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Nunca “ocupado demais para orar”A Sentinela — 1972 | 1.° de dezembro
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Nunca “ocupado demais para orar”
“Orai incessantemente.” — 1 Tes. 5:17.
1, 2. (a) O que é a oração? (b) Que perigos há em não se orar?
A EXPRESSÃO oral é a ligação natural para o entendimento e a amizade entre os homens. A oração é a ligação espiritual para o entendimento e a amizade entre o homem e Jeová Deus. Ela é descrita como privilégio precioso, mas é muitas vezes negligenciado. Faltam-lhe palavras quanto a que dizer e como dizê-lo ao seu Pai no céu! Na busca de vida e felicidade, não é sábio esquecer-se de falar com a Fonte da vida, nosso Criador e Deus, Jeová.
2 Esqueceu-se de falar hoje a Deus? Sente-se vencido pelas circunstâncias ao ponto de desperceber a necessidade de orar? Vivemos no meio dum mundo ingrato. Há o perigo sempre presente de se passar a esquecer de Deus, dizendo-se assim realmente que não se precisa dele. Que impressão causa ao “Ouvinte de oração”, Aquele a quem todos deviam dirigir-se? — Sal. 65:2.
3. Quando alguém está “ocupado demais” para orar, o que talvez esteja realmente dizendo?
3 Suas orações refletem sua dependência do Dador da vida. Pode alguém estar realmente “ocupado demais” para orar e assim deveras desconsiderar a Deus? Pode ser que, com o seu silêncio, esteja realmente dizendo: Não há Deus, ou então ele está morto ou não se interessa no homem. A ciência moderna tem realizado muitas coisas, mas ela atribui pouco ou nada ao Criador de todas as coisas. Devíamos deixar que suas realizações e seus produtos nos desviem de falar a Deus? Hoje em dia, mais do que nunca, precisamos estar atentos ao nosso privilégio de orar. — Luc. 21:34-36.
4. Devem as orações ser repetitórias, ou o que devem revelar?
4 Por meio de suas petições, Deus sabe o que está pensando e o que o preocupa mais. Ele sabe se deseja mesmo as coisas pedidas ou se apenas recita palavras. Somos admoestados em Mateus 6:7: “Mas, ao orares, não digas as mesmas coisas vez após vez.” Alguns talvez achem difícil falar a alguém que nunca viram; outros talvez pensem que não têm nada para dizer Aquele que já sabe tudo. Mas, deve o cristão pensar assim?
5. (a) Dê exemplos de homens de oração. (b) Quem é nosso melhor exemplo?
5 A Bíblia, o livro de oração, fala-nos sobre homens notáveis de oração, tais como Moisés, Daniel e Davi. O Rei Salomão pediu sabedoria e discernimento para poder julgar corretamente. Daniel usou a oração de modo bem eficiente em Babilônia. (Dan. 9:4, 5, 18, 19) Embora pudéssemos indicar muitos homens de oração, podemos dizer com certeza que ninguém apreciava a oração tanto quanto Cristo Jesus. A oração era uma parte destacada de sua vida. Mesmo tendo à sua disposição poderes sobrenaturais, sempre recorria a seu Pai no céu em busca de sabedoria e força, expressando também louvor e agradecimento. — João 5:19, 30.
6. (a) Que modelo de oração existe? (b) Como se deve encarar a oração?
6 Temos o modelo mais simples de oração, contudo, o maior, no sermão do monte. (Mat. 6:9-13) O instrutor-mestre falou aos seus discípulos sobre a oração, e ele mesmo foi em busca de lugares sossegados para meditar e para se comunicar com Jeová. Não era negligente na questão da oração, e nunca estava ocupado demais para orar, apesar de sua vida ativa. Ele salientou a necessidade de se sempre orar e nunca desistir. (Luc. 18:1) Os apóstolos também enfatizaram este assunto. (Efé. 6:18; 1 Ped. 4:7) Em vista de toda esta ênfase bíblica, devemos reconhecer o valor de falarmos com nosso Pai celestial. Tem o desejo de se chegar ao trono enaltecido de Jeová muitas vezes com sua voz de agradecimento, louvor e petição? Quão maravilhosa é esta dádiva ao homem, este privilégio da oração! Poderá falar a Deus dia e noite, em qualquer língua, aceitando seu convite de se dirigir a ele e dizer-lhe o que tem no coração e na mente.
MOTIVOS PARA SE CONTINUAR A ORAR
7. Como se podem fazer decisões em harmonia com a vontade de Jeová?
7 A oração ajuda-o a parar e a pensar antes de fazer decisões. Lembre-se de que Jesus passou uma noite inteira em oração antes de escolher seus apóstolos. (Luc. 6:12, 13) Confronta-se diariamente com decisões que afetam a sua própria pessoa, sua família, seus irmãos e sua relação com Deus. É apropriado pedir a orientação de Deus para fazer a Sua vontade. Daí, quando souber o que Lhe agrada, aja com determinação e com a confiança de que está fazendo o que é direito.
8. De que modo é a oração uma proteção, e o que se pode pedir?
8 A oração-modelo inclui o pedido de se ser livrado do iníquo. (Mat. 6:13) Continue a pedir a ajuda de Deus para ser forte e para suportar tentações, para que tenha a coragem de dizer Não aos desejos enganosos, às tendências e aos laços do velho sistema. (1 Cor. 10:13, 14) Devemos orar uns pelos outros, para estarmos prevenidos contra aquele que quer derrotar o povo de Jeová. (2 Tes. 2:9-11) Se praticarmos a maldade, o Ouvinte de oração não escutará as nossas petições. (Pro. 15:29) Pensar em princípios e leis divinos nos ajudará a ver o caminho aprovado a seguir. Peça para que se lembre de textos e de exemplos bíblicos de fidelidade para mantê-lo afastado da vizinhança da transigência e da tentação.
9. (a) O que ajudará a manter a espiritualidade? (b) O que é muitas vezes negligenciado?
9 Nunca hesite em orar para permanecer espiritualmente vivo. Expressarmo-nos assim nos manterá atentos aos modos de mantermos nossa espiritualidade. Apercebe-se de suas necessidades tais como alimento, sono, trabalho e recreação. Entretanto, as necessidades espirituais podem ser facilmente negligenciadas, tais como a necessidade de orar, de estudar a Palavra de Deus e de transmiti-la a outros. (Mat. 5:3) Para atingir seu objetivo na vida como ministro de Deus, em vez de encarar as coisas de modo natural, esforce-se a obter o ponto de vista elevado de Jeová, a fim de agradá-lo plenamente. — Col. 1:9, 10.
10. (a) Por que devemos pedir o espírito de Jeová? (b) O que nos ajudará ele a fazer?
10 É vital ter o Seu espírito santo, para se estar atento e alerta aos privilégios de se servir o único Deus verdadeiro. Verifica que está pedindo isso, Cristo Jesus recomendou isso: “Quanto mais o Pai, no céu, dará espírito santo aos que lhe pedirem!” (Luc. 11:13) Ore por ele, estribe-se nele e trabalhe para produzir os frutos do espírito, porque isto o motivará a pregar as boas novas do Reino. (Luc. 4:18, 19) Pense em quanto se realizaria na vida de cada um por meio duma corrente livre do espírito santo, ajudando a pessoa a crescer em amor, em bondade e em justiça, e protegendo-a contra a infeção do espírito do mundo. — 1 Cor. 2:12.
11. (a) Que três coisas podemos pedir? (b) E por que são necessárias?
11 Nossa oração deve ser também a favor do conhecimento bíblico, do entendimento e da sabedoria. Assim como o corpo humano assimila alimento, água e ar para funcionar, assim também a mente precisa ser suprida de alimento espiritual e das provisões do conhecimento e da instrução divinos, para podermos lidar com os problemas da vida e realizar a vontade de Deus na nossa vida. O apóstolo Paulo continuou a orar para que o amor dos irmãos “abunde ainda mais e mais com conhecimento exato e pleno discernimento”. (Fil. 1:9) Há necessidade de entendimento; este pode ser procurado tanto quanto a sabedoria. Nunca esteja ocupado demais ao ponto de não orar para que faça o melhor uso possível de seu tempo, de seus talentos e de seus recursos. Somos exortados por Tiago: “Se alguém de vós tiver falta de sabedoria, persista ele em pedi-la a Deus, pois ele dá generosamente a todos.” — Tia. 1:5.
12. Se quisermos que Deus escute nossas orações, o que teremos de fazer?
12 Nossa sinceridade na oração demonstra-se pelo empenho que fazemos em aprender o que Deus nos diz. Ao estudarmos regularmente a Sua Palavra, escutamos a ele e deixamos que ele nos fale. Precisamos acatar e escutar o conselho de Deus, assim como os israelitas foram exortados a fazer. (Deu. 28:15) Ao comparecermos perante um governante terrestre, seria cortês dominar a palestra, por sempre falar? É somente razoável que, se quisermos que Jeová escute nossas orações, tenhamos de prestar atenção a como nós escutamos a ele. — Pro. 28:9.
MANTENHA-SE ATENTO AO SERVIÇO
13. Como se pode ficar atento a dar testemunho a outros?
13 A pessoa generosa, depois de obter conhecimento da verdade, estará pronta para compartilhá-la com outros. Por que não orar diariamente pedindo oportunidades de dar testemunho? Quando parou junto a uma fonte para tomar água, Cristo Jesus deu testemunho, e em resultado disso muitos se tornaram crentes. (João 4:5-42) Podemos pedir a Deus que tenhamos a mentalidade correta para falar das boas novas a qualquer hora, em qualquer parte, como convidados na casa de alguém, na rotina da atividade diária ou na própria obra de pregação pública.
14. (a) O que deve acompanhar nossas petições a Deus? (b) De que modo poderíamos falar-lhe em vão?
14 Somos obrigados a agir em harmonia com as nossas orações. Conforme perdoarmos, poderemos pedir perdão (Mat. 6:12) Quando pedimos a Deus que abençoe o aumento de sua organização, pedindo que a faça crescer, então devemos plantar e regar. (1 Cor. 3:6, 7) Devemos ocupar-nos no Seu ministério. A oração não substitui o empenho honesto. Deus certamente não fará para nós o que nós mesmos podemos fazer. Se quisermos atingir a madureza, então deveremos estudar diligentemente e obedecer com cuidado às boas novas. Estaria falando em vão a Jeová, se não agisse em harmonia com suas orações a ele.
15, 16. Como pode alguém provar que está a favor do reino de Deus?
15 Hoje em dia, há uma grande obra de testemunho a fazer. Jesus disse: “Também, em todas as nações têm de ser pregadas primeiro as boas novas.” (Mar. 13:10) É grato pelo privilégio de representar o governo do Reino e de recomendá-lo a outros? Devemos orar para ser úteis ao Soberano Senhor, para que sejamos testemunhas zelosas, para falar aos outros, assim como a ele, usando seu espírito para nos ajudar a pregar.
16 A oração melhora a atitude do coração e o apreço mental para com o que mais vale aos olhos de Deus. Foi por isso que Paulo orou para que os irmãos ‘se certificassem das coisas mais importantes. (Fil. 1:9, 10) Na oração-modelo de Jesus, vemos enfatizado o triunfo universal da justiça, em vindicação do nome e da soberania de Jeová, por meio de seu reino. (Mat. 6:9, 10) Por que devia alguma coisa ou alguém assomar como mais importante na mente do cristão do que fazer a vontade de Deus e dar ao Seu grande nome e reino o primeiro lugar?
SUAS ORAÇÕES REVELAM QUEM É
17. O que revelarão as orações quanto ao orgulho e a humildade?
17 Suas orações diárias refletem sua humildade e seu achego a Deus. Quando o chama de Pai, reconhece sua própria posição inferior. Apenas o humilde falará a Jeová da abundância de seu coração; outros acham prejudicial para seu orgulho confessar seus pecados e a necessidade de proteção. (Luc. 18:1-14) Nossa comunicação com o Criador amoroso deve revelar simplicidade, sinceridade e reverência infantis. É uma alegria falar com alguém a quem ama, e mostra verdadeira amizade se confiar nele, revelando-lhe o que o preocupa mais, o que o interessa, e expressando-lhe seus desejos e seus pesares.
18, 19. Expressarmo-nos a Deus é um bom lembrete de quê? Como podem nossas orações mostrar madureza?
18 Expressarmo-nos em petições a Deus é um lembrete diário de que tudo o que temos vem do Dador de toda boa dádiva. Quão belamente o expressa o texto que diz: “Toda boa dádiva e todo presente perfeito vem de cima.” (Tia. 1:17) Já que vivemos no meio de um mundo orgulhoso e altivo, com a sua avaliação imprópria dos tesouros, é bom reconhecer nosso contentamento com o que temos, pedindo: “Não me dês nem pobreza nem riquezas.” — Pro. 30:8; 1 Tim. 6:6-10.
19 Se procurarmos sempre refletir a glória de Deus, então nossos pedidos sinceros e humildes mostrarão nossa madureza e nos protegerão contra a jactância. Cristo Jesus sempre indicou seu Pai, chamando atenção para ele. Seguirmos o seu exemplo nos fará cuidadosos para não atrairmos a atenção sobre nós mesmos. (Mar. 10:17, 18) Achegarmo-nos sempre a Jeová em oração pode salvar-nos do laço do excesso de confiança e pode manter nosso coração sintonizado com nosso Deus. — Tia. 4:8-10.
20. (a) Em quem devemos sempre confiar? (b) Por adotarmos que proceder não teremos depois pesar?
20 É importante reconhecermos regularmente nossa dependência de Deus em tudo o que temos e necessitamos. Diga-lhe o que tem no coração, ao expressar apreço pela saúde e pela vida que usufrui. Siga as instruções do salmista: “Derramai vosso coração diante dele.” (Sal. 62:8) Pelas suas orações mostra que não se estriba apenas na sua própria força e no seu próprio engenho. Peça que possa usar seu ‘tudo’ de modo sábio nos interesses do Reino, para que mais tarde não lamente ter desperdiçado dias ou anos, pelos quais poderá mostrar pouco progresso real ou resultados no serviço do Reino.
21. (a) Como se torna alguém ministro? (b) Como se faz depois disso o melhor progresso?
21 Ter qualquer testemunha de Jeová planejado ser ministro é provavelmente uma exceção. No entanto, quem pode questionar a capacidade de Deus de transformar a qualquer um em ministro, Por se aceitar o ensino e o treinamento disponíveis mediante a Bíblia e as publicações providas pela Sociedade Torre de Vigia e por se freqüentar regularmente as reuniões congregacionais no Salão do Reino pode-se progredir rapidamente de estudante para instrutor da Palavra de Deus. (2 Tim. 3:16, 17) Quão grande é o privilégio de deixarmos que Jeová nos use para ministrar a verdade a outros! Isto é algo pelo qual devemos trabalhar e orar.
22. A quem se deve atribuir o mérito pelo progresso feito?
22 Quando pensa no progresso que já fez, é correto e apropriado atribuir o mérito disso a Jeová. Acaso o bom êxito de Cristo Jesus subiu-lhe à cabeça? Não, pois ele mesmo disse ao convidar outros: “Tomai sobre vós o meu jugo e tornai-vos meus discípulos, pois sou de temperamento brando e humilde de coração.’, (Mat. 11:29) O talentoso apóstolo Paulo atribuiu a Deus o mérito pelo crescimento das coisas. (1 Cor. 3:5-7; 2 Tes. 3:1) Suas orações devem demonstrar que reconhece que o bom êxito que tem no ministério tem dependido da bênção de Deus.
23. (a) Qual é um bom indício de fé? (b) Se não tivermos bom êxito, o que poderemos fazer?
23 Uma das melhores indicações de que o cristão tem fé em Deus é a oração. Fique sempre atento aos indícios de sua bênção. Peça a orientação e a ajuda de Deus. Não deixe de corrigir seu proceder quando não encontra bom êxito. O que parece ser melhor não é melhor do que aquilo que Jeová diz. Demonstre sua completa confiança em seu Provedor celestial não se estribando nas suas próprias idéias. (Pro. 3:5, 6) Então deverá alegrar-se quando vê que sua mão o acompanha ao dar testemunho. Nossas orações podem expressar nosso sincero desejo de prestar serviço ao Deus Altíssimo. Visto que nossos inimigos são mais fortes do que nós, é bom mostrar apreço da proteção divina que temos. Vivermos e estarmos ocupados no ministério é evidência da aprovação divina e da mão protetora de Deus. Não deixe de usar toda forma de oração, junto com a armadura espiritual que se proveu, para se manter firme. — Efé. 6:18.
SEMPRE EXPRESSE SEU APREÇO
24. O que devemos agradecer sempre, e por que devemos orar incessantemente?
24 A oração deve incluir expressões de louvor e de agradecimento. A vida é tão valiosa, que ninguém lhe pode fixar um preço. Pode-se dizer que a oração é o metro para medir a nossa gratidão pela vida. Darmos graças ao Dador da vida a ajuda-nos a ter bênçãos. Há diariamente muitas ocasiões para se dizer calado um ‘obrigado’ ao nosso Provedor celestial. O coração grato aprecia tanto as coisas pequenas como as grandes. Reconheça prontamente a Fonte de toda coisa boa, conforme fez o salmista Davi: “Abres a tua mão e satisfazes o desejo de toda coisa vivente.” (Sal. 145:16) Siga o conselho de Primeira Tessalonicenses 5:17, 18: “Orai incessantemente. Dai graças em conexão com tudo.”
25, 26. Quem pode ser copiado quanto a dar? O que se pode dar a outros?
25 Já que vivemos num mundo egoísta, em que as pessoas acham que há mais felicidade em receber, precisamos copiar nosso Deus, o Grande Dador. Devemos também lembrar-nos das palavras do Senhor Jesus: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) Depois de termos obtido conhecimento da verdade, não se intenciona que a guardemos egoistamente, mas ela deve ser usada sabiamente como um maravilhoso encargo. Podemos muitas vezes agradecer ao nosso Criador, quem nos deu o dom de falar para podermos dizer e contar a outros as maravilhosas verdades aprendidas da Bíblia. O amor ao próximo nos induzirá a sermos liberais com o que sabemos. Daí, é muito apropriado agradecer a Jeová as boas experiências usufruídas ao irmos pregar de porta em porta e ao revisitarmos os interessados.
26 Transmitirmos a mensagem da Palavra de Deus a outros, visitá-los nos seus lares e ajudá-los a pesquisar as Escrituras é um trabalho alegre. É um prazer alimentar os famintos com a palavra da vida. (Amos 8:11; Mat. 4:4) Se for tímido quanto a expressar sua fé a outros, ore pedindo destemor e coragem para pregar. (Atos 4:29) Não é uma estafa religiosa ser testemunha ativa do reino de Jeová, mas há alegria genuína em se ser um extrovertido amoroso, ajudando outros alegremente ao caminho da vida. — 2 Cor. 9:7.
A NECESSIDADE DE ORIENTAÇÃO
27. (a) É correto pedir em oração que ocorram milagres? (b) O que se pode pedir?
27 Numa era de crescente sensualidade, normas decadentes de moral e geração materialista, o cristão precisa de contínua orientação divina para ter proteção. (Jer. 10:23) Não devemos esperar um milagre cada vez que oramos, mas é bom pedir sabedoria para lidar com os problemas que temos. Podemos pedir também o espírito de Jeová, porque ele nos guia na direção certa, nas veredas seguras, para podermos harmonizar toda nossa norma de vida com a vontade de Deus para nós. (Col. 3:10) A orientação de Deus é um suplemento e não um substituto para a ação da nossa parte. O pai terreno espera que seu filho mostre iniciativa quando recebe uma tarefa, e assim Deus também espera que os de seu povo se cheguem a ele principalmente com os problemas que eles mesmos não podem solucionar. Por escutarmos a ele diariamente, receberemos a sabedoria para nos manter bem dentro dos limites seguros de suas leis e dos princípios bíblicos. — Ecl. 7:12.
28. (a) Como podemos ser mais úteis ao Criador? (b) Qual é o proveito de se meditar na Palavra de Deus?
28 É sábio qualificarmos nossas petições a Deus por dizer: ‘Se tu quiseres.’ (Tia. 4:13-15) Se afirmarmos ser cristãos, seguindo a Cristo Jesus, não deveremos fazer coisas de nossa própria iniciativa se forem contrárias à vontade de Deus para nós. Nosso pedido contínuo deve ser o de fazer a vontade divina, de sermos sensíveis à orientação de Deus. Se quisermos que nossas orações sejam ouvidas, teremos de fazer a vontade toda-importante de nosso Pai no céu. Conforme se registra em João 9:31, um homem curado por Jesus disse palavras muito apropriadas neste respeito: “Mas, se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, ele escuta a este.” É bom meditar no que estuda e aprende da Bíblia, a Palavra inspirada de Deus, enchendo ao máximo sua mente e seu coração; daí, da abundância de seu coração, dará prontamente testemunho aos com quem se encontra. — 1 Ped. 3:15.
29. Como podemos ajudar nossos irmãos em oração?
29 Ao passo que nos aproximamos da guerra universal do Armagedom, é vital mantermo-nos achegados à poderosa organização de Jeová. As testemunhas de Jeová em todo o mundo estão vinculadas entre si em amor e união por meio de 27.254 congregações. Devemos orar por esta organização e pelos que estão nela, para que nossos irmãos permaneçam firmes na fé. (1 Ped. 5:9) Seríamos alvos fáceis do Diabo se abandonássemos a associação do povo de Deus e procurássemos andar sozinhos.
30. Onde devemos permanecer para ficar em segurança?
30 Suas orações dizem quanto aprecia a organização que lhe trouxe a verdade e que o alimenta regularmente, como por meio das colunas da revista A Sentinela. Quão tolo seria desviar-se agora para outros pastos e pensar que poderá voltar mais tarde, se quiser. Certo irmão idoso, que já está na verdade ativo e ocupado por muitos anos, ao se lhe perguntar como conseguiu manter-se fiel e veraz por tanto tempo, respondeu no sentido de que, quando se fica no meio dum rebanho de ovelhas, não se pode ficar perdido. Seja nossa oração diária sermos também sempre encontrados no meio do povo de Jeová. Nunca esteja ocupado demais para orar assim.
“Os olhos de Jeová estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos às suplicas deles; mas o rosto de Jeová é contra os que fazem coisas más.” — 1 Ped. 3:12.
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Tome tempo para orar cada diaA Sentinela — 1972 | 1.° de dezembro
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Tome tempo para orar cada dia
1. Qual é um bom costume antes de se comer?
QUANDO a família se reúne cada dia para as refeições, é um bom costume primeiro parar e expressar apreço pela provisão de alimento. Pára e agradece a Deus o alimento que come? Sim, pode ser que seu dinheiro o tenha comprado e talvez suas mãos o tenham cultivado ou preparado para ser servido, mas, pensando bem, não foi nosso grandioso Criador que fez a maravilhosa provisão de alimento em primeiro lugar, conforme explicado no livro de Gênesis: “Eis que vos tenho dado toda a vegetação que dá semente, que há na superfície de toda a terra, e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente. Sirva-vos de alimento”? — Gên. 1:29.
2. (a) Devemos estar ocupados demais para reconhecer o Dador do alimento? (b) Que confiança expressaram Davi e Cristo Jesus?
2 Jeová projetou esta enorme e deliciosa variedade de coisas para comer, tais como cereais, vegetais, frutas e carnes. Como poderia alguém estar ocupada demais para lembrar-se do Dador de algo tão vital como o alimento que ingerimos e a necessidade de nutrição diária? Não exige muitas palavras para se mostrar o apreço e o reconhecimento que se devem a Deus neste respeito. Nisso podemos novamente imitar a Cristo Jesus, que nos ensinou a orar: “Dá-nos hoje o nosso pão para este dia.” (Mat. 6:11) Quando alimentou milagrosamente milhares de pessoas, proferiu uma bênção. (Mat. 14:1-21) Podemos ter fé em que Jeová não deixará seu povo passar fome. Davi tinha esta confiança, ao escrever: “Eu era moço, também fiquei velho, e no entanto, não vi nenhum justo completamente abandonado, nem a sua descendência procurando pão.” — Sal. 37:25; Mat. 6:31-33.
3. (a) O que constitui parte importante de nossa adoração? (b) Por que devemos chegar em tempo para o início de nossas reuniões?
3 A oração congregacional é uma parte vital de nossa adoração. Mostra o devido respeito estar nas reuniões providenciadas para a congregação com tempo suficiente para estar sentado e poder escutar bem a oração inicial. Escolhe-se um irmão dedicado para representar o grupo em oração. Escute o que ele diz ao expressar-se em oração a Deus. Se concordar com os pensamentos expressos, poderá dizer de coração um ‘amém’ (palavra hebraica que significa “certamente”). — 1 Cor. 14:16.
4. O que faz a oração para com os que assistem a uma reunião?
4 É estimulante ouvir expressões calorosas de louvor e de agradecimento a Jeová, Ouvinte de oração, e petições pelo seu espírito e pela sua orientação. Quão apropriado é orar no início e no fim de nossas reuniões para o estudo e o treinamento bíblicos! Ajuda o assistente a tirar idéias que distraem e contribui para a seriedade do arranjo. Tanto jovens como idosos podem escutar e aprender a temer a Deus e a obedecer-lhe, ao estarem reunidos. (Deu. 31:12) Deveras, a provisão preciosa da oração nas nossas reuniões vincula nossos irmãos em amor e união e ajuda-nos a pensar nos que não puderam assistir. (Atos 12:5) Orar em conjunto une a congregação, e, junto com as outras bênçãos espirituais das reuniões, estimula-nos ao amor e a obras excelentes. — Heb. 10:24, 25.
ORAÇÕES PESSOAIS
5, 6. (a) Exige-se alguma postura ou formalidade especial ao se fazer uma oração? (b) Por que ajudara ajoelhar-se?
5 Falar com Deus não se deve limitar à hora da refeição e às reuniões congregacionais. Podemos achar diariamente muitas ocasiões para nos comunicar com nosso Pai no céu. Não se precisa adotar nenhuma postura ou formalidade especial. O apóstolo Paulo acompanha a descrição de nossa armadura espiritual com as seguintes palavras: “Ao passo que com toda forma de oração e súplica, em todas as ocasiões, fazeis orações em espírito.” — Efé. 6:18.
6 Ajoelhar-se ao orar ajuda a ter a atitude mental correta. É um modo muito respeitoso de se dirigir ao Soberano do universo. (Efé. 3:14) Em alguns países, é costumeiro curvar-se diante das pessoas. É bem próprio curvar-se diante da Maior Pessoa viva. O Salmo 95:6 convida: “Entrai, adoremos e dobremo-nos; ajoelhemo-nos diante de Jeová, Aquele que nos fez.” É maravilhoso pensar-se que não é preciso marcar hora; em qualquer hora ou em qualquer parte pode-se fazer um breve pedido ou uma expressão de gratidão a Deus por intermédio do canal, Cristo Jesus. — João 16:23.
7. (a) Mencione duas coisas vitais a se considerar ao falar a Deus. (b) Por que convém estar num lugar sossegado?
7 Falar a Deus é tanto uma questão do coração como da mente. O salmista salienta este ponto, dizendo: “Clamei de todo o meu coração. Responde-me, ó Jeová.” (Sal. 119:145) Em vez de valer a postura física especial ou o lugar especial em que orar, o que vale é aquilo que se diz e o motivo atrás das palavras. Não diga as mesmas coisas vez após vez. Alguns pensam que a oração assim é mais eficiente. Mas não é o que Jesus recomendou. (Mat. 6:7) Não é bom decorar palavras para este fim. Numa oração sincera, são as idéias e os pensamentos que têm mais significado. A adoração precisa vir do coração, não só dos lábios. (Mat. 15:8) É proveitoso e ajuda na concentração procurar um lugar sossegado para falar a Deus. — Veja Mateus 6:6; Marcos 1:35; Lucas 9:18
8. Por que se devem confessar os pecados? Em que base?
8 Além de suas necessidades básicas e de outras petições, confessa também seus pecados do modo bíblico? A base da benevolência e da misericórdia de Jeová, podemos agora pedir o perdão de nossos pecados mediante o sacrifício de Cristo. (Núm. 14:17-19) Há um só mediador, Cristo Jesus, o caminho indicado para se chegar a Deus. (1 João 1:9; 1 Tim. 2:5) Naturalmente, se quisermos ter perdão, precisaremos também perdoar, conforme mostra Lucas 11:4. É bom lembrar-se de que, não importa quanto perdoa aos outros, nunca o fará ao ponto em que Deus lhe perdoa.
9. (a) Que seqüência é necessária para se receber misericórdia? (b) Descreva uma das provisões amorosas de ajuda.
9 Uma confissão sincera de pecados e de erros ajuda a prosseguir com melhor consciência. (Sal. 32:5) Entretanto, não confesse seus pecados à noite, pedindo ser perdoado, se no dia seguinte não fizer o devido esforço para vencer a respectiva fraqueza. O provérbio declara sabiamente: “Quem encobre as suas transgressões não será bem sucedido, mas, ter-se-á misericórdia com aquele que as confessa e abandona.” (Pro. 28:13) Às vezes é também necessário pedir a ajuda dos anciãos na congregação, solicitando as orações deles a nosso favor, conforme mostra Tiago 5:1-16. Este arranjo amoroso é outra bela provisão para nosso bem-estar espiritual.
10. Que benefício se derivam de se tomar por hábito a oração?
10 Quando se obtém conhecimento exato da Bíblia, formam-se novos hábitos, ao passo que se assume a nova personalidade. (Col. 3:9, 10) Um destes hábitos deve ser o da oração regular. É bom elevar o coração, e, quando conveniente, a voz a Deus e falar com ele. Isto não exige uma abundância de palavras. Quando, ao começar o dia, deseja realizar muita coisa, deixe-o saber isso. Quando esgotado durante o dia, precisando de força adicional, peça-a. No fim de um dia de realizações, há certa satisfação; expresse seu apreço disso. Durante todo o dia mantenha-se em contato com ele, expressando-se. Tome por hábito fazer confidências ao seu Pai celestial; assim, aos poucos, a oração se tornará parte de sua vida. Usufruirá plenamente este privilégio. “Sede vigilantes, visando as orações.” “Orai incessantemente.” Adote o bom hábito de falar a Deus. — 1 Ped. 4:7; 1 Tes. 5:17.
11. O que é a suplica, e quando e necessária?
11 A Bíblia fala da súplica junto com oração, sendo a súplica uma força mais intensa de pedido humilde a Deus. (Fil. 4:6) Cristo Jesus orou por Pedro, para que a sua fé não fraquejasse. (Luc. 22:32) Jeová estava pronto para ajudar seu próprio Filho num tempo de necessidade. (Heb. 5:7) Há ocasiões em que alguém precisa de ajuda — quando a sua força física se acaba, quando suas faculdades mentais se esgotam e quando se precisa resolver sérios problemas. Esta é a ocasião de recorrer ao seu Deus em busca de ajuda, orientação, sabedoria e força. É consolador saber que “os olhos de Jeová estão atentos aos justos e seus ouvidos estão atentos ao seu clamor por ajuda”. — Sal. 34:15.
12. O que provê Jeová para nos ajudar na nossa guerra?
12 Visto que nossos inimigos são mais poderosos do que nós, não é possível resistirmos sozinhos, sem ajuda externa. Há a armadura espiritual, vital, de Deus, descrita em Efésios 6:11-17, junto com oração e súplica (Efé. 6 vers. 18), para nos habilitar a nos manter firmes contra o Diabo e os demônios. Por meio do estudo diligente, da oração, da meditação e da associação regular com nossos irmãos cristãos, e com o desejo de transmitir as boas novas a outros, poderemos permanecer saudáveis na fé, fortes e decididos a permanecer na verdade. Ao passo que nos achegamos diariamente ao nosso Protetor celestial, seremos lembrados a manter a nossa vigilância, a fim de travarmos a espécie certa de guerra. — 1 Tim. 6:12.
13. Que alívio maravilhoso podemos ter dos tardos cotidianos?
13 Se tomar o tempo, não estando ocupado demais para orar, poderá receber muito consolo, sabendo que Jeová ajuda de muitas maneiras nos nossos problemas e nas coisas que tendem a pesar sobre nós. Somos convidados a lançar nossas fardos e nossas ansiedades sobre ele, porque ele nos assegura que tem cuidado de nós. (Sal. 55:22; 1 Ped. 5:7) Depois de termos orado sobre um assunto, faremos bem em ter fé em que Deus cuide dele, quer dizer, se agirmos em harmonia com aquilo que lhe pedimos. Ordena-se-nos que não estejamos ansiosos de coisa alguma. (Fil. 4:6) Então, por que não aliviar a mente daquilo que o perturba? Com oração e súplica, junto com agradecimento, faça conhecer suas petições a Deus.
OS QUE VENCEM COM ORAÇÃO
14. (a) Como podemos vencer na prova da fé? (b) Como devemos considerar o tempo gasto em falar a Deus?
14 Chegamos a um tempo em que nos confrontamos com a maior crise na história do mundo. Agora e mais adiante há e haverá provas de fé. É sábio prestar constantemente atenção a nos mesmos e ao nosso ensino. (1 Tim. 4:16) Não é tempo de se arriscar. Não só precisamos participar da corrida, mas precisamos também obedecer às regras de vida. Uma regra é estar ‘vigilante, visando as orações’. Em países prósperos, é fácil ficar enlaçado pelo amor às coisas que se podem obter ou possuir e achar-se colocando tesouros terrenos na frente dos celestiais. É também muito fácil ficar contaminado com os modos mundanos. Peça a Jeová a força para falar a verdade, quando necessário, e força para ficar calado quando possa trair a confiança. Os momentos mais preciosos de cada dia podem ser aqueles em que se chega a Deus, pedindo que o ajude e que guarde seus passos no caminho dele. (Sal. 37:34) Ore não só para vencer provações e tentações, mas também para obter a aprovação divina.
15. (a) Por que podemos esperar que Deus nos escute? (b) Devemos expressar-nos livremente a ele?
15 Ordenar-nos Deus que devemos orar e pontilhar ele sua Palavra com exemplos de homens de oração deve convencer-nos de que podemos esperar que escute as nossas petições. Ore para estar do lado seguro, do lado de Jeová na grande questão, e para que possa ter profunda alegria na verdadeira amizade e compreensão dele. Se quiser usufruir a bendita relação íntima com Deus, então terá de ser coerente e viver em estrita harmonia com o que ele lhe diz. Quando precisa tomar decisões, escolha o proceder que manterá sua consciência cristã treinada limpa e pura. (1 Tim. 1:5, 19) Não deve pensar que, visto Deus já conhecer seus pensamentos mais íntimos, não é necessário dizer-lhe coisa alguma. Deverá querer expressar-se livremente a ele, por causa do desejo de coração de ter as melhores relações com ele, em todas as ocasiões.
16. (a) Que atitude deve o cristão manter? (b) Devia-se falar a Deus e servir o inimigo dele?
16 Devemos também pedir que possamos manter uma atitude teocrática, para que não falemos a Deus e realmente sirvamos o seu principal inimigo. Quem é mesmo dedicado e batizado para fazer a vontade de Deus não deve ter idéias ou ações inimigas. A regra bíblica é que não se pode servir a dois amos. (Mat. 6:24) Nem podemos mancar entre duas opiniões, dividindo nossa adoração e nosso serviço entre a organização de Jeová e a de Satanás. (1 Cor. 7:23) Alguns talvez não argumentem abertamente contra a verdade ou contra o modo de Deus fazer as coisas, mas, por outro lado, talvez se neguem a agir em harmonia com as boas coisas aprendidas, e assim resistam à orientação no sentido de avançar. Quando alguém mantém uma relação íntima com Deus, usando a ligação espiritual da oração, é mais provável que mantenha em mente permanecer sempre leal e fiel a Deus.
17. (a) Como pode alguém realizar mais do que acha que pode? (b) A que fonte de energia devia recorrer-se?
17 Seus hábitos de oração nunca devem degenerar em mera rotina ou formalidade. Continue a chegar-se ao Deus Altíssimo em plena fé e a pedir sempre em harmonia com a Sua vontade. (1 João 5:14, 15) A fé não é apenas uma qualidade a ser atribuída aos homens dos tempos bíblicos. Podemos orar pedindo mais fé para realizar mais do que ‘pensamos que podemos’. A leitura do texto de Efésios 3:20 deve animar-nos a recorrer mais regularmente a este reservatório invisível de ajuda ilimitada para se fazer a vontade de Deus para nós: “Ora, àquele que, segundo o seu poder que opera em nós, pode fazer mais do que superabundantemente além de todas as coisas que peçamos ou concebamos . . .” Sinta-se a vontade de pedir as necessidades físicas, as bênçãos espirituais e o triunfo da justiça, e para ser testemunha melhor e mais forte, podendo dar uma explicação boa e lógica da verdade a qualquer momento.
18. (a) Devemos esquecer-nos de orar? (b) Por que precisamos da oração?
18 Tendo os princípios da fidelidade e da lealdade aos interesses de Jeová bem gravados na mente e no coração, então, permaneçamos fortes na fé, perseverando em oração, para que nunca nos desviemos da vereda da justiça. (Rom. 12:12) Deve ser inconcebível eliminar a Jeová Deus de nossa mente mesmo por um só dia de nossa vida dedicada. Pense por uns instantes na alegria, na força, na confiança e no equilíbrio que o povo do nome de Jeová tem por saber como chegar ao seu Pai no céu mediante a oração. (João 16:24) Precisamos pensar muitas vezes no nosso precioso privilegio de orar, para que fiquemos firmes no nosso lugar designado na sempre crescente organização de Jeová. Queremos estar sempre prontos para aceitar tudo o que se provê amorosamente para mantermos nossa devoção de toda a alma ao Ouvinte de oração.
19. Que desculpa se ouve no ministério de campo, e poderíamos usar corretamente tal desculpa para não orar?
19 Quando apresentamos a mensagem do Reino a outros, muitas vezes ouvimos a resposta: “Estou muito ocupado.” É difícil de imaginar por que alguém esteja ocupado demais para escutar a mensagem bíblica. No entanto, por outro lado, verificamos no nosso próprio proceder que realmente dizemos que estamos ocupados demais para falar a Deus ou para escutar sua Palavra pelo estudo regular dela? Tenha cuidado de não se deixar apanhar num redemoinho de atividades que sorrateiramente sufoque seu apreço de se comunicar com Deus. Em outras palavras, nunca deixe que se interrompa esta ligação espiritual com a verdadeira compreensão e amizade com Jeová Deus.
20. Que convite devemos aceitar diariamente?
20 Sintamo-nos sempre felizes com o convite divino de orar: “Jeová está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em veracidade.” (Sal. 145:18) Pode estar certo de que Jeová, mediante o milagre da oração, pode escutá-lo. Falar com ele é realmente um privilégio muito sagrado e prezado. Se reconhecer isso, então orará. Tome tempo para fazê-lo cada dia.
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Suas orações foram respondidasA Sentinela — 1972 | 1.° de dezembro
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Suas orações foram respondidas
MUITOS dos que hoje são testemunhas de Jeová começaram uma vida nova porque se respondeu as suas orações ou as orações a seu favor.
● Dos Estados Unidos vem a seguinte experiência: “Certo dia, em abril de 1970, dirigi-me a Deus em oração, expondo-lhe realmente meu coração. Lembro-me de dizer: ‘Bom Deus, ajuda-me. Se a minha igreja estiver certa, aumenta a minha fé. Se não estiver, por favor, envia-me a verdade.’
“Dois dias depois, minha oração foi respondida quando encontrei uma revista A Sentinela sob a minha porta. [A revista havia sido deixada por uma Testemunha, porque ninguém estivera em casa.] Eu a li, e no dia seguinte encomendei o livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna. Logo depois comecei a estudar a Bíblia com uma das testemunhas de Jeová.”
Atualmente, esta senhora e suas duas filhas adolescentes são testemunhas batizadas de Jeová. Tem verdadeira alegria em compartilhar a verdade bíblica com outros.
● Em Guadalupe, nas Antilhas, duas irmãs carnais afastaram-se uma da outra quando uma delas tornou-se testemunha de Jeová. Cada vez que a Testemunha procurava explicar sua esperança baseada na Bíblia à sua irmã, esta ficava zangada. Em certa ocasião, ela tomou consigo outra testemunha para falar com sua irmã. Esperava que esta Testemunha pudesse fazer sua irmã compreender. Mas, aconteceu que sua irmã se comportou ainda pior do que nas outras vezes. Parecia que todos os esforços da Testemunha para ajudar sua irmã a obter um conhecimento exato da Bíblia eram em vão. Decidiu, então, enviar como presente à sua irmã uma assinatura da revista Despertai. No ínterim, a Testemunha não deixou de orar para que os membros de sua família encarassem as coisas de modo diferente.
Por fim, ocorreu uma mudança. A Testemunha conta: “Certo dia, enquanto meu marido e eu nos aprontávamos para assistir à nossa reunião no Salão do Reino, alguém bateu na porta. Quem era? Minha irmã carnal! Sim, ela queria um estudo bíblico. Imaginem nossa alegria! Ela me disse: ‘Estou realmente confusa com o que acontece na igreja Católica; agora quero saber.’”
A partir daquele momento, a irmã começou a freqüentar as reuniões das testemunhas de Jeová no Salão do Reino, junto com seus filhos. O marido dela ficou encantado com as mudanças que fazia ao aplicar o conselho da Bíblia na sua vida.
Outros parentes da Testemunha, inclusive sua mãe e um irmão, também já começaram a estudar a Bíblia.
Pode realmente dar ânimo acatar a admoestação inspirada do apóstolo Paulo: “Exorto, portanto, em primeiro lugar, a que se façam suplica, orações, intercessões e se dêem agradecimentos com respeito a toda sorte de homens . . . Isto e excelente e aceitável à vista de nosso Salvador, Deus, cuja vontade é que toda sorte de homens sejam salvos e venham a ter um conhecimento exato da verdade.” — 1 Tim. 2:14
“Deus não e parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme o que faz a justiça lhe e aceitável.” — Atos 10:34, 35.
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