar?

      8 Também é vital mantermos uma relação pacífica com nossos irmãos cristãos na congregação, ao passo que nos esforçamos a manter vínculos fortes com o Deus a quem servimos. Se seguirmos prontamente o conselho de Jesus, em Mateus 5:23, 24, não deixaremos qualquer problema, grande ou pequeno, sem solução com nosso irmão. Se não endireitarmos os assuntos de modo bíblico, teremos de aperceber-nos de que isso pode tornar nossas orações e nossos sacrifícios inaceitáveis a Deus. Convém parar e pensar que Jeová, muitas vezes, provavelmente foi misericordioso e paciente conosco, dando-nos mais uma oportunidade para corrigir um proceder errado ou uma atitude antiteocrática. Por imitarmos nosso Deus neste respeito, podemos ser muito úteis aos outros, especialmente aos que passaram a ter uma relação íntima com ele, como nossos irmãos espirituais. Ao nos tornarmos atuantes do modo de Deus, seremos mais felizes e nossas orações não precisarão ficar impedidas, por qualquer ação irrefletida da nossa parte. — 1 Tes. 4:1.

      9. O que poderá impedir a oração da congregação?

      9 Na congregação, deve-se tratar da oração dum modo puro. Não deve haver animosidade ou ira para com outros. Os sábios e entendidos cultivarão a mansidão que pertence à sabedoria e seguirão o desejo do apóstolo Paulo: “Que em todo lugar os homens façam orações, erguendo mãos leais, sem furor e sem debates.” — 1 Tim. 2:8; Tia. 3:13, 17.

      10. Como ajudam o amor e a humildade a manter a paz na congregação?

      10 Um irmão que é humilde não combaterá seus irmãos cristãos, para defender ou estabelecer seus supostos direitos pessoais. Mesmo que alguém tenha a liberdade de fazer certa coisa, é preciso ter cuidado para fazer apenas o que é edificante. Exige amor para manter a paz, e o perdão pode ser ilimitado da parte de cada um. (Mat. 18:21, 22) Requer humildade para admitir um erro e pedir perdão. O resultado de tal proceder humilde traz paz à pessoa e à congregação. Sobrepuja qualquer sentimento de humilhação. Desenvolve e fortalece a pessoa na qualidade excelente da humildade, que Deus aprecia. (1 Ped. 5:5) Sinta-se à vontade para buscar a rica bênção de Jeová, ao passo que, como cristão, deixa que ‘todos os seus assuntos se realizem com amor’. — 1 Cor. 16:14.

      11. O que se recomenda para agradar a Deus?

      11 Assim como requer esforço para mantermos uma boa relação com os da congregação, assim queremos também fazer tudo o que podemos para não permitir nenhum rompimento na intimidade prezada com nosso pai no céu. Se havemos de agradar a ele, teremos de ser santos em toda a nossa conduta. (1 Ped. 1:14-16) A lealdade motivará o cristão a evitar quaisquer tendências de se desviar do caminho da verdade e de ficar maculado pelo mundo. Quando se aprecia a onipotência de Deus, e que não se pode brincar com ele, nem mofar dele, isso faz com que se ore pela direção de Jeová, a fim de proteger contra o tropeço em qualquer espécie de transgressão. Deixar de andar no caminho certo, em qualquer sentido, pode criar obstáculos a se fazer livremente orações. — Gál. 6:7.

      PERDA DO CONTATO

      12. O que poderá levar à perda do contato com Deus?

      12 Quando alguém achar que está perdendo o contato com Deus, se não puder mais orar, então deverá examinar seu proceder na vida. Poderá haver uma só falta ou uma série de faltas resultantes dum conceito impróprio sobre a vida, de más normas de conduta ou talvez de algo mais profundo, tais como as qualidades do coração. Talvez seja deixar de fazer o que se sabe ser correto, porque a Palavra de Deus diz: “Se alguém souber fazer o que é direito e ainda assim não o faz, é pecado para ele.” (Tia. 4:17) Para podermos continuar a falar com Deus, temos de evitar usar nossa vida em atividades que nos colocam em oposição a ele. Requer sabedoria e discernimento da nossa parte não ficarmos envolvidos em algo que possa pôr em perigo nossa situação perante o Deus que amamos e adoramos.

      13. O que poderá induzir alguém a se refrear de orar?

      13 Qualquer grau de desvio de um proceder justo e verdadeiro pode fazer com que se tenha má consciência e depois se refreie de orar regularmente. Os que se negam a se sujeitar à vontade de Deus ou que tomam liberdades em oposição a ela não são guiados pela sabedoria piedosa, e, por isso, forçosamente hão de errar. Quando nos apercebemos de qualquer perda de amizade com Jeová, convém examinar a nós mesmos e endireitar as causas da falta de comunicação. Não se pode ser legislador para si mesmo e ainda assim agradar a Deus. Antes, os que são leais a Deus podem esperar a ajuda dele. Se tivermos seu sorriso de aprovação em todos os nossos caminhos, poderemos estar certos de que ele escutará nossos pedidos e nos recompensará no seu próprio tempo e modo.

      ORAÇÃO SINCERA

      14. (a) Como se podem transmitir as idéias em oração? (b) Como poderá fazer com que a oração seja sua própria?

      14 Na realidade, a oração é mais do que apenas falar a Deus. Isto é salientado nas muitas orações registradas na Sua Palavra inspirada, para nossa orientação. Naturalmente, essas orações eram apropriadas para o tempo e a ocasião. Atualmente, quem pede não precisa restringir-se a alguma fraseologia para transmitir seus pensamentos a Deus. A oração nunca deve tornar-se uma rotina sem significado, nem deve ser rigidamente restrita a alguma série favorita de palavras decoradas. Os exemplos bíblicos mostram que homens de oração falavam na mesma linguagem cotidiana que usavam ao falar com outros. Não há necessidade de usar um vocabulário especial ao falarmos com Deus. Faça sua oração com palavras que expressem seus pensamentos de coração. Jamais alguém que adora a Deus com espírito e verdade contratará outro para orar por ele ou usará as orações de outro, escritas num livro. — João 4:24.

      15. Quando podemos orar e como devemos fazer nossos pedidos?

      15 A Oração-Modelo que Jesus forneceu aos seus discípulos ajuda-nos a reconhecer as coisas de importância primária, que devemos incorporar nas nossas orações ao Altíssimo. (Mat. 6:9-13) Este modelo de oração distingue-se pela simplicidade, e assim devem ser as nossas orações, ao nos chegarmos Àquele que pode solucionar qualquer problema que tenhamos. Recorra a ele em busca de ajuda sempre que sentir qualquer enfraquecimento de sua fé ou qualquer tendência de se desviar da adoração pura. De dia ou de noite, em todas as situações ou empreendimentos, em perigo, tentação, negócios, viagem, prazeres ou doença, esteja ansioso de se dirigir ao Deus que escuta, o Ouvinte de oração. Aproveite-se plenamente desta fonte de força, ao prosseguir “com toda forma de oração e súplica”. (Efé. 6:18) Clame a ele, pedindo favor e ajuda; erga a voz em gratidão. Lembre-se de que o autor da fala não se impressiona com palavras grandiosas; apenas derrame-lhe seu coração. — Sal. 62:8.

      16, 17. (a) É bom meditar antes de orar? Por quê? (b) Como poderá fazer uma oração coerente?

      16 É proveitoso meditar antes de se chegar a Deus, para que diga o que intenciona dizer. Ter em mente bons pensamentos impedirá que vagueie ou que apenas diga as mesmas coisas vez após vez, em forma monótona. Não está falando a um vizinho ou a qualquer outro, mas sim ao maior que há no universo, ao próprio Jeová Deus. A oração aceitável não é só dirigida a ele, mas também é sobre assuntos corretos. Por isso, é inteiramente apropriado pensar antes de orar, ponderar as coisas mais importantes. Assim poderá impedir que seus pedidos degenerem para o formalismo ou fiquem monótonos pela repetição. — Mat. 6:7.

      17 Convém que procure um lugar sossegado para orar. Jesus procurava afastar-se das pessoas e das distrações, para passar tempo em oração. (Mar. 1:35; Luc. 9:18) No sossego, poderá mentalmente recapitular as coisas necessárias, assuntos que são proveitosos para si mesmo e para os seus amados. Pensar antes de transmitir seus pensamentos a Deus o ajudará a fazer uma oração coerente.

      ORAÇÃO PESSOAL

      18. (a) Que qualidade deve assinalar nossas orações pessoais? (b) Como podemos expressar apreço?

      18 Nas suas próprias orações pessoais, chegue-se a Deus de modo humilde, não tentando impressioná-lo ou mesmo tentando dizer-lhe o que fazer. Deve lembrar-se de sua pequenez e humilhar-se aos olhos de Jeová. (Tia. 4:10) Quer sua oração seja expressa audivelmente, quer feita sem voz, no coração, seus sentimentos talvez sejam os mesmos de Davi: “As declarações de minha boca e a meditação de meu coração, tornem-se elas agradáveis diante de ti, ó Jeová.” (Sal. 19:14) Não só devemos fazer orações aceitáveis, mas devemos também derivar alegria e revigoramento da apresentação de nossos pensamentos mais íntimos ao nosso Pai celestial. Reconhecendo que pertencemos a ele, faremos bem em reconhecer suas provisões tanto para nós como para todos os outros membros da família humana. Para onde quer que se volte vê evidência dum Criador muito generoso e atencioso. Como beneficiados pelo amor e pela bondade de Deus, cada um de nós deverá dizer-lhe leal e regularmente: ‘Muito obrigado.’ Somos exortados a isso, nas seguintes palavras: “Estai sempre alegres. Orai incessantemente. Dai graças em conexão com tudo.” — 1 Tes. 5:16-18.

      19. O que deve governar o conteúdo das orações? Dê exemplos.

      19 Sua oração particular pode abranger qualquer faceta da vida. Às vezes pode acontecer que a própria Palavra inspirada de Deus transmita melhor seus pensamentos, ao refletir em certos textos bíblicos. O conteúdo da oração deve ser governado pelo conhecimento exato da vontade de Deus, porque Jeová não pode agir contrário aos seus próprios propósitos, apesar dos pedidos que lhe faz. Se for leal à soberania de Jeová, então o nome dele deve ter um lugar nas suas petições, bem como na sua vida. Outros assuntos fundamentais, relacionados, de importância, foram incluídos na oração que Jesus deu amorosamente aos seus discípulos: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” Os outros pontos mencionados na oração relacionam-se com o desejo do pedinte, de viver no favor de Deus. — Mat. 6:9-13.

      20. Por que é bom pedir o espírito de Deus?

      20 Entre as coisas que pode apropriadamente pedir está o espírito de Deus. Esta força ativa motiva a pessoa a seguir no caminho certo, o caminho de Deus. (Luc. 11:13) Se tiver por objetivo ser muito útil a seu Deus e ao Filho dele, Jesus Cristo, então continuará a pedir a orientação divina, para conseguir o maior bem no dispêndio de seus recursos. Deveras, levarmos uma vida dedicada significa aproveitarmos o tempo oportuno. (Efé. 5:15, 16) Certa cristã dedicada expressou-se do seguinte modo: “Peço a Jeová que me deixe perceber sempre que eu esteja errada ou fora do lugar, como cristã.” Aquele que conhece os segredos do coração discernirá se estamos vivamente apercebidos da necessidade de nossa completa dependência dele, para que possamos, iguais a Cristo Jesus, tornar nosso caminho bem sucedido. — Sal. 44:21; veja Josué 1:8.

      21. Mencione alguns dos interesses de Deus e seus próprios interesses, pelos quais se pode orar.

      21 Refletir em todos os motivos pelos quais deve continuar a orar e considerar também todas as coisas necessárias, pelas quais se deve orar, o induzirá a fazer isso. “Persisti em oração, permanecendo despertos nela com agradecimento.” (Col. 4:2) Continue a orar a respeito de seus enganos, problemas, necessidades cotidianas, alguma crise que talvez surja na sua vida, seus sentimentos, suas alegrias e seus desapontamentos e frustrações. Ore para que tenha força adicional, a fim de permanecer adorador leal e devoto do verdadeiro Deus, apesar das pressões da vida diária. Em vista da ênfase que se dá em fazermos a pregação das boas novas do Reino, mantenha-a diante de si como assunto de petição e peça que também possa avigorar a mente para atividade zelosa. (Mat. 24:14; 1 Ped. 1:13) Se focalizar seus pensamentos nos interesses de Deus, bem como nos seus próprios, manter-se-á alerta a louvar e magnificar o nome dele e a recomendar fielmente a adoração dele a outros. Não se esqueça do que pode fazer pelos outros, e peça que Jeová os abençoe, ao passo que também se empenham em adorar e servir a ele. — Heb. 13:15, 16.

      ORAÇÃO EM CONJUNTO

      22. Descreva os benefícios da oração em família.

      22 É belo ver uma família orar em conjunto nas refeições e em outras ocasiões, tais como quando participam de alimento espiritual. A oração familiar pode ser uma bênção maravilhosa para o lar, promovendo a obediência, a ordem e a decência na vida familiar. A família é arranjo de Deus, e deve-se procurar a orientação dele para ela. Todos os membros da família podem aprender a orar. Jesus, sem dúvida, quando ainda muito jovem, foi ensinado a se ajoelhar e a orar no seu lar. Quando cresceu, apreciava totalmente a oração; de fato, foi instrumental em ensinar a outros como se ora corretamente. (Mat. 21:13; Luc. 11:1) As crianças, na sua simplicidade infantil, podem ser ensinadas a falar com reverência a seu Pai no céu, expressando gratidão pela vida que usufruem e por terem a esperança duma terra paradísica sob o reino de Deus. Tanto jovens como idosos podem formar o hábito de orar, que podem levar consigo a qualquer e toda a parte, sob quaisquer circunstâncias.

      23, 24. (a) Como se usa a oração nas horas das reuniões? (b) Quais são algumas das coisas pelas quais se poderá orar nestas ocasiões?

      23 As reuniões cristãs costumam ser abertas e encerradas com oração, porque todos os reunidos encaram seu Grandioso Instrutor como fonte de seu ensino. Nisto também é apropriado que aquele que representa a congregação perante Deus pense cuidadosamente antes de orar a favor dos presentes. Pode haver um pedido de bênção divina no início da reunião, e, no fim, uma observação de agradecimento pelo que se aprendeu e usufruiu. Quem ora deve usar palavras apropriadas, lembrando-se do objetivo da oração e da ocasião dela.

      24 Muita coisa pode ser dita em poucas palavras, conforme demonstrado na oração-modelo de Mateus 6:9-13. Ao orar, pense! De que precisa esta congregação? Podem-se fazer pedidos sobre a obra de testemunho na região, em suma, que os irmãos possam apresentar a mensagem com eficiência e tornar-se hábeis no ensino da verdade bíblica. Assim como na oração pessoal, pode-se usar de variedade quanto ao conteúdo duma petição pública, unida, com uma grande série de pensamentos aplicáveis. Para que a congregação prospere e abunde em amor, a oração é uma provisão divina, assim como é a associação regular com os de igual fé preciosa. Todos os reunidos devem ouvir bem claro a oração, para que possam dizer “amém” no fim dela. — 1 Cor. 14:16.

      25. De que se agrada Jeová?

      25 É maravilhoso ver pessoas de todas as raças aceitar o convite de se chegar ao Ouvinte de oração. Como Pai generoso, ele se agrada em recompensar os que o servem lealmente. “O próprio Jeová não reterá nada de bom dos que andam sem defeito.” (Sal. 84:11) Todos os que expressam fé com esperança de vida eterna podem dirigir-se a ele como Pai e esperar seu sorriso de aprovação, ao fazerem os pedidos segundo a vontade dele.

      26. De que devemos todos nós gostar, se esperamos que nossas orações sejam ouvidas?

      26 Com plena expectativa de que Deus ouça compadecidamente nossos pensamentos em oração, temos de gostar igualmente daquilo que nos comunicou por escrito, sua Bíblia Sagrada. Ao absorvermos cada vez mais as idéias e os modos de Jeová, teremos compreensão mais profunda Daquele a quem devemos servir e obedecer, e apreciaremos plenamente a bela relação possível com ele e seu Filho, nosso canal de comunicação. Não importa qual o progresso que já tenha feito em amoldar sua vida em harmonia com a vontade de Deus, continue a pedir a ajuda e orientação que vêm de cima. Quer se ajoelhe ao lado da cama, quer ore enquanto anda, quer peça ajuda de manhã cedo ou tarde à noite, pode ter a certeza de que o Criador do ouvido pode ouvir sua oração. — Sal. 119:62, 147.

      27. Que alegria poderá haver, e para quem?

      27 Que alegria maior poderia haver do que receber resposta a uma oração? Quer receba uma resposta instantânea, quer espere até o tempo devido de Deus, nunca perca a fé no poder da oração. Cada um dos que são leais permanecerá firme na oração, usufruindo diariamente ricas bênçãos em gratidão e aguardando a amizade eterna com o Ouvinte de oração.

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